PODCAST · science
HORIZONTE DE EVENTOS
by Sergio Sacani Sancevero
O Horizonte de Eventos é um podcast voltado para a divulgação da ciência da astronomia, aqui no Horizonte de Eventos, vale a máxima, a ciência tem que ser divertida, e a astronomia é sem dúvida alguma a mais divertida das ciências!!!
-
121
Horizonte de Eventos - Episódio 101 - Uma Breve História do Projeto SETI - Parte VI
Uma Breve História do Projeto SETI — Parte VIO universo parece ter todos os ingredientes para estar cheio de vida: bilhões de anos de história, trilhões de galáxias, incontáveis estrelas, planetas em abundância e a química necessária espalhada por toda parte. Então por que, até hoje, ninguém respondeu? Neste episódio de Horizonte de Eventos, a série sobre o Projeto SETI chega a uma de suas perguntas mais inquietantes: se a vida inteligente deveria ser comum, onde está todo mundo? A partir do famoso Paradoxo de Fermi, formulado em Los Alamos por Enrico Fermi, mergulhamos no mistério conhecido como Grande Silêncio — a ausência desconcertante de sinais, visitas, artefatos ou transmissões vindas de outras civilizações. A jornada passa pelas ideias de Michael Hart e Frank Tipler, que argumentaram que a falta de evidências poderia indicar que não há ninguém lá fora, e pela resposta de Carl Sagan e William Newman, que lembraram que a ausência de evidência não é, necessariamente, evidência de ausência. No centro da discussão estão as sondas autorreplicantes de von Neumann, máquinas capazes de se multiplicar de estrela em estrela e transformar a galáxia inteira em um território explorado em poucos milhões de anos. Se algo assim é possível, por que não encontramos nenhuma delas? A resposta talvez esteja no conceito mais sombrio da astrobiologia moderna: o Grande Filtro. Proposto por Robin Hanson, ele sugere que em algum ponto entre a matéria sem vida e uma civilização capaz de colonizar as estrelas existe uma barreira quase impossível de atravessar. Talvez esse filtro esteja no nosso passado, o que significaria que somos raros e já vencemos a etapa mais difícil. Mas talvez ele esteja no nosso futuro — e, nesse caso, o silêncio do cosmos pode não ser uma boa notícia, mas um aviso. Este episódio também passa por Nick Bostrom e sua ideia perturbadora de que encontrar vida simples em Marte ou em luas oceânicas como Europa poderia ser, paradoxalmente, uma notícia assustadora: quanto mais fácil for a vida, mais provável é que o filtro mortal ainda esteja à nossa frente. Por fim, acompanhamos como esse debate deixou de ser apenas filosófico e atingiu a própria história institucional da SETI, com o corte do programa da NASA nos anos 1990, a luta de Jill Tarter para manter a busca viva e a persistência de uma pergunta que continua apontada para o céu. Talvez o silêncio signifique que estamos sozinhos. Talvez signifique que ainda não escutamos direito. Ou talvez seja o maior dado científico já coletado pela humanidade — e ainda não saibamos interpretá-lo.
-
120
Horizonte de Eventos - Episódio 100 - Uma Breve história do Projeto SETI - Parte V
Antes de enviarmos sinais de rádio para as estrelas, enviamos algo muito mais silencioso: objetos.Neste episódio de Horizonte de Eventos, seguimos a história dos primeiros mensageiros interestelares da humanidade: as sondas Pioneer 10 e Pioneer 11, lançadas nos anos 1970, levando consigo as famosas Placas Pioneer — pequenos cartões-postais cósmicos gravados em metal, com figuras humanas, um mapa de pulsares, o átomo de hidrogênio e a posição da Terra no Sistema Solar.Criadas em poucas semanas por Carl Sagan, Frank Drake e Linda Salzman Sagan, essas placas foram a primeira tentativa formal da humanidade de dizer ao universo: “nós existimos”.Mas essa história não termina nas Pioneer. Ela nos leva até as sondas Voyager, o lendário Disco de Ouro, as saudações em 55 idiomas, os sons da Terra, músicas de diferentes culturas e até as ondas cerebrais de Ann Druyan, gravadas enquanto ela pensava no amor.Nesta Parte V, exploramos a passagem da escuta para a mensagem: do SETI, que procura sinais de inteligência extraterrestre, ao METI, que tenta enviar mensagens para possíveis civilizações lá fora. E, no centro de tudo, uma pergunta profunda: quando falamos com o cosmos, estamos realmente tentando alcançar alienígenas — ou escrevendo uma carta para nós mesmos?Uma viagem sobre ciência, memória, solidão cósmica, esperança e o desejo humano de não ser esquecido.
