PODCAST · society
O Sentido da Vida
by Rádio Comercial | Ana Delgado Martins
Vamos partir do pressuposto de que não descobriremos o sentido da vida com este podcast, nem que surgirá uma epifania sobre o futuro da humanidade. Quanto muito, podemos tentar perceber o que é isto de Ser - algo que ressoe do outro lado do microfone. O que dizem os escritos antigos sobre o sentido da vida? E, já agora, o que diz o cidadão comum? Perguntamos a pensadores, mas também a anónimos na paragem do autocarro, o que é para eles o sentido da vida, o que raio andamos cá a fazer e como podemos levar uma vida que sim senhor. Este é um podcast sobre busca e, esperemos, algum encontro. Com Ana Delgado Martins.Um podcast Rádio Comercial.
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"Somos feitos de muitas vidas e muitos outros", com Mia Couto
“As pessoas ficam mais abertas se aprenderem que são feitas assim, de muitas vidas e de muitos outros”.Mia Couto é um escritor e biólogo moçambicano, vencedor do Prémio Neustadt e do Prémio Camões, e sabe bem do que fala: “Devíamos ensinar logo na escola que somos feitos de tantos outros: nós somos só 10% humanos, o resto são outros - bactérias, vírus, fungos que nos compõem a todos e que não são inquilinos, são parte de nós próprios, fazem parte desta orquestra que compõe o que é um ser humano. Então se se ensinar uma criança a perceber o mundo desta maneira, dificilmente essa criança quando for adulta vai defender qualquer coisa que seja a ideia de raça pura, ou de etnia pura, ou que ‘sou eu que tenho completamente razão’.Num ano em que se celebram os 50 anos da independência de Moçambique, o escritor moçambicano defende que “a grande questão não é reparar o que ficou para trás mas encontrar caminhos de futuro em que se olhe para as pessoas, não por aquilo que elas são biologicamente ou que reproclamam ser, mas por aquilo que defendem, pelas ideias que têm, pelos interesses que defendem, pela moral que têm - isso seria o mundo ideal”.Mia Couto viu, recentemente, mais um dos seus livros adaptados ao grande ecrã: “O Ancoradouro do Tempo” foi realizado pelo moçambicano Sol de Carvalho, baseado no livro “A Varanda de Frangipani”, cujo argumento também ajudou a adaptar, mas diz que continua a preferir o seu ofício de escritor. Está neste momento a preparar um novo livro para breve.
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Educar a Tristeza, com Valter Hugo Mãe
“Imagina que, no além, as pessoas podiam continuar a fazer coisas e o Bergman continuava a fazer filmes e a gente, um dia quando morresse, podia ver 30 filmes novos incríveis dele - e muito mais incríveis porque a morte tem que ser muito mais esperta, não é? Porque a internet na morte deve ser imediata, nem precisa de wifi, deve ser da cabeça logo”, diz Valter Hugo Mãe, entre risos.É um dos mais destacados e internacionais escritores portugueses e o seu novo livro “Educação da Tristeza” é o seu ouro mais caro: conta como é que aprendeu a superar a dor do luto e a agarrar-se à alegria. Numa altura em que a adaptação para filme de “O Filho de Mil Homens” está quase a estrear na Netflix, para além do documentário que Miguel Gonçalves Mendes fez sobre Valter Hugo Mãe, intitulado “De Lugar Nenhum”, o escritor esteve à conversa com Ana Delgado Martins para falar sobre o seu trabalho mas também sobre a importância de não se perder de vista os direitos humanos: “É como se um leão olhasse para um tigre e dissesse: ‘não, eu sou mais divino, eu fui criado por Deus e tu não, tu és um imbecil, és um animal’. O que diriam os animais uns aos outros e o que diriam a nós se pudessem falar acerca do que é ser-se mais digno”, questiona Valter Hugo Mãe.
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Estimular o lado criativo, com Maze
É um dos rappers mais conceituados em Portugal e escolheu a palavra como arma de intervenção. A poucos meses do regresso dos Dealema ao palco do Coliseu do Porto para os 30 anos da banda, a 20 de Fevereiro 2026, Maze vem ao Sentido da Vida falar-nos sobre as residências artísticas que tem ajudado a desenvolver: desde a Cartografia do Medo, um projeto desenvolvido para as Maratonas da Leitura da Sertã onde quinzenalmente reúne com um grupo de pessoas para explorar o tema do medo e o converter em escrita como meio de catarse; ao Beat na Montanha, um projeto de inclusão através da arte, realizado em parceria com a Câmara Municipal da Guarda e o TMG, para ajudar a desenvolver ferramentas de sensibilidade para a música, a fotografia e o design partindo das vivências dos participantes, primeiro nas Aldeias SOS da Guarda, depois num estabelecimento prisional e agora cerca de 30 alunos de uma escola da Guarda. “Eu acho que toda a gente perde a sua criança”, diz o artista multidimensional, que além de rapper é também escritor, ativista, artista visual, formador e poeta. “Principalmente no meio artístico em Portugal em que tens de sobreviver e não é fácil, tens de ter trabalhos das 9 às 5 que te ocupam o tempo e que não te permitem ser essa criança criativa o dia todo. Tu aí minas sempre um bocadinho esse compromisso de te manteres essa criança. Eu consegui manter, consegui não me esquecer dela, resgato-a e ela vem ao de cima. É claro que há momentos em que a vida tem de ser mais virada para essa sobrevivência e muito mais pragmática, para acompanhares o ritmo que a sociedade nos impõe. Eu tive a sorte de conseguir continuar com esse criativo vivo, mas conheço muitos amigos que criaram na sua adolescência e depois se resignaram porque a vida foi realmente difícil”, conta Maze no Sentido da Vida.
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A Supraconsciência, com Dr. Manuel Sans Segarra
Manuel Sans Segarra foi médico e cirurgião especializado em cirurgia geral e digestiva, com um foco em cirurgia oncológica. Octogenário, já reformado, trabalhou durante grande parte da carreira num hospital de Barcelona e acredita no poder da ciência para fazer evoluir a medicina e melhorar a vida dos pacientes, mas a sua vida deu uma volta inesperada quando testemunhou a Experiência de Quase Morte (EQM) de um dos seus pacientes que tinha recuperado de um estado de morte clínica. O relato tocou-o de tal forma que o motivou a investigar e a aprofundar as noções de EQM, questionando as suas crenças e explorando áreas da ciência e da consciência que antes nunca tinha considerado. Dessas décadas de investigação surge o livro “A supraconsciência existe – Vida Depois da Vida”, uma nova compreensão sobre a consciência humana e a vida depois da morte: “Comprovei que é possível contactar com a Supraconsciência e poder, desse modo, controlar o ego, a nossa identidade falsa, que gosto de denominar o “não-eu”, inibindo as suas quatro potentes armas: a ignorância, o apego ao material, o egoísmo e o medo. Uma conversa em espanhol, com tradução em simultâneo da jornalista e escritora Virginia Lopéz.
