PODCAST · arts
Quando a saudade vira poesia
by Clara Aguillón
Tenho te amado tanto e de tal jeito… como se a terra fosse um céu de brasa. Abrasa assim de amor todo meu peito, como se a vida fosse voo e asa. Iniciação e fim. Amo-te ausente porque é de ausência o amor que se pressente. E se é que este arder há de ser sempre, hei de morrer de amor nascendo em mim. Que mistério tão grande te aproxima deste poeta irreal e sem magia? De onde vem este sopro que me anima a olhar as coisas com o olhar que as cria? Atormenta-me a vida de poesia, de amor e medo e de infinita espera. E se é que te amo mais do que devia… não sei o que se deva amar na terra.
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Tenho te amado tanto e de tal jeito… como se a terra fosse um céu de brasa. Abrasa assim de amor todo meu peito, como se a vida fosse voo e asa. Iniciação e fim. Amo-te ausente porque é de ausência o amor que se pressente. E se é que este arder há de ser sempre, hei de morrer de amor nascendo em mim. Que mistério tão grande te aproxima deste poeta irreal e sem magia? De onde vem este sopro que me anima a olhar as coisas com o olhar que as cria? Atormenta-me a vida de poesia, de amor e medo e de infinita espera. E se é que te amo mais do que devia… não sei o que se deva amar na terra.
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Clara Aguillón
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