PODCAST · music
O Sul em Cima - USP
by Jornal da USP
O programa idealizado e dirigido por Kleiton Ramil, da dupla Kleiton e Kledir, apresenta as criações artísticas do sul do país por meio de músicas, textos, entrevistas e outros elementos que formam um caldeirão criativo. A seleção de repertório é eclética, passando por vários estilos, tendências e épocas da música popular e instrumental indicando uma região de cultura multifacetada mas com elementos comuns, onde são encontradas influências da cultura portuguesa, afro, espanhola, italiana, alemã, entre outras. Atualmente o programa abre espaço também para artistas de outras regiões do Brasil, ampliando a área de abrangência e a conexão entre as diferentes regiões e culturas.
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O Sul em Cima: Alexandre Fritzen da Rocha e Renato Braz são destaques do programa
O compositor multi-premiado Alexandre Fritzen da Rocha apresenta ao público seu novo trabalho, Rastro, quarto álbum solo de sua carreira. A obra nasce como trilha sonora original do espetáculo de dança homônimo, desenvolvido pelas bailarinas Andressa Formolo, Mélany Marsiglio e Milena Baldissarelli. O espetáculo e o álbum abordam, com sensibilidade e profundidade, a complexidade dos transtornos mentais, da psiquiatria e da psicologia. A música traduz em sons as fragilidades e resistências humanas, inspiradas nas vivências pessoais das criadoras intérpretes, transformando experiências íntimas em arte universal. Rastro explora a música eletroacústica, misturando elementos de neoclassical new-age com instrumentos eletrônicos, orquestrais e objetos sonoros. Mais do que um álbum, Rastro é um convite à escuta sensível das marcas que a mente e o corpo carregam. A obra busca estimular debates sobre saúde mental e reforça o papel da arte como espaço de acolhimento, reflexão e transformação. O cantor, violonista e percussionista Renato Braz lançou Canário do reino – Uma homenagem a Tim Maia com faixas produzidas por Braz com Mário Gil. O álbum chegou às plataformas no dia 13 de outubro de 2025, aniversário de Renato Braz, intérprete que tem lugar destacado entre os melhores do Brasil em atividade. Além da qualidade do canto de Renato Braz, “Canário do reino” se destaca pela seleção do repertório, capaz de abarcar várias fases da trajetória artística de Tim Maia (1942-1998), de megahits de rádio de sua autoria a sucessos alheios que ajudou a imortalizar. "A Lua e Eu" surge eternizada neste disco: foi a última gravação de Nana Caymmi. Por telefone, a cantora irradiava alegria com o registro feito por Renato, Mário Gil e Cristovão Bastos em sua casa, no Rio. Nana nos deixou em 1ª de maio de 2025.
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O Sul em Cima: Paysanos Trio, Sonia Di Morais e Bando Gramelô são as atrações musicais dessa edição especial
O Paysanos combina elementos da música tradicional, folclórica e nativa com sonoridades, linguagens e arranjos contemporâneos. O trio é formado por Luiz Dallastra (acordeon e voz), Matheus Krummenauer (violão sete cordas) e João Bauken (bateria). Desde 2023 eles atuam nessa formação principalmente na cidade de Porto Alegre, onde a banda está sediada. Fazem parte de um movimento crescente do nativismo gaúcho e buscam adicionar à sonoridade do trio, influências do folk mundial, além do jazz, rock e da MPG (Música Popular Gaúcha). Vamos conhecer no programa, músicas do EP Paysanos que o trio lançou em 2025. Cantora, compositora e maestra, Sonia Di Morais celebra um novo momento em sua carreira com o lançamento de seu primeiro EP autoral. Com três canções inéditas de sua autoria e uma emocionante releitura de “Onde Estará o Meu Amor” do compositor Chico César, Sonia imprime sua assinatura vocal e poética em um trabalho que transita entre a MPB, a canção brasileira contemporânea e toques sutis de jazz e música regional. Com uma carreira marcada por sua atuação como regente, educadora e intérprete, Sonia Di Morais apresenta neste EP uma faceta mais íntima e autoral. Suas canções falam de amor, tempo, memória e identidade com lirismo e profundidade, tudo isso envolvido por uma sonoridade refinada e envolvente. O Bando Gramelô é formado pelos experientes músicos e compositores gaúchos: Leandro Maia, Cardo Peixoto, Kako Xavier e Sulimar Rass. Artistas de carreiras distintas, bem sucedidas que neste projeto vão na contramão do individualismo. Com o propósito de criar canções com pitadas de bom humor e irreverência, o bando surge como um alento no cenário musical. Em agosto de 2025, o Bando Gramelô lançou a música/videoclipe Mejuja (Joga na Panela e Mexe) que escutaremos nessa edição de O Sul em Cima.
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O Sul em Cima: Especial com Vânia Bastos e Dudu Godoi
Vânia Bastos lançou no final de 2025, o EP "Elas" com duas músicas inéditas e outra já gravada por sua filha Rita Bastos. Os arranjos, os violões e toda a parte sonora são de Ronaldo Rayol, que já tem uma parceria com Vânia há muitos anos. Vânia Bastos é um dos expoentes da chamada “Vanguarda Paulista” e foi solista da Banda Sabor de Veneno, de Arrigo Barnabé nos discos Clara Crocodilo e Tubarões Voadores, antes de iniciar a carreira solo em 1986. Tem doze CDs gravados, alguns dedicados a compositores como Tom Jobim, Caetano Veloso, Eduardo Gudin, além de Edu Lobo, Clube da Esquina e Pixinguinha. De Vânia Bastos vamos ouvir as músicas: Pode Ser, Essa Manhã e Ando Tão Frágil do EP Elas e outras músicas lançadas em seus discos. O compositor, cantor, flautista e violonista Dudu Godói é natural de Santa Catarina. Cresceu na cidade do Rio de Janeiro. Dudu iniciou seus estudos musicais aos oito anos no Conservatório de Música da Ilha do Governador, onde teve os primeiros contatos com a teoria e a diversidade musical. Como flautista, integrou diversos grupos como Gafieira de Minuta, Forró d’Uma Figa e Roda de Bamba, entre outros, e acompanhou nomes como: Wilson das Neves, Elza Soares e Jorge Aragão, em teatros, bares e festivais pelo país, experimentando diferentes gêneros musicais. De Dudu Godoi, vamos conhecer músicas de seu repertório: Brisa do Mar de Lars Hokerberg, Filha de Donnana, Eu Agradeço, entre outros.
