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O Poema Ensina a Cair

Perseguindo a ideia de Lawrence Ferlinghetti - "a poesia é a distância mais curta entre duas pessoas" - esperamos, a partir de algumas escolhas poéticas dos nossos convidados, ficar mais perto deles e conhecê-los melhor. Um projecto da autoria de Raquel Marinho. "Melhor podcast de Arte e Cultura" pelo Podes 2021 - Festival de Podcasts. "Melhor podcast de Entrevista" pelo Podes 2025 - Festival de podcasts

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  1. 386

    Daniel Jonas: "A escrita é certamente da ordem da obsessão porque é um confronto comigo próprio grande."

    Segundo episódio do ciclo Alguns Gostam de Poesia, uma parceria d' O Poema Ensina a Cair com a Biblioteca Municipal Florbela Espanca, em Matosinhos.Desta vez, gravámos ao vivo com Daniel Jonas, escritor, tradutor, professor e dramaturgo, vencedor de vários prémios literários com a sua obra poética e de tradução, mas também, mais recentemente, com a sua incursão na prosa e o livro A Justa Desproporção, vencedor do Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários da APE. Como costuma acontecer, ancorámos a conversa nalgumas escolhas literárias do nosso convidado - Shakespeare, Wirdsworth, Yeats ou Ruy Belo - mas também nalguns poemas de sua autoria, onde se inclui um inédito que sairá no próximo livro.Ficámos a saber que na poesia, poderemos contar com um livro chamado Belas Execuções, e na prosa com um segundo volume de A Justa Desproporção, a que dará o nome A Injusta Proporção.

  2. 385

    Leituras com Pedro Mexia: Novalis, John Keats e Gioacomo Leopardi

    "O que é que era importante para estes poetas todos, sobretudo os românticos? Era que a categoria fundamental não apenas do artista, mas do estar no mundo, era a imaginação."No regresso de férias da rubrica de sugestões de leitura, Pedro Mexia sugere-nos três livros que saíram recentemente de três poetas românticos: Novalis, John Keats e Giacomo Leopardi. Hinos â Noite, de Novalis, com tradução de João Barrento e edição Miguel Castro; Poeta-Camaleão, de John Keats, com edição e tradução de Ricardo Marques e edição Hampstead, e Cantos, de Gioacomo Leopardi, com tradução e comentários de Jorge Vaz de Carvalho, prefácio de João Bigotte Chorão e posfácio de Mariagrazia Russo, e edição Assírio & Alvim.

  3. 384

    Adolfo Mesquita Nunes: "O meu quotidiano é muito solar, é muito feito do lado positivo de olhar para as coisas."

    "Uma pessoa que não amou é uma pessoa que não viveu."Adolfo Mesquita Nunes nasceu na Covilhã, em 1977. É advogado, com trabalho nas aéreas da regulação e da Inteligência Artificial. Licenciado em Direito e Mestre em Ciências Jurídico-Políticas. Foi deputado à Assembleia da República (2011-2013) e Secretário de Estado do Turismo (2013-2015).Para esta conversa, trouxe alguns dos poemas de que mais gosta que nos ajudaram, apesar das reservas iniciais por ser sobretudo leitor de ficção e não de poesia, a fazer uma cartografia pessoal do homem, muito além da profissão que tem ou dos cargos políticos que exerceu. PoemasAl Berto, Recado José Tolentino Mendonça, A Alegria Eugénio de Andrade, As AmorasE. M. de Melo e Castro, Uma Chama não Chama a mesma ChamaAry dos Santos, Estrela da TardeSophia de Mello Breyner Andresen, Coral Alberto Caeiro/ Fernando Pessoa, Quando vier a Primavera Ana Luísa Amaral, Imagens Nuno Júdice, Primeiro Poema

  4. 383

    O Maias - Francisco José Viegas

    Os Maias, de Eça de Queiroz é um dos romances mais importantes da literatura portuguesa, seguramente o mais importante do século XIX, e chega de novo às livrarias com uma proposta diferente. Trata-se de uma edição especial com códigos QR, que permitem aos leitores verificarem as inúmeras referências do romance durante a experiência de leitura. Uma inovação que poderá, quem sabe, ser muito útil aos jovens do ensino secundário que se encontrarão com o romance mais cedo ou mais tarde e a quem, certamente, escaparão algumas das referências sociais, históricas, sociológicas ou culturais. Por exemplo, quem é Guizot? E Gambetta? O que é o lausperene? De que cor era o véu de Dâmaso de Salcede? O que comeu João da Ega no Tavares? Em que local e circunstância Carlos da Maia viu Maria Eduarda pela primeira vez?Nesta conversa com o editor da Quetzal, Francisco José Viegas, ficamos a conhecer as motivações para este projeto, desvendamos as respostas a algumas das perguntas, e percebemos por que razão este livro é, ainda hoje, um clássico.

  5. 382

    Valter Hugo Mãe: "A arte e a cultura servem para nos conferir identidade e para nos juntar. Criam a impressão de pertença."

    Valter Hugo Mãe assinala este ano 30 anos de escrita literária, sendo que nos primeiros 9 publicou apenas poesia e que quando era criança queria ser poeta. É por aí que começamos esta conversa onde, como costuma acontecer, atravessamos parte da sua biografia. Falamos sobre a infância e a "pressa" de crescer, os livros (os que escreve e os que lê), a importância da Literatura, da poesia; mas também sobre, por exemplo, a adoção em Portugal ou as mudanças na forma como comunicamos uns com os outros. E conversamos também, naturalmente, sobre O Século dos Imbecis, o seu mais recente livro, edição Porto editora. Parte desta entrevista foi publicada na revista Somos Livros, da Bertrand.Poemas: Adelia Prado – CasamentoEduardo Pitta – está um rapaz a arder em cima do muroMaría Paz Gerrero – Deus come presunto Claúdia R. Sampaio – Uma vez quiseram-me louca a arder

  6. 381

    Pedro Eiras: "Desde há muito muito tempo eu ando a procura de entender como é que isto funciona. Isto de um por um estranho capricho haver seres humanos que escrevem livros."

    Poeta, ensaísta, ficcionista, investigador, professor de Literatura Portuguesa na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Pedro Eiras lançou recentemente o livro Nevoeiro, uma investigação, Assírio & Alvim. É um regresso do autor ao universo pessoano, desta vez para perscrutar as relações entre a Literatura e o Poder durante um determinado período do Estado Novo. As personagens principais deste livro, que reúne documentos e factos reais, mas também elementos ficcionados, são Fernando Pessoa, António Oliveira Salazar e António Ferro, mas também o nevoeiro. O daquela altura e aquele que o autor reconhece nos tempos de hoje. Chamada de atenção especial para as belíssimas e comoventes leituras deste episódio. Poemas:Camilo Pessanha, VidaMário de Sá-Carneiro – O Recreio Álvaro de Campos/ Fernando Pessoa - Mestre, meu mestre querido!Sophia de Mello Breyner Andresen, O Poema Luiza Neto Jorge, A porta aportaHerberto Helder, Sopa Superlativa

  7. 380

    Filipa Leal: Sem os criadores a vida seria um lugar com muito menos imaginação."

