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O Poema Ensina a Cair

PODCAST · arts

O Poema Ensina a Cair

Perseguindo a ideia de Lawrence Ferlinghetti - "a poesia é a distância mais curta entre duas pessoas" - esperamos, a partir de algumas escolhas poéticas dos nossos convidados, ficar mais perto deles e conhecê-los melhor. Um projecto da autoria de Raquel Marinho. "Melhor podcast de Arte e Cultura" pelo Podes 2021 - Festival de Podcasts. "Melhor podcast de Entrevista" pelo Podes 2025 - Festival de podcasts

  1. 364

    Leituras com Pedro Mexia: Ariana Harwicz e António Lobo Antunes

    "Tudo isto é muito violento e assustador. Ela escreve sobrerelações que são, à partida, da ordem do afecto entre homens e mulheres, pais e filhos, mas não reprime nada."No episódio deste mês, que estreia na véspera do 25 de Abril, Pedro Mexia destaca o livro Fado Alexandrino de António Lobo Antunes, considerado um dos grandes romances sobre a revolução de 1974. Naturalmente, são também referidos outros livros do escritor que nos deixou recentemente. O segundo destaque vai para a escritora argentina Ariana Harwicz, e o seu mais recente livro publicado em Portugal pela Elsine, Perder o Juízo. Como costuma acontecer, muitos outros autores são referidos ou lembrados durante a conversa. Por exemplo, Almeida Faria, José Cardoso Pires, Agustina Bessa-Luís, José Saramago, Louis-Ferdinand Céline, William Faulkner, Bruno Vieira Amaral, Michel Houellebecq, Eduarda Dionísio, Eugénio de Andrade, Sophia de Mello Breyner Andresen, António Franco Alexandre, Herberto Helder, Fernando Pessoa, Ruy Belo, Samanta Schweblin, Mariana Enríquez, Ruben A. ou Júlio Cortázar.

  2. 363

    Rosa Azevedo: "Comove-me muito a literatura. Quando há um momento em que tu dizes ‘eu nunca tinha pensado nisto desta forma’, e isso comove-me imenso."

    É uma das caras da Snob, uma livraria independente de Lisboa, que publica livros fora do mainstream e do circuito comercial, e também muita poesia. É agente cultural, organizadora de ciclos, cursos ou conferências sobre os mais variados temas literários, livreira, leitora e mãe. Formou-se na área das letras, não porque quisesse ser professora ou trabalhar numa área específica, mas porque queria ler. Com os pais e os avós conheceu os clássicos, mas cedo se aventurou nos autores a que viria a chamar seus. Gosta muito da ideia de dar a conhecer autores e livros a novos leitores, mostrar-lhes coisas que ainda não conhecem: "tens de ir habituando as pessoas a gostar do desconhecido. Eisso é um risco, mas também é um gosto."

  3. 362

    Rita Redshoes: "A minha identidade foi construída com a música, eu acho que falava muito melhor com a música do que por palavras."

    Cantora, compositora, instrumentista, produtora e letrista, Rita Redshoes começou por integrar uma banda ainda adolescente enquanto baterista, e só mais tarde descobriu que sabia cantar. Estudou música e psicologia, vive no campo com 3 gatos e 3 galinhas, e acaba de lançar o primeiro single do seu novo álbum. Chama-se 'A Tua Trança', tem letra de Márcia, e é uma homenagem às mulheres. É mãe da Rosa, com quem descobriu outras dimensões, não apenas de ser humana, mas também de ser artista, e também sobre isso conversamos neste episódio, que acolhe as escolhas poéticas da Rita para através delas a conhecermos melhor. Poemas: Adília Lopes, BichosFilipa Leal, Apocalipse Now Sérgio Vaz, Acho que a gente perdeu a vozPedro Mexia, Eu AmoManuel António Pina, As VozesCecília Meireles, Apresentação Raquel Serejo Martins, Sinto-me enjoada do mundo Natália Correia, O sonho e a vida

  4. 361

    Ricardo Marques: "Eu acho que há duas palavras na minha vida: intertextual e antologia."

    Ricardo Marques é poeta, antologiador, investigador, e tradutor. Traduziu para português, entre dezenas de outros poetas, Anne Carson, Billy Collins e Patti Smith.Nasceu em Sintra, em 1983, e viveu até aos 23 anos entre o subúrbio de Sintra e a zona de Abrantes, de onde vem a família materna e parte da família paterna.Doutorado em Estudos Portugueses pela FCSH-UNL (2010), onde desenvolveu pós-doutoramento no IELT sobre revistas literárias do Modernismo (2015-21).De entre alguns ensaios publicados, destaca-se o volume Tradição e Vanguarda: As Revistas Literárias do Modernismo Português (1910-1926), ed. Biblioteca Nacional de Portugal (2020), bem como a antologia de poesia portuguesa contemporânea Já não dá para ser moderno: seis poetas de agora, ed. Flan de Tal (2021).Prosa: Maria Gabriela Llansol - Finita Poemas:Konstantinos Kavafis - dias de 1901/ veio ficar/ Recorda corpo LIVRE CURTOTheodore Roethke - The Waking VILLANELLEDylan Thomas - Elegy ELEGIAPeter Handke – Poema à duração POEMA ENSAIOMeendinho - Sediam’eu na ermida de San simion CANTIGACamões - Esparsa ao desconcerto do mundo ESPARSAFrancisco Rodrigues Lobo - ‘Como passarei eu sem

  5. 360

    Leituras com Pedro Mexia: "É a ideia de que não há razão para dizer em 10 palavras o que se pode dizer em 5, não há razão para ter adjetivos desnecessários. "