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Seguir um propósito, com Balolas Carvalho
Balolas Carvalho é uma mulher dos sete ofícios: jornalista, produtora, impact storyteller - até andou em digressão na Europa com artistas como os Metallica, Eros Ramazzoti ou a banda de Keanu Reeves. Mas, como a própria diz, faltava-lhe propósito.“Eu preciso de propósito, preciso de sentir que a minha vida faz algum sentido, e por muito que eu ame música e ame andar na estrada, eu preciso de sentir que estou a contribuir para algo que possa ter um impacto positivo na vida das pessoas, além do entretenimento. Não consigo dedicar a minha vida a uma banda quando posso dedicar a uma causa”, contou Balolas ao podcast Sentido da Vida. A escolha compensou: largou tudo para ir para o Egito, onde conheceu a realizadora jordana Tanya Marar, que faria com ela o mini-documentário “Fragmented”, uma curta-metragem sobre um jornalista-ativista palestiniano que escapou ao genocídio em Gaza, nomeada na 68.ª edição do prestigiado Festival de Cinema de São Francisco. Também relacionado com Gaza, está agora em pós-produção o documentário “Bukra” que Balolas Carvalho começou a fazer com a realizadora Diana Antunes há cinco anos sobre o campo de refugiados de Jenin, na Palestina. Jenin era a capital da resistência à ocupação militar não-violenta, onde viviam 16 mil pessoas num quilómetro quadrado e onde existia o Teatro da Liberdade. O campo de Jenin foi completamente destruído há poucos meses.
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O poder do pensamento, com Luís Portela
Quando era jovem e estudava para ser médico, Luís Portela teve um esgotamento. Foi um psiquiatra amigo da família que o ajudou a recuperar, ensinando-o a meditar. O homem forte da farmacêutica BIAL é hoje presidente da Fundação Bial, conhecida por financiar projetos de investigação científica, muitos deles em ângulos mortos da ciência, como a psicofisiologia e até mesmo a parapsicologia.“Fazia-me impressão que a humanidade, sob o ponto de vista da fé, aceitasse tudo e mais qualquer coisa. E quando não entendiam as coisas chamavam de mistérios, milagres - e era uma coisa que não se dava muito bem comigo. Até porque essa mesma humanidade, num outro extremo do ponto de vista científico, dizia que nada disso existia e que não era nada (...) Parecia-me que era adequado o caminho do meio: as pessoas admitirem os fenómenos descritos desde a Antiguidade e procurarem estudá-los, não para demonstrar que são verdade ou que são mentira, apenas para levantarem o véu da ignorância, para perceberem o que é”, conta Luís Portela ao podcast Sentido da Vida com Ana Delgado Martins. Luís Portela foi médico no Hospital de São João, professor universitário, e quando tudo parecia querer lançá-lo numa carreira académica na medicina, abraçou a herança que trazia do tempo do avô, tirando a Bial do vermelho e questionando aquele que seria o seu próprio propósito. Nos últimos 31 anos, a Fundação Bial já financiou quase 2 mil investigadores de todo o mundo a aplicarem o rigor do método científico a temas pouco explorados na ciência. Também financiada pela Fundação, a série “Para Além do Cérebro”, exibida na RTP e RTP Play, explora a mente humana, abordando temas como a telepatia, experiências de quase morte e mediunidade, com contribuições de 50 especialistas mundiais nas áreas de neurociências, psicologia, psiquiatria, física e parapsicologia. Para Luís Portela, o poder do pensamento é fundamental: “Se percebermos que mesmo bem intencionados, de repente estamos a pensar negativo - não é só querer bater no outro ou querer fazer uma maldade qualquer, muitas vezes é apenas pensar ‘eu não sou capaz de fazer isto’ - e estamos a carrilar para nós e para quem está à nossa volta energias de característica negativa que vão fazer com que as coisas corram mal e corram mal aos outros. Se percebermos esta trapalhada, se percebermos que estamos a dar um contributo negativo à escala mundial, se calhar vamos ter mais cuidado”, remata. Detentor da Medalha de Mérito da Ciência, atribuída pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Luís Portela é também Comendador da Ordem do Mérito, de que mais tarde veio a receber a Grã-Cruz. Tem também vários livros publicados, como “Da Ciência ao Amor” ou “Ser Espiritual - Da Evidência à Ciência”.Uma conversa serena e profunda com um homem que cruza dois mundos que pareceriam ter tudo para colidir: a ciência e a espiritualidade.
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Seguir as Intuições, com Denise Fernandes
“Tenho desejos e depois vou ver se consigo transformá-los em filmes”. Denise Fernandes nasceu em Lisboa em 1990, com pais de origem cabo-verdiana, e foi criada no sul da Suíça. A sua primeira longa-metragem, “Hanami”, foi rodada com a população local da Ilha do Fogo, em Cabo Verde, e acompanha o crescimento de Nana, uma jovem que vive nesta ilha vulcânica remota, enquanto muitos à sua volta partem em busca de novas oportunidades. O filme venceu, para surpresa da jovem realizadora, o prémio de Melhor Longa-Metragem Nacional no Indie Lisboa e venceu também prémios em Locarno ou Chicago: “Nem sabia o que era cinema - eu sabia que o cinema ia ser a minha linguagem, porque eu queria contar através do cinema. Mas eu só queria fazer um filme”.Sobre aquilo que aprendeu sobre o sentido da vida ao fazer este filme, a realizadora conclui: “Aprendi a acreditar no seguir, no seguir as próprias intuições - mesmo quando tudo parece tão impossível de apanhar, é tentar seguir”.
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Jornalismo de boas referências, com Susana André
Depois do estágio na SIC, em 1995, a jornalista Susana André apanhou Emídio Rangel à porta da casa-de-banho e disse-lhe que merecia ser contratada. Felizmente, o antigo diretor da SIC ficou bem impressionado com a abordagem confiante, analisou o seu trabalho e ofereceu-lhe um contrato. Desde então, Susana André tem assumido o jornalismo como uma missão, destacando-se nas Grandes Reportagens em locais como Angola, Venezuela, Etiópia, Turquia, Guiné Bissau, Jordânia, Hungria, Polónia, Alemanha, Israel, Gaza ou nos territórios Palestinianos. Recentemente, a série de reportagens documentais “Jangadas de Pedra” sobre ilhas remotas da Europa, que passou no final do Jornal da Noite da SIC, conseguiu o inimaginável: bater recordes de audiências e ficar à frente de um jogo do Benfica ou de reality shows. “Muitas vezes há aquele discurso de que as pessoas querem ver o mais fácil. Não é exatamente assim”, explica a jornalista, que viajou por locais remotos como as Ilhas Faroé para contar histórias profundamente humanas que vão do envelhecimento à solidão, da globalização ao impacto do aquecimento global. Uma longa conversa que também correu temas como a educação, a inteligência artificial, a desinformação ou o potencial do jornalismo "das boas referências”.
