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PODCAST · society

lan house

conversas analógicas sobre o mundo digital

  1. 24

    não é você, é ‘sabor você’

    não é cowboy, é sabor cowboy. não é biscoito com recheio de chocolate, é biscoito com recheio sabor chocolate. não é você, é uma coletânea dos seus dados editada para apelar a um contexto algorítmico.cada vez mais, vivemos para alimentar uma representação virtual de nós mesmos com a qual desejamos estar associados. fatiados em diversas personas para diferentes redes sociais - todas online ao mesmo tempo e hiperpresentes - fragmentos cada vez menores de nós formam um ‘todo’ composto majoritariamente de outros elementos sintéticos. com a i.a, então, chegaremos a era de nos tornarmos um biscoito com recheio sabor chocolate? essa forma de sistematizar a nossa identidade produz impactos profundos na nossa subjetividade - e é mais um oferecimento apocalíptico da experiência de ser um sujeito neoliberal.— as indicações são:‘serial experiments lain’, anime incrivelmente profético e filosoficamente rico‘a troca simbólica e a morte’, base filosófica de jean baudrillard que uso para argumentar ‘tela total’, também de baudrillard, uma coletânea maravilhosa de seus ensaios‘terapia reichiana e o sujeito neoliberal’, podcast fantástico que escutei aqui e moldou minha percepção sobre as últimas décadas‘hypernormalisation’, documentário de adam curtis que contextualiza a proliferação do neoliberalismo—— muito obrigado a todos os membros do cybercafé e a todo mundo que tem apoiado o lan house. toda semana eu me revigoro fazendo isso aqui. se quiser fazer parte do nosso clube, pra além do acesso a vídeos antecipados, roteiros colaborativos e lives semanais exclusivas, temos também um grupo no zap em que debatemos temas de interesse diariamente, trocamos indicações e fazemos amigos. basta se juntar ao cybercafé via youtube :) se vc já é membro, enviar um email pra [email protected] com seu número de telefone :)—identidade visual: carolina munhozanimação do logo para tv: tauan abreutrilha sonora: matheus castro alves e henrique lucianitelevisores e instalação: guilherme durão, do sup_lab

  2. 23

    fazer jornalismo no faroeste digital, com paulo motoryn

    a conversa de hoje é com paulo motoryn, editor do the intercept brasil, veículo responsável pelo recente furo sobre o financiamento do filme ‘dark horse’, de jair bolsonaro, por daniel vorcaro, e também pela vaza-jato (divulgação das mensagens que colocaram a operação em suspeição em 2019). a algoritmização do mundo e o fim do monopólio da verdade pela grande mídia produziram o colapso de um senso de realidade compartilhado.nos últimos anos, sob os escombros desta ruína, o extremismo faz a festa: sem lastro, toda informação mobilizadora de afetos tem mais carga de real do que o próprio real. ainda assim, o jornalismo independente vem aprendendo a operar no jogo e abrir caminhos para existir e resistir.  — muito obrigado a todos os membros do cybercafé e a todo mundo que tem apoiado o lan house. toda semana eu me revigoro fazendo isso aqui. se quiser fazer parte do nosso clube, pra além do acesso a vídeos antecipados, roteiros colaborativos e lives semanais exclusivas, temos também um grupo no zap em que debatemos temas de interesse diariamente, trocamos indicações e fazemos amigos. basta se juntar ao cybercafé via youtube :) se vc já é membro, enviar um email pra [email protected] :) —identidade visual: carolina munhozanimação do logo para tv: tauan abreutrilha sonora: matheus castro alves e henrique luciani

  3. 22

    como fazer sentido das coisas em tempos digitais: permanência / lan house + zerezes com andré alves

    
o 'eu' das rede sociais é um espelho fragmentado - e destes casos se faz um inteiro em cada aba diferente. nesse contexto descontextualizado, de produção de imagens frenéticas e sem lastro que significam identidade, como fazemos para entender quem somos? e quais são os efeitos em estar há tantos anos expostos a uma produção de subjetividade algorítmica, acelerada e muito mais obcecada por viradas do que por linhas retas?a convite da zerezes, em mais um lan house fora de casa, eu e andré alves fomos conhecer o escritório novo, que consolida sua identidade ao longo de quase dez anos. lá debatemos sobre o que significa 'permanência' na era das redes sociais e das identidades algorítmicas. o que fica, quando atravessado por esse tempo fragmentado? e, como fazer ficar? essa é a terceira participação do andré, fundador do instituo float, no lan house. andré é autor, pesquisador, psicanalista e tem um podcast maravilhoso junto ao lucas liedke, também do instituo: o 'vibes em análise'. recomendo fortemente. :) muito obrigado a zerezes pelo convite. foi massa! -- e muito obrigado a todos os membros do cybercafé e a todo mundo que tem apoiado o lan house. toda semana eu me revigoro fazendo isso aqui. se quiser fazer parte do nosso clube, pra além do acesso a vídeos antecipados, roteiros colaborativos e lives semanais exclusivas, temos também um grupo no zap em que debatemos temas de interesse diariamente, trocamos indicações e fazemos amigos. basta se juntar ao cybercafé via youtube :) se vc já é membro, enviar um email pra [email protected] com seu número de telefone :) —o TAPETE MARAVILHOSO na parede é dos meus amigos queridos e vizinhos de sala da @voadortecelagemidentidade visual: carolina munhozanimação do logo para tv: tauan abreutrilha sonora: matheus castro alves e henrique lucianiprojeto de tvs e programação visual: guilherme durão, do sup_lab