    "E, portanto, essa ideia de aquilo que se diz ser apenas umapequena parte daquilo que se quer dizer foi muito importante na literatura do século XX." Na rubrica de sugestões de leitura deste mês, Pedro Mexia sugere Ernest Hemingway, Contos Completos, edição Livros de Brasil. Na segunda parte do podcast, dedicamo-nos a alguns poetas brasileiros, vários contemporâneos e que não apenas estão publicados em Portugal, como dialogam com a poesia portuguesa nos seus livros. Por exemplo, António Cícero, Régis Bonvicino, Armando Freitas Filho, Michaela Schmaeadel, Leonardo Gandolfi, Marília Garcia, Ana Martins Marques, Eucanãa Ferraz ou Fabiano Calixto, Como costuma acontecer, muitas outras referências aparecem nesta conversa, sejam autores, realizadores de cinema ou pintores:Raymond Carver, Albert Camus, Annie Ernaux, James Joyve, Eça de Queiroz, Tomas Mann, William Faulkner, J. D. Salinger, F. Scott Fitzgerald, Camilo Castelo Branco, Alice Munro, Saul Bellow, Graham Greene. Fritz Lang, Marcel Proust, Henry James, William Shakespeare, Federico García Lorca, Luis Buñuel, Salvador Dalí, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Manuel Bandeira, Arnaldo Antunes, Sophia de MelloBreyner, Adília Lopes, Ana Cristina Cesar, Gregório Duvivier, Marianne Moore, Nuno Artur Silva, Rosa Maria Martelo, Fabiano Calixto ou Eucanãa Ferraz,

  6. 359

    Dia Mundial da Poesia 2026: poesia dita por quem a escreve

    No Dia Mundial da Poesia deste ano, cedemos o microfone aos poetas para os ouvir ler em voz alta.São ao todo 51 autores; alguns trazem poemas inéditos. Obrigada a todos por terem aceitado participar deste episódio. As entradas no podcast estão por ordem alfabética, tal como aqui: A. M. Pires Cabral (poema inédito), Ana Paula Inácio, André Tecedeiro, Andreia C. Faria, António Amaral Tavares, Carla Louro, Catarina Nunes de Almeida, Cláudia Lucas Chéu, Cláudia R. Sampaio (poema inédito), Daniel Jonas, Daniel Maia-Pinto Rodrigues, Fernando Pinto do Amaral, Filipa Leal, Francisca Camelo, Francisco José Viegas, Helder Macedo, Hélia Correia, Inês Francisco Jacob, Inês Dias, Inês Fonseca Santos, Inês Lourenço, Jaime Rocha, Jorge Gomes Miranda (poema inédito), Jorge Roque (poema inédito), Jorge Sousa Braga, José Carlos Barros, João Bosco da Silva, João Paulo Esteves da Silva, Luís Filipe Castro Mendes, Margarida Vale de Gato (poema inédito), Maria do Rosário Pedreira, Maria Sousa, Miguel Cardoso (poema inédito), Miguel-Manso, Miguel Martins, Paola d’ Agostino, Paula Tavares (poema inédito), Paulo José Miranda, Pedro Braga Falcão (poema inédito), Pedro Mexia (poema inédito) , Pedro Rapoula (poema inédito), Raquel Nobre Guerra, Raquel Serejo Martins (poema inédito), Regina Guimarães, Renata Correia Botelho, Ricardo Marques, Rita Taborda Duarte, Rosa Oliveira, Rui Lage, Tatiana Faia, Vasco Gato.

  7. 358

    Isabel Soares: "Era uma casa onde os amigos eram os escritores e os poetas."

    Cresceu numa casa de portas abertas a família e amigos, com livros por todo o lado, uma mãe, Maria Barroso, que dizia poesia pelo país - também como forma de resistir à ditadura de Salazar - e um pai, Mário Soares, fundador da democracia portuguesa, muitas vezes ausente por motivos políticos e pelas várias passagens pelas prisões de Caxias ou do Aljube. Isabel Soares nasceu em 1951. Chegou a pensar ser médica, passou pelo jornalismo, mas acabaria por abraçar a gestão do Colégio Moderno a pedido do pai e da mãe quando Mário Soares decidiu candidatar-se a Presidente da República. É esse o seu projeto de vida - aos 75 anos ainda trabalha todos os dias - e orgulha-se muito dos seus alunos, também pela liberdade cívica e intelectual que preconiza para a escola que dirige. "Terem a cabeça aberta e pensarem pela sua cabeça", como explica.Não se lembra da sua vida sem poesia porque a mãe, Maria Barroso, não apenas "embalava" os filhos a dizer poemas e mais tarde os levava aos recitais pelo país, como amiúde citava poemas de cor no meio das conversas. Ao mesmo tempo, alguns dos amigos da família Soares eram poetas, escritores ou pintores, que frequentavam a casa e os serões da casa, a que Isabel gostava de assistir. Considera que memória é identidade e é sobretudo a memória que nos guia ao longo desta conversa. Os poemas são um pretexto para a conhecermos melhor, e também, por maioria de razão, aos seus pais que, de certa forma, se juntam a nós. Poemas: Matilde Rosa Araújo – NascerRuben Dario – Não ouves cair as gotas da minha melancoliaSophia de Mello Breyner – Porque ; Há jardins evadidos deluar ; De todos os cantos do mundo ; Quando o meu corpo adormecer e eu for mortaJorge de Sena – Carta a Meus Filhos Sobre os Fuzilamentos de GoyaAlexandre O«’ Neill – Portugal José Régio – Cântico NegroÁlvaro de Campos - Aniversário Camilo Pessanha - Floriram por engano as rosas bravasAntonio Machado - Caminante, no hay caminoCharles Baudelaire – As Flores do Mal

  8. 357

    Itamar Vieira Junior: "Talvez o brasileiro que mais mereça o Prémio Nobel seja o Chico Buarque ."

    É um dos autores brasileiros do momento, e esteve em Portugal para apresentar o seu novo romance 'Coração sem Medo', o último livro da chamada trilogia da terra, iniciada com o sucesso de vendas Torto Arado - mais de 1 milhão de livros vendidos com traduções para 33 idiomas. Ao longo desta conversa, Itamar Vieira Junior partilha alguns dos seus gostos poéticos, que são um caminho que encontramos para o conhecer melhor.Ficamos a saber, por exemplo, que aos 9 anos já escrevia peças de teatro, que quando era adolescente ganhou coragem e bateu à porta de Jorge Amado para lhe pedir um autógrafo, ou que entre os seus autores de referência se encontra, por exemplo, Eça de Queiroz. Poemas:Adélia Prado – EnsinamentoMaria do Rosário Pedreira – Dorme meu amorVinicius de Moraes – Soneto do Amor TotalWislawa Szymborska – Mulher de Ló Maya Angelou - Still I Rise

  9. 356

    Leituras com Pedro Mexia: Julian Barnes e Rui Lage

    Na rubrica deste mês, Pedro Mexia traz para a conversa, Partida, o último livro de Julian Barnes, tradução de Salvato Teles de Menezes, edição Quetzal, e Física Espiritual (antologia pessoal), de Rui Lage, edição Assírio & Alvim.