    O podcast O Poema Ensina a Cair começou este mês um ciclo de gravações ao vivo na Biblioteca Municipal de Matosinhos, Chamámos-lhe Alguns Gostam de Poesia, em homenagem à poeta Wislawa Szymborska. A primeira gravação deste ciclo, que decorrerá a cada 2 meses, foi com a poeta Filipa Leal. Nasceu no Porto em 1979. Tem 16 livros publicados (desde 2003), entre os quais "Vem à Quinta-feira” (já na 6ª edição) e “Fósforos e Metal sobre Imitação de Ser Humano” (na 3ª edição), ambos finalistas do Prémio Correntes d’Escritas e semifinalistas do Prémio Oceanos. A sua obra está editada em Espanha, no Brasil, na Colômbia, em França (com a plaquete “La Ville Oubliée”), na Polónia, noLuxemburgo e na Grécia, e representada em várias antologias em Portugal e no estrangeiro. É formada em Jornalismo pela Universidade de Westminster (Londres) e Mestre em Estudos Portugueses e Brasileiros pela Faculdade de Letras do Porto, aonde voltou em 2013 para uma formação em escrita de argumento. Como argumentista, destaque para o guião do filme “Jogo de Damas”, com a realizadora Patrícia Sequeira, que estreou noLeffest em 2015 (Prémio de Melhor Guião nos Festivais de Cinema do Chipre e de Copenhaga); e para a série “Mulheres Assim” (2016), na RTP1. Há mais de 15 anos que colabora em programas de televisão dedicados à literatura. Para esta conversa com Raquel Marinho trouxe, como costuma acontecer com todos os convidados, alguns dos poemas de que mais gosta, mas fez, como explicou, uma escolha política. Terão de escutar o episódio para perceber o que isto significa Trouxe também, o que muito agradecemos, alguns poemas inéditos que sairão no próximo livro.

  8. 379

    Margarida Balseiro Lopes: "O Torga é o escritor lá de casa, o poeta é o Eugénio de Andrade, a poetisa é a Sophia."

    Margarida Balseiro Lopes nasceu na Marinha Grande, em 1989. Pensou seguir os passos do pai e ser jornalista, mas acabaria por estudar Direito, numa altura em que já fazia parte da JSD, partido onde se inscreveu aos 15 anos, depois de uma conversa com uma colega numa aula de Francês. Foi a mais nova deputada na legislatura em que se estreou, a primeira mulher líder da JSD, e é hoje a mais jovem de sempre no cargo de ministra - atualmente da Cultura, Juventude e Desporto, tendo sido antes Ministra da Juventude eModernização.Nesta conversa, ancorada nalguns dos poemas de que mais gosta, atravessamos parte da sua biografia, dos seus gostos, e de algumas políticas culturais. Poemas:"Porque" - Sophia de Mello Breyner Andresen"Cântico Negro" - José Régio"Viver Sempre Também Cansa" - José Gomes Ferreira"Adeus"- Eugénio de Andrade"Só gosto de pessoas boas" - Adília Lopes

  9. 378

    Leituras com Pedro Mexia: Lydia Davis, Susan Sontag e John Berger

    Na rubrica Leituras com Pedro Mexia deste mês Pedro Mexia traz-nos dois livros: Quando me Perguntam Porque Escrevo, de Lýdia Davis, com tradução de Maria do Carmo Figueira e edição Zigurate, e Contar uma História, de Susan Sontag e John Berger, com edição de Benoit Bourreau, tradução de Alda Rodrigues e edição Relógio D' Água.Duas propostas distintas que, no entanto, dialogam. Como costuma acontecer, várias outras referências aparecem na conversa. Por exemplo, Mary McCarthy, Thomas Mann, Raymond Carver, Gore Vidal, NormanMailer, Wallace Stevens, Samuel Beckett, James Joyce, Seamus Heaney, FrançoisVillon, John Ashbery, Raymond Carver, Dante Alighieri, Karl Ove Knausgård, Knut Hamsun, Gustave Flaubert ou Herman Melville.

  10. 377

    António Pinto Ribeiro: ". Eu acho que a poesia é necessária à vida. Não se pode viver sem poesia, como não se pode viver sem uma boa alimentação, como não se pode viver sem passear. "

    O pretexto para esta conversa é o livro recentemente editado O Poder da Cultura, Questões Permanentes, edição Temas e Debates. António Pinto Ribeiro guia-nos por algumas dessas questões e reflexões que atravessam o livro, mas também por parte da sua biografia, da sua relação com a arte, com o conhecimento, a Filosofia ou a poesia, que também está presente neste livro. Ficamos a saber, por exemplo, que ainda na adolescência organizou um recital de poesia na região do Douro, onde passava as férias grandes; ou que escolheu estudar Filosofia porque "tinha de ser".Poemas:Luís de Camões, Pode um desejo imenso Carlos Drummond de Andrade, A bunda, que engraçadaAna Luísa Amaral, Pequeno Épico António Cícero, GuardarDaniel Jonas, O universo é grandeDaniel Jonas, Como mercúrio em frente ao sol

  11. 376

    Camila Sosa Villada: "O livro fala sobre mim, sobre a minha história, e marca uma diferença enorme sobre a legitimidade da minha existência, como escritora mesmo."

    Acaba de chegar às livrarias A Viagem Inútil, o primeiro livro publicado pela autora argentina Camila Sosa Villada, e o terceiro a estar disponível para os leitores portugueses.É um livro que acompanha a sua biografia, a sua infância e adolescência. A aprendizagem precoce das letras do alfabeto com o pai, o bom desempenho escolar e as primeiras decepções e traições dos colegas; a descoberta da leitura como lugar de refúgio e de descoberta, e depois a experiência da escrita, o exercício da escrita que, como a autora nos conta ao longo da conversa, não salva. Começou por publicar poesia, depois ensaio e ficção, e hoje é lida em muitos países e está traduzida para muitas línguas. Ao longo desta conversa em que também atravessamos a sua biografia, ouvimo-la e vemo-la emocionar-se a dizer poesia de cor, ou a falar da angústia que continua a acompanhá-la até aos dias de hoje. Oferece-nos também a leitura de um poema seu, inédito e não publicado, e é um dos momentos mais bonitos e delicados do podcast. Trouxe ainda duas referências: Anna Carson e Estela Figueroa.

  12. 375

    Siri Hustvedt: "Seguimos as formas da vida, mantemos os rituais, porque isso nos oferece uma estrutura e um andaime para saber como viver. E nesses meses, eu precisava dessa estrutura"

    A escritora Siri Hustvedt escreveu um livro que é uma homenagem a Paul Auster, o também escritor e marido com quem partilhou a vida durante 43 anos. Chama-se Fantasmas, Um Livro de Memórias, tem tradução de Tânia Ganho e edição Dom Quixote.Ao lê-lo, acompanhamos um processo de luto, mas também um trabalho de memória, reflexões, cartas trocadas entre ambos, a doença de Paul Auster, as cartas que o escritor escreveu ano neto acabado de nascer, quando sabia que viveria poucos meses; o enamoramento inicial entre ambos, o dia em que se conheceram em 1981. Uma história de amor e de perda. Sobre tudo isso conversamos neste podcast.

  13. 374

    Sara Duarte Brandão: "A Adília Lopes ensinou-me que a poesia vivia também em minha casa, vivia nas pessoas que eu conhecia, que era possível qualquer pessoa escrever um poema, ser um poema."

    "A poesia serve para sermos humanos, para sermos só alma. Para não sermos aquilo que fazemos. Para quando me perguntam o que é que eu sou, eu não responder com aquilo que eu estudei e aquilo que eu faço, mas responder comos sussurros das montanhas."Sara Duarte Brandão nasceu no Porto. em 1997. Licenciada em Design de Comunicação e Mestre em Estudos Literários, Culturais e Interartes, é Facilitadora em Criação Artística Comunitária e doutoranda em Ciências da Educação com uma bolsa da FCT. Escreve poesia e ficção, e os seus livros já lhe granjearam alguns prémios literários. O seu romance Quem Tem Medo dos Santos da Casa foi galardoado com o Prémio Literário Cidade de Almada – Romance (2023). Foi a vencedora da 2.ª edição do Prémio Wook Novos Autores (2025) tendo o júri destacado a forma como «revisita e transfigura os lugares-comuns da língua, atribuindo-lhes novos sentidos, com uma destreza reveladora de um invulgar talento literário».Poemas:— “Aprendizagens”, Ana Luísa Amaral;— “outros amaram em mim a mulher”, Mar Becker; — “XXXVII”, Maria da Graça Varella Cid;— “Não somos desses que vão pelo caminho é antes ocaminho”, Adonis;— “Mulher-Bordadora”, Maria Teresa Horta;— “3.”, Vasco Gato;— “13”, Alejandra Pizarnik;— “81”, António Reis;— “Sara”, Daniel Faria;— “ir indo”, Joaquim Castro Caldas.