  4. 21

    a política dos algoritmos / lan house ao vivo com virgílio almeida no faísca festival

    salve, belo horizonte! pela primeira vez, o lan house pegou a estrada: gravamos um episódio ao vivo, diretamente da faísca, o festival de livros estranhos mais legal do mundo. zines e trabalhos gráficos de artistas nacionais e, também, internacionais, junto a debates fantásticos sobre o agora e o futuro. neste episódio, conversamos sobre a ‘a política dos algoritmos’, livro homônimo escrito por virgílio almeida (junto a ricardo f. mendonça e fernando filgueiras, publicado pela editora ubu), com quem tenho o prazer de conversar neste debate. a partir de uma perspectiva de dados e ciência da computação, o que podemos entender sobre vieses algorítmicos e suas intenções? agradecimentos especialíssimos ao @tttttuto, que fez acontecer o corre das TVS DE TUBO EM BH e também se responsabilizou, com a sua arte e trabalho fantástico, da programação visual. — muito obrigado a todos os membros do cybercafé e a todo mundo que tem apoiado o lan house. toda semana eu me revigoro fazendo isso aqui. se quiser fazer parte do nosso clube, pra além do acesso a vídeos antecipados, roteiros colaborativos e lives semanais exclusivas, temos também um grupo no zap em que debatemos temas de interesse diariamente, trocamos indicações e fazemos amigos. basta se juntar ao cybercafé via youtube :) se vc já é membro, enviar um email pra [email protected] :) —o TAPETE MARAVILHOSO na parede é dos meus amigos queridos e vizinhos de sala da @voadortecelagemidentidade visual: carolina munhozanimação do logo para tv: tauan abreutrilha sonora: matheus castro alves e henrique luciani

  5. 20

    a vida sem direito à morte, com fernando salis

    esse episódio é muito especial: fernando salis é meu orientador de mestrado e um dos melhores professores que já tive - dentre muitas coisas, é professor titular da ECO/UFRJ.-como se faz sentido da vida se não temos mais o direito à morte? na nossa atual existência pós-humana, questionamos, aflitos, se a inteligência artificial será capaz de infiltrar nas nossas relações. pois ela já se infiltrou, num terreno há muitos anos preparado: se aprendemos que as metáforas de conexão (likes, dm’s, swipes, matches) são expressões muitas vezes mais reais do que o próprio real - como preferir trocar nudes às complicadas nuances de uma relação sexual real -, há então um atrofiamento da nossa produção de sentido a partir do outro e, portanto, um imaginário cada vez mais controlado, previsível e narcisista, do algoritmo à lente de selfie. como não iremos nos relacionar com máquinas se já temos o outro como algo não-humano? colapsam de forma acelerada as barreiras entre real e virtual. navegamos por tempos onde parece cada vez mais natural e plausível a ideia de interagir com o conteúdo sintético de um familiar morto, gerado automaticamente por uma plataforma a partir de todos os dados desta pessoa em vida?—muito obrigado a todos os membros do cybercafé e a todo mundo que tem apoiado o lan house. toda semana eu me revigoro fazendo isso aqui. se quiser fazer parte do nosso clube, pra além do acesso a vídeos antecipados, roteiros colaborativos e lives semanais exclusivas, temos também um grupo no zap em que debatemos temas de interesse diariamente, trocamos indicações e fazemos amigos. basta se juntar ao cybercafé via youtube :) se vc já é membro, enviar um email pra [email protected] :) —o TAPETE MARAVILHOSO na parede é dos meus amigos queridos e vizinhos de sala da @voadortecelagemidentidade visual: carolina munhozinstalação das tvs: guilherme durão, do @sup_labanimação do logo para tv: tauan abreutrilha sonora: matheus castro alves e henrique luciani

  6. 19

    o fenômeno dos 'homens performáticos'

    instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.com--o que é ser ‘performático’? o que é ser um ‘homem performático’? este discurso, a ideia de que existem atitudes e comportamentos que são feitos não para ter um fim em si, mas para alimentar uma representação de si mais do que a si próprio, uma imagem a qual se deseja estar associado e que importa mais do que a suposta realidade, tem se infiltrado nos conteúdos e comentários digitais cada vez mais.mas o que significa performar? e o que, na verdade, ainda podemos chamar de ‘não-performance’, numa era onde enxergamos o mundo mais a partir das lentes distorcidas de um iphone do que com nossos próprios olhos? indicações da semana: sociedade do espetáculo, de guy debord; ‘jogo de cena’, de eduardo coutinho—muito obrigado a todos os membros do cybercafé e a todo mundo que tem apoiado o lan house. toda semana eu me revigoro fazendo isso aqui. se quiser fazer parte do nosso clube, pra além do acesso a vídeos antecipados, roteiros colaborativos e lives semanais exclusivas, temos também um grupo no zap em que debatemos temas de interesse diariamente, trocamos indicações e fazemos amigos. basta se juntar ao cybercafé via youtube :) se vc já é membro, enviar um email pra [email protected] :) —o TAPETE MARAVILHOSO na parede é dos meus amigos queridos e vizinhos de sala da @voadortecelagemidentidade visual: carolina munhozinstalação das tvs: guilherme durão, do @sup_labanimação do logo para tv: tauan abreutrilha sonora: matheus castro alves e henrique luciani