  10. 355

    P. Paulo Duarte: "As portas da Igreja têm de estar escancaradas para que qualquer pessoa entre. "

    Esta semana recebemos o Padre Paulo Duarte, SJ. Nasceu em Portimão, em 1979, e quando era pequeno queria ser médico veterinário. Uma perda significativa na adolescência levou-o a um encontro com a religião, que acabou por lhe decidir o destino. Trabalhou na aviação, antes de entrar na Companhia de Jesus, em 2003. É licenciado em Filosofia e em Teologia, e mestre em Teologia Fundamental. Foi ordenado sacerdote em 2014 e fez a Terceira Provação (etapa final da formação dos jesuítas) entre novembro de 2023 e maio de 2024, no México.É adjunto do diretor nacional da Rede Mundial de Oração do Papa – Portugal desde setembro de 2024.Lançou recentemente um livro de crónicas chamado "De Corpo e Alma, Crónicas para caminhos de encontros humanos e divinos" com edição Apostolado de Oração, que tem um poema diferente em cada capítulo. É também sobre essa relação próxima com a poesia que conversamos no podcast. Poemas: Sophia de Mello Breyner Andresen, Deus Escreve DireitoSophia de Mello Breyner Andresen, Escuto mas não seiMaria Teresa Horta, No início foi a luzRuy Cinatti, AnunciaçãoAlexandre O' Neill, Sob a forma de mãoAdília Lopes, Só gosto de pessoas boasJose Tolentino Mendonça, Nas mãos do oleiroDaniel Faria, Não acredito que cada um tenha um lugarTeresa Salgueiro, Nas ondas do mar

  11. 354

    António de Castro Caeiro: "Os sentimentos constituem-se de uma forma subterrânea, clandestina. E nós reagimos a uma presença ausente."

    Esta semana recebemos António de Castro Caeiro, filósofo, especialista e professor de Filosofia Antiga, ensaísta, tradutor, e autor de vários livros, o mais recente Sobre os Sentimentos, edição Tinta da China.Neste episódio, gravado ao vivo na Casa do Comum no âmbito do PODES, Festival de Podcasts, damos mais atenção a 4 sentimentos - o Espanto, o Sublime, o Amor e a Esperança - , mas o livro cuida de vários outros como o Desejo, a Ira, a Nostalgia, a Melancolia e a Liberdade. Ao longo da conversa, António conta-nos da sua relação com a poesia e filosofia, de como os sentimentos se relacionam com a filosofia, mas também da proximidade entre filosofia e poesia. Escolheu alguns poemas para nos ajudar nessa reflexão: - Sol da Tarde, Kavafis (A par1r da versão inglesa de Lawrence Durrell)- Na noite clara da tua morte Pai, Miguel Martins - SALMO, Georg Trakl, dedicado a Karl Kraus- A esperança, Emily Dickinson (versão de Vasco Gato)

  12. 353

    Ana Bárbara Pedrosa: "Já em criança, os meus pares eram os escritores. Eu sentia que aquela era a minha família artística e social."

    Ana Bárbara Pedrosa é escritora e crítica literária, mãe de 2 filhos gémeos, a Maria e o David, viveu e estudou em Portugal, no Brasil e nos Estados Unidos. Nos tempos livres faz desporto e viaja. Quando era criança fazia exercícios de escrita a partir de sonetos. Sempre soube que queria ser escritora e sempre leu muito, também para atingir esse objectivo: "Eu sabia que queria escrever, mas sabia também que a escrita não cai do céu, não é uma coisa que acontecia por acaso. E eu costumo comparar muito isto ao desporto. Uma criança que aos 10 anos quer futebolista, sabe que tem de ir aos treinos. E eu ia aos treinos dessa forma. tinha de me autodisciplinar de outra forma. Acho que não houve um dia da minha vida que eunão tenha escrito. "É autora de Lisboa, chão sagrado (2019), Palavra do Senhor (2021), Amor estragado (2023), também publicado no Brasil, e Viagens com o Mehdi (2024) – todos com chancela Bertrand Editora.Poemas: Maria do Rosário Pedreira – o meu mundo tem estado à tuaesperaEugénio de Andrade – PrimeiramenteJorge de Sena – Pandemos Júlio Dinis – Lava OcultaAlmeida Garrett – Adeus

  13. 352

    Leituras com Pedro Mexia: Mark Lilla e Paulo José Miranda

    No primeiro episódio do ano da rubrica de sugestões de leitura, Pedro Mexia traz-nos duas propostas bastante diferentes.Por um lado, a poesia reunida de Paulo José Miranda editada recentemente pela Imprensa Nacional Casa da Moeda com o título A Salvo de Deus, por outro o livro Ignorância e Felicidade - sobre querer não saber, de Mark Lilla, com tradução de Ricardo Mangerona e edição Edições 70. Paulo José Miranda é poeta, contista e ficcionista. Recebeu, entre outras distinções, o primeiro Prémio José Saramago. Mark Lilla é professor de Humanidades na Universidade de Columbia e colaborador frequente da The New York Review of Books.

