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Psicanálise de Boteco

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Psicanálise de Boteco

Freud explica ou Freud implica?Já passou da hora de a psicanálise descer da sua “torre de marfim” e se tornar mais acessível. Alexandre Patricio de Almeida (@alexandrepatricio) — psicanalista, mestre, doutor e pesquisador de pós-doutorado em Psicologia Clínica pela PUC-SP — apresenta, ao lado de Filipe Pereira Vieira (@filipepv), psicanalista, mestre e doutorando em Psicologia Clínica pela PUC-SP, conversas sobre temas do cotidiano à luz da teoria psicanalítica. Sem jargões desnecessários e com a aposta de que é possível pensar profundamente sem complicar.

  1. 219

    A dificuldade de pedir ajuda

    Nesse episódio, falamos sobre a dificuldade de pedir ajuda. Partimos de Freud, em “Introdução ao narcisismo” (1914), para pensar aqueles sujeitos que não conseguem depender de ninguém devido a uma onipotência narcísica que torna o amparo quase intolerável. Num outro extremo, recorremos a Ferenczi (1933), para refletir sobre os efeitos de traumas precoces em sujeitos que foram obrigados a amadurecer antes do tempo e a carregar a vida nas costas. Vale lembrar que, quando pedir ajuda nunca pôde ser uma experiência segura, a autossuficiência se organiza como defesa. Também conversamos sobre os efeitos clínicos desse funcionamento. No fim, Filipe leu um trecho de seu artigo “A recusa do amparo: defensividade e medo da dependência”, que aborda o manejo desses pacientes na perspectiva winnicottiana.

  2. 218

    Como nossos pensamentos afetam a nossa saúde mental

    Nesse episódio, partimos de uma descoberta da neurociência para chegar onde a psicanálise já estava há muito tempo: os nossos pensamentos não são eventos isolados, particulares, que acontecem num plano separado da vida real. Eles são atos. Atos psíquicos que têm consequências biológicas, relacionais e subjetivas. Um estudo publicado na “Biological Psychology” mostrou que pensamentos negativos ruminativos aumentam os níveis de cortisol e alfa-amilase - marcadores de estresse no corpo - mesmo em repouso. Ou seja: a mente que rumina adoece o corpo o tempo todo. Fechamos o episódio com trechos do livro “O Perigo de Estar Lúcida”, de Rosa Montero.*Artigo científico do episódio:Engert, V., Smallwood, J., & Singer, T. (2014). Mind your thoughts: associations between self-generated thoughts and stress-induced and baseline levels of cortisol and alpha-amylase. Biological Psychology, 103, 283–291.🔗 https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25457636/

  3. 217

    Exposição demais, intimidade de menos

    Vivemos cercados de imagens, opiniões e respostas imediatas, e, ainda assim, com uma dificuldade crescente de manter encontros reais. Nesse episódio, falamos sobre a fadiga de ser visto o tempo todo, a confusão entre presença e performance, e o que se perde quando tudo precisa virar uma espécie de vitrine. A partir de Byung-Chul Han, Winnicott e Hannah Arendt, pensamos como o colapso entre o público e o privado empobrece os vínculos e torna o outro cada vez menos suportável em sua inteireza. No final, recorremos à literatura e compartilhamos uma reflexão pessoal sobre a internet, a exposição e a necessidade de preservar zonas não capturáveis do ser.

  4. 216

    A fantasia de abandono

    Nem todo abandono é real; muitas vezes, ele é fantasiado e vivido antes mesmo de qualquer perda concreta. Nesse episódio, conversamos sobre a fantasia de abandono; ou seja, o medo persistente de perder o outro quando ele ainda está ali. Para tanto, articulamos algumas contribuições de Freud, Klein, Winnicott e Lacan para pensar como o desamparo, o objeto interno, a falha ambiental e o lugar no desejo do Outro atravessam nossos vínculos amorosos, familiares e de amizade. A partir de cenas do cotidiano, refletimos sobre por que antecipamos perdas, por que o silêncio pode ser vivido como ameaça e como a análise pode ajudar a diferenciar a ausência real de uma marca traumática.

  5. 215

    O estigma da loucura

    O que chamamos de loucura, afinal? Nesse episódio, refletimos sobre como o sofrimento psíquico segue sendo tratado com medo, controle e abandono.A partir de uma tragédia que chocou o Brasil, discutimos negligência institucional, políticas públicas e recusa em reconhecer a subjetividade do sofrimento psíquico.Em diálogo com Foucault, Basaglia, Freud e Winnicott, propomos uma escuta ética da “loucura”. Este é um episódio a respeito daquilo que a sociedade prefere afastar - e que, por isso mesmo, insiste em retornar.*O caso clínico lido ao final está publicado no livro “O emergir da Unicidade Analítica: no coração da psicanálise” (Blucher, 2025), de autoria de Ofra Eshel.