-
119
Horizonte de Eventos - Episódio 99 - Uma Breve História Do Projeto SETI - Parte IV
Em dezesseis de novembro de mil novecentos e setenta e quatro, um grupo de cento e cinquenta pessoas reunido sob uma tenda branca na floresta tropical de Porto Rico ouviu, pela primeira vez na história, a humanidade falar com o cosmos. O radiotelescópio de Arecibo, recém-reformado com um transmissor de quatrocentos e cinquenta quilowatts, disparou em direção ao aglomerado globular Messier 13, a vinte e duas mil anos-luz de distância, uma sequência de mil seiscentos e setenta e nove bits codificando a química da vida, o esqueleto do DNA, a figura de um ser humano, o mapa do sistema solar e a assinatura do próprio telescópio. Durou cento e sessenta e nove segundos. A audiência se levantou em silêncio, saiu da tenda e ficou parada na borda da arquibancada, olhando para a tigela de concreto, ouvindo o canto binário ecoar pelos alto-falantes. Foi a primeira tentativa deliberada da nossa espécie de enviar uma carta para outra inteligência.Quase três anos depois, na noite de quinze de agosto de mil novecentos e setenta e sete, num laboratório modesto do interior de Ohio, o astrônomo Jerry Ehman revisava folhas de papel matricial impressas pelo radiotelescópio Big Ear da Universidade Estadual de Ohio. Os números corriam diante dos seus olhos como sempre, na maior parte zeros e uns. Até que ele viu seis caracteres seguidos, formando uma curva limpa de subida e descida, com intensidade trinta vezes acima do ruído de fundo: 6EQUJ5. Setenta e dois segundos de sinal narrowband na linha do hidrogênio, vindo da direção de Sagitário. Ehman pegou a caneta vermelha, circulou a sequência e escreveu na margem, em letra de mão, a palavra que viria a definir cinco décadas de mistério: Wow!Nesse episódio, costuramos os dois eventos como uma única arca narrativa da SETI dos anos setenta. Falamos do Projeto Ozma de Frank Drake em mil novecentos e sessenta, do artigo seminal de Cocconi e Morrison que estabeleceu a linha de mil quatrocentos e vinte mega-hertz como a frequência universal de comunicação, da Equação de Drake e do encontro fundador de Green Bank. Acompanhamos a construção do telescópio de Arecibo na cratera da floresta porto-riquenha, sua dupla vocação de astronomia e defesa contra mísseis soviéticos, e a composição cuidadosa da mensagem por Drake, Walker, French, Isaacman e Carl Sagan, incluindo o teste em que Sagan tentou decifrar o próprio envelope sem saber o conteúdo. Reconstruímos a coincidência absurda do verão de mil novecentos e setenta e sete, quando, em pouco mais de três semanas, recebemos algo que pareceu uma resposta e enviamos as duas Voyager Golden Records ao espaço interestelar.A parte final aborda a virada científica recente. Em dois mil e vinte e quatro e dois mil e vinte e cinco, o astrobiólogo Abel Méndez e sua equipe do Laboratório de Habitabilidade Planetária da Universidade de Porto Rico publicaram a hipótese mais robusta até hoje para o sinal Wow!: um maser natural de hidrogênio interestelar acionado por uma erupção de magnetar, com intensidade revisada para duzentos e cinquenta janskys e frequência corrigida para mil quatrocentos e vinte vírgula sete dois seis mega-hertz. O projeto Wow@Home agora democratiza a busca, com astrônomos amadores monitorando o céu em tempo real.