  14. 351

    Samuel Úria: "Eu acho que o Cohen é o maior poeta dos músicos e o maior músico dos poetas. "

    Recebemos Samuel Úria, o trovador de patilhas, como alguém lhe chamou.Músico, compositor, escritor de canções, com vários discos no curriculum, alguns prémios, como o mais recente Globo de Ouro para melhor canção com 2000 A. D. Tem uma relação precoce com a palavra, primeiro enquanto leitor e escritor de poemas meio às escondidas. Depois, ganhou um prémio literário num concurso da escola, e as coisas passaram a ser diferentes. Conta-nos que ler e escrever foram das grandes descobertas da sua vida, e será também por isso que algumas letras que vem fazendo dialogam com poemas publicados. Escolheu, como costuma acontecer, alguns poemas para servirem de rede à nossa conversa, onde todos os temas são bem vindos, até religião e política. Poemas:O tempo aprazado, Ingeborg Bachmann (tradução de João Barrento)Miguel Duarte – Agora é que o mundo vai conhecer a pesteCarlos Drummond de Andrade – Confissão Alexandre O’ Neill – Um Adeus PortuguêsLeonard Cohen – Take this longing (tradução de Samuel Úria)

  15. 350

    Michaela Schmaedel: "Hoje a minha vida gira em torno da poesia. Hoje em dia o que eu mais quero fazer é passar a poesia."

    Michaela Schmaedel nasceu e mora em São Paulo, no Brasil. Estudou História na universidade, mas cedo começou a trabalhar como jornalista. Fez um Curso Livre de Preparação de Escritores e várias oficinas de escritas com diversos poetas brasileiros. É poeta, editora de cultura, e organizadora de eventos relacionados com divulgação literária. Tem 3 livros de poesia publicados.

  16. 349

    Eduardo Sá: "Se eu mandasse, destacava a poesia da língua portuguesa e fazia uma disciplina obrigatória de poesia ao longo de toda a formação escolar. "

    "Eu acho que a primeira função de qualquer ser humano é ser mãe, seja homem ou mulher."Eduardo Sá é psicólogo clínico e psicanalista, professor da Universidade de Coimbra e do ISPA, em Lisboa. Autor de vários livros e presença regular na imprensa, assina actualmente um programa diário na rádio Observador. Começou cedo a ler, mas também a escrever poesia, de tal modo que quando era adolescente lhe passou pela cabeça deixar de estudar para se dedicar à escrita, porque tinha a intenção de vir a ser poeta. É esse o ponto de partida para esta conversa, que foi gravada ao vivo na livraria Arquivo, em Leiria. A partir de alguns dos poemas de que mais gosta, conversamos sobre o seu percurso e a sua vida, mas também sobre as crianças, os adolescentes e a importância da educação familiar e escolar, e, claro, sobre saúde mental. Poemas:1 - O amor como em casa - Manuel António Pina2 - Perdidamente - Florbela Espanca3 - Tabacaria - Álvaro de Campos 4 - Quase - Mario Sa Carneiro5 - Para o meu coração  - Pablo Neruda6 - Manuel Bandeira - O ultimo poema7 - Eugénio de Andrade - É urgente o amor8 - Daniel Faria - As mulheres aspiram a casa para dentrodos pulmões 9 - Não sei se me interessei pelo rapaz - Adília Lopes

  17. 348

    Alexandre Quintanilha: "Na minha experiência, os que têm conhecimento mais profundo sobre os diferentes temas, normalmente são pessoas muito humildes. "

    Quase 6 anos depois de ter sito o primeiro convidado do podcast, Alexandre Quintanilha regressa para uma conversa com Raquel Marinho, que atravessa a sua vida e o livro A Última Lição de Alexandre Quintanilha, recentemente editado pela Contraponto. É um homem das ciências, que defende o diálogo com as outras áreas do conhecimento, e que acredita que as pessoas que têm um "conhecimento mais profundo sobre os diferentes temas, normalmente sãopessoas muito humildes."Ao longo desta longa conversa, atravessamos a sua vida e as suas reflexões. Também aquilo que acredita que pode deixar como relfexões, e preocupações, para as gerações mais novas. Poemas:

  18. 347

    Leituras com Pedro Mexia: "Embora haja boas razões para ter uma ideia catastrófica da história, também sabemos que a história não acontece sempre da mesma maneira."

    Na rubrica de sugestões de leitura deste mês, Pedro Mexia sugere 2 livros:Legião Estrangeira, de Clarice Lispecto, edição Companhia das letrasAquele Belo Rapaz, de k. P. Kaváfis, tradução de José Luís Costa, posfácio de Tatiana Faia e edição Assírio & Alvim.Como acontece regularmente nestas conversas, muitas outras referências se juntam. Por exemplo, Fernando Pessoa, Ezra Pound, T. S. Eliot, Dino Buzzati, William Turner, Homero, Carlos Drummond de Andrade, Agustina Bessa-Luís, FerreiraGullar, Chico Buarque, Maria Bethânia, Condessa de Segur, Eça de Queiroz, Camilo Castello Branco, Franz Kafka, Charles Baudelaire, Georges Perec ou Charles Bukowski.

  19. 346

    Madalena Sá Fernandes: "Para mim, um bom poema é um poema que me inquieta, que não percebo totalmente e quero perceber, que me desconcerta, que me perturba."

    "Na escola, assim que percebi que havia poesia, quis logo começar a imitar. E então, na altura, as composições que eu fazia eram sempre poesia."Madalena Sá Fernandes nasceu em Lisboa, em 1993. Licenciou-se em Línguas, Literaturas e Culturas pela Universidade Nova de Lisboa.É cronista no jornal Público.O seu primeiro livro, Leme, vai na 8ª edição. Poemas:Três, Anne CarsonAlfabeto, Inger ChristensenPara Claude, Nuno JúdiceAfter great pain, a formal feeling comes, Emily DickinsonHomenagem à Literatura, Fiama Hasse Pais BrandãoO Problema da Habitação, Ruy Belo

  20. 345

    Pedro Abrunhosa: "Muitas vezes, a poesia serve de espoleta para a minha própria escrita."