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Predisposição para a felicidade, com Helena Sacadura Cabral
Tem a melhor gargalhada de Portugal, não se coíbe de dançar kizomba ou de ver a Madonna na primeira fila - “quis ver ao natural, ali de perto” -, tem mais de 45 livros publicados e agora, em 2025, lança o seu primeiro livro infantil: “Mãos pequenas, coração grande”, uma história sobre a importância da ternura, da empatia e do cuidado pelo outro. Aos 90 anos, Helena Sacadura Cabral foi a primeira mulher em muita coisa, incluindo ter entrado para os quadros técnicos do Banco de Portugal. Escreveu em jornais, revistas, esteve na televisão, esforçou-se por “nunca depender de ninguém” e esteve no podcast Sentido da Vida a falar sobre o que quer para o país... e para si. “’Tá bem, tu pensas assim, fazes assim; tu pensas assado, fazes assado. Mas acho que é possível sempre encontrar pontos de apoio que unam as pessoas e só quando houver isso é que é possível haver rotação de governos sem haver ruptura, de coisas que se começam e depois não se acabam", diz a economista que diz odiar a política partidária, tendo ambos os filhos, Miguel e Paulo Portas, sido políticos. “A corrupção de que tanto se fala também é um produto consequente da forma como nós vivemos”, remata. O que gostava Helena Sacadura Cabral de ver no país? “Um grupo de pessoas que se reunissem à volta de uma mesa, independentemente do que pensassem". Uma conversa sobre felicidade - “tem de se ter predisposição” -, sobre trabalhar para o que se quer e sobre liberdade de pensamento – ou como diz a Helena, “tenho muita pena, mas eu quero ser eu”.
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Viajar devagar e simplificar, com Diogo Tavares
Viagens a glaciares? Andar de burrito? Encontros imediatos com lobos? E tudo devagar. Esta semana no podcast Sentido da Vida, viagens sustentáveis de aventura e natureza com Diogo Tavares, para libertar o selvagem que há em si... sem ser no escritório. “O que pode fazer muito bem ao ser humano é ir com frequência visitar a natureza, porque recentra-nos no sítio onde devemos estar. Nós temos muito o pensamento que controlamos tudo, está tudo supercontrolado neste estúdio, nesta cidade, está tudo humanizado... se quisermos sentir a terra, vai dar-nos um trabalhão. Na natureza não controlamos nada, ela é que nos tolera”, diz o líder de viagens. Sempre que não anda pelos Himalaias, Patagónia ou Islândia - para não falar do planalto mirandês ou dos trilhos da transumância no Soajo, no Minho –, Diogo vive numa auto-caravana entre Lisboa e Porto. “A nossa sociedade está muito montada para acumular, para tu teres mais, e isso só nos tira os movimentos, tira-nos a possibilidade de nos podermos mexer”. Esta semana, viaje na imaginação - a pé, de bicicleta, a burricar ou só nos headphones - com Diogo Tavares.
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Superar traumas, com Melanie Tavares
“Devemos chorar, as pessoas têm muito medo de estar tristes e de chorar, mas estar triste é adaptativo”.Melanie Tavares é psicóloga e acaba de lançar o livro “De Tanto Sofrer, Esqueci-me de Viver - Não deixe que os traumas e as feridas emocionais condicionem a sua vida”. Ela sabe do que fala - aos 10 anos, Melanie Tavares presenciou a morte súbita de uma amiga, um evento traumático que moldou a sua vida e as suas escolhas e que fez com que, anos mais tarde, se dedicasse à Psicologia.Na sua vida, têm sido muitos os desafios, incluindo um filho já adulto com síndrome do X-frágil: “Não partilho nada da ideia de que sou uma abençoada porque o meu filho tem uma deficiência, porque isso implica que ele esteja numa condição desfavorável para eu ser abençoada. Nós não somos abençoados porque alguma coisa nos corre mal. Agora, que eu acho que o Martim teve sorte na família em que calhou, e eu tive uma sorte tremenda de ter o Martim em vez de outro menino qualquer que eu não conheço, isso não tenho dúvida nenhuma”, diz a psicóloga.“O sentido da vida é vivê-la, mais à esquerda ou mais à direita, com mais apertões, com mais largueza, com mais inspira respira não pira, com mais afetos, mas é esta construção também das coisas más que nos acrescentam: aprendizagem, vivências, calo. Nós quando temos um calo já não dói”.
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Pensamento Crítico das Crianças, com Joana Rita Sousa
"Às vezes os adultos deviam sentar-se com as crianças e dizer assim ‘eu não sei’". Joana Rita Sousa, filósofa e perguntóloga, é fundadora da filocriatividade, dinamiza oficinas de Filosofia para e com crianças e jovens e, no seu dia-a-dia, percorre o país a convidar os mais novos a desenvolver o pensamento crítico. "Até para fazermos perguntas às inteligências artificiais, temos de saber fazer perguntas, temos de saber contextualizar a pergunta, portanto há um exercício de pensamento do qual não nos podemos demitir a não ser que queiramos ser só papagaios, só a repetir coisas", explica Joana nesta conversa que passou pelos medos de parentalidade perfeita, pelos desafios da educação, e de como uma cabeça em cima dos ombros não é sinónimo de saber pensar.
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A vida é mais bonita do que os problemas, com Alexandre Couto
Começou a nadar por recomendação médica, ainda em criança, após ser diagnosticado com um síndrome raro que lhe dava uma esperança de vida de 20 anos. Aos 23 anos e cheio de energia, Alexandre Couto estuda engenharia aeroespacial no Técnico e já foi seis vezes campeão nacional de natação adaptada. “Acho que vem muito dos meus pais, porque ensinaram-me que eu sou completamente normal e acho que é essa a mensagem: é quererem viver o máximo que puderem. A vida é mais bonita do que os problemas todos que possamos ter”, diz o nadador tirsense no podcast Sentido da Vida. “Acho que é muto mais giro aproveitarmos a vida no limite do que estar a viver por viver, a passar os dias por passar”.
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Dores de crescimento, com Rita Redshoes
Rita Redshoes é cantora e compositora, mas é também escritora, com cinco livros publicados.“Crescer À Sombra” é o primeiro romance da autora, uma homenagem à infância e às dores de crescimento, que se podem transformar durante a vida: “Há muitos artistas tímidos e eu desconfio que seja assim uma espécie de vingança, do género: eu era assim o patinho feio da escola, não conseguia socializar, estava sempre ao canto na escola e um dia vou dar a volta a isto!”, recorda Rita sobre a sua própria vida.Quando era pequena, muitas vezes chegava a casa e tinha ídolos da bola a jantar com o pai, antigo jogador de Sporting, Belenenses ou Estoril, com muitos anos como treinador em Alvalade e também no Alverca. Fez o curso profissional de música, mas tem também uma licenciatura em psicologia e revelou que vai fazer, finalmente, o estágio final para poder dar consultas também.“Eu não dou por garantido: ‘ok, agora tenho uma carreira’. É um país muito pequeno e por isso, do ponto de vista do artista que vive só da sua arte, nenhuma carreira está sempre em alta”, explica a convidada desta semana no Sentido da Vida.
