PODCAST · history
PedagoGingar
by LEONARDO ANGELO DA SILVA
Um podcast destinado a diálogos com pessoas, grupos e ou coletivos que possuem uma ação antirracista, prática descolonizada e pautada na valorização da negritude e africanidades. Assim, o povo do Axé (Asé), personalidades do movimento negro, capoeiras, o povo do jongo e outras personalidades, principalmente da região Sul Fluminense do Estado do Rio de Janeiro, aparecerão por aqui. Sintonize na gente, pedagogingue-se!
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Ronaldo Gori #29 - Visões de um ex engenheiro da CSN sobre questões que cortaram a CSN e Volta Redonda.
Ronaldo Gori foi engenheiro aposentado pela CSN da época que ter acesso à nível superior trazia ares de intelectualidade. Sendo assim, além de falar de questões técnicas da empresa, ele adentra a história da CSN e da cidade de Volta Redonda. Conta a história da gente "abrutalhada" que chegava à cidade para a construção da usina, fala da Maçonaria e do mercado imobiliário, entra na emancipação do município e trata da questão racial por dois caminhos: 1) afirmando que em Volta Redonda existiu uma verdadeira democracia, pois todos tinham oportunidades e para isso cita a ascensão de um engenheiro negro, mas 2) ao mesmo tempo revela um caso interessante, em que supostamente estava sendo instruído pelo profesor da faculdade a colocar trabalhadores negros na Coqueria, pois eles já tinham uma doença parecida com a leucopenia, ou seja, a anemia falciforme... Curioso? Então, se joga! Escuta o que ele tem a dizer!Ouça, curta, e compartilhe essa história!
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Julinho dos Palmares #28 - Um Poeta Papagoiaba do Vale do Paraíba
Nessa entrevista realizada em 2012, meu primeiro contato com Julinho dos Palmares, ele me apresentou Lélia González e várias outras personagens. Como já sabido, Lélia não é uma autora que, até então, faculdades e academias tinham o costume de ler, as coisas têm mudado! ✊🏽✊🏽✊🏽Para além dessa apresentação de Lélia, Julinho entra em vários outros assuntos. Mas quem é esse tal de Julinho?Julinho dos Palmares foi poeta, um músico ímpar, autodidata no violão e um baita compositor da cena do Vale do Paraíba. Nessa nossa conversa, ele soltou o verbo sobre a época em que participou do programa do Chacrinha, se apresentando com o Trio Piraí. Ele ainda fala das inspirações que moldaram sua musicalidade, das experiências que viveu e até da música que compôs e que Lélia González tanto gostou, a música "Criolesa" (dizem que ele fez para ela...). A parada vai além da música: ele também mergulhou na história do Palmares, no racismo que rolou (rola?) emVolta Redonda, falou do Clube Paulo Mendes (CTC) e nas conversas paralelas sobre a questão racial nos bailes do Palmares. Ainda tratou do Movimento Negro, da eleição de José Garcia, de conceitos de esquerda e direita e daquilo que ele chamou de "oportunismo de esquerda". Tudo isso se mistura e dá um panorama da trajetória desse cara incrível, que já virou ancestral, mas que é um dos grandes nomes Vale do Paraíba e do Sul Fluminense do Estado do Rio de Janeiro.Julinho é poeta, guardião da região e também uma figura cheia de afeto e história pra contar.Ele é Griot! Então, se joga! Escuta o que ele tem a dizer!Escute, curta, e compartilhe essa história!Que nosso "mais velho", agora ancestral, esteja em um bom novo começo (e sempre com a gente)!Axé!
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Daniel Miranda #27 - Escurecendo os quadros: uma análise da TV e quandrinhos através da negritude!
Daniel Miranda é leitor assíduo e ininterrupto de quadrinhos desde o início da década de 90. Profissional de TI de formação (e atuação), sua paixão sempre foi o papel que a representatividadetem na cultura geek! A paixão foi tanta que virou o canal @NegroGeek. Fruto do ócio produtivo da pandemima, o canal começou, desde 2020, a discutir cultura geek/nerd/pop e se posicionar a partir de uma afroperspectiva. Trazendo sempre essa perspectiva para a escrita tem conseguido com algum sucesso traçar paralelos entre o racismo, machismo, homofobia, misoginia, gordofobia e todo tipo de preconceito, destacando o poder e a importância da representatividade na cultura nerd. Segue aí e, se quiser, curta e compartilha!
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Eliege Domingos #26 - O Direito na Ginga Racial: Uma Mulher Negra na Luta Antirracista e de Reparação!
É com muita satisfação que publicamos episódio com a malunga Eliege Domingos da Silva! ✊🏽✊🏽✊🏽 Mulher negra que está em muitas frentes e fala com naturalidade sobre engajamento racial e sua relação com sua atuação profissional e militante, além de dar panorama sobre os processos que pesquisou. 👉🏽Para além da reflexão sobre Direito e Raça conversamos sobre com isso impacta a atuação cidadã. Assim, a entrevistada respondeu as várias questões que iam surgindo: quando foi que veio sua consciência racial? Como foi estar em projeto de pesquisa que racializou a classe trabalhadora de Volta Redonda? Que sensações ou sentimentos teve com mais de 11.000 folhas de processos (de leucopênicos contra a CSN) em suas mãos? Como é atuar na COMPIR e na Comissão de Igualdade Racial e Tolerância Religiosa de Volta Redonda? ❤️ ❤️ ❤️ ❤️ Se gostar e desejar, curta e compartilhe! ❤️ 🙌🏽 E se quiser fazer uma contribuição financeira, use a chave pix 24 999315369 (Leonardo Ângelo da Silva) 🙌🏽
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Flávia Rios #25 - A CSN, a Ditadura e a Questão Racial: Racismo e Violações de Direitos!