    "Estar no meio da floresta a ouvir o vento na copa das árvores, ou os pássaros, ou a chuva. É silencio. O silencio é isso. Não é ausência, não é o vazio. É a presença de qualquer outra coisa."Pedro Abrunhosa é um dos artistas e escritores de canções mais reconhecidos do nosso país. Nasceu em 1960, e começou a estudar música muito cedo. Contrabaixista, fundador da Escola de Jazz do Porto, estreou-se aos 34 anos com o disco Viagens, eleito, em 2024, o Melhor Disco da Música Portuguesa dos últimos 40 anos por júri da BLITZ com 170 personalidades. Acaba de lançar um livro que inclui todas as letras que escreveu desde o início da carreira artística chamado Vem Abrir a Porta à Noite, edição Contraponto. Para guiar a nossa conversa escolheu, como costuma acontecer aqui, alguns dos poemas de que mais gosta. São eles:José Tolentino Mendonça – Paga-me um café e conto-te a minha vidaJosé Gomes Ferreira – nunca encontrei um pássaro morto naflorestaDaniel Faria - EstuárioCanção – Jorge Sousa BragaAna Hatherly – Esta gente, essa genteJorge de Sena – No país dos sacanas David Mourão-Ferreira – E por vezesFernando Assis Pacheco – Este ministro é um mentirosoRenato Filipe Cardoso – Amor nominal brutoMiguel Martins – Da LiteraturaGolgona Anghel – somos daqueles que limpam os ouvidos com a chave do MercedesRita Neto - Petingas em promoção

  21. 344

    Fernanda Fragateiro: Eu acho que a poesia é a flexibilidade máxima. Não tem fim. A poesia é uma linha. Ler um poema é como pegares numa linha que não tem fim."

    "Eu fui absorvida completamente. Ou seja, não seria possíveleu continuar muito mais tempo a trabalhar neste projeto ou noutro do género porque, se calhar, teria de voltar as costas ao resto. E não sei se, a um dado momento, não decidiria voltar as costas ao resto."A artista plástica Fernanda Fragateiro está esta semana no podcast, porque foi uma das artistas convidadas a integrar o programa cultural do Jubileu 2025, da Igreja Católica, através do projeto internacional ‘Portas da Esperança’, que visa assinalar o Jubileu no âmbito das prisões unindo arte e reinserção social. Em Portugal, as residências artísticas foram promovidas pela Zet Gallery, em 2 estabelecimentos prisionais. O artista moçambicano Elídio Candja esteve no de Leiria, e Fernanda Fragateiro esteve na ala das mães do Estabelecimento Prisional de Tires. Nesta intervenção, que decorreu ao longo de várias semanas em diferentes workshops, Fernanda Fragateiro usou poesia portuguesa para dar outra cor e significado aos espaços da prisão, e também às celas das reclusas. Sobre todo este processo nos dá conta ao longo da conversa com Raquel Marinho, mas também, como costuma acontecer, ficamos a conhecê-la melhor, à sua relação precoce com a poesia, e ao que considera ser o desígnio e o papel da arte na sociedade.

  22. 343

    Leituras com Pedro Mexia: "O Sena tinha ao mesmo tempo uma noção muito elevada do seu valor literário e uma grande amargura pelo pouco reconhecimento que tinha. "

    Na rubrica de sugestões de leitura deste mês, Pedro Mexia traz-nos 2 livros:Cultura, do filósofo, professor e crítico literário inglês Terry Eagleton, edições 70 e Sophia-Sena, As Cartas, edição Guerra e Paz Como acontece sempre no decorrer desta conversa, muitos outros nomes de áreas distintas da cultura acabam por se juntar a nós. Por exemplo Luís de Camões, William Carlos Williams, João Miguel Fernandes Jorge, Oscar Wilde, Jim Morrison, Agustina Bessa-Luís, Charlie Chaplin, Miguel Torga, Aquilino Ribeiro, Eugénio de Andrade, T. S. Eliot, Emily Dickinson, Vergílio Ferreira, Almeida Faria, Arnaldo Saraiva, James Joyce, Manuel Alegre, Platão, Aristóteles, George Steiner, Immanuel Kant, Ludwig van Beethoven, Fernando Pessoa, Eduardo Lourenço, Óscar Lopes, Vasco Graça Moura, Vítor Manuel de Aguiar e Silva, Safo, Konstantínos Kaváfis, Dante Alighieri, Friedrich Hölderlin, Carlos Drummond de Andrade, Ferreira Gullar, ou Chico Buarque.

  23. 342

    Anabela Mota Ribeiro: "Eu acho que escrevo tanto com o cinema ou com as artes plásticas como escrevo com a literatura."

    "Essa é, no fundo, a ideia nuclear do Quarto do Bebé. É que omeu útero sempre esteve na minha mão e na minha cabeça. No fundo, eu sempre soube que não ia ser mãe desses bebés e que é possível exprimir a nossa fertilidade de outra maneira."Anabela Mota Ribeiro é jornalista, escritora e programadora cultural. Nasceu em Trás os Montes, em 1971. Fez a licenciatura e o mestrado (variante Estética) em Filosofia na FCSH da Universidade Nova de Lisboa, curso que escolheu porque "era uma forma de organizar o pensamento e de ler umas coisas acompanhada, mais dirigida", que não leria de outra forma. Publicou vários livros, alguns decorrentes de programas que apresentou e criou, e um romance chamado "O Quarto do Bebé", em 2023. Também sobre esse livro e sobre as reflexões que ele traz conversamos no podcast. As escolhas de Anabela: Ana Hatherly, TisanaJorge Sousa Braga, Levaram-no ao serviço de urgência Adília Lopes, esta música/ é linda/ mas não anulaAlice Sant’ Anna, SabiáAdélia Prado, As Palavras e os Nomes Chico Buarque, Eu Te Amo Ruy Belo, Não Sei Nada(fotografia de Estelle Valente)

  24. 341

    Cristina Branco: "Provavelmente, o meu primeiro grande crush literário foi o David Mourão-Ferreira."

    Lançou recentemente o disco Mulheres de Abril, resgatando algumas letras que considera urgentes nos dias que correm. Acredita que, por ter uma voz pública, tem quase uma obrigação cívica de intervir e usa a música para o fazer.Nesta conversa, conhecemos o seu percurso na música - que começou quando cantava na casa dos avós usando a vassoura como microfone - e cresceu para palcos nacionais e internacionais, 18 álbuns, quase 30 anos de carreira. Conhecemos o seu enamoramento pelas palavras, as dos poetas mas também dos ficcionistas, a importância que atribui à cultura e à arte como instrumentos de pensamento. Cristina Branco veio ao podcast para a conhecermos melhor através de alguns dos poemas de que mais gosta, e são eles:Cecília Meireles, MotivoMário Cesariny, You are welcome to ElsinoreAdília Lopes, Arte PoéticaLevi Condinho, RecadoDavid Mourão-Ferreira – E por vezesDaniel Jonas, Virá atrás de ti Herberto Helder, levanto à vista o que foi a terramagnífica

  25. 340

    Leituras com Pedro Mexia: "E o final não é esperançoso, mas não é o que nós estávamos à espera. É um final absolutamente colossal."

    Na rubrica de sugestões de leitura deste mês, Pedro Mexia traz-nos 3 livros: Herscht 07769, de László Krasnahorkai, Prémio Nobel da Literatura 2025, tradução de João Miguel Henriques a partir do húngaro, edição Cavalo de Ferro;A Destruição Do Tempo - Três Décadas, Uma Antologia, de Luís Quintais, edição Assírio & Alvim;Que Se Passa com o Baum?, o primeiro romance de Woody Allen, tradição de Miguel Martins, edição Edições 70 Como normalmente acontece nestas conversas sobre sugestões literárias, muitos outros autores e referências musicais ou cinematográficas aparecem. Aqui ficam alguns exemplos: Tatiana Faia, Wallace Stevens, João Miguel Fernandes Jorge, Joaquim Manuel Magalhães, T. S. Eliot, Johann Sebastian Bach, Béla Tarr, Emir Kusturica Simone Weil, Milan Kundera, Thomas Bernhard, Karl Ove Knausgård, Georges Perec, Peter Handke, Jon Fosse, James Joyce, Pedro Costa ou Liev Tolstói.

  26. 339

    Catarina Nunes de Almeida: Quando tenho esse tempo e esse silencio é quando as coisas acontecem para a escrita."

    Catarina Nunes de Almeida nasceu em Lisboa, em 1982. É poeta, investigadora, com formação em Estudos Portugueses e doutoramento na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, que resultou na obra «Migração Silenciosa – Marcas do Pensamento Estético do Extremo Oriente na Poesia Portuguesa Contemporânea». Acredita que escreve poesia devido às experiências que os avós lhe proporcionaram na infância. Procurava então, e continua a procurar agora, o silêncio, a natureza, a observação e a contemplação. Tem seis livros de poesia publicados, e uma inclinação natural para o orientalismo, e para essa forma poética chamada haiku. Diz muitíssimos bem poesia, como poderão escutar ao longo deste episódio, para o qual escolheu autores de que gosta muito há muito tempo, mas também algumas novidades, como por exemplo um autor que traduziu e cujo livro será publicado em breve. Poemas:- Mulher da Erva - Zeca Afonso, in «Cantigas do Maio»- Escrevo do lado mais invisível das imagens - Daniel Faria, in «Dos Líquidos»- Um Outro Nascimento - Forough Farrokhzad, trad. Vasco Gato- Príncipe - Ana Hatherly, in «Um Calculador de Improbabilidades» (ou- Esta Noite Morrerás - Ana Hatherly, in «Poesia 1958-1978») ...indecisão ;)- Cálice - Chico Buarque, in «Chico Buarque»- Aceita o Universo - Alberto Caeiro- Acontecimento - Ruy Belo, in «Aquele Grande Rio Eufrates»- A construção será redonda - António Ramos Rosa, in «O Aprendiz Secreto»- O Desejo de Ser Generoso - Wendell Berry, trad. Catarina Nunes de Almeida- A Terra do Estranho, A Terra Serena - Mahmoud Darwich, trd. Manuel Alberto Vieira

  27. 338

    Maria Castello Branco

    Tem 26 anos, é comentadora política, cronista, podcaster,curiosa, leitora, perguntadora por natureza e desde sempre. Maria Castello Branco nasceu em Abril de 1999 e logo na infância anunciou que quando fosse crescida queria ser filósofa ou primeira-ministra. Quando terminou o Ensino Secundário pensou estudar Literatura, mas acabaria por se licenciar em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Católica de Lisboa, e por fazer depois um mestrado em Teoria Política na London School of Economics, onde se especializou em Filosofia Política Chinesa. Já passaram uns anos e confessa-nos, no decorrer desta conversa, que não só a melhor professora que alguma teve foi a professora de Literatura, como essa foi também a sua 'melhor disciplina de sempre'. Integrou a Juventude do CDS e a Iniciativa Liberal, partido pelo qual foi candidata a deputada nas legislativas de 2019. Já não está na política activa, mas não exclui em definitivo a possibilidade de regressar um dia. Poemas:rêve oublié, António Maria Lisboa the fortress, Louise Gluck ⁠when slowness arrives, John Hollowayquietness, Rumi beloved, Ibn arabidizem que precisam de ar, Regina Guimarães ando um pouco por cima do chão, Daniel Farianão sei como dizer-te que minha voz te procura, Herberto Helder

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    Rui Lage: "Eu creio que todos os poetas, mesmo que não o confessem, têm alguma vontade ou gostavam de conseguir eternizar as pessoas de quem mais gostam, as pessoas que amam. "

    Rui Lage nasceu em 1975. É escritor, professor e político, membro da Assembleia Municipal do Porto e assessor no Parlamento Europeu. Doutor em Literatura Portuguesa pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, a sua obra foi distinguida por diversas vezes. Foi responsável, com Jorge Reis-Sá, pela mais extensa e completa antologia da poesia portuguesa alguma vez organizada: Poemas Portugueses: Antologia da Poesia Portuguesa do Séc. XIII ao Séc. XXI (Porto Editora). Mais recentemente, já este ano, organizou o livro Adeus, Campos Felizes, Antologia do Campo na Poesia Portuguesa do Século XIII ao Século XXI,para o qual escreveu um ensaio, e o livro Filhos da época, 50 poemas políticos nos 50 anos do 25 de Abril, que reúne 50 poemas de poetas de várias gerações da poesia portuguesa em diálogo com a tradição e com o seu tempo. Poemas:Matsuo Basho - "haiku da rã" (versão de Jorge Sousa Braga)John Donne - O Êxtase (trad. Helena Barbas - "PoemasEróticos", Assírio & Alvim) Giacomo Leopardi - O Infinito (trad. de Albano Martins -"Cantos", Vega, Lisboa, s/d.) Rilke - Elegia de Duíno VIII (trad. de Paulo Quintela) D.H.Lawrence - Figos (versão de Herberto Helder, in "AsMagias") Herberto Helder - Elegia Múltipla - VIII (de "A Colherna Boca") Ruy Belo - Elogio de Maria Teresa (de "Transporte noTempo") Jorge de Sena - A morte, o espaço, a eternidade (de"Metamorfoses") Manuel António Pina - Junto à água (de "Um sítio onde pousar a cabeça") Carlos de Oliveira - Montanha (de "Pastoral")

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    Ana Cláudia Santos: "Eu tenho cadernos ou lápis em todas as zonas da casa. Acho que perdi tanto tempo a não escrever que agora gostava muito de tentar aproveitar o tempo perdido."

    Recebemos a escritora e tradutora Ana Claúdia Santos. Nasceu em 1984, em Lisboa. Passou a infância na Cruz de Pau e a adolescência em Beja. Viveu em Nápoles e em Pisa. É doutorada em Teoria da Literatura pela Universidade de Lisboa e dedicou-se ao estudo de Giambattista Vico, cuja autobiografia traduziu. Traduziu, entre outros, Carlo Collodi, Sergio Solmi, Italo Svevo, Carlo Levi, Fleur Jaeggy, Alba de Céspedes e Natalia Ginzburg. Recebeu, em 2023, uma menção honrosa da Associação Portuguesa de Tradutores pela tradução de A Consciência de Zeno, de Italo Svevo.Em 2022, publicou o volume A Morsa — Contos de Inocência e de Violência. Lavores de Ana é a sua primeira narrativa longa.Para a nossa conversa, trouxe vários poemas. Fernando Pessoa, ConselhoMário Cesariny, hoje, dia de todosos demóniosAlexandre O’ Neill, O EnforcadoLucille Clifton, Ao Meu Último Período(tradução de Jorge Sousa Braga) Alda Merini, Alda Merini (traduçãode João Coles)Alda Merini, ‘Eu era um pássaro’, (traduçãode Clara Rowland,Adelia Prado, Os Lugares ComunsAndreia C. Faria, Descarnação

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    Leituras com Pedro Mexia: "O Rimbaud pedia tudo à poesia, tinha uma concepção absoluta da poesia. E, portanto, ele queria mesmo uma coisa nunca vista. "

    No novo episódio da rubrica falamos de 2 autores, ambos, como nos lembra Pedro Mexia, grandes invisíveis da literatura. J. D. Salinger, porque se recolheu por mais de 45 anos, recusando qualquer entrevista ou evento público e não permitindo sequer que a sua fotografia constasse em qualquer um dos seus livros; e Arthur Rimbaud porque aos 20 anos decidiu sair de França para mudar de vida e não mais escrever poesia nem regressar ao meio literário francês onde viveu os 5 anos em que escreveu a sua obra, entre os 15 e os 20. O pretexto para esta conversa é a publicação de 2 livros. De J. D. Salinger, pela Relógio D´Água com tradução de José Lima 'Carpinteiros, Levantai Alto a Cumeeira e Seymour - Uma Introdução' - embora sejam tema de conversa os outros livros do autor; e de Arthur Rimbaud o livro 'Poesia', editado pela Assírio & Alvim recentemente e traduzido por João Moita. Como costuma acontecer, ao longo da conversa, surgem muitos outros nomes da cultura, literária também mas não só. A título de exemplo: Helena Ferrante, Thomas Pynchon, Herberto Helder, Allen Ginsberg, Machado de Assis, Camilo Castelo Branco, Safo, Anne Carson, Vladimir Nabokov, Wes Anderson, Éric Rohmer, Leonard Cohen, Stéphane Mallarmé, T. S. Eliot, Paul Verlaine, Jim Morrison, Patti Smith, Samuel Taylor Coleridge, Théophile Gautier, Vasco Graça Moura, Charles Baudelaire, William Wordsworth, José Bento,Federico García Lorca ou Óssip Mandelstam, Woody Allen ou Arthur Miller,  Este episódio foi gravado ao vivo no Templo da Poesia, em Oeiras, e resulta de uma parceria entre O Poema Ensina a Cair, a Câmara Municipal de Oeiras e as Bibliotecas de Oeiras.

  31. 334

    Poemas para o Verão: Cláudia R. Sampaio

    Ao longo dos meses de Agosto e de Setembro, convidamos amigos do podcast a escolherem e lerem poemas para o Verão. Na última leitura destes poemas para o Verão, recebemos Cláudia R. Sampaio, poeta e pintora. O poema que nos lê é inédito. Muito obrigada!

  32. 333

    Poemas para o Verão: Susana Moreira Marques lê Konstantínos Kaváfis

    Ao longo dos meses de Agosto e Setembro, convidamos amigos do podcast a lerem poemas para o Verão. Neste episódio, escutamos a escritora Susana Moreira Marques, que escolheu ler o poema Ítaca, de Konstantínos Kaváfis, numa tradução de Manuel Rsende.

  33. 332

    Poemas para o Verão: Fabricio Corsaletti

    Aos longo dos meses de Agosto e de Setembro convidamos amigos do podcast a lerem poemas para o Verão. Neste episódio, recebemos o poeta, contista e romancista brasileiro Fabricio Corsaletti, que escolheu ler 3 poemas de sua autoria.

  34. 331

    Poemas para o Verão: Ricardo Ribeiro lê Raul de Carvalho

    Ao longo dos meses de Agosto e de Setembro, convidamos amigos do podcast a lerem poemas para o Verão. Neste episódio, escutamos o fadista Ricardo Ribeiro a ler um poema de Raul de Carvalho.

  35. 330

    Poemas para o Verão: Rita Taborda Duarte lê Sylvia Plath

    Ao longo dos meses de Agosto e de Setembro, convidamos amigos do podcast a lerem poemas para o Verão. Neste episódio recebemos a poeta, crítica literária e professora universitária Rita Taborda Duarte, que escolheu ler um poema de autora norte-americana Sylvia Plath.