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Resistir à guerra, com Iryna Shev
Emigrou ao contrário, porque o país em que nasceu está em guerra. Iryna Shev nasceu em Kiev, veio viver para Portugal com dez anos e mudou-se de volta para a Ucrânia quando sentiu que era injusto assistir de longe à invasão. Como correspondente da SIC, tem testemunhado muitas atrocidades nestes três anos de guerra. “Eu nos períodos de maior trabalho, para conseguir ter alguma sanidade mental e conseguir ter algumas horas de sono, desligo o meu alarme das sirenes. Ou seja, eu às vezes nem dou conta que bombardearam aqui ao pé porque estou a dormir ferrada, porque estou tão cansada de estar a trabalhar e disto tudo que eu desligo completamente. E depois ralho mentalmente comigo: ‘tu não podes desligar esta porcaria, isto é literalmente aquilo que te pode salvar a vida””, conta Iryna no podcast Sentido da Vida. A jornalista e autora do podcast “Manual de Sobrevivência” traça um mapa das relações historicamente conturbadas entre Ucrânia e Rússia, explica como o sentido de humor ajuda a lidar com uma guerra, e também como se sente, literalmente, numa roleta russa: “Antigamente os meus amigos diziam-me ‘mantém-te segura’ e eu no início respondia 'sim, obrigada, eu mantenho-me'. Mas depois passei a responder ‘olha, deseja-me sorte, isto é tudo uma questão de sorte’”. Numa altura em que a UE recomenda que cada família europeia tenha um kit de emergência com alimentos, medicamentos, água e rádio a pilhas, Iryna Shev conta-nos como a Ucrânia tem resistido e revitalizado a identidade do seu país - e também todo o sofrimento e resiliência que isso implica.
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A arte de recuperar tradições, com as marionetas de Rui Sousa
"Quando me dizem ‘estou a chorar de felicidade’, isso é uma coisa incrível... Tu recebes pelo espetáculo, mas aquele tipo de resposta bate qualquer cachê”. Rui Sousa é marionetista profissional desde 2000 e recuperador das tradicionais artes das marionetas de fios e Teatro Dom Roberto, elevado a Património Imaterial Cultural Nacional desde 2021. Já passou por teatros, agrupamentos escolares, festivais em Portugal mas também em Espanha, Bélgica, Tunísia, Brasil ou Macau, tem muitos prémios no currículo, e tem acima de tudo a certeza de que “a arte é um bom elixir para a vida”. Chegar ao outro através da arte, esta semana no Sentido da Vida.
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Pequenas Gentilezas, com Cláudia Monteiro
Esta semana celebra-se o Dia Mundial da Poesia e esse é só um dos pretextos para conversar com a Cláudia Monteiro. Consultora de comunicação, produtora de festivais, poeta e, sobretudo, pessoa que conecta pessoas, quer através de projetos como Poesia no Mercado, onde escreve poemas a pedido numa banquinha em espaços públicos, quer através do Street Wisdom, uma caminhada criativa gratuita que ajuda quem quiser a encontrar o seu caminho através das reviravoltas da vida. A importância de superar medos, as viagens de aventura a locais remotos (como a última que fez à Patagónia, com quatro dias em autonomia completa, a dormir à beira de glaciares), e um dos seus poemas preferidos, da autoria de Danusha Laméris, intitulado “Pequenas Gentilezas”. É este o sentido da vida.
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Acolher e recomeçar, com André Costa Jorge (JRS)
“Hoje há uma perceção, um sentimento cultivado por algumas correntes políticas, de que o outro é uma ameaça e não um desafio”.André Costa Jorge é o diretor-geral do Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS-Portugal) e também um dos responsáveis pela Plataforma de Apoio aos Refugiados. Numa altura em que migrantes económicos e refugiados voltam a estar na ordem do dia, falamos sobre formas de ajudar a sermos uma sociedade inclusiva, com capacidade e estruturas de acolhimento adequadas.
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Olhar para o céu, com Hugo Messias
Hugo Messias é astrofísico e trabalha no maior observatório do mundo, o ALMA, no Chile. Foi um dos cientistas envolvidos no projeto que captou a primeira fotografia de sempre a um buraco negro e falou connosco, a partir das Canárias, sobre as dificuldades de ser investigador - há doutorados em astrofísica que desistem e vão trabalhar para bancos! - e dos mistérios que o universo reserva para todos nós.
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Síndrome de Impostor, com Filipa Jardim da Silva
Já ouviu falar em síndrome de impostor? Esta semana no Sentido da Vida, a psicóloga clínica Filipa Jardim da Silva ensina-o a parar de se sentir uma fraude.
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Não complique, com Diogo Guerreiro
Segundo a Organização Mundial da Saúde, e sem querer agoirar, 1 em cada 4 adultos poderá sofrer de uma perturbação psiquiátrica em algum momento da vida. O psiquiatra Diogo Guerreiro tem como objetivo ajudá-lo a não ser uma dessas pessoas - não só com esta conversa no Sentido da Vida, mas também com o livro “Não Complique - E Outros 17 Bons Hábitos de Saúde Mental”. Hábitos que não são infalíveis mas que podem ajudá-lo a ter um dia-a-dia mais tranquilo e realizado.“Sim, a vida está sempre a dar-nos as voltas, nós nunca sabemos tudo de antemão e é totalmente irrealista pensar que isso pode ser assim. Um pouco de humildade também é importante - ok, eu não sei tudo, não preciso de saber tudo”, explica o psiquiatra Diogo Guerreiro. “Também posso pedir ajuda se for preciso, e não precisa de ser ajuda profissional, pode ser aos amigos”. Junte-se ao podcast amigo que quer fazer de si uma pessoa que sim senhor.
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O altruísmo não existe, mas ajuda, com Raul Manarte
Raul Manarte é um psicólogo, músico, fotógrafo e ativista humanitário com muita experiência em cenários de crise e catástrofe. Em dezembro, regressou de seis semanas na Faixa de Gaza e em março vai regressar, se o cessar-fogo se mantiver. Mas se os palestinianos só vão voltar para escombros, o que é que imaginam como futuro, sobretudo perante ameaças de uma nova ‘riviera’?: “As pessoas vão reconstruir. Há duas coisas que parecem antagónicas: o cenário é horroroso, o pior que qualquer ser humano alguma vez passou - e não é só horrível, é injusto - mas por outro lado há uma resiliência incrível. Há muito desespero e por outro lado há muita ajuda, há muito medo e há muita coragem, há muita gente a congelar e há muita gente a levantar-se do chão depois de perder tudo e ajudar outra pessoa”. Uma conversa dura mas que também deixa pistas para qualquer pessoa que queira ajudar a minimizar o sofrimento de alguém, independentemente de nacionalidades, etnias ou religiões.