  14. 373

    Cristina Ovídio: "Comove-me a gentileza sem palco."

    A nossa convidada de hoje é a mais nova de 4 irmãos, e cresceu numa casa onde tanto havia lugar a conversas sobre ciência, brincadeiras de fazer haikus com o pai, dar explicações a crianças desfavorecidas para aprender a solidariedade, pertencer a um clube de aventuras a imitar os da Enid Blyton. Cristina Ovídio é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas com uma pós-graduação em Multimédia, foi professora do ensino secundário, coordenadora editorial da Oficina do Livro, trabalhou como editora-executiva naPlaneta e na Clube do Autor, e moderou o programa “Original é a Cultura”, uma parceria SPA e SIC, com a escritora Dulce Maria Cardoso, o físico Carlos Fiolhais e o musicólogo Rui Vieira Nery.Em 2017, abriu a livraria-bar Menina e Moça, em Lisboa, noCais do Sodré e é lá que leva a cabo várias atividades relacionadas com o livro e com a cultura. O clube de leitura é um exemplo, mas também conversas com autores, leituras de poesia e até, numa base regular, concertos de jazz. Nesta conversa atravessamos a sua biografia, os seus gostos, as suas influências, as suas memórias, o seu propósito.Poemas: Fernando Pessoa, Nesse número do Orpheu que há-deser feitoQuase . Mário de Sá-Carneiro Ruy Belo – E tudo era possívelAdélia Prado – Amor Feinho Cesário Verde- ContrariedadesAdília Lopes, Só gosto das pessoas boasAntónio Franco Alexandre, Na lista dos teus fins venho nofimBernardim Ribeiro, Antre mim mesmo e mimFederico García Lorca, Mamã. Eu quero ser de prata.William Shakespeare, Soneto 30 (tradução de Vasco GraçaMoura), Quando em meu mudo e doce pensamentoAlexandre O’ Neill, O Poema Pouco Original do MedoMaria do Rosário Pedreira, Se partires, não me abracesSophia de Mello Breyner Andresen, Soror Mariana – BejaMatsuo Bashô, Quero ainda verQuando era pequena ouvia poemas ditos de cor pelo seupai, António Manuel Baptista, físico, escritor, professor e divulgador deciência, mas também um grande leitor de poesia.

  15. 372

    Patrícia Baltazar: RÉ (Obra Reunida)

    A poeta Patrícia Baltazar deixou-nos prematuramente em 2019, com apenas 41 anos. Os seus poemas tinham as edições em livro esgotadas há muito tempo. Agora, a editora Do Lado Esquerdo acaba de publicar a sua obra completa num livro chamado RÉ, que reúne não apenas os 4 livros da autora como alguns dispersos e inéditos. De sublinhar a beleza e a sensibilidade da introdução deste volume, da autoria da filha da Patrícia, Rita Baptista. Também a ilustração do rosto de Patrícia, da autoria de Hugo Baptista, que reproduzimos na capa deste episódio.

  16. 371

    Maria Luiza Jobim: "“A minha experiência é que música e a arte estavam lá e eu cheguei depois. Então, não foi a música que chegou até mim.”

    Maria Luiza Jobim nasceu no Rio de Janeiro, em 1986 mas foi viver para Nova Iorque ainda bebé onde esteve até aos 4 anos. Filha de António Carlos Jobim, cresceu numa casa com música e músicos, ensaios que viravam palco. Demorou a decidir-se a assumir a sua voz musical, mas quando o fez estreou-se com um disco que, precisamente, homenageia essa infância. Casa Branca era também o nome da sua casa de infância, e sobre isso também falamos no podcast. A primeira vez que visitou Portugal foi para acompanhar o pai, quando Tom Jobim veio tocar ao Mosteiro dos Jerónimos, na década de 90. Mais tarde, a mãe comprou uma casa no Estoril, e também por causa disso a sua relação com o nosso país é próxima há muito tempo. O ano passado mudou-se com a filha, e decidiu ficar. A família, a infância, o legado e as memórias do pai, a decisão de abandonar a arquitetura para se dedicar apenas à música, a carreira, a relação com Lisboa, são alguns dos temas que atravessam esta conversa. Poemas: Trecho de “Ligue os Pontos” Gregório Duvivier Trecho “Fevereiro”, Matilde Campilho Allen Ginsberg , My Sad Self Quedei em altas , Ana Paula Vulcão Caçada , Ana Martins Marques

  17. 370

    Leituras com Pedro Mexia: "O livro chama-se Velas de Ignição porque realmente há qualquer coisa que se vai acendendo nos poemas. Uma ideia, uma imagem, uma mistura de sensações."

    Durs Grünbein e Siri Hustvedt são os dois autores escolhidos por Pedro Mexia para a rubrica de sugestões de leitura deste mês.Ele, poeta alemão, considerado um dos nomes maiores da poesia alemã contemporânea; ela, escritora norte-americana e viúva do escritor Paul Auster, que morreu em Abril de 2004.O livro de Durs Grünbein que destacamos chama-se Velas de Ignição, tem tradução de Maria Teresa Dias Furtado e edição Edições do Saguão. O livro de Siri Hustvedt chama-se Fantasmas, Um Livro de Memórias, tem tradução de Tânia Ganho e edição D. Quixote. É um livro de memórias, mas também um livro sobre o luto, que inclui reflexões, cartas, entradas de diário, notas biográficas, de uma mulher que viveu com Paul Auster durante 43 anos e que, como nos conta, precisou de escrever este livro no processo de luto pelo marido, desaparecido em 2024. Como costuma acontecer, outros autores surgem na conversa com Pedro Mexia. Por exemplo, Hans Magnus Enzensberger, Paul Celan, Bertolt Brecht, Gottfried Benn, Vasco GraçaMoura, Friedrich Hölderlin, Rainer Maria Rilke, Franz Kafka, Wallace Stevens, T.S. Eliot, E.E.Cummings, Herberto Helder, Joan Didion, C. S. Lewis, Jenny Erpenbeck ou Lydia Davis.

  18. 369

    Começar a semana com poesia: Bukowski, Rilke e António José Forte

    Três leituras sobre a arte de escrever para começar a semana.Charles Bukowski, Rainer Maria Rilke e António José Forte.Livros:Bukowski: Os Cães Ladram Facas, tradução de Rosalina Marshall, edição AlfaguaraRilke: Cartas a um Jovem Poeta, tradução de Isabel Castro Silva, edição QuasiAntónio José Forte, Uma Faca nos Dentes, edição Antígona

  19. 368

    Miguel Gonçalves Mendes:"A poesia serve de plataforma de empatia para nós ocuparmos o lugar do outro."