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O Sul em Cima: Programa destaca o Grupo Três Marias e o cantor e educador musical Marcelo Amaro
Nascido em Brasília, mas radicado em Porto Alegre, o grupo de percussão Três Marias celebrou seus 10 anos de trajetória na música popular com o lançamento do álbum Não se Cala em 2023, o primeiro disco do conjunto formado pelas musicistas Dessa Ferreira, Gutcha Ramil, Pâmela Amaro,Tamiris Duarte e Thayan Martins — que são cinco, apesar do nome. Gutcha Ramil é uma das fundadoras das Três Marias ao lado de Dessa Ferreira e Kika Brandão, que deixou a banda quando as companheiras se mudaram de Brasília para Porto Alegre, mas segue contribuindo esporadicamente com o grupo. A entrada de Pâmela Amaro, Tamiris Duarte e Thayan Martins ocorreu já na capital gaúcha, em meados de 2015. Assim, as Marias viraram cinco. Nunca foi um problema, já que o nome do grupo remete ao conjunto de estrelas homônimas, conforme explica Gutcha. O CD Não Se Cala reúne composições inéditas de integrantes do grupo e parcerias com o Mestre Tião Carvalho (MA/SP), Mamau de Castro (RS) e Adiel Luna (PE), além de composições da Mestra Martinha do Coco (PE/DF) e do Mestre Paraquedas (RS). Ritmos como forró, bumba meu boi, jongo, coco, ijexá e samba são expressos por meio da percussão, vozes e cordas. As letras abordam temas como ancestralidade, memória, a importância da percussão e dos mestres da cultura popular, feminismo, fé, amor, culto aos orixás e relação com a natureza, entre outros. Celebrando 50 anos de vida e 30 de trajetória musical, Marcelo Amaro lança “Axé do Canjerê”, um álbum que costura ancestralidade,samba e identidade afro-gaúcha. Marcelo Amaro tem se destacado nas rodas de samba e na cena artística carioca há mais de 20 anos, e traz nessa nova obra uma reverência às religiões de matriz africana. Nascido e criado em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, ele apresenta neste disco um pouco da ancestralidade rítmica das suas origens. Marcelo Amaro é sambista, percussionista, cantor, compositor e educador musical com mais de 30 anos de trajetória. Sua relação com a música nasceu ainda na infância, batucando em latas e panelas no quintal de casa. Autodidata em mais de dez instrumentos de percussão, consolidou-se como uma das vozes e mãos mais ativas na difusão do samba e das culturas afro-brasileiras, tanto no Brasil quanto na Europa. É graduado em Música pelo Conservatório Brasileiro de Música (RJ), fundador do Instituto Caminhos Percussivos, e idealizador de projetos como Viva a Percussão, Canjerê do Amaro e Caminhos Percussivos, que conectam a tradição afro-brasileira com a contemporaneidade musical.
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O Sul em Cima: edição destaca músicas do Folclore Gaúcho
O Sul em Cima dessa semana, destaca músicas do Folclore Gaúcho interpretadas por Kleiton & Kledir, Almôndegas, Conjunto Farroupilha, Grupo Caverá, Elis Regina, Paixão Côrtes entre outros. A dupla gaúcha Kleiton & Kledir lançou o álbum Clássicos do Sul em 1999. Esse álbum é considerado uma obra importante na trajetória dos irmãos gaúchos, consolidando sua fusão entre a música regional e a MPB. Uma das mais icônicas músicas do folclore do RS, a canção 'Prenda Minha' foi gravada por artistas de todos os matizes, incluindo a lenda do jazz norte-americano. Miles Davis gravou uma versão de "Prenda Minha", no início dos anos 1960. A faixa foi registrada com o nome de "Song No. 2" no álbum Quiet Nights (1963), com arranjos de Gil Evans, e creditada a ambos, gerando controvérsia por omitir a origem da música popular. O Almôndegas foi uma das bandas pioneiras em criar uma linguagem particular para a música pop gaúcha. Formado em Porto Alegre, o grupo misturava velhas canções do folclore gaúcho, MPB e rock. O Conjunto Farroupilha foi criado em 1948 na Rádio Farroupilha. Inicialmente dedicou-se a interpretar um repertório de canções típicas do Rio Grande do Sul. Em 1952 gravaram o primeiro disco pela Copacabana, que foi o quarto LP a ser prensado no Brasil. Em 1956 o conjunto transferiu-se para São Paulo iniciando uma série de excursões pelo Brasil e exterior. O grupo Caverá foi fundado no meio universitário na década de 1970, dentro do Grupo Folclórico Gaúcho do Projeto Rondon. A banda é composta por Alex Hohenberger, Cezar Mattos, Mauro Harff, Rolf Dreher e Rubim Jacoby. Em 2019, fizeram o show Reencontro onde puderam reviver os grandes momentos da trajetória do grupo. A artista gaúcha Elis Regina é conhecida internacionalmente por sua competência vocal, musicalidade, presença de palco e forte personalidade, foi comparada a cantoras como Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan e Billie Holiday. Paixão Côrtes (1927–2018) foi um folclorista, pesquisador e radialista, fundamental na preservação da cultura gaúcha e na fundação do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). Paixão Côrtes foi o modelo para a estátua do Laçador, ícone de Porto Alegre. Vamos conhecer no programa as músicas Balaio, Gaúcho de Passo Fundo, Felicidade, Carreta de Quitanda, Haragana, Prenda Minha, Song nº 2, Velha Gaita, Me Dá um Mate, Negrinho do Pastoreio, Os Homens de Preto, Boi Barroso, Roda Carreta e Hino ao Rio Grande.