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Bons relacionamentos, com Maria Gorjão Henriques
Já ouviu falar em constelações sistémicas ou familiares? É um método desenvolvido pelo psicoterapeuta alemão Bert Hellinger que estuda e tenta dissolver as emoções que acumulamos das nossas famílias e que podem ser amarras invisíveis para uma vida mais fluida e feliz. Importante, porém, que isso não seja um fator de desresponsabilização das nossas próprias vidas. Hoje, falamos de constelações familiares também aplicadas ao amor com a Maria Gorjão Henriques, que nos vai explicar tudo sobre "Relacionamentos Amorosos - O Espelho das Histórias e dos Traumas Familiares": "Há amor incondicional de pais para filhos e de filhos para pais. Então quando eu vou para um relacionamento à espera de amor incondicional, eu sou uma filha a projetar o meu relacionamento como um pai ou como uma mãe, ou sou um pai e uma mãe a projetar que o meu relacionamento é um filho ou uma filha", explica Maria Gorjão Henriques.
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Tratar da saúde, com Manuel Pinto Coelho
Novo ano, novo Sentido da Vida. Mas este podcast é mais do que sobre o sentido da vida - é também sobre aprendermos como viver uma vida mais saudável. Já que estamos em pleno Inverno e precisamos de reforçar o sistema imunitário, vamos hoje conversar com um médico que nos dá uma perspetiva mais filosófica sobre a medicina e sobre tratarmos de nós.O médico Manuel Pinto Coelho acaba de lançar o seu primeiro livro dirigido a crianças dos 8 aos 15 anos, "Eu Escolho Crescer com Saúde!", com prefácio de Cristiano Ronaldo e da ginasta Filipa Martins, com muitas dicas sobre como crescermos fortes, saudáveis e felizes. Vai descobrir o que é que inflama o seu corpo, porque é que a inflamação é a principal causa de doenças e vai começar a fazer melhores escolhas para a sua vida depois desta conversa. Esperamos!
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Celebrar Caminhos, com Marcos Moreira e Sandra Rebelo
Edição natalícia do Sentido da Vida com dois convidados que marcaram este podcast no último ano: o Marcos Moreira, que levou sete ouvintes do podcast num Caminho de Santiago em maio; e a Sandra Rebelo, que pediu em casamento o seu Eduardo em direto neste podcast há precisamente um ano e que nos conta os preparativos para o casamento. Porque Natal também é partilhar alegrias com amigos e ouvintes. Boas festas!
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A Beleza das Pequenas Coisas, com Bernardo Mendonça
Há quase uma década que Bernardo Mendonça conversa “com gente inteira lá dentro” no podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, agora transformado num livro “calhamaço” com cinquenta entrevistas.“Vozes como André Tecedeiro, Hilda de Paulo, Gaya de Medeiros, Cláudia Lucas Chéu, Isabél Zuaa, que trazem outros olhares, vulnerabilidades e pensamentos, e que entram em diálogo com Tolentino Mendonça, Eduardo Lourenço, Lídia Jorge… e estas cinquenta vozes, de várias origens e identidades, têm todas elas em comum a humanidade”, explica o jornalista que começou no teatro, passou pela agência Lusa e está no jornal Expresso há mais de vinte anos. Uma conversa sobre forças e vulnerabilidades, sobre o significado da palavra woke e também sobre a difícil gestão de tempo quando o trabalho parece engolir-nos: “E depois não vivemos, não estamos com os nossos amigos, não descansamos, não estamos com os nossos filhos, com os nossos pais… Isto comove-me. Andamos todos a falhar nisto, não é?” A verdade também comove Bernardo Mendonça: “A verdade que não é para ferir nem arma de arremesso comove-me. Seres sincero desarruma-me no melhor dos sentidos”. E quais serão as pequenas coisas que dão sentido à vida do Bernardo? É ouvir este podcast.
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Mulheres que podem ser tudo, com Mónica Menezes
“Isso Não é Para Meninas” é o título (provocatório) do novo livro de Mónica Menezes, sobre 40 mulheres portuguesas que ousaram ir aonde lhes disseram que não podiam. Umas quebraram barreiras, outras são profissionais de sucesso, outras lutam por um mundo melhor. Todas, de alguma forma, contribuem para que as mulheres tenham as mesmas oportunidades que os homens.“Queres ser rapper? Podes ser. Queres ir para a política? Podes ir. Queres ser mineira? Podes ser. Queres ser bombeira? Podemos tudo, tenhamos a idade que tivermos, e podemos tudo, sejamos homens ou mulheres”, diz a escritora que também dá workshops de escrita criativa e mentorias para ajudar a encontrar a sua própria voz. E sim, também podemos ser escritores ou escritoras.
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O Poder da Vulnerabilidade
Esta semana, a Ana Delgado Martins ficou sem convidado e pelo caminho torceu o pé. Foi o mote perfeito para uma edição do Sentido da Vida dedicada à vulnerabilidade, desta vez sem entrevistas, mas com a tradução de uma das cinco palestras mais ouvidas de sempre em TED.com da autoria da investigadora Brené Brown, chamada “O poder da vulnerabilidade”. É preciso coragem para conhecer a sua.
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A alegria, com Luiza Teixeira de Freitas e os Doutores Palhaços
“Quando estamos muito tristes, muito mal ou chateados com o outro, experimentem fazer este exercício: começar a rir. Forçamos, forçamos, às tantas está toda a gente a rir às gargalhadas daquela forma que dói a barriga e não dá para parar de rir. Rir é mesmo o melhor remédio”. A recomendação é da Luíza Teixeira de Freitas, curadora de arte e também Presidente da Operação Nariz Vermeho, fundada pela sua mãe palhaça. No seu escritório, a Luiza tem uma frase de Almada Negreiros: “A alegria é a coisa mais séria do mundo”. E é exatamente sob esse mote que os Doutores Palhaço trabalham em 22 hospitais do país: “O médico cuida e trata da doença, os doutores palhaços estão lá para cuidarem do lado saudável da criança, e também dos médicos e dos enfermeiros, para trazer esse lado saudável à tona”. Até 31 de dezembro, está a decorrer uma campanha de donativos para a Operação Nariz Vermelho chamada acamisolamaisvaliosadomundo.pt . É uma camisola da seleção assinada por todos os jogadores que o João, antes de partir aos 16 anos, fez questão de oferecer aos Doutores Palhaço que o acompanharam ao longo da sua vida. Se contribuir, ajuda a que mais crianças tenham uma estadia no hospital mais leve e, sobretudo, mais alegre. E a dar um bocadinho mais de sentido à vida.