  6. 214

    Quando um não quer, dois não brigam

    Todo mundo conhece o ditado: “Quando um não quer, dois não brigam”, mas será que isso funciona quando olhamos pelas lentes da psicanálise? Nesse episódio, tomamos como base as teorias de Freud, Klein e Winnicott para pensar por que, às vezes, mesmo dizendo que “não queremos brigar”, já estamos dentro do conflito. 

  7. 213

    A tristeza em uma cultura de performance

    Nesse episódio, falo sobre um pouquinho sobre o meu novo livro, “Um elogio à tristeza” (Editora Record, 2025).Proponho uma reflexão sobre como as redes sociais e a cultura da performance moldam nossa relação com a vulnerabilidade (a nossa e a dos outros). Vivemos tempos em que ser feliz virou uma obrigação e, nesse cenário, a tristeza parece não ter mais lugar.Comento como a busca por sucesso e aprovação nos afasta da autenticidade e do direito de simplesmente estar triste, sem culpa ou pressa para “superar” alguma coisa.

  8. 212

    O que os psiquiatras não te contam

    Você já saiu de uma consulta de dez minutos com uma receita na mão e a sensação de que ninguém te escutou de verdade?Nesse episódio, conversamos com @julianabelodiniz, psiquiatra formada pela USP, doutora em Psiquiatria pela mesma instituição e pesquisadora com pós-doutorado na área, além de especialista em pesquisa clínica pela Universidade de Harvard.Juliana é autora do livro “O que os psiquiatras não te contam” (Fósforo, 2025), uma obra que questiona a hipermedicalização da vida e a pressa da nossa cultura em querer silenciar o sofrimento. Falamos sobre o papel da escuta, os limites da medicação e a urgência de resgatar o humano no cuidado em saúde mental. Este é um episódio para pensar o que perdemos quando transformamos a dor em diagnóstico - e o tempo em comprimido.

  9. 211

    Exaustão mental

    Vivemos cansados. Cansados de trabalhar, de responder mensagens, de corresponder a expectativas - e, às vezes, cansados até de nós mesmos. Porém, o que esse cansaço revela sobre a vida psíquica contemporânea?Nesse episódio, partimos de Freud, Winnicott e Byung-Chul Han para pensar a exaustão como sintoma de uma época que perdeu o limite, o brincar e o silêncio. Falamos do superego tirânico, do falso self que performa sem sentir, e da sociedade do cansaço que nos transforma em máquinas de desempenho.

  10. 210

    As duas faces da vingança

    Nesse episódio, falamos sobre as duas faces da vingança: destruição e criação. De Nina em Avenida Brasil a Ana Francisca em Chocolate com Pimenta, passando pela escrita de Tati Bernardi, Annie Ernaux e Édouard Louis, discutimos como a vingança pode ser um motor de transformação. A partir das teorias de Freud e Klein, refletimos sobre o ódio, a reparação e o inesperado sentido do verbo “vingar”: não só devolver a dor, mas fazer germinar algo novo.Estes são os livros que foram mencionados: *A boba da corte (Tati Bernardi, 2025);*A escrita como faca e outros textos (Annie Ernaux, 2023);*Mudar: método (Édouard Louis, 2024).

  11. 209

    O poder da postura

    Nesse episódio, refletimos sobre como impor respeito não tem a ver com gritar, se mostrar superior ou intimidar. Respeito verdadeiro nasce de postura, presença e clareza. A partir das ideias de Freud sobre o narcisismo primário e de Klein sobre identificação projetiva, discutimos como um Eu sólido e limites bem sustentados permitem dizer “não” com serenidade, manter a palavra firme e, ainda assim, preservar o diálogo

  12. 208

    #3: Os perrengues do começo

    No episódio #3, do quadro “Respondendo Perguntas”, falamos sobre “Os perrengues do começo”. Ou seja, discutimos os desafios de quem está iniciando a trajetória em psicanálise. Falamos dos estudos, das dificuldades que surgem durante a formação e dos impasses que aparecem no início da clínica - esse período em que tudo parece incerto, mas que também é cheio de aprendizado.

  13. 207

    Amizade e psicanálise

    No episódio de hoje, falamos sobre a amizade. Sobre os encontros que nos atravessam, os vínculos que sustentam a vida e o espaço de afeto que se constrói para além do sangue ou da obrigação.Com Freud, Winnicott e uma boa dose de experiência, refletimos: o que torna um amigo um verdadeiro continente psíquico?E como a amizade pode ser, muitas vezes, aquilo que nos impede de desabar por completo?Esse bate-papo ficou lindo e emocionante! Compartilhem!

  14. 206

    #2: A briga das abordagens

    Existe uma abordagem melhor que a outra? A psicanálise precisa mesmo escolher um lado? E como é trabalhar com diferentes linhagens sem virar um “Frankenstein teórico”?Nesse episódio, a gente mergulhou nessas duas pergunta, com bom humor, um pouco de polêmica e bastante teoria.Mas já fica aqui um spoiler: para nós, a melhor abordagem é aquela que escuta o sujeito antes de defender um manual.

  15. 205

    Notas sobre a saudade

    Nesse episódio, falamos da saudade.Da infância, dos pais, do que passou, e daquilo que, mesmo ausente, segue vivo dentro da gente. Até porque sentir falta, às vezes, é só mais uma forma bonita de dizer: ainda amo. Ou seja: foi uma conversa sobre lembranças, afetos, literatura e (muita) psicanálise.

  16. 204

    #1: Ética e clínica no digital

    Estreiamos hoje o nosso novo quadro “Respondendo Perguntas”, em que escolhemos uma das muitas (e maravilhosas) perguntas que vocês mandaram na caixinha para responder com profundidade e, claro, um pouquinho de bom humor.Neste primeiro episódio, a pergunta foi direta e certeira: “Como manter um trabalho ético e coerente com a psicanálise e ainda lidar com as pressões do campo digital? Já fomos criticados por isso? Isso afetou a clínica?”Spoiler: a resposta é mais complexa do que sim ou não; e envolve desejo, limites, atravessamentos e bastante análise pessoal.

  17. 203

    Autocuidado ou autocobrança?

    Neste episódio, nós nos perguntamos: quando o autocuidado vira, na verdade, autocobrança? Partindo das nossas vivências e da escuta clínica, refletimos sobre como o discurso do bem-estar tem se transformado em mais uma exigência de desempenho. A psicanálise nos ajuda a distinguir o gesto genuíno de cuidado daquele que apenas repete uma norma social.

  18. 202

    Notas sobre a hipocrisia

    Nesse episódio, refletimos sobre o quanto é difícil sustentar coerência num mundo que recompensa a aparência. E o quanto a hipocrisia, muitas vezes, se veste de boas intenções para manter privilégios intactos. Para tanto, contamos com a participação da nossa querida amiga psicanalista Jaquelyne Rosatto Melo (@conversadepsicanalista). 

  19. 201

    O isolamento social e a saúde mental

    Nesse episódio, conversamos sobre os riscos do isolamento. A partir das ideias de Freud e Winnicott, refletimos sobre como o afastamento pode ser, às vezes, necessário - mas, quando se torna modo de existir, deixa de ser proteção e vira adoecimento. Isolar-se permanentemente é tentar negar aquilo que nos constitui desde sempre: a nossa condição relacional.Dá o play e vem pensar com a gente sobre o que nos sustenta... e o que nos adoece.

  20. 200

    A era da desafetação

    Vivemos tempos em que sentir virou quase um excesso. No episódio de hoje, discutimos o empobrecimento afetivo da vida contemporânea: pessoas que não se comovem, que evitam o sofrimento a qualquer custo, que trocam o silêncio pela performance constante. A partir de Freud, Ferenczi, Winnicott e Byung-Chul Han, conversamos sobre como resistir à indiferença generalizada e por que, apesar de tudo, ainda vale a pena se afetar.

  21. 199

    Uma análise sobre a série "Adolescência"

    Um menino de 13 anos comete um crime brutal. Mas a pergunta que atravessa a série Adolescência (Netflix) não é quem fez isso?, e sim como permitimos que isso acontecesse?Nesse episódio, atravessamos o silêncio que precede o ato, o terror ao feminino descrito por Freud e Klein, e a ausência de escuta que marca nossa relação com os adolescentes. A partir da teoria de Winnicott, discutimos como a ausência de um ambiente suficientemente bom pode levar à atuação - quando o sofrimento, sem acolhimento, não encontra palavra e vira gesto.Esse episódio não é sobre uma série. É sobre todos nós. Sobre o que ainda não sabemos dizer. E sobre a urgência de aprender a escutar - antes que o silêncio se transforme em tragédia.

  22. 198

    A importância de comemorar

    Por que comemorar importa? Nesse episódio, falamos sobre o valor dos rituais, das pequenas celebrações e da marcação do tempo - na vida, na clínica e na cultura. De Freud a Byung-Chul Han, passando por Klein e Winnicott, refletimos sobre como a comemoração pode ser uma forma de sustentar a existência, reconhecer conquistas e dar sentido ao que vivemos.

  23. 197

    A capacidade de contemplação

    Nesse episódio, falamos sobre a capacidade de contemplação e como ela se perdeu em meio à hiperatividade do mundo contemporâneo. Com ajuda de Byung-Chul Han, Freud, Klein e Winnicott, discutimos o impacto da aceleração do tempo na subjetividade e a importância do ócio para a criatividade e a saúde mental. Também refletimos sobre como políticas públicas podem (ou não) contribuir para que o pensamento não seja engolido pela lógica da produtividade. No fim, deixamos uma provocação: você ainda consegue olhar para o nada sem se sentir culpado?

  24. 196

    A tirania da magreza

    Nesse episódio, recebemos a dra. Bruna Reús, médica endocrinologista, para uma conversa sobre “o império da magreza”. Discutimos sobre o culto ao corpo magro, a febre da semaglutida e os efeitos psíquicos dessa busca incessante por um ideal inalcançável - um papo crítico e necessário sobre saúde, desejo e a relação entre corpo e psicanálise.

  25. 195

    A importância dos estudos na formação psicanalítica

    Neste episódio, discutimos um dos pilares fundamentais da psicanálise: a formação contínua. Afinal, o que significa, de fato, se formar como psicanalista? Falamos sobre o estudo rigoroso, a imersão na teoria e a importância de um percurso que vai além das leituras isoladas, passando pela supervisão e pela análise pessoal.Também compartilhamos detalhes sobre os nossos grupos de estudo (seminários teóricos), que acontecerão no primeiro semestre de 2025, como parte desse compromisso com a transmissão séria e aprofundada da psicanálise.

  26. 194

    Sobre desistir

    Nesse episódio, comentamos algumas partes do livro "Sobre desistir", de Adam Phillips (2024), e exploramos como o ato de abrir mão pode ser mais libertador do que imaginamos. Entre reflexões psicanalíticas e exemplos cotidianos, discutimos o que significa realmente desistir.

  27. 193

    O vício em pornografia

    Nesse episódio, abordamos o vício em pornografia sob uma perspectiva psicanalítica, explorando como a compulsão por conteúdos sexuais pode afetar a nossa psique, as relações interpessoais e o desejo. Discutimos, à luz de Freud e Winnicott, como essa dependência representa uma busca de satisfação ilusória. Ao final, tivemos a estreia de dois quadros novos!

  28. 192

    A solidão essencial

    No novo episódio do Psicanálise de Boteco, discutimos o conceito de "solidão essencial" de Winnicott e como ele se diferencia da ideia de "retorno ao inorgânico" de Freud. Nesse sentido, evidenciamos que a “capacidade de estar só” é uma conquista maturacional que, quando integrada, tem o potencial de transformar nossa relação com o silêncio.

  29. 191

    Caos e controle: como sobreviver a dezembro?

    Nesse episódio, exploramos a loucura do mês de dezembro - quando todos parecem mergulhar em uma corrida contra o tempo. Discutimos como o caos de fim de ano está enraizado em pressões sociais e culturais, alimentando a necessidade de “encerrar ciclos” antes do dia 31. Relacionamos essas dinâmicas com conceitos psicanalíticos, como o supereu e o desejo de controle, que muitas vezes nos levam a buscar um fechamento simbólico para aliviar angústias internas. Para fechar, indicamos livros e filmes que ampliam essa discussão, oferecendo uma pausa reflexiva para o caos de dezembro.

  30. 190

    A capacidade de acreditar

    Neste episódio, falamos sobre a ideia de “acreditar em”, preconizada por D. W. Winnicott. Afinal, o que é necessário para acreditarmos em nós mesmos? Será que, antes disso, precisamos que alguém acredite em nosso potencial até que possamos desenvolver essa capacidade por conta própria? Para enriquecer essa reflexão, recorremos ao livro Natureza Humana (Winnicott, 2024) e dialogamos com algumas ideias de Byung-Chul Han.

  31. 189

    A tirania da autocobrança

    Nesse episódio, exploramos a relação entre a psicanálise e a autocobrança, um fenômeno que atravessa a vida contemporânea. Discutimos como o Supereu, essa instância interna que Freud descreveu como a voz da crítica, pode se transformar em um tirano que exige perfeição constante - sobretudo quando tomamos como referência as exigências impostas pelo neoliberalismo.

  32. 188

    Sobre o fim de uma análise

    Como se termina uma análise? Qual é o momento certo de interromper um processo analítico? Por que a gente precisa realizar esse trabalho de luto que, por vezes, é tão doloroso? Usando as teorias de Freud, Klein e Winnicott, discutimos essas questões e outros assuntos neste episódio. Ah, também compartilhamos alguns trechos do último capítulo do livro “Poemas de amor no divã”.

  33. 187

    Paixão: cura ou doença?

    No episódio “Paixão: cura ou doença?”, recebemos a nossa querida amiga Liana Ferraz para uma conversa cheia de indagações sobre esse sentimento que revira a nossa cabeça. Também discutimos algumas passagens do nosso livro “Poemas de amor no divã”. Está profundo, espontâneo e imperdível.

  34. 186

    Desejo e casamento: incompatíveis?

    Nesse episódio, conversamos com a nossa querida amiga Liana Ferraz (@lianaferraz) sobre algumas questões relacionadas ao desejo e a sua relação com o casamento. Eles seriam incompatíveis? Para sustentar a nossa discussão, usamos como referência o nosso livro "Poemas de amor no divã" (Paidós, 2024).

  35. 185

    A questão dos diagnósticos

    Nesse episódio, discutimos os desafios envolvidos na prática de rotular e diagnosticar os pacientes na clínica psicanalítica. Abordamos a importância de entender o diagnóstico não como um fim, mas como uma ferramenta que deve ser utilizada com cautela e sensibilidade. Para tanto, contamos com a presença da nossa querida amiga profa. Dra. Samantha Dubugras Sá (@samanthasadsa), que abordou as implicações de um diagnóstico precoce ou equivocado e como ele pode influenciar a maneira com que o paciente se vê e interage com o tratamento. Está imperdível!

  36. 184

    O excesso de informações e a ansiedade

    Nesse episódio, discutimos a ansiedade causada pelo excesso de informações na era digital, explorando as contribuições da psicanálise para entender esse fenômeno. A partir das teorias de Freud, Klein e Winnicott, refletimos sobre como a sobrecarga de estímulos afeta o aparelho psíquico, gerando novas formas de angústia e mecanismos de defesa. Também abordamos como o sujeito contemporâneo lida com a hiperconectividade e a constante demanda por respostas imediatas.

  37. 183

    Sobre amenizar a solidão

    Nesse episódio, falamos sobre como amenizar esse sentimento de solidão, tão sufocante, que já se tornou uma epidemia mundial. De que forma a psicanálise pode nos ajudar a pensar nisso? Usamos, dentre várias referências, o texto “Retraimento e regressão” (1954) de D. W. Winnicott. Também fizemos algumas costuras com a filosofia e a psicologia.

  38. 182

    Paternidade e psicanálise

    Nesse episódio, exploramos a importância da figura paterna à luz da psicanálise winnicottiana.  Nosso diálogo foi enriquecido pelo artigo "O papel do pai no processo de amadurecimento em Winnicott", da psicanalista Claudia Dias Rosa, publicado na Revista Natureza Humana, em 2009. Além disso, contamos com a participação do incrível Thiago Queiroz, que é psicanalista e dono do canal "Paizinho, vírgula". O episódio está cheio de provocações e reflexões.  

  39. 181

    Vinho com Lacan: Real, Simbólico e Imaginário

    Nesse episódio, falamos sobre as três instâncias que Lacan definiu, e que atravessam toda a obra dele: o Real, o Simbólico e o Imaginário.  Tive o prazer de receber a minha querida amiga, Jaquelyne Rosato (@conversadepsicanalista), que é psicanalista, mestre e doutoranda em Psicologia Clínica pela USP (com sanduíche em Oxford). Indicamos, também, uma série de leituras e materiais complementares, que podem ajudar a quem se interessa pelo tema. Finalizamos com uma bela poesia do livro “Poemas de amor no divã”. Está imperdível!

  40. 180

    Análise do filme "Divertidamente 2"

    Neste episódio, comentamos o mais novo filme da Pixar. Falamos sobre Ansiedade, Felicidade, Inveja, Medo, Vergonha, Raiva, Nojinho, Tédio e Tristeza. O episódio está cheio de referências psicanalíticas, então, podem esperar muito Freud, Klein e Winnicott, além de referências mais contemporâneas, como Byung-Chul Han. Este episódio contém spoilers!

  41. 179

    Sobre encerrar ciclos

    Nesse episódio, falamos dessa temática tão difícil, mas inerente à nossa existência: o processo doloroso de “encerrar ciclos”. Para tanto, usamos como referência o livro “Dá para ir embora” (Pelosi, 2003). Também mencionamos alguns trechos de Freud, Klein, Winnicott e a fantástica Clarice Lispector.

  42. 178

    O feminino em Winnicott

    Nesse episódio, trabalhei com o ensaio “Algumas faces do feminismo e o tornar-se mulher à luz de D. W. Winnicott”. Trata-se de um texto de autoria de: Laurentiis, V. R. F. (2023). Presente no livro “Winnicott no Brasil: 2022” (publicado pela DWWEditorial).

  43. 177

    Inveja e narcisismo

    Nesse episódio, falamos da relação da inveja com o narcisismo primário, apontando as suas ressonâncias em nosso desenvolvimento psíquico. Para tanto, usamos os ensaios “Introdução ao narcisismo” (Freud, 1914) e “Inveja e gratidão” (Klein, 1957).

  44. 176

    Vinho com Lacan: O Nome-do-Pai e a foraclusão

    Nesse episódio, discutimos como a exclusão do significante do Nome-do-Pai impacta a estrutura psíquica, levando a manifestações diretas do real, como alucinações e delírios. Exploramos o conceito de foraclusão em Lacan, destacando sua importância na teoria das psicoses. Utilizamos o caso do Presidente Schreber para exemplificar a intrusão do real e a tentativa de restabelecer uma ordem simbólica. Tivemos também a participação da minha querida amiga Ana Suy (@ana_suy), falando do seu encontro com Lacan.

  45. 175

    Não mereço ser feliz

    Nesse episódio, falamos sobre essa famosa expressão neurótica: “não mereço ser feliz”. Quais são as possíveis questões inconscientes que nos impedem de sermos felizes? Qual a responsabilidade do superego nessa situação? O que Freud e outros autores podem nos dizer a respeito desse funcionamento?

  46. 174

    Vinho com Lacan: O inconsciente estruturado como linguagem

    Nesse episódio, falamos de uma das maiores contribuições de Lacan para a psicanálise: a sua ideia de que o inconsciente é estruturado como Linguagem. Para tanto, trabalhamos com os textos “A instância da letra no inconsciente ou a razão desde Freud” (Escritos, 1998) e “Os escritos técnicos de Freud” (Seminário, Livro 1).

  47. 173

    Notas sobre a esperança

    Nesse episódio, falamos sobre esse sentimento tão importante para a condução da nossa vida: a esperança. Para tanto, usamos o livro “Esperança e fases da vida” (Motta & Silva, 2021). Além disso, discutimos também alguns conceitos de Winnicott e Melanie Klein.

  48. 172

    A procrastinação e a psicanálise

    Nesse episódio, falamos daquela pedra no sapata para todo mundo: a procrastinação! Para tanto usamos o texto “A agenda oculta da procrastinação: por que a procrastinação raramente é sobre preguiça”, publicado no site da IPA (International Psychoanalytical Association).

  49. 171

    Vinho com Lacan: Estádio do espelho

    Nesse episódio, falamos sobre o famoso texto lacaniano “Estádio do espelho como formador da função do Eu” (1949). Para explicá-lo, fizemos uma série de analogias com questões da nossa cultura: como a problemática das redes sociais, por exemplo. Além disso, falamos dos bastidores das trocas de cartas entre Lacan e Winnicott. Este encontro está imperdível!

  50. 170

    O valor das coisas

    Nesse episódio, falamos sobre “o valor das coisas”. Por que perdemos a nossa ligação afetiva com as coisas? O que podemos pensar sobre isso a partir da lógica neoliberal de consumo? Para refletir sobre essas questões, usamos como referência o livro “A po-ética na clínica contemporânea” (Safra, 2004), publicado pela editora Ideias & Letras. Discutimos também sobre o conceito (e o valor cultural) de “objeto transicional”, desenvolvido por D. W. Winnicott. Para encorpar este debate, contamos com uma participação para lá de especial, a nossa querida amiga psicanalista e doutora em Psicologia pela PUC-RS, Samantha Dubugras Sá (@samanthasadsa).

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