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O Sul em Cima: Programa destaca os trabalhos de Artur Wais e Bemti
Artur Wais é natural de Porto Alegre. Lançou em dezembro de 2025 o lado A do “Se Acostumar”, seu primeiro álbum. Ele (o lado A) se chama “Chegadas” e foi lançado em formato de EP, com sete canções. O EP "Chegadas" é uma coleção de sete canções que funcionam como crônicas de encontros, explorando a euforia e a ironia que fazem parte da construção do amor e da paixão. Artur Wais é cancionista, canta, toca violão e é produtor musical. Atualmente, prepara o lançamento de seu primeiro álbum. O projeto, com produção musical de Marcelo Corsetti, é um álbum conceitual dividido em Lado A: “Chegadas” e Lado B: “Partidas”, explorando as dualidades dos encontros e desencontros do cotidiano. Nascido em Serra da Saudade. no interior de Minas Gerais, o cantor, compositor e instrumentista Bemti usa a Viola Caipira de dez cordas como base da sua sonoridade emocional e cinematográfica que transita por gêneros como indie pop, MPB e folk. Bemti é formado em Audiovisual pela USP e traz as experiências como diretor, roteirista, redator e montador de filmes para seu trabalho na música. O terceiro álbum solo de Bemti, “Adeus Atlântico”, foi lançado em 22 de janeiro de 2026. As travessias geográficas e afetivas que envolvem o trabalho se traduzem em canções que combinam traços da música de raíz mineira, elementos do indie pop e experimentação com estilos musicais como Amapiano (África do Sul) e Ziglibithy (Costa do Marfim). O resultado é uma obra que dialoga com a musicalidade das diferentes margens do Atlântico, sem abandonar a complexidade instrumental e o cuidado artesanal característicos de Bemti.
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O Sul em Cima: Dalmo Medeiros lança o álbum autoral “Estava Escrito nas Estrelas”
Após ter lançado o livro autobiográfico "Estava escrito nas Estrelas", onde Dalmo Medeiros descreve os 81 fenômenos que ocorrem, desde o falecimento de sua mãe Iracema Peixoto em 1985, com a canção Carinhoso de Pixinguinha e João de Barro, Dalmo começou a pensar em aumentar essa produção autoral com um projeto de disco autoral. Em janeiro de 2026, o álbum 'Estava Escrito nas Estrelas' foi lançado pela Mills Records. Produção Musical de Paulo Brandão e Dalmo Medeiros, direção musical de Paulo Brandão, Dalmo Medeiros, Paulo Malaguti Pauleira e Fábio Girão, gravado, mixado e masterizado no Brand Studio. O jornalista e músico carioca Dalmo Medeiros nasceu em novembro de 1951. O pai (Geraldo Medeiros dos Santos) e o tio (Genaldo Medeiros) foram uns dos fundadores da Orquestra Tabajara, a Orquestra mais longeva no mundo e autor da trilha Zé Carioca no frevo, personagem de Walt Disney e autor da música 'O Sanfoneiro só tocava isso', sucesso nas festas juninas e que tem 400 regravações, inclusive fora do Brasil. E sendo sobrinho de Cauby Peixoto, Dalmo Medeiros cresceu num ambiente totalmente musical. Sua mãe Iracema Peixoto de Medeiros foi backing vocal do Dorival Caymmi e de Paulo Tapajós nos áureos tempos da Rádio Nacional. Dalmo Medeiros iniciou sua carreira musical no Rio de Janeiro, no início da década de 70, participando de vários grupos vocais e instrumentais, até que, em 79, foi convidado para cantar no grupo vocal 'Céu da Boca'. Nos anos 90, Dalmo foi para Salvador, onde gravou vocais em mais de 400 discos de artistas baianos. Voltou ao Rio no ano de 2001 e em março de 2004, foi convidado para integrar o grupo MPB4 em substituição ao cantor Ruy Faria. Há 20 anos é a primeira voz do MPB4. Nesse programa, vamos conhecer a trajetória e ouvir músicas de seu novo álbum “Estava Escrito nas Estrelas”.
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O Sul em Cima: Bel Medula e Marcos Delfino fecham o ano com seus novos trabalhos
A cantora, compositora e pianista Bel Medula apresenta Fermentação, álbum construído a partir da predominância do piano e da voz. Marcado pelo caráter experimental de improvisos vocais e pela força da performance ao vivo, as doze faixas de Fermentação propõem uma escuta em que poesia, piano e respiração constroem imagens e atmosferas em tempo real. O disco emerge - através de quatro releituras e oito canções inéditas - da relação com elementos como o silêncio e do registro da essência da criação em seu momento de nascimento. Marcos Delfino é cantor, compositor e intérprete gaúcho. Em 2000 montou sua primeira banda Sigma 7, projeto que ainda permanece ativo. Junto da banda, ele participou de vários festivais promovidos por entidades culturais. 'DELFINO' lançado em 2024, é o nome do primeiro álbum solo de Marcos Delfino. Marcos é conhecido pelos Tributos Cazuza (CAZUZA - O Poeta Vive) e o Secos e Molhados (Secos & Molhados - Especial 50 anos). Com o lançamento do álbum, ele busca uma afirmação no cenário nacional com suas próprias produções. No dia 5 de dezembro de 2025, Marcos Delfino apresentou ao público o single "Certeiro", uma releitura delicada e intensa de uma canção reflexiva e profunda, composta por Duca Leindecker, nome marcante da música gaúcha e membro das bandas Cidadão Quem e Pouca Vogal. No programa, vamos conhecer algumas canções do álbum ‘Fermentação’ de Bel Medula, músicas do 1ª álbum de Marcos Delfino e o single ‘Certeiro’, lançado recentemente.
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O Sul em Cima: Alice Passos e Grupo Sarasvati são a atração musical do programa
Alice Passos é cantora e intérprete, reconhecida por sua voz expressiva e por sua atuação na Música Popular Brasileira (MPB), com um repertório que inclui desde clássicos do gênero até composições contemporâneas. Ela é conhecida por sua habilidade em misturar elementos do samba, bossa nova e MPB, destacando-se também pela qualidade de suas apresentações ao vivo. A cantora Alice Passos tem se destacado como importante intérprete da música popular brasileira. Tem 3 discos lançados: “Voz e violões” (2016), “Ary” (2020) e “Milagres” (2024). Homenageando a Deusa Hindu da música e sabedoria, o Grupo Sarasvati celebra 23 anos de uma sonoridade distinta. O sexteto se destaca por combinar o poder ancestral dos mantras indianos com arranjos modernos da música ocidental. Essa fusão vibrante é criada por uma rica instrumentação que mistura instrumentos orientais – como o Harmonium, Mrdanga, Sitar e Karatals – com o violão e a flauta transversal. Liderado pela voz de Jambavati, ao lado de Cala Chandra, Gudo Gubert, Daniel Petersen, Eduardo Riter e Roma Pada, o Grupo Sarasvati oferece uma ponte sonora entre o misticismo e a contemporaneidade. Vamos conhecer e ouvir no programa, canções dos álbuns de Alice Passos e músicas do 1ª álbum do Grupo Sarasvati.
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O Sul em Cima: professor, compositor e escritor Valdir Cechinel Filho é o destaque do programa
Valdir Cechinel Filho nasceu em novembro de 1962, em Urussanga, no sul de Santa Catarina. Cechinel é professor da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), e atualmente está como reitor dessa Universidade. Valdir Cechinel Filho foi eleito reitor da Universidade do Vale do Itajaí e presidente da Fundação Univali pela primeira vez em 2018 e reeleito para o quadriênio de gestão 2022-2026. Foi Pró-reitor e vice-reitor da Universidade do Vale do Itajaí de 2002 até 2018. É docente/pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da Univali e desenvolve projetos de pesquisa em colaboração com pesquisadores nacionais e internacionais. Sua passagem pela pró reitoria de cultura permitiu seu engajamento organizando eventos musicais onde conheceu muitos artistas, sendo que alguns se tornaram amigos e/ou parceiros. Sua inserção como compositor de letras se iniciou em 2008, mas o primeiro álbum com suas composições, denominado Pedaço de Mim, com a presença de artistas nacionais e regionais, só foi lançado em 2018. Além do álbum Pedaço de mim, Valdir Cechinel Filho lançou os álbuns ‘Urbano e Rural’ (2019), ‘Eu Nunca Chegarei Só’ (2021), ‘As Canções do Coração’ (2022), ‘Semente do Amanhã” (2023), ‘O Tempo não Espera” (2024) e ‘Alma Rural” (2025). No programa, vamos conhecer um pouco da trajetória e músicas de Valdir Cechinel Filho em parceria com vários e grandes artistas.
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O Sul em Cima: programa destaca o trabalho do cantor e compositor Lula Ribeiro
Cantor, compositor, violonista e arranjador sergipano, Lula Ribeiro é uma espécie de embaixador da música de seu estado Brasil afora. Nascido em 1960, começou sua trajetória musical, em sua cidade natal, Aracaju, participando de shows coletivos com outros artistas sergipanos. Em 1986 passa a morar no Rio de Janeiro, onde começa a trilhar sua história longe do seu estado e inicia uma trajetória de parcerias com a nata da MPB. Durante o programa, vamos ouvir trechos de uma entrevista que Lula Ribeiro concedeu à Kleiton Ramil. Com uma trajetória sólida na música popular brasileira, Lula fala sobre sua carreira, suas influências, novos projetos e os caminhos que percorreu ao longo dos anos. Lula Ribeiro lançou os discos "Cajueiro dos Papagaios" em 1985, com os também sergipanos Paulo Lobo e Irineu Fontes, "Janeiros" em 1993, O Sono de Dolores em 1996, "Muito Prazer" em 1999, "Algum Alguém" em 2002, "Palavras que não dizem tudo", lançado também em DVD, no ano 2008. Esse trabalho, gravado ao vivo, conta com as participações especiais de Paulinho Moska e Luiz Melodia. Em 2018 lançou o CD "O amor é sempre assim", última produção do baixista Arthur Maia, onde apresenta parcerias com vários compositores. Em outubro de 2025, Lula Ribeiro lançou o single “Sai dor”, composição de Lula Ribeiro, em parceria com Vander Lee e participação especial de Fernanda Takai, dividindo a canção com ele, e Tony Bellotto, tocando as guitarras. Vamos ouvir nesse programa especial, músicas de Lula Ribeiro e uma entrevista que o artista concedeu ao nosso diretor, Kleiton Ramil.
