PODCAST · arts
Leitura de Ouvido
by LP Lucas e Daiana Pasquim
Leitura de Ouvido vai além do audiolivro, é o podcast que transforma linhas em ondas sonoras, criado por Daiana Pasquim e Lucas Piaceski. Contos e poesias, nacionais e internacionais, em domínio público. Gravação do texto interpretado em áudio drama e com sonorização cinematográfica. Crítica literária descontraída sobre o texto, escola literária e autor, ao final do episódio. Todas as sextas-feiras, um novo episódio. Boa leitura! Apoie pela chave PIX: [email protected] ou pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvido
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Ronald de Carvalho - Luz Gloriosa (poesia)
Luz Gloriosa (1913) é o livro de estreia do diplomata, escritor e poeta Ronald de Carvalho (1893-1935). Nesta edição, trazemos todo o princípio do livro, da edição autografada ao amigo Fernando Pessoa. O episódio desdobra-se no capítulo Vida Heróica, com “Allegoria”, que vai de I a VII, sempre enaltecendo o sol, seja seu nascer ou seu pôr-se. Em seguida, vem os “Sonetos da Vida”, com a exploração das cores “Soneto Branco”, “Soneto Verde”, e “Soneto Azul” - todos na estrutura cruzada ou entrelaçada ABAB, ABAB nos quartetos; e também entrelaçada nos tercetos, sendo nos três, CDC, EDE; e, ainda, a "Symphonia do Poente", que compõe-se em oito quartetos e debruça-se sobre a memória da luz; em seguida, “Os Sonetos Preciosos” e "Rhitmos Rústicos". Logo que conclui o curso de Direito no Rio de Janeiro, Ronald viaja para a França, onde estuda Filosofia e Sociologia, além de publicar seu primeiro livro pela Casa Crès et Cie, em 1913, em Paris. Não só pelo território francês, mas pela forma de expressão, a obra é fortemente marcada pela influência de Paul Verlaine (1844-1896) e Charles Baudelaire (1821-1867).Ronald envia a Fernando Pessoa uma edição de seu livro, autografado com os seguintes dizeres: “Para as mãos de Fernando Pessoa, Fraternal - Rio, MCMXIV". As letras representam 1914, em algarismos romanos. Foi com essa edição encontrada na Biblioteca Particular Fernando Pessoa que produzimos o episódio de hoje, lendo diretamente do português arcaico. Boa leitura!✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:[email protected]Ou pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para [email protected] 📞 Entre em contato:[email protected]Direção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
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Oscar Wilde - O Príncipe Feliz (conto)
“O príncipe feliz” (1888) é conto de Oscar Wilde (1854-1900) que dá título à sua famosa coleção de contos infantis onde o autor incrivelmente une a fantasia com a crítica social. Em O Príncipe Feliz e outras histórias temos o entrelaçar de parábolas sobre amor, vaidade e generosidade, como é o caso de ‘O príncipe feliz”. Apresentado como uma estátua no alto da colina, na cidade onde já vivera, ao conhecer Andorinha, o príncipe rememora sua vida luxuosa de antes, o que acentua a leitura do que está por vir. Como objeto de arte, o príncipe tinha todo o corpo coberto por ouro, além de rubi em sua espada, chumbo em seu coração e, os olhos do príncipe feliz eram de safiras vindas da Índia. É uma história de amor, solidariedade e desprendimento, pois através da Andorinha, ele doa tudo o que é, para ajudar o próximo. O príncipe feliz fica totalmente cego, pois destina suas duas safiras. Uma foi para o estudante e outra, para a pequena menina dos fósforos. “Você está cego agora, por isso, ficarei com você para sempre”, disse Andorinha ao príncipe. Passou a lhe contar histórias sobre o que via em terras estrangeiras. Inúmeros aprendizados, tempos e espaços. O ciclo da vida de ambos foi se entrelaçando em trocas. Para além dos olhos, ironia gigantesca do conto é o fato de a estátua ter coração de chumbo. A morte da Andorinha e a queda do coração de chumbo partindo-se em dois, é concomitante, logo após o beijo na boca. Aos olhos dos mortais, a estátua parecia acabada. Mas a última voz na história, é de Deus. Boa leitura!✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:[email protected]Ou pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para [email protected] 📞 Entre em contato:[email protected]Direção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
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Machado de Assis - A Chinela Turca (conto)