  7. 18

    quem tem direito ao offline?

    instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.com--estamos todos exaustos do tempo excessivo de tela e da vida achatada e afunilada por algoritmos e scrolls infinitos. desta fadiga, surge o sonho da desconexão. o desejo de não apenas sentir-se presente, mas de ser percebido e visto como algúem presente. interessado, interessante.a quem pertence o offline? quem tem o direito de ostentar desconexão?vamos inverter a lógica: em vez de responder à falta de materialidade a partir do consumo, de associar nossa imagem a signos de presença no mundo real, que tal usarmos deste desejo para, a partir de nós mesmos, criar novos rituais de interação e contexto com a vida ao nosso redor?—muito obrigado a todos os membros do cybercafé e a todo mundo que tem apoiado o lan house. toda semana eu me revigoro fazendo isso aqui. se quiser fazer parte do nosso clube, pra além do acesso a vídeos antecipados e lives semanais exclusivas, temos também um grupo no zap em que debatemos temas de interesse diariamente, trocamos indicações e fazemos amigos. se vc já é membro, enviar um email pra [email protected] :) —o TAPETE MARAVILHOSO na parede é dos meus amigos queridos e vizinhos de sala da @voadortecelagemidentidade visual: carolina munhozinstalação das tvs: guilherme durão, do @sup_labanimação do logo para tv: tauan abreutrilha sonora: matheus castro alves e henrique luciani

  8. 17

    vamos todos nos apaixonar por máquinas

    instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.com--a adoção massiva de inteligência artificial não é uma questão de ‘se’, mas de ‘quando’. na vida automatizada e líquida, temos muitas lacunas prontas para a adoção massiva de i.a: falta de tempo para os amigos ou vínculos reais; epidemia de solidão; necessidades amorosas, atomização do sujeito, produtividade profissional, projeção de autoimagem, automelhoramento dos nossos ‘outros eus’ virtuais, enfim. a tecnologia nos cerca de todos os lados e se molda para preencher lacunas pré-existentes.mas de onde surgiram essas lacunas - qual transformações na nossa formação subjetiva nas últimas décadas nos permitiram estar tão receptivos ao acoplamento de uma inteligência artificial sugadora de dados em todos os aspectos da nossa existência?para isso, vamo começar lá de trás, investigando a publicação da nossa privacidade e virtualização da nossa identidade. a indicação, ao final, é ‘sociedade do espetáculo’, livro de guy debord, cuja tese se faz cada vez mais nítida. —muito obrigado a todos os membros do cybercafé e a todo mundo que tem apoiado o lan house. toda semana eu me revigoro fazendo isso aqui. se quiser fazer parte do nosso clube, pra além do acesso a vídeos antecipados e lives semanais exclusivas, temos também um grupo no zap em que debatemos temas de interesse diariamente, trocamos indicações e fazemos amigos. se vc já é membro, enviar um email pra [email protected] :) —o TAPETE MARAVILHOSO na parede é dos meus amigos queridos e vizinhos de sala da @voadortecelagemidentidade visual: carolina munhozinstalação das tvs: guilherme durão, do @sup_labanimação do logo para tv: tauan abreutrilha sonora: matheus castro alves e henrique luciani

  9. 16

    a espiral algorítmica do mau gosto

    instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.com--este não é um vídeo sobre epidemia de remakes ou franquias, mas como chegamos até aqui. abaixe as armas, por favor, pois nenhum debate aqui é individualizador. quero pensar o nosso estado de ‘eterno presente’ a partir da lógica algorítmica ao qual a nossa produção de gosto foi imposta - se há décadas atrás, tínhamos nossas imagens do mundo e interesses mediados por grandes produtos culturais monolíticos, como o cinema e a televisão, o que acontece quando estes perdem poder para um mecanismo preditivo de interesse - o algoritmo?e qual é o efeito sobre o nosso gosto quando vivemos imersos num modelo preditivo dele, que sempre apresenta a próxima coisa baseada na anterior - tudo deriva de um mesmo fio na mesma realidade particular, sem o poder de imposição do novo?—muito obrigado a todos os membros do cybercafé, no youtube, e a todo mundo que tem apoiado o lan house. toda semana eu me revigoro fazendo isso aqui. se quiser fazer parte do nosso clube, pra além do acesso a vídeos antecipados e lives semanais exclusivas, temos também um grupo no zap em que debatemos temas de interesse diariamente, trocamos indicações e fazemos amigos. se vc já é membro, enviar um email pra [email protected] :) —o TAPETE MARAVILHOSO na parede é dos meus amigos queridos e vizinhos de sala da @voadortecelagemidentidade visual: carolina munhozinstalação das tvs: guilherme durão, do @sup_labanimação do logo para tv: tauan abreutrilha sonora: matheus castro alves e henrique luciani