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O Sul em Cima: programa faz uma homenagem a Lô Borges
Nascido em Belo Horizonte em janeiro de 1952, Salomão Borges Filho era o sexto da prole de 11 do jornalista Salomão Magalhães Borges e da professora Maria Fragoso, a Dona Maricota. Mais conhecido como Lô Borges, foi um dos fundadores do Clube da Esquina, o famoso grupo de artistas mineiros que transformou a música do Brasil, ao misturar MPB, rock, jazz e poesia. Inspiradas na psicodelia dos Beatles, suas canções trouxeram melodias experimentais e referências nacionais que vão das letras aos acordes. Além de Lô, participavam do clube nomes como Milton Nascimento, Beto Guedes e Toninho Horta. Eles se reuniam para conversar, ouvir música e compor. Faziam isso no cruzamento da rua Divinópolis com a Rua Paraisópolis, no bairro Santa Tereza, de Belo Horizonte (MG). É daí que veio o nome Clube da Esquina. Dono de uma das carreiras mais célebres da MPB, Lô Borges, teve uma trajetória marcada por parcerias inesquecíveis desde o início de sua incursão na música. A começar por Milton Nascimento, com quem ele fundou o Clube da Esquina. Lô Borges conheceu Milton Nascimento na escada do prédio onde morava. Os dois não só criaram uma amizade (que se estendeu a Márcio, irmão mais velho de Lô) como também uma parceria artística e um movimento cultural que reuniu toda uma geração de músicos mineiros. Aos 20 anos, Lô Borges já assinava canções com Milton Nascimento no álbum duplo Clube da Esquina (1972), obra coletiva que também apresentou músicos como Márcio Borges, Fernando Brant, Ronaldo Bastos, Beto Guedes, Wagner Tiso e Toninho Horta. O legado do compositor inclui clássicos da MPB como O Trem Azul, Paisagem da Janela e Um Girassol da Cor do Seu Cabelo, que influenciaram gerações. Símbolo de liberdade criativa, Lô Borges traçou uma carreira cuja influência atravessa gerações há décadas. Cantor, compositor, instrumentista e produtor, ele foi peça-chave para a renovação da cena musical brasileira dos anos 70. Infelizmente, a música brasileira perdeu um de seus maiores talentos. Lô Borges nos deixou na noite de domingo (2/11/25), aos 73 anos, em Belo Horizonte, em decorrência de falência múltipla de órgãos. O artista havia sido internado no dia 17 de outubro, após sofrer uma intoxicação por medicamentos em casa. Desde então, seu estado de saúde inspirava cuidados. Com mais de 50 anos de carreira, sua obra inspirou artistas de diferentes gerações. Ele se tornou uma das principais referências da mesclagem entre emoção e experimentação. Sua parceria com Milton Nascimento e outros nomes do Clube da Esquina transformou a música brasileira e deixou um legado que atravessa décadas.
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O Sul em Cima: Loma Solaris, Tribo Maçambiqueira, Dona Conceição, Pâmela Amaro e Ialodê são destaques do programa
Em 50 anos de carreira, ela foi Loma, Loma Pereira, e recentemente assumiu o sonoro Loma Solaris. Mas segue a mesma cantora, uma das maiores da história da música do Rio Grande do Sul. A artista é conhecida por sua fusão de ritmos e gêneros musicais. Loma Berenice Gomes Pereira, ou simplesmente Loma, mistura canções consagradas do cancioneiro regional, latino-americano e brasileiro em seu repertório. Tribo Maçambiqueira é um grupo que canta o seu lugar. Nativos do RS, moradores da cidade de Osório e arredores, levando a música popular de raiz a muitos palcos pelo Brasil. A Tribo Maçambiqueira é um dos grupos musicais remanescentes mais importantes da cultura da música de raiz afro do estado do Rio Grande do Sul. Os integrantes são: Mário DuLeodato, Cau Silva, Paulinho DiCasa e Geferson Lima. Dona Conceição vem da cidade de Alvorada/ RS para reafirmar a resistência e denunciar o racismo e o genocídio do povo negro, e também para trazer a cultura negra através da arte. Com apenas 15 anos, idealizou e coordenou o projeto de inclusão social Nação Periférica, que ensinava percussão aos jovens da periferia de Alvorada. “Entendi o quanto esses projetos sociais são importantes para que outros meninos e meninas de periferia, como eu, consigam um pleno exercício de cidadania, acreditem nos seus sonhos e tenham condições de realizá-los”, defende o músico e educador. Pâmela Amaro é atriz, cantora, musicista, arte-educadora e compositora porto-alegrense. Nos últimos anos, tem se destacado como uma das vozes do samba no estado do RS, principalmente, a partir das composições que abordam temas variados, sempre positivando narrativas acerca das mulheres negras. Ialodê é a celebração em vida das principais vozes da música negra do estado do RS: Loma Solaris, Marietti Fialho, Nina Fola e Glau Barros. O Ialodê parte da trajetória de vida e de arte de quatro artistas mulheres negras que, em diferentes contextos e perspectivas, compõem e propõem performances que carregam as experiências plurais dos saberes artísticos na música. Diferentes gerações, processos e caminhos que se cruzam neste espaço tempo chamado Ialodê: uma homenagem e reverência às Iabás, às mães, as detentoras dos saberes da continuidade. Nessa edição, vamos conhecer um pouco do trabalho importante desses representantes da cultura negra do sul do Brasil. Ter um mês da Consciência Negra é necessário para marcar a importância das discussões e ações de combate ao racismo e a desigualdade social, além claro, de promover e celebrar a cultura afro-brasileira.