-
118
SPACE TODAY - EPISÓDIO 3610 - AS NOVIDADES DO STARSHIP PARA O VOO 12
MATRICULE-SE AGORA NO CURSO DE ASTRONOMIA TOTAL DO SPACE TODAY!!!O link da pagina https://lp.academyspace.com.br/🚀 A nova geração do Starship e Super Heavy chegou! Neste vídeo, detalhamos todas as inovações do Starship V3, impulsionado pelos novos motores Raptor 3 e lançando a partir de uma plataforma totalmente nova. Descubra como anos de testes de voo e desenvolvimento culminaram nesta obra-prima da engenharia aeroespacial.O booster Super Heavy V3 apresenta melhorias significativas: redução para três aletas de grade (agora 50% maiores e mais fortes), um novo estágio quente integrado que substitui a inter-estágio protetora de uso único e um tubo de transferência de combustível totalmente redesenhado para partidas simultâneas e mais confiáveis dos 33 motores Raptor.O Starship V3 traz um design revolucionário em seus sistemas de propulsão, permitindo um novo método de inicialização do Raptor, maior volume no tanque de propelente e um sistema de controle de reação aprimorado. Além disso, o mecanismo Starlink PEZ Dispenser foi atualizado para implantar satélites com muito mais velocidade. E mais: o Starship agora está projetado para voos de longa duração, com sistemas eficientes e conexões para transferência de propelente nave-a-nave!Em termos de aviônica, ambas as naves estreiam capacidades avançadas para altas taxas de voo e reutilização total, com cerca de 60 unidades aviônicas personalizadas e câmeras atualizadas que fornecem 50 visualizações diferentes, tudo conectado via Starlink de alta velocidade.Os motores Raptor 3 não ficam para trás: eles entregam mais empuxo (250 tf ao nível do mar e 275 tf no vácuo) e tiveram seu peso reduzido, economizando aproximadamente 1 tonelada por motor no veículo geral.Por fim, exploramos a nova Plataforma de Lançamento 2 (Pad 2) na Starbase, que traz um parque de propelentes com maior capacidade, "chopsticks" mais rápidos na torre de lançamento e uma estrutura de montagem completamente redesenhada para segurança e eficiência máximas.Tudo isso foi projetado para desbloquear as funções essenciais do veículo: reutilização total e rápida, transferência de propelente no espaço, implantação de satélites Starlink e a incrível capacidade de enviar pessoas e cargas para a Lua e Marte. Assista agora e fique por dentro do futuro da exploração espacial!👍 Curta, comente e compartilhe — se inscreva no canal e ative o sininho para não perder as próximas novidades sobre o universo SpaceX!
-
117
Horizonte de Eventos - Episódio 96 - Uma Breve História do Projeto SETI - Parte I
O Universo está em silêncio, mas nós nunca paramos de escutar.Em uma noite gelada de inverno em 1899, no alto do altiplano do Colorado, Nikola Tesla apertou os fones de ouvido contra o rosto e ouviu um padrão. Três batidas, uma pausa. Três batidas, uma pausa. Naquela época, o conceito de ondas de rádio vindas do espaço era inexistente. Ao olhar para a carta celeste e ver Marte brilhando no horizonte, Tesla teve uma intuição que mudaria para sempre a nossa relação com o cosmos: seria possível que alguém, do outro lado do abismo escuro, estivesse tentando falar conosco?Neste episódio, mergulhamos na fascinante e obstinada história da Busca por Inteligência Extraterrestre, o famoso programa SETI. Mais do que uma caçada por alienígenas, essa é a história da nossa própria evolução tecnológica e filosófica. Viajamos no tempo para entender como a humanidade passou da mera especulação filosófica de pensadores antigos — que já imaginavam uma pluralidade de mundos habitados — para os primeiros e ousados projetos experimentais. Você vai conhecer a ideia quase surreal do matemático Carl Friedrich Gauss, que propôs cavar um gigantesco triângulo retângulo na Sibéria para provar a marcianos que conhecíamos geometria. Vai entender como um erro de tradução transformou "sulcos naturais" em "canais de irrigação", convencendo a cultura ocidental por meio século de que Marte abrigava uma civilização agonizante — e inspirando H.G. Wells a escrever "A Guerra dos Mundos".Acompanhamos a revolução do rádio com Guglielmo Marconi e a confusão inicial que transformava qualquer estática atmosférica em supostas mensagens interplanetárias. Relembramos o surreal "Dia Nacional do Silêncio de Rádio" de 1924, quando os Estados Unidos pararam para ouvir Marte, e o momento em que Karl Jansky, com uma antena montada sobre rodas de um Ford T, descobriu acidentalmente a radioastronomia ao captar o som do centro da Via Láctea.Mas se o universo tem quase 14 bilhões de anos, trilhões de galáxias e bilhões de mundos potencialmente habitáveis só na nossa vizinhança cósmica... onde está todo mundo? É nesse cenário de abundância cósmica e silêncio absoluto que chegamos ao verão de 1950 em Los Alamos, Novo México, onde o físico Enrico Fermi fez a pergunta que ainda ecoa nos corredores da ciência: o Paradoxo de Fermi. Passamos pela histórica Mensagem de Arecibo em 1974, a primeira vez que a Terra gritou deliberadamente para as estrelas, até chegar aos dias de hoje, com modernos complexos de radiotelescópios como o Allen Telescope Array, varrendo o céu noturno em uma busca paciente e contínua.A química da vida é a química do universo. Somos feitos de poeira de estrelas. Diante de tanto tempo e espaço, parece quase inevitável que a vida tenha surgido em outros lugares. A escala cósmica mudou a pergunta: já não nos questionamos se há outros mundos, pois sabemos que há bilhões deles. A questão agora é por que eles parecem tão calados.Aperte o play, olhe para as estrelas e venha com a gente escutar o silêncio do universo. Quem sabe o que — ou quem — está prestes a quebrar esse silêncio.
-
116
Horizonte de Eventos - Episódio 93 - China Revela Mistérios Ocultos da Lua
Descrição com 2.733 caracteres, bem dentro do limite de 4.000 do Spotify. Aqui está, pronta para colar:Em primeiro de junho de 2024, uma sonda chinesa chamada Chang'e 6 pousou num lugar onde a Terra nunca aparece no céu. Não é metáfora, é geometria. A face oculta da Lua, virada para o lado contrário do nosso planeta há quatro bilhões de anos, jamais vê o nosso azul nascer no horizonte. E foi exatamente lá, dentro da cratera Apollo, dentro da Bacia Aitken do Polo Sul — a maior e mais antiga cicatriz de impacto preservada em qualquer corpo rochoso conhecido do sistema solar — que os chineses recolheram quase dois quilos de rocha e poeira lunar e trouxeram para a Terra.Este é o primeiro de dois episódios sobre o programa lunar chinês. Hoje, a gente mergulha nas missões Chang'e 5 e Chang'e 6, nas amostras que elas trouxeram, e no que esses fragmentos de basalto começaram a revelar nos últimos meses sobre a história profunda da Lua.Vulcanismo que persistiu até dois bilhões de anos atrás, num manto que não tinha o que parecia necessário para derreter. O dínamo lunar que voltou a se reforçar há 2,8 bilhões de anos, contrariando o consenso de décadas. A face oculta com manto significativamente mais seco do que a face visível, sugerindo que o impacto que escavou a Bacia Aitken do Polo Sul redesenhou a química interna de um hemisfério inteiro. A datação precisa, pela primeira vez, desse mesmo impacto colossal em 4 bilhões e 247 milhões de anos. E a Changesita-Y, um cristal microscópico inédito, com o nome da deusa chinesa da Lua, isolado a partir de quase 140 mil partículas individuais.Falamos também sobre os 44 anos de silêncio entre a soviética Luna 24 e a chegada da Chang'e 5, sobre a engenharia da Queqiao 2 — o satélite-ponte que tornou possível a comunicação com o lado oculto — e sobre como esses achados reverberam pela planetologia inteira, ajudando a recalibrar a cronologia de Marte, Mercúrio, das luas de Júpiter e Saturno, de praticamente todas as superfícies rochosas que tentamos datar à distância.A Lua que conhecíamos era um livro pela metade. Tínhamos lido só a face visível. Agora, finalmente, alguém abriu o capítulo do outro lado.No próximo episódio: o que vem pela frente. As missões Chang'e 7 e Chang'e 8, a arquitetura da missão tripulada chinesa para 2030, e por que tudo isso conversa com o que está acontecendo — ou não está acontecendo — no programa Artemis americano.Apresentação: Sérgio Sacani — editor do blog Space Today e do canal Space Today no YouTube.Acompanhe também:Site: spacetoday.com.brYouTube: youtube.com/spacetodayInstagram: @spacetoday1#Astronomia #Lua #ChangE #China #ExploracaoEspacial #SpaceToday #HorizonteDeEventos #Cosmologia #Planetologia #BaciaAitken #SistemaSolar
We're indexing this podcast's transcripts for the first time — this can take a minute or two. We'll show results as soon as they're ready.
No matches for "" in this podcast's transcripts.
No topics indexed yet for this podcast.
Loading reviews...
ABOUT THIS SHOW
O Horizonte de Eventos é um podcast voltado para a divulgação da ciência da astronomia, aqui no Horizonte de Eventos, vale a máxima, a ciência tem que ser divertida, e a astronomia é sem dúvida alguma a mais divertida das ciências!!!
HOSTED BY
Sergio Sacani Sancevero
Loading similar podcasts...