  10. 15

    a lacuna lúdica dos videogames

    instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.comvideogames são mídias interativas. e quando se é criança, há uma certa ingenuidade sobre o que não é mostrado, especialmente a partir de limitações gráficas, da época - casas que não podemos entrar, ruas que não podemos virar, cidades no horizonte que não podemos conhecer. mas a representação está ali, costurada e contextualizada suficientemente bem para que nós mesmos completemos as lacunas, inventando e expandindo imensamente os universos narrativos das suas limitações técnicas. isso eu chamo de lacuna lúdica - um exercício que fiz durante toda a minha infância conhecendo videogames e que se desdobrou em boa parte da forma com a qual penso e organizo minha cabeça hoje. --indicação de jogos para quem quer começar a se aventurar nesse mundo:stardew valleylife is strangea night in the woodshollow knightindicações de jogos profundamente influentes no meu desenvolvimento e que estão entre as minhas coisas favoritas da vida:zelda: majora's mask (também ótimo pra começar)disco elysiummetal gear solid 1metal gear solid 2fallout: new vegasdiablo 2parasite eve—o TAPETE MARAVILHOSO na parede é dos meus amigos queridos e vizinhos de sala da @voadortecelagemidentidade visual: carolina munhozinstalação das tvs: guilherme durão, do @sup_labanimação do logo para tv: tauan abreutrilha sonora: matheus castro alves e henrique luciani

  11. 14

    a duplicação do mundo e o ‘eu’ hiperreal (episódio especialíssimo)

    este não é um episódio normal do lan house. na verdade, o áudio acima é meu maior e mais investido trabalho na internet até hoje - uma pesquisa de mais de um ano sobre o nosso processo de produção de duplos virtuais. quando você se olha na câmera de selfie, se vê do outro lado. mas é você mesmo que se encara de volta?o que está posto do outro lado da tela é alguém terrivelmente parecido com você, mas que não é você -  um duplo, um doppelganger, reconstituído do outro lado do espelho virtual a partir da captura e coleta dos nossos dados.esta é uma adaptação em podcast de um VÍDEO-ENSAIO, publicado no meu youtube e contendo imensa pesquisa de imagens de arquivo - vale muito a pena ver por lá também, pela experiência de apoio visual ao trabalho.muito, muito, muito obrigado a todos vocês que acompanham o lan house. eu sou muito feliz aqui.no mais, um anúncio: agora o lan house tem um clube de membros - e, em breve, teremos lives exclusivas semanais e um grupo no zap / telegram. a ideia é construir juntos um espaço em que a gente possa trocar referências e tenhamos mais acesso uns aos outros, pra horizontalizar as ideias. -instagram e tiktok: @sodremattextos em sodremat.substack.comFICHA:roteiro, produção, montagem e pesquisa visual: matheus sodrédecupagem e organização de edição: victor ribeirotrilha de introdução: gus lanzetta

  12. 13

    o fim dos influenciadores e a inteligência artificial

    instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.comentramos na era da ‘pós-representação’: nos rasparam tantos dados que eles agora copulam entre si e geram pessoas e cenas inexistentes. a inteligência artificial nos clona e se clona. e a gente rebaixa a nossa humanidade pra caber na boca da máquina. o episódio de hoje é um papo bem especial pra mim, porque passeia por questões centrais para o projeto de mestrado que estou montando. —links de referênciaa gótica do nikolas ferreirahttps://www.instagram.com/reel/DVrgLIviULz/?igsh=Z2ZmbDE5cDdheGl1higgsfield ai influencer studiohttps://higgsfield.ai/ai-influencer-studioum exemplo de influ de IA ja existente, pra vcs verem o estado atual das coisashttps://x.com/mho_23/status/2034623575085261274?s=46livro indicado: jean baudrillard, ‘simulacros e simulação’jogos relacionados ao projeto genoma: metal gear solid; parasite eve, ambos do playstation 1—o TAPETE MARAVILHOSO na parede é dos meus amigos queridos e vizinhos de sala da @voadortecelagemidentidade visual: carolina munhozinstalação das tvs: guilherme durão, do @sup_labanimação do logo para tv: tauan abreutrilha sonora nova, em teste: matheus castro alves e henrique luciani

  13. 12

    a digitalização do afeto na economia da atenção

    tento falar, nesse episódio, sobre a correlação entre nosso ecossistema informacional atual e a epidemia de solidão que diversos países do mundo atravessam. como os aplicativos que tornam a nossa vida hiperconveniente também atrofiam nossa capacidade de se relacionar com outras pessoas e desenvolver um afeto não-performado? indico, evidentemente, ‘amor líquido’ de zygmunt bauman. também indico ‘kairo’, filme maravilhoso de kioshyi kurosawa.o lan-house é um projeto autofinanciado e meu maior xodó. todo compartilhamento, indicação, comentário ou escuta me faz feliz pra caramba. é aqui que eu quero estar.o TAPETE MARAVILHOSO na parede é dos meus amigos queridos e vizinhos de sala da @voadortecelagemidentidade visual: carolina munhozinstalação das tvs: guilherme durão, do @sup_labanimação do logo para tv: tauan abreutrilha sonora nova, em teste: matheus castro alves e henrique luciani

  14. 11

    da pandemia ao fim do mundo - a um novo mundo?

    instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.comconsumir o fim do mundo faz com que a gente absorva a sua inevitabilidade? o que aconteceu com as nossas ferramentas de produção de sentido? ainda dá pra recuperar a capacidade de sonhar e desatrofiar nosso imaginário?o lan-house é um projeto autofinanciado e meu maior xodó. todo compartilhamento, indicação, comentário ou escuta me faz feliz pra caramba. é aqui que eu quero estar.o TAPETE MARAVILHOSO na parede é dos meus amigos queridos e vizinhos de sala da @voadortecelagemidentidade visual: carolina munhozinstalação das tvs: guilherme durão, do @sup_labanimação do logo para tv: tauan abreutrilha sonora nova, em teste: matheus castro alves e henrique luciani

  15. 10

    há futuro coletivo na era digital? / com jota marques

    instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.coma infância como projeto de país. se eu bato tanto na tecla de coletividade e produção de sentido, o lan house dessa semana vem justamente pra gente lembrar dos desafios desse discurso - até pra que ele não fique tão somente restrito à superfície. numa troca bem especial com o jota marques - educador popular, ex-conselheiro tutelar, comunicador e um eterno ativista dos direitos humanos, entramos nas nuances do que significa falar sobre ser coletivo na era digital - e, também, sobre a infância enquanto projeto de país.jota indica a obra de rubem alves. - o lan house é um projeto autofinanciado e meu maior xodó. todo compartilhamento, indicação, comentário ou escuta me faz feliz pra caramba. é aqui que eu quero estar.o TAPETE MARAVILHOSO na parede é dos meus amigos queridos e vizinhos de sala da @voadortecelagemidentidade visual: carolina munhozinstalação das tvs: guilherme durão, do @sup_labanimação do logo para tv: tauan abreutrilha sonora nova, em teste: matheus castro alves e henrique luciani

  16. 9

    o inconsciente digital e o show do 'eu' / lan house com andré alves

    instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.comeste episódio do 'lan house' repete, pela primeira vez, um convidado. e vale a pena demais :)o andré alves, psicanalista, autor e fundador do instituto float - que você talvez conheça pelo podcast 'vibes em análise' é alguém por quem tenho profunda admiração. nessa troca, que eu chamo de privilégio, conversamos sobre 'o grande ensimesmamento' e o inconsciente digital: como nosso processo de formação de sujeito é mediado por telas? mais do que isso: quais são as implicações dessa mediação a partir de um eixo temporal? o que acontece quando assumimos nosso monólogo interno como protagonista em um mundo de coadjuvantes? qual mundo construimos a partir dessa perspectiva?o nome 'o show do "eu"' é referente ao livro homônimo de paula sibília.o livro indicado pelo andré é 'imediatez', de anna kornbluh- o lan-house é um projeto autofinanciado e meu maior xodó. todo compartilhamento, indicação, comentário ou escuta me faz feliz pra caramba. é aqui que eu quero estar.o TAPETE MARAVILHOSO na parede é dos meus amigos queridos e vizinhos de sala da @voadortecelagemidentidade visual: carolina munhozinstalação das tvs: guilherme durão, do @sup_labanimação do logo para tv: tauan abreutrilha sonora nova, em teste: matheus castro alves e henrique luciani

  17. 8

    os perigos da nostalgia, com andrey raychtock

    instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.comeste episódio do 'lan house' não é sobre futebol - ele é sobre as armadilhas da memória.eu, matheus, sou bastante apaixonado por pensar e estudar a forma com a qual interagimos, resgatamos e catalogamos o passado. talvez por isso este tenha sido um dos programas mais longos até então: eu não conseguia parar de conversar com o andrey raychtok ( ⁨@_andreyray⁩ ), jornalista, autor de alguns dos meus conteúdos favoritos da internet e que usa do futebol para puxar e repuxar fios da meada dos quais até então não fazíamos ideia alguma. entre a discussão sobre o futebol como vocabulário do brasil, os perigos de romantizar o passado e qual é o futuro do passado - quer dizer, da memória - esse aqui é um episódio bem especial. o lan-house é um projeto autofinanciado e meu maior xodó. todo compartilhamento, indicação, comentário ou escuta me faz feliz pra caramba. é aqui que eu quero estar.o TAPETE MARAVILHOSO na parede é dos meus amigos queridos e vizinhos de sala da @voadortecelagemidentidade visual: carolina munhozinstalação das tvs: guilherme durão, do @sup_labanimação do logo para tv: tauan abreutrilha sonora nova, em teste: matheus castro alves e henrique luciani

  18. 7

    um filme não precisa ser explicado, com philippe leão

    se por um lado conversamos sobre a 'conteúdização' de um audiovisual cada vez mais acelerado, picotado e supérfluo em seus grandes produtos culturais, o que está do outro lado do espectro?eu e philippe leão ( ⁨@profphilippeleao⁩ ) já tivemos alguns papos maravilhosos, mas todos com uma carga muito crítica em relação ao estado atual da indústria cultural. hoje vamos inverter isso. experienciar o cinema a partir da sua própria intuição é uma coisa maravilhosa. se encantar por aquilo que não se explica, assim, tão diretamente. deixar a cabeça passear pela tela e dialogar com si mesmo enquanto se assiste a alguma coisa humana e carregada de sentido e sentir. o lan-house é um projeto autofinanciado e meu maior xodó. todo compartilhamento, indicação, comentário ou escuta me faz feliz pra caramba. é aqui que eu quero estar.o TAPETE MARAVILHOSO na parede é dos meus amigos queridos e vizinhos de sala da @voadortecelagemidentidade visual: carolina munhozinstalação das tvs: guilherme durão, do @sup_labanimação do logo para tv: tauan abreutrilha sonora nova, em teste: matheus castro alves e henrique luciani