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O Sul em Cima: Os gaúchos Duca Leindecker e Humberto Gessinger são os destaques dessa edição especial
Sete anos após seu último álbum de inéditas, Duca Leindecker lança “Tudo que se Tem”, disco gravado durante o período em que o artista viveu nos Estados Unidos. O trabalho reúne dez faixas que transitam pela poesia e musicalidade que marcaram sua trajetória à frente da banda Cidadão Quem e no projeto Pouca Vogal (criado por Duca Leindecker e Humberto Gessinger). O novo álbum inaugura uma fase distinta da carreira de Duca. As canções combinam a delicadeza do violão de nylon com a força do rock, mesclando guitarras, pianos, percussões, cordas e arranjos que ampliam a sonoridade. Entre as surpresas está a participação de seu filho Guilherme Leindecker, que estreia como baixista e compositor em “Fogo”, faixa na qual divide os vocais com o pai. “Revendo O Que Nunca Foi Visto” é o novo álbum do cantor e compositor Humberto Gessinger. Depois de “Quatro Cantos de Um Mundo Redondo” (2023), gravado 100% em estúdio, ele quis registrar alguns momentos do show “Gessinger Acústico Engenheiros do Hawaii”, com o qual vem excursionando pelo Brasil. Além de versões ao vivo de alguns de seus sucessos como “Piano Bar”, “Toda Forma de Poder” e “O Papa é Pop”, “Revendo o que Nunca Foi Visto” traz duas canções inéditas, “Sem Piada nem Textão” e “Paraibah”, uma parceria com Chico César, que além de ter composto com Gessinger, também participa da faixa.
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O Sul em Cima: Daniela Mercury celebra 40 anos de carreira com ‘cirandaia’
O novo álbum de Daniela Mercury, celebra seus 60 anos, 40 anos de carreira e 40 anos de axé music. Cirandaia é, segundo a artista, uma convocação para uma “ciranda verdadeiramente democrática, de amor e de reconhecimento do que temos de bom neste país”. O disco mescla ritmos dançantes e melodias tradicionais do Nordeste com temas atuais, incluindo questões ambientais, amor e resistência política. O projeto se destaca por transformar pautas sociais em música acessível, mantendo a energia alegre e envolvente que marcou a carreira da artista. O título do álbum faz referência tanto à ideia de uma ciranda entre amigos quanto à Inteligência Artificial, trazendo à tona questões sobre o impacto dessa tecnologia na sociedade. "A gente quer que os nossos filhos aprendam a lidar com essas novas tecnologias, mas precisamos discutir quais são os critérios e as regulamentações necessárias", destaca Mercury. Além da temática tecnológica, o projeto aborda questões ambientais, onde a artista demonstra sua preocupação com a proteção do clima. Daniela trabalha com a mistura e fusão de vários ritmos e gêneros musicais, a inovação e a quebra de padrões – na música e na vida – sempre corajosa e revolucionária. Nessa edição especial de O Sul em Cima, vamos conhecer o novo trabalho ‘Cirandaia’ de Daniela Mercury, onde a artista festeja a vida, a carreira e os amigos.
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O Sul em Cima: programa destaca os álbuns de Clarissa Ferreira e Zé Rodovalho
Violinista, etnomusicóloga, pesquisadora e compositora do Rio Grande do Sul, Clarissa Ferreira possui diversos singles lançados, e em abril de 2024 lançou seu primeiro álbum autoral, ‘LaVaca’. Publicou, em 2022, seu primeiro livro Gauchismo Líquido: reflexões contemporâneas sobre a cultura do Rio Grande do Sul. Clarissa surge na cena musical sul-americana como uma expoente da nova música gaúcha que repensa a história e recria a música do Rio Grande do Sul, através de uma perspectiva feminista e contemporânea. Este trabalho musical busca proporcionar aos ouvintes uma experiência imersiva e reflexiva, que questione as estruturas patriarcais e a exploração do meio ambiente através da cultura gaúcha. Clarissa Ferreira traz novas perspectivas sobre a construção identitária e cultural do Rio Grande do Sul, estimulando um olhar crítico e consciente sobre as causas sociais e o bioma pampa. Zé Rodovalho é professor, compositor e músico. De uma família bastante musical, tomou gosto pela arte logo cedo, e começou a enveredar pelos caminhos da Música. Formou-se na faculdade de Letras e já adulto, começou a tocar na noite e nos bares. Em 2011, lançou o álbum 'Vou te Levar Para Pasárgada' e em 2024, o álbum ‘Um Pouco do que Restou’, no qual traz uma pequena amostra do muito que produziu desde o último disco. Com diversas parcerias, Rodovalho praticamente monta um quebra-cabeça, fazendo um álbum multiforme, como é de fato sua obra.