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O valor do dinheiro, com Doutor Finanças
Esta semana, aprendemos a poupar, a investir e a dar novo valor ao dinheiro no Sentido da Vida com Sérgio Cardoso e Sara Cardoso, a dupla responsável pelo último livro do Doutor Finanças. "Como a felicidade é um conceito subjetivo, nós gostamos de medir e comparar e utilizamos o dinheiro como proxy para medir a felicidade - quanto mais dinheiro tiver, mais feliz eu sou, quanto menos dinheiro tiver, menos bem sucedido eu sou. E como a maior parte das pessoas não tem assim tanto dinheiro como gostaria, às tantas assume que não é assim tão bem sucedida e não gosta de falar sobre dinheiro", diz Sérgio Cardoso, um dos Doutor Finanças. Mas está na hora de falarmos abertamente sobre dinheiro como um passaporte para a liberdade: as previsões atuais indicam que quem se reformar daqui a vinte anos, vai receber cerca de metade do seu último rendimento. De um dia para o outro, um salário líquido de 1800 euros transforma-se em 900; um ordenado de 1300 euros passa a 600 euros. O novo livro da chancela Doutor Finanças, "Como Fazer Crescer O Seu Dinheiro Sem Esforço", explica que fazer investimentos não é coisa de ricos e que, se não investirmos, as nossas poupanças perdem capacidade a cada ano que passa devido à inflação."Muitas das vezes, aquilo que ganho é para gastar, para comprar e para mostrar que tenho, e se formos ver as pessoas que vivem uma vida mais tranquila (não as que vêm de famílias abastadas, mas o comum dos mortais) normalmente não têm muito para mostrar e, na verdade, financeiramente são muito mais tranquilas. Apesar de não terem grandes carros nem grandes casas, a conta permite-lhes fazer toda uma série de coisas", frisa Sara Cardoso. Vamos dar um sentido ao dinheiro no Sentido da Vida.
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Olhar o Mundo com o coração, com Gustavo Carona
“Eu nunca chorei tantas vezes como médico e como pessoa como quando estive em missão - mas nunca me senti tão realizado, tão feliz, tão em contacto com a melhor versão de mim próprio, e tão satisfeito por estar vivo e por ter tido o privilégio de estudar medicina do que como em missão. Eu sou genuinamente feliz quando estou em missão, não é um esforço, não é altruísmo naquela interpretação de santificação, é mesmo uma forma de ser feliz”, conta Gustavo Carona nesta belíssima conversa no podcast Sentido da Vida.“Olhem para o Mundo com o Coração” é o último livro do médico anestesista e intensivista, que relata algumas das missões humanitárias onde trabalhou, fruto de dez guerras hediondas espalhadas pelo globo.“Achamos que as grandes desgraças do momento são a Ucrânia e Gaza e eu posso-te dizer dez países onde têm catástrofes humanitárias bem maiores e que nós sabemos nada - muitas delas são tão crónicas que deixam de ser notícia e, como tal, a nossa empatia não chega e por isso a ajuda também não”, sublinha Gustavo.Uma doença incapacitante afastou-o da profissão nos últimos três anos, o que tem sido ainda mais difícil para Gustavo - e não apenas pelas dores atrozes que o atiraram para uma cama, levando-o a pensar no pior, mas também pela impotência que sente: “Se estivesse bom, oferecia os meus serviços à Cruz Vermelha ou Médicos sem Fronteiras para ir para Gaza. Se calhar até me mandavam para a República Centro Africana, mas eu só queria era oferecer o meu trabalho. Eu estou melhor quando estou mais perto da solução do que quando sofro ao longe e sinto que não posso fazer nada a não ser partilhar algumas palavras”.Uma conversa emotiva, dura e bela na mesma proporção.
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Vida a dois, com Catarina Lucas
Tem curiosidade em saber o que é a terapia de casal? “Há coisas que nós guardamos anos porque achamos que não devemos dizer, porque achamos que vai magoar o outro, e às vezes só quando há um momento de crise é que há uma oportunidade para tudo ser colocado em cima da mesa, por muito que doa". Catarina Lucas é uma terapeuta de casal e psicóloga especialista em sexologia que acaba de lançar o livro “Vida a Dois – Como criar e manter uma relação saudável e feliz” - no fundo, o santo graal da humanidade. Da rotina ao acumular de mágoas, do divórcio ao recomeço, a psicóloga sublinha que não há relações perfeitas e que muitas vezes somos exigentes porque queremos tudo numa relação e numa só pessoa. “Um casal está sempre a travar uma batalha, são os jogos de poder. Por isso é que as relações são cansativas, porque nós estamos sempre a batalhar, mais que não seja para ter razão”, explica Catarina Lucas. Uma conversa para ouvir com um bloco de notas ao lado, sobretudo se estiver numa relação.
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Celebrar a diferença, com Filipa Pinto Coelho
A missão de vida de Filipa Pinto Coelho é ajudar crianças e jovens com dificuldades intelectuais e de desenvolvimento a terem formação e a arranjarem emprego. E tudo começou quando a sua própria vida apresentou um desafio: “Ficar à espera de bebé e descobrir às 15 semanas de gravidez que este bebé ia ser diferente... Na altura eu dizia que ia ser diferente, hoje em dia já falo como qualquer mãe fala de filhos que têm alguma diferença”. O filho da Filipa chama-se Manuel e tem trissomia 21. Esta semana, o Sentido da Vida recebe a presidente da Direção da Associação VilacomVida, que também trouxe de Paris o projeto inclusivo Café Joyeux, já com 4 cafés abertos na zona de Lisboa. O habitual Concerto Solidário de Natal do Café Joyeux está marcado para Dezembro no Casino Estoril com o apoio da Rádio Comercial.
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Gerir as Emoções, com Cristiana Castrucci
Alguma vez sentiu que as suas emoções estavam a sabotá-lo? Já aprendeu a geri-las? Em pleno Outubro Rosa, mês de prevenção do cancro da mama, Cristiana Castrucci conta-nos como desenvolveu a sua própria metodologia de trabalho com as emoções depois de ter superado dois cancros. “São dez mil pensamentos que vêm à nossa cabeça por dia. Quantos pensamentos são negativos, como por exemplo: ‘isso não vai dar certo’? Tem de se dizer logo ‘lógico que vai dar certo, porque é que não vai dar certo?’”, diz a autora do livro “Arquitetura Emocional”.E, boas notícias: esta entrevista inclui mais uma resposta absoluta ao que é o sentido da vida.