“A chinela turca” (1875) é conto de Machado de Assis (1839-1908) publicado pela primeira vez em 14 de novembro de 1875, no periódico A Época. Mais tarde, a obra foi eternizada na famosa coletânea Papéis Avulsos, lançada em 1882. O conto começa no presente: “Vede o Bacharel Duarte”, mas na mesma oração, nos joga sutilmente ao passado no ano de 1850, fazendo-se valer da Elipse Narrativa que coloca uma história dentro da outra história. Exige do leitor uma sutil percepção, pois se em um momento o moço está pronto para sair, ansioso para ir ao baile encontrar a sua namorada Cecília - em outro está vivendo o suplício de ficar preso em casa com uma visita inesperada, o Major Lopo Alves, que lhe pede para ler 180 folhas de um manuscrito dividido em sete atos. É nos revelado que o próprio major inspirou-se a escrever após outro acontecimento do passado, o de ter ido assistir a uma peça ultrarromântica - o que ele não conta ao Duarte. Da passagem das horas enquanto "a leitura de um mau livro é capaz de produzir fenômenos espantosos”, tem-se a deixa para uma fantasia que toma conta da cabeça do Bacharel, até sermos apresentados para a dita Chinela Turca, que é compreendida por ele como uma metáfora para o coração de Cecília. O texto faz-se do presente e da fantasia, com uma diegese envolvente que permita terminar a história querendo (re)começá-la, para fazer o circuito de lapsos ou saltos que o efeito do ocorrido lhe causou. Boa leitura! ✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:[email protected]Ou pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para [email protected] 📞 Entre em contato:[email protected]Direção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
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Auta de Souza - Psicografada por Chico Xavier
“Auta de Souza” ditou poesias em 1976, no centenário de seu nascimento, ao médium Francisco Cândido Xavier (1910-2002). Ele, na ocasião completava seu 66º aniversário. Os versos psicografados ditados pelo espírito Auta de Souza seguem seu estilo literário já visto em Horto (1900). Os psicografados são considerados como seu 2º livro. Temos sonetos rimados e metrificados, em grande maioria; e também baladas em quartetos, que versam sobre os temas mais caros à autora: sua fé e devoção a Jesus Cristo, à caridade, ao amor ao próximo, à natureza (gelo, ventania, temporal, lodo), à fraternidade, ao legado da vida, ao valor do sofrer(“louva a pedrada que nos aprimora”). As rimas são em grande maioria ABBA, ABBA, CCD, EED. No episódio de hoje, produzimos 1/3 do seu livro psicografado, sendo 30, dos 88 poemas. O trabalho de Chico Xavier consolidou a psicografia como uma das manifestações mediúnicas mais respeitadas e estudadas do mundo. Em termos de Psicografia Literária ele escreveu 412 livros de diversos gêneros (romances, poesias, filosofia) assinados por espíritos como Emmanuel, André Luiz e Humberto de Campos. Tudo isso, tendo estudado apenas o curso primário, incompleto. Chico jamais se declarou autor de nenhuma dessas obras. Seu primeiro livro psicografado, lançado em julho de 1932, foi “Parnaso de Além Túmulo”, uma coletânea de poemas assinados por 56 grandes poetas brasileiros e portugueses desencarnados, Castro Alves, Casimiro de Abreu, Augusto dos Anjos, entre outros. Com estilos diferenciados e vocabulário distinto, transmitem que “a alma sobrevive ao corpo”. Boa leitura!✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:[email protected]Ou pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para [email protected] 📞 Entre em contato:[email protected]Direção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
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Ambrose Bierce - A Estrada Enluarada (conto)
O conto "A Estrada Enluarada" (The Moonlit Road), escrito pelo crítico satírico, escritor e jornalista estadunidense, Ambrose Bierce (1842-1914), foi publicado originalmente em 1907, na revista Cosmopolitan. É uma história de fantasma pautada no Espiritismo, que explora três pontos de vista e envolve um feminicídio, o drama da vítima e o contato com um Espírito. O conto abre-se em três capítulos: I. Depoimento de Joel Hetman Jr; II. Depoimento de Caspar Grattan; III. Depoimento da falecida Julia Hetman, através do médium Bayrolles. Com o médium, Bierce obriga que a interpretação perpasse a conversa com os espíritos e a mediunidade, para isso, vamos nos ancorar nos livros do Pentateuco Kardequiano, estruturados por Allan Kardec entre 1857 e 1868. Essas obras formam a base moral, científica e filosófica do Espiritismo. As Obras Básicas da Codificação são: O Livro dos Espíritos (1857), O Livro dos Médiuns (1861), O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864), O Céu e o Inferno (1865) e A Gênese (1868). O médium Bayrolles (cujo nome verdadeiro era Horatio DuBois) é um famoso personagem fictício e médium espiritualista do século XIX, intimamente ligado ao universo do horror cósmico e à mitologia de o "Rei de Amarelo” (Robert W. Chambers, 1895). A origem literária deste médium é justamente Ambrose Bierce nestes contos clássicos de terror. Quando Bayrolles faz o depoimento de Julia através da escrita automática e transe, vamos compreender muitos fatos. Boa leitura!✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:[email protected]Ou pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para [email protected] 📞 Entre em contato:[email protected]Direção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
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Machado de Assis - O Espelho (reedição)
“O espelho” (1882) é conto de Machado de Assis (1839-1908) publicado originalmente no jornal Gazeta de Notícias, em 1882. Vamos conhecer Jacobina que, diante do grupo de quatro ou cinco cavalheiros, conta um causo da sua vida, quando tinha 25 anos, era pobre e fora nomeado Alferes da Guarda Nacional, correspondente a um cavaleiro, cargo hoje compreendido como Segundo Tenente. Fardado, diante do espelho, o personagem vai enfrentar uma espécie de enlouquecimento. “O alferes eliminou o homem”, narra o personagem, para esboçar que a sua alma exterior mudou de natureza a ponto de só o posto, o exército da patente, parecer lhe importar. O debate sobre identidade é o que se aprofunda neste conto, encarando a fragmentação da autoimagem do indivíduo e a vida em sociedade, em especial encarando o peso de estar sozinho. Mas também está em pauta a representação de outras questões próprias da modernidade, como a fragilidade das relações humanas baseadas nas relações de produção; o medo diante das estruturas econômicas e sociais em constante transformação; a manutenção do status quo pelo que se faz ou se aparenta, perdendo-se no processo o que o indivíduo realmente é. Machado faz o “esboço de uma nova teoria da alma humana”. As situações narradas têm certo tom misterioso, de suspense, quase sobrenatural. Por isso também, esta é uma das histórias mais ouvidas aqui do Leitura de Ouvido, foi nosso episódio 2, puro e simplesmente. E merecia o relançamento, com as Notas de Rodapé. Boa leitura!✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:[email protected]Ou pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para [email protected] 📞 Entre em contato:[email protected]Direção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
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Emily Dickinson - Poemas Existenciais
“Poemas existenciais” eram uma frequência de escrita de Emily Dickinson (1830-1886), que completa neste 15 de maio um século e quatro décadas de morte. Neste aniversário de 140 anos produzimos 48 poemas dela, que encontrou na liberdade do seu quarto toda a liberdade para criar. Para ela, a poesia como forma de expressão, era o próprio viver. Ela nunca intitulava seus poemas, mas nestes de hoje há clássicos os versos de: “Não é preciso ser um quarto, para ser assombrado”, "Porque eu não pude parar para a Morte”, "A esperança é uma coisa com penas”; "Sou Ninguém! Quem é você?”, "Esta é minha carta ao Mundo”, entre outros. Maior conservador do legado da poetisa, o Museu Emily Dickinson explica as maiores características literárias da autora em cinco macro estruturas e nove abordagens: tema e tom; forma e estilo; metro e rima; pontuação e sintaxe; dicção. Este assunto e muitos outros foram debatidos no Clube Leitura de Ouvido da véspera de publicação deste episódio. Mergulhamos no mundo Dickinsoniano. Ela foi contemporânea das Irmãs Bronte, George Sand, George Eliot e Elizabeth Barret Browning. Na parede do seu quarto havia o retrato dos dois últimos, seus poetas preferidos. Amherst, Massachusetts, foi o lar de Emily Dickinson ao longo da vida e o pano de fundo para sua visão poética. Em especial, a janela de seu quarto. Boa leitura!✅ Indique o Leitura de Ouvido no Prêmio Jabuti na categoria “Fomento à leitura - mídias digitais “: https://www.premiojabuti.com.br/jabuti/indicacao-incentivo-a-leitura-cultura-digital/✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:[email protected]Ou pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para [email protected] 📞 Entre em contato:[email protected]Direção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
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Oscar Wilde - O Filho da Estrela (conto de fadas)