    Miguel Gonçalves Mendes é um dos realizadores portugueses mais reconhecidos pelo seu trabalho dentro e fora de portas, e para isso muito contribuíram os filmes que fez com Mário Cesariny, José Saramago e Pilar del Rio ou Eduardo Lourenço.Daqui a poucas semanas estreia mais um dos seus documentários, desta vez com o escritor Valter Hugo Mãe, que Miguel acompanhou ao longo de vários anos e em distintas geografias, enquanto era escrito o livro A Desumanização. De Lugar Nenhum é o pretexto para conhecermos melhor Miguel Gonçalves Mendes através dos seus filmes, mas também dos seus livros e dos seus autores. Ficamos a saber, por exemplo, que mantém um diários desde os 6 anos; que tem medo de voar, mas ainda assim o faz; que se comove com os livros e com os filmes, e que acredita que quem não chora com os livros 'não está a ler bem', que só faz documentários sobre pessoas que admira, e que está há 10 anos a procurar o sentido da vida através de um projeto que inclui vários filmes, onde se inclui este De Lugar Nenhum. PoemasLuís de Camões – Amor é fogo que arde sem se verMário Cesariny – AutografiaMário Cesariny – Em todas as ruas te encontroMário Cesariny –You are welcome to ElsinoreValter Hugo Mãe – Venho para te cortar os dedos

  20. 367

    Começar a semana com poesia: Ricardo Reis/Fernando Pessoa

    Ricardo Reis é um dos 3 principais heterónimos de Fernando Pessoa, e são dele os 3 poemas que vos leio para começar(mos) a semana com poesia. São belíssimos. Bom dia!

  21. 366

    Afonso Borges: "O lugar da leitura tornou-se o meu lugar de residência."

    Afonso Borges é programador cultural, jornalista, escritor, poeta, nascido em Belo Horizonte, em 1962. Criou o projeto Sempre um Papo há 40 anos - um festival literário em Belo Horizonte, por onde passaram e passam muitos autores brasileiros, mas também portugueses. Intimamente ligado à leitura, acredita na possibilidade de transformação através dos livros, mas também dos encontros, e partilha algumas dessas histórias connosco. Esteve em Portugal para lançar o livro Noites Brancas pela editora Nós, um dos temas da conversa no podcast para onde, como costuma acontecer, trouxe alguns dos poemas de que mais gosta. Poemas:"A Máquina do Mundo", Carlos Drummond de Andrade"Breve Elegia", Mário Faustino "Chega um dia", Thiago de Mello"Poema sujo", Ferreira Gullar"Que país é este?", Affonso Romano de Santanna

  22. 365

    Dia da Mãe: poema de Jorge Sousa Braga lido por Raquel Marinho

    Para assinalar o Dia da Mãe, Raquel Marinho lê o poema Diário de Bordo, de Jorge Sousa Braga, publicado no livro O Poeta Nu, edição Assírio & Alvim.É um diário, como o nome indica, do que pode ser a viagem do bebé dentro da barriga da mãe.

  23. 364

    Eduardo Quive:"Eu acho que estou a fazer livros, mas o que eu gosto mais é de jornais."

    Eduardo Quive em 1991, na cidade da Matola, província de Maputo, em Moçambique. É escritor e jornalista, e também curador e produtor de eventos literários, çevando a cabo, por exemplo, oficinas de escrita e leitura em colaboração com várias instituições e organizaçõesComeçou por publicar poesia e contos, e acaba de se estrear no romance com o livro A Cor da Tua Sombra, em Portugal editado pela Desmuro. Poemas:Conceição Lima, Quando o LuarNoémia de Sousa, Poesia, não venhas! Hirondina Joshua, Os ângulos da casa

  24. 363

    Leituras com Pedro Mexia: Ariana Harwicz e António Lobo Antunes

    "Tudo isto é muito violento e assustador. Ela escreve sobrerelações que são, à partida, da ordem do afecto entre homens e mulheres, pais e filhos, mas não reprime nada."No episódio deste mês, que estreia na véspera do 25 de Abril, Pedro Mexia destaca o livro Fado Alexandrino de António Lobo Antunes, considerado um dos grandes romances sobre a revolução de 1974. Naturalmente, são também referidos outros livros do escritor que nos deixou recentemente. O segundo destaque vai para a escritora argentina Ariana Harwicz, e o seu mais recente livro publicado em Portugal pela Elsine, Perder o Juízo. Como costuma acontecer, muitos outros autores são referidos ou lembrados durante a conversa. Por exemplo, Almeida Faria, José Cardoso Pires, Agustina Bessa-Luís, José Saramago, Louis-Ferdinand Céline, William Faulkner, Bruno Vieira Amaral, Michel Houellebecq, Eduarda Dionísio, Eugénio de Andrade, Sophia de Mello Breyner Andresen, António Franco Alexandre, Herberto Helder, Fernando Pessoa, Ruy Belo, Samanta Schweblin, Mariana Enríquez, Ruben A. ou Júlio Cortázar.

  25. 362

    Rosa Azevedo: "Comove-me muito a literatura. Quando há um momento em que tu dizes ‘eu nunca tinha pensado nisto desta forma’, e isso comove-me imenso."

    É uma das caras da Snob, uma livraria independente de Lisboa, que publica livros fora do mainstream e do circuito comercial, e também muita poesia. É agente cultural, organizadora de ciclos, cursos ou conferências sobre os mais variados temas literários, livreira, leitora e mãe. Formou-se na área das letras, não porque quisesse ser professora ou trabalhar numa área específica, mas porque queria ler. Com os pais e os avós conheceu os clássicos, mas cedo se aventurou nos autores a que viria a chamar seus. Gosta muito da ideia de dar a conhecer autores e livros a novos leitores, mostrar-lhes coisas que ainda não conhecem: "tens de ir habituando as pessoas a gostar do desconhecido. Eisso é um risco, mas também é um gosto."

  26. 361

    Rita Redshoes: "A minha identidade foi construída com a música, eu acho que falava muito melhor com a música do que por palavras."

    Cantora, compositora, instrumentista, produtora e letrista, Rita Redshoes começou por integrar uma banda ainda adolescente enquanto baterista, e só mais tarde descobriu que sabia cantar. Estudou música e psicologia, vive no campo com 3 gatos e 3 galinhas, e acaba de lançar o primeiro single do seu novo álbum. Chama-se 'A Tua Trança', tem letra de Márcia, e é uma homenagem às mulheres. É mãe da Rosa, com quem descobriu outras dimensões, não apenas de ser humana, mas também de ser artista, e também sobre isso conversamos neste episódio, que acolhe as escolhas poéticas da Rita para através delas a conhecermos melhor. Poemas: Adília Lopes, BichosFilipa Leal, Apocalipse Now Sérgio Vaz, Acho que a gente perdeu a vozPedro Mexia, Eu AmoManuel António Pina, As VozesCecília Meireles, Apresentação Raquel Serejo Martins, Sinto-me enjoada do mundo Natália Correia, O sonho e a vida

  27. 360

    Ricardo Marques: "Eu acho que há duas palavras na minha vida: intertextual e antologia."