  19. 6

    as dores e delícias de performar a si mesmo, com valen bandeira

    instagram e tiktok: @sodremattextos em sodremat.substack.comtanto eu quanto valen bandeira, em trajetórias diferentes, tivemos uma persona virtual criada do zero e por nós mesmos em um momento onde o mundo todo estava trancado em casa.desta persona, nasceram relações virtuais e uma imagem que se tornou nossa forma de ganhar a vida. aqui, a gente conversa num papo bem livre sobre essas nuances: hiperexposição; nossas perspectivas psicanalíticas; aberturas e fechamentos de portas; questões morais e éticas e aspectos divertidos e curiosos sobre levar uma vida acenando pra uma audiência virtual.as indicações dela: ‘fun home’, livro / hq de alison bechdelcatriel e paco amoroso, dupla musical argentina.‘a alma imora’, da clarice niskier, peça em cartaz no rio de janeiro. o lan-house é um projeto autofinanciado e meu maior xodó. todo compartilhamento, indicação, comentário ou escuta me faz feliz pra caramba. é aqui que eu quero estar.o TAPETE MARAVILHOSO na parede é dos meus amigos queridos e vizinhos de sala da @voadortecelagemidentidade visual: carolina munhozinstalação das tvs: guilherme durão, do @sup_labanimação do logo para tv: tauan abreutrilha sonora nova, em teste: matheus castro alves e henrique luciani

  20. 5

    a infância como máquina do tempo e o futuro não-linear

    instagram e tiktok: @sodremattextos em sodremat.substack.com vamos falar sobre a nossa criança. também, sobre o nosso idoso. ainda mais, sobre a percepção do tempo como um lugar não-linear experienciado tanto nos nossos corpos e memórias como também no mundo ao nosso redor. por que é importante carregar na nossa forma de pensar um repertório de todas as nossas idades? e qual é o impacto disso na forma com a qual sonhamos futuros possíveis?felipe haiut é ator, roteirista, escritor e um grande amigo. a sua peça, 'selvagem', teve um papel fundamental na minha vida e na minha pesquisa do último ano. a partir desses lugares em comum, a gente conversa. e digo a vocês que vale muito a pena parar pra escutar, porque foi bem massa.as peças indicadas ao final são 'selvagem' e 'felizarda' - esta última, uma mistura de byung-chul han com 'os normais', segue em cartaz no rio de janeiro, por tempo limitado - e é uma das coisas mais legais que já vi num palco. os ingressos estão aqui: o lan-house é um projeto autofinanciado e meu maior xodó. todo compartilhamento, indicação, comentário ou escuta me faz feliz pra caramba. é aqui que eu quero estar.o TAPETE MARAVILHOSO na parede é dos meus amigos queridos e vizinhos de sala da @voadortecelagemidentidade visual: carolina munhozinstalação das tvs: guilherme durão, do @sup_labanimação do logo para tv: tauan abreutrilha sonora nova, em teste: matheus castro alves e henrique luciani

  21. 4

    a importância de sentir tédio

    instagram e tiktok: @sodremattextos em sodremat.substack.como primeiro episódio do ano do lan house é sobre tédio. sobre a importância de ficar entediado e o poder que tem o ócio. é também sobre a captura desse poder por tecnologias algoritmizadas que exteriorizam a nossa consciência e nos furtam, portanto, de muitos aspectos essenciais da nossa produção de subjetividade e consequente felicidade.se você quiser me mandar a camisa do seu time pra que eu vista aqui no programa, é só entrar em contato nos comentários ou na dm do instagram. ao final, indico o jogo 'disco elysium' - uma experiência de mídia revolucionária e que eu espero que impacte vocês da mesma forma que me impactou.o lan-house é um projeto autofinanciado e meu maior xodó. todo compartilhamento, indicação, comentário ou escuta me faz feliz pra caramba. é aqui que eu quero estar.o TAPETE MARAVILHOSO na parede é dos meus amigos queridos e vizinhos de sala da @voadortecelagemidentidade visual: carolina munhozinstalação das tvs: guilherme durão, do @sup_labanimação do logo para tv: tauan abreutrilha sonora nova, em teste: matheus castro alves e henrique luciani

  22. 3

    uma conversa com meu professor da escola

    instagram e tiktok: @sodremattextos em sodremat.substack.como último episódio do ano do lan house é muito, muito especial pra mim: converso com diogo mendes, meu professor de literatura do ensino médio, sobre educação, afeto, troca, sala de aula, futuro, adolescência e muitas coisas outras. tenho hoje a idade que diogo tinha quando me deu aula, no alto dos meus 15 anos, e meu encontro com ele foi muito formativo para a pessoa que me tornei hoje. espero que esse papo seja tão gostoso e entusiasmante pra vocês quanto foi pra mim.o livro indicado por ele foi 'torto arado', do itamar vieira júnioro filme indicado por ele foi 'o agente secreto', de kleber mendonça filhoo lan-house é um projeto autofinanciado e meu maior xodó.identidade visual: carolina munhozinstalação das tvs: guilherme durão, do @sup_labanimação do logo para tv: tauan abreutrilha sonora: gus lanzetta