O conto de fadas "O filho da estrela” ou "O Menino-Estrela”, originalmente em inglês: The Star-Child, de Oscar Wilde (1854-1900), foi publicado pela primeira vez em 1891 e é uma história de formação. Isso significa que vamos seguir o aparecimento de o filho da estrela desde bebê, em todo o seu crescimento, até o fim de sua vida. Após uma estrela cadente, o menino é encontrado no meio da floresta por dois lenhadores, criado pela família de um deles. O conto inicia com toques de fábula, com os animais reclamando do frio e da neve, inclusive, dizendo que “a culpa é do governo”. Reside aí uma das críticas sociais de Wilde, somado à da pobreza - material e de espírito, pois mesmo com o filho da estrela crescendo junto ao filho do lenhador, recebendo acolhimento, alimento e carinho, ele se tornou mal. “A beleza fez dele perverso”. O bebê portava um colar de âmbar e um manto com tecido de ouro, este remete à nobreza e riqueza, àquele, traz proteção e considerada uma "pedra da sorte" que afasta energias negativas e atrai prosperidade. Quem se apresenta como sendo sua mãe, em meados da narrativa, é uma mendiga. O menino é soberbo e cruel com ela e por isso, acometido por uma maldição e perde toda a sua formosura; irá vagar por três anos pelo mundo em busca de sua progenitora. Boa leitura!✅ Indique o Leitura de Ouvido no Prêmio Jabuti na categoria “Fomento à leitura - mídias digitais “: https://www.premiojabuti.com.br/jabuti/indicacao-incentivo-a-leitura-cultura-digital/✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:[email protected]Ou pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para [email protected] 📞 Entre em contato:[email protected]Direção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
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Silvia Schmidt - Isadora Imani Iara
“Isadora, Imani, Iara: uma roda a três vozes” é o poema polifônico, último lançamento de Silvia Schimidt (1962), professora, escritora, livreira, editora independente e curadora, nascida paulista e hoje residente no Maranhão, tendo já morado do Nordeste ao Sul do Brasil. É uma história nascida em 2005, escrita nas areias da praia de Moçambique, na Ilha de Santa Catarina, entre a autora Silvia e a sua prima, Isa, de 7 anos, num belo dia ensolarado. É um poema multifacetado e polifônico, com três vozes e olhares: Isadora é brasileira; Imani é afrodescendente e Iara é menina dos povos originários. O primeiro texto daquela tarde foi Isadora: uma pequena mestrinha, inspirada após o passeio. Para dar ao poema um tom genuíno, Silvia convidou a escritora Eva Potiguara (1966), para dar voz à Iara; e Juliana Sankofa (1990), para encontrar o tom afrodescendente de Imani. O livro é ilustrado por Eve Schwabe e publicado pelo Grupo Editorial Casa/Casa Kids, recebendo na capa o QR Code deste episódio exclusivo, que vai oportunizar que todos possam acessar gratuitamente a história em formato audio-livro, mas com esse toque cinematográfico que só o Leitura de Ouvido tem.
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Lima Barreto - Manel Carpineiro (conto)
“Manel Carpineiro” é um conto de Lima Barreto (1881-1922) que mostra a face do trabalho, em um lado oposto da cidade, com o olhar do conhecedor dos subúrbios. Na história, a partir da Estrada Real de Santa Cruz, vamos conhecer personas como o carvoeiro Tutu, a prostituta que colhe flores silvestres, os tropeiros, o açougueiro que hoje é leiteiro, o Parafuso, domador de cavalos, e os carpineiros dos carros de bois, como o Manel Carpineiro, que é português e sente saudades do caldo de unto e das lutas de varapau de Portugal. Ele possui dois bois, Estrela e Moreno: “eles são o meu pão”, diz. O trágico destino do nosso protagonista, aos olhos de Lima, pode ser uma crítica sutil à colonização. Mas também não deixa de ser uma versão real de tantas histórias naturalistas e nacionalistas, de quem “não tinha nada e perdeu tudo”. Note que todos eles têm como ponto de encontro para as “boas pingas do caminho”, o Armazém Duas Américas, metáfora para as duas faces do Rio de Janeiro: a afrancesada cidade; e a brutalidade do campo. Há denúncia contra a falta de segurança pública, pois há de se precaver até contra o roubo de feixes de capim. Diante de todos esses trabalhadores, tratados também como “vagabundos rurais”, está uma grande ironia da pequena história, pois os carvoeiros e carpineiros eram fundamentais para o funcionamento da capital. Boa leitura! ✅ Indique o Leitura de Ouvido no Prêmio Jabuti na categoria “Fomento à leitura - mídias digitais “: https://www.premiojabuti.com.br/jabuti/indicacao-incentivo-a-leitura-cultura-digital/✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:[email protected]Ou pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para [email protected] 📞 Entre em contato:[email protected]Direção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
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