  36. 329

    Poemas para o Verão: Ivo Canelas diz Leonard Cohen

    Ao longo dos meses de Agosto e de Setembro, convidamos amigos do podcast a lerem poemas para o Verão. O ator Ivo Canelas escolheu trazer-nos o excerto de uma canção de Leonard Cohen.

  37. 328

    Poemas para o Verão: Maria Luiza Jobim lê Tom Jobim

    Ao longo dos meses de Agosto e de Setembro, convidamos amigos do podcast a lerem poemas para o Verão. Hoje recebemos a cantora, compositora e produtora brasileira Maria Luiza Jobim, que escolheu ler um poema do pai, o maestro Tom Jobim.

  38. 327

    Poemas para o Verão: Paola d’Agostino lê Isabella Leardini

    Ao longo dos meses de Agosto e de Setembro, convidamos amigos do podcast a lerem poemas para o Verão. Hoje recebemos a poeta italiana Paola D'Agostino, que escolheu ler um poema de outra poeta italiana chamada Isabella Leardini, numa tradução de Vasco Gato.

  39. 326

    Poemas para o Verão: Mafalda Veiga lê Eugénio de Andrade

    Ao longo dos meses de Agosto e de Setembro, convidamos amigos do podcast a lerem poemas para o Verão. A cantora e compositora Mafalda Veiga escolheu ler um poema de Eugénio de Andrade.

  40. 325

    Poemas para o Verão: Paula Cortes lê José María Zonta

    Ao longo dos meses de Agosto e de Setembro, convidamos amigos do podcast a lerem poemas para o Verão. Hoje recebemos Paula Cortes, psicóloga e dizedora de poesia, que escolheu ler um poema de José María Zonta, autor da Costa Rica. A fotografia que acompanha este episódio é da autoria de Nuno Brito.

  41. 324

    Poemas para o Verão: Carlos Fiolhais lê Alberto Caeiro

    Ao longo dos meses de Agosto e de Setembro, convidamos amigos do podcast a lerem poemas para o Verão. Hoje recebemos o físico e divulgador de ciência Carlos Fiolhais, que escolheu ler um poema de Alberto Caeiro, heterónimo de Fernando Pessoa.

  42. 323

    Poemas para o Verão: Catarina Nunes de Almeida lê Ulla Hahn

    Ao longo dos meses de Agosto e de Setembro, convidamos amigos do podcast a lerem poemas para o Verão. A poeta Catarina Nunes de Almeida escolheu ler Ulla Hahn. O poema Este Verão está publicado no livro A Sede Entre os Limites, tradução de João Barrento, edição Relógio D'Água.

  43. 322

    Poemas para o Verão: Renato Filipe Cardoso lê Gemma Gorga

    Ao longo dos meses de Agosto e de Setembro, convidamos amigos do podcast a lerem poemas para o Verão. Hoje recebemos o poeta e dizedor de poesia Renato Filipe Cardoso, que escolheu ler alguns poemas da poeta catalã Gemma Gorga.

  44. 321

    Poemas para o Verão: Fernando Ribeiro lê Oscar Wilde

    Ao longo dos meses de Agosto e de Setembro, convidamos amigos do podcast a lerem poemas para o Verão. Hoje recebemos Fernando Ribeiro, cantor português, vocalista e letrista da banda Moonspell, que escolheu ler Oscar Wilde, um texto traduzido de propósito para este episódio. Obrigada, Fernando!

  45. 320

    Poemas para o Verão: Isaque Ferreira lê Ruy Belo

    Ao longo dos meses de Agosto e de Setembro, convidamosamigos do podcast a lerem poemas para o Verão. Isaque Ferreira é leitor de poesia, programador cultural e bibliófilo. Escolher ler um poema de Ruy Belo.

  46. 319

    Poemas para o Verão: Cristina Ovídio lê William Wordsworth

    Ao longo dos meses de Agosto e de Setembro, convidamos amigos do podcast a lerem poemas para o Verão. Hoje recebemos a editora Cristina Ovídio, que escolheu ler um poema de William Wordsworth.

  47. 318

    Poemas para o Verão: Teresa Conceição lê João Miguel Fernandes Jorge

    Ao longo dos meses de Agosto e de Setembro, convidamos amigos do podcast a lerem poemas para o Verão. Neste episódio, recebemos a jornalista Teresa Conceição, que escolheu ler um poema de João Miguel Fernandes Jorge.

  48. 317

    Poemas para o Verão: Inês Meneses lê Adília Lopes e Filipa Leal

    Ao longo dos meses de Agosto e de Setembro, convidamos amigos do podcast a lerem poemas para o Verão. Hoje recebemos Inês Meneses, comunicadora, radialista, podcaster, que escolheu ler Adília Lopes e Filipa Leal.

  49. 316

    Poemas para o Verão: Filipa Martins lê Carlos Drummond de Andrade

    Ao longos dos meses de Agosto e de Setembro convidamos amigos do podcast a lerem poemas para o Verão. Hoje recebemos a escritora e argumentista Filipa Martins, que escolheu ler o poema Verão de Carlos Drummond de Andrade.

  50. 315

    Poemas para o Verão: José Anjos lê António Amaral Tavares

    Ao longo dos meses de Agosto e de Setembro, convidamos amigos do podcast a lerem poemas para o Verão. Hoje recebemos o programador cultural e dizedor de poesia José Anjos, que escolheu ler um poema de António Amaral Tavares.

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ABOUT THIS SHOW

Perseguindo a ideia de Lawrence Ferlinghetti - "a poesia é a distância mais curta entre duas pessoas" - esperamos, a partir de algumas escolhas poéticas dos nossos convidados, ficar mais perto deles e conhecê-los melhor. Um projecto da autoria de Raquel Marinho. "Melhor podcast de Arte e Cultura" pelo Podes 2021 - Festival de Podcasts. "Melhor podcast de Entrevista" pelo Podes 2025 - Festival de podcasts

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Raquel Marinho

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