    Ricardo Marques é poeta, antologiador, investigador, e tradutor. Traduziu para português, entre dezenas de outros poetas, Anne Carson, Billy Collins e Patti Smith.Nasceu em Sintra, em 1983, e viveu até aos 23 anos entre o subúrbio de Sintra e a zona de Abrantes, de onde vem a família materna e parte da família paterna.Doutorado em Estudos Portugueses pela FCSH-UNL (2010), onde desenvolveu pós-doutoramento no IELT sobre revistas literárias do Modernismo (2015-21).De entre alguns ensaios publicados, destaca-se o volume Tradição e Vanguarda: As Revistas Literárias do Modernismo Português (1910-1926), ed. Biblioteca Nacional de Portugal (2020), bem como a antologia de poesia portuguesa contemporânea Já não dá para ser moderno: seis poetas de agora, ed. Flan de Tal (2021).Prosa: Maria Gabriela Llansol - Finita Poemas:Konstantinos Kavafis - dias de 1901/ veio ficar/ Recorda corpo LIVRE CURTOTheodore Roethke - The Waking VILLANELLEDylan Thomas - Elegy ELEGIAPeter Handke – Poema à duração POEMA ENSAIOMeendinho - Sediam’eu na ermida de San simion CANTIGACamões - Esparsa ao desconcerto do mundo ESPARSAFrancisco Rodrigues Lobo - ‘Como passarei eu sem

  28. 359

    Leituras com Pedro Mexia: "É a ideia de que não há razão para dizer em 10 palavras o que se pode dizer em 5, não há razão para ter adjetivos desnecessários. "

    "E, portanto, essa ideia de aquilo que se diz ser apenas umapequena parte daquilo que se quer dizer foi muito importante na literatura do século XX." Na rubrica de sugestões de leitura deste mês, Pedro Mexia sugere Ernest Hemingway, Contos Completos, edição Livros de Brasil. Na segunda parte do podcast, dedicamo-nos a alguns poetas brasileiros, vários contemporâneos e que não apenas estão publicados em Portugal, como dialogam com a poesia portuguesa nos seus livros. Por exemplo, António Cícero, Régis Bonvicino, Armando Freitas Filho, Michaela Schmaeadel, Leonardo Gandolfi, Marília Garcia, Ana Martins Marques, Eucanãa Ferraz ou Fabiano Calixto, Como costuma acontecer, muitas outras referências aparecem nesta conversa, sejam autores, realizadores de cinema ou pintores:Raymond Carver, Albert Camus, Annie Ernaux, James Joyve, Eça de Queiroz, Tomas Mann, William Faulkner, J. D. Salinger, F. Scott Fitzgerald, Camilo Castelo Branco, Alice Munro, Saul Bellow, Graham Greene. Fritz Lang, Marcel Proust, Henry James, William Shakespeare, Federico García Lorca, Luis Buñuel, Salvador Dalí, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Manuel Bandeira, Arnaldo Antunes, Sophia de MelloBreyner, Adília Lopes, Ana Cristina Cesar, Gregório Duvivier, Marianne Moore, Nuno Artur Silva, Rosa Maria Martelo, Fabiano Calixto ou Eucanãa Ferraz,

  29. 358

    Dia Mundial da Poesia 2026: poesia dita por quem a escreve

    No Dia Mundial da Poesia deste ano, cedemos o microfone aos poetas para os ouvir ler em voz alta.São ao todo 51 autores; alguns trazem poemas inéditos. Obrigada a todos por terem aceitado participar deste episódio. As entradas no podcast estão por ordem alfabética, tal como aqui: A. M. Pires Cabral (poema inédito), Ana Paula Inácio, André Tecedeiro, Andreia C. Faria, António Amaral Tavares, Carla Louro, Catarina Nunes de Almeida, Cláudia Lucas Chéu, Cláudia R. Sampaio (poema inédito), Daniel Jonas, Daniel Maia-Pinto Rodrigues, Fernando Pinto do Amaral, Filipa Leal, Francisca Camelo, Francisco José Viegas, Helder Macedo, Hélia Correia, Inês Francisco Jacob, Inês Dias, Inês Fonseca Santos, Inês Lourenço, Jaime Rocha, Jorge Gomes Miranda (poema inédito), Jorge Roque (poema inédito), Jorge Sousa Braga, José Carlos Barros, João Bosco da Silva, João Paulo Esteves da Silva, Luís Filipe Castro Mendes, Margarida Vale de Gato (poema inédito), Maria do Rosário Pedreira, Maria Sousa, Miguel Cardoso (poema inédito), Miguel-Manso, Miguel Martins, Paola d’ Agostino, Paula Tavares (poema inédito), Paulo José Miranda, Pedro Braga Falcão (poema inédito), Pedro Mexia (poema inédito) , Pedro Rapoula (poema inédito), Raquel Nobre Guerra, Raquel Serejo Martins (poema inédito), Regina Guimarães, Renata Correia Botelho, Ricardo Marques, Rita Taborda Duarte, Rosa Oliveira, Rui Lage, Tatiana Faia, Vasco Gato.

  30. 357

    Isabel Soares: "Era uma casa onde os amigos eram os escritores e os poetas."

    Cresceu numa casa de portas abertas a família e amigos, com livros por todo o lado, uma mãe, Maria Barroso, que dizia poesia pelo país - também como forma de resistir à ditadura de Salazar - e um pai, Mário Soares, fundador da democracia portuguesa, muitas vezes ausente por motivos políticos e pelas várias passagens pelas prisões de Caxias ou do Aljube. Isabel Soares nasceu em 1951. Chegou a pensar ser médica, passou pelo jornalismo, mas acabaria por abraçar a gestão do Colégio Moderno a pedido do pai e da mãe quando Mário Soares decidiu candidatar-se a Presidente da República. É esse o seu projeto de vida - aos 75 anos ainda trabalha todos os dias - e orgulha-se muito dos seus alunos, também pela liberdade cívica e intelectual que preconiza para a escola que dirige. "Terem a cabeça aberta e pensarem pela sua cabeça", como explica.Não se lembra da sua vida sem poesia porque a mãe, Maria Barroso, não apenas "embalava" os filhos a dizer poemas e mais tarde os levava aos recitais pelo país, como amiúde citava poemas de cor no meio das conversas. Ao mesmo tempo, alguns dos amigos da família Soares eram poetas, escritores ou pintores, que frequentavam a casa e os serões da casa, a que Isabel gostava de assistir. Considera que memória é identidade e é sobretudo a memória que nos guia ao longo desta conversa. Os poemas são um pretexto para a conhecermos melhor, e também, por maioria de razão, aos seus pais que, de certa forma, se juntam a nós. Poemas: Matilde Rosa Araújo – NascerRuben Dario – Não ouves cair as gotas da minha melancoliaSophia de Mello Breyner – Porque ; Há jardins evadidos deluar ; De todos os cantos do mundo ; Quando o meu corpo adormecer e eu for mortaJorge de Sena – Carta a Meus Filhos Sobre os Fuzilamentos de GoyaAlexandre O«’ Neill – Portugal José Régio – Cântico NegroÁlvaro de Campos - Aniversário Camilo Pessanha - Floriram por engano as rosas bravasAntonio Machado - Caminante, no hay caminoCharles Baudelaire – As Flores do Mal

  31. 356

    Itamar Vieira Junior: "Talvez o brasileiro que mais mereça o Prémio Nobel seja o Chico Buarque ."

    É um dos autores brasileiros do momento, e esteve em Portugal para apresentar o seu novo romance 'Coração sem Medo', o último livro da chamada trilogia da terra, iniciada com o sucesso de vendas Torto Arado - mais de 1 milhão de livros vendidos com traduções para 33 idiomas. Ao longo desta conversa, Itamar Vieira Junior partilha alguns dos seus gostos poéticos, que são um caminho que encontramos para o conhecer melhor.Ficamos a saber, por exemplo, que aos 9 anos já escrevia peças de teatro, que quando era adolescente ganhou coragem e bateu à porta de Jorge Amado para lhe pedir um autógrafo, ou que entre os seus autores de referência se encontra, por exemplo, Eça de Queiroz. Poemas:Adélia Prado – EnsinamentoMaria do Rosário Pedreira – Dorme meu amorVinicius de Moraes – Soneto do Amor TotalWislawa Szymborska – Mulher de Ló Maya Angelou - Still I Rise

  32. 355

    Leituras com Pedro Mexia: Julian Barnes e Rui Lage

    Na rubrica deste mês, Pedro Mexia traz para a conversa, Partida, o último livro de Julian Barnes, tradução de Salvato Teles de Menezes, edição Quetzal, e Física Espiritual (antologia pessoal), de Rui Lage, edição Assírio & Alvim.

