PORTA33 — MADEIRA

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PORTA33 — MADEIRA

A Porta33 é um projecto de produção de arte contemporânea. Convida os artistas a realizarem exposições inéditas e, sempre que possível, a partir das vivências por eles experimentadas na Madeira. É também um projecto de divulgação. Organiza colóquios sobre o trabalho dos artistas, promove visitas guiadas às exposições em colaboração com a comunidade escolar e mantém um centro de documentação de cultura contemporânea.Visite o Website: https://porta33.com/Subscreva ao canal PORTA33 — ESCOLA DO PORTO SANTO:https://castbox.fm/channel/PORTA33-%E2%80%94-ESCOLA-DO-PORTO-SANTO-id3129113?country=pt

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    PEDRA SOL | Carolina Vieira e Isabel Carlos— Conversa de encerramento

    PEDRA SOL de Carolina VieiraPORTA33 — 28.10.2023 — 11.05.2024Encerramento da exposiçãoConversa com a artista e Isabel Carlossábado, 11 de Maio, às 18h na Porta33EIRA - Contributos para a Escola do Porto Santo e o seu TerritórioSaiba Mais em: https://www.porta33.com/porta33_madeira/exposicoes/content_exposicoes/eira/carolina-vieira-conversa.html

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    Notas para mapear a desobediência — por João Sarmento SJ

    BROTÉRIA — REVISTA SAI DO PAPEL NO FUNCHAL Sábado, 23 Março às 16h30 — Apresentação por P. José Frazão Correia SJ, Madalena Tamen e P. João Sarmento SJ Os editores da revista — P. José Frazão Correia SJ e Madalena Tamen — apresentam os artigos do mês e falam da relação que podem ter com a Porta33. Num segundo momento, o P. João Sarmento SJ, coordenador da galeria da Brotéria, fala sobre a importância de Mapear a Desobediência: as noções da formação e origem dos mapas, assim como o “caminhar”, enquanto meio, nas práticas de alguns autores da contemporaneidade. A ideia de uma “desobediência ativa” é algo que pode e deve contribuir para a prática cultural e artística dos nossos dias.Saiba mais em: https://www.porta33.com/porta33_madeira/eventos/content_eventos/broteria-revista/broteria-revista-apresentacao.html

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    PEDRA SOL — Conversa com Carolina Vieira e Nuno Faria

    Pedra Sol é o resultado de um período intermitente passado em residência na Escola do Porto Santo entre 2022 e 2023. Habitar a Escola, tendo-a como ponto central para pensar a ilha onde se insere, trouxe prontamente a necessidade de mapear o território circundante de forma a poder traduzi-lo para a linguagem sensível e matérica da Pintura. Os primeiros mapeamentos focaram-se na intensa diversidade geológica e material do Porto Santo onde, através percursos a pé, de registos gráficos e recolha de materiais rochosos e vegetais (estes últimos transformados em pigmentos, após moagem e filtragem) foi surgindo a gama cromática daquele lugar.Saiba mais em: https://www.porta33.com/porta33_madeira/exposicoes/content_exposicoes/eira/carolina-vieira-conversa.html#abertura

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    DUARTE BELO — A Escola, uma ilha no Universo

    DUARTE BELOEIRA - Contributos para a Escola do Porto Santo e o seu TerritórioA Escola, uma ilha no UniversoPORTA33 20.05 — 12.08.2023Esta exposição resulta das residências de Duarte Belo realizadas na Escola do Porto Santo, em 2022 e 2023. Com formação em arquitetura, desde 1986 que trabalha no levantamento fotográfico sistemático da paisagem, formas de povoamento e arquiteturas em Portugal. A Escola do Porto Santo é assumida por Duarte Belo como o ponto nodal da construção de um dispositivo visual baseado em percursos pedestres pelo espaço envolvente ao próprio edifício e que se estendem por toda a ilha de Porto Santo. Percursos fotografados aquando do caminhar, do movimento do corpo sobre a paisagem. Serão mostrados um número considerável de fotografias de cada uma das deslocações, de forma a que se consiga perceber a continuidade do espaço percorrido, da coerência da linha que é um somatório de pontos de vista que nos devolvem uma representação gráfica dos lugares percorridos.Saiba mais em: https://www.porta33.com/porta33_madeira/exposicoes/content_exposicoes/eira/duarte-belo/duarte-belo-levantamento-porto-santo-exposicao.html

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    ESTE SER QUE CAMINHA Catarina Rosendo e Emília Pinto de Almeida

    COALESCER, NO ESPAÇO DO CORPO EM PENSAMENTOSeminário contínuo e colectivo de desenho, dança e filosofia Concepção: Ana Mira PORTA33 — Fevereiro 2020 — Fevereiro 2023Esta conversa vem no seguimento do projecto Coalescer, ciclo de oficinas ligadas ao desenho, dança e filosofia que, com a curadoria de Ana Mira e a participação de um vasto colectivo de pessoas de diversas áreas artísticas e científicas, aqui tiveram lugar entre 2020 e 2022. Parte concretamente da última oficina do ciclo, “Este ser que caminha”, que se centrou na obra e no pensamento de Alberto Carneiro e coincidiu com a inauguração da exposição que agora se encerra, revisitando a passagem do artista pela PORTA33 há já vinte anos. Catarina Rosendo e Emília Pinto de Almeida irão abordar algumas ideias presentes na obra visual e escrita de Alberto Carneiro que constituem, também, tópicos transversais às práticas artísticas contemporâneas, nomeadamente a relação do corpo com o espaço e a experiência dos gestos enquanto desenho e rasto da memória, tendo em conta as investigações desenvolvidas pelo artista em torno das imagens da arte, da dimensão estética da cultura rural e da acção pedagógica e formativa em contextos universitários e artísticos.Saiba mais em: https://www.porta33.com/porta33_madeira/eventos/content_eventos/este-ser-que-caminha/coalescer_este_ser_que_caminha_Catarina_rosendo_emilia_pinto_almeida.html

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    ANA MIRA e EMÍLIA P. ALMEIDA Conferência-encontro

    COALESCER — Memória de uma constelação Conferência-encontro com Ana Mira e Emília Pinto de Almeida 16 SETEMBRO 2022 [sexta-feira] — 18h30Nesta conferência-encontro procuramos reflectir sobre problemas da percepção, da gravidade como peso-leveza, da duração das sensações e da imagem, da linguagem verbal vinda de práticas incorporadas, do caminhar do pensamento filosófico, da força da tradução entre a arte e a filosofia, do sensível e do inteligível na estética, da horizontalidade do colectivo, da temporalidade do encontro, do possível do mundo.Mais informações em: https://www.porta33.com/porta33_madeira/eventos/content_eventos/coalescer/coalescer_conferencia-encontro.html

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    ANA MIRA | COALESCER, no espaço do corpo em pensamento

    COALESCER, no espaço do corpo em pensamento é um seminário contínuo de desenho, dança e filosofia, sob o crivo particular do corpo, que reúne um conjunto de artistas, filósofos, investigadores e professores. O projecto decorrerá bimensalmente, entre 2020-2021, nas salas da Porta 33, para um público abrangente de faixa etária compreendida entre os 3 e os 70 anos de idade, com e sem experiência, também nos projectos anteriores da Porta33. COALESCER é um lugar para a experimentação do corpo e sua reflexão filosófica, através de práticas incorporadas de movimento, desenho, leitura, escrita e diálogo desenvolvidas num ambiente participativo e colaborativo.“So that the audience does not know whether I have stop dancing” foi o título que Trisha Brown deu à sua peça no Walker Art Center em 2008, onde fez a performance de um desenho. Para esta coreógrafa americana, o desenho surgia como esquema de composição e estudo dos limites do corpo, num cruzamento entre a performance de dança e as artes visuais. Com o objectivo principal de fazer espaço do corpo e sua reflexão filosófica em coalescência, o desenho permite ora construir partituras de improvisação e composição coreográfica a partir de proposições filosóficas, ora traduzir a sensação no papel – aquela do espaço do corpo em pensamento. Este último, como pensamento filosófico, é influenciado por Friedrich Nietzsche e Gilles Deleuze, entre outros autores, em nome de uma potência de vida do corpo.A natureza do projecto dá predominância à investigação artística e filosófica desenvolvida através da voz de cada um dos participantes, num regime de partilha do sensível entre a vida e a arte; pois pretende-se que as séries de práticas e teorias, em coalescência, incitem à experiência vivida, ao conhecimento e revelação de si.Ana Mira, 2020Ana Mira — BiografiaAna Mira é investigadora, professora, coreógrafa, performer e escreve sobre Dança e Filosofia. Estudou Práticas Somáticas e Dança Contemporânea na Europa e nos Estados Unidos, e completou o Doutoramento em Filosofia /Estética na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - Universidade Nova de Lisboa, sob orientação do filósofo e professor José Gil, como investigadora visitante no Centre for Research in Modern European Philosophy e bolseira da Fundação para a Ciência e Tecnologia (2014). Na performance de dança destaca “At Once”, adaptação do solo de Deborah Hay/SPCP 2009 (Teatro Maria Matos, 2010) e a sua colaboração com Rosemary Butcher em “After Kaprow” (The Place Theatre, 2012) e “Test Pieces” (NottFestival, 2015), em Inglaterra. Tem leccionado em instituições académicas e artísticas, actualmente, na Escola Superior de Teatro e Cinema, Ar.Co - Centro de Arte e Comunicação Visual e C.E.M. – Centro em Movimento. Encontram-se publicados os seus ensaios: "Sensorial document" (Journal of Dance & Somatic Practices, 2016), "Afectivo primitivo" (Nuisis Zobop /Instituto de Filosofia - Universidade do Porto, 2017), "Contornos de Inexistência" (Teatro Municipal do Porto /Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 2018), “Caminha a tua vida: a autobiografia como acto crítico em “Still/Here de Bill T. Jones (1994) (Vendaval, 2019). É investigadora no IFILNOVA - Instituto de Filosofia da Nova e no colectivo baldio | Estudos de Performance. http://ana-mira.com/

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    GABRIELE OROPALLO | Atlantic Wonder

    Atlantic Wonder  International Summer SchoolPORTA33 — 27.07.2019Organização: Departamento de Arte e Design da Universidade da MadeiraMadeira will host the second edition of the Atlantic Wonder Summer School from 23–30 July 2019. The rich biodiversity and presence of various natural ecosystems make of the island the perfect living lab to experiment with and shape a Nature Centred Design approach.This year we will focus on tools and methods that belong to the natural sciences. We will explore and apply these in order to learn about the complex interconnections within natural mechanisms and systems.The first step in shifting from an anthropocentric to nature centric design approach is to understand nature’s rhythms and needs. Through direct experiences and activities in nature, the participants will work with, and reflect upon, the relationship between the natural sciences and design. By bridging these two worlds we aim to foster insights that can inform the public about natural cycles, routes and rhythms and to design for sustainable and resilient systems.Participants will interact with experts from a range of disciplines in the natural sciences and design, while developing an interdisciplinary mindset and approach towards sustainable development.Gabriele OropalloHe is Senior Lecturer in Design Critical and Contextual Studies and Course Leader of the MA by Project at The Cass School of Art, Architecture and Design, London Metropolitan University. He teaches Academic Practice at the University of the Arts London. He serves as Trustee and member of the Executive Committee of the Design History Society. His research examines the design-nature entanglement and the making of informed materials. He also co-founded critical design practices Repair Society and Arquipélagos Urbanos, whose work was featured respectively at the Istanbul Design Biennial and São Paulo Architecture Biennial. He regularly contributes to the magazine Form. His recent publications include chapters in books such as Craft Economies (Bloomsbury, 2018) and Design Culture (Bloomsbury, 2019).

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    VANESSA DE LUCA | Atlantic Wonder

    Atlantic Wonder  International Summer SchoolPORTA33 — 27.07.2019Organização: Departamento de Arte e Design da Universidade da MadeiraMadeira will host the second edition of the Atlantic Wonder Summer School from 23–30 July 2019. The rich biodiversity and presence of various natural ecosystems make of the island the perfect living lab to experiment with and shape a Nature Centred Design approach.This year we will focus on tools and methods that belong to the natural sciences. We will explore and apply these in order to learn about the complex interconnections within natural mechanisms and systems.The first step in shifting from an anthropocentric to nature centric design approach is to understand nature’s rhythms and needs. Through direct experiences and activities in nature, the participants will work with, and reflect upon, the relationship between the natural sciences and design. By bridging these two worlds we aim to foster insights that can inform the public about natural cycles, routes and rhythms and to design for sustainable and resilient systems.Participants will interact with experts from a range of disciplines in the natural sciences and design, while developing an interdisciplinary mindset and approach towards sustainable development.Vanessa De LucaShe is a design traveler and explorer. She is studying wildplants and related folk knowledge in the Mediterranean area as completion of her herbalism training and holistic medicine formation. Currently she is part of the Laboratory of visual (SUPSI) in Switzerland leading international projects and interdisciplinary initiatives. PhD in Design and Multimedia Communication, her explorations of the links between nature and interactive technologies promote a designer approach focusing on the growth of skills of cooperation among tools and people within sharing contexts of networking. Her research explores how design, services and interactive artifacts can create a positive shifts for an healthy lifestyles and a sustainable society. Vanessa has carried out many articles, research and business projects on games and interactive interfaces for behavioural change, smart services, educational tools, design for wellbeing, ICT for environmental and cultural heritage.www.ludicdesign.wordpress.comhttps://www.researchgate.net/profile/Vanessa_De_Luca

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    ALASTAIR FUAD-LUKE | Atlantic Wonder

    Atlantic Wonder  International Summer SchoolPORTA33 — 27.07.2019Organização: Departamento de Arte e Design da Universidade da MadeiraMadeira will host the second edition of the Atlantic Wonder Summer School from 23–30 July 2019. The rich biodiversity and presence of various natural ecosystems make of the island the perfect living lab to experiment with and shape a Nature Centred Design approach.This year we will focus on tools and methods that belong to the natural sciences. We will explore and apply these in order to learn about the complex interconnections within natural mechanisms and systems.The first step in shifting from an anthropocentric to nature centric design approach is to understand nature’s rhythms and needs. Through direct experiences and activities in nature, the participants will work with, and reflect upon, the relationship between the natural sciences and design. By bridging these two worlds we aim to foster insights that can inform the public about natural cycles, routes and rhythms and to design for sustainable and resilient systems.Participants will interact with experts from a range of disciplines in the natural sciences and design, while developing an interdisciplinary mindset and approach towards sustainable development.Alastair Fuad-LukeDesign facilitator, educator, writer and activist. His books include Agents of Alternatives (co-edited), Design Activism, and The Eco-design Handbook. Presently he is Full Professor of Design Research at the Faculty of Design & Art at the Free University of Bozen-Bolzano, Italy. Previously he was Professor of Emerging Design Practices at the School of Arts, Design and Architecture, Aalto University, Finland, exploring co-design, openness and sharing, and a Visiting Professor at the Department of Communication and Art, University of Aveiro, Portugal. Projects in recent years include Mode Uncut, a Codesign Manual, Return on Giving for the City of Lahti, Finland; and an Eco-Innovera research project, SHIFT about how to better support eco-innovation SMEs and startups in Europe. Present research focuses on: design and resilient agri-cultures, through What Could A Farm Be? a pilot project and network, muu-baa, in South Tyrol, Italy; and an open source co-e-knitting initiative.http://www.shift-project.eu/https://modeuncut.wordpress.com/