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Escolher as Dificuldades, com o Padre Carlos Azevedo
Finalmente, uma resposta absoluta: “O sentido da vida” é dar”, afirma o padre Carlos Azevedo. “Depois de descobrir que a vida é dar, tenho de descobrir outra coisa: que tipo de dificuldades é que quero enfrentar com a minha escolha. Não pode haver nunca uma coisa que existe hoje infelizmente, que é a ilusão de que se encontrará uma vida sem obstáculos e sem dificuldades em função de qualquer que seja a nossa opção”. Uma conversa profunda com o capelão no Hospital Pediátrico Rainha D. Estefânia de Lisboa, formado na área da Teologia, Terapia Familiar e Gestão de Organizações Sociais, entre muitos outros movimentos e associações de cariz social e religioso, que também já foi pároco e assistente espiritual na Comunidade Vida e Paz, é autor de vários livros religiosos e que... também faz rádio.
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A Apologia do Silêncio, com Diana Costa Gomes
Até que ponto é que as pessoas suportam o silêncio? Ou estarem sem nada para fazer?Diana Costa Gomes é psicóloga clínica e acaba de lançar o livro “Fala-me do Que Sentes”, uma porta de entrada para o intimismo de um consultório onde conhecemos histórias de ansiedade, depressão, trauma, luto e burnout, com algumas pistas para as nossas próprias vidas: “Será que estamos mesmo deprimidos ou será que estamos tristes? E até que ponto não é importante estarmos lá nessa tristeza?”, questiona a terapeuta. Há ainda uma outra história neste livro: a da própria Diana, também ela com as suas fragilidades, angústias e contradições. E se falássemos sobre o que sentimos? Sem medos nem julgamentos.
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Amor Radical, com Julio Hey (e Satish Kumar)
“O futuro pertence aos idealistas. Com os realistas já percebemos que não vamos lá”, diz o ativista indiano pela paz Satish Kumar no documentário sobre a sua vida, “Amor Radical”. O realizador brasileiro Julio Hey passou em Portugal para mostrar o documentário que tem percorrido festivais de cinema pelo mundo e que conta a história de um ex-monge jainista, hoje com 88 anos, que se tornou conhecido depois de ter caminhado 13 mil kms pela paz. O filme desconstrói a lógica nociva por detrás do método cartesiano de categorizar a existência, fortemente apoiado nas ideias de controle, separação e competição. Um documentário sobre como podemos agir a partir da paz - e uma conversa igualmente inspiradora com o seu autor.
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Beleza e Propósito no mundo, com Martim Sousa Tavares
Uma tarde a encontrar sentidos para o Sentido da Vida ao vivo no Festival F, nos Claustros da Sé de Faro, com o maestro Martim Sousa Tavares. Ele não é só um jovem maestro - é um puro-sangue nas palavras e acaba de lançar o seu primeiro livro "Tocar Piano e Falar Francês". Estudou direção de orquestra em Milão e Chicago, trabalhou com orquestras de sete países, até que há uns anos fundou a Orquestra Sem Fronteiras em Idanha-a-Nova: "Tomei a decisão de vir dos Estados Unidos, largar aquele meio extremamente competitivo onde estava a entrar numa zona muito de elite, para vir fazer concertos nas aldeias - e isso enche-me de satisfação, porque sinto um grande propósito nisso". É atualmente maestro titular na Orquestra do Algarve e prova como se pode ser erudito, desempoeirado e boa gente ao mesmo tempo. É autor de programas de rádio e podcasts, dá palestras, é um mediador da beleza no mundo e está habituado a refletir sobre isto do sucesso e da realização: "Nos momentos da minha vida em que mais me senti realizado e em que devia parar tudo e saborear o momento, na verdade nesses momentos a pessoa já está sempre a pensar noutra. Parece que a satisfação verdadeira nunca chega e às tantas, de conquista em conquista estamos sempre insatisfeitos - se calhar o problema não é que ainda não conquistámos o que realmente queremos, mas é porque não estamos a dar valor às conquistas e tornou-se uma abstração na nossa vida". Hoje, como é que podemos levar uma vida que sim senhor com Martim Sousa Tavares.
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O Tédio Vs. O Imediato
David Elrich é um jovem professor de filosofia com muitas dicas para encontrar o Sentido da Vida antes de ir de férias e tropeçar no seu propósito numa praia ou no campo. O David integra o grupo de reflexão «O Futuro Já Começou» junto do Presidente da República, e acaba de lançar um livro com o sugestivo título “A Bebedeira de Kant” com 50 episódios curiosos da história da Filosofia. Segundo Elrich, o tédio e não fazer nada é um dos caminhos para encontrar o seu caminho: “Nada é mais demodé do que uma psicanálise de longo prazo e nada está mais na moda do que ‘cura-te em 10 passos, sê rico para a semana, magro daqui a um mês e feliz daqui a um trimestre', por isso há uma espécie de culto do imediato que, a meu ver, não é amigo do Sentido da Vida”. Boas férias e bons nadas!
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Basta de auto-crítica, com Sophie Seromenho
Quais as consequências da autocrítica? Se for funcional, ajuda a melhorar a vida. Mas o que acontece se experiências adversas na infância ou traumas geracionais tornarem a autocrítica patológica, na raíz de problemas como a ansiedade, depressão ou perturbações alimentares? A psicóloga Sophie Seromenho acaba de lançar o livro “Basta de Auto-Crítica - Um guia poderoso para acalmares o teu crítico interior, desenvolveres autocompaixão e superares a vergonha”. Porque regular a autocrítica pode ser a solução para encontrar um sentido para a vida.
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Dizer que sim a si mesmo, com Bárbara Guevara
Então e se tivermos só de aprender a estar, sem tentar dar sentido a nada, mas com solução para tudo? É só uma questão de pedir ajuda: "Tudo sem solução, a redenção também é possível e estar bem na vida também é possível - por muito que pareça que estamos no fundo do poço num lugar muito escuro, é possível sair daí". Barbara Guevara é ex-jornalista e ex-colega de rádio e hoje em dia dedica-se a empoderar pessoas a viverem uma vida mais plena e autêntica, recorrendo a práticas como yoga, meditação ou massagem de som, com muitos cursos, mentorias e retiros pelo caminho, mas também usando uma técnica terapêutica que aprendeu com o médico húngaro-canadiano Dr. Gabor Maté chamada Inquéritos Compassivos. Quer aprender a dizer que sim a si mesmo? A perceber a utilidade da raiva? É ouvir.
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Abrandar e respirar, com Jean Pierre de Oliveira
“Quando fazemos bem a nós próprios, também podemos fazer aos outros”, diz Jean Pierre de Oliveira, professor e formador de yoga, fundador da Yoga-Spirit e autor do livro “Slow Living Yoga”. À boleia das aulas de yoga por donativo livre no espaço 8Marvila, em Lisboa, cujas receitas revertem a favor da AMI, Jean Pierre vem falar-nos da necessidade de abrandarmos o ritmo, das técnicas para controlar as flutuações da mente e, sobretudo, de não querermos ser um guru para ninguém. A importância de reconhecermos o véu da ilusão nos nossos dias, do ego bem trabalhado e da equanimidade são outros dos temas falados, com muita leveza e humor, neste episódio do Sentido da Vida. Segue, segue, segue. Estamos quase a levitar num galho.