  33. 354

    P. Paulo Duarte: "As portas da Igreja têm de estar escancaradas para que qualquer pessoa entre. "

    Esta semana recebemos o Padre Paulo Duarte, SJ. Nasceu em Portimão, em 1979, e quando era pequeno queria ser médico veterinário. Uma perda significativa na adolescência levou-o a um encontro com a religião, que acabou por lhe decidir o destino. Trabalhou na aviação, antes de entrar na Companhia de Jesus, em 2003. É licenciado em Filosofia e em Teologia, e mestre em Teologia Fundamental. Foi ordenado sacerdote em 2014 e fez a Terceira Provação (etapa final da formação dos jesuítas) entre novembro de 2023 e maio de 2024, no México.É adjunto do diretor nacional da Rede Mundial de Oração do Papa – Portugal desde setembro de 2024.Lançou recentemente um livro de crónicas chamado "De Corpo e Alma, Crónicas para caminhos de encontros humanos e divinos" com edição Apostolado de Oração, que tem um poema diferente em cada capítulo. É também sobre essa relação próxima com a poesia que conversamos no podcast. Poemas: Sophia de Mello Breyner Andresen, Deus Escreve DireitoSophia de Mello Breyner Andresen, Escuto mas não seiMaria Teresa Horta, No início foi a luzRuy Cinatti, AnunciaçãoAlexandre O' Neill, Sob a forma de mãoAdília Lopes, Só gosto de pessoas boasJose Tolentino Mendonça, Nas mãos do oleiroDaniel Faria, Não acredito que cada um tenha um lugarTeresa Salgueiro, Nas ondas do mar

  34. 353

    António de Castro Caeiro: "Os sentimentos constituem-se de uma forma subterrânea, clandestina. E nós reagimos a uma presença ausente."

    Esta semana recebemos António de Castro Caeiro, filósofo, especialista e professor de Filosofia Antiga, ensaísta, tradutor, e autor de vários livros, o mais recente Sobre os Sentimentos, edição Tinta da China.Neste episódio, gravado ao vivo na Casa do Comum no âmbito do PODES, Festival de Podcasts, damos mais atenção a 4 sentimentos - o Espanto, o Sublime, o Amor e a Esperança - , mas o livro cuida de vários outros como o Desejo, a Ira, a Nostalgia, a Melancolia e a Liberdade. Ao longo da conversa, António conta-nos da sua relação com a poesia e filosofia, de como os sentimentos se relacionam com a filosofia, mas também da proximidade entre filosofia e poesia. Escolheu alguns poemas para nos ajudar nessa reflexão: - Sol da Tarde, Kavafis (A par1r da versão inglesa de Lawrence Durrell)- Na noite clara da tua morte Pai, Miguel Martins - SALMO, Georg Trakl, dedicado a Karl Kraus- A esperança, Emily Dickinson (versão de Vasco Gato)

  35. 352

    Ana Bárbara Pedrosa: "Já em criança, os meus pares eram os escritores. Eu sentia que aquela era a minha família artística e social."

    Ana Bárbara Pedrosa é escritora e crítica literária, mãe de 2 filhos gémeos, a Maria e o David, viveu e estudou em Portugal, no Brasil e nos Estados Unidos. Nos tempos livres faz desporto e viaja. Quando era criança fazia exercícios de escrita a partir de sonetos. Sempre soube que queria ser escritora e sempre leu muito, também para atingir esse objectivo: "Eu sabia que queria escrever, mas sabia também que a escrita não cai do céu, não é uma coisa que acontecia por acaso. E eu costumo comparar muito isto ao desporto. Uma criança que aos 10 anos quer futebolista, sabe que tem de ir aos treinos. E eu ia aos treinos dessa forma. tinha de me autodisciplinar de outra forma. Acho que não houve um dia da minha vida que eunão tenha escrito. "É autora de Lisboa, chão sagrado (2019), Palavra do Senhor (2021), Amor estragado (2023), também publicado no Brasil, e Viagens com o Mehdi (2024) – todos com chancela Bertrand Editora.Poemas: Maria do Rosário Pedreira – o meu mundo tem estado à tuaesperaEugénio de Andrade – PrimeiramenteJorge de Sena – Pandemos Júlio Dinis – Lava OcultaAlmeida Garrett – Adeus

  36. 351

    Leituras com Pedro Mexia: Mark Lilla e Paulo José Miranda

    No primeiro episódio do ano da rubrica de sugestões de leitura, Pedro Mexia traz-nos duas propostas bastante diferentes.Por um lado, a poesia reunida de Paulo José Miranda editada recentemente pela Imprensa Nacional Casa da Moeda com o título A Salvo de Deus, por outro o livro Ignorância e Felicidade - sobre querer não saber, de Mark Lilla, com tradução de Ricardo Mangerona e edição Edições 70. Paulo José Miranda é poeta, contista e ficcionista. Recebeu, entre outras distinções, o primeiro Prémio José Saramago. Mark Lilla é professor de Humanidades na Universidade de Columbia e colaborador frequente da The New York Review of Books.

  37. 350

    Samuel Úria: "Eu acho que o Cohen é o maior poeta dos músicos e o maior músico dos poetas. "

    Recebemos Samuel Úria, o trovador de patilhas, como alguém lhe chamou.Músico, compositor, escritor de canções, com vários discos no curriculum, alguns prémios, como o mais recente Globo de Ouro para melhor canção com 2000 A. D. Tem uma relação precoce com a palavra, primeiro enquanto leitor e escritor de poemas meio às escondidas. Depois, ganhou um prémio literário num concurso da escola, e as coisas passaram a ser diferentes. Conta-nos que ler e escrever foram das grandes descobertas da sua vida, e será também por isso que algumas letras que vem fazendo dialogam com poemas publicados. Escolheu, como costuma acontecer, alguns poemas para servirem de rede à nossa conversa, onde todos os temas são bem vindos, até religião e política. Poemas:O tempo aprazado, Ingeborg Bachmann (tradução de João Barrento)Miguel Duarte – Agora é que o mundo vai conhecer a pesteCarlos Drummond de Andrade – Confissão Alexandre O’ Neill – Um Adeus PortuguêsLeonard Cohen – Take this longing (tradução de Samuel Úria)

  38. 349

    Michaela Schmaedel: "Hoje a minha vida gira em torno da poesia. Hoje em dia o que eu mais quero fazer é passar a poesia."

    Michaela Schmaedel nasceu e mora em São Paulo, no Brasil. Estudou História na universidade, mas cedo começou a trabalhar como jornalista. Fez um Curso Livre de Preparação de Escritores e várias oficinas de escritas com diversos poetas brasileiros. É poeta, editora de cultura, e organizadora de eventos relacionados com divulgação literária. Tem 3 livros de poesia publicados.

  39. 348

    Eduardo Sá: "Se eu mandasse, destacava a poesia da língua portuguesa e fazia uma disciplina obrigatória de poesia ao longo de toda a formação escolar. "

    "Eu acho que a primeira função de qualquer ser humano é ser mãe, seja homem ou mulher."Eduardo Sá é psicólogo clínico e psicanalista, professor da Universidade de Coimbra e do ISPA, em Lisboa. Autor de vários livros e presença regular na imprensa, assina actualmente um programa diário na rádio Observador. Começou cedo a ler, mas também a escrever poesia, de tal modo que quando era adolescente lhe passou pela cabeça deixar de estudar para se dedicar à escrita, porque tinha a intenção de vir a ser poeta. É esse o ponto de partida para esta conversa, que foi gravada ao vivo na livraria Arquivo, em Leiria. A partir de alguns dos poemas de que mais gosta, conversamos sobre o seu percurso e a sua vida, mas também sobre as crianças, os adolescentes e a importância da educação familiar e escolar, e, claro, sobre saúde mental. Poemas:1 - O amor como em casa - Manuel António Pina2 - Perdidamente - Florbela Espanca3 - Tabacaria - Álvaro de Campos 4 - Quase - Mario Sa Carneiro5 - Para o meu coração  - Pablo Neruda6 - Manuel Bandeira - O ultimo poema7 - Eugénio de Andrade - É urgente o amor8 - Daniel Faria - As mulheres aspiram a casa para dentrodos pulmões 9 - Não sei se me interessei pelo rapaz - Adília Lopes

  40. 347

    Alexandre Quintanilha: "Na minha experiência, os que têm conhecimento mais profundo sobre os diferentes temas, normalmente são pessoas muito humildes. "

    Quase 6 anos depois de ter sito o primeiro convidado do podcast, Alexandre Quintanilha regressa para uma conversa com Raquel Marinho, que atravessa a sua vida e o livro A Última Lição de Alexandre Quintanilha, recentemente editado pela Contraponto. É um homem das ciências, que defende o diálogo com as outras áreas do conhecimento, e que acredita que as pessoas que têm um "conhecimento mais profundo sobre os diferentes temas, normalmente sãopessoas muito humildes."Ao longo desta longa conversa, atravessamos a sua vida e as suas reflexões. Também aquilo que acredita que pode deixar como relfexões, e preocupações, para as gerações mais novas. Poemas:

  41. 346

    Leituras com Pedro Mexia: "Embora haja boas razões para ter uma ideia catastrófica da história, também sabemos que a história não acontece sempre da mesma maneira."

    Na rubrica de sugestões de leitura deste mês, Pedro Mexia sugere 2 livros:Legião Estrangeira, de Clarice Lispecto, edição Companhia das letrasAquele Belo Rapaz, de k. P. Kaváfis, tradução de José Luís Costa, posfácio de Tatiana Faia e edição Assírio & Alvim.Como acontece regularmente nestas conversas, muitas outras referências se juntam. Por exemplo, Fernando Pessoa, Ezra Pound, T. S. Eliot, Dino Buzzati, William Turner, Homero, Carlos Drummond de Andrade, Agustina Bessa-Luís, FerreiraGullar, Chico Buarque, Maria Bethânia, Condessa de Segur, Eça de Queiroz, Camilo Castello Branco, Franz Kafka, Charles Baudelaire, Georges Perec ou Charles Bukowski.

  42. 345

    Madalena Sá Fernandes: "Para mim, um bom poema é um poema que me inquieta, que não percebo totalmente e quero perceber, que me desconcerta, que me perturba."

    "Na escola, assim que percebi que havia poesia, quis logo começar a imitar. E então, na altura, as composições que eu fazia eram sempre poesia."Madalena Sá Fernandes nasceu em Lisboa, em 1993. Licenciou-se em Línguas, Literaturas e Culturas pela Universidade Nova de Lisboa.É cronista no jornal Público.O seu primeiro livro, Leme, vai na 8ª edição. Poemas:Três, Anne CarsonAlfabeto, Inger ChristensenPara Claude, Nuno JúdiceAfter great pain, a formal feeling comes, Emily DickinsonHomenagem à Literatura, Fiama Hasse Pais BrandãoO Problema da Habitação, Ruy Belo

  43. 344

    Pedro Abrunhosa: "Muitas vezes, a poesia serve de espoleta para a minha própria escrita."

    "Estar no meio da floresta a ouvir o vento na copa das árvores, ou os pássaros, ou a chuva. É silencio. O silencio é isso. Não é ausência, não é o vazio. É a presença de qualquer outra coisa."Pedro Abrunhosa é um dos artistas e escritores de canções mais reconhecidos do nosso país. Nasceu em 1960, e começou a estudar música muito cedo. Contrabaixista, fundador da Escola de Jazz do Porto, estreou-se aos 34 anos com o disco Viagens, eleito, em 2024, o Melhor Disco da Música Portuguesa dos últimos 40 anos por júri da BLITZ com 170 personalidades. Acaba de lançar um livro que inclui todas as letras que escreveu desde o início da carreira artística chamado Vem Abrir a Porta à Noite, edição Contraponto. Para guiar a nossa conversa escolheu, como costuma acontecer aqui, alguns dos poemas de que mais gosta. São eles:José Tolentino Mendonça – Paga-me um café e conto-te a minha vidaJosé Gomes Ferreira – nunca encontrei um pássaro morto naflorestaDaniel Faria - EstuárioCanção – Jorge Sousa BragaAna Hatherly – Esta gente, essa genteJorge de Sena – No país dos sacanas David Mourão-Ferreira – E por vezesFernando Assis Pacheco – Este ministro é um mentirosoRenato Filipe Cardoso – Amor nominal brutoMiguel Martins – Da LiteraturaGolgona Anghel – somos daqueles que limpam os ouvidos com a chave do MercedesRita Neto - Petingas em promoção

  44. 343

    Fernanda Fragateiro: Eu acho que a poesia é a flexibilidade máxima. Não tem fim. A poesia é uma linha. Ler um poema é como pegares numa linha que não tem fim."

    "Eu fui absorvida completamente. Ou seja, não seria possíveleu continuar muito mais tempo a trabalhar neste projeto ou noutro do género porque, se calhar, teria de voltar as costas ao resto. E não sei se, a um dado momento, não decidiria voltar as costas ao resto."A artista plástica Fernanda Fragateiro está esta semana no podcast, porque foi uma das artistas convidadas a integrar o programa cultural do Jubileu 2025, da Igreja Católica, através do projeto internacional ‘Portas da Esperança’, que visa assinalar o Jubileu no âmbito das prisões unindo arte e reinserção social. Em Portugal, as residências artísticas foram promovidas pela Zet Gallery, em 2 estabelecimentos prisionais. O artista moçambicano Elídio Candja esteve no de Leiria, e Fernanda Fragateiro esteve na ala das mães do Estabelecimento Prisional de Tires. Nesta intervenção, que decorreu ao longo de várias semanas em diferentes workshops, Fernanda Fragateiro usou poesia portuguesa para dar outra cor e significado aos espaços da prisão, e também às celas das reclusas. Sobre todo este processo nos dá conta ao longo da conversa com Raquel Marinho, mas também, como costuma acontecer, ficamos a conhecê-la melhor, à sua relação precoce com a poesia, e ao que considera ser o desígnio e o papel da arte na sociedade.

  45. 342

    Leituras com Pedro Mexia: "O Sena tinha ao mesmo tempo uma noção muito elevada do seu valor literário e uma grande amargura pelo pouco reconhecimento que tinha. "

    Na rubrica de sugestões de leitura deste mês, Pedro Mexia traz-nos 2 livros:Cultura, do filósofo, professor e crítico literário inglês Terry Eagleton, edições 70 e Sophia-Sena, As Cartas, edição Guerra e Paz Como acontece sempre no decorrer desta conversa, muitos outros nomes de áreas distintas da cultura acabam por se juntar a nós. Por exemplo Luís de Camões, William Carlos Williams, João Miguel Fernandes Jorge, Oscar Wilde, Jim Morrison, Agustina Bessa-Luís, Charlie Chaplin, Miguel Torga, Aquilino Ribeiro, Eugénio de Andrade, T. S. Eliot, Emily Dickinson, Vergílio Ferreira, Almeida Faria, Arnaldo Saraiva, James Joyce, Manuel Alegre, Platão, Aristóteles, George Steiner, Immanuel Kant, Ludwig van Beethoven, Fernando Pessoa, Eduardo Lourenço, Óscar Lopes, Vasco Graça Moura, Vítor Manuel de Aguiar e Silva, Safo, Konstantínos Kaváfis, Dante Alighieri, Friedrich Hölderlin, Carlos Drummond de Andrade, Ferreira Gullar, ou Chico Buarque.