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O Sul em Cima: Nina Nicolaiewsky e Pedro Iaco são os destaques do programa
Nina Nicolaiewsky é filha da atriz Márcia do Canto e do cantor e compositor Nico Nicolaiewsky (1957-2014). A música entrou em sua vida desde muito cedo, mas só em 2019 começou a compor. Nesse ano, foi selecionada para participar da residência artística do Projeto Concha, uma iniciativa voltada para mulheres compositoras. No ano seguinte, em 2020, ganhou uma bolsa de estudos e foi para a Espanha fazer um mestrado em performance na Berklee College of Music. Nina está lançando o EP Arrisco Dizer que traz três composições de Nina – Cafuné, Tudo Bem e Nem Tudo, as duas primeiras, em parceria com Guilherme Becker, a última, com Rita Zart – e a faixa Você Me Vira a Cabeça, imortalizada na voz de Alcione, costuradas pelas cordas de Clarissa Ferreira e Miriã Farias (violinos), Gabriela Vilanova (viola) e Luyra Dutra (violoncelo), que formam a Sucinta Orquestra. Pedro Iaco aborda temas como vida, morte e renascimento em novo disco ‘Sangria’. Sangria é um grito de liberdade em sua mais plena amplitude. Conjunção de músicos de diversas nacionalidades, a obra cria novos horizontes com produção e arranjos de Elodie Bouny. A catarse emocional reúne elementos da música erudita, experimental e popular, com instrumentos diversos como o cravo, a harpa e o quarteto de cordas. Seu nome artístico, Iaco, foi escolhido pelo violonista Guinga e faz referência a mitologia grega, especificamente ao deus Dionísio, uma das divindades mais populares da Grécia Antiga. “Enquanto eu canto e toco, muitas vezes sinto e percebo cores dentro de mim. E essa aquarela sensorial acaba sendo uma guia, que me ajuda a entender por onde ir: onde clarear, onde escurecer, mais ou menos vermelho, azul ou amarelo. É como se pra mim a voz fosse um pincel e a música uma verdadeira pintura”, diz Pedro Iaco. A magia de Sangria é uma travessia entre corpo e alma que nos conecta ao existir, com a delicadeza furiosa do maior mistério que nos cerca – a própria vida.
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O Sul em Cima: vida e obra de Chiquinha Gonzaga
Francisca Edwiges Neves Gonzaga, ou simplesmente Chiquinha Gonzaga (1847 – 1935), foi uma mulher à frente de seu tempo em vários aspectos. A artista quebrou tabus ao se consagrar como uma musicista reconhecida tanto por obras eruditas como por composições populares, que caíram no gosto dos brasileiros. Sem contar que ela foi a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil. Mulher e mestiça, enfrentou todos os preconceitos da sociedade patriarcal e escravista para se firmar como pianista, compositora, regente e, por fim, líder de classe em defesa dos direitos autorais. Sua obra é estimada em trezentas composições, incluindo partituras para dezenas de peças teatrais. Precursora em várias frentes, Chiquinha foi a primeira mulher a compor para o teatro nacional. Autora de polcas, tangos e valsas de sucesso desde que estreara, em 1877, Chiquinha Gonzaga desenvolveu atividade intensa como compositora de partituras para os palcos populares a partir da década de 1880. Chiquinha Gonzaga teve seu trabalho reconhecido em vida, sendo festejada pelo público e pela crítica. Personalidade exuberante, ela foi dos compositores brasileiros a que trabalhou com maior intensidade a transição entre a música estrangeira e a nacional. Com isso, abriu o caminho e ajudou a definir os rumos da música propriamente brasileira, que se consolidaria nas primeiras décadas do século XX. Atravessou a velhice ao lado de João Batista Fernandes Lage, carinhosamente chamado de Joãozinho, e a quem se agradece a preservação do seu legado musical. Chiquinha Gonzaga morreu no Rio de Janeiro, aos 87 anos, em 28 de fevereiro de 1935. A importância de Chiquinha Gonzaga para a música nacional foi reconhecida também por lei. A partir de 2012, na data do nascimento da artista, 17 de outubro, passou a ser comemorado o "Dia da Música Popular Brasileira".
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O Sul em Cima celebra o mês das crianças com atrações especiais
Em Afon, novo álbum do acordeonista premiado, compositor, produtor e arranjador paranaense Diego Guerro, o cancioneiro infantil brasileiro é transportado para um universo sonoro em que a inocência das melodias que embalaram gerações encontram novos caminhos harmônicos. No trabalho, música erudita e ritmos brasileiros se entrelaçam, criando um espaço de encantamento para crianças e adultos. O álbum apresenta releituras instrumentais de clássicos infantis imersos com arranjos orquestrais. Para dar vida a essa fusão entre o tradicional e o contemporâneo, o disco conta com a participação da renomada Saint Petersburg Recording Orchestra, da Rússia. “Ao ser pai de dois filhos, percebi que existe evidente preocupação com a educação, a alimentação e os brinquedos das crianças, mas com a música, elemento fundamental na formação infantil, não. A qualidade musical de muitas coisas que são oferecidas para as crianças fica em segundo plano”, comenta Diego Guerro. Depois de vários anos fazendo sucesso entre os adultos, Kleiton & Kledir resolveram fazer música para as crianças e lançaram em 2011, pela Biscoito Fino, o CD Par ou Ímpar, recebido com muitos elogios e indicado a Melhor Disco Infantil do Ano, no Prêmio da Música Brasileira. Entusiasmados com o reconhecimento unânime de público e crítica, K&K se uniram ao Grupo Tholl e montaram um espetáculo exuberante, de pura magia e diversão, carregado de personagens exóticos. As músicas do projeto Par ou Ímpar Ao Vivo, são registros do show de Kleiton & Kledir com o excelente Grupo Tholl e que teve direção de João Bachilli, responsável por criações que abrilhantam mais ainda as ótimas canções e tornam o espetáculo mágico e inesquecível!!