E na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra (25/7) trazemos à cena Flávia Rios, Professora da UFF e pesquisadora, dentre outras várias valências. Flávia esteve em Volta Redonda há mais ou menos 1 ano, quando falou de Lélia Gonzalez ao proferir palestra no Clube Palmares. Neste episódio ela volta a falar do Clube e da região, pois os mesmos estiveram envoltos em uma de suas últimas pesquisas, quando coordenou a equipe de temática tranversal no projeto "Ditadura Militar e Responsabilização de empresas" e a CSN foi uma delas. 👉🏽Flávia trata dos temas principais do projeto, e destaca três deles encontrados pela equipe de pesquisadores: 1) o Clube Palmares; 2) a Greve dos Peões e 3) a leucopenia. Segundo ela, para os pontos 1 e 2 há indícios de racismo. Já para o ponto 2, a entrevistada destaca outros elementos de pesquisa: a importância das fotos e material iconográfico para os estudos raciais. 👉🏽A pesquisa é inédita e evidencia questões que atingem o Sul Fluminense. Se gostar e desejar, curta e compartilhe!❤️ E se quiser colaborar com o podcast e achar que é válido fazer um pix, use a chave 24 999315369, em nome de Leonardo Ângelo, ok? Axé!
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Alessandra Tavares #24 - O Subúrbio fez uma Doutora que tem Samba e Axé: o Sul Fluminense, Mano Eloy e as Escolas de Samba.
Alessandra Tavares é uma amiga que o doutorado me trouxe. É mãe, é professora de rede pública e do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos (IPN). Atualmente faz estágio pós-doutoral na USP e sempre pesquisou negritude: das maltas de capoeiras aos sambistas e povo do Axé do Rio de Janeiro… E tudo isso “sem se esquecer de onde veio”! ❤️ E é assim que falamos de trajetória, de ancestralidade e corpos negros na academia... Estranhamentos e ressignificações. É também assim que ela fala de Mano Eloy, homem negro, jongueiro (cumba), sambista, sindicalista e do Axé que nasceu em Eng. Passos (Resende) e foi para o Rio de Janeiro, fundou a Império Serrano e se posicionou como negro e coletivamente através da negritude! ✊🏽✊🏽✊🏽 💡 Para saber mais sobre o entrevistada,baixe parte do livro premiado pelo Arquivo Nacional 👇🏽 Ou acesse seu Currículo Acadêmico 👇🏽http://lattes.cnpq.br/5669354171766695
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Maria Eloah #23 - Uma conversa sobre família negra, trabalho e vários estranhamentos!
🙌🏽 Um *salve* para todas as amílias negras 🙌🏽Pessoal, é com muita alegria que publicamos o episódio com essa mulher negra de fibra e que muito me inspira e afeta. Eloah é sobrinha, filha e neta de uma família matriarcal e traz em sua pesquisa e estranhamentos a marca de sua ancestralidade. Nova na idade, desfila uma maturidade e sabedoria em suas colocações que coloca suas hipóteses de pesquisa em construções muito críticas, tanto para o passado pesquisado como para a análise e contexto da região em que pesquisa. 👉🏽Tanto eu como ela somos “nativos” e pesquisamos nossa região, isso traz muitos estranhamentos e certa dificuldade ao lidar nos acervos, pois entre pesquisa e documentos, traças e poeira há muita politicagem, como as questões das cidades do café e suas famílias tradicionais... Há que se ter maior institucionalização. Para além da pesquisa, Eloah fala de sua trajetória como filha de escola pública, demonstra como a educação foi e é uma potência para mudança de vida e rompimento com exclusões do passado. Em seus próprios termos Eloah se apresenta👇🏽 “Sou Maria Eloah Bernardo e tenho 24 anos. Sou cria de escola pública e pré vestibular social, sou licenciada em História pela UNIRIO e especialista em História Afro-Brasileira na Faculdade deEducação São Luís. Atualmente sou Mestranda em História no PPHR/UFRRJ, professora contratada da prefeitura de Rio Claro-Rj, educadora Social no Instituto Lima Barreto e no MEP-VR. Por fim, mas não menos importante, fui e sou criada por mulheres: minha mãe (in memorian), minha avó (in memorian) e minhas tias. Tenho interesse em pesquisar relações familiares e de trabalho para mulheres negras e seus filhos durante e após a vigência da escravidão”. Se gostar e desejar, colabore com nosso canal com qualquer valor (chave pix 24 999315369), curta e compartilhe!Axé! Para saber mais sobre a entrevistada, baixe seu artigo 👇🏽https://www.encontro2022.rj.anpuh.org/resources/anais/13/anpuh-rj-erh2022/1658861236_ARQUIVO_9f578d023f02b207f7a201d0f342f134.pdf Ou acesse seu Currículo Acadêmico 👇🏽http://lattes.cnpq.br/1255740218548363
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Felipe Alvarenga #22 - Por um Vale do Paraíba Indígena!
🙌🏽 Salve o Vale do Paraíba Indígena 🙌🏽 É com muita satisfação que Volta mos a publicar um episódio no PedagoGingar e trouxemos o Malungo Felipe Alvarenga para uma conversa sobre os indígenas e o Vale do Paraíba, suas construções, mudanças de conceito e história!👉🏽Para além da reflexão sobre a temática acabamos por fazer uma conversa em que a relação objeto e pesquisador ficou na alça de mira. Assim, por nosso entrevistado ter passado por várias temáticas em sua trajetória, as perguntas não acabavam: por que Felipe mudou de temática? Que perguntas-hipóteses viu em determinados objetos que o levaram a outro? Como se viu diante de novas questões de pesquisa e novas orientações? E seguindo essas provocações é que chegamos à temática dos indígenas e o Vale do Paraíba. Se você deseja ouvir primeiro sobre os indígenas e nossa região, pule para o minuto 25, já se quiser saber de toda a trajetória do entrevistado e suas mudanças de objeto, vai do início mesmo! ❤️ Se gostar e desejar, curta e compartilhe! Axé! Para saber mais sobre o entrevistado, baixe seu artigo 👇🏽 https://www.redalyc.org/journal/2850/285071343003/285071343003.pdf Ou acesse seu Currículo Acadêmico 👇🏽 http://lattes.cnpq.br/9196836951013566
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Karina Rodrigues #21 - A Afrofuturística do Axé!!!
😍 Karina Rodrigues é daquelas pessoas que não passam despercebidas, pois extrovertida e empoderada sempre marca posição em uma colocação de estranhamento aqui, uma risada solta acolá e sempre visível em sua postura cheia de afeto… Ela sempre nos afeta! 💗 🧠 No episódio que segue, Karina fala de empreendedorismo e turismo, mas como sempre colocando os temas, o entrevistador e ela mesma na Ginga, convidando o conhecimento ocidentalizado e os ouvintes para pensarmos a partir da encruza, do Axé, de uma outra cosmopercepção e cosmovisão de mundo! 💡 Se critica o turismo racializado de hoje, se prega um turismo afrofuturístico, se defende um empreendedorismo questionando o epistemicídio que o próprio termo trouxe… O faz com base enegrecida, pois sabe de onde veio e maneja bem a “tecnologia ancestral”. Não deixe de conferir Karina em nosso canal no Youtube👇🏽 https://youtu.be/IskvK_DbQ1Q Ela tb tem seu próprio canal 👇🏽 https://www.youtube.com/channel/UCifY-WxLRfuRGezZl5aY10Q E vc tb pode, se quiser, acessar as redes sociais da convidada 👇🏽 https://www.linkedin.com/in/karinarodriguesdesouza https://www.instagram.com/p/ChI7ku0OA5R/?igshid=YmMyMTA2M2Y= https://www.instagram.com/p/ChI7ku0OA5R/?igshid=YmMyMTA2M2Y= https://www.facebook.com/karinarodriguesd https://www.facebook.com/educar.afra
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Gisele Costa e Silvia de Almeida Vieira #20 - A psicologia na encruza racial!
Gisele e Silvia são duas psicólogas negras que estão comprometidas com a questão racial e, consequentemente, todos os significados, construções e reconstruções que esse compromisso traz! Assim, neste episódio, as entrevistadas partem de suas considerações sobre o 25 de julho (Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha), passam pela questão da “formação” universitária brasileira e suas experiências (com a constante ausência de um debate racial esvaziado, mas por isso mesmo preenchido pela branquitude – embora, atualmente, as coisas tenham mudado); relatam suas experiências com o mundo do trabalho da psicologia e a encruza entre o sócio-racial. Enfim, em um bate papo aberto e franco elas nos ajudam a olhar pra dentro de nós mesmos e ressignificar o que está dentro e fora, enegrecendo questões, lugares e saberes! Curioso? Não deixe de escutar e se quiser, curtir e compartilhar!
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Anicet Okinga #19 - Um gabonês naturalizado brasileiro, seus estranhamentos no Brasil e sua prática antirracista!
🙌🏽 Anicet Okinga 🙌🏽 é daquelas pessoas que não passam despercebidas, pois conhecedor de vários campos do conhecimento, tem fala fácil e argumento elaborado, além disso a nossa curiosidade é em muito alimentada pelo seu sotaque. Gabonês naturalizado brasileiro, Okinga concede a entrevista à Leonardo Ângelo (professor e Dr. Em História). Ele consegue, de maneira muito fácil e simples, tratar de questões complexas: compara sua formação identitária no Gabão, país africano, com os diferentes estranhamentos vividos, experiências no Brasil e que também o desafiaram. Trata da discriminação racial que viveu, do discurso de democracia racial que encontrou no Brasil e, de maneira muito sensível, de sua experiência com o cristianismo que ele conheceu sendo autodidata. Sempre evidenciando sua postura ANTIRRACISTA! 👉🏽 Não deixe de conferir também no Youtube: https://youtu.be/wbS0z_TOXeg ✔️ Redes Sociais do entrevistado👇🏽 https://www.youtube.com/c/Okinga https://www.linkedin.com/in/anicet-okinga/ https://twitter.com/Okinga/ https://www.instagram.com/anicet_okinga/
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Pai Sid & Pai Jeferson #18 - O Treze de maio e seus significados na visão de dois Pais de Umbanda Omolocô!
🙌🏽Asè! 🙌🏽Axé! É com muita alegria que o PedagoGingar trouxe os Umbandistas Pai Sid e Pai Jeferson para uma conversa sobre o Treze de maio, seus significados e a relação com os Preto Velhos! 👉🏽 Para além da reflexão sobre a data, os entrevistados explicam e dialogam sobre ancestralidade e a ritualística africanista presente nos terreiros, tratam da umbanda para além de Zélio de Morais e adentram questões para pensarmos: como a retirada de africanidades dos terreiros, o que muitas vezes é sinônimo de embranquecimento dos mesmos. Por fim, analisam o simbólico, o histórico e os efeitos do carnaval de 2022, deixando uma mensagem final de despedida! Segredo público: o episódios destes mestres me fizeram refletir sobre a necessidade de uma nova série: FilhXs do Axé. Candomblecistas e Umbandistas já se sintam convidados! ✔️ Sugeridos pelos entrevistados: No Instagram 👇🏽 @tendaespiritacabocla @censg.oficial @jeferson.oxala ✔️ No Facebook 👇🏽 https://www.facebook.com/centroespiritanossasenhoradaguia
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Luís Felipe & Thompson Clímaco #17 - O 1º de Maio e a classe trabalhadora por um viés racial!
✊🏽 O 1º de Maio e a Classe Trabalhadora por um viés racial ✊🏽 ✔️ Debatendo a data e tratando da produção acadêmica à luz da questão racial é que Luís Felipe (Mestrando/UFRRJ) e Thompson Clímaco (Mestrando/UFRJ) entram na conversa e aceitam o diálogo. Como pesquisadores negros em uma Universidade historicamente branca eles repensam a análise da produção historiográfica local, da acadêmica dos memorialistas, debatem raça para além de negritude e apontam caminhos de um debate para que a *branquitude* também seja tema e objeto de análise nas produções regionais e nacionais. 👉🏽 Sou suspeito pra falar mas vale muito a pena ouvir! Entre no seu concentrador de podcasts preferido e acesse links dos artigos e páginas dos *malungos* acima. TMJ ✊🏽✊🏽✊🏽 👇🏽Artigos e páginas sugeridos pelos entrevistados! Luís Felipe https://portal.ifrj.edu.br/sites/default/files/IFRJ/Belford%20Roxo/Arquivos/dialogos_a_partir_da_baixada_fluminense_ebook_ifrj.pdf Thompson Clímaco https://www.geledes.org.br/classe-trabalhadora-negra-entre-o-rural-e-o-urbano-1920-1930/ https://periodicos.uff.br/cantareira/article/view/44525 https://lehmt.org/lugares-de-memoria-dos-trabalhadores-60-clube-palmares-volta-redonda-rj-leonardo-angelo-e-thompson-climaco/ https://www.instagram.com/bantu_br/ * Sites Recomendados e ou citados: Memórias do Cativeiro: Narrativas - http://www.labhoi.uff.br/narrativas/home Programa de Memória dos Movimentos Sociais - http://memov.com.br/site/ HistoriadorXs NegrXs / Nossas Histórias - https://www.geledes.org.br/tag/historiadores-negros/ Laboratório de Estudos de História dos Mundos do Trabalho - https://lehmt.org/
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Alder Silveira Oliva #16 - Capoeira Angola: negritude e ancestralidade no próprio redescobrir-se!
Alder Silveira Oliva é Contramestre de Capoeira Angola e nessa conversa fica difícil separar sua dinâmica de vida da que a capoeira nos traz. Da ginga da roda à pedagoginga de viver ele entra em temas como negritude, ancestralidade, história da capoeira e a relação com a história do Brasil. Melhor, nos próximos dias 22, 23 e 24 de abril o Contramestre estará a coordenar o evento "1º Encontro de Capoeira Angola Caroço de Dendê (ECACD)", que terá a presença dos Mestres Jurandir (FICA) e Iran (ACAD) e dos Contra mestres Alder (ECACD) e da Contramestra Carol (ACAD). Ainda terão as seguintes palestras: "Na volta que o mundo deu, nas voltas que o mundo dá. Saberes e fazeres da capoeira Angola", com a Dra. Maria Aparecida Moura (UFMG) e "Minha comida desenha meu futuro", com Evelym Miranda (Mestra em Agricultura Orgânica e Agricultura Agroecológica). Tudo isso no espaço cultural Afro Reggae - Mestre Clovis Rasta (Rua 249, n.12, Conforto, Volta Redonda - RJ). Informações, contato e inscrições pelo 21994715878 que também é a chave pix. Investimento R$ 80 (Oficinas+Almoço+Samba).
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Michelle Milheiro #15 - A construção do empoderamento diante de uma sociedade racista: lutas, desafios e reconstrução!
Michelle Milheiro foi entrevistada por Leonardo Ângelo da Silva (Doutor em História pela UFRRJ) e partindo de sua autoclassificação de “mulher preta” deu uma aula sobre o *empoderamento* da mulher negra. Com um olhar intelectual que ao mesmo tempo é didático e dinâmico, parte do passado para entender o presente e faz isso ao olhar sua própria trajetória. Assim, analisa essa *construção do corpo negro* (da construção da afetividade à hipersexualização)e de como construções histórico-sociais não podem ser desprezadas. Da análise para a prática, Michelle demonstra como sua atuação como Conselheira e membra de momento negro é uma ação de empoderamento e transformação!✊🏽✊🏾✊🏿 Curiosx❓ 👉🏽Não deixe de escutar e, se quiser, curtir e compartilhar!
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Margot Ramalhete #14 - RANÇOS e AVANÇOS do militar pelo antirracismo (pelo olhar de uma mulher negra na ativa)!
Margot Ramalhete foi entrevistada por Leonardo Ângelo da Silva (Doutor em História pela UFRRJ) e fez um relato complexo: da voltarredondense que saiu bem jovem da cidade para ganhar a vida, à mulher militante negra e consciente das lutas que deveria e tinha de fazer. Nessa construção ela trata da luta antirracista na região (passado e presente), de sua experiência ao adentrar a política partidária, de novos e velhos desafios e de sua atuação na região. Curiosx❓ 👉🏽Não deixe de escutar e, sequiser, curtir e compartilhar!
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Retrospectiva #13 - A potência dos entrevistados: história oral e a relação pesquisa X pesquisador!
🎬 Foram 12 entrevistas publicadas no canal desde que começamos em dezembro de 2020. Iniciamos durante a aguda pandemia entrevistando o falecido Mestre Lindi e terminamos em novembro de 2021, publicando a entrevista do Mestríssimo Pedro da Água Limpa. Temáticas como as relações raciais, capoeira, classe trabalhadora e vários questionamentos ao mito da democracia racial sempre estiveram presentes nas entrevistas, mas nem sempre foram pautas levantadas por mim (kkkkkkkkkkk). A ideia desse episódio é o de comentar o contexto das entrevistas publicadas, dando mais espaço para “os bastidores”, comentando detalhes e o que me levou aos entrevistados/temas… Revelar contextos e detalhes, pois há um leque de mais de 10 anos entre algumas delas. Assim, penso que ao comentá-las e evidenciar os contextos revelarei parte do que penso ser a “relação entre pesquisa e pesquisador”, questão que demonstra nossa não isenção nas hipóteses de pesquisa e a complexidade de se construir um objeto. Não sei se consegui, mas tentei! ❤️ CuriosX?👇🏽 Escute o episódio e, se quiser, curta e compartilhe! Quer deixar opinião ou solicitar informação? [email protected]
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Mestríssimo Pedro #12 - A PedagoGinga de uma existência: negro, militante, operário, capoeira → Mestríssimo!
🗣️ Pedro Antônio Francisco (Mestríssimo Pedro) foi entrevistado por Leonardo Ângelo da Silva em companhia de Ronaldo Luiz Tibúrcio, em frente ao Palácio 17 de Julho (Prefeitura de Volta Redonda), em 2018. ✅ Mestríssimo fala de sua infância, de seus pais, seu início na capoeira e como a capoeira se tornou muito importante para ela a partir do momento que ele começou a se desconstruir enquanto “homem ocidental”. Narra suas vivências no Clube Palmares, a história de seu pai com o Clube, suas visões sobre o Clube e os atritos deste quando do surgimento do movimento negro na cidade. Atravessa a entrevista sua história enquanto trabalhador e estudante, evidenciando o quanto que o negro de Volta Redonda teve mais oportunidade de acesso à educação em relação às população negra na região e fecha a conversa tratando de sua participação na Greve de 1988! Curioso? Escute o episódio e, se quiser, curta e compartilhe!
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Geraldo Orozimbo #11 - Um migrante negro em uma cidade industrial: luta operária e antirracista em Volta Redonda
🗣️Senhor Geraldo Orozimbo foi entrevistado por Leonardo Ângelo da Silva (Dr. em História) em 08/03/2018. Foi a terceira entrevista e várias portas foram abertas, ele que apresentou o entrevistador ao senhor José Garcia… Orozimbo sabe muito mas tem esse jeito tranquilo e humilde , às vezes, fala quem nem fez tanto assim. ✅ Nessa entrevista ele volta no tempo, faz uma análise de sua trajetória, lembra de seus ancestrais e conta o porquê do “Orozimbo” no nome. Fala da migração de MG para Volta Redonda, de suas primeiras impressões sobre a cidade e da CSN, narra suas experiências de luta antirracista através de sua vivência e, não poderia faltar, fala do papel da Igreja Católica, de Dom Waldyr em sua história e nas mudanças que ele viu ocorrer em sua existência. Sr. Geraldo é militância, é existência, é resistência e é “testemunha”.
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Nice Nazário #10 - Mulher negra antirracista: trajetória, Volta Redonda e Clube Palmares.
📡 Na véspera deste dia 25/07/2021 que é o 🙌🏽"Dia da Mulher Negra, Latina e Caribenha" 🙌🏽, uma data símbolo de resistência das mulheres negras, é com prazer e orgulho que trago uma mulher resistente, lutadora e batalhadora para o episódio. Este é uma compilação da entrevista de Maria Eunice da Silva Santos Dias (Nice Nazário - nome artístico) em entrevista à historiadora e pesquisadora da região Gladys Guimarães. Mais uma vez obrigado Gladys! ✅Nice foi artista e escultora, articuladora cultural e presidenta do Clube Palmares. Nesta compilação ela trata de sua trajetória e já começa demonstrando o seu forte poder de mulher negra diante do racismo. Então, sem "papas na língua" e muito criteriosa, não perdia oportunidade de fazer intervenções pontuais contra atos racistas. Se dizia "quietinha" mas, como evidente na entrevista, racistas não passavam! Ela foi presidenta do Clube Palmares e também participou ativamente das movimentações do e pelo Clube. Fala de seu falecido marido, racismo em Volta Redonda e de outras questões e personagens. A entrevista foi concedida em 2012, na varanda de sua casa e por isso os ruídos tão notáveis no áudio. Seu marido, o Engenheiro Nazário já havia falecido e Nice falece em 2018. 👉🏽 Não deixem de conferir nosso canal no youtube (PedagoGinga) e, se quiser, curta e compartilhe: https://www.youtube.com/channel/UC17qp-HUIUC1Cd5XdolcZog
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João Laureano #9 - Negritude, trabalho, racismo e fundação do Clube Palmares!
🗣️João Laureano foi um dos membros fundadores do Clube Palmares em Volta Redonda, em 1965. Foi presidente do clube e, por vezes, seu tesoureiro. Me concedeu esta entrevista no final de 2018, na ocasião, com a presença de Marino Clinger, seu amigo e que é ex-prefeito de Volta Redonda. João faleceu há 1 mês (07/06/21)... Meus sinceros sentimentos à família! Na entrevista ele fala de sua chegada à Volta Redonda, do ambiente de trabalho na CSN, da combinação de estudos com o trabalho. Da estratégia familiar (em especial sua mãe) de dar uma "profissão" pra cada filho (assim um ajudaria o outro) e conta até de suas aventuras como bom jogador de futebol que foi. O foco da entrevista é sobre a motivação e fundação do Clube Palmares em Volta Redonda. 📽️ Não deixe de conferir o PedagoGinga no Youtube 👇🏽 https://www.youtube.com/channel/UC17qp-HUIUC1Cd5XdolcZog
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Maria Conceição dos Santos #8 - militante dos direitos humanos, mov. negro e feminista. Histórica na luta por direitos!
🗣️ Na entrevista, Conceição (como gosta de ser chamada) faz uma análise de sua própria trajetória em paralelo com a história de Volta Redonda, de sua construção de militante e mulher negra na cidade, das lutas que empreendeu como trabalhadora, como funcionária da CSN e como cidadã. Analisa sua ação na cidade através de uma perspectiva interseccional, adentra a questão sindical, das greves e dos movimentos sociais. A entrevista é atravessada por análise do cenário político atual, da situação dos movimentos sociais em uma perspectiva do "antes" e do "agora". 💡 Não deixe de conferir o nosso novo canal, o PedagoGinga, no Youtube: https://youtu.be/0xQCFlESo0s
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Maria do Carmo Milheiro #7 - Da Volta Redonda antiga às transformações no distrito que vira cidade.
Entrevistei a senhora Maria do Carmo em 2009, ela e o senhor Jouvacy me pareceram inseparáveis. Quando fiz a entrevista com ele, ela estava sempre presente e vocês notarão que a recíproca é verdadeira, senhor Jouvacy está na entrevista dela também! De forma bem descontraía dona Maria fala da Volta Redonda antiga, das dificuldades enfrentadas e de como, ao seu olhar, as transformações foram ocorrendo na cidade. Partindo de seu passado de trabalho na olaria de Volta Redonda, deixa nas entrelinhas o que era ser uma mulher negra nos anos 1940/50 na localidade, além de detalhar determinadas situações de tensionamento e transformação na cidade (dos bairros à emancipação). Espero que gostem, curtem e compartilhem!
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Jouvacy Milheiro Neto #6 - CSN, Trabalho, Volta Redonda, Militância, Carnaval, Samba e Futebol. Um negro em ação na cidade do aço!
Entrevistei o senhor Jouvacy em 2009, quando ele já tinha 83 anos. De cabeça muito ativa e raciocínio rápido, ele conseguiu tecer um panorama da cidade, empresa e lazer que muito colabora pra uma construção da história do lugar, mas contribui muito mais para entender o próprio entrevistado. Se ele se apresentou como aposentado da CSN, depois da entrevista você irá notar que ele foi trabalhador, músico, articulador cultural de blocos e escolas de samba, sambista, organizador e condutor do Clube Guaraní e por aí vai. Vem comigo e vamos curtir essa entrevista "raiz" de um ser fantástico que já não está mais entre nós! Comentários e sugestões? Acione meu Insta leoangelo.prof Abraços!
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Mestre Cabello #5 - Da Regional à Angola, uma história, várias reflexões e reconstruções!
Mestre Cabello nos deu a entrevista em 12/04/2016, na cidade de Durham-NC, quando então deu um Workshop na Duke University e no Terreiro de Arte e Cultura, espaço Afro da mesma cidade. Fui acompanhado pela professora Katya Wesolowski (Camarão, nome capoeira), professora da Duke. Cabello é o cidadão Eldio Basso Rolim Filho, sujeito alegre e ativo, cheio de energia que com mais de 50 anos tem um jogo de dar inveja em muito "novinho", tanto pela flexibilidade quanto pela força e velocidade, além do conhecimento que possui. Nesse episódio o Mestre trata da capoeira hoje e ontem. Por toda a entrevista a temática racial se faz presente, assim como as questões que envolvem classe social e os estranhamentos entre classe e raça. Partindo de sua ancestralidade e de sua cidade natal (Piracicaba), Cabello questiona qual o lugar dos negros na cidade? A capoeira regional que ele praticava por lá, já trazia toda uma laço com a cultura afro-brasileira, com as cordas refletindo as cores e fases dos Orixás, as fases como a percepção de cada capoeira. Avançando no tempo ele trata um pouco da política, Ditadura Militar e a situação da Capoeira e aí traça alguns paralelos entre a Regional e a Angola. É muito interessante como a Capoeira o fez ter uma reforma íntima, há rompimentos religiosos pois uma procura interna, do próprio caminho, se colocou como busca de religiosidade. Por fim e com base em suas experiências internacionais ele pontua as diferenças entre africanos X afro americanos, suas visões de inclusão ou exclusão e protagonismo; faz ainda uma reflexão sobre a diáspora da capoeira brasileira e o impacto social dela, tanto nos mestres quanto na Capoeira que se vê hoje. Se a "Capoeira é tudo que a boca come e tudo que o corpo dá" prestemos muita atenção aos mestres que continuam nos dando lições de vida. Axé!!!
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José Garcia #4 - Negritude, trajetória, lutas e memória de um homem negro na Cidade do Aço!
Entrevistei José Garcia 3 vezes, duas em 2007 e uma em 2018, meses antes de sua passagem. Em todas as vezes ele me deu uma atenção absurda, aquela coisa de quem se importa com o outro e sabe que conectar-se bem com o próximo é uma sabedoria de vida, uma forma de ancestralidade. Constatei isso mais pra frente no convívio com essa potência chamada José Garcia. Neste episódio tentei mesclar partes das entrevistas que fiz com as de Gladys Guimarães, amiga e outra pesquisadora da temática racial em Volta Redonda. Resumidamente posso dizer que José Garcia parte de sua própria história, conta sobre sua ancestralidade e o passado de sua família atrelado à condição de trabalho escravizado no interior de Minas Gerais, na cidade de Santa Cruz do Escalvado. Migra para Volta Redonda e chega na cidade em 1952, ao contrário de muitos dos outros trabalhadores ele possuía uma boa formação escolar, mesmo assim, segundo ele, não foi fácil conseguir emprego na Companhia Siderúrgica Nacional. A empresa, à época, era expressão maior de um pensamento racista que perpassava o Estado e a sociedade brasileira, isso impactou a experiência do senhor José Garcia, tanto no ambiente fabril como fora dele. De construções e encontros com "leis trabalhistas", atuação de luta por direitos civis-sindicais e tendo como norte a negritude e o conceito de classe trabalhadora, José Garcia nunca esqueceu sua origem e sempre teve um olhar "enegrecido" para as questões da cidade. Foi precursor e militou em movimentos negros, atuou como negro e trabalhador, negro e político, negro e religioso... Atuou muito! Em 1989 se elegeu vereador na cidade de Volta Redonda com o apoio do Movimento Negro Unificado! Pós mandato continuou atuando como sempre fez, o conheci em 2007, quando ela já estava com 80 anos e a última entrevista que fiz com ele foi em 2018 (91 anos) meses antes de seu falecimento. José Garcia, presente!!! Escute, se quiser curta o canal e compartilhe! (Para sugestões e críticas mande mensagem pelo meu Instagram pessoal - leoangelo.prof)
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Adelaide Maria Afonso Máximo #3 - Histórica Militância: Ser Mulher Negra e Militante na Cidade de Volta Redonda
Ela é Presidenta do Conselho de Igualdade Racial de Volta Redonda, Vice Presidenta do Movimento de Conscientização do Negro de Volta Redonda e Coordenadora da Pastoral Afro na Paróquia São Paulo Apóstolo. Nessa entrevista a Professora Adelaide, militante política e ativista de movimentos negros em Volta Redonda, fala sobre sua ancestralidade, de sua construção como mulher negra em meio à várias frentes que atou (do movimento de abertura política à luta sindical). Adelaide entra na questão de classe e raça em Volta Redonda, uma cidade planejada e forjada para ser operária e que tinha forte atração de trabalhadores migrantes, em sua maioria negros. Em decorrência dessa construção ela compara Volta Redonda com outras cidades da região. qual a diferença no simbólico, no papel e construção de negras e negros nas cidades comparadas? Fala da construção do Movimento de Conscientização do Negro em Volta Redonda, sua ação na Igreja Católica enquanto militante negra, adentra a discussão do empoderamento negro que vivemos atualmente, aceita e responde a provocação que fiz sobre um "empoderamento apenas estético", fala de políticas públicas para a população negra, das Cotas Raciais e faz críticas muito claras ao discurso de meritocracia. Fechando a entrevista ela trata de seu papel como educadora em uma educação antirracista! Adelaide mudou minha trajetória e o rumo de minha tese de doutoramento, espero que coloque várias minhocas nas cabeças dos ouvintes e que esta entrevista sirva de fonte primária, construção de referência para muitos dos negros e negras que estão a adentrar e adentrarão a história dos negrEs em Volta Redonda e região! Próximo episódio será da série "em memória" (não sei se será com esse nome). Como óbvio, a ideia é postar entrevistas que fiz com pessoas que já falecerem, mas que muito contribuíram com a construção da negritude em Volta Redonda, José Garcia, Jouvacy Milheiro (entre outros e outras) são parte desses negros que se foram, que trabalharam duro na sobrevivência e na militância, cada um a sua maneira, e que muito orgulho tive de entrevistar! Bora escutar? Escute e se quiser curta o canal e compartilhe!
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Mestre Valmir Santos Damasceno # 2 - Capoeira como filosofia de vida: reflexões sobre Brasil e EUA, racismo e a luta antirracista
Baiano e Metre de Capoeira, Valmir é uma figura ímpar. Sorriso aberto, ginga nos pés e muita mandinga no jogo e na vida! É com imenso prazer que coloco aqui uma entrevista que fiz com o Mestre nos idos de 2016, mais especificamente em 27 de março de 2016. Estávamos na casa de Santos Flores e Courtney Woods (ambos angoleiros, pais de Ananda e amados), num social após um Workshop de Capoeira Angola. Mestre Valmir é fundador da Fundação Internacional de Capoeira Angola e foi até a Carolina do Norte, na cidade de Durham, dar esse treino pra galera. A entrevista fez parte das construções e desconstruções que tive para concluir a tese de doutorado (2019). Nela o mestre fala de sua família de base matriarcal, fala da capoeira como elo filosófico pois ela trouxe a ele e nos remete a todo um poder do simbólico e da reconstrução (ancestralidade, religiosidade, relações sociais, critérios de amizade, etc), a capoeira é um lugar de potência! O mestre ainda mostra pontos de conexão entre a capoeira e o movimento negro e adentra o cenário das lutas pedagógicas, educacionais e mesmo os ambientes de escola, sempre visando a luta antirracista! Vamos nos pedagogingar com o Mestre Valmir! Axé!
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Apresentação
Em um relato breve, metaforando a vida através da capoeira você terá uma clara ideia das temáticas de nosso canal: PEDAGOGINGAR!
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Prof. Ms Lindinalvo Natividade - Mestre Lindi #1 -A capoeira em minha vida e como ferramenta pedagógica na luta antirracista
Nesta entrevista o Mestre Lindi, do Centro Esportivo de Capoeira Quarto Crescente, trata de sua história como capoeira e seus encontros, desencontros e reencontros com a Capoeira. Descreve como essa vivência na capoeiragem o levou a ver o mundo de outra forma. Mesmo quando adentrou o universo do trabalho docente, como professor na rede pública, sua visão já era bem diferente da comum pois era e é uma visão descolonizada, afrocentrada e de construção de diversidade. Teoria e prática juntas são a forma com que o mestre resolveu interpretar o mundo e sua própria prática! Mais sobre Lindinalvo Natividade! DOUTORANDO EM EDUCAÇÃO (UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - UERJ). MESTRE EM POLÍTICAS PÚBLICAS E FORMAÇÃO HUMANA (UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - UERJ, 2012). ESPECIALISTA EM DOCÊNCIA PARA O ENSINO SUPERIOR (CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VOLTA REDONDA - UNIFOA, 2007). LICENCIADO PLENO EM EDUCAÇÃO FÍSICA (CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VOLTA REDONDA - UNIFOA, 2004). DOCENTE DO CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BARRA MANSA – UBM. PROFESSOR DA REDE PÚBLICA DO MUNICÍPIO DE BARRA MANSA/RJ. MESTRE DE CAPOEIRA DO CENTRO ESPORTIVO DE CAPOEIRA QUARTO CRESCENTE, AUTOR DO LIVRO CAPOEIRANDO EU VOU. ÁREA DE INTERESSE: EDUCAÇÃO, EDUCAÇÃO FÍSICA, CAPOEIRA E ESTUDOS DOS/NOS/COM COTIDIANOS.
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ABOUT THIS SHOW
Um podcast destinado a diálogos com pessoas, grupos e ou coletivos que possuem uma ação antirracista, prática descolonizada e pautada na valorização da negritude e africanidades. Assim, o povo do Axé (Asé), personalidades do movimento negro, capoeiras, o povo do jongo e outras personalidades, principalmente da região Sul Fluminense do Estado do Rio de Janeiro, aparecerão por aqui. Sintonize na gente, pedagogingue-se!
HOSTED BY
LEONARDO ANGELO DA SILVA
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