  46. 341

    Anabela Mota Ribeiro: "Eu acho que escrevo tanto com o cinema ou com as artes plásticas como escrevo com a literatura."

    "Essa é, no fundo, a ideia nuclear do Quarto do Bebé. É que omeu útero sempre esteve na minha mão e na minha cabeça. No fundo, eu sempre soube que não ia ser mãe desses bebés e que é possível exprimir a nossa fertilidade de outra maneira."Anabela Mota Ribeiro é jornalista, escritora e programadora cultural. Nasceu em Trás os Montes, em 1971. Fez a licenciatura e o mestrado (variante Estética) em Filosofia na FCSH da Universidade Nova de Lisboa, curso que escolheu porque "era uma forma de organizar o pensamento e de ler umas coisas acompanhada, mais dirigida", que não leria de outra forma. Publicou vários livros, alguns decorrentes de programas que apresentou e criou, e um romance chamado "O Quarto do Bebé", em 2023. Também sobre esse livro e sobre as reflexões que ele traz conversamos no podcast. As escolhas de Anabela: Ana Hatherly, TisanaJorge Sousa Braga, Levaram-no ao serviço de urgência Adília Lopes, esta música/ é linda/ mas não anulaAlice Sant’ Anna, SabiáAdélia Prado, As Palavras e os Nomes Chico Buarque, Eu Te Amo Ruy Belo, Não Sei Nada(fotografia de Estelle Valente)

  47. 340

    Cristina Branco: "Provavelmente, o meu primeiro grande crush literário foi o David Mourão-Ferreira."

    Lançou recentemente o disco Mulheres de Abril, resgatando algumas letras que considera urgentes nos dias que correm. Acredita que, por ter uma voz pública, tem quase uma obrigação cívica de intervir e usa a música para o fazer.Nesta conversa, conhecemos o seu percurso na música - que começou quando cantava na casa dos avós usando a vassoura como microfone - e cresceu para palcos nacionais e internacionais, 18 álbuns, quase 30 anos de carreira. Conhecemos o seu enamoramento pelas palavras, as dos poetas mas também dos ficcionistas, a importância que atribui à cultura e à arte como instrumentos de pensamento. Cristina Branco veio ao podcast para a conhecermos melhor através de alguns dos poemas de que mais gosta, e são eles:Cecília Meireles, MotivoMário Cesariny, You are welcome to ElsinoreAdília Lopes, Arte PoéticaLevi Condinho, RecadoDavid Mourão-Ferreira – E por vezesDaniel Jonas, Virá atrás de ti Herberto Helder, levanto à vista o que foi a terramagnífica

  48. 339

    Leituras com Pedro Mexia: "E o final não é esperançoso, mas não é o que nós estávamos à espera. É um final absolutamente colossal."

    Na rubrica de sugestões de leitura deste mês, Pedro Mexia traz-nos 3 livros: Herscht 07769, de László Krasnahorkai, Prémio Nobel da Literatura 2025, tradução de João Miguel Henriques a partir do húngaro, edição Cavalo de Ferro;A Destruição Do Tempo - Três Décadas, Uma Antologia, de Luís Quintais, edição Assírio & Alvim;Que Se Passa com o Baum?, o primeiro romance de Woody Allen, tradição de Miguel Martins, edição Edições 70 Como normalmente acontece nestas conversas sobre sugestões literárias, muitos outros autores e referências musicais ou cinematográficas aparecem. Aqui ficam alguns exemplos: Tatiana Faia, Wallace Stevens, João Miguel Fernandes Jorge, Joaquim Manuel Magalhães, T. S. Eliot, Johann Sebastian Bach, Béla Tarr, Emir Kusturica Simone Weil, Milan Kundera, Thomas Bernhard, Karl Ove Knausgård, Georges Perec, Peter Handke, Jon Fosse, James Joyce, Pedro Costa ou Liev Tolstói.

  49. 338

    Catarina Nunes de Almeida: Quando tenho esse tempo e esse silencio é quando as coisas acontecem para a escrita."

    Catarina Nunes de Almeida nasceu em Lisboa, em 1982. É poeta, investigadora, com formação em Estudos Portugueses e doutoramento na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, que resultou na obra «Migração Silenciosa – Marcas do Pensamento Estético do Extremo Oriente na Poesia Portuguesa Contemporânea». Acredita que escreve poesia devido às experiências que os avós lhe proporcionaram na infância. Procurava então, e continua a procurar agora, o silêncio, a natureza, a observação e a contemplação. Tem seis livros de poesia publicados, e uma inclinação natural para o orientalismo, e para essa forma poética chamada haiku. Diz muitíssimos bem poesia, como poderão escutar ao longo deste episódio, para o qual escolheu autores de que gosta muito há muito tempo, mas também algumas novidades, como por exemplo um autor que traduziu e cujo livro será publicado em breve. Poemas:- Mulher da Erva - Zeca Afonso, in «Cantigas do Maio»- Escrevo do lado mais invisível das imagens - Daniel Faria, in «Dos Líquidos»- Um Outro Nascimento - Forough Farrokhzad, trad. Vasco Gato- Príncipe - Ana Hatherly, in «Um Calculador de Improbabilidades» (ou- Esta Noite Morrerás - Ana Hatherly, in «Poesia 1958-1978») ...indecisão ;)- Cálice - Chico Buarque, in «Chico Buarque»- Aceita o Universo - Alberto Caeiro- Acontecimento - Ruy Belo, in «Aquele Grande Rio Eufrates»- A construção será redonda - António Ramos Rosa, in «O Aprendiz Secreto»- O Desejo de Ser Generoso - Wendell Berry, trad. Catarina Nunes de Almeida- A Terra do Estranho, A Terra Serena - Mahmoud Darwich, trd. Manuel Alberto Vieira

  50. 337

    Maria Castello Branco

    Tem 26 anos, é comentadora política, cronista, podcaster,curiosa, leitora, perguntadora por natureza e desde sempre. Maria Castello Branco nasceu em Abril de 1999 e logo na infância anunciou que quando fosse crescida queria ser filósofa ou primeira-ministra. Quando terminou o Ensino Secundário pensou estudar Literatura, mas acabaria por se licenciar em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Católica de Lisboa, e por fazer depois um mestrado em Teoria Política na London School of Economics, onde se especializou em Filosofia Política Chinesa. Já passaram uns anos e confessa-nos, no decorrer desta conversa, que não só a melhor professora que alguma teve foi a professora de Literatura, como essa foi também a sua 'melhor disciplina de sempre'. Integrou a Juventude do CDS e a Iniciativa Liberal, partido pelo qual foi candidata a deputada nas legislativas de 2019. Já não está na política activa, mas não exclui em definitivo a possibilidade de regressar um dia. Poemas:rêve oublié, António Maria Lisboa the fortress, Louise Gluck ⁠when slowness arrives, John Hollowayquietness, Rumi beloved, Ibn arabidizem que precisam de ar, Regina Guimarães ando um pouco por cima do chão, Daniel Farianão sei como dizer-te que minha voz te procura, Herberto Helder

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Perseguindo a ideia de Lawrence Ferlinghetti - "a poesia é a distância mais curta entre duas pessoas" - esperamos, a partir de algumas escolhas poéticas dos nossos convidados, ficar mais perto deles e conhecê-los melhor. Um projecto da autoria de Raquel Marinho. "Melhor podcast de Arte e Cultura" pelo Podes 2021 - Festival de Podcasts. "Melhor podcast de Entrevista" pelo Podes 2025 - Festival de podcasts

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