  23. 2

    como reaprender a gostar das coisas, com orlando calheiros

    instagram e tiktok: @sodremattextos em sodremat.substack.comprometo que o episódio de hoje tem mais foco do que as lentes da minha câmera, até porque o tema é bastante pessoal pra mim e reflete uma jornada do meu último ano e meio: como escapar do cinismo individualizador produzido pelas redes e voltar a produzir sentido, entusiasmo e interesse sobre a vida?pra ensaiar sobre isso, escutei o orlando calheiros - antropólogo, escritor, produtor audiovisual, babalaô de ifá, campeão de lambada na segunda série e, também, um cara fundamental na minha formação humana e intelectual nos últimos tempos e por quem tenho muito carinho, especialmente pelas constantes provocações sobre responsabilidade na internet e reaprender a gostar das coisas. essa troca foi bastante especial pra mim, e muito inspiradora. espero que seja legal pra vocês também. o livro indicado por ele é o espinosa: filosofia prática, de deleuze:https://www.amazon.com.br/Espinosa-Filosofia-Pr%C3%A1tica-Gilles-Deleuze/dp/8571371962o lan-house é um projeto autofinanciado e meu maior xodó.identidade visual: carolina munhozinstalação das tvs: guilherme durão, do @sup_labanimação do logo para tv: tauan abreutrilha sonora: gus lanzetta

  24. 1

    da socialização na internet ao viés da amargura do twitter

    terceiro episódio em vídeo do lan house. luzes melhorando e som também. cenário quase lá. uma adicão maravilhosa, e uma das coisas mais especiais que já fizeram pra mim, agora integra o ambiente: esse tapete personalizado dos amigos da @voadortecelagem <3eu sempre falo que sou nascido e criado na internet. então, resolvi discorrer um pouco sobre minha infância e adolescência no mundo encantado dos fóruns e sobre como sinto os restos disso escorrendo pelas mãos ao puxar a máquina de caça-níquel que temos no bolso pra scrollar infinitamente pelo site mais amargo e amado do mundo. talvez seja hora de mudar meus vieses.INDICAÇÕES:'kairo', de kiyoshi kurosawa'f for fake', de orson wellesidentidade visual: carolina munhozinstalação das tvs: guilherme durão, do @sup_labanimação do logo para tv: tauan abreutrilha sonora: gus lanzetta

  25. 0

    autenticidade na era do algoritmo, com bella camero

    vale a pena tornar-se influencer da sua profissão?o segundo episódio da retomada do lan house, um programa de papos analógicos sobre o mundo digital. agora, semanal. agora, também em vídeo. o som tá melhorando e a luz também, mas é gostoso colocar as engrenagens em movimento. paciência, tô entendendo o jeito mais legal de fazer as coisas!!!no episódio de hoje, conversei com a bella camero sobre a tiktokização de tudo - toda profissão demanda que você seja influencer daquilo que faz como prova de qualidade do serviço? e o ator, que se antes emprestava a imagem à exaustão para produções audiovisuais, agora também performa um personagem de si próprio?nesse jogo de imagens emprestadas e performadas, exposição comandada por engajamento e linguagens digitais pastuerizadas, ainda dá pra ter alguma autenticidade na internet? o que é autenticidade? você encontra informações sobre a peça que comentamos no final aqui: ‘felizarda’ entra em cartaz no rio de janeiro a partir da semana que vem, depois de uma temporada esgotada em são paulo. instagram e tiktok: sodremat / bella.camerosubstack: sodremat.substack.com

  26. -1

    eu, influenciador, e minha vulnerabilidade-vitrine

    o primeiro episódio da retomada do lan house. agora, semanal. agora, também em vídeo. o som vai melhorar e a luz também, mas é gostoso colocar as engrenagens em movimento. resolvi me abrir um pouco e testar minha capacidade de vulnerabilidade nesse formato novo. também, pensar sobre as tensões provocadas entre a minha hiperexposição ao longo dos anos de internet e a resultante disso em quem eu sou, como também nos processos de formação de identidade agenciados pelas redes sociais na era dos algoritmos. bibliografia mencionada e indicada:doppelganger, naomi kleininfocracia, byung-chul hano show do 'eu', paula sibíliasimulacros e simulação, jean baudrillardsurvival of the richest, douglas rushkoffrealismo capitalista, mark fisherfilmes, séries e jogos: twin peaks, david lynch e mark frostserial experiments laindisco elysium

  27. -2

    a crítica cultural na economia de atenção / com carol prado e dora guerra

    essa conversa é uma perspectiva de quem lida diariamente com um jornalismo que precisa disputar espaço com conteúdo e com informação que precisa disputar espaço com entretenimento. quais que elas acham que são os caminhos futuros da indústria musical - e do jornalismo musical e da crítica cultural, por consequência.A gente falou de contracultura, música brasileira, caixa de som no espaço público e outras coisas muito legais e bonitas. A gente comeu um pão de queijo que a Dora fez. Em retrospecto, talvez tenha ficado melhor que o do Thiago. Mas em retrospecto, novamente, os dois eram da mesma marca. Não vou incitar rivalidades, mas a Dora é mineira. ‘a internet não acabou com a contracultura - você só não vai encontrá-la no instagram’, por caroline bustamúsicas brasileiras representam 93,5% das mais tocadas no paíspesquisa sobre hábitos de consumo de música entre brasileiros‘sua música’, plataforma brasileira para artistasentrevista com carol prado: “jornalismo de entretenimento e cultura não pode ter preconceitoconteúdo de dora guerra junto ao G1 sobre funk, um dos seus formatos de criação This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit sodremat.substack.com

  28. -3

    internet dos anos 2000 e não-binariedade / com juvi chagas

    esse episódio é uma conversa saudosa - mas não nostálgica e paralisada - entre duas pessoas que cresceram numa internet que se pretendia coletiva e cheia de experimentações diferentes orientadas para a conexão entre pessoas. jogos online, fóruns de nicho, comunidades no Orkut, MSN - todos vestígios de um ciberespaço que, há não muito tempo, era um lugar em que a gente entrava e saía - e não um oceano no qual estamos mergulhados… ou nos afogando.essa conversa é também sobre não-binariedade. qual é o papel da internet na possibilidade de apresentação de novas identidades possíveis? e onde a hiperprodutificação das nossas vidas no digital começa a interferir nesse processo de expressão e nos roubar de outras formas de ser?wayback machine, para pesquisar versões antigas de sitesreportagem sobre counter strike e lan-houses no brasila pandemia e os ‘ovos trans’ chocados‘a colonização da internet’, um vídeo-ensaio meu sobre a internet dos anos 2000o trabalho da juvi na internet This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit sodremat.substack.com

  29. -4

    cultura de celebridade antes e depois das redes sociais / com gab ferreira

    o que mudou na produção de estrelas na cultura pop depois que o mundo se digitalizou? como a nossa relação com celebridades - e consumo das suas vidas e ideias - se transformou? onde começa a criação de conteúdo e termina a artista? é possível dar certo na indústria musical sem alavancar uma carreira nas redes sociais? várias perguntas, poucas respostas, muita especulação. lan-house!the end of the hollywood celebrity, de eugene healeycomo a cultura pop de 2024 está influenciando 2025, por eugene healey‘por que as redes sociais não são mais divertidas?’ por mina leo trabalho de gab ferreira This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit sodremat.substack.com

  30. -5

    a virtualização da subjetividade / com andré alves

    nós estamos passando por um processo de digitalização da nossa identidade - e, também, da nossa subjetividade. saímos do mundo real pra nuvem, mas nem tudo é de interesse ou capacidade de extração dela. quais ingredientes ficam de fora da produção de um ‘eu’ virtual e o que falta na nossa cada vez mais complexa identidade virtual?links: ‘doppelganger’, livro de naomi klein sobre o mundo espelhado digital. ‘a revolução molecular’, de félix guattari https://www.youtube.com/watch?v=to72IJzQT5k“a virtualização do ‘eu’”, vídeo-ensaio meu sobre o tema do podcast ‘intimidades sintéticas’, episódio do podcast vibes em análise, do andré alves e do lucas liedkea internet é uma floresta negra, por yancey stricklero fim do mindset billionário, por douglas rushkoff This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit sodremat.substack.com

  31. -6

    existe influenciador do bem? / com mari krüger

    a conversa da vez é com a mari kruger, que é pesquisadora, bióloga, cientista, DJ e um dos maiores fenômenos de comunicação em rede social do brasil. a gente conversou sobre um lugar que tanto eu quanto ela temos enquanto ocupação: o de um “influenciador” que trabalha com informação e os desafios e contradições disso se sustentar a partir de um modelo publicitário.esse fenômeno não é novo, mas essa versão super-individualizada do influenciador-empresa, onde nos tornamos operações completas de marcas de nós mesmos - vitrines e back-office - se consolidou na pandemia.esse formato produz situações onde eu e todos os outros que trabalham com esse modelo na internet sejamos nós mesmos os nossos órgãos reguladores e nossos códigos de ética e muita coisa em muitas situações onde tudo é muito cinza. tudo é muito.pode existir, então, influenciador do bem?edição, trilha e tratamento do @guslanzettauma distribuição de atabaque produçõesidentidade visual de carolina munhozlinks:pesquisa: 75% dos jovens brasileiros sonham em ser influenciadores‘o bonde do tigrinho’, matéria da piauí sobre virgíniao trabalho de mari krüger nas redes sociais This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit sodremat.substack.com

  32. -7

    cinema, soft power e capitalismo tardio / com thiago ora

    muita gente acha que o cinema nacional “não dá certo” porque faz produções que não parecem versões hollywoodianas das nossas histórias.ou seja: somos estrangeiros às nossas próprias imagens. olhamos o que vem de dentro e com estranheza porque não se parece com o que vem de fora.high school, prom, cheerleaders, jocks, halloween, subúrbios estadunidenses - somos naturalizados sem cidadania na cultura americana. isso é "soft power” - e tem profandas implicações políticas.links:‘pirataria: do oceano aos downloads ilegais e a luta pelo conhecimento livre’, ensaio brilhante do thiago marina rodrigues: como o brasil pode ter outros ‘ainda estou aqui’? marina rodrigues: a velha nova cota de tela, um debate que ainda não terminouphilippe leão: o cinema de rua não vai voltardesencontros: podcast com philippe leão, matheus fiore e thiago ora This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit sodremat.substack.com

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