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O Sul em Cima: Dalmo Medeiros, Roberto Riberti e Antonio Adolfo são os destaques do programa
Dalmo Medeiros está lançando ‘A Festa da Firma’, o primeiro single do Projeto ‘Estava Escrito nas Estrelas’, um samba de humor, que já fez parte do repertório de shows do MPB4. A faixa tem participação especial do MPB4, grupo do qual Dalmo Medeiros faz parte. O novo e surpreendente álbum “Estrela é o samba”, traz Roberto Riberti de volta, como um bem guardado segredo de São Paulo. O compositor apresenta, depois de um hiato de 38 anos, sambas em parceria com grandes nomes do gênero, como Elton Medeiros, Nelson Cavaquinho e Paulo Vanzolini, gravados entre 2012 e 2023. “Estrela é o samba” é, na verdade, uma procura do samba feita por Riberti dentro de sua obra e por sua cidade, São Paulo. Como ele mesmo diz: “No Rio, o samba é cultuado em seus redutos, é mais fácil de achar; em São Paulo ele se dilui pela cidade imensa”. No álbum ‘Carnaval – The Songs Were So Beautiful‘, o pianista, arranjador e compositor Antonio Adolfo faz um apanhado do Carnaval e suas várias épocas. “Faço um resgate de lindas melodias dos Carnavais de várias épocas no século XX, no Brasil, trazendo-as para o meu universo musical, que combina tudo isso com sabor jazzístico (improvisações e harmonias modernas). Esse universo engloba Choro, Clássico, Bossa Nova, música da Bahia, interior de Minas, Estado do Rio, Pop, Jazz e outros”. Vamos conhecer nessa edição especial de O Sul em Cima, o single A Festa da Firma de Dalmo Medeiros, músicas dos álbuns ‘Estrela é o Samba’ de Roberto Riberti e ‘Carnaval -The Songs Were So Beautiful’ de Antonio Adolfo.
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O Sul em Cima: Thiago Ramil e Dona Conceição celebram o amor com ‘Gosto’
Fruto do encontro entre duas trajetórias singulares da música do sul do Brasil, o disco 'Gosto' traz como eixo central o prazer, o afeto e o amor — temas que surgem como resposta política e sensível aos tempos de crise e dor. A faixa “Insistir em acreditar”, que inspirou o projeto, afirma que “o amor é bem maior do que o horror”, e marca o tom de resistência afetiva que atravessa todo o álbum. A união entre Thiago Ramil, indicado ao Latin Grammy 2016, e Dona Conceição (nome artístico de John Conceição), artista premiado e reconhecido por sua trajetória poética e política, resulta em um trabalho que desperta atenção do público e da crítica especializada. Ambos têm carreiras consolidadas na cena artística do sul e nacional, com participações em festivais, turnês, premiações e colaborações com outros grandes nomes da Música Popular Brasileira. “O tema do álbum Gosto é uma escolha política, mas que aponta para uma direção mais prazerosa. É uma ode ao amor e à possibilidade de reencontro com as amorosidades", destaca Thiago Ramil. “É um disco que se deita no prazer e convida quem ouve a lembrar que amar também é lutar”, completa Dona Conceição, que também assina as composições. Nessa edição especial de O Sul em Cima, vamos conhecer as músicas do álbum GOSTO (pode se pronunciar Gôsto ou Gósto), além de músicas do repertório individual dos artistas Thiago Ramil e Dona Conceição.
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O Sul em Cima destaca os artistas Ecio Duarte, Duo de Viola e Acordeon, Rhaíssa Bittar e Duo Beck Montanaro
A trajetória do músico e compositor Ecio Duarte, teve início nos festivais de música dos anos 1980, quando ainda era estudante de engenharia, na Universidade de Brasília. Durante sua carreira, apresentou-se na noite goianiense tocando MPB e integrou a banda de country music Tennessee, com quem gravou dois CDs. Além disso, outros trabalhos autorais e solo compõem sua carreira: como o álbum Centinela del Camino – gravado em Barcelona-ESP, em 2007, onde se apresentou em galerias de arte (Art Mirall) e no Teatro Pou de la Figuera. Ecio Duarte já tem um EP, vários álbuns e singles lançados. O álbum Aos Pares foi indicado ao Grammy Latino 2022. No programa, vamos conhecer a trajetória e ouvir algumas músicas de Ecio Duarte. Neste período que o Bugio – gênero musical genuinamente gaúcho rio-grandense – está sendo reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio Grande do Sul, o Duo de Viola e Acordeon (Valdir Verona e Rafael de Boni) aproveita a oportunidade para lançar o single “O (Com)passo do Bugio II”. O Bugio é um gênero musical genuinamente gaúcho, com origens no Rio Grande do Sul, e é caracterizado por um ritmo sincopado e o uso expressivo do acordeon. O ritmo é inspirado nos movimentos e no som do macaco bugio, e a dança associada a ele imita os passos do animal. Rhaissa Bittar atua como cantora, diretora de videoclipes e locutora. Como cantora, tem três álbuns lançados (João-2019; Matéria Estelar-2014 indicado a melhor álbum no Prêmio da Música Brasileira; Voilà-2010). Integra diferentes expressões artísticas de maneira lúdica, seus shows são uma viagem pela literatura, artes plásticas, audiovisual, moda e música. No programa, vamos conhecer músicas do seu álbum ‘João’. A música instrumental brasileira ganha novos ares com o lançamento de Fantasia Brasil 2, o segundo álbum do duo Rafael Beck & Felipe Montanaro, que chegou às plataformas digitais pela gravadora Biscoito Fino. Aclamados pela originalidade e virtuosismo, os jovens músicos paulistas Rafael com 24 anos e Felipe com 19, trazem ao público uma experiência musical única, onde cada acorde é uma revelação.
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ABOUT THIS SHOW
O programa idealizado e dirigido por Kleiton Ramil, da dupla Kleiton e Kledir, apresenta as criações artísticas do sul do país por meio de músicas, textos, entrevistas e outros elementos que formam um caldeirão criativo. A seleção de repertório é eclética, passando por vários estilos, tendências e épocas da música popular e instrumental indicando uma região de cultura multifacetada mas com elementos comuns, onde são encontradas influências da cultura portuguesa, afro, espanhola, italiana, alemã, entre outras. Atualmente o programa abre espaço também para artistas de outras regiões do Brasil, ampliando a área de abrangência e a conexão entre as diferentes regiões e culturas.
HOSTED BY
Jornal da USP
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