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    FLORIAN HECKER — Synthetic Statistics

    Conversa entre Florian Hecker, Michael Newman, Robin Mackay e Miguel Wandschneider sobre a exposição ‘Synthetic Statistics’ de Florian HeckerPORTA33 — 25.05.2019Florian Hecker Nascido em 1975 em Augsburg, na Alemanha, cresceu na cidade de Kissing e estudou Linguística Computacional e Psicolinguística na Ludwig Maximilian Universität, em Munique, e Belas Artes na Akademie der Bildenden Künste, em Viena. Desde 2014, é bolseiro do Chanceler da Universidade de Edimburgo. As suas criações incluem trabalhos de som sintetizado, que convidam o público a embarcar numa viagem sensorial alicerçada sobre um exercício de escuta imersiva, através da performance, instalação e publicação. Os seus projetos exploram a modernidade composicional do período pós-guerra, a audiologia e o conhecimento psicoacústico. Desde 1996, Hecker tem protagonizado inúmeras performances e concertos internacionais, tanto em grandes salas como em festivais de música eletrónica contemporânea. 'Inspection' (Projeto Maida Vale), sua mais recente obra, foi encomendada pela BBC Radio 3 como a primeira transmissão binaural da BBC, e 'FAVN' foi apresentada na Alte Oper Frankfurt em parceria com o MMK Museum für Moderne Kunst Frankfurt am Main (ambas em 2016). A sua colaboração com Reza Negarestani, 'A Script for Machine Synthesis', foi apresentada no Stedelijk Museum Amsterdam e na Maison de la Radio, em Paris (2015), e 'Formulation' (Project FLV) foi apresentado como parte da exposição inaugural na Fondation Louis Vuitton, em Paris (2014). Grandes exibições e apresentações recentes do artista incluem, entre outros, os projetos 'Florian Hecker - Synopsis / Seriation', Museu de Arte da CU, Universidade do Colorado em Boulder, CO, EUA (2018); 'Florian Hecker - Halluzination, Perspektive, Synthese', Kunsthalle Wien, Viena; 'Florian Hecker - Synopsis, Tramway, Glasgow' (ambos em 2017); 'Florian Hecker - Formulations', MMK Museum für Moderne Kunst Frankfurt, Main (2016); 'Florian Hecker - Formulations', Culturgest, Porto; e Künstlerhaus Graz e Midway Contemporary Art, Minneapolis (todos em 2015); 'Sadie Coles HQ', Londres; Galerie Neu / MD72, Berlim; 'Articulação', Lumiar Cité, Lisboa; Documenta 13, Kassel; e Festival Nouveau, Centre Georges Pompidou, Paris (todos em 2012). Da extensa discografia de Hecker destacam-se 'A Script for Machine Synthesis' (Editions Mego, Viena, 2017); 'Articulação Sintética' (Edições Mego, Viena, 2017); 'Hecker Leckey Sound Voice Chimera' (Pan, Berlim, 2015); 'Speculative solution' (Edições Mego, Viena, 2011); e 'Acid in the Style of David Tudor' (Edições Mego, Viena, 2009).Robin Mackay, diretor da Urbanomic Media Ltd, editora que divulga a relação interdisciplinar na arte contemporânea.Michael Newman é professor no Departamento de Arte de Goldsmiths da Universidade de Londres.Miguel Wandschneider, membro da Guy de Cointet Society (Paris). Durante uma década, foi responsável pela curadoria do programa de exposições da Culturgest.

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    JOSÉ CARLOS MARQUES — Paulo David | Atlas da Cidade [1ª Parte]

    José Carlos MarquesConferênciaDe volta às raízes. Funchal, cidade agropolitanaPorta33 - 11 de Maio de 2019Há muito que José Carlos Marques vem debruçando o olhar sobre o território, mas este não é um vulgo olhar. É com outros olhos e outra pele que o investigador indaga o Atlas da Cidade de Paulo David, em exposição na Porta 33, percorrendo-o de dentro da terra até ao cimo. Ao cimo de tudo. Depois de João Baptista (engenheiro geológico) e Cristina Pereira (arquiteta), José Carlos Marques é o próximo orador a entrar por esta Porta, para aprofundar uma narrativa que vem sendo edificada, desde que abriu ao público a mostra ‘Da continuidade das formas e do modo como pousam’, projeto que dá a conhecer a obra e o tempo do arquiteto madeirense Paulo David, a partir de diferentes perspetivas, sensibilidades e pensamentos, posicionando a nossa cidade na ponta do lápis inteiro que se afia ao desenho. Agendada para o dia 11 de maio, a conferência proferida por José Carlos Marques intitula-se ‘De volta às raízes. Funchal, cidade agropolitana*’ e, segundo o próprio, dividir-se-á em dois momentos fundamentais: o primeiro inclinar-se-á sobre o entendimento do território “de baixo para cima, a partir do solo”, numa abordagem que procurará demonstrar “como todo o território se desenvolve a partir dos seus alicerces.”; e o segundo decorrerá em torno da reinterpretação da origem do termo ‘cidade’ (do latim ‘civitas’), propondo-se “pensar a relação desta com o sistema alimentar.”, afirma José Carlos Marques, adiantando que “não se pode pensar a cidade do Funchal, que é uma cidade com características agropolitanas, sem se pensar, também, no território a montante, quer em termos de segurança contra as catástrofes naturais, quer em termos do espaço destinado à produção de alimentos.” Neste contexto, o investigador evoca “a muralha a montante procurada por Paulo David” e lembra que, na Região (não sendo esta caso isolado), a fronteira entre o campo e a cidade é muito ténue, condição que “está na origem dos acidentes de quinta geração”, verificados, precisamente, em zonas onde esta fronteira não se encontra bem definida. “Este mosaico da paisagem tem de ser resiliente.”, afirma, mostrando-se confiante num conjunto de tendências e soluções internacionais que podem fazer face ao fenómeno. José Carlos Marques acredita que é possível “projetar um futuro completamente diferente”, recorrendo aos meios e tecnologias, hoje, disponíveis.Sobre José Carlos MarquesNasceu na Areia Branca, concelho da Lourinhã, em 1967, onde residiu e trabalhou em várias experiências de produção agrícola até 1993. Engenheiro Técnico Agrário, pela Escola Superior Agrária de Santarém, em 1993. Licenciado em Ciências Agrárias pela Escola Superior Agrária de Santarém do Instituto Politécnico de Santarém, em 2012. Desde 1993, liderou a implementação e desenvolvimento da Agricultura Biológica na Região Autónoma da Madeira. Exerceu funções na carreira técnica do Parque Natural da Madeira (1993/2000), instituição onde concretizou diversas iniciativas de divulgação/formação e apoio técnico à Agricultura Biológica. Colaborou no levantamento botânico da Floresta Laurissilva, trabalho de base para candidatura da Laurissilva a património Mundial (1993-1995)Coautor do livro: Uma Avaliação Qualitativa e Quantitativa, edição do Parque Natural da Madeira. (C/H. Costa Neves, Virgínia Valente, Bernardo Faria, Isamberto Silva, Paulo Oliveira, Nuno Gouveia e Paulo Silva). Secretaria Regional de agricultura florestas e pescas. (1995).Foi nomeado em 2001, pelo Secretário Regional do Ambiente e dos Recursos Naturais da Região Autónoma da Madeira, encarregado de Missão para o Desenvolvimento da Agricultura Biológica, cargo que desempenhou até 2005. Foi cofundador da revista nacional “Segredo da Terra” e desempenhou funções de redator no período de 2002 a 2015. Exerceu funções de Diretor de Serviços de Desenvolvimento da Agricultura Biológica na Direção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural durante o período de 2005-1015. Ao longo da sua vida profissional tem proferido inúmeras conferências em escolas, congressos, seminários, jornadas técnicas.Coautor do livro “As Bases da Agricultura Biológica Tome I – Produção Vegetal”, (C/Jorge Ferreira, António Strecht, Laura Torres, Fernando Serrador, António Marreiros, Margarida Silva, Ana Cristina Cunha Queda, Ernesto Vasconcelos, J. Raul Rodrigues, José Carlos Franco; Florentino Valente, Maria Mendes Fernandes; Ana Teresa Ferreira, Fernanda Cabral), 2ª Edição 2012. Responsável pelo Capítulo 3.21, Gestão das ervas em agricultura biológica. Capítulo 1.9, Custos de produção e sustentabilidade económica da agricultura biológica. Atualização e revisão.Regente das cadeiras de sistemas agrícolas e proteção fitossanitária em agricultura biológica, no CET e CTeSP em agricultura biológica da Universidade da Madeira até 2017.Participou em vários congressos internacionais da IFOAM (Federação Internacional de Agricultura Biológica). 16ª Conferência Científica Internacional da IFOAM, Modena, Itália. 15.ª Conferência Científica Internacional da IFOAM, Adelaide, Australia. Organic viticulture and Wine Conference 8th da IFOAM, Adelaide, Australia. 13Th International IFOAM Scientific Conference em Basileia – Suíça.Delineou e coordenou a estratégia para o desenvolvimento, promoção e comunicação da agricultura e pecuária biológicas na Madeira até 2015. Responsável pela coordenação da assessoria técnica a todos os intervenientes do setor da agricultura biológica, Secretaria da Educação, Universidade da Madeira, Empresas de preparação/transformação, Hotelaria e Restauração, Juntas de Freguesia, Associações de consumidores e RTP-Madeira, no período 2005-2015.

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    JOSÉ CARLOS MARQUES — Paulo David | Atlas da Cidade [2.ªparte]

    José Carlos MarquesConferênciaDe volta às raízes. Funchal, cidade agropolitanaPorta33 - 11 de Maio de 2019Há muito que José Carlos Marques vem debruçando o olhar sobre o território, mas este não é um vulgo olhar. É com outros olhos e outra pele que o investigador indaga o Atlas da Cidade de Paulo David, em exposição na Porta 33, percorrendo-o de dentro da terra até ao cimo. Ao cimo de tudo. Depois de João Baptista (engenheiro geológico) e Cristina Pereira (arquiteta), José Carlos Marques é o próximo orador a entrar por esta Porta, para aprofundar uma narrativa que vem sendo edificada, desde que abriu ao público a mostra ‘Da continuidade das formas e do modo como pousam’, projeto que dá a conhecer a obra e o tempo do arquiteto madeirense Paulo David, a partir de diferentes perspetivas, sensibilidades e pensamentos, posicionando a nossa cidade na ponta do lápis inteiro que se afia ao desenho. Agendada para o dia 11 de maio, a conferência proferida por José Carlos Marques intitula-se ‘De volta às raízes. Funchal, cidade agropolitana*’ e, segundo o próprio, dividir-se-á em dois momentos fundamentais: o primeiro inclinar-se-á sobre o entendimento do território “de baixo para cima, a partir do solo”, numa abordagem que procurará demonstrar “como todo o território se desenvolve a partir dos seus alicerces.”; e o segundo decorrerá em torno da reinterpretação da origem do termo ‘cidade’ (do latim ‘civitas’), propondo-se “pensar a relação desta com o sistema alimentar.”, afirma José Carlos Marques, adiantando que “não se pode pensar a cidade do Funchal, que é uma cidade com características agropolitanas, sem se pensar, também, no território a montante, quer em termos de segurança contra as catástrofes naturais, quer em termos do espaço destinado à produção de alimentos.” Neste contexto, o investigador evoca “a muralha a montante procurada por Paulo David” e lembra que, na Região (não sendo esta caso isolado), a fronteira entre o campo e a cidade é muito ténue, condição que “está na origem dos acidentes de quinta geração”, verificados, precisamente, em zonas onde esta fronteira não se encontra bem definida. “Este mosaico da paisagem tem de ser resiliente.”, afirma, mostrando-se confiante num conjunto de tendências e soluções internacionais que podem fazer face ao fenómeno. José Carlos Marques acredita que é possível “projetar um futuro completamente diferente”, recorrendo aos meios e tecnologias, hoje, disponíveis.Sobre José Carlos MarquesNasceu na Areia Branca, concelho da Lourinhã, em 1967, onde residiu e trabalhou em várias experiências de produção agrícola até 1993. Engenheiro Técnico Agrário, pela Escola Superior Agrária de Santarém, em 1993. Licenciado em Ciências Agrárias pela Escola Superior Agrária de Santarém do Instituto Politécnico de Santarém, em 2012. Desde 1993, liderou a implementação e desenvolvimento da Agricultura Biológica na Região Autónoma da Madeira. Exerceu funções na carreira técnica do Parque Natural da Madeira (1993/2000), instituição onde concretizou diversas iniciativas de divulgação/formação e apoio técnico à Agricultura Biológica. Colaborou no levantamento botânico da Floresta Laurissilva, trabalho de base para candidatura da Laurissilva a património Mundial (1993-1995)Coautor do livro: Uma Avaliação Qualitativa e Quantitativa, edição do Parque Natural da Madeira. (C/H. Costa Neves, Virgínia Valente, Bernardo Faria, Isamberto Silva, Paulo Oliveira, Nuno Gouveia e Paulo Silva). Secretaria Regional de agricultura florestas e pescas. (1995).Foi nomeado em 2001, pelo Secretário Regional do Ambiente e dos Recursos Naturais da Região Autónoma da Madeira, encarregado de Missão para o Desenvolvimento da Agricultura Biológica, cargo que desempenhou até 2005. Foi cofundador da revista nacional “Segredo da Terra” e desempenhou funções de redator no período de 2002 a 2015. Exerceu funções de Diretor de Serviços de Desenvolvimento da Agricultura Biológica na Direção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural durante o período de 2005-1015. Ao longo da sua vida profissional tem proferido inúmeras conferências em escolas, congressos, seminários, jornadas técnicas.Coautor do livro “As Bases da Agricultura Biológica Tome I – Produção Vegetal”, (C/Jorge Ferreira, António Strecht, Laura Torres, Fernando Serrador, António Marreiros, Margarida Silva, Ana Cristina Cunha Queda, Ernesto Vasconcelos, J. Raul Rodrigues, José Carlos Franco; Florentino Valente, Maria Mendes Fernandes; Ana Teresa Ferreira, Fernanda Cabral), 2ª Edição 2012. Responsável pelo Capítulo 3.21, Gestão das ervas em agricultura biológica. Capítulo 1.9, Custos de produção e sustentabilidade económica da agricultura biológica. Atualização e revisão.Regente das cadeiras de sistemas agrícolas e proteção fitossanitária em agricultura biológica, no CET e CTeSP em agricultura biológica da Universidade da Madeira até 2017.Participou em vários congressos internacionais da IFOAM (Federação Internacional de Agricultura Biológica). 16ª Conferência Científica Internacional da IFOAM, Modena, Itália. 15.ª Conferência Científica Internacional da IFOAM, Adelaide, Australia. Organic viticulture and Wine Conference 8th da IFOAM, Adelaide, Australia. 13Th International IFOAM Scientific Conference em Basileia – Suíça.Delineou e coordenou a estratégia para o desenvolvimento, promoção e comunicação da agricultura e pecuária biológicas na Madeira até 2015. Responsável pela coordenação da assessoria técnica a todos os intervenientes do setor da agricultura biológica, Secretaria da Educação, Universidade da Madeira, Empresas de preparação/transformação, Hotelaria e Restauração, Juntas de Freguesia, Associações de consumidores e RTP-Madeira, no período 2005-2015.

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    CRISTINA PEREIRA — Paulo David | Atlas da Cidade [2.ªparte]

    "Vazios Urbanos" — conferência de Cristina Pereira(arquiteta e diretora do Departamento de Ordenamento do Território da Câmara Municipal do Funchal)Porta33 — 04.05.2019É sobre os ‘Vazios Urbanos’ que se debruça o olhar da arquiteta Cristina Pereira, voz que entra pela Porta 33, no próximo sábado, 4 de maio, quando o relógio marcar as 18h00. Esta é mais uma conferência inserida no ciclo dedicado ao segundo momento da exposição de Paulo David, ‘Atlas da Cidade’, obra arquitetónica patente ao público neste centro de cultura até 11 de maio. Cristina Pereira lançará um olhar amplo e profundo sobre as múltiplas dimensões do conceito de cidade, detendo-se na sua génese, anatomia e significados, enquanto “testemunho de uma grande transformação, que carrega uma herança e uma memória.” Na sua intervenção, a especialista pretende caracterizar a cidade no seu todo, abordando a sua evolução histórica até aos dias de hoje e, ao mesmo tempo, alertando para “a necessidade de repensar o modo de agir sobre a cidade”, à luz da visão estratégica que está a ser implementada com base no novo Plano Diretor Municipal (PDM). Questões como a reabilitação urbana e a mobilidade urbana, a melhoria da qualidade de vida e a prevenção de riscos naturais, com particular enfoque no espaço público, serão alguns das subtemas a emergir, num discurso que cruzará disciplinas indissociáveis da arquitetura, como a geografia, a engenharia ou a sociologia, entre outras.Cristina PereiraNascida em 1976, licenciou-se em Arquitetura de Gestão Urbanística pela Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa (2000). Mestre em Regeneração Urbana e Ambiental (2008), com o tema ‘O turismo, fator de degradação versus fator de regeneração: o caso do centro histórico do Funchal’. Atualmente, é doutoranda em Urbanismo, estando a desenvolver a sua tese de investigação na área do planeamento urbanístico.Desde 2001, e ao longo da sua experiência profissional, tem vindo a desenvolver trabalhos na área do ordenamento do território e planeamento urbano, com o desenvolvimento, execução e coordenação de planos municipais de ordenamento do território, projetos de espaços públicos e, na área do urbanismo, com a gestão de projetos de urbanismo e edificação, análise e apreciação técnica de projetos de arquitetura e urbanização, enquanto técnica superior da Câmara Municipal do Funchal. Da sua experiência, salienta-se a coordenação técnica de planos municipais de ordenamento do território, destacando-se a coordenação técnica municipal da Revisão do Plano Diretor Municipal do Funchal.No período de 2014, exerceu funções de apoio ao gabinete à presidência da Câmara Municipal do Funchal – vereação do Urbanismo, assumindo, em 2015, e até o final de 2018, o desempenho de chefe de divisão da Divisão de Estudos e Estratégia, com a responsabilidade de coordenação do processo de revisão do Plano Diretor Municipal do Funchal, assim como com a coordenação e desenvolvimento do Sistema Municipal de Informação Geográfica (SIG), mantendo e atualizando, permanentemente, as bases de dados municipais e disponibilizando essa informação para entidades e público em geral.Desde o início de 2019, iniciou funções como diretora do Departamento de Ordenamento do Território da Câmara Municipal do Funchal, integrando áreas no domínio municipal da apreciação urbanística, do planeamento urbano, da reabilitação urbana e projetos, da mobilidade e do trânsito e da informação geográfica municipal.

  15. 91

    CRISTINA PEREIRA — Paulo David | Atlas da Cidade [1ª Parte]

    'Vazios Urbanos'- conferência de Cristina Pereira(arquiteta e diretora do Departamento de Ordenamento do Território da Câmara Municipal do Funchal)Porta33 — 04.05.2019É sobre os ‘Vazios Urbanos’ que se debruça o olhar da arquiteta Cristina Pereira, voz que entra pela Porta 33, no próximo sábado, 4 de maio, quando o relógio marcar as 18h00. Esta é mais uma conferência inserida no ciclo dedicado ao segundo momento da exposição de Paulo David, ‘Atlas da Cidade’, obra arquitetónica patente ao público neste centro de cultura até 11 de maio. Cristina Pereira lançará um olhar amplo e profundo sobre as múltiplas dimensões do conceito de cidade, detendo-se na sua génese, anatomia e significados, enquanto “testemunho de uma grande transformação, que carrega uma herança e uma memória.” Na sua intervenção, a especialista pretende caracterizar a cidade no seu todo, abordando a sua evolução histórica até aos dias de hoje e, ao mesmo tempo, alertando para “a necessidade de repensar o modo de agir sobre a cidade”, à luz da visão estratégica que está a ser implementada com base no novo Plano Diretor Municipal (PDM). Questões como a reabilitação urbana e a mobilidade urbana, a melhoria da qualidade de vida e a prevenção de riscos naturais, com particular enfoque no espaço público, serão alguns das subtemas a emergir, num discurso que cruzará disciplinas indissociáveis da arquitetura, como a geografia, a engenharia ou a sociologia, entre outras.Cristina PereiraNascida em 1976, licenciou-se em Arquitetura de Gestão Urbanística pela Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa (2000). Mestre em Regeneração Urbana e Ambiental (2008), com o tema ‘O turismo, fator de degradação versus fator de regeneração: o caso do centro histórico do Funchal’. Atualmente, é doutoranda em Urbanismo, estando a desenvolver a sua tese de investigação na área do planeamento urbanístico.Desde 2001, e ao longo da sua experiência profissional, tem vindo a desenvolver trabalhos na área do ordenamento do território e planeamento urbano, com o desenvolvimento, execução e coordenação de planos municipais de ordenamento do território, projetos de espaços públicos e, na área do urbanismo, com a gestão de projetos de urbanismo e edificação, análise e apreciação técnica de projetos de arquitetura e urbanização, enquanto técnica superior da Câmara Municipal do Funchal. Da sua experiência, salienta-se a coordenação técnica de planos municipais de ordenamento do território, destacando-se a coordenação técnica municipal da Revisão do Plano Diretor Municipal do Funchal.No período de 2014, exerceu funções de apoio ao gabinete à presidência da Câmara Municipal do Funchal – vereação do Urbanismo, assumindo, em 2015, e até o final de 2018, o desempenho de chefe de divisão da Divisão de Estudos e Estratégia, com a responsabilidade de coordenação do processo de revisão do Plano Diretor Municipal do Funchal, assim como com a coordenação e desenvolvimento do Sistema Municipal de Informação Geográfica (SIG), mantendo e atualizando, permanentemente, as bases de dados municipais e disponibilizando essa informação para entidades e público em geral.Desde o início de 2019, iniciou funções como diretora do Departamento de Ordenamento do Território da Câmara Municipal do Funchal, integrando áreas no domínio municipal da apreciação urbanística, do planeamento urbano, da reabilitação urbana e projetos, da mobilidade e do trânsito e da informação geográfica municipal.

  16. 90

    JOÃO BAPTISTA | Paulo David | Atlas da Cidade

    De um novo pouso [profundo] sobre o Atlas da CidadeEncontro entre Paulo David e João BaptistaPorta33 — 06.04.2019Sobre João Baptista (biografia resumida)Nascido a 30 de julho de 1968, na Freguesia de Santo António, Funchal, é licenciado em Engenharia Geológica e doutorado em Geociências pela Universidade de Aveiro. Desde 2003, é Investigador Integrado da Unidade de Investigação GeoBioTec, Fundação para a Ciência e Tecnologia, Departamento de Geociências da Universidade de Aveiro, e, desde 2007, colaborador investigador do Laboratório de Tecnologia Farmacêutica e do Medicamento da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto.Foi Fundador e Diretor da Madeira Rochas – Divulgações Científicas e Culturais e da EnGeoMad – Geoengenharia e Consultadoria, em 1996 e 2000, respetivamente. Conta com cento e noventa e sete artigos científicos publicados em revistas técnico-científicas e atas de congressos nacionais e internacionais, cinco livros técnico-científicos, trinta e nove publicações didáticas e de divulgação científica e noventa e sete projetos/estudos técnico-científicos realizados.Orientou nove teses de mestrado e três teses de doutoramento, e foi coordenador de vários projetos de investigação técnica e científica aplicada. É Consultor, assessor e perito nas áreas da geoengenharia e da geomedicina de diversos organismos públicos e privados. Em 2013, criou a marca Terramiga – Produtos Dermocosméticos e Dermoterapêuticos, sendo coordenador técnico e científico da equipa de trabalho desde 2009.Foi autor e apresentador das séries televisivas de divulgação científica e cultural ‘O tempo escrito nas rochas’ (2007) e ‘Pedras que Falam’ (2012), exibidas em vários canais da RTP.Vários trabalhos técnicos, científicos e culturais desenvolvidos pelo autor foram reconhecidos e premiados em diversas ocasiões.

  17. 89

    ANASTÁTICA, de Manuel Rodrigues [apresentação]

    Apresentação da antologia Anastática dedicada a Alberto Pimenta, de Manuel RodriguesPORTA — 33 31.03.2019MANUEL RODRIGUES nasceu em Lisboa em 1959, licenciou-se em em Filosofia em 1984, pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, onde depois completou uma Pós-Graduação (1993) e um Mestrado em Filosofia Contemporânea (1996) com «Sophia momentanea - Criação e Liberdade na filosofia de Vladimir Jankélévitch», sob a orientação de Manuel José do Carmo Ferreira e de Joaquim Cerqueira Gonçalves. Depois de ter lecionado Filosofia, Psicologia e Sociologia no Ensino Secundário entre 1986 e 1992, foi regente de várias disciplinas na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, em Torres Vedras e em Lisboa. Entre outras actividades, é ainda regente de Estética, com o curso anual Imagem e Semelhança/et in Arcadia Ego, no Ar.Co (Centro de Arte e Comunicação Visual) desde 1993

  18. 88

    O HOMEM-PYKANTE DIÁLOGOS COM PIMENTA

    Conversa sobreO Homem-PykanteDiálogos Kom Pimentaum phYlme de Edgar PêraKom Alberto Pimenta PORTA33Domingo — 31.03.2019 — 11:30 hConversa com Edgar Pêra, Lúcia Evangelista e Manuel Rodrigues“Um sorriso é mais barato que a electricidade e dá mais luz à mocidade"O Homem-Pykante – Diálogos com Pimenta não é um documentário de homenagem, é um filme poético de celebração da obra de Alberto Pimenta, fruto de uma amizade e cumplicidade mantidas ao longo dos últimos 24 anos. Pimenta é um artista, "que se considera um "tolerado", no mesmíssimo sentido do termo administrativo com que eram designadas as prostitutas em Portugal até cerca de meados do século XX", como um dia escreveu. Alberto Pimenta, que divide os poetas em "tolerados" e "tolerantes", é autor de uma vasta obra poética e performática insubmissa e desafiante. O ponto de partida deste filme são os arquivos, filmados por Edgar Pêra entre 1994 e 2018, de performances, conversas e leituras de Alberto Pimenta, material cinético que foi depois objecto de pré-selecção pelo poeta Manuel Rodrigues e posteriormente montado por Pêra. O Homem-Pykante – Diálogos com Pimenta é um dos (muitos) resultados possíveis. Esta versão- balão-de-ensaio, concebida especialmente para o IndieLisboa, é única e irrepetível.EDGAR PÊRA começa a sua carreira na década de 80 quando documenta a cena rock portuguesa em estilo neo-realista. A sua primeira longa-metragem foi "Manual de Evasão LX 94" que se torna um filme de culto onde é já notório o seu estilo peculiar e original. Em 2001 estreia "A Janela (Maryalva Mix)" no Festival de Locarno. Em 2006 o Festival Indie Lisboa dedicou uma retrospectiva ao autor e "Movimentos Perpétuos" arrebatou o júri valendo-lhe prémios em quase todas as categorias. Ainda em 2006 em Paris, Pêra vence o prémio Pasolini pela sua carreira, juntamente com Alejando Jodorowsky e Fernando Arrabal. Em 2011 estreia "O Barão" no Festival Internacional de Cinema de Roterdão, uma adaptação ao cinema da obra homónima de Luís Sttau Monteiro em estilo neo-gótico. Edgar Pêra é actualmente um dos mais prolíficos realizadores portugueses com centenas de trabalhos audiovisuais em nome próprio e um dos autores que continua a quebrar barreiras com o seu cinema. Neste ano de 2019, o Festival de Roterdão dedicou-lhe uma extensa e elogiada retrospectiva.MANUEL RODRIGUES nasceu em Lisboa em 1959, licenciou-se em em Filosofia em 1984, pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, onde depois completou uma Pós-Graduação (1993) e um Mestrado em Filosofia Contemporânea (1996) com «Sophia momentanea - Criação e Liberdade na filosofia de Vladimir Jankélévitch», sob a orientação de Manuel José do Carmo Ferreira e de Joaquim Cerqueira Gonçalves. Depois de ter lecionado Filosofia, Psicologia e Sociologia no Ensino Secundário entre 1986 e 1992, foi regente de várias disciplinas na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, em Torres Vedras e em Lisboa. Entre outras actividades, é ainda regente de Estética, com o curso anual Imagem e Semelhança/et in Arcadia Ego, no Ar.Co (Centro de Arte e Comunicação Visual) desde 1993LÚCIA EVANGELISTA nasceu em Brasília, DF, Brasil em 1980, é Licenciada em Letras pela Universidade Federal do Ceará, Brasil. Mestre em Estudos Literários Culturais e Interartísticos na Universidade do Porto (2011) com a dissertação “Vida em comum: a poética de Adília Lopes”. Membro do Grupo Intermedialidades do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa e do Aesthetics, Politics and Knowledge Group do Instituto de Filosofia, ambos da Universidade do Porto. Desde 2016, é doutoranda em Estudos Literários, Culturais e Interartísticos, com um projeto dedicado à obra de Alberto Pimenta, sob a orientação da Professora Rosa Maria Martelo e da Professora Eugénia Vilela. É bolseira de doutoramento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

  19. 87

    PAULO DAVID — Atlas da Cidade

    Conversa com Nuno Faria, Paulo David, Ana Tostões, Gonçalo ByrnePORTA33 — 09.03.2019A exposição que a Porta 33 dedica a Paulo David, arquitecto que nasceu, vive e trabalha na Ilha da Madeira, desdobra-se em vários tempos, num caminho que conduz do cheio ao vazio, da matéria ao ar, surgindo em articulação e diálogo estreito com o Seminário Mais importante do que desenhar é afiar o lápis. A primeira montagem, que inaugura no dia 24 de novembro, apresenta-se em forma de arquivo e reúne um extenso conjunto de maquetas de projectos realizados ou por realizar, no território madeirense ou para além dele, e propõe ao visitante uma reflexão sobre a natureza do lugar (enquanto entidade histórica, antropológica, geológica e geográfica) e a maneira como sobre ele intervir. A segunda montagem centra-se na apresentação do trabalho de refundação urbana desenvolvido no âmbito do Gabinete da Cidade, activado, por iniciativa do Município, após o grande incêndio que destruiu parte do Funchal. Pensar, em tempo de muitas crises, a arquitectura como prática ecológica, que subtrai mais do que acrescenta, que tem a capacidade de veicular um pensamento em negativo, de trazer o vazio para o centro da reflexão sobre o espaço urbano, criando um desígnio para a configuração da cidade.

  20. 86

    MANUEL AIRES MATEUS | Paulo David — Arquivo [2.ª parte]

    Leitura por Manuel Aires Mateus sobre a exposição de Paulo David Da continuidade das formas e do modo como pousam — ArquivoCuradoria de Nuno FariaPORTA33 — 16.02.2019Manuel Aires MateusNasceu em Lisboa em 1963 e formou-se na Faculdade de Arquitectura /U.T.L. em 1986. Começou a colaborar com o Arqº Gonçalo Byrne em 1983 e começou a desenvolver projectos com o seu irmão Francisco em 1988. O atelier Aires Mateus é fundado nessa altura pelos dois irmãos, embora ocupando ainda um espaço dentro do atelier do Arq. Gonçalo Byrne. A crescente escala de projectos fez com que se estabelecessem num espaço maior e autónomo para responder às solicitações de trabalho. Desde essa altura a dimensão e quantidade de trabalho tem sido prolífica resultando em diversos prémios de arquitectura nacionais e internacionais. A visibilidade do seu trabalho originou convites para realizar conferências e leccionar em várias instituições internacionais como a Graduate School of Design em Harvard, a Accademia de Arquitectura de Mendrisío entre outras em Portugal. Neste momento, a estrutura abrange dois escritórios, ambos em Lisboa, e estabelece diversas parcerias com ateliers locais para o desenvolvimento de projetos internacionais.

  21. 85

    MANUEL AIRES MATEUS | Paulo David — Arquivo [1.ª parte]

    Leitura por Manuel Aires Mateus sobre a exposição de Paulo David: Da continuidade das formas e do modo como pousam — ArquivoCuradoria de Nuno FariaPORTA33 — 16.02.2019Manuel Aires MateusNasceu em Lisboa em 1963 e formou-se na Faculdade de Arquitectura /U.T.L. em 1986. Começou a colaborar com o Arqº Gonçalo Byrne em 1983 e começou a desenvolver projectos com o seu irmão Francisco em 1988. O atelier Aires Mateus é fundado nessa altura pelos dois irmãos, embora ocupando ainda um espaço dentro do atelier do Arq. Gonçalo Byrne. A crescente escala de projectos fez com que se estabelecessem num espaço maior e autónomo para responder às solicitações de trabalho. Desde essa altura a dimensão e quantidade de trabalho tem sido prolífica resultando em diversos prémios de arquitectura nacionais e internacionais. A visibilidade do seu trabalho originou convites para realizar conferências e leccionar em várias instituições internacionais como a Graduate School of Design em Harvard, a Accademia de Arquitectura de Mendrisío entre outras em Portugal. Neste momento, a estrutura abrange dois escritórios, ambos em Lisboa, e estabelece diversas parcerias com ateliers locais para o desenvolvimento de projetos internacionais.

  22. 84

    ANA VAZ MILHEIRO | Paulo David - Arquivo

    Visita guiada por Ana Vaz Milheiro à exposição de Paulo david Da continuidade das formas e do modo como pousam - ArquivoCuradoria de Nuno FariaPORTA33 — 26.01.2019Ana Vaz MilheiroAna Vaz Milheiro é Professora Auxiliar, com agregação, na Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa e investigadora do DINÂMIA'CET-IUL. Doutorou-se em Arquitectura pela Universidade de São Paulo, Brasil, em 2004. Autora de diversos livros sobre teoria e crítica, tais como Construção do Brasil – Relações com a Cultura Arquitectónica Portuguesa (2005), A Minha Casa é um Avião (2007), ou Nos Trópicos sem Le Corbusier, arquitectura luso-africana no Estado Novo (2012), premiado pela AICA/Fundação Carmona e Costa na categoria de Crítica e Ensaística de Arte e Arquitectura, e, mais recentemente, Arquitecturas Coloniais Africanas no fim do “Império Português” (2017). Crítica de Arquitectura no Jornal Público desde 1995, foi também directora adjunta do JA - Jornal Arquitectos (2000-2004 e 2009-2012). Desde 2009 que coordena diversos projectos de investigação financiados pela FCT. Os resultados desses projectos têm sido mostrados em exposições, destacando-se “África: Visões do Gabinete de Urbanização Colonial (1944-1974)”, no Centro Cultural de Belém (Lisboa, 2013) e mais recentemente, em 2018, “Colonizing Africa: Reports on Colonial Public Works in Angola and Mozambique (1875-1975)”, no Arquivo Histórico Ultramarino, também em Lisboa.

  23. 83

    PONTO ATELIER | Paulo David — Arquivo [2.ª parte]

    Visita guiada por Ana P. Ferreira ,Pedro M. Ribeiro e J. Gustavo Freitas à exposição Da continuidade das formas e do modo como pousam - Arquivo de Paulo DavidCuradoria de Nuno FariaPorta33 — 19.01.2019PONTOatelierÉ um atelier de arquitetura sediado no Funchal, fundado pelos arquitetos Ana P Ferreira (Funchal 87), Pedro M Ribeiro (Évora 87) e José G Freitas (Santana 89). Licenciados pela Universidade de Évora, foram assistentes e professores convidados na cadeira de Projecto entre 2010 e 2015.Em 2016 vencem o concurso para Duas casas nas Ilhas Selvagens na Madeira, e nesse mesmo ano integram a equipa do Gabinete da Cidade do Funchal.Em 2017 ganham o concurso por convite do projecto “Gabbia” na Scilia, Itália.Nesse ano são tutores convidados nos workshops de Veneza W.A.V.E e Moytirra em Ponta Delgada, Açores.No último ano ganharam uma menção honrosa no concurso Centro de acolhimento para crianças e foram convidados a apresentarem o atelier na universidade TU-Munich.

  24. 82

    PONTO ATELIER | Paulo David— Arquivo [1.ª parte]

    Visita guiada por Ana P. Ferreira ,Pedro M. Ribeiro e J. Gustavo Freitas à exposição Da continuidade das formas e do modo como pousam - Arquivo de Paulo DavidCuradoria de Nuno FariaPorta33 — 19.01.2019PONTOatelierÉ um atelier de arquitetura sediado no Funchal, fundado pelos arquitetos Ana P Ferreira (Funchal 87), Pedro M Ribeiro (Évora 87) e José G Freitas (Santana 89). Licenciados pela Universidade de Évora, foram assistentes e professores convidados na cadeira de Projecto entre 2010 e 2015.Em 2016 vencem o concurso para Duas casas nas Ilhas Selvagens na Madeira, e nesse mesmo ano integram a equipa do Gabinete da Cidade do Funchal.Em 2017 ganham o concurso por convite do projecto “Gabbia” na Scilia, Itália.Nesse ano são tutores convidados nos workshops de Veneza W.A.V.E e Moytirra em Ponta Delgada, Açores.No último ano ganharam uma menção honrosa no concurso Centro de acolhimento para crianças e foram convidados a apresentarem o atelier na universidade TU-Munich.

  25. 81

    FILIPE TABOADA | Paulo David — Arquivo [2.ª parte]

    Visita guiada por Filipe Taboada e Paulo David à exposição Da continuidade das formas e do modo como pousam - Arquivo de Paulo DavidCuradoria de Nuno FariaPorta33 — 29.12.2018Filipe Taboada (Porto, 1979).Licenciou-se em arquitetura pela Universidade Lusíada do Porto em 2004 e completou o estágio para a Ordem dos Arquitectos em 2005 no atelier do arquiteto Francisco Aires Mateus em Lisboa. Em 2006 junta-se ao atelier Steven Holl Architects em Nova Iorque, tendo trabalhado em vários projetos de diversas escalas e programas, tais como o Herning Museum of Contemporary Art na Dinamarca, Cite De L’Ocean Et Du Surf em França, Vanke Center - Horizontal Skyscraper na China, Queens Library nos EUA, Malle Perfume Store nos EUA, e Museum of Fine Arts Houston nos EUA. É associado do atelier desde 2013.

  26. 80

    FILIPE TABOADA | Paulo David — Arquivo [1.ª parte]

    Visita guiada por Filipe Taboada e Paulo David à exposição Da continuidade das formas e do modo como pousam - Arquivo de Paulo DavidCuradoria de Nuno FariaPorta33 — 29.12.2018Filipe Taboada (Porto, 1979).Licenciou-se em arquitetura pela Universidade Lusíada do Porto em 2004 e completou o estágio para a Ordem dos Arquitectos em 2005 no atelier do arquiteto Francisco Aires Mateus em Lisboa. Em 2006 junta-se ao atelier Steven Holl Architects em Nova Iorque, tendo trabalhado em vários projetos de diversas escalas e programas, tais como o Herning Museum of Contemporary Art na Dinamarca, Cite De L’Ocean Et Du Surf em França, Vanke Center - Horizontal Skyscraper na China, Queens Library nos EUA, Malle Perfume Store nos EUA, e Museum of Fine Arts Houston nos EUA. É associado do atelier desde 2013.

  27. 79

    PEDRO A. H. PAIXÃO — Mais importante que desenhar é afiar o lápis

    MAIS IMPORTANTE QUE DESENHAR É AFIAR O LÁPISSeminário de DesenhoConcepção: Nuno FariaPorta33 - Setembro 2018 - Abril 2019Pedro A. H. PaixãoNasceu em Angola, mas partiu para Portugal aos 4 anos. Vive em Milão há quase duas décadas, mas não dispensa as visitas à cidade onde cresceu, Lisboa. Venceu, este ano, a primeira edição do Prémio Navigator Arte em Papel, da Navigator Company, promovido em parceria com o Expresso. Veio à Porta 33 refletir sobre o desenho enquanto "lugar do possível". Dos infinitos possíveis. E é precisamente em nome desse espaço aberto de possibilidades que o artista defende a arte em si mesma, "a arte de viver", como experiência do mundo sensível, votando-se a uma espécie de abandono da concetualidade.

  28. 78

    MARGARIDA MENDES — Mais importante que desenhar é afiar o lápis

    MAIS IMPORTANTE QUE DESENHAR É AFIAR O LÁPISSeminário de DesenhoConcepção: Nuno FariaPorta33 - Setembro 2018 - Abril 2019Intervenção de Margarida MendesDo desenho como metalinguagem ao desenho como explicação do mundo e das vidas que o habitam. Do desenho como poder à escala planetária.Margarida Mendes é curadora, educadora e ativista. Em 2009 fundou o espaço de projetos The Barber Shop, em Lisboa, coordenando um programa de seminários e residências dedicado à investigação artística e filosófica. A sua pesquisa - com enfoque no cruzamento da cibernética, filosofia, ecologia e filme experimental - explora as transformações dinâmicas do ambiente e o seu impacto nas estruturas sociais e no campo da produção cultural. Em 2016 integrou a equipa curatorial da 11.ª Gwangju Biennale, na Coreia do Sul, e codirigiu a temporada piloto de Escuelita, uma escola informal no Centro de Arte Dos de Mayo (CA2M), Madrid. Em 2018 foi cocuradora da exposição ‘Digestion School’, integrante na 4.ª Bienal de Design de Istambul, ‘A School of Schools’. No âmbito do ciclo de reflexões em torno do desenho, promovido pela Porta 33, Margarida Mendes proferiu uma palestra cuja narrativa central se desenvolveu à volta de conceitos ecológicos que serviram de ponto de partida para grandes temáticas que se cruzam com a linguagem do desenho. Termos como escala, fronteira ou abstração foram os escolhidos por Margarida Mendes para apontar a este movimento de aproximação, à escala planetária, entre a representação gráfica [e o que se esconde para lá desta] e a própria vida.A investigadora começou por abordar o conceito de escala, mostrando uma “imagem famosa” recolhida pela sonda Lunar Orbiter, lançada a 10 de agosto de 1966, nos Estados Unidos. “Esta é uma das primeiras imagens da Terra enquadrada a partir da lua. Isto situa-nos enquanto humanos que pensam pela primeira vez a uma escala planetária.”, afirmou, sublinhando tratar-se de “uma imagem revolucionária, que nos ajuda a pensar sobre escala, sobre a violência climática e a distribuição de recursos.”Da ideia de escala, partiu, depois, para a ideia de fronteira/limite, e contou que, durante a sua viagem até à Madeira, conseguiu ver, pela primeira vez, a Fossa Abissal. “A ideia de fronteira é tão interessante (…) Nós andamos a pensar sobre esta fronteira que é o mar profundo e, de facto, ela está cada vez mais próxima.”, notou.O oceano profundo é, aliás, o grande objeto de pesquisa de Margarida Mendes. “Numa época em que falamos, cada vez mais, da economia azul, esta última fronteira de recursos a explorar será desbravada como uma corrida ao ouro.”, disse, fazendo questão de vincar que os artistas, atuando, “em particular, sobre os universos do sensível”, assumem um papel fundamental na defesa da causa ecológica: “acredito no poder do porta-voz do sensível para chegarmos a um nível de entendimento (…) Todos nós temos lápis para afiar, como diz o Nuno Faria. Todos nós decidimos como é que a nossa passagem se relaciona com o mundo.”

  29. 77

    PAULO DAVID — Arquivo

    Conversa entre Paulo David, Nuno Faria, João Favila, Ricardo CarvalhoPorta33 — 24.11.2018A exposição que a Porta 33 dedica a Paulo David, arquitecto que nasceu, vive e trabalha na Ilha da Madeira, desdobra-se em vários tempos, num caminho que conduz do cheio ao vazio, da matéria ao ar, surgindo em articulação e diálogo estreito com o Seminário Mais importante do que desenhar é afiar o lápis. A primeira montagem, que inaugura no dia 24 de novembro, apresenta-se em forma de arquivo e reúne um extenso conjunto de maquetas de projectos realizados ou por realizar, no território madeirense ou para além dele, e propõe ao visitante uma reflexão sobre a natureza do lugar (enquanto entidade histórica, antropológica, geológica e geográfica) e a maneira como sobre ele intervir. A segunda montagem centra-se na apresentação do trabalho de refundação urbana desenvolvido no âmbito do Gabinete da Cidade, activado, por iniciativa do Município, após o grande incêndio que destruiu parte do Funchal. Pensar, em tempo de muitas crises, a arquitectura como prática ecológica, que subtrai mais do que acrescenta, que tem a capacidade de veicular um pensamento em negativo, de trazer o vazio para o centro da reflexão sobre o espaço urbano, criando um desígnio para a configuração da cidade.https://www.porta33.com/porta33_madeira/exposicoes/content_exposicoes/paulo_david/paulo_david_arquivo_conversa.html

  30. 76

    NUNO FARIA — Mais importante que desenhar é afiar o lápis

    MAIS IMPORTANTE QUE DESENHAR É AFIAR O LÁPISSeminário de DesenhoConcepção: Nuno FariaPorta33 - Setembro 2018 - Abril 2019Nuno Faria(Lisboa, 1971)Curador. Actualmente é director artístico do CIAJG - Centro Internacional das Artes José de Guimarães.Entre 1997-2003 e 2003-2009 trabalhou no Instituto de Arte Contemporânea e na Fundação Calouste Gulbenkian, respectivamente. Viveu e trabalhou no Algarve entre 2007 e 2012 onde, entre outros projectos, fundou (em Loulé, em 2009) o projecto Mobilehome - Escola de Arte Nómada, Experimental e Independente.É professor na ESAD - Escola de Artes e Design das Caldas da Rainha.

  31. 75

    MIGUEL VON HAFÉ PEREZ — Vícios privados e virtudes públicas: sobre a relação tensiva da arte no espaço público

    Conferência por Miguel Von Hafe PérezVícios privados e virtudes públicas: sobre a relação tensiva da arte no espaço público.Ciclo de conferências — Uma Escultura na Cidade e Outros Ensaios.PORTA33: 02.06.2018Miguel von Hafe Pérez nasceu no Porto em 1967. Crítico de arte e docente universitário, entre 1988 e 1995, colaborou com a Fundação de Serralves coordenando os serviços educativos. Foi diretor artístico da Fundação Cupertino de Miranda e director do Centro Galego de Arte Contemporánea. Foi também responsável pelo projecto www.anamenese.pt da Fundação Ilídio Pinho onde, com Alberto Carneiro, constituiu uma colecção de obras de arte contemporânea.Foi co-responsável da programação do Centre d’Art Santa Mónica em Barcelona e comissariou a representação portuguesa à 25ª Bienal de São Paulo. Foi sócio fundador da Inc. – livros e edições de artistas, no Porto. É docente no mestrado em Práticas Artísticas Contemporâneas da Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto e curador do projecto Right Cloud@Wrong Weather. Desde 2013 é assessor do Conselho de Compras da Colección Fundación Arco em Madrid.

  32. 74

    SAMUEL MYLER — Clowning: o prazer no brincar/jogar

    Clowning: o prazer no brincar/jogarpor Samuel MeylerCiclo de conferências — Uma Escultura na Cidade e Outros Ensaios.PORTA33: 02.06.2018Samuel Meyler formou-se na École Lassaad International School of Theatre e estudou ainda na École Philipe Gaulier (Le Jeu et Buffon). Foi um dos fundadores e dirigentes da StageCraft Ireland, uma companhia de espectáculo de rua na Irlanda com uma forte influência das artes circenses. Em Portugal lecciona teatro físico em várias instituições e encontra-se a finalizar o seu doutoramento ‘practice-based’ em Teatro e Movimento.

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    GABRIELA VAZ-PINHEIRO — Memória e representação, cidadania e poder, uma aproximação às várias formas de arte em espaço público

    GABRIELA VAZ PINHEIROMemória e representação, cidadania e poder, uma aproximação às várias formas de arte em espaço públicoCiclo de conferências — Uma Escultura na Cidade e Outros Ensaios.PORTA33 — 26.05.2018Formada em Escultura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto, possui o Mestrado Europeu em Cenografia pelo Central St. Martins College e Utrecht School of the Arts, Mestrado em Teoria e Prática da Arte Pública e Design pelo Chelsea College of Art & Design, e Doutoramento por projecto pelo Chelsea College. Leccionou na Central St. Martins College of Art & Design, em Londres, entre 1998 e 2006. Tem exposto em contextos diversos, tendo recebido bolsas de estudo da Fundação Calouste Gulbenkian, Ministério da Cultura, da Contemporary Art Society e do The London Institute, e recebeu, como artista, o apoio da Direcção Geral das Artes / Instituto das Artes. Possui contínuo trabalho editorial, com múltiplos livros publicados e textos em catálogos. Responsável pelo Programa de Arte e Arquitectura para Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura, tem realizado trabalho curatorial com várias colecções institucionais e também em contextos expositivos alternativos. Ensina, desde 2004, na Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto, onde dirige o Mestrado em Arte e Design para o Espaço Público e é Membro Integrado do i2ads, Instituto de Investigação em Arte Design e Sociedade.

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    DUARTE ENCARNAÇÃO — Arte Pública e arte no espaço público, apontamentos glocais

    Conferência por Duarte EncarnaçãoArte Pública e arte no espaço público, apontamentos glocaisCiclo de conferências — Uma Escultura na Cidade e Outros Ensaios.PORTA33: 19.05.2018Duarte Encarnação nasceu em Câmara de Lobos em 1975. Escultor e docente universitário, doutorou-se pela Universidade Politécnica de Valência. É Professor Auxiliar no Departamento de Arte e Design da Faculdade de Artes e Humanidades da Universidade da Madeira.

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    NUNO FARIA — Monumento/Documento

    MONUMENTO/DOCUMENTOpor Nuno FariaCiclo de conferências — Uma Escultura na Cidade e Outros Ensaios.PORTA33: 05.05.2018Curador. Actualmente é director artístico do CIAJG – Centro Internacional das Artes José de Guimarães. Entre 1997-2003 e 2003-2009 trabalhou no Instituto de Arte Contemporânea e na Fundação Calouste Gulbenkian, respectivamente. Viveu e trabalhou no Algarve entre 2007 e 2012 onde, entre outros projectos, fundou (em Loulé, em 2009) o projecto Mobilehome – Escola de Arte Nómada, Experimental e Independente.É professor na ESAD – Escola de Artes e Design das Caldas da Rainha.

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    AMÂNDIO SOUSA - Uma escultura na cidade e outros ensaios

    Conversa entre Danilo Matos, Rui Campos Matos, Isabel Santa Clara, Duarte CaldeiraPORTA33 — 28.04.2018UM GRUPO DE CIDADÃOS, RECONHECENDO A QUALIDADE DA OBRA DO ESCULTOR AMÂNDIO DE SOUSA, NASCIDO NO FUNCHAL EM 1934, DECIDIU PROMOVER UMA SUBSCRIÇÃO PÚBLICA DESTINADA À REALIZAÇÃO DE UMA OBRA DE SUA AUTORIA QUE SERÁ OFERECIDA À CIDADE DO FUNCHAL.A exposição promovida pela Porta33 tem o objectivo de enquadrar e divulgar o propósito, surgido em Dezembro de 2016 por iniciativa de um grupo de cidadãos, de realizar uma subscrição pública para viabilizar a colocação de uma escultura de Amândio de Sousa na cidade do Funchal para o que foi criado o NIB001800034650065802045.A escultura de Amândio de Sousa será colocada no Parque de Santa Catarina desta Cidade e conta com o apoio logístico da Câmara Municipal do Funchal. Trata-se de uma escultura em aço (3,80x3,80x3,80metros), com aplicação de cor e assente sobre uma fundação oculta.Para o lançamento da subscrição pública e boa execução do projecto o grupo de cidadãos constituiu um núcleo promotor com o apoio manifesto de empresários, artistas, engenheiros, arquitectos, professores universitários e investigadores, entre os quais António Loja, António Marques da Silva, Ana Isabel Portugal, António Trindade, Duarte Caldeira, Danilo Matos, Idalina Sardinha, Isabel Santa Clara, José Júlio de Castro Fernandes, José A. Paradela, Marcelino Castro, Rita Rodrigues e Rui Campos Matos.A Porta33 associou-se a esta iniciativa comunitária, destinada à valorização do património artístico do Funchal e que presta homenagem aos que, com a sua arte, dão ou deram o seu contributo para tornar esta cidade mais humana, promovendo a sua divulgação e organizando nas suas instalações, à Rua do Quebra Costas, uma exposição deste projecto para o espaço público e um conjunto de conferências associadas ao tema, nas quais participarão, entre outros, Nuno Faria (5 Maio), Duarte Encarnação (12 Maio), Samuel Meyler (19 Maio), Gabriela Vaz-Pinheiro (26 Maio) e Miguel von Hafe Pérez (2 Junho).Ainda, durante o período da exposição de Amândio de Sousa, a Porta33 organizará outras iniciativas, destinadas ao público em geral, comunidade escolar, crianças e famílias. O programa produzido pelo Serviço Educativo da Porta33 pode ser consultado no site em www.porta33.com.

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    RUI GOES FERREIRA — Imagem de uma obra interrompida

    Curadoria de Madalena Vidigalcom fotografia de Duarte BeloConversa entre Sergio Fernandez, Madalena Vidigal, Duarte Belo e André TavaresPORTA33 — 27.01.2018A exposição promovida pela PORTA33 tem fotografia de Duarte Belo e ganha forma a partir do trabalho de investigação de Madalena Vidigal, realizado em 2016 no âmbito da tese de Mestrado em Arquitectura da Universidade do Porto, intitulada "Rui Goes Ferreira. Ensaios sobre uma obra interrompida. Madeira 1956-1978.Reflectindo sobre o pensamento e obra de Rui Goes Ferreira, a exposição procura transmitir a intensidade do seu processo e produção, contextualizando-os através do levantamento fotográfico e documental da obra. O contraste das fotografias actuais com alguns elementos do acervo do arquitecto, como desenhos técnicos, fotografias de época, memórias descritivas, entre outros, oferece um ensaio sobre a arquitectura madeirense na actualidade.Esta exposição, motivada pelo acordo de doação deste acervo à Fundação Marques da Silva, no Porto, acolhe pela primeira vez uma obra que esteve interrompida e desprotegida por mais de 30 anos e encontra agora a possibilidade da sua incorporação no debate da arquitectura portuguesa do século XX e em futuros estudos e investigações.No âmbito da exposição haverá lugar na PORTA33 a uma conversa com a participação dos arquitectos convidados André Tavares e Sérgio Fernandez, com o fotógrafo Duarte Belo e com Madalena Vidigal comissária da exposição. Nesta conversa pretende-se dar a conhecer a experiência de aproximação às obras e reflectir sobre a arquitectura de Rui Goes Ferreira.Durante o período da exposição, a PORTA33 organizará iniciativas destinadas ao público em geral, grupos de turistas, comunidade escolar, crianças e famílias.A exposição foi concretizada pelo apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

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    DANIEL MELIM — chão de orações

    Conversa entre Daniel Vasconcelos Melim e Nuno FariaPORTA33 — 12.08.2017Exposição resultante de uma parceria com o Mudas. Museu de Arte Contemporânea da Madeira que produziu um conjunto importante das obras que se apresentam na Porta33, cuja primeira apresentação pública teve lugar na galeria das exposições temporárias do MUDAS, entre Novembro de 2016 a Abril de 2017.Esta exposição inclui imagens feitas à mão, sessões individuais em que o autor faz imagens para as pessoas abordarem um desafio pessoal e um livro com imagens e orações. O autor entende a sua vida como um acto holístico (inteiro e integrado) em que a criatividade (no sentido amplo do termo) está ao serviço da celebração da vida e da transformação pessoal e colectiva de quem o queira fazer. Na parte mais imediatamente visível (as imagens expostas nas paredes da galeria, feitas a aguarela e tinta da china), vêem-se sol, coisas quebradas, presenças celebrativas e forças incompreensíveis.

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    ANA CRISTINA JOAQUIM e DIANA PIMENTEL | Eu sou um movimento: de Apresentação do Rosto a Photomaton & Vox [2ª Parte]

    Ciclo HERBERTO HELDER | eu sou um movimento: de Apresentação do Rosto a Photomaton & VoxOrganização Conjunta: UMa-CIERL e PORTA33Ana Cristina Joaquim: Doutorada em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo, Brasil.Diana Pimentel: doutorada em Letras e mestre em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É Professora Auxiliar na Faculdade de Artes e Humanidades da Universidade da Madeira e investigadora do UMa-CIERL.

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    ANA CRISTINA JOAQUIM e DIANA PIMENTEL | Eu sou um movimento: de Apresentação do Rosto a Photomaton & Vox [1ª Parte]

    Ciclo HERBERTO HELDER | eu sou um movimento: de Apresentação do Rosto a Photomaton & VoxOrganização Conjunta: UMa-CIERL e PORTA33Ana Cristina Joaquim: Doutorada em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo, Brasil.Diana Pimentel: doutorada em Letras e mestre em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É Professora Auxiliar na Faculdade de Artes e Humanidades da Universidade da Madeira e investigadora do UMa-CIERL.

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    ANTÓNIO GUERREIRO e GOLGONA ANGHEL | Todos os lugares são no estrangeiro (em diálogo sobre Herberto Helder) [2ª Parte]

    Ciclo HERBERTO HELDER | RETRATO EM MOVIMENTOOrganização Conjunta: UMa-CIERL e PORTA33António Guerreiro: ensaísta, crítico literário e cronista do jornal Público, assistente convidado na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.Golgona Anghel: é bolseira da Fundação para a Ciência e Tecnologia e desenvolve um projecto de pós-doutoramento sobre cinema e literatura, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

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    ANTÓNIO GUERREIRO e GOLGONA ANGHEL | Todos os lugares são no estrangeiro (em diálogo sobre Herberto Helder) [1ª Parte]

    Ciclo HERBERTO HELDER | RETRATO EM MOVIMENTOOrganização Conjunta: UMa-CIERL e PORTA33António Guerreiro: ensaísta, crítico literário e cronista do jornal Público, assistente convidado na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.Golgona Anghel: é bolseira da Fundação para a Ciência e Tecnologia e desenvolve um projecto de pós-doutoramento sobre cinema e literatura, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

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    GUSTAVO RUBIM | O nome cruzes canhoto (sobre Letra Aberta)

    Ciclo HERBERTO HELDER | RETRATO EM MOVIMENTOOrganização Conjunta: UMa-CIERL e PORTA33Gustavo Rubim: ensaísta e crítico literário, é Professor Auxiliar na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH-UNL), investigador do Instituto de Estudos de Literatura e Tradição da FCSH-UNL e membro da equipa do projeto “Estranhar Pessoa – um Escrutínio das Pretensões Heteronímicas”, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Dirige o projeto de pesquisa “Literatura e Etnografias: discurso da ‘nação’ no século XIX”. 

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    LUÍS MOURÃO | O Fim da experiência ou mais uma volta a Os Passos em Volta

    Ciclo HERBERTO HELDER | RETRATO EM MOVIMENTOOrganização Conjunta: UMa-CIERL e PORTA33Luís Mourão: ensaísta e Professor Coordenador do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, com Agregação em Estudos Portugueses do século XX pela Universidade Nova de Lisboa, é membro do Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho (CEHUM) e Professor Convidado dos Mestrados em Literatura da Faculdade de Filosofia de Braga, Universidade Católica Portuguesa. 

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    DALILA TELES VERAS | Solidões da Memória [2ª Parte]

    DALILA TELES VERAS   Solidões da MemóriaApresentação do livroOrganização: A.POÉTICASolidões da Memória, sob a chancela conjunta da Alpharrabio Edições e da Dobra Editorial, encerra um conjunto de poemas inspirados nas memórias da autora: a sua primeira infância passada na Ilha da Madeira, onde nasceu e a viagem transatlântica que empreendeu com a família, rumo ao Brasil onde reside até hoje. Dalila (Isabel Agrela) Teles Veras, natural do Funchal, Ilha da Madeira, Portugal, (1946), emigrou com a família para o Brasil (São Paulo, Capital), em 1957. Em 1972, radicou-se em Santo André. Publicou mais de uma dezena de livros, nos géneros poesia, crónica e o livro "Minudências", um diário do ano de 1999. Participou de inúmeras antologias no país e no exterior. Possui trabalhos (artigos, ensaios e textos literários) publicados em jornais e revistas de todo o país e do exterior.www.dalila.telesveras.nom.brhttp://dalilatelesveras.blogspot.com.br/Irene Lucília Andrade, nome literário de Irene Lucília Mendes de Andrade, Licenciou-se em Pintura pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, em 1968. Professora do Ensino Secundário, actualmente aposentada, nasceu e vive no Funchal e temporariamente em Lisboa. Trabalhou na Rádio, Posto Emissor do Funchal, entre 1962 e 1969. É autora de canções para crianças (letra) e foi colaboradora efectiva do jornal infantil A CANOA, dirigido por Maria do Carmo Rodrigues, 1969-1971. Integrou alguns livros pedagógicos: Entre outros, O Mundo da Linguagem (ASA, Porto); O Tapete Mágico (Porto Editora); Canções para Crianças (Música de Carlos Gonçalves), Lisboa Editora,1987. Participou em algumas Colectivas de Pintura, mas fez da escrita a sua expressão preferencial, sendo autora de Poesia, Romance e Crónica.Ana Salgueiro é doutoranda em Estudos de Cultura na FCH-UCP, mestre em Literaturas Africanas de Língua Portuguesa pela FLUL e licenciada em LLM-Estudos Portugueses, por esta última faculdade. Foi bolseira FCT (2008-2011) e é investigadora no UCP-CECC e no UMa-CIERL. Tem-se ocupado do estudo das literaturas e culturas da Macaronésia Lusófona, assim como das problemáticas da mobilidade humana, cultural e textual, do exílio e das implicações culturais nos desastres naturais no mundo contemporâneo. Este trabalho tem sido apresentado em reuniões académicas internacionais, encontrando-se publicado em livros, atas e publicações periódicas especializadas, nacionais e internacionais. Ana é autora e coordenadora dos projetos multidisciplinares (Des)Memória de desastre? Cultura e perigos naturais. Madeira, um caso de estudo (CECC-UCP e CIERL.UMa. 2012-2014) e Tratuário. Percursos para a História da Cultura Madeirense (CIERL-UMa. 2014-2020). É co-autora dos livros Vozes de Cabo Verde e Angola. Quatro percursos literários (CLEPUL, 2010) e Cabral do Nascimento. Escrever o mundo por detrás de um monóculo e a partir de um farol (IA, 2015), sendo ainda co-editora da coletânea de estudo (Dis)Memory of disaster: a multidisciplinary approach (UMa-CIERL, 2016) e coordenadora editorial do Boletim do CIERL-UMa, publicação periódica de que foi autora. Teresa Maria Gonçalves Jardim nasceu no Funchal em Abril de 1960. É Licenciada em Artes Plásticas/Pintura e em Design de Projectação Gráfica, pelo ISAPM e ISAD/UMa. É professora de Artes Visuais na Escola Secundária Francisco Franco.No domínio das artes plásticas, expõe individualmente desde 1984; desenvolveu também parcerias curatoriais e/ou participou, desde 1976, em mais de meia centena de exposições colectivas. Em poesia, publicou Anjos de Areia (DRAC, 1993) e Jogos Radicais, (Assírio & Alvim, 2010). Colaborou com o DN Jovem, Diário de Notícias de Lisboa, nos anos 80 do séc. XX, e integrou o Anuário de poesia da Assírio & Alvim (1986); fez parte de Resumo-a poesia em 2010 (Assírio & Alvim) e Poemário 2012 (Assírio & Alvim). Integrou o CD de poesia editado pela rádio TSF, em 1999, e a antologia 70 Poemas para Adorno (Nova Delphi), em 2015. Faz parte dos Cadernos Santiago I (2016) e integrou a Telhados de Vidro nº 21 (ed. Averno).

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    DALILA TELES VERAS | Solidões da Memória [1ª Parte]

    DALILA TELES VERAS   Solidões da MemóriaApresentação do livroOrganização: A.POÉTICASolidões da Memória, sob a chancela conjunta da Alpharrabio Edições e da Dobra Editorial, encerra um conjunto de poemas inspirados nas memórias da autora: a sua primeira infância passada na Ilha da Madeira, onde nasceu e a viagem transatlântica que empreendeu com a família, rumo ao Brasil onde reside até hoje. Dalila (Isabel Agrela) Teles Veras, natural do Funchal, Ilha da Madeira, Portugal, (1946), emigrou com a família para o Brasil (São Paulo, Capital), em 1957. Em 1972, radicou-se em Santo André. Publicou mais de uma dezena de livros, nos géneros poesia, crónica e o livro "Minudências", um diário do ano de 1999. Participou de inúmeras antologias no país e no exterior. Possui trabalhos (artigos, ensaios e textos literários) publicados em jornais e revistas de todo o país e do exterior.www.dalila.telesveras.nom.brhttp://dalilatelesveras.blogspot.com.br/Irene Lucília Andrade, nome literário de Irene Lucília Mendes de Andrade, Licenciou-se em Pintura pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, em 1968. Professora do Ensino Secundário, actualmente aposentada, nasceu e vive no Funchal e temporariamente em Lisboa. Trabalhou na Rádio, Posto Emissor do Funchal, entre 1962 e 1969. É autora de canções para crianças (letra) e foi colaboradora efectiva do jornal infantil A CANOA, dirigido por Maria do Carmo Rodrigues, 1969-1971. Integrou alguns livros pedagógicos: Entre outros, O Mundo da Linguagem (ASA, Porto); O Tapete Mágico (Porto Editora); Canções para Crianças (Música de Carlos Gonçalves), Lisboa Editora,1987. Participou em algumas Colectivas de Pintura, mas fez da escrita a sua expressão preferencial, sendo autora de Poesia, Romance e Crónica.Ana Salgueiro é doutoranda em Estudos de Cultura na FCH-UCP, mestre em Literaturas Africanas de Língua Portuguesa pela FLUL e licenciada em LLM-Estudos Portugueses, por esta última faculdade. Foi bolseira FCT (2008-2011) e é investigadora no UCP-CECC e no UMa-CIERL. Tem-se ocupado do estudo das literaturas e culturas da Macaronésia Lusófona, assim como das problemáticas da mobilidade humana, cultural e textual, do exílio e das implicações culturais nos desastres naturais no mundo contemporâneo. Este trabalho tem sido apresentado em reuniões académicas internacionais, encontrando-se publicado em livros, atas e publicações periódicas especializadas, nacionais e internacionais. Ana é autora e coordenadora dos projetos multidisciplinares (Des)Memória de desastre? Cultura e perigos naturais. Madeira, um caso de estudo (CECC-UCP e CIERL.UMa. 2012-2014) e Tratuário. Percursos para a História da Cultura Madeirense (CIERL-UMa. 2014-2020). É co-autora dos livros Vozes de Cabo Verde e Angola. Quatro percursos literários (CLEPUL, 2010) e Cabral do Nascimento. Escrever o mundo por detrás de um monóculo e a partir de um farol (IA, 2015), sendo ainda co-editora da coletânea de estudo (Dis)Memory of disaster: a multidisciplinary approach (UMa-CIERL, 2016) e coordenadora editorial do Boletim do CIERL-UMa, publicação periódica de que foi autora. Teresa Maria Gonçalves Jardim nasceu no Funchal em Abril de 1960. É Licenciada em Artes Plásticas/Pintura e em Design de Projectação Gráfica, pelo ISAPM e ISAD/UMa. É professora de Artes Visuais na Escola Secundária Francisco Franco.No domínio das artes plásticas, expõe individualmente desde 1984; desenvolveu também parcerias curatoriais e/ou participou, desde 1976, em mais de meia centena de exposições colectivas. Em poesia, publicou Anjos de Areia (DRAC, 1993) e Jogos Radicais, (Assírio & Alvim, 2010). Colaborou com o DN Jovem, Diário de Notícias de Lisboa, nos anos 80 do séc. XX, e integrou o Anuário de poesia da Assírio & Alvim (1986); fez parte de Resumo-a poesia em 2010 (Assírio & Alvim) e Poemário 2012 (Assírio & Alvim). Integrou o CD de poesia editado pela rádio TSF, em 1999, e a antologia 70 Poemas para Adorno (Nova Delphi), em 2015. Faz parte dos Cadernos Santiago I (2016) e integrou a Telhados de Vidro nº 21 (ed. Averno).

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    EVOCAÇÃO DE HERBERTO HELDER | Conversa [2ª Parte]

    Conversa com António Fournier e Diana Pimentelmoderada por Gaia Bertonerileitura de textos por Élvio Camacho e Paula Erra(...)O conceito célebre, celebérrimo, de que o poema é um objecto — bom, tornou-se um lugar-comum, já nem sequer se pensa nisso, di-lo toda a gente: os poemas são objectos —, ora esse conceito estabeleceu-se num terreno móvel, movediço; sim objectos, mas como paramentos, ornamentos e instrumentos: as máscaras, os tecidos, as peles e tábuas pintadas, os bastões, as plumas, as armas, as pedras mágicas. É prático sempre o uso que deles se faz, uma resposta necessária ao desafio das coisas ou à sua resistência e inércia. No entanto, repare, ou actuamos nas zonas do quotidiano de onde não foi afugentado o maravilhoso ou existem outras zonas, um quotidiano da maravilha, e então o poema é um objecto carregado de poderes magníficos, terríficos: posto no sítio certo, no instante certo, segundo a regra certa, promove uma desordem e uma ordem que situam o mundo num ponto extremo: o mundo acaba e começa. Aliás não é exactamente um objecto, o poema, mas um utensílio: de fora parece um objecto, tem as suas qualidades tangíveis, não é porém nada para ser visto mas para manejar. Manejamo-lo. Acção, temos aquela ferramenta. A acção é a nossa pergunta à realidade; e a resposta, encontramo-la aí: na repentina desordem luminosa em volta, na ordem da acção respondida por uma espécie de motim, um deslocamento de tudo: o mundo torna-se um facto novo no poema, por virtude do poema — uma realidade nova.(...)(...)Não há nada a ensinar embora haja tudo a aprender. Aquilo que se aprende vem do nosso próprio ensino, vem da pergunta: vão-se aprendendo, pelas esperas, pela imobilidade às portas, pela invisibilidade dos rostos depois de vistos tão prometedoramente, pela emenda sucessiva, pela insónia sucessiva dos olhos e das figurações, sempre, vão-se aprendendo sempre as maneiras da pergunta. Uma pergunta em perguntas, um poema em poemas, uma rebarbativa constelação de objectos ofuscantes. Aprende-se que a pergunta se desloca com a luz inerente; ilumina-se a si mesma, a pergunta constelar; ensina a si mesma, ao longo de si mesma, os estilos de ser dotada dessa luz para fora e para dentro.(...)(...)Conhece aquelas engenhosas “canções de eco” em que o poeta, supostamente num lugar ecoante, um vale rodeado por montanhas, algo assim, profere a palavra, e logo o eco a devolve ou expande? É a confirmação de fora. Claro, trata-se de um artifício formal, pois o poema confirma-se a si mesmo, em si mesmo. O facto de não ser uma voz alheia, de outro, mas, enfim,“ a voz da natureza”, a voz dos vales e montanhas, sugere que a participação não pertence aos homens, que não se estabeleceu uma troca humana. E deste modo a natureza, cercando e confirmando o poema, concluiando-se com ele, torna-o como que centrado em si, monstruosamente solitário.Todos os poemas são canções de eco, procuram ser confirmados. De que sítio se lança a voz, que género de confirmação se pretende? A confirmação, sempre, do poema a si mesmo e em si mesmo. Mas que recursos se utilizam para obter essa confirmação? A forma é o conteúdo, sabe-se, o estratagema do eco representa a atitude total do autor perante os sentidos do seu poema, os sentidos do poema no mundo, a vida pessoal na vida.(...)(...)Só é seguro que a pergunta, a procura, o poema reincidente, cristalizam uma grande massa translúcida, um bloco de quartzo. Talvez seja tranquilizador quando olhado defronte, ali, no chão, do tamanho da casa: parece nascer ininterruptamente. A luz vem de dentro, funda e aguda luz terrestre. Excretou-se de nós, a massa cristalina, fundimo-nos nela, carne da nossa carne, casa da nossa casa. E na hora do apocalipse biográfico, quando as águas envolverem a história, a vida, a obra da obra, veremos tudo: morremos daquilo, levados para o abismo pelo irrevocável peso extraído, um peso maior que os trabalhos e os dias. E quem sabe se não veremos então, através do cristal regular, limpidamente, a enfim aplacada confusão do mundo? Isto é uma pergunta, agora. Alimentando-nos dela, também nos alimentamos dela. Aquilo que fazemos, oh sim, é isso que nos faz e desfaz, a vida que fazemos, a nossa vida em pergunta telepática. Morremos dela.As turvações da inocênciaHerberto Helder (auto-entrevista)Público, 4 de Dezembro de 1990   Biografias (resumo)António Fournier Crítico literário, tradutor, escritor. Vive desde 1996 em Itália onde é docente de Língua e Tradução Portuguesa e Brasileira na Universidade de Turim, tendo sido anteriormente Leitor de Língua e Cultura Portuguesa pelo Instituto Camões na Universidade de Pisa, e assistente confirmado na Universidade da Madeira. Tem-se ocupado prevalentemente de poesia e de tradução poética e do estudo das relações literárias entre Itália e Portugal. Organizou e/ou traduziu para italiano obras de Albano Martins, João Rui de Sousa, Al Berto e Gastão Cruz. Traduziu Valerio Magrelli e Franco Fortini para a revista de poesia Relâmpago e Guido Gozzano para a revista de tradução de poesia DiVersos. É co-director da revista luso-italiana de estudos comparados Submarino. Coordenou os números monográficos da revista literária madeirense Margem dedicados, respectivamente, aos escritores Ernesto Leal, José Agostinho Baptista e José António Gonçalves, de quem também organizou e prefaciou a antologia poética Arte do voo (2005). É autor de um colectânea de contos (Ilha portátil, 2010) e co-autor de uma graphic novel (No Funchal, o maquinista, 2009).Diana Pimentel nasceu em Lisboa em 1972. Professora Auxiliar na Faculdade de Artes e Humanidades da Universidade da Madeira, é doutorada em Letras (2008), e mestre em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea (2000), pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com uma dissertação sobre Herberto Helder orientada pela Professora Doutora Paula Morão; é também crítica literária e editora. Entre 1995 e 1999 integrou a equipa da Fundação Calouste Gulbenkian responsável pelo portal da revista Colóquio-Letras e, entre 1997-1999, foi colaboradora do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas / Biblioteca Nacional. Tem publicado ensaios e recensões críticas em diversas revistas nacionais (Colóquio-Letras, Relâmpago, Diacrítica e Revista de Estudos Literários, por exemplo) e internacionais (Humanities and Social Sciences Review, International Journal of Arts & Sciences, entre outras). Colaborou em volumes colectivos como Metodologias, Avanços em Literatura e Cultura Portuguesas (Santiago de Compostela-Faro, Através Editora, 2012), Poesia Experimental Portuguesa: Contextos, Ensaios, Entrevistas (UFP, 2014), Literatura Explicativa – ensaios sobre ruy belo, Assírio & Alvim, 2015 e Literatura, Cinema, Banda Desenhada (Edições Húmus, 2015), HH – Se eu quisesse, enlouquecia (Oficina Raquel, Rio de Janeiro, 2015).Organizou, entre outras, a antologia Pontos Luminosos. Açores – Madeira, Antologia de poesia do século XX (Campo das Letras, 2007), o ensaio Ver a Voz, Ler o Rosto: uma polaróide de Herberto Helder (Campo das Letras, 2007) e aerogramas (prosa; Edições Guilhotina, 2014). Tem no prelo os livros fogo forte e silêncio – vozes da poesia portuguesa contemporânea (Oficina Raquel, Rio de Janeiro, 2016), depois não existe antes de Herberto (2016) e fotogramas – sobre poesia portuguesa contemporânea (2017).Participou nos documentários “Meu Deus faz com que eu seja sempre um poeta obscuro” – sobre Herberto Helder – (realizado para a RTP 2, em 2007) e “David Mourão-Ferreira: retrato com palavras” (realizado para a RTP 2, em 1996).Gaia Bertoneri Doutoranda em Digital Humanities na Universidade de Génova, ocupa-se da aplicação do conceito de visual studies à literatura portuguesa e em particular à obra da autora Ana Teresa Pereira. Em 2013 concluiu o mestrado em Tradução com a tese Trabalhar no escuro: tradurre Ana Teresa Pereira. Ensina desde o ano lectivo de 2014/2015 Língua Portuguesa no curso de “Scienze della Mediazione Linguistica” no departamento de línguas e literaturas estrangeiras e culturas modernas da Universidade de Turim. Faz parte do comité de redacção da revista luso-italiana de estudos comparados Submarino e colabora com a revista online RiCognizioni e traduziu para italiano o romance L’estate selvaggia dei tuoi occhi (2015) de Ana Teresa Pereira, e vários contos portugueses para as antologias Bestiario Lusitano (2014) e 12 Mesi a Funchal (2008).Élvio Camacho (Funchal, 1975) Ator e encenador, professor de interpretação, trabalhou, entre outros, com os encenadores: Eduardo Luíz, Mário Feliciano, Fernando Augusto, Bruno Bravo, Carlos Avilez, João Perry, São José Lapa, Jorge Silva Melo e Fernando Heitor em mais de 60 criações. Licenciado em Formação de Atores | Encenadores pela Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa. Como aluno de mérito desta escola foi ator no do Teatro Nacional D. Maria II (1998). Como bolseiro do Centro Nacional de Cultura (Prémio Jovens Criadores 2000), Ministério da Cultura, Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento, Goldfarb Foundation, e da Secretaria Regional de Educação da Região Autónoma da Madeira frequentou diferentes formações de teatro na Roménia, Itália, França, Estados Unidos da América e Inglaterra. Fundou a Teatroteca Fernando Augusto no TEF | Companhia de Teatro onde nasceu para a profissão... continua, entre outras actividades, a exercê-la quer como ator, quer como meta-ator em diversas partes. Em 2013, fundou, com Paula Erra, a Teatro Feiticeiro do Norte.Paula Erra (Funchal, 1973) Atriz, formadora de teatro e arte-terapeuta, nasceu no Funchal em 1973. Iniciou os seus estudos de Teatro, em 1989, no Teatro Experimental do Funchal. Concluiu o I, II, e III Cursos de Diretores/Encenadores e Atores, promovidos pelo Inatel. Trabalhou com os encenadores: Eduardo Luiz, Mário Feliciano, Fernando Augusto, Élvio Camacho e Carlos Cabral. Destaca, entre outros, Schweyk na Segunda Guerra Mundial, de Bertold Brecht; Greve de Sexo, de Aristófanes; A Nossa Cidade, de Thornton Wilder; Credo, de Craig Lucas; Mééééé... Tudo É Como É, a partir de Alberto Caeiro; Pastéis de Nata Para a Avó, de Fernando Augusto; A Ilha dos Escravos, de Marivaux; A Ilha de Arguïm, de Francisco Pestana. É bacharel em Educação de Infância, licenciada em Ciências da Educação e pós-graduada em Arte-Terapia. Criou e dirigiu o projeto Educação Dramática no Estabelecimento Prisional do Funchal e no Centro de Tratamento da Toxicodependência (Centro de Saúde de Santiago). Em 2013 criou, com Élvio Camacho, a Teatro Feiticeiro do Norte.

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    EVOCAÇÃO DE HERBERTO HELDER | Conversa [1ª Parte]

    Conversa com António Fournier e Diana Pimentelmoderada por Gaia Bertonerileitura de textos por Élvio Camacho e Paula Erra (...)O conceito célebre, celebérrimo, de que o poema é um objecto — bom, tornou-se um lugar-comum, já nem sequer se pensa nisso, di-lo toda a gente: os poemas são objectos —, ora esse conceito estabeleceu-se num terreno móvel, movediço; sim objectos, mas como paramentos, ornamentos e instrumentos: as máscaras, os tecidos, as peles e tábuas pintadas, os bastões, as plumas, as armas, as pedras mágicas. É prático sempre o uso que deles se faz, uma resposta necessária ao desafio das coisas ou à sua resistência e inércia. No entanto, repare, ou actuamos nas zonas do quotidiano de onde não foi afugentado o maravilhoso ou existem outras zonas, um quotidiano da maravilha, e então o poema é um objecto carregado de poderes magníficos, terríficos: posto no sítio certo, no instante certo, segundo a regra certa, promove uma desordem e uma ordem que situam o mundo num ponto extremo: o mundo acaba e começa. Aliás não é exactamente um objecto, o poema, mas um utensílio: de fora parece um objecto, tem as suas qualidades tangíveis, não é porém nada para ser visto mas para manejar. Manejamo-lo. Acção, temos aquela ferramenta. A acção é a nossa pergunta à realidade; e a resposta, encontramo-la aí: na repentina desordem luminosa em volta, na ordem da acção respondida por uma espécie de motim, um deslocamento de tudo: o mundo torna-se um facto novo no poema, por virtude do poema — uma realidade nova.(...) (...)Não há nada a ensinar embora haja tudo a aprender. Aquilo que se aprende vem do nosso próprio ensino, vem da pergunta: vão-se aprendendo, pelas esperas, pela imobilidade às portas, pela invisibilidade dos rostos depois de vistos tão prometedoramente, pela emenda sucessiva, pela insónia sucessiva dos olhos e das figurações, sempre, vão-se aprendendo sempre as maneiras da pergunta. Uma pergunta em perguntas, um poema em poemas, uma rebarbativa constelação de objectos ofuscantes. Aprende-se que a pergunta se desloca com a luz inerente; ilumina-se a si mesma, a pergunta constelar; ensina a si mesma, ao longo de si mesma, os estilos de ser dotada dessa luz para fora e para dentro.(...) (...)Conhece aquelas engenhosas “canções de eco” em que o poeta, supostamente num lugar ecoante, um vale rodeado por montanhas, algo assim, profere a palavra, e logo o eco a devolve ou expande? É a confirmação de fora. Claro, trata-se de um artifício formal, pois o poema confirma-se a si mesmo, em si mesmo. O facto de não ser uma voz alheia, de outro, mas, enfim,“ a voz da natureza”, a voz dos vales e montanhas, sugere que a participação não pertence aos homens, que não se estabeleceu uma troca humana. E deste modo a natureza, cercando e confirmando o poema, concluiando-se com ele, torna-o como que centrado em si, monstruosamente solitário.Todos os poemas são canções de eco, procuram ser confirmados. De que sítio se lança a voz, que género de confirmação se pretende? A confirmação, sempre, do poema a si mesmo e em si mesmo. Mas que recursos se utilizam para obter essa confirmação? A forma é o conteúdo, sabe-se, o estratagema do eco representa a atitude total do autor perante os sentidos do seu poema, os sentidos do poema no mundo, a vida pessoal na vida.(...) (...)Só é seguro que a pergunta, a procura, o poema reincidente, cristalizam uma grande massa translúcida, um bloco de quartzo. Talvez seja tranquilizador quando olhado defronte, ali, no chão, do tamanho da casa: parece nascer ininterruptamente. A luz vem de dentro, funda e aguda luz terrestre. Excretou-se de nós, a massa cristalina, fundimo-nos nela, carne da nossa carne, casa da nossa casa. E na hora do apocalipse biográfico, quando as águas envolverem a história, a vida, a obra da obra, veremos tudo: morremos daquilo, levados para o abismo pelo irrevocável peso extraído, um peso maior que os trabalhos e os dias. E quem sabe se não veremos então, através do cristal regular, limpidamente, a enfim aplacada confusão do mundo? Isto é uma pergunta, agora. Alimentando-nos dela, também nos alimentamos dela. Aquilo que fazemos, oh sim, é isso que nos faz e desfaz, a vida que fazemos, a nossa vida em pergunta telepática. Morremos dela. As turvações da inocênciaHerberto Helder (auto-entrevista)Público, 4 de Dezembro de 1990       Biografias (resumo) António Fournier Crítico literário, tradutor, escritor. Vive desde 1996 em Itália onde é docente de Língua e Tradução Portuguesa e Brasileira na Universidade de Turim, tendo sido anteriormente Leitor de Língua e Cultura Portuguesa pelo Instituto Camões na Universidade de Pisa, e assistente confirmado na Universidade da Madeira. Tem-se ocupado prevalentemente de poesia e de tradução poética e do estudo das relações literárias entre Itália e Portugal. Organizou e/ou traduziu para italiano obras de Albano Martins, João Rui de Sousa, Al Berto e Gastão Cruz. Traduziu Valerio Magrelli e Franco Fortini para a revista de poesia Relâmpago e Guido Gozzano para a revista de tradução de poesia DiVersos. É co-director da revista luso-italiana de estudos comparados Submarino. Coordenou os números monográficos da revista literária madeirense Margem dedicados, respectivamente, aos escritores Ernesto Leal, José Agostinho Baptista e José António Gonçalves, de quem também organizou e prefaciou a antologia poética Arte do voo (2005). É autor de um colectânea de contos (Ilha portátil, 2010) e co-autor de uma graphic novel (No Funchal, o maquinista, 2009). Diana Pimentel nasceu em Lisboa em 1972. Professora Auxiliar na Faculdade de Artes e Humanidades da Universidade da Madeira, é doutorada em Letras (2008), e mestre em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea (2000), pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com uma dissertação sobre Herberto Helder orientada pela Professora Doutora Paula Morão; é também crítica literária e editora. Entre 1995 e 1999 integrou a equipa da Fundação Calouste Gulbenkian responsável pelo portal da revista Colóquio-Letras e, entre 1997-1999, foi colaboradora do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas / Biblioteca Nacional. Tem publicado ensaios e recensões críticas em diversas revistas nacionais (Colóquio-Letras, Relâmpago, Diacrítica e Revista de Estudos Literários, por exemplo) e internacionais (Humanities and Social Sciences Review, International Journal of Arts & Sciences, entre outras). Colaborou em volumes colectivos como Metodologias, Avanços em Literatura e Cultura Portuguesas (Santiago de Compostela-Faro, Através Editora, 2012), Poesia Experimental Portuguesa: Contextos, Ensaios, Entrevistas (UFP, 2014), Literatura Explicativa – ensaios sobre ruy belo, Assírio & Alvim, 2015 e Literatura, Cinema, Banda Desenhada (Edições Húmus, 2015), HH – Se eu quisesse, enlouquecia (Oficina Raquel, Rio de Janeiro, 2015).Organizou, entre outras, a antologia Pontos Luminosos. Açores – Madeira, Antologia de poesia do século XX (Campo das Letras, 2007), o ensaio Ver a Voz, Ler o Rosto: uma polaróide de Herberto Helder (Campo das Letras, 2007) e aerogramas (prosa; Edições Guilhotina, 2014). Tem no prelo os livros fogo forte e silêncio – vozes da poesia portuguesa contemporânea (Oficina Raquel, Rio de Janeiro, 2016), depois não existe antes de Herberto (2016) e fotogramas – sobre poesia portuguesa contemporânea (2017).Participou nos documentários “Meu Deus faz com que eu seja sempre um poeta obscuro” – sobre Herberto Helder – (realizado para a RTP 2, em 2007) e “David Mourão-Ferreira: retrato com palavras” (realizado para a RTP 2, em 1996). Gaia Bertoneri Doutoranda em Digital Humanities na Universidade de Génova, ocupa-se da aplicação do conceito de visual studies à literatura portuguesa e em particular à obra da autora Ana Teresa Pereira. Em 2013 concluiu o mestrado em Tradução com a tese Trabalhar no escuro: tradurre Ana Teresa Pereira. Ensina desde o ano lectivo de 2014/2015 Língua Portuguesa no curso de “Scienze della Mediazione Linguistica” no departamento de línguas e literaturas estrangeiras e culturas modernas da Universidade de Turim. Faz parte do comité de redacção da revista luso-italiana de estudos comparados Submarino e colabora com a revista online RiCognizioni e traduziu para italiano o romance L’estate selvaggia dei tuoi occhi (2015) de Ana Teresa Pereira, e vários contos portugueses para as antologias Bestiario Lusitano (2014) e 12 Mesi a Funchal (2008). Élvio Camacho (Funchal, 1975) Ator e encenador, professor de interpretação, trabalhou, entre outros, com os encenadores: Eduardo Luíz, Mário Feliciano, Fernando Augusto, Bruno Bravo, Carlos Avilez, João Perry, São José Lapa, Jorge Silva Melo e Fernando Heitor em mais de 60 criações. Licenciado em Formação de Atores | Encenadores pela Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa. Como aluno de mérito desta escola foi ator no do Teatro Nacional D. Maria II (1998). Como bolseiro do Centro Nacional de Cultura (Prémio Jovens Criadores 2000), Ministério da Cultura, Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento, Goldfarb Foundation, e da Secretaria Regional de Educação da Região Autónoma da Madeira frequentou diferentes formações de teatro na Roménia, Itália, França, Estados Unidos da América e Inglaterra. Fundou a Teatroteca Fernando Augusto no TEF | Companhia de Teatro onde nasceu para a profissão... continua, entre outras actividades, a exercê-la quer como ator, quer como meta-ator em diversas partes. Em 2013, fundou, com Paula Erra, a Teatro Feiticeiro do Norte. Paula Erra (Funchal, 1973) Atriz, formadora de teatro e arte-terapeuta, nasceu no Funchal em 1973. Iniciou os seus estudos de Teatro, em 1989, no Teatro Experimental do Funchal. Concluiu o I, II, e III Cursos de Diretores/Encenadores e Atores, promovidos pelo Inatel. Trabalhou com os encenadores: Eduardo Luiz, Mário Feliciano, Fernando Augusto, Élvio Camacho e Carlos Cabral. Destaca, entre outros, Schweyk na Segunda Guerra Mundial, de Bertold Brecht; Greve de Sexo, de Aristófanes; A Nossa Cidade, de Thornton Wilder; Credo, de Craig Lucas; Mééééé... Tudo É Como É, a partir de Alberto Caeiro; Pastéis de Nata Para a Avó, de Fernando Augusto; A Ilha dos Escravos, de Marivaux; A Ilha de Arguïm, de Francisco Pestana. É bacharel em Educação de Infância, licenciada em Ciências da Educação e pós-graduada em Arte-Terapia. Criou e dirigiu o projeto Educação Dramática no Estabelecimento Prisional do Funchal e no Centro de Tratamento da Toxicodependência (Centro de Saúde de Santiago). Em 2013 criou, com Élvio Camacho, a Teatro Feiticeiro do Norte.

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    LUCÍLIA MONTEIRO - ex-voto

    Conversa com Lucília Monteiro, Tolentino Mendonça e Álvaro DominguesPORTA33 — 04.12.2015O projecto ex-voto pretende, em primeira instância, documentar uma tradição religiosa que, ao longo do tempo, tem vindo a perder-se. Os ex-votos integram um ritual antigo que expressa a fragilidade dos homens e a omnipresença de Deus, ecoando o sacrifício, a entrega de um pedaço de si mesmo como pagamento da retribuição da divindade. Este ato de fé materializa-se em diferentes formas que, tradicionalmente, seriam partes do corpo em madeira ou cera mas que rapidamente se expandiram para outras expressões como a roupa, objectos de pessoas, monumentos, fotografias, pinturas.No trabalho aqui apresentado, a escolha centrou-se nos ex-votos de cera e nos ex-votos fotográficos, ambos representantes simbólicos da era da reprodutibilidade através do negativo ou molde que permitem a sua multiplicação. Deste modo, o estudo partiu de um questionamento prático da relação entre o humano e o divino através do corpo representado e aprofundou a função da fotografia como mediadora, não só da relação do crente com a representação do seu corpo - o seu lugar - mas também da relação entre o objecto - a representação - e o divino. Procura-se assim elaborar uma reflexão sobre o corpo contemporâneo, o corpo do ‘Eu’ e os seus simulacros através da problematização da necessidade que o Homem sempre demonstrou em representar-se, tanto na arte como na religião.

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    COMÉRCIO DO FUNCHAL | Um Jornal Necessário (1967-1975) | UMA CONVERSA SOBRE O "JORNAL-COR-DE-ROSA

    COMÉRCIO DO FUNCHALUm Jornal Necessário (1967-1975)"UMA CONVERSA SOBRE O "JORNAL-COR-DE-ROSA"Só o papel era cor-de-rosaInfelizmente, o meu estado de saúde não permite estar junto de amigos a celebrar a ventura de um memorial a propósito do Comércio do Funchal, o célebre jornal cor-de-rosa, em boa hora levado a efeito pela PORTA 33. Apetece-me, contudo, articular algumas palavras sob este título: só o papel era cor-de-rosa. Embora o grande mentor e alma deste projecto, Vicente Jorge Silva, esclareça nas conversas com Isabel Lucas, publicadas em livro, (Edição, Lisboa, Círculo-Leitores, 2013) que a opção por esta cor era apenas para contrariar, porventura, a carga comercial que o título original Comércio do Funchal do Carlos Veiga Pestana poderia transmitir, e não obstante a ideia da cor também vir de outro jornal de finanças, o Finantial Times, o contexto político nacional em nada inspirava tempos cor-de-rosa.Não quer dizer que não houvesse no âmbito de certas pessoas, ligadas a um ambiente mais culto e de formação política, um desejo secreto de fazer valer um projecto deste tipo. Mas não eram muitas e as condições financeiras e económicas para lançar um jornal contra a corrente não eram nada favoráveis. Valia e valeu um grupo de amigos que Vicente conseguiu reunir à sua volta, amigos esses de duas gerações, uma muito jovem ainda e outra de uma velha guarda de “progressistas”. Na primeira, lembro-me de José Manuel Barroso, Artur Andrade, Vítor Rosado, Tolentino de Nóbrega, Ricardo França Jardim, Duarte Sales Caldeira, Luís Angélica, João José Teixeira, José Manuel Coelho, Liberato Fernandes, José Maria Amador, entre outros. Na segunda, recordo Aníbal Trindade, António Aragão, António Loja, António Sales Caldeira, Paulo Sá Brás…Mas também foi importante, na minha perspectiva, uma nesga de ânsia de arejamento existente nalguns homens comprometidos por cargo com o Estado Novo, mas abertos a uma certa mudança no afrontar os problemas. E essa nesga foi inteligentemente explorada pelo novo CF. Refiro-me ao presidente da Câmara do Funchal, ao tempo, o Dr. Fernando Couto e o próprio coordenador da União Nacional, o Dr. Agostinho Cardoso, e ao Eng. Rui Vieira, três homens inteligentes e lá no fundo ciosos de uma nova concepção de moderada mudança dos tempos. E, por outro lado, o CF soube aproveitar, desde o início, um tema bastante sensível às forças políticas e administrativas madeirenses: o turismo. O apoio que o CF deu ao programa do concebido Plano de Urbanização do Funchal e ao congresso de Turismo constituíram uma agenda politicamente não agressiva e igualmente serviu para numa inteligente estratégia inculcar a visão de quanto o novo CF poderia ser muito útil para os interesses regionais de afirmação identitária e autónoma.Mas de resto, em especial quanto à sua sustentabilidade financeira, a um trabalho de jornalismo baseado no voluntariado gratuito, nas lutas do gato e do rato com a censura, à falta de apoio local, pois o maior número de assinantes vinha de fora da região da Madeira, tudo foi um trajecto que não tinha a cor do papel. Tinha a paga do brio do empenho que o projecto CF arrostou: combater o regime, lutar pela vitória de outra política que garantisse a liberdade e o desenvolvimento de um país e principalmente de uma região culturalmente atrofiada e socialmente atrasada, nada menos que a mais pobre do país.Sinceramente, eu não participei muito directamente no cor-de-rosa. Em 1966 saíra do Jornal da Madeira. Numa primeira atitude de resguardo das implicações políticas, o bispo D. João Saraiva “refugiou-me” na transformação do seminário menor em Colégio Diocesano, marcado por algumas medidas que, provavelmente, precipitaram o meu envio para Roma: a contratação de professores e professoras leigos no ensino e a sujeição dos alunos aos exames públicos no Liceu Nacional do Funchal. Entre 1969 e 1973, porventura, os anos mais marcantes do Comércio do Funchal, estive em Roma. Aí, colaborei mais no Portugal Socialista, um boletim do PS a cargo do arquitecto Gil Martins, um madeirense refugiado em Itália e que o dactilografava, por ironia, na Igreja de Santo António dos Portugueses. Aliás colaborei no CF uma vez ou outra sob pseudónimo que nem me lembro. Lembro-me, porém, que na noite do 25 de Abril estive numa reunião no CF. Havia uma grande polémica pela acusada remoção das listas de assinantes para Lisboa pelo Milton Sarmento. Quando regressei a casa, já tarde, recebia de Lisboa uma chamada do meu amigo José Maria Amador a alertar-me que a revolução estava na rua. Nessa hora, ainda José Maria me dizia, ”não se sabe se é o Kaúlza, se são os revolucionários”.E creio que foi esse período entre 1969 e 1974 o tempo mais influente do jornal cor-de-rosa no espaço político português. Provavelmente, ainda não se enalteceu toda a importância que o “cor-de-rosa” teve no contexto madeirense, nacional e até internacional. Conforme já escrevi em Madeira na História –Escritos sobre a Pré-Autonomia, (Edição da Âncora, 2008, 30), «os promotores deste novo Comércio do Funchal inteligentemente conseguiram convencer o proprietário do título, o José Carlos Veiga Pestana, a dar vida a um jornal à beira da extinção com a animação de um projecto cultural e político. Revolucionário para o tempo, habilmente concebido e realizado para poder escapar ao poder do controlo apertado da censura, par cá longe na Ilha sempre desprezada por eles, incomodar Salazar e Caetano. O CF reunia um grupo de redacção de formação ideológica e política esclarecida e com uma forte sensibilidade ao contexto social e político do país. Vicente Jorge Silva e José Manuel Barroso, embora temperamentalmente e ideologicamente diferentes eram possuidores de uma afinada verve jornalística. A audácia da sua juventude e o panorama novo que trouxeram ao jornalismo rodearam o projecto de um apoio escondido até por algumas entidades locais.»De alguma maneira, o «cor-de-rosa» era uma lâmpada acesa a favor das lutas por uma desejada autonomia. Já referi atrás este factor favorável à implantação do CF num meio tão fechado e conservador. No plano cultural, apenas se pode referir a existência do Forum do Funchal, um paralelo aos cine-clubes de outras cidades do país. Mas este grupo de jovens já tinham ensaiado outras experiências. Particularmente, lembro-me das «páginas juvenis» albergadas no então tido como o jornal mais progressista da Região (ironias do destino), o  Jornal da Madeira onde com um saudável vislumbre de outros tempos, com um arejamento cultural, cívico e político contra a corrente de um Ilha de cultura e costumes empedernidos. E, aqui, sem qualquer sentido de apoucamento do valor dos outros jovens, alguns até futuros poetas da língua madre, é indesmentível destacar a liderança de Vicente Jorge Silva. Apesar de eu não perfilar teorias do predestino gestacional – devo reconhecer que Vicente possuía uma genuína dotação natural para o jornalismo. Para um jornalismo autêntico de libertação (onde facto só a liberdade coexiste), de procura do novo, de compromisso com a constante mudança da vida com dinamismos próprios, sem concessões aos actores e autores que, por isto ou aquilo a tentam travar. Vicente, um perseguido pela “vesgueirice” dos arregimentados das sopas do Estado Novo, inclusive por invertidos professores liceais que o expulsam dos estudos de obrigatoriedade escolar à face das leis do país, nunca «quebrou», nunca se «vendeu». Nem quando passou pelo Expresso, nem no PÚBLICO, um outro projecto inovador com a sua marca pessoal original, nem quando imprevistamente se sentou na Assembleia da República. Lembro-me que quando eu chefiava a redacção do Jornal da Madeira alguns destes foram «bilhardar» a D. João Saraiva como é que eu admitia que este jovem escrevesse no jornal da diocese, crítica de filmes, então para maiores de 18 anos, quando ele o autor era menor. Não condenavam as críticas, condenavam a idade.Vicente, para mim, é de uma superior qualidade humana (e tenho testemunhos particulares disso que, aqui, não é o lugar próprio para nomear), com uma racionalidade de grande inteligência e com uma cultura e competência literária, histórica e política que, criminosamente, outros (ir)responsáveis quiseram que nunca tivesse.Sei que este memorial que os coordenadores da PORTA33 organizaram é dedicado ao cor–de–rosa e não propriamente ao Vicente Jorge Silva. Porém, sem esquecer todos os outros colaboradores, creio que relevar o criador da obra é um acto de justiça de que os outros não devem levar a mal. Antes apoiar, como com o seu apoio ao tempo foram «culpados» deste verdadeiro “fenómeno” de cometa jornalístico que passou pela Madeira nos anos das noites e dias negros. Bem hajam todos e a PORTA33 que tem boa memória.José Manuel Paquete de Oliveira20 de Novembro de 2015

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