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Adolescentes - Manual de Instruções, com Eduardo Sá
“O que é preciso para sermos bons pais? Eu costumo dizer fazermos uma asneira de oito em oito horas”, diz Eduardo Sá. “Adolescentes - Manual de Instruções” é o novo livro do psicólogo e psicoterapeuta - livro de cabeceira para muitos pais de adolescentes que sentem, de repente, ter um estranho a viver em casa. Se soubéssemos o que os adolescentes sentem, o que sentiríamos? Sem estigmas ou termos pejorativos, Eduardo Sá recorda porque todos deveríamos ter uma crise de adolescência todos os anos para dar mais sentido à vida.
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Escrever para superar, com Dina Lopes
Em Junho celebra-se o mês de Sensibilização para a Fertilidade e o Sentido da Vida assinala a data falando de um tema difícil. Dina Lopes é professora de português e tentou engravidar durante dez anos. Foi diagnosticada com endometriose e adenomiose e eventualmente deixou de tentar ter um bebé. Escreveu o livro “Mac à Espera do nunca”, onde conta a história de infertilidade vista pelos olhos da sua cadela Mac. Como transformar a dor em amor, hoje no Sentido da Vida.
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'Não Abras Este Livro' com Andy Lee
Andy Lee acha que o sentido da vida é o futebol... e o riso! “Eu quero divertir-me, mais do que ser engraçado”, diz o autor da série de livros infantis “Não Abras Este Livro”, que já vendeu mais de 3 milhões de cópias em todo o mundo e traduzido em 35 línguas. Em Portugal para a Feira do Livro de Lisboa, o comediante, que é uma celebridade na Austrália; que já fez rádio e televisão; e que se tornou autor de livros infantis por acidente (era suposto ser uma cópia única para o sobrinho!) conta que as melhores coisas que lhe aconteceram na vida foram aquelas de que não estava à espera. “Não Abras este livro” já vai com oito livros traduzidos em português e, como diz Andy Lee, “são um ótimo teste de personalidade para as crianças” - mas, sobretudo, um ótimo gerador de gargalhadas!
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Diário de um Caminho de Santiago
Esta semana, o Sentido da Vida foi até Santiago de Compostela! Um grupo de ouvintes aceitou o desafio lançado em janeiro na entrevista com o Marcos Moreira, que já percorreu os diferentes caminhos mais de vinte vezes e que, na altura, brincou: “vão vir charters de ouvintes”. E vieram! Ouvintes do Porto, de Évora, de Beja e de Lisboa, que se juntaram ao Marcos no Caminho Português da Costa e chegaram a Santiago de Compostela, sãos e salvos e de coração cheio, no dia 24 de maio. Uma viagem cheia de emoções, alegrias, algumas bolhas mas também muitas revelações. Uma espécie de Diário de Bordo de uma viagem de 159 km que demorou 7 dias a pé e que aconteceu graças à força da rádio e à boa onda do guia Marcos e dos queridos ouvintes do Sentido da Vida.
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Desafiar probabilidades com Mafalda Ribeiro
Que sentido faz a vida para alguém que não teria esperança de vida logo à nascença? Foi o que disseram aos pais da Mafalda Ribeiro, que teimosamente recusaram essa ideia e assim nos possibilitaram celebrar os seus 41 anos de vida com este podcast. Uma vida cheia de amigos, de trabalho, de coragem para enfrentar as mais de 100 fraturas nos seus ossos de vidro, uma doença chamada osteogénese imperfeita - condição que não a demoveu de estudar jornalismo, de trabalhar como técnica de comunicação social, de ser consultora de inclusão para a deficiência na Jerónimo Martins, ou de lançar dois livros, o último dos quais “Gotas no Charco”.Detesta a positividade tóxica e o capacitismo. Abraça diariamente a fé e o sentido de humor. Uma conversa cheia de lucidez e esperança de que o sentido da vida seja o encontro com o outro.
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A vida é movimento, com Maria de Vasconcelos
Esta semana no Sentido da Vida, a autora das "Canções da Maria" e médica psiquiatra há 30 anos, Maria de Vasconcelos, deixa alguns conselhos para levar uma vida que sim senhor - porque “muitas vezes estamos bloqueados, como um jipe atascado na areia, mas a vida é movimento”. Descubra porque é que a culpa é inútil, como trabalhar o auto-merecimento e usar o otimismo como uma ferramenta, e também a importância de valorizar mais os amigos e as relações sociais para uma boa saúde física e mental. E se quiser aprender mais sobre o Corpo Humano, também há novo CD das "Canções da Maria" nas lojas.
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Conversas profundas nos corredores da rádio (Parte ll)
O que é um dia bom? O que o faz levantar da cama todas as manhãs? Como dar a volta a um dia mau? A vantagem de trabalhar na rádio é trabalhar com pessoas que gostam de comunicar o que sentem, o que nem sempre é comum - arranjar palavras para o que sentimos. Hoje falamos com duas colegas da m80, a Vanda Miranda e a Sandra Ferreira, com um dos nossos cameraman mais queridos Jorge Jerónimo, com o super sonoplasta Mário Rui, e com as meninas da Comercial, Joana Azevedo e Marta Campos. Conversas profundas nos corredores da rádio com dicas úteis para o dia-a-dia e, sobretudo, com alguma palhaçada à mistura.
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Aprender a Cuidar de Si, com Luísa Santos
Sabe aquelas desculpas que damos para não cuidarmos de nós? A Luísa Santos tem estratégias para contornar as resistências e ajudar a pôr em prática planos de nutrição, exercício físico, higiene de sono e gestão de stress. Como ela diz, “temos todos o mesmo número de horas durante o dia”. Depois de muitos anos na indústria farmacêutica, a Luísa decidiu aventurar-se como coach de saúde e nutrição integrativa e tem dedicado o seu trabalho sobretudo às mulheres na transição para a menopausa - mas mesmo que esteja a léguas dessa fase, ou mesmo que seja homem, pode ir começando hoje a tratar do seu corpo e mente.
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ABOUT THIS SHOW
Vamos partir do pressuposto de que não descobriremos o sentido da vida com este podcast, nem que surgirá uma epifania sobre o futuro da humanidade. Quanto muito, podemos tentar perceber o que é isto de Ser - algo que ressoe do outro lado do microfone. O que dizem os escritos antigos sobre o sentido da vida? E, já agora, o que diz o cidadão comum? Perguntamos a pensadores, mas também a anónimos na paragem do autocarro, o que é para eles o sentido da vida, o que raio andamos cá a fazer e como podemos levar uma vida que sim senhor. Este é um podcast sobre busca e, esperemos, algum encontro. Com Ana Delgado Martins.Um podcast Rádio Comercial.
HOSTED BY
Rádio Comercial | Ana Delgado Martins
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