Histórias de Lisboa

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Histórias de Lisboa

Quantas ideias de Lisboa cabem numa cidade com quase 3 mil anos de História? Quantas histórias se escondem debaixo dos nossos pés, na forma de uma praça, no nome de uma rua? Este podcast vai à procura dessas cidades invisíveis, uma por episódio, com a ajuda de historiadores, arqueólogos, arquitetos e investigadores.Histórias de Lisboa é um podcast do jornalista da SIC, Miguel Franco de Andrade, com sonoplastia de Ana Salomé Rita e genérico de Nuno Rosa e Maria Antónia Mendes.Todas as quartas-feiras, a partir de dia 23 de outubro, na SIC Notícias, SIC e Expresso, assim como em todas as plataformas de podcast.

  1. 53

    Qual é a próxima história de Lisboa? O que se comia e bebia nas tabernas e nos cafés históricos de Lisboa

    No próximo episódio de 'Histórias de Lisboa', vamos saber o que se comia e o que se bebia na Lisboa dos últimos 300 anos e como o mundo das tabernas e das casas de pasto conviveu com os botequins e os cafés mais finos (e vigiados) da cidade, espaços de convívio, subversão e sociabilidade.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  2. 52

    O Primeiro 1º de Maio

    O Primeiro de maio de 1974 é, para muitos, a primeira e inesquecível manifestação pública, coletiva e popular da liberdade inaugurada pela revolução do 25 de abril. Mas a primeira celebração do dia internacional pela luta dos direitos dos trabalhadores começou a realizar-se, em Lisboa, logo em 1890, ao mesmo tempo que muitas outras grandes cidades do mundo adotavam a resolução do Congresso Internacional de Paris de 1889. A data visava trazer á memória os acontecimentos da revolta de Haymarket, ocorrida 3 anos antes, em que uma greve geral em luta pelos 8 horas de trabalho diário resultou na morte, e posterior enforcamento, dos chamados ‘mártires de Chicago’. Perante a desconfiança das autoridades políticas e policiais da época, o primeiro dia de maio de 1890 contou com a presença de um verdadeiro “exército operário”, uma imensa população de lisboetas, alguns recém-chegados de outras zonas do País, que vivia amontoada em pátios e vilas operárias sem quaisquer condições de salubridade. O cortejo de 1 de maio de 1890 reuniu-se na então recém inaugurada praça dos Restauradores e percorreu algumas das principais avenidas da capital – desde logo, a da Liberdade – território por excelência da Lisboa burguesa, em direção ao insólito destino do cemitério dos Prazeres, para homenagear o 'apostolo' José Fontana, falecido em 1876.Entre as reivindicações estavam a redução de horários de trabalho (que chegavam, por vezes, às 14 ou mesmo 16 horas de trabalho), e a exigência de uma legislação laboral, que disciplinasse o trabalho noturno, feminino e dos menores. Pela primeira vez, a população operária de Lisboa era vista e escutada, de forma organizada, numa festa de “luta e de luto”, que ao longo das décadas seguintes teve altos e baixos, mas que nem os 48 anos de ditadura, instituída em 1926 – há exatamente 100 anos –, e depois o Estado Novo, conseguiriam, na totalidade, silenciar. Neste episódio de ‘Histórias de Lisboa’, o jornalista Miguel Franco de Andrade conversa com a investigadora Ana Alcântara sobre o primeiro Primeiro de maio da História.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  3. 51

    Qual é a próxima história de Lisboa? As celebrações proibidas do Dia do Trabalhador

    No próximo episódio de 'Histórias de Lisboa', vamos conhecer os primórdios dos movimentos e dos conflitos sociais da capital: a luta por melhores condições de vida e de salário, a situação miserável em que vivia grande parte da população lisboeta na segunda metade do século XIX e as celebrações, durante muito tempo proibidas, do Dia do Trabalhador. Vamos percorrer os caminhos da Lisboa operária desde as primeiras celebrações do 1º de maio na capital até ao longo inverno das liberdades, depois do 28 de maio de 1926, há exatamente 100 anos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  4. 50

    O Cais do Sodré

    Diz-se do caos que é uma ordem por decifrar. E diz quem conhece o Cais do Sodré que este verdadeiro caos possui, no entanto, uma ordem própria e que ela ajuda a explicar séculos na vida da cidade.  Nas margens do rio, da lei e das muralhas, já foi chamado de cata que farás, remolares, foi casa para um famoso relógio de sol, substituído, após a Guerra Civil, pela estátua do duque que entrou vitorioso pela cidade no dia 24 de julho, como a Avenida que ao Cais conduz. Pintaram-lhe na rua uma tonalidade cor de rosa, mas o 'caixodré', como é chamado pelos lisboetas, possui tantas cores quantas as que cabem no mundo, que lhe aporta ao Cais: desde os dias de Gil Vicente ou do Vicente Sodré, o homem que lhe deu o nome, até às noites, metafóricas como as ditaduras, ou literais, na liberdade de dançar do Tokyo ao Roterdão, do Musicbox ao Jamaica.   Neste episódio de Histórias de Lisboa, vamos embarcar numa viagem à volta do mundo, sem nunca largar o cais, e mergulhar no submundo do caos de Lisboa: o Cais de Sodré.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  5. 49

    Qual é a próxima história de Lisboa? O cata que farás ou, como é mais conhecido, o 'caixodré'

    No próximo episódio de Histórias de Lisboa, vamos falar de um bairro que é muito mais do que dizem que ele é. Sítio triplamente marginal - existe nas margens do rio, da lei e das muralhas da cidade - o Cais do Sodré já foi chamado de muitos outros nomes: cata que farás, remolares, praça duque da terceira e ultimamente rua cor de rosa. Mas este pedaço de terra que rodeia o cais é casa para infinitas historias. Dia 17 de abril, não perca esta viagem ao submundo do caos de Lisboa, o Cais de Sodré.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  6. 48

    O Teatro Romano de Lisboa

    A meio caminho entre a colina do Castelo de São Jorge, em Lisboa e o rio Tejo existe um monumento gigantesco e de importância excecional do qual poucas pessoas ouviram falar (e menos ainda visitaram). O teatro romano de Olissipo foi mandado construir, há cerca de 2 mil anos por um império em afirmação e crescimento que, há 2 mil anos, se estendia, a norte, das florestas da Germânia até, a sul, às costas mediterrânicas do norte de áfrica; dos confins do atual Médio Oriente até, precisamente, ao extremo mais ocidental da Europa. Quem ousasse passar de barco ao largo de Olissipo, no início deste Era, não poderia ter dúvidas de que aquela era terra do Império, ao ver, a meio da colina, o edifício do monumental teatro. Nele, chegaram a caber mais de 4 mil espectadores (hoje o maior teatro de Lisboa terá pouco mais de 1000 lugares), e foi palco para alguns dos mais importantes acontecimentos da cidade: teatrais mas também políticos, religiosos e rituais. Mas, numa importante lição da História de que a glória é sempre passageira, o gigante da colina de Olissipo desapareceu com as ruínas do Império. Assim permaneceu esquecido, durante séculos, por debaixo das pedras da cidade até que o terramoto de 1755 -- e a reconstrução da cidade – o trouxeram de novo à luz do dia, numa obra de resgate da memória que, apesar de tudo, continua por terminar. Neste episódio de ‘Histórias de Lisboa’, um pouco mais comprido do que é habitual, o jornalista Miguel Franco de Andrade conversa com o arqueóloga Lídia Fernandes, coordenadora do Museu do Teatro Romano, sobre o monumento que é um “gigante adormecido” na colina do Castelo de Lisboa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  7. 47

    Qual é a próxima História de Lisboa? O teatro romano de Olissipo

    No próximo episódio de 'Histórias de Lisboa', vamos falar de um monumento com mais de 2 mil anos em pleno centro histórica da capital que muita gente desconhece. Aproveitando que hoje dia mundial de teatro, antecipamos a história do teatro romano de Olissipo, um edifício colossal construído na antiguidade clássica a meio caminho entre o rio e a colina do castelo. Não perca o próximo episódio, disponível a partir da próxima sexta-feira, 3 de abril.  O som utilizado na abertura deste episódio é da autoria de Synaulia e chama-se 'Pavor', pode ser encontrado a partir deste link.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  8. 46

    Fenícios, os fundadores de Lisboa

    Quem fundou a cidade de Lisboa? Muito antes da tomada do poder de D. Afonso Henriques no século XI, da chegada de populações muçulmanas a partir do norte de áfrica no Século VII, dos exércitos romanos no século II a.C , na foz do maior rio da Península Ibérica existiriam apenas pequenos núcleos de povoamento dispersos, ligados à agricultura e aos recursos do imenso estuário, numa cultura típica do que há muito se convencionou chamar de idade do bronze. Ao longo de todo o curso do rio Tejo, até pelo menos Santarém, surgiram povoados que revelam o contacto entre as populações autóctones, que sempre habitaram a região, e os recém-chegados fenícios, com longas barbas e vestes tingidas Neste episódio de 'Histórias de Lisboa, vamos conhecer o momento da chegada dos fenícios, a quem se atribui a fundação da cidade. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  9. 45

    Qual é a próxima história de Lisboa? A viagem extraordinária dos fundadores da cidade

    A pedra tumular encontrada por acaso nas obras de um hotel na frente ribeirinha de Lisboa, em 2014, é talvez o mais importante vestígio material que sustenta a ideia de que no século VII antes de Cristo, ou seja, há 2700 anos: uma cidade estava a ser fundada nas águas do Tejo. Muito antes dos romanos e com origens longínquas nos confins do mediterrâneo oriental, aos grandes rios da península ibérica, os fenícios trouxeram tecnologias como a escrita, a metalurgia do ferro e a arquitetura, e, também, uma nova forma de religião.  No próximo episódio de Histórias de Lisboa, vamos conhecer a extraordinária viagem dos fenícios, a quem se atribui a fundação de Lisboa! See omnystudio.com/listener for privacy information.

  10. 44

    Martim Moniz: uma ferida aberta em pleno coração da cidade

    A zona que hoje conhecemos como Martim Moniz sempre foi um espaço de fronteiras: entre o campo e a cidade, os de dentro e de fora, muçulmanos, cristãos,  lisboetas e provincianos, rurais e urbanos, portugueses e estrangeiros. Mas é também um dos símbolos de uma cidade aberta, cosmopolita que o descaso, os experimentalismos urbanos e as modas ideológicas, ao longo dos séculos, tendem a manter eternamente à espera de uma solução. Neste episódio de ‘Histórias de Lisboa’, o jornalista Miguel Franco de Andrade conversa com o investigador e historiador de arte Tiago Borges Lourenço, sobre o Martim Moniz e a velha rua da Palma, a ferida aberta (e pulsante) no coração da cidade.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  11. 43

    Qual é a próxima história de Lisboa? A ferida do Martim Moniz

    No próximo episódio de Histórias de Lisboa vamos falar de uma ferida aberta no coração da cidade. A zona que hoje conhecemos como Martim Moniz sempre foi um espaço de fronteiras, entre o campo e a cidade, os de dentro e de fora, muçulmanos e cristãos, lisboetas e provincianos, rurais e urbanos, portugueses e estrangeiros. Mas é também um dos símbolos de uma cidade aberta, cosmopolita que o descaso, os experimentalismos urbanos e as modas ideológicas, ao longo d os séculos, tendem a manter eternamente à espera de uma solução…  Não perca, a dia 6 março, os segredos do Martim Moniz, no próximo episódio histórias de Lisboa. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  12. 42

    As cheias de 1967

    Segundo alguns investigadores, as inundações de 1967 de Lisboa foram a pior tragédia que se abateu na região da capital desde o terramoto de 1755. As previsões meteorológicas para aquele sábado de 25 de novembro de 1967 nem eram das mais gravosas, num outono considerado, até ali, pouco chuvoso. Mas, por uma conjunção de fatores climatéricos, em apenas 5 horas, choveu o equivalente a dois meses. Neste episódio de ‘Histórias de Lisboa’, o jornalista Miguel Franco de Andrade conversa com o geógrafo Francisco da Silva Costa sobre as inundações que poderão ter mudado o curso da História, as cheias de 1967.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  13. 41

    Qual é a próxima História de Lisboa? As cheias de 1967

    Esta sexta-feira, dia em que deveriam começar verdadeiramente os festejos de Carnaval, continuamos no país sob o signo das consequências do mau tempo e por isso achámos que, nas histórias de Lisboa, faria todo o sentido dedicar um episódio às cheias de 1967. Um acontecimento que continua desconhecido de muitos, mas que provocou centenas de vítimas. Não perca, na próxima semana, o novo episódio do podcast 'Histórias de Lisboa' sobre uma catástrofe que ainda hoje continua a devastar a cidade e o país. Disponível a partir de 20 de fevereiro em todas as aplicações de podcasts e nos sites do Expresso, da SIC e da SIC Notícias. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  14. 40

    O velho entrudo e carnaval lisboeta

    Desordem ou tradição? Paganismo ou religião? Autoridade ou subversão? Alvo de repressão e proibições, o velho entrudo e carnaval lisboeta conseguia realizar a proeza de, pelo menos uma vez por ano, misturar povo e elites numa folia que, por vezes, podia assumir contornos de violência. Até que ideias de progresso e de civilização no século XIX contribuíram para tornar as celebrações carnavalescas cada vez mais “civilizadas”. Neste episódio de ‘Histórias de Lisboa’, o jornalista Miguel Franco de Andrade conversa com a investigadora Paula Magalhães sobre o velho carnaval lisboeta.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  15. 39

    Qual é a próxima história de Lisboa? O velho Carnaval da cidade

    Havia dois carnavais. O do velho entrudo lisboeta, com arremessos de ovos, tremoços, farinha, baldes de água e todo o tipo de tropelias em verdadeiras batalhas campais no Chiado e os disciplinados desfiles de Carnaval, com confettis, serpentinas e hora marcada, e carros enfeitados de flores a descer a avenida. Entre eles, vai uma distância entre dois mundos. No próximo episódio de 'Histórias de Lisboa', vamos perceber o que os separa. Disponível a partir de 6 de fevereiro. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  16. 38

    26 de janeiro de 1531: o sismo que destruiu uma parte de Lisboa (mas que poucos ouviram falar)

    No dia 26 de janeiro de 1531, entre as 4 e as 5 da manhã, a terra tremeu em Lisboa. Segundo contam os relatos da época, um raio rasgou os céus e ouviu-se um enorme trovão. Por toda a cidade abriram-se fendas e derrubaram-se edifícios. No final do dia, terão morrido milhares de pessoas. Neste episódio de ‘Histórias de Lisboa’, o jornalista Miguel Franco de Andrade conversa com o geofísico Miguel Miranda sobre um dos sismos mais desconhecidos de Lisboa, o terramoto de 26 de janeiro de 1531.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  17. 37

    Qual é a próxima história de Lisboa? O sismo do qual nunca se ouve falar

    Tal como no terramoto de 1755, também há 495 anos um tsunami terá varrido o rio Tejo.  Entre as testemunhas do cataclismo estiveram nomes como os de Garcia de Resende ou Gil Vicente, o pai do teatro português, que terá até participado no debate sobre as causas do terramoto de 1531. A não perder, a partir do dia 23 de janeiro, no próximo episódio de Histórias de Lisboa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  18. 36

    As profissões desaparecidas da Baixa lisboeta

    No arranque de mais um novo ano, vamos fazer uma viagem ao passado e percorrer as ruas da Baixa Lisboeta antes do terramoto de 1755, antes da reconstrução pombalina ter transformado o labirinto de becos, ruelas e travessas nas vias regulares e ortogonais que hoje conhecemos. Algumas destas ruas ainda preservam a memória de atuais ou antigas profissões, artes e ofícios: dos sapateiros aos correeiros, passando pelos douradores, fanqueiros e o trabalho dos ourives com os metais nobres do ouro e da prata. Neste episódio de ‘Histórias de Lisboa’, o jornalista Miguel Franco de Andrade conversa com a historiadora Delminda Rijo, especialista em demografia histórica, sobre as profissões desaparecidas da antiga Baixa lisboeta.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  19. 35

    As histórias mais ouvidas de 2025: “Nas obras à cave do restaurante 'Irmãos Unidos' encontraram uma escadaria. Era o maior hospital de Lisboa do século XV”

    As obras para uma cave num restaurante, em 1953, puseram a descoberto uma escadaria monumental, mas foi a construção da estação de Metro do Rossio que viria a revelar, uns anos mais tarde, o que restava do maior hospital de Lisboa. O mítico edifício, começado a construir no  século XV, recebia os doentes no Banco das Urinas e depois distribuía-os por diferentes alas: homens, mulheres, alienados, sifilíticos, etc.  Este foi o segundo episódio do podcast mais ouvido em 2025, recorde aqui a história do Hospital Real de Todos os Santos com o historiador e arqueólogo Carlos Boavida. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  20. 34

    A história mais ouvida de 2025: “Ao escavarmos o túnel da futura linha circular do metro, descobrimos um convento cortado ao meio”

    Entre a Estrela e Santos, bem debaixo dos pés dos lisboetas, os operários do metro estiveram a revolver o subsolo da capital, para criar uma expansão da rede do metro através de uma linha circular. As obras para as novas estações forneceram materiais e muita informação sobre o passado, numa zona tão central da cidade.  “Ao escavarmos o túnel da futura linha circular do metro, descobrimos um convento cortado ao meio”, conta o arqueólogo Fernando Real ao jornalista Miguel Franco de Andrade neste episódio de ‘Histórias de Lisboa’. Este foi o mais ouvido do podcast em 2025, recorde aqui a história sobre as descobertas das obras do metro de LisboaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

  21. 33

    Os Meninos da Roda

    À semelhança de outros países católicos do sul da Europa, em Portugal, até à segunda metade do século XIX , existia o sistema da roda. Um mecanismo rotativo de madeira colocado numa porta ou janela discreta, por norma, de um hospital ou de uma casa religiosa. Ao rodar, uma sineta tocava para alertar para a chegada de uma nova criança, abandonada de forma anónima.  Por todo o país existiram rodas. Em Lisboa, foi a Santa Casa da Misericórdia que recebeu a esmagadora maioria dos abandonados – os expostos, como eram chamados. História de superação e de dificuldades económicas que levaram, por exemplo, à criação da lotaria nacional como forma de suprir as necessidades da instituição. ainda hoje uma poderosa metáfora do jogo de sorte e de azar que marcou a vida de muitos dos nossos antepassados. Neste episódio de ‘Histórias de Lisboa’, o jornalista Miguel Franco de Andrade conversa com a investigadora Joana Vieira Paulino sobre os Meninos e as Meninas da Roda.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  22. 32

    Qual é a próxima história de Lisboa? Eis algumas pistas: o Natal, a roda e a Santa Casa da Misericórdia

    No próximo episódio das 'Histórias de Lisboa' vamos falar sobre o mecanismo desenvolvido em vários países católicos do sul da Europa para a entrega de crianças a instituições como forma de evitar o infanticídio: o fenómeno dos meninos expostos entregues à roda.  Não perca a história dos 'meninos da roda', para ouvir a partir do dia 19 de dezembro. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  23. 31

    As águas milagrosas de Lisboa

    Em plena frente ribeirinha em Alfama, esconde-se um segredo quase à vista de todos: num pequeno troço de cerca de 250 metros, entre o Chafariz del Rey e o largo do Chafariz de Dentro, multiplicam-se as fontes e nascentes de água -- algumas com temperaturas superiores a 30º C – que ao longo dos séculos ganharam a fama de milagrosas. A popularidade de algumas nascentes, às quais a crença popular atribuiu virtudes terapêuticas, provocou verdadeiras romarias às águas de Alfama. A chamada Fonte das Ratas atraía milhares de pessoas ao atual largo das Alcaçarias, multidões munidas de garrafões que se acotovelavam, noite e dia, na expectativa de aproveitar os benefícios do preciso líquido. Quando, em 1963, as autoridades de saúde encerraram a fonte, por contaminação das águas, as populações protestaram veementemente. Neste episódio de ‘Histórias de Lisboa’, o jornalista Miguel Franco de Andrade conversa com a investigadora Elsa Cristina Ramalho sobre as águas milagrosas da cidade.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  24. 30

    Qual é a próxima história de Lisboa? É um segredo bem guardado, quase à frente de todos

    É um segredo bem guardado, quase à frente de todos, num dos bairros mais conhecidos de Lisboa, até há pouco tempo brotava água quente do solo, bem no coração de Alfama. E tão ou mais surpreendente é o facto de ainda nos anos 70 do século XX terem existido, ao serviço da população, termas e balneários, escondidos atrás das fachadas dos prédios na frente ribeirinha desta zona histórica de Lisboa.  Nas o que é feito atualmente das fontes de alfama? e para onde correm as águas em tempos consideradas milagrosas? como foi possível que apenas em poucos anos a memória das romarias às aguas de alfama se tenha praticamente desvanecido? E haverá planos para a recuperação das antigas fontes? Não perca as respostas no próximo episódio de 'Histórias de Lisboa'. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  25. 29

    A extraordinária viagem dos elevadores e ascensores de Lisboa

    Entre 1884 e 1901, Lisboa assiste à concretização de um sonho: a construção de uma rede de ascensores e elevadores que ousavam vencer as íngremes colinas que tanta moléstia causavam aos lisboetas e sofrimento ao transporte de tração animal. Inspirados nas inovações importadas dos Estados Unidos e no centro da Europa. O primeiro a ser projetado foi o da Glória, mas acabaria por caber ao do Lavra , na colina oposta da Avenida da Liberdade, as honras de pioneiro da capital. Dois anos mais tarde, a 24 de outubro de 1885, no dia da abertura do Elevador da Glória, compareceram algumas das figuras mais importantes da cidade. As fotografias e gravuras da época mostram-nas, com chapéu alto e fatos de gala, a empreenderam a viagem inaugural dos Restauradores ao Bairro Alto.  Estrela, Chiado, Bica, Mouraria e Graça passariam a estar servidas por elevadores e ascensores, alguns descrevendo por vezes curvas surpreendentes para uma tecnologia concebida para ruas tendencialmente ortogonais, causando espanto, muitos percalços e alguns acidentes. Neste episódio de ‘Histórias de Lisboa’, o jornalista Miguel Franco de Andrade conversa com o investigador João Firmino da Costa sobre a extraordinária viagem dos elevadores e ascensores de Lisboa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  26. 28

    Qual é a próxima história de Lisboa? A desgraça da Glória e o segredo dos elevadores da cidade

    Inaugurou-se o Elevador da Glória no dia 24 de outubro de 1885. A joia da coroa de uma dezena de novos ascensores e elevadores que ousavam subir e descer as íngremes colinas de Lisboa. Algumas destas linhas ainda existem, como a Bica ou o Lavra; outras já desapareceram ou foram integradas noutros percursos, como o antigo Elevador da Graça, desafiando a gravidade pelas ruas da Mouraria. De ascensores a elevadores, no próximo episódio de 'Histórias de Lisboa' vamos descobrir a origem de todos eles e como o processo da eletrificação pode ter sido, segundo as palavras do convidado de Miguel Franco de Andrade, João Firmino da Costa, "o pecado original" para os acontecimentos que abalaram a cidade no início de setembro. Não perca, a 21 de outubro, o novo episódio do podcast para ouvir em todas as aplicações e nos sites da SIC, Expresso e SIC Notícias. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  27. 27

    O mistério dos mortos do convento de São Domingos

    O quarteirão entre as traseiras do Rossio, a Praça da Figueira e o Martim Moniz atravessou oito séculos de história, desde a fundação do convento dos dominicanos, em meados do século XIII. Por aqui passaram muitos dos acontecimentos que moldaram a história da capital, como a assembleia que tentou convencer o mestre de Avis a tomar a defesa de Lisboa contra o cerco castelhano, em plena crise de 1383-85. Na Páscoa de 1506, aqui teve início o massacre de judeus e cristãos-novos que levaria à chacina de 2 mil pessoas por toda a cidade. Era daqui saíam os condenados à fogueira pela inquisição, para os temíveis autos de fé no Rossio ou no Terreiro do Paço. Casaram-se e batizaram-se reis, inclusive aquele que viria a ser vítima de regicídio, D. Carlos I, o princípio do fim da monarquia. Já bem dentro do século XX, o local tornou-se conhecido por alojar os célebres armazéns do Braz & Braz, a loja de artigos para o lar, em plena Baixa Pombalina. No meio de tanta agitação, são domingos guardava, porém, um segredo, revelado durante a pandemia de Covid-19. Nas obras destinadas a transformar o convento em mais um hotel, os arqueólogos depararam-se com um número avassalador de restos humanos no subsolo do antigo claustro. No final da escavação, foram desenterrados quase 3 mil esqueletos, a esmagadora maioria dos quais bebés prematuros ou crianças com menos de 3 anos de idade. Neste episódio de ‘Histórias de Lisboa’, o jornalista Miguel Franco de Andrade conversa com a arqueóloga e bioantropóloga Lucy Shaw Evangelista sobre o mistério dos mortos do convento de São Domingos. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  28. 26

    Qual é a próxima história de Lisboa? Descubra-a aqui

    Às portas do Rossio, uma equipa de arqueólogos fez uma descoberta surpreendente. Junto do antigo convento, desenterraram milhares de esqueletos humanos, com uma característica muito específica. “A presença de restos mortais não era de espantar, em Portugal até ao século XIX toda a gente era enterrada em igrejas ou em torno de espaços sagrados. Mas, neste caso, pertenciam exclusivamente a indivíduos não adultos, de uma idade muito precoce: bebés recém-nascidos”, explica a bio antropóloga Lucy Shaw Evangelista, uma das responsáveis pela análise e tratamento deste artefacto.  Quem são estes bebés encontrados no subsolo de algumas das lojas mais famosas da Baixa? Que dizem eles sobre as terríveis condições de vida de um território que é agora um dos mais valorizados do país? Porque ninguém sabia deles até há tão pouco tempo?  Não perca o próximo episódio, sobre o mistério dos mortos do convento de São Domingos, das 'Histórias de Lisboa', com estreia no dia 7 de novembro.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  29. 25

    O dia em que as obras do metropolitano puseram a descoberto um hospital com mais de 400 anos no Rossio

    As obras para uma cave num restaurante, em 1953, puseram a descoberto uma escadaria monumental, mas foi a construção da estação de Metro do Rossio que viria a revelar, uns anos mais tarde, o que restava do maior hospital de Lisboa. O mítico edifício, começado a construir no  século XV, recebia os doentes no Banco das Urinas e depois distribuía-os por diferentes alas: homens, mulheres, alienados, sifilíticos, etc.  Neste episódio de Histórias de Lisboa, o jornalista Miguel Franco de Andrade conversa com o historiador e arqueólogo Carlos Boavida sobre o Hospital Real de Todos os Santos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  30. 24

    Nova capa, nova temporada com mais Histórias de Lisboa

    A terceira temporada do podcast "Histórias de Lisboa" chega com a promessa de continuar a surpreender os ouvintes. Ao longo de 15 novos episódios, o podcast vai revelar os segredos, mitos e tradições da capital portuguesa, com um foco especial nas mais recentes descobertas da arqueologia de Lisboa. Entre os temas desta temporada estão a escavação que revelou milhares de esqueletos de crianças num convento perto do Rossio, as lendárias águas milagrosas de Alfama e a importante história dos elevadores e ascensores da capital portuguesa. "Histórias de Lisboa" mantém-se fiel ao compromisso de revelar o passado e o presente da cidade, agora com episódios lançados às sextas-feiras. O primeiro episódio da nova temporada estará disponível a partir de 24 de outubro nas principais plataformas de podcast, bem como nos sites da SIC, SIC Notícias e Expresso.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  31. 23

    Uma barca e dois corvos: a história por detrás dos símbolos da cidade de Lisboa

    Até 1981, Lisboa teve dois santos padroeiros: o popular (Santo António) e o oficial (São Vicente). As razões para esta duplicidade estão enraizadas numa história com quase mil anos. Santo António acabaria por ganhar o título de padroeiro mas, ainda hoje, o símbolo da capital é a barca e os corvos que conduziram as relíquias de São Vicente para a capital. Neste episódio de Histórias de Lisboa, Miguel Franco de Andrade conversa com o historiador de arte do Museu de Lisboa, Paulo Almeida Fernandes, sobre São Vicente, o outro santo padroeiro da cidade.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  32. 22

    Saloios: “A maior invenção da cidade”

    “És um saloio!”, “Isso é uma saloiada”, “Não passa de uma saloiice”, “Olha a batatinha saloia!”. Na região de Lisboa (e não só…), a expressão “saloio” permanece em algumas marcas da linguagem (e de produtos), mas o que muitos não sabem é que saloio designou, durante séculos, as populações que habitavam os arredores a norte da capital. Saloios eram todos aqueles que produziam os alimentos hortícolas ou de origem animal (como os célebres queijos, a par do pão saloio), traziam água para a cidade, tratavam dos transportes entre o campo e cidade e faziam a lavagem da roupa dos alfacinhas nas ribeiras de água límpida dos arredores. Em troca, passaram a fazer parte de um certo folclore urbano, a que não faltou um certo olhar de desdém tão típico “dos da cidade”. Talvez seja esse o significado que hoje mais perdura na palavra saloio, a par da ideia de caseiro e natural, como o famoso pão saloio.  Em mais uma história de Lisboa, partimos à descoberta dos saloios, numa viagem pelos arredores da cidade. Ouça aqui a conversa entre o geógrafo Jorge Gaspar e o jornalista Miguel Franco de Andrade. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  33. 21

    Os segredos das árvores de Lisboa

    Não há como não reparar por estes dias, as jacarandás já começaram a florir nos jardins e nas ruas de Lisboa. A exuberância de uma árvore, cujo percurso desde a América do Sul até à capital portuguesa descreve uma de muitas histórias de uma cidade cosmopolita não passa desapercebida.  Mas esta árvore, que nos últimos meses ganhou inesperado protagonismo nas notícias de Lisboa, está longe de ser caso único no interessante universo das 799 espécies de árvores nativas, introduzidas, naturalizadas ou invasoras da capital. Algumas estão mesmo classificadas como exemplares de interesse público: e só na cidade de Lisboa há 62. Esta semana, nas 'História de Lisboa', vamos descobrir o que são afinal as tão famosas jacarandás e os segredos das restantes árvores de Lisboa com a diretora do Jardim Botânico da Ajuda  Ana Luísa Soares.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  34. 20

    As Novas Obras do Metro de Lisboa

    Entre a Estrela e Santos, bem debaixo dos pés dos lisboetas, os operários do metro estiveram a revolver o subsolo da capital, para criar uma expansão da rede do metro através de uma linha circular. As obras para as novas estações forneceram materiais e muita informação sobre o passado, numa zona tão central da cidade.  Neste episódio de 'Histórias de Lisboa', Miguel Franco de Andrade e o consultor de arqueologia do Metropolitano de Lisboa conversam sobre os novos achados arqueológicos descobertos durante as obras da linha circular do Metro.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  35. 19

    A Revista à Portuguesa

    Entre 1850 e 1920 estrearam-se em Lisboa cerca de 250 peças de teatro musical, um género popular que inclui “revistas”, operetas, zarzuelas e outro tipo de “variedades”. Com o tempo, criaram-se empresários do ramo, vedetas, êxitos musicais e bordões, reconhecíveis por toda a gente, assim como as personagens tipificadas em palco: o político, o bêbado, a sopeira, mas também a varina, o galego ou o saloio. Neste episódio de Histórias de Lisboa, Miguel Franco de Andrade e o investigador do Instituto de Etnomusicologia da Universidade Nova de Lisboa, Pedro Félix, conversam sobre o teatro musical em Lisboa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  36. 18

    As varinas de Lisboa

    Durante décadas fizeram parte da paisagem lisboeta; ou num imaginário construído à volta delas. A história das varinas tem origem nas dificuldades económicas na terra de origem, junto à ria de Aveiro. Estabeleceram-se nos bairros de Lisboa mais ligados à venda do peixe, como Alfama e Madragoa, e introduziram um colorido (e por vezes um incómodo) a uma Lisboa operária, burguesa e ela própria em acelerada mudança. Esta semana nas Histórias de Lisboa, Miguel Franco de Andrade conversa com a historiadora da Câmara de Lisboa, Sofia Tempero sobre as Varinas – um símbolo de Lisboa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  37. 17

    Monsanto, uma floresta na cidade

    Desde há cerca de 90 anos, Lisboa vive lado a lado com um colosso da biodiversidade, sempre em evolução, sempre em mudança. Os terrenos férteis da serra de Monsanto já acolheram povoamentos humanos com milhares de anos, como é caso por exemplo do homem de neandertal. Foi procurado por monarcas e nobres para construir quintas e tapadas de caça com javalis, gamos e veados; os cumes e campos acabaram desertificados por uma agricultura intensiva de cereais e sobrepastoreio. Mas tudo começou a mudar, entre a segunda metade do século XIX e os anos 30 do século passado. Neste episódio do podcast Histórias de Lisboa, Miguel Franco de Andrade e engenheiro silvicultor Fernando Louro Alves percorrem a floresta à beira da cidade, o Parque Florestal de Monsanto.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  38. 16

    Lisboa em Revolução: 25 de abril de 1974

    Adelino Gomes localizou, perdido num sótão, um baú com fitas e gravações que lhe tinham sido entregues por um antigo colega de profissão. Lá dentro, milagrosamente, estava a versão mais alargada de um registo do dia 25 de Abril, captado em conjunto com Paulo Coelho e Pedro Laranjeira, que se julgava perdido. Nele, é possível acompanhar o retrato sonoro de um dia que começa como um golpe militar nas ruas da Baixa de Lisboa e termina em revolução popular em pleno no Largo do Carmo. Neste 'Histórias de Lisboa', Miguel Franco de Andrade vai numa viagem sonora com "os rapazes do gravador". Ouça aqui a entrevista a Adelino Gomes e Paulo Coelho e partes da gravação encontrada. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  39. 15

    Bairro Alto: uma ilha de liberdade no centro da cidade

    Considerado como um bairro típico, o Bairro Alto é, na verdade, uma experiência de modernidade numa Lisboa, até então, labiríntica e medieval. Os primeiros moradores estavam ligados às profissões da expansão marítima; seguiram-se as elites e uma população humilde que nunca deixou de o habitar. As cavalariças dos palácios deram lugar às máquinas de  impressão dos jornais, e estas aos bares e discotecas, numa espécie de ilha de liberdade (à noite) que durante o dia mais parece uma aldeia a dois passos do Chiado. Miguel Franco de Andrade e o historiador Helder Carita estão de visita ao Bairro Alto.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  40. 14

    A “minoria mais minoritária”: os Galegos em Lisboa

    Durante décadas foram os  trabalhadores braçais, moços de recados, carregadores e aguadeiros da capital, substituindo em grande parte a mão de obra escravizada após o terramoto de 1755. Da imagem negativa do galego foi emergindo, aos poucos, uma geração de “lisboanos” cultos, ricos e prósperos. Neste episódio de Histórias de Lisboa, Miguel Franco de Andrade conversa com Carlos Pazos-Justo, professor da Universidade do Minho.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  41. 13

    As três muralhas (quase invisíveis) da cidade de Lisboa

    Como seria de esperar de uma cidade que foi disputada por vários poderes, Lisboa não deixou de contar com várias fortificações para a sua defesa ao longo da História. A primeira das muralhas foi durante muito tempo conhecida por cerca moura. A segunda  surgiu no momento de afirmação do primeiro rei, D. Dinis e consagrou Lisboa, cada vez mais, como cabeça do reinado. O terceiro sistema defensivo da cidade é também o mais extenso e o mais bem documentado, mas não necessariamente o mais bem protegido.  Neste episódio do podcast Histórias de Lisboa, o jornalista Miguel Franco de Andrade percorre as três muralhas (quase invisíveis) da cidade de Lisboa com a historiadora Ana Cristina Leite. Oiça aqui a entrevista.  See omnystudio.com/listener for privacy information.

  42. 12

    Trailer: 2ª temporada

    As muralhas da cidade, Varinas, Galegos e Moçárabes, São António e São Vicente, o Bairro Alto e Monsanto são alguns dos temas da segunda temporada do podcast que vai à procura das cidades invisíveis, uma por episódio, que se escondem debaixo de 3 mil anos de História, com a ajuda de historiadores, arqueólogos, arquitetos e investigadores. A autoria e apresentação é do jornalista da SIC, Miguel Franco de Andrade. Todas as terças-feiras, a partir de dia 1 de abril, na SIC, SIC Notícias, Expresso e todas as plataformas de podcast.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  43. 11

    Revoluções em Lisboa

    Lisboa foi o palco das principais revoluções da História de Portugal nos últimos 750 anos: 1383-85, 1640, 1820, 1836, 1910 e 1974. Curiosamente, desde os finais do século XIV até ao 25 de Abril, há locais da cidade que repetem protagonismo nos momentos revolucionários: a Sé e o Rossio, e mais tarde o Largo do Carmo, a Praça do Comércio e a Rotunda do Marquês de Pombal. Consta até que uma das primeiras “fake news” da História de Portugal ocorreu durante a crise de 1383-85, quando os apoiantes do mestre de Avis puseram a correr pela cidade a falsa narrativa que a vida do futuro D. João I estava em risco. No episódio desta semana, o jornalista Miguel Franco de Andrade conversa com o historiador Daniel Alves, sobre 750 anos de revoluções que tiveram Lisboa como palco. Oiça aqui a entrevista.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  44. 10

    O Lugar de Lisboa

    Há pouco mais de uma década, em Lisboa, foi feita uma descoberta extraordinária: nas obras para um hotel, localizado perto do campo das cebolas, os arqueólogos encontraram, a servir de alicerce, uma pedra tumular com caracteres de uma escrita desconhecida que mais tarde veio a identificar-se como fenícia. É uma das mais antigas inscrições da Europa ocidental e um de vários indícios que nos mostram que, perto da foz atlântica do maior rio da Península Ibérica, estava a nascer uma cidade.  No episódio desta semana, o jornalista Miguel Franco de Andrade e a arqueóloga Jacinta Bugalhão recuam até momento inicial de contacto entre as civilizações do Mediterrâneo e as populações nativas que habitavam os territórios da foz do Tejo. E percorrem quase 3 milénios da História de Lisboa. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  45. 9

    Muçulmanos e Judeus na Lisboa Medieval

    Ao contrário dos muçulmanos, que por volta do século XI, se tornaram a maioria da população lisboeta, os judeus sempre foram uma minoria. Mas as suas raízes no território da capital, estão agora comprovadas com um achado arqueológico extraordinário: um símbolo judaico marcado num pedaço de pão com 1500 anos. Durante séculos, a comunidade terá vivido em judiarias na atual Baixa, Chiado e até em Alfama, onde subsiste a “rua da Judiaria”. No episódio desta semana, o jornalista Miguel Franco de Andrade e o historiador Manuel Fialho recuam mil anos até um tempo em que, ao contrário do que se pensa, a convivência entre religiões era muito mais pacífica. Oiça aqui a entrevista.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  46. 8

    O mistério do Fórum Romano

    Olisipo nunca foi capital para o Império Romano, mas Felicitas Ivlia Olisipo tinha muitos dos monumentos de uma rica cidade romana: termas, teatro, hipódromo e até muito provavelmente, nas imediações de Alfama, um anfiteatro semelhante ao coliseu de Roma (com gladiadores e tudo) se bem que à escala de uma cidade situado nos confins do império…Muitos deste monumentos ficaram esquecidos por mais de um milénio, até serem abruptamente revelados pelo terramoto de 1755 e pelas obras de reconstrução. Mas nem sismos, incêndios ou voragens imobiliárias trouxeram de novo à luz do dia o monumento mais importante de todos: o centro do poder e do negócio, do culto e a da vida cívica de qualquer cidade do império. Hoje nas Histórias de Lisboa, No episódio desta semana, o jornalista Miguel Franco de Andrade e o professor Carlos Fabião partem em busca do fórum romano de Olisipo See omnystudio.com/listener for privacy information.

  47. 7

    A Pandemia de Gripe Pneumónica em Lisboa

    Passam 5 anos sobre o primeiro caso oficial de Covid-19. Há mais de 100 anos, Lisboa era assolada por outra pandemia: a da Gripe Pneumónica, também conhecida, indevidamente, como Gripe espanhola. Sem cura, sistema de saúde, medicamentos ou alimentos para ajudar a curar os convalescentes, os poucos hospitais da cidade começaram a encher-se de doentes.  Os bairros da cintura industrial foram os mais fustigados, numa doença que - ao contrário da Covid-19 - afetava sobretudo os mais jovens. Muitos morriam em casa. Em breve, o número de mortos obrigava os coveiros, já exaustos, a trabalhar mais horas por dia. As oficinas da câmara de Lisboa fabricaram caixões para os mais pobres. Há quem defenda que o fim da guerra foi precipitado pela pandemia, e há também quem sustente que os contágios foram provocados pelas movimentações de tropas da I Guerra Mundial. No episódio de Histórias de Lisboa, Miguel Franco de Andrade conversa com a investigadora, Eunice Relvas, sobre os efeitos da pandemia de Gripe Pneumónica em Lisboa. Oiça aqui a entrevista  See omnystudio.com/listener for privacy information.

  48. 6

    E se o Fado, afinal, fosse brasileiro?

    E se de repente nos dissessem que o fado, o género musical elevado ao estatuto de canção nacional, não surgiu no tempo dos árabes, de D. Afonso Henriques, das caravelas… mas tem afinal origens no século XVIII e em terras brasileiras?  Nos inícios do século XIX,  à  semelhança do que acontecia com outras cidade portuárias, Lisboa estava pronta para adotar – e transformar – uma nova forma musical.Raramente um género musical nacional se prestou a tantas apropriações. A música que foi cantada por prostitutas é hoje escutada nas mais prestigiadas salas de espetáculo e é património imaterial da Humanidade. Neste episódio de Histórias de Lisboa, Miguel Franco de Andrade conversa com o musicólogo e historiador, Rui Vieira Nery, sobre a História do Fado.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  49. 5

    A história da Avenida da Liberdade

    A avenida da Liberdade nasceu para ser o primeiro boulevard de Lisboa. Num tempo em que Lisboa queria ser francesa e os lisboetas ansiavam pelas modernidades da Europa além Pirineus. Mas como tudo o que acontecia no conturbado século XIX português, o homem sonhava mas a obra tardava a nascer. No quarto episódio de Histórias de Lisboa, Miguel Franco de Andrade conversa com a investigadora e historiadora de arte, Raquel Henriques da Silva, especialista nas avenidas de Lisboa, particularmente na mais famosa delas toda, a avenida Liberdade.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  50. 4

    O Bairro do Mocambo e a presença africana em Lisboa

    Desde os primeiros desembarques de pessoas escravizadas vindas de África em solo português até aos dias de hoje passaram quase 600 anos. Estávamos no início de uma era imperial, e também colonial, que terminou– pelo menos esta última – há escassas 5 décadas. Nesse período de tempo, a presença africana em Lisboa, que desde cedo perfazia cerca de 10% da população, deixou marcas indeléveis na capital portuguesa, que perduram, por exemplo, em nomes de ruas, como a do Poço dos Negros, cujo sentido ainda hoje se debate. Mas desapareceu praticamente de outros locais, como o Mocambo, considerado o primeiro bairro africano da Europa. No terceiro episódio de Histórias de Lisboa, Miguel Franco de Andrade conversa com a especialista em História de África, Isabel de Castro Henriques, e descortinam a história por detrás do painel de azulejos que compõem a imagem e capa deste podcast.See omnystudio.com/listener for privacy information.

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ABOUT THIS SHOW

Quantas ideias de Lisboa cabem numa cidade com quase 3 mil anos de História? Quantas histórias se escondem debaixo dos nossos pés, na forma de uma praça, no nome de uma rua? Este podcast vai à procura dessas cidades invisíveis, uma por episódio, com a ajuda de historiadores, arqueólogos, arquitetos e investigadores.Histórias de Lisboa é um podcast do jornalista da SIC, Miguel Franco de Andrade, com sonoplastia de Ana Salomé Rita e genérico de Nuno Rosa e Maria Antónia Mendes.Todas as quartas-feiras, a partir de dia 23 de outubro, na SIC Notícias, SIC e Expresso, assim como em todas as plataformas de podcast.

HOSTED BY

Miguel Franco de Andrade

Produced by Joana Beleza

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