PODCAST
Rádio Escafandro
by Tomás Chiaverini
Em cada episódio, uma investigação jornalística. Com uma hora de duração, os episódios são um mosaico de entrevistas inéditas, gravações em campo e áudios de arquivo, costurados pela narração do jornalista Tomás Chiaverini. Os temas são os mais variados e a abordagem é sempre profunda, irreverente e inusitada.
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#159 – A fantástica fábrica de algoritmos da Meta
Como a guinada dos tech-bros à direita tem impactado o ambiente corporativo das empresas de tecnologia? Como isso afeta as pessoas que trabalham ali? Quais os efeitos dessas mudanças na forma dessas corporações se colocarem no mundo? Mergulhe mais fundo Careless People Episódios relacionados 90: Era uma vez um Google bonzinho 132 : Bilionazis Entrevistados do episódio Esther Sá Publicitária e bióloga. Daniela da Silva Jornalista e estrategista de comunicação, tecnologia e política. Ex-diretora de políticas públicas do WhastAspp e cofundadora e diretora executiva da Ctrl+z. Tatiana Dias Jornalista investigativa focada em tecnologia, política e direitos humanos, foi editora executiva do Intercept Brasil. É cofundadora e diretora de programas da Ctrl+z. Ficha técnica Ficha técnica Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari. Trilha sonora tema: Paulo Gama. Mixagem de som: Vitor Coroa. Edição de áudio: Matheus Marcolino. Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini.
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#158 – Sobre bombas e advogados
No dia 7 de abril de 2026, o presidente norte-americano Donald Trump deu um ultimato ao Irã que soou como a confissão antecipada de um crime de guerra. “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”, foi a frase de Trump. O alardeado crime de guerra não aconteceu. Trump voltou atrás num cessar-fogo supostamente acordado com o Irã. Mas, existem vários outros crimes ao qual o republicado deveria responder. Ele bombardeou barcos civis na Venezuela, torpedeou uma fragata iraniana matando mais de cem homens e abandonou os sobreviventes à própria sorte. Além disso, tanto na Venezuela quanto no Irã, agiu sem o aval da ONU ou do Congresso americano, o que é ilegal. Mas quem diz o que é legal ou ilegal em termos de guerra? O episódio 158 de Escafandro mergulha nas leis sobre conflitos armados. De onde vem a legislação que regulamenta o que pode ou não ser feito em campo de batalha? Como surgiram as várias convenções de Genebra? Como as campanhas bélicas de Donald Trump se enquadram nesse arcabouço legal? Mergulhe mais fundo As regras da Guerra (link para compra) Lembrança de Solferino Episódios relacionados 52: A guerra de Mohsen 70: Os generais e o cerco a Brasília 157: Vinte dentes naturais Entrevistado do episódio João Paulo Charleaux Jornalista e escritor, foi correspondente do Nexo em Paris, comenta temas ligados a conflitos internacionais na CNN além de colaborar para veículos como O Globo, Folha de S.Paulo, Carta Capital, piauí e UOL. É autor do recém-lançado "As regras da Guerra" (Zahar).
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#157 – Vinte dentes naturais
Em agosto de 1942, no auge da Segunda Guerra Mundial, submarinos nazistas afundaram navios na costa brasileira. O Brasil, que ainda mantinha relações com os dois lados do conflito, se viu obrigado a entrar numa guerra para a qual não tinha qualquer preparação. Foi formada então a Força Expedicionária Brasileira (FEB), que viajou até a Itália para auxiliar as forças aliadas contra o Eixo. Quase 25 mil pracinhas passaram nove meses combatendo no maior conflito armado da humanidade, ajudando a libertar cidades italianas do domínio nazista. Quando retornaram, porém, esses homens não foram considerados heróis por muito tempo. E trouxeram na bagagem romances com jovens italianas, traumas vividos na guerra, e um sentimento geral de admiração por um país aliado: os Estados Unidos da América. Num momento em que o governo de Donald Trump trouxe a guerra para o nosso quintal, o episódio 157 de Escafandro mergulha na missão da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial. Conta como o Brasil atuou na Itália, como essa missão ajudou a moldar nossas Forças Armadas de hoje e reflete sobre o que ela nos ensina a respeito de possíveis futuros conflitos. Mergulhe mais fundo Barbudos, sujos e fatigados: Soldados Brasileiros na Segunda Guerra Mundial (link para compra) Histórias de um pracinha da Segunda Guerra Mundial (link para compra) Os brasileiros e a Segunda Guerra Mundial (link para compra) A dupla face da guerra: a FEB pelo olhar de um prisioneiro (link para compra) Episódios relacionados #70: Os generais e o cerco a Brasília #109: General bom, general mau #142: Heil Trump Entrevistados do episódio Isalete Leal Pedagoga e diretora da Associação dos Ex-Combatentes do Brasil em Valença. Mario Pereira Guia turístico e palestrante. Ex-administrador do Monumento Votivo Militar Brasileiro de Pistoia. Francisco Cesar Alves Ferraz Doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP), professor do Departamento de História da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Autor de "Os brasileiros e a Segunda Guerra Mundial" (Zahar, 2005). Cristina Feres Mestre em História Social pela Universidade de São Paulo (USP). Autora de "A dupla face da guerra: a FEB pelo olhar de um prisioneiro" (Editora Intermeios, 2023). Piero Leirner Antropólogo, professor da Universidade Federal de São Carlos. Autor de livros como “O Brasil no Espectro de uma Guerra Híbrida" (Alameda Casa Editorial, 2020), e "Dois ensaios sobre magia política" (Editora Hucitec, 2025). Ficha técnica Produção, reportagem e edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari Direção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini
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#156 – Sociedade tarja preta: O mundo lá fora
Na segunda e última parte do mergulho na crise planetária de saúde mental, seguimos em busca de respostas pra uma das grandes perguntas do nosso tempo: vivemos uma epidemia de sofrimento psíquico, ou de drogas psicoativas para combater esse sofrimento. Neste episódio, além de trazer mais motivos para o excesso de medicalização, o foco se volta também para os fatores sociais, culturais, econômicos e ambientais que têm impactado nossa saúde mental. Mergulhe mais fundo O que os psiquiatras não te contam (link para compra) A institucionalização Invisível: Crianças que não aprendem na escola (link para compra) Anatomia de uma epidemia: pílulas mágicas, drogas psiquiátricas e o aumento assombroso da doença mental (link para compra) A epidemia de doença mental - Revista Piauí Episódios relacionados #59: Sonhos de zolpidem #62: Não sou mais o Pedro - Capítulo 1: Eletroconvulsoterapia #63: Não sou mais o Pedro - Capítulo 2: Internação #137: Os segredos psicodélicos da Jurema Sagrada Entrevistados do episódio Juliana Belo Diniz Psiquiatra, psicoterapeuta e especialista em pesquisa clínica. Pesquisadora do Programa Transtornos do Espectro Obsessivo Compulsivo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). Autora de "O que os psiquiatras não te contam" (Fósforo Editora). Maria Aparecida Affonso Moysés Médica pediatra, professora da Faculdade de Ciências Médicas Unicamp, coordenadora do Laboratório de Estudos sobre Aprendizagem, Desenvolvimento e Direitos, da Unicamp, autora do livro A institucionalização invisível: crianças que não aprendem na escola. É militante do Despatologiza - Movimento pela Despatologização da Vida. Dayana Rosa Doutora em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS/UERJ). Gerente de Saúde Mental e Relações Institucionais no Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS). Ficha técnica Edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama. Locução adicional: Priscila Pastre. Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari. Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini.
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#155 – Sociedade tarja preta: A resposta química
Em 2017, a Organização Mundial da Saúde declarou que a depressão é a maior causa de invalidez no mundo Atualmente mais de um bilhão de pessoas sofrem de algum transtorno mental ao redor do planeta. Uma em cada oito pessoas. Ou 12,5% da população mundial. Essa prevalência é maior entre crianças e adolescentes e varia de acordo com o país. Os brasileiros, por exemplo, parecem sofrer mais com os males da mente do que a média global. O estudo mais recente produzido em âmbito nacional, sintomaticamente, não foi produzido pelo ministério da saúde, mas pelo ministério da previdência social. Afinal, pessoas com transtorno mentais costumam faltar ao trabalho. São menos produtivas. A pesquisa mostra que em 2024, houve quase meio milhão de afastamentos por motivos relacionados à mente, sendo que ansiedade e depressão são os principais problemas. Esse número representa um aumento de quase 70% em dez anos. Em paralelo, a gente tem um aumento vertiginoso na prescrição de drogas psicoativas. Segundo uma pesquisa feita pelo instituto de estudos para políticas de saúde, o IEPS, usando dados do Sistema Único de Saúde, a prescrição de drogas para tratar saúde mental aumentou 50% em uma década. Diante disso, esse episódio tenta responder a uma pergunta inquietante: estamos vivendo uma epidemia de depressão, ansiedade, déficit de atenção e outros transtornos mentais; ou uma epidemia de drogas psicoativas receitadas com base em diagnósticos relapsos e apressados?
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#154 – Hoje é dia de gospel, bebê
De acordo com o Censo de 2022, um a cada quatro brasileiros é evangélico. Durante os anos 1980, porém, essa situação era bem diferente. Só 6% da população se dizia evangélica, e poucas coisas eram consideradas mais caretas pela geração jovem e roqueira do que “ser crente”. Isso começou a mudar em 1989, quando uma igreja decidiu apostar no rock como uma estratégia inovadora de evangelização. Sob forte influência da cultura evangélica norte-americana, a Igreja Renascer em Cristo revolucionou a música religiosa brasileira e introduziu uma nova palavra no vocabulário fonográfico: gospel. Levantamentos especializados apontam que a música gospel representa 20% do mercado fonográfico nacional. E esse mercado consumidor, de mais de 47 milhões de pessoas, começou a ser construído quando um jovem músico baiano e um ex-figurão da publicidade da TV Globo ajudaram a emplacar uma banda de rock gospel. O episódio 154 de Escafandro mergulha na história da música gospel, conta como esse gênero musical dominou o Brasil, e como isso ajudou a religião evangélica a se espalhar por todo o país. Mergulhe mais fundo Discípulos, o novo podcast da Rádio Guarda-Chuva Discoteca Básica Episódios relacionados #124: Os falsos gringos Entrevistados do episódio Antonio Abbud Publicitário e bispo da Igreja Apostólica Renascer em Cristo. Paulinho Makuko Músico. Baterista e vocalista da banda Katsbarnea. Ricardo Alexandre Jornalista, escritor, documentarista, e roteirista do programa Conversa com Bial, da TV Globo. Autor de “Os 500 maiores álbuns brasileiros de todos os tempos”. Apresentador do podcast Discoteca Básica. Ficha técnica Produção, reportagem e edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari Direção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini
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#153 – Paraná pela segregação
Em março de 2025, pais de crianças com síndrome de Down ajuizaram uma ação no Supremo Tribunal Federal contra duas leis do estado do Paraná. Eles diziam que as leis estaduais criavam um ambiente segregado na educação das pessoas com deficiência, que isso batia de frente com o que está escrito na Constituição. E que iam na contramão do que estava sendo feito no restante do mundo em termos de educação de pessoas com deficiência. No alvo da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) movida pela Federação Nacional das Associações de Síndrome de Down estava uma das entidades mais conhecidas e respeitadas quando se fala em pessoas com deficiência. A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). A associação foi beneficiada pelas leis do Paraná, que davam a ela e a instituições semelhantes o mesmo status de escola, e facilitava a transferência de recursos federais. No embate entre segregação e inclusão gerado pela ADI 7796, as Apaes se posicionaram pela segregação. Elas inclusive atuaram em prol de um decreto do governo Bolsonaro que possibilitaria replicar, no restante do país, o modelo do Paraná. O episódio 153 de Escafandro mergulha fundo nesse embate jurídico e tenta entender que interesses estão por trás das leis paranaenses que vão contra o consenso mundial quando se fala em educação de pessoas com deficiência. Mergulhe mais fundo A nova velha Política Nacional de Educação Especial de 2020: distorcer para retroceder Episódios relacionados #68: Lindinês e a década das cotas #94: O professor, a fanfarra e o pé de manga Entrevistados do episódio Meire Cavalcante Jornalista, pedagoga, mestra e doutora em Educação Inclusiva pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Caio Silva Advogado, professor, membro do comitê jurídico da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD) e coordenador da diretoria da pessoa com deficiência da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio de Janeiro. Liana Lopes Bassi Doutora em Serviço Social e Políticas Sociais pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Presidente da Federação Paranaense das Associações de Síndrome de Down (FEPASD). Jarbas Feldner de Barros Professor e presidente da Federação Nacional das Apaes (Fenapaes). Flávio Arns Senador da República. Ex-secretário de educação do estado do Paraná. Cléo Bohn Presidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD). Ficha técnica Produção, reportagem e edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari Direção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini
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#152 – Na encruzilhada das terras raras
Como duas empresas australianas desconhecidas estão atropelando passos importantes em processos de licenciamento ambiental para lucrar bilhões com a mineração de terras raras no sul de Minas Gerais. Caldas e Poços de Caldas, duas cidades do sul de Minas, se tornaram centrais numa das maiores disputas geopolíticas da atualidade. Isso se deve à alta concentração de minerais de terras raras ali. Especialistas chamam a reserva de "unicórnio da mineração". Ela é tão grande que poderia suprir 20% da demanda mundial. Os minerais de terras raras hoje estão entre os recursos mais valiosos do mundo por serem essenciais na produção de imãs, componentes básicos de dois itens de extrema importância no mundo atual: motores elétricos - vitais na tentativa global de diminuir o uso de combustíveis fósseis - e armas de guerra. O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo, ficando trás só da China, que está numa guerra tarifária com os EUA. Nesse episódio nós fomos a Minas Gerais para acompanhar as movimentações de um grupo de moradores que resolveu se opor aos projetos de mineração nas cidades onde eles vivem. Mergulhe mais fundo Da objetividade do risco à subjetividade da sua percepção: dimensões do risco socioambiental no Jardim Kennedy em Poços de Caldas, MG Episódios relacionados #13: Brumadinho em dois atos #108: Salve o planeta, pergunte-me como #147: Um data center incomoda muita gente Entrevistados do episódio Daniel Tygel Mestre em física, ex-vereador e candidato a prefeito de Caldas pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Nathália Francisco Arquiteta e urbanista. Pesquisadora do Núcleo de Pós Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Mariano Laio de Oliveira Chefe da Divisão de Minerais Críticos e Estratégicos da Agencia Nacional de Mineração (ANM). Wagner Fanin Eletricista e técnico ambiental. Ex-representante do Conselho Gestor da APA Pedra Branca (CONGEAPA) no Conselho Municipal de Desenvolvimento Ambiental (CODEMA) de Caldas. Ademilson Kariri e Cariusa Kiriri Lideranças do povo Kiriri em Caldas. Rogério Correia Professor e deputado federal de Minas Gerais pelo Partido dos Trabalhadores (PT-MG). Ficha técnica Edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini
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#151 – Playboys do tráfico
Longe das favelas, fora do alcance da polícia que mata pelas costas, existe uma classe especial de traficantes. Os transportadores de drogas. Geralmente são jovens, ricos que entram no crime pela aventura, fazem milhões e raramente são pegos. Um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), realizado em 2023, apontou o perfil dos réus processados por tráfico de drogas no Brasil. A maioria dos acusados tem no máximo 30 anos , cursou somente até o ensino fundamental e é composta por pessoas não brancas. Um terço das abordagens que levou essas pessoas a serem acusadas foi motivado por um "comportamento suspeito" notado durante o patrulhamento da polícia. Esse "perfil" do traficante brasileiro foi perpetuado por novelas, imprensa, e, em especial, operações policiais - que valem-se desse imaginário do traficante para a promoção de massacres e assassinatos sem direito a julgamento nas periferias. Mas, muito longe das favelas e do ambiente da "guerra às drogas", estão criminosos que movimentam quilos de cocaína e enormes quantias em dinheiro. No livro Nobres traficantes (Zahar), o jornalista Bruno Abbud conta como jovens ricos entram para o tráfico em busca de adrenalina, e como eles recebem um tratamento muito diferente da polícia e do judiciário - mesmo quando são pegos. Mergulho mais fundo Nobres traficantes: Histórias da elite no crime (link para compra) Entrevistado do episódio Bruno Abbud Jornalista e escritor, autor de Nobres traficantes: Histórias da elite no crime (Zahar). Ficha técnica Produção e edição: Matheus Marcolino. Leitura adicional: Priscila Pastre Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari Direção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini
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#150 – Episódio de pica
Neste episódio falamos sobre a obsessão masculina com o tamanho do pênis e sobre como a objetificação do falo em tempos de redes sociais impacta este fenômeno. A parte mais sensível de um homem é seu pênis. Por meio dele é possível performar masculinidade - como Jair Bolsonaro fez ao se autodenominar "imbroxável" -, ou atacar a moral de um inimigo. O ex-presidente Barack Obama, vencedor do Nobel da Paz, se prestou a caçoar do tamanho do pênis de Donald Trump em um comício da campanha democrata em 2024. Estudos mostram que essa é uma questão global: 55% dos homens estão insatisfeitos com o tamanho dos próprios pênis. O dado é compreensível, mas se torna irônico quando o mesmo estudo aponta que 85% das mulheres estão satisfeitas com o tamanho do que os parceiros têm a oferecer. Diante disso, partimos em busca de respostas para algumas das maiores questões envolvendo o órgão sexual masculino? Como ele funciona afinal? Tamanho é documento? Como são as cirurgias que prometem ganhos estéticos e funcionais? E qual é o impacto de se associar pênis pequenos à falhas de caráter. Mergulho mais fundo O homem não existe: masculinidade, desejo e ficção (link para compra) Entrevistado do episódio Ligia Diniz Doutora em literatura pela Universidade de Brasília (UnB), professora de teoria da literatura na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), crítica literária e escritora. Autora do livro "O homem não existe", editora Zahar. Rafael Siqueira Médico urologista, autor do livro "Tamanho é documento". Bayard Fischer Santos Ex-médico urologista responsável pelo recorde mundial de aumento peniano no Guinness Book, o livro dos recordes. Hoje, atua como advogado. Ficha técnica Produção e edição: Matheus Marcolino. Leituras adicionais: Lígia Diniz Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari Direção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini
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#149 – O antropólogo de mocassins
Neste episódio, a gente conta como o antropólogo Michel Alcoforado passou 15 anos infiltrado no mundo das elites econômicas brasileiras e saiu de lá com o livro que se tornaria um dos maiores sucessos editoriais de 2025. No recém-lançado Coisa de Rico (Todavia), Michel Alcoforado mostra como os super ricos brasileiros usam iates, quadros, vinhos, mansões e mocassins para se diferenciar. Mostra como essas “coisas de rico” servem ao mesmo tempo para criar identidade e para manter os pobres mortais (ou mortais pobres) do lado de fora. Mostra como os novos ricos penam para entrar nesse mundo de champagne e caviar. E como os ricos tradicionais penam para mostrar que estão ali desde sempre, que o lugar deles é natural e não resultado de um sistema social cruel e desigual. Mas, para mostrar tudo isso, o Michel teve de se infiltrar nesse mundo, teve de mudar a própria imagem e até a própria personalidade. Teve de se tornar Michel Alcoforado, o antropólogo do luxo. Esse episódio fala sobre a jornada do Michel que deu origem ao Coisa de Rico. Mergulho mais fundo Coisa de rico - a vida dos endinheirados brasileiros (link para compra) Entrevistado do episódio Michel Alcoforado Doutor em antropologia social, palestrante, comentarista da Rádio CBN e apresentador do podcast É Tudo Culpa da Cultura. Ficha técnica Produção e edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari Direção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini
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#148 – A infame escola de golpes
Este episódio de Escafandro, o primeiro feito em parceria com a Agência Lupa, conta como estelionatários ensinam golpes online, sob vista grossa das plataformas de mídias sociais. O número de estelionatos no Brasil não para de crescer. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, de 2025, a quantidade de casos registrados aumentou mais de 400% desde 2018. De acordo com uma pesquisa Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, um a cada três brasileiros foi vítima de algum golpe digital no último ano. Mas, nessa apuração exclusiva, a Lupa descobriu que o crescimento dos golpes digitais não é orgânico, apenas. Não são só golpistas copiando golpistas. Existem escolas de golpe online que ensinam técnicas das mais diversas. Como clonar um cartão, como usar esse cartão sem ser pego, como configurar sites falsos, como burlar o reconhecimento facial e assim por diante. Boa parte desses cursos, e dos golpes que eles ensinam, ocorre em plataformas como o TikTok, o Instagram e o YouTube, além de aplicativos de mensagem como WhatsApp e Discord. As grandes empresas de tecnologia, por sua vez, não parecem empenhadas em coibir esse tipo de prática. Episódios relacionados #31: Profundezas da rede – Capítulo 1: O Tabuleiro #90: Era uma vez um Google bonzinho #133: Inteligência artificial artificial Entrevistados do episódio Cezar Bueno de Lima Doutor em ciências sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e autor do livro “Jovens em Conflito com a lei: liberdade assistida e vidas interrompidas”. Alessandro Hirata Professor de Direito da Universidade de São Paulo (USP) Fernanda Vicentini Professora de conteúdo e redes sociais dos cursos de Pós-Graduação e MBA da ESPM. Luiz Augusto Filizzola D’Urso Advogado especialista em cibercrimes e professor de Direito Digital da Fundação Getúlio Vargas (FGV), David Marques Sociólogo e coordenador de projetos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Ficha técnica Pauta, produção e reportagem: Gabriela Soares Edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini
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Escafa entrevista: Cristiano Botafogo
Este episódio de podcast é uma conversa entre os jornalistas Cristiano Botafogo, Natália André e Tomás Chiaverini, gravada em Brasília no dia 10 de setembro de 2025. O principal tema da conversa foi o podcast Medo e Delírio em Brasília, apresentado por Cristiano Botafogo, que comenta as notícias da política nacional com muita irreverência desde 2019. O bate-papo aconteceu num restaurante da Capital Federal, durante a semana em que o STF julgava o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados acusados de tramarem um golpe de Estado. Mergulhe mais fundo Medo e Delírio em Brasília - link para o podcast A verdade vos libertará - link para compra Entrevistado do episódio Cristiano Botafogo Jornalista, músico e apresentador do podcast Medo e Delírio em Brasília. coautor do fotolivro "A verdade vos libertará", da Editora Fósforo.
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#147 – Um data center incomoda muita gente
Este episódio de podcast, feito em parceria com o Intercept Brasil, fala sobre os impactos que um data center do Tik Tok poderá causar em comunidades tradicionais no Ceará. A repórter Laís Martins viajou a Caucaia para entender os impactos de um futuro centro de dados que, quando pronto, deverá consumir energia equivalente a 2,2 milhões de brasileiros. Se ele fosse uma cidade, estaria em sétimo lugar em termos de consumo energético. O data center de Caucaia, que deve abrigar dados e capacidade de processamento para o TikTok, pode ser beneficiado pela Política Nacional de Data Centers (Redata). Se implementado, o projeto do Governo Federal vai conceder isenções de impostos para big techs que armazenarem dados em solo brasileiro. O novo centro de dados deve ficar dentro do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), que foi construído em uma área habitada pelo povo Anacé. Os indígenas, que já vêm sendo afetados pelas indústrias que se instalaram na região, se dizem preocupados com os impactos ambientais e planejam entrar na Justiça para barrar o empreendimento. Episódios relacionados #31: Profundezas da rede – Capítulo 1: O Tabuleiro #90: Era uma vez um Google bonzinho #133: Inteligência artificial artificial Entrevistados do episódio Igor Marchesini Assessor especial do Ministério da Fazenda. Jeovah Meirelles Doutor em geografia pela Universidade de Barcelona. Professor do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará (UFC). Roberto Anacé Cacique da comunidade Terra Tradicional. Paulo Anacé Liderança da aldeia Grande Cauípe. Ulisses Costa Assessor especial da Secretaria Estadual do Meio Ambiente do estado do Ceará (Semace). Ficha técnica Pauta, produção e reportagem: Laís Martins Edição e sonorização: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini
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#146 – Nabokov contra os robôs
Este episódio de podcast fala sobre a arte feita por inteligência artificial e sobre o futuro da criatividade humana. Em 2018, a exclusividade humana no campo da arte foi posta à prova. A casa de leilão Christie's vendeu, pela primeira vez, uma obra de arte feita por IA. O item, arrematado por 432.500 dólares, era a impressão de uma gravura gerada por um um programa de inteligência artificial que "estudou" pinturas históricas. As artes plásticas não são o único campo invadido pela IA. Nichos literários como o dos romances eróticos têm abundância de títulos escritos com ajuda de robôs. Isso sem falar em áreas não artísticas da escrita, como e-mails, relatórios, petições e memorandos, estas tomadas por aplicações de inteligência artificial. Ao mesmo tempo, atividades como as artes plásticas e a literatura são profundamente subjetivas. O que faz com que robôs tenham dificuldade para criar coisas genuínas e inovadoras. Diante disso, abre-se uma encruzilhada. Será que o universo das artes vai se tornar um feudo onde só humanos entram? Ou será que a inteligência artificial reinar aí também? Episódios relacionados 90: Era uma vez um Google bonzinho 133: Inteligência artificial artificial Mergulhe mais fundo Escrever é humano: Como dar vida à sua escrita em tempo de robôs (link para compra) Little Martians, de Vanessa Rosa (link para o site) Entrevistados do episódio Sérgio Rodrigues Jornalista, escritor e colunista da Folha de S. Paulo. Criador do blog Todoprosa. Autor de livros como "O Drible", "A vida futura", e o recém lançado "Escrever É Humano: Como dar vida à sua escrita em tempo de robôs". Vanessa Rosa Artista visual brasileira radicada nos Estados Unidos. Criadora do universo Little Martians. Ficha técnica Produção e edição: Matheus Marcolino Locução adicional: Priscila Pastre Mixagem de som: Vitor Coroa Trilha sonora tema: Paulo Gama Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari Direção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini
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#145 – Versão brasileira
Este episódio de podcast fala sobre o curioso ofício dos dubladores: atrizes e atores que estrelam as maiores produções do planeta e continuam sendo ilustres desconhecidos. Casos de atores que se prepararam por muito tempo para um papel não são raros. Diz a lenda que Meryl Streep, uma das atrizes mais reverenciadas da história, aprendeu alemão e polonês para protagonizar “A escolha de Sofia”, papel que lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz em 1982. Mas, quando o filme chega nos espectadores, muitas vezes, a voz das atrizes e atores, e com ela boa parte das atuações originais, é substituída. Entra em cena um dos profissionais mais fascinantes do audiovisual: o dublador. Enquanto atores têm meses de preparação para um filme, um dublador frequentemente descobre o que vai gravar na divulgação da escala de trabalho dele. É uma rotina sem tapetes vermelhos sem reconhecimento em restaurantes, sem milhões de dólares na conta. Episódios relacionados #05: O papel secreto do alho-poró no som de cinema #93: Quem quer ser Indiana Jones? #118: O cinema e o sexo inventado Entrevistados do episódio Rosa Baroli Atriz, dubladora e diretora de dublagem. Foi a voz da Telesp, dublou as atrizes Glenn Close, Jamie Lee Curtis, Julie Andrews, Jane Fonda e Meryl Streep, e participou da dublagem de séries como Bridgerton, Sailor Moon e One Piece. Leticia Quinto Atriz, diretora de dublagem e dubladora na Vox Mundi. Entre seus trabalhos mais conhedidos estão as vozes de Saori, em Cavaleiros do Zodíaco, de Sandy, em Bob Esponja, e as das atrizes Anne Hathaway, Kirsten Dunst e Natalie Portman. Leila Freire Linguista e tradutora audiovisual especializada em dublagem na Vox Mundi. Gustavo Iracema Tradutor. Trabalha no setor de Localização na CrunchyRoll. Ficha técnica Produção e edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari Direção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini
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#144 – A mãe de todas as dores
Este episódio de podcast conta como é a vida de alguém que precisa lidar com a cefaleia em salvas, doença crônica rara que causa uma das maiores dores que um humano pode sentir. Quando alguém visita um pronto socorro se queixando de dor, é comum que os profissionais de saúde peçam para que o paciente tente mensurar o tamanho dessa dor. Apesar de ser difícil classificar a intensidade de dor numa escala de números ou de cores, existem dores intensas ao ponto de atingirem o nível máximo. Esse é o caso da cefaleia em salvas. Essa dor de cabeça é rara (atinge cerca de 0,1% das pessoas) e causa um sofrimento inigualável: algumas pacientes já relataram que a cefaleia em salvas supera a dor do parto. Além disso, não é incomum que pensamentos suicidas surjam durante os períodos de crise, que podem durar até um mês. Mas a característica mais intrigante da cefaleia em salvas não é a intensidade da dor, e sim a frequência. Depois do período de crise, ela desaparece completamente. Alguns tentam esquecer que ela existe. O problema é que depois de algum tempo adormecida, ela volta com força. E o ciclo se repete. Mergulhe mais fundo Escuta Essa: Dor - link para o episódio Hypothalamic activation in cluster headache attacks Episódios relacionados #127: Larissa contra as bactérias #107: Dr. Oscar e o menino que precisava enxergar #92: Quando a Covid não vai embora Entrevistados do episódio Danilo Silvestre Filósofo e podcaster. É apresentador dos podcasts Bola Presa, Escuta Essa, Pouco Pixel e Debate de Bolso. Maria Eduarda Nobre Médica neurologista especialista em cefaleia em salvas. É doutora em neurologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), membra da Academia Brasileira de Neurologia, da Sociedade Brasileira de Neurologia e da International Headache Society. Ficha técnica Produção e edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari Direção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini
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#143 – Sob a sombra de Israel
Este episódio de podcast busca entender como Israel, um estado que foi criado em resposta a um dos maiores genocídios da história, assumiu para si o papel de genocida; e como o lobby sionista justifica o massacre em Gaza, persegue críticos e impacta judeus e palestinos em todo o mundo. O Holocausto foi um dos maiores genocídios da história da humanidade. Não só pela quantidade de pessoas mortas, mas também porque porque ele envolveu um sistema industrial massivo de assassinato. Multidões colocadas em trens e caminhões, levadas para campos de concentração, depois mortas em câmaras de gás e queimadas em fornalhas. É comum acreditar que nada se compara ao Holocausto. No século 21, porém, não existe nada tão parecido com o Holocausto quanto o massacre que Israel vem promovendo na Faixa de Gaza. Pessoas de uma mesma raça presas, passando fome, sendo sistematicamente exterminadas - tudo isso com o apoio de potências globais, que fecham os olhos para os crimes cometidos em nome de uma ideologia: o sionismo. Mergulhe mais fundo Marxismo e judaísmo: história de uma relação difícil (link para compra) Episódios relacionados #52: A Guerra de Mohsen #142: Heil Trump Entrevistados do episódio Bruno Huberman Professor do curso de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), vice-líder do Grupo de Estudos sobre Conflitos Internacionais (GECI/PUC-SP) e pesquisador do Instituto Nacional de Estudos de Ciência e Tecnologia para o estudo dos Estados Unidos (INCT-Ineu). Reginaldo Nasser Chefe do Departamento de Relações Internacionais da PUC-SP, coordenador do Grupo de Estudos sobre Conflitos Internacionais (GECI-PUC), e professor do Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas (PUC/UNESP/Unicamp). Arlene Clemesha Doutora em história, professora de História Árabe na na Universidade de São Paulo (USP). Diretora do Centro de Estudos Palestinos e vice-coordenadora do programa de pós-graduação em História Econômica da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas (FFLCH-USP). Michel Schlesinger Rabino brasileiro radicado em Nova York, nos Estados Unidos. Atuou por mais de 20 anos na Congregação Israelita Paulista (CIP). Ficha técnica Produção e edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari Direção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini
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#142 – Heil Trump
Neste episódio apontamos as semelhanças e diferenças entre Donald Trump e Adolf Hitler, e comparamos o início de seus respectivos governos. Após a derrota na Primeira Guerra Mundial, a Alemanha se viu completamente destruída. A república recém-criada teve de enfrentar uma hiperinflação e múltiplas tentativas de golpe de Estado. Nesse contexto de crise política e de representação, surgiram grupos radicais de extrema direita. E o líder de um desses grupos, um homem que já soava ridículo para muitos, ascende ao poder prometendo fazer a Alemanha grande novamente. Ele passa a perseguir opositores e minoras, enfraquece as instituições, e define o inimigo número um do povo alemão: os judeus. Quase 100 anos depois, os Estados Unidos elegem como seu novo presidente um homem considerado ridículo por parte da nação. Ele assume prometendo trazer o país de volta às glórias, persegue as instituições democráticas, e define que os imigrantes são o inimigo a ser derrotado na América. Mergulhe mais fundo Faces do Extremo: o Neofascismo nos EUA 1970-2010 (link para download) Entrevistada do episódio Tatiana Poggi Doutora em história e professora de História Contemporânea na Universidade Federal Fluminense (UFF). Integra o Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas sobre Marx e o Marxismo (Niep-Marx), o Laboratório de História Econômico-Social (Polis) e a Rede Direitas História e Memória. Episódios relacionados #79: Os pobres de direita e o futuro da política #126: O futuro (?) com Trump #132: Bilionazis #139: Manual prático para saída à esquerda Ficha técnica Edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari Produção, direção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini
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#141 – Tchau, Rio
Este episódio explica como as milícias cresceram, evoluíram e se tornaram uma parte do que é o Rio de Janeiro, e analisa como isso se relaciona com o restante do Brasil. Com a desculpa de combater a criminalidade durante os anos 60, policiais começaram a formar equipes para matar criminosos (ou supostos criminosos) das periferias e subúrbios. O primeiro destes grupos a se tornar conhecido foi a Scuderie Le Cocq, formada em 1964 por doze policiais que decidiram "fazer justiça" com as próprias mãos. A população gostou da ideia, e os grupos de extermínio cresceram. Esses grupos, hoje conhecidos como milícias, evoluíram e se modificaram com o tempo. Hoje, o leque de serviços é maior, e matar deixou de ser a única atividade comercial. O dinheiro pode vir do monopólio do gás, da TV a cabo, e da segurança, por exemplo. Milicianos cobram taxas de comerciantes e até de moradores, e o não pagamento delas é motivo para a violência. De acordo com levantamento feito pelo Instituto Fogo Cruzado e pelo Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (Geni/UFF), o número de áreas dominadas por milicianos cresceu 387% entre 2006 e 2021. Atualmente as milícias são o maior grupo criminoso do RJ, e são responsáveis por metade dos territórios sob controle do crime organizado. Não parece que há escapatória - a expansão pode até ir além do Rio. Episódios relacionados #30: Polícia pra quem? #40: Mil dias de Marielle presente #81: Sobre chacinas e milícias Mergulhe mais fundo Como nasce um miliciano: A rede criminosa que cresceu dentro do Estado e domina o Brasil (link para compra) Entrevistados do episódio Cecília Olliveira Jornalista, pós graduada em Criminalidade e Segurança Pública pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Fundadora do Instituto Fogo Cruzado e cofundadora do The Intercept Brasil. Coronel Adilson Paes de Souza Tenente coronel da reserva da Policia Militar do Estado de São Paulo. Bacharel em direito, mestre em Direitos Humanos pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Membro da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo. Autor do livro "O Guardião da Cidade". Ficha técnica Edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari Produção, direção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini
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#140 – O sol é para poucos
Este episódio mergulha nas contradições de Balneário Camboriú, cidade conhecida por seus arranha-céus milionários, pela ostentação e pela desigualdade. Localizada no litoral catarinense, Balneário Camboriú foi apelidada de "Dubai brasileira". A cidade tem o metro quadrado mais caro do Brasil, forte presença de milionários, e é um dos destinos mais procurados pelos turistas do centro oeste do país. O luxo é o padrão em Balneário, e a ostentação não só é permitida como faz parte do convívio social. Congestionamento de carros importados para entrar numa igreja evangélica; milionários que contratam mergulhadores para resgatar iPhones e médicos oferecendo harmonização íntima em outdoors são algumas das situações inusitadas que a jornalista Marie Declerq encontrou nos cindo dias que passou na cidade. Ao mesmo tempo, os edifícios de mais de 200 metros de altura encobrem a luz do sol - e uma desigualdade ferrenha. Enquanto Balneário Camboriú ocupa o segundo lugar nono ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Santa Catarina, Camboriú, a cidade vizinha onde vivem muitos trabalhadores do balneário, registra apenas o 169º lugar . Os trabalhadores de Balneário sofrem com a falta de moradia popular na região. Este episódio de podcast faz um perfil da "Dubai brasileira", a cidade favorita dos milionários e dos corretores de imóveis, onde a luz do sol não é para todos. Episódios relacionados #51: Coração rico bate mais tempo Entrevistados do episódio Eduardo Zanatta Vereador em Balneário Camboriú pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Mestre em planejamento territorial pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Marisa Zanoni Doutora em Educação, pedagoga e professora universitária. Ex-vereadora e ex-candidata à prefeita de Balneário Camboriú. Guilherme Pilger Corretor de imóveis de luxo em Balneário Camboriú. Ficha técnica Produção e reportagem: Marie Declercq Edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari Direção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini
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#139 – Manual prático para saída à esquerda
Este episódio analisa possíveis saídas para o campo democrático diante do avanço da extrema-direita no Brasil e no mundo. O avanço da extrema-direita com tendências autoritárias tem causado perplexidade no campo democrático, em especial, nos setores mais progressistas. Forças políticas tradicionalmente associadas à esquerda parecem incapazes de se opor de maneira eficiente e duradoura ao avanço de figuras como Donald Trump, Nayib Bukele e Jair Bolsonaro. Para tentar entender o que está por trás desse fenômeno e quais são as saídas para os setores democráticos e de esquerda, conversamos com quatro analistas políticos, e dividimos o episódio em três partes. Na primeira, são apresentados alguns dos fatores que que ajudaram a extrema-direita a se estabelecer. Na segunda, o foco é na criação de um sistema paralelo de comunicação e no uso da desinformação como arma. E, na última, são apresentadas propostas para o futuro da esquerda e a manutenção da democracia. Mergulhe mais fundo Menos Marx, mais Mises: O liberalismo e a nova direita no Brasil (link para compra) Limites da democracia: De junho de 2013 ao governo Bolsonaro (link para compra) O pobre de direita: A vingança dos bastardos (link para compra) Episódios relacionados #71: Por que votam no mito? #79: Os pobres de direita e o futuro da política #126: O futuro(?) com Trump Entrevistados do episódio Jessé Souza Sociólogo e escritor. Autor de livros como "A elite do atraso" e "O pobre de direita: A vingança dos bastardos". Marcos Nobre Cientista político, professor do departamento de filosofia da Unicamp e pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). Autor de "Limites da Democracia", "Como nasce o novo" e "Imobilismo em movimento". Isabela Kalil Antropóloga, professora de ciência política na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) e coordenadora do Observatório da Extrema Direita. Camila Rocha Doutora em ciência política pela Universidade de São Paulo (USP), diretora científica do Centro para Imaginação Crítica (CCI) do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). Finalista do Prêmio Jabuti com o livro "Menos Marx mais Mises. O liberalismo e a nova direita no Brasil". Ficha técnica Produção e edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari Direção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini
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#138 – Sobre jornalistas e torturadores
Este episódio de podcast é uma conversa com a jornalista e escritora Juliana Dal Piva, gravada no Festival Literário Internacional de Poços de Caldas (Flipoços), em maio de 2025. Entre os temas da conversa estão os desafios de se entrevistar torturadores, o que se sabe hoje sobre o assassinato e a ocultação do corpo de Rubens Paiva, e como o retorno desse caso aos holofotes impacta as tentativas de responsabilizar militares torturadores e assassinos, que até hoje seguem impunes. Mergulhe mais fundo Crime Sem Castigo (link para compra) Entrevistada do episódio Juliana Dal Piva Jornalista e escritora. Apresentadora do podcast A Vida Secreta de Jair e autora dos livros "O Negócio do Jair" e "Crime Sem Castigo".
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#137 – Os segredos psicodélicos da Jurema Sagrada
Este episódio fala sobre a Jurema, uma planta alucinógena que originou uma religião indígena e que pode revolucionar o tratamento da depressão. Na seiva da Jurema corre uma substância chamada N, N-dimetiltriptamina - a DMT, que acredita-se ser uma das responsáveis pelos nossos sonhos. Ela também está presente na ayahuasca, que, quando ingerida, pode provocar alucinações. A Jurema, porém, vai muito além do seu potencial alucinógeno e se diferencia de outras plantas parecidas. Ela é a protagonista de uma religião ancestral, que se misturou a cultos de matriz africana e passou anos escondida. Neste episódio de podcast, falamos sobre como uma substância psicodélica, que tem o potencial de revolucionar o tratamento de depressão, deu origem a um conjunto de crenças e rituais que se constituem numa das religiões mais brasileiras que existem. Mergulhe mais fundo A Ciência Encantada de Jurema (link para compra) Entrevistados do episódio Marcelo Leite Jornalista de ciência e ambiente, colunista da Folha de S. Paulo, autor de “Psiconautas - Viagens com a Ciência Psicodélica Brasileira”. Luiz Assunção Doutor em antropologia e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Draulio Araujo Professor do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Sua atuação é focada nos estudos de alteração de consciência provocados pela ayahuasca e o potencial da substância como antidepressivo. Rodrigo Grünewald Antropólogo e professor da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Autor do livro "Jurema". Ficha técnica Produção e edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari Direção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini Cânticos entoados por: Joanah Flor e Thulny Fulni-ô
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#136 – Quer apostar?
Este episódio mergulha no universo das apostas esportivas e tenta entender o fenômeno das bets no Brasil. As bets foram eleitas pela opinião pública como as grandes vilãs do Brasil. De acordo com o Banco Central, beneficiários do Bolsa Família depositaram R$3 bilhões em casas de apostas somente em agosto de 2024. Foram 5 milhões de pessoas apostando, 10% das mais de 50 milhões beneficiadas pelo programa. Os números são alarmantes, e, ao menos desde 2018, as casas de aposta vêm ganhando muito dinheiro dentro do nosso país. Apesar disso, a discussão sobre o mercado de apostas no Congresso e na sociedade civil pouco avançou desde 2018, quando as apostas foram legalizadas em território nacional. Se 80% dos apostadores ficam no prejuízo, por que tantos seguem apostando? Como o Brasil, de acordo com pesquisa da H2 Gambling Capital, se tornou o sétimo maior mercado de apostas no planeta? Neste episódio de podcast, fazemos um mergulho no universo das apostas esportivas, e buscamos entender o porquê de os humanos se interessarem por apostas. Mergulhe mais fundo Em busca de mais excitação: reflexões acerca das apostas esportivas (link para o artigo) Entrevistados do episódio Fernando Resende Cavalcante Doutorando em educação física pela Universidade de Brasília (UNB). Autor do artigo "Em busca de mais excitação: reflexões acerca das apostas esportivas". Daniel Leite Apostador esportivo profissional. Criador do "Guia das Apostas". Ficha técnica Produção e edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari. Direção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini
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#135 – Neide Rigo contra o kiwi-banana
Este episódio parte de golpes com frutas inexistes e ataques a hortas urbanas para mergulhar na nossa relação com aquilo que comemos. O Mercado Municipal de São Paulo já foi um importante entreposto de alimentados da cidade. Hoje, sobrevive como marco arquitetônico e também como armadilha para turistas que caem no conto do sanduíche de mortadela ou na lábia dos vendedores de fruta que cobram preços proibitivos. A partir de uma incursão neste espaço, a jornalista de gastronomia Priscila Pastre investiga como o golpe da fruta do mercadão se relaciona com ataques a uma horta urbana. E reponde o que, afinal, é o famigerado kiwi-banana. Mergulhe mais fundo Comida Comum – Neide Rigo (Link para compra) Entrevistados do episódio Luis Fernando Revers Doutor em Ciências Biológicas e pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Neide Rigo Nutricionista, agricultora urbana e escritora. Ficha técnica Reportagem: Priscila Pastre Produção e apoio de edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari. Direção, roteiro e edição: Tomás Chiaverini
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#134 – Los golpistas fujones
Este episódio acompanha a viagem de um repórter para a Argentina, em busca dos golpistas de 8 de janeiro. Dois anos após a tentativa de golpe em Brasília, no dia 8 de janeiro de 2023, o gabinete do ministro Alexandre de Moraes divulgou que 898 pessoas foram responsabilizadas criminalmente pelos atentados contra a democracia. Dos condenados, 371 tiveram penas com restrição de liberdade. O problema é que só pouco mais da metade deles foram presos, enquanto o restante está na condição de foragido da justiça. A Argentina, governada pelo extremista de direita Javier Milei, é o destino favorito. E apesar de um juiz argentino já ter acatado o pedido do Brasil e emitido mandados de prisão contra boa parte desses foragidos, apenas cinco foram presos. Neste episódio de podcast, fruto da parceria entre a Rádio Escafandro e o The Intercept Brasil, o repórter Paulo Motoryn viaja à Argentina para fazer o que a polícia de Milei não tem sido capaz: encontrar os golpistas condenados pelo 8 de janeiro. Episódios relacionados #109 - General bom, general mau #129 - Os generais salvaram a pátria? Entrevistados do episódio Rafael Mafei Advogado e professor de direito da Universidade de São Paulo (USP) e da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Autor do livro “Como remover um presidente: história e prática do impeachment no Brasil". Ficha técnica Reportagem em Buenos Aires: Paulo Motoryn Captação de áudio em Buenos Aires: Anita Pouchard Serra Produção e apoio de edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari. Direção, roteiro e edição: Tomás Chiaverini
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#133 – Inteligência artificial artificial
Este episódio fala sobre como a narrativa do apocalipse pelas máquinas serve de cortina de fumaça pra ocultar problemas reais e imediatos trazidos pela popularização da inteligência artificial. Nos últimos anos, cientistas de renome, políticos, jornalistas e até os próprios desenvolvedores de programas como o Chat GPT têm alertado para os riscos de longo prazo da IA. Para um futuro em que as máquinas vão ser mais inteligentes do que os humanos, o que pode gerar todo o tipo de catástrofe, sendo a aniquilação da nossa espécie, a pior delas. Ao mesmo tempo, quem de fato estuda os avanços e os problemas trazidos pela inteligência artificial, costuma ter uma visão diferente. Por um lado, refuta a ideia de que os programas de IA, da forma como estão sendo desenvolvidos hoje, possam evoluir pra se tornar tão inteligentes, ou até mais inteligentes do que os humanos. Por outro, argumentam que a popularização desses programas já causa uma série de problemas, concretos e atuais, que precisam ser enfrentados o quanto antes. Episódios relacionados 90: Era uma vez um Google bonzinho 96: Trabalhadores do futuro não sangram 132: Bilionazis Mergulhe mais fundo A proteção coletiva dos dados pessoais no Brasil: vetores de interpretação Nexus: Uma breve história das redes de informação, da Idade da Pedra à inteligência artificial - Yuval Noah Harari (link para compra) Desmistificando a inteligência artificial - Dora Kaufman (link para compra) A descrição do teste do GPT-4 (em inglês) Entrevistados do episódio Dora Kaufman Jornalista, pós-doutora em impactos sociais da inteligência artificial, e professora da PUC-SP. Autora dos livros "A inteligência artificial irá suplantar a inteligência humana?" e "Desmistificando a inteligência artificial". Rafael Zanatta Pesquisador de direito digital e diretor da Data Privacy Brasil. Mestre e Doutor pela USP e Pesquisador de Pós-Doutorado em filosofia e teoria geral do direito pela USP. Autor do livro “A proteção coletiva dos dados pessoais no Brasil: vetores de interpretação” Matheus Viana Braz Psicólogo e professor do Departamento de Psicologia da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Autor dos livros "Trabalho, Sociologia Clínica e Ação: alternativas à individualização do sofrimento" e "Paradoxos do Trabalho: as faces da insegurança, da performance e da competição". Ficha técnica Produção e apoio de edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari. Direção, roteiro e edição: Tomás Chiaverini
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#132 – Bilionazis
Elon Musk chocou o mundo durante um evento comemorativo da segunda vitória de Donald Trump. Por duas vezes, o homem mais rico do planeta levantou seu braço à frente do corpo e na altura da cabeça - uma saudação que ficou famosa por sua ligação com o nazismo. Trump, que se elegeu com um discurso de extrema-direita mais acentuado do que em seu primeiro governo, deu "as chaves da Casa Branca" a Elon Musk. Além do dono da Tesla e da SpaceX, outros bilionários agora lideram departamentos decisivos do governo dos Estados Unidos, e interferem politicamente em todo o mundo. E muitos desses bilionários compartilham mais do que a proximidade com o poder. Da busca pela vida eterna à colonização de Marte, passando pela ideia de que o mundo tem de ser governado por homens fortes e que esses homens têm a obrigação de passar seus genes adiante numa prole numerosa. Este episódio de podcast fala sobre como parte dos bilionários compartilha uma ideologia comum que muitos chamam de Iluminismo das Trevas. E sobre como essa ideologia se aproxima do fascismo. Episódios relacionados 42: A vida, o universo e tudo o mais Mergulhe mais fundo Elon Musk - por Walter Isaacson (link para compra) Entrevistados do episódio Tatiana Poggi Doutora em história e professora de História Contemporânea na Universidade Federal Fluminense (UFF). Integra o Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas sobre Marx e o Marxismo (Niep-Marx), o Laboratório de História Econômico-Social (Polis) e a Rede Direitas História e Memória. Reinaldo José Lopes Jornalista especializado em biologia e arqueologia, autor de livros de divulgação científica, e colunista da Folha de S. Paulo. Ficha técnica Produção e apoio de edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari. Direção, roteiro e edição: Tomás Chiaverini
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#131 – Raças, genes e igrejas
O maior acervo genealógico do planeta se chama FamilySearch. Ele é mantido pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, também conhecida como Igreja Mórmon, que guarda mais de 3 bilhões de documentos num cofre no oeste dos Estados Unidos. O projeto que deu origem ao FamilySearch começou em 1894, apenas seis anos após a assinatura da Lei Áurea, que pôs fim à escravidão no Brasil. Os documentos desse período, no entanto, são escassos. O que se sabe é que o poder não mudou de mãos nos últimos 150 anos. O Projeto Escravizadores, da Agência Pública, investigou 116 autoridades do Brasil (entre presidentes, senadores e governadores), e descobriu que ao menos 33 delas têm antepassados que tiveram relação com pessoas escravizadas. Alguns sequer sabiam da existência desses laços familiares. Apesar de ser um assunto tabu, a escravidão moldou o mundo e o Brasil, foi o pilar da construção de muitas esferas de poder e traz impactos até hoje. Este episódio de podcast, fala sobre como o racismo foi moldado por diferenças irrelevantes do ponto de vista genético, mas impactou o mundo a ponto de permitir que humanos tenham sido escravizados por séculos. Episódios relacionados #30 - Polícia para quem? Entrevistados do episódio Diogo Meyer Doutor em biologia e professor do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP). Especialista em genética de populações humanas e evolução molecular. Hebe Mattos Historiadora, professora e coordenadora do Laboratório de História Oral e Imagem (Laboi) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Ficha técnica Reportagem: Bianca Muniz e Bruno Fonseca Produção e apoio de edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari. Direção, roteiro e edição: Tomás Chiaverini
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#130 – O cliente nunca tem razão
Neste episódio de podcast, falamos sobre as artimanhas usadas para burlar os direitos dos consumidores, e sobre a pressão política feita por empresas e empresários no Congresso para moldar leis a favor deles. Promulgado em 1990, o Código de Defesa do Consumidor foi um marco no estabelecimento de direitos para os cidadãos brasileiros. Trinta e quatro anos depois, as relações entre vendedores e consumidores seguem extremamente desiguais - o que mudou, de alguma maneira, foi a forma. A pesquisa sobre satisfação de clientes mais recente da agência Hibou apontou que apenas 14% dos clientes estão plenamente satisfeitos com a experiência de consumo. Além disso, 63% dos consumidores não querem comprar de uma marca que esteja em sites de reclamações. O Reclame Aqui, site mais conhecido do gênero, já tem mais de 600 mil empresas e 30 milhões de pessoas registradas. Por que existem tantos consumidores insatisfeitos? Por que parece que sempre tem alguém tentando enganar o cliente? Os interesses do consumidor estão sendo representados no Congresso Nacional? No primeiro episódio natalino da história da Rádio Escafandro, falamos das artimanhas que os empresários usam pra limpar nossa contas. De propagandas enganosas a pressões políticas, passando pela boa e velha prática de vender e não entregar. Episódio relacionado #117 - Os planos de saúde têm de acabar? Entrevistado do episódio Igor Britto Advogado, professor de direito do consumidor e direito rmpresarial do Centro Universitário IESB, em Brasília, e diretor do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec). Ficha técnica Produção e apoio de edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari. Direção, roteiro e edição: Tomás Chiaverini
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#129 – Os generais salvaram a pátria?
Neste episódio, o antropólogo Piero Leirner analisa a tentativa de golpe bolsonarista e o relatório elaborado pela Polícia Federal, e propõe uma visão diferente da versão oficial. Em um relatório de mais de 800 páginas, a Polícia Federal esmiuçou os detalhes do plano golpista tramado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados durante 2022 e 2023. A ideia, de acordo com o documento, era assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin, e o ministro do STF Alexandre de Moraes, além de, claro, manter Bolsonaro no poder. O relatório se baseia em documentos, conversas e depoimentos coletados de membros do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. No fim, pelo relatório, é possível se concluir que as Forças Armadas salvaram a democracia do Brasil pois não aderiram ao golpe. Mas será que é isso mesmo? E se, na verdade, as Forças Armadas elaboraram um plano que vai muito além de uma tentativa de golpe frustrada? Neste episódio, falamos sobre a tentativa de golpe bolsonarista e sobre o relatório da Polícia Federal, analisando o que está por trás das narrativas oficiais. Mergulhe mais fundo O Brasil no Espectro de uma Guerra Híbrida: Militares, Operações Psicológicas e Política em uma Perspectiva Etnográfica (link para compra) Entrevistado do episódio Piero Leirner Antropólogo, professor titular da Universidade Federal de São Carlos. Tem experiência na área de antropologia, com ênfase em antropologia da guerra e em sistemas hierárquicos, atuando principalmente nos seguintes temas: hierarquia, individualismo, estado, guerra e militares. É autor do livro “O Brasil no Espectro de uma Guerra Híbrida: Militares, Operações Psicológicas e Política em uma Perspectiva Etnográfica” (Alameda Casa Editorial, 2020). Episódios relacionados 70: Os generais e o cerco a Brasília 109: General bom, general mau Ficha técnica Produção e apoio de edição: Matheus Marcolino. Locução adicional: Priscila Pastre. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari. Direção, roteiro e edição: Tomás Chiaverini
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#128 – Reaças sob demanda
Este episódio do podcast Rádio Escafandro fala sobre a produtora audiovisual de direita Brasil Paralelo, em especial sobre como ela vem investindo em educação. A Brasil Paralelo é famosa por documentários reacionários que tratam de temas como armas de fogo, aquecimento global e história do Brasil. Além de disponibilizar este conteúdo no YouTube, a produtora também tem um canal de streaming, onde os assinantes encontram uma gama maior de produtos. Mais recentemente, sem fazer alarde, a Brasil Paralelo tem investido também em educação. Numa parceria com o Intercept Brasil, tivemos acesso a áudios secretos da produtora. Eles revelam como a Brasil Paralelo tem distribuído seu material por centenas de escolas e instituições de caridade. Entrevistada do episódio Renata Nagamine Mestre em direito, pós-doutoranda no Núcleo de Religiões no Mundo Contemporâneo/Cebrap (Bolsa Fapesp 2022/16449-6) Mergulhe mais fundo #31 – Profundezas da rede – Capítulo 1: O Tabuleiro Ficha técnica Trilha sonora tema: Paulo Gama. Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari. Mixagem de som: Vitor Coroa. Produção e apoio de edição: Matheus Marcolino. Reportagem: Paulo Motoryn e Tatiana Dias. Direção, roteiro e edição: Tomás Chiaverini.
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#127 – Larissa contra as bactérias
Neste episódio de podcast, partimos de um acidente doméstico sofrido pela atriz, preparadora de elenco e coordenadora de intimidade Larissa Bracher para mergulhar no misterioso mundo das bactérias. Você acha que seu umbigo é limpo? Bom, um grupo de cientistas do instituto de biologia da Universidade da Carolina do Norte resolveu responder essa pergunta. Os cientistas analisaram o umbigo de 60 humanos, nos quais foram encontradas 2368 espécies de bactérias, sendo 1458 desconhecidas pela ciência - uma média de quase 25 novas bactérias por umbigo. Mas não se assuste. Um humano saudável carrega cerca de 100 mil micróbios por centímetro quadrado de pele. Muitas bactérias, inclusive, são benéficas para nosso corpo. O problema surge quando bactérias "do mal" invadem nosso organismo: elas podem gerar doenças perigosas, como infecções hospitalares. Estima-se que, no Brasil, elas sejam a causa da morte de ao menos 45 mil pessoas ao ano. Neste episódio de podcast, falamos sobre bactérias resistentes, explicamos o risco delas para o corpo humano, e contamos como Larissa Bracher passou a se sentir em casa dentro de um quarto de hospital. Episódios relacionados #53 – Coração rico bate mais tempo #78 – Experiências de quase morte #83 – O limbo dos embriões congelados Entrevistados do episódio Larissa Bracher Atriz, preparadora de elenco e coordenadora de intimidade. Ana Márcia Guimarães Professora do departamento de microbiologia do Instituto de Ciências Biomédicas e coordenadora do Laboratório de Pesquisa Aplicada a Micobactérias (LaPAM) da Universidade de São Paulo (USP). Priscila Rosalba Médica infectologista. Assistente da comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e do Hospital AACD. Tito Rocha Médico ortopedista. Ficha técnica Produção e apoio de edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama. Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari. Direção, roteiro e edição: Tomás Chiaverini
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#126 – O futuro(?) com Trump
Neste episódio, o filósofo e cientista político Marcos Nobre analisa a eleição de Donald Trump, o avanço da extrema direita com tendências fascistas, e as alternativas para o campo progressista. O republicano Donald Trump venceu as eleições de 2024 e será reconduzido à presidência dos Estados Unidos no próximo ano. A vitória de Trump representa mais um passo na escalada da extrema-direita global e mexe com a configuração política global dos próximos quatro anos. Por que os Estados Unidos elegeram Trump? O que isso significa para o restante do mundo? Quais lições os progressistas podem tirar do fracasso democrata na eleição americana? Dada a importância geopolítica do resultado, divulgado neste dia 6 de novembro, a Rádio Escafandro apresenta um episódio diferente do habitual para tentar responder algumas dessas perguntas. Neste episódio, falamos sobre como a volta de Donald Trump à Casa Branca impacta o mundo, e quais as alternativas para o campo democrático progressista para conter o avanço da extrema-direita. Mergulhe mais fundo Limites da democracia: De junho de 2013 ao governo Bolsonaro (link para compra) Entrevistado do episódio Marcos Nobre Cientista político, professor do departamento de filosofia da Unicamp e pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). Autor de livros como Limites da Democracia, Como nasce o novo e Imobilismo em movimento. Episódios relacionados #71: Por que votam no mito? #79: Os pobres de direita e o futuro da política Ficha técnica Produção e apoio de edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama. Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari. Direção, roteiro e edição: Tomás Chiaverini
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#125 – Suco de maromba
Neste episódio de podcast, mergulhamos no universo do fisiculturismo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), um humano adulto "comum" deve consumir algo entre 2.000 e 2.500 calorias por dia para se manter saudável e em forma. Para manter-se hidratado, esse humano também deve beber, pelo menos, dois litros de água. Essas médias, porém, não se aplicam a fisiculturistas. Esses atletas vivem uma "gangorra fisiológica", entre os limites do corpo humano, para perseguir um padrão super-humano de estética e forma física. Afinal, o que faz as pessoas aceitarem rotinas extremas de alimentação e treinos na academia para provarem que são os indivíduos mais sarados e definidos do planeta? Quais são as consequências de se viver esse estilo de vida? Entrevistados do episódio Eduardo Pinto Machado Doutor em Ciências do Movimento Humano pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), educador físico, e pesquisador especializado em fisiculturismo. Ficha técnica Reportagem, produção e apoio de edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama. Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari. Direção, roteiro e edição: Tomás Chiaverini
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#124 – Os falsos gringos
Durante a década de 60, quem queria escutar música internacional em solo brasileiro encontrava muita dificuldade. Boa parte dos discos de sucessos internacionais demoravam meses para serem lançados, ou, por disputas entre gravadoras, às vezes nem saíam no Brasil. Para contornar esses obstáculos, as gravadoras nacionais passaram a investir numa solução caseira: jovens bandas e cantores brasileiros passaram a regravar os sucessos estrangeiros, geralmente assumindo nomes artísticos semelhantes que soavam como nomes gringos - e cantando somente em inglês. Neste episódio de podcast, falamos sobre a ascensão e a queda dos falsos gringos, que foram febre na música brasileira dos anos 60 e 70. Entrevistados do episódio Hélio Costa Manso Cantor e produtor musical. Desde os anos 60 é líder do grupo de rock The Mustangs, depois rebatizado de Sunday. Fez sucesso nos anos 70 como cantor romântico, usando o nome artístico de Steve MacLean. Sérgio Martins Jornalista e crítico musical. Ficha técnica Apoio de edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama. Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari. Direção, roteiro e edição: Tomás Chiaverini
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#123 – Dois Rios: A família
Este episódio é a quarta e última parte da minissérie Dois Rios. Uma história que envolve um presídio em uma ilha, uma vila misteriosa, um punhado de pessoas sendo injustamente despejadas, um professor idealista, uma defensora pública engajada, um espertalhão semeador de discórdia, e uma possível conspiração que se aproxima de algumas das pessoas mais poderosas da política brasileira. Episódios relacionados 120: Dois Rios: O caldeirão do inferno 121: Dois Rios: O vilarejo 122: Dois Rios: A universidade Mergulhe mais fundo O Negócio do Jair: A história proibida do clã Bolsonaro (link para compra) Entrevistados do episódio Juliana Dal Piva Jornalista e escritora. Apresentadora do podcast A Vida Secreta de Jair e autora do livro O Negócio do Jair. Ana Santiago Mestra em História, doutora em Meio Ambiente, professora associada e pró-reitora de extensão e cultura da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Gelsom Rozentino de Almeida Doutor em história, professor do Departamento de Ciências Humanas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e diretor do Ecomuseu Ilha Grande. Ficha Técnica Apoio de produção, edição e reportagem: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama. Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari. Direção, roteiro e edição: Tomás Chiaverini
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#122 – Dois Rios: A universidade
Este episódio é a terceira parte da minissérie Dois Rios. Uma história que envolve um presídio em uma ilha, uma vila misteriosa, um punhado de pessoas sendo injustamente despejadas, um professor idealista, uma defensora pública engajada, um espertalhão semeador de discórdia, e uma possível conspiração que se aproxima de algumas das pessoas mais poderosas da política brasileira. Episódios relacionados 120: Dois Rios: O caldeirão do inferno 121: Dois Rios: O vilarejo Entrevistados do episódio Ana Santiago Mestra em História, Doutora em Meio Ambiente, professora associada e pró-reitora de extensão e cultura da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Gelsom Rozentino de Almeida Doutor em História, professor do departamento de Ciências Humanas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e diretor do Ecomuseu Ilha Grande. Ficha Técnica Apoio de produção, edição e reportagem: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama. Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari. Direção, roteiro e edição: Tomás Chiaverini
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#121 – Dois Rios: O vilarejo
Este episódio é a segunda parte da minissérie Dois Rios. Uma história que envolve um presídio em uma ilha, uma vila misteriosa, um punhado de pessoas sendo injustamente despejadas, um professor idealista, uma defensora pública engajada, um espertalhão semeador de discórdia, e uma possível conspiração que se aproxima de algumas das pessoas mais poderosas da política brasileira. Episódios relacionados 120: Dois Rios: O caldeirão do inferno Ficha Técnica Apoio de edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama. Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari. Direção, roteiro e edição: Tomás Chiaverini
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#120 – Dois Rios: O caldeirão do inferno
Este episódio é a primeira parte da minissérie Dois Rios. Uma história que envolve um presídio em uma ilha, uma vila misteriosa, um punhado de pessoas sendo injustamente despejadas, um professor idealista, uma defensora pública engajada, um espertalhão semeador de discórdia, e uma possível conspiração que se aproxima de algumas das pessoas mais poderosas da política brasileira. Mergulhe mais fundo O bandido da chacrete: ascensão e queda de um fundador do Comando Vermelho (link para compra) Entrevistados do episódio Julio Ludemir Escritor, roteirista e produtor cultural. Fundador da Festa Literária das Periferias (Flup) e da Batalha do Passinho. Autor de “O bandido da chacrete”, “Sorria, você está na Rocinha” e “No coração do Comando”. Gelsom Rozentino Doutor em História, professor do departamento de Ciências Humanas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e diretor do Ecomuseu Ilha Grande. Elisa Cruz Doutora e Mestra em Direito Civil pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), professora da FGV Direito Rio, e defensora pública do estado do Rio de Janeiro. Ficha Técnica Apoio de edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama. Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari. Direção, roteiro e edição: Tomás Chiaverini
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#119 – A Olimpíada sintética
Enquanto Paris recebe os melhores atletas do planeta para mais uma edição dos Jogos Olímpicos, um grupo de bilionários planeja outro tipo de competição, numa iniciativa que parece coisa de ficção científica. Uma Olimpíada onde a dopagem é liberada. Essa é a ideia dos Jogos Aprimorados (Enhanced Games), que devem ser realizados em 2025. A iniciativa gerou comoção entre médicos e esportistas, e levanta questionamentos sobre os princípios dos esportes, sobre a saúde dos atletas, e sobre os impactos na medicina como um todo. A partir dessa iniciativa distópica, este episódio fala sobre dopagem e antidopagem: por que a dopagem é proibida? O que acontece com um atleta que se dopa? Será que todos os recordes mundiais seriam batidos se os atletas se dopassem livremente? Episódios relacionados #113 – Corro, logo existo Entrevistados do episódio Luís Horta Médico esportivo e maratonista. Foi presidente da Autoridade Antidopagem de Portugal e consultor internacional da UNESCO para a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD). Alison Ferreira Ciclista profissional brasileiro. Carlos Orsi Jornalista, divulgador científico e escritor de ficção científica. Adriana Taboza Presidente da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD). Demétrio Vecchioli Jornalista, colunista do UOL no blog Olhar Olímpico. Ficha técnica Reportagem e apoio de edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama. Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari. Direção, roteiro e edição: Tomás Chiaverini
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#118 – O cinema e o sexo inventado
Em 2017, o jornal The New York times revelou uma série de acusações de abusos sexuais, ocorridos ao longo de décadas contra o então produtor de Hollywood Harvey Weinstein. Cada caso revelado incentivava uma nova denúncia, e, ao todo, 30 atrizes relataram terem sido abusadas por Weinstein - incluindo Gwyneth Paltrow e Angelina Jolie. Weinsten foi preso, condenado por estupro e agressão sexual, e o movimento Me Too, que incentiva mulheres abusadas sexualmente a denunciarem seus agressores, ganhou força inédita. No mesmo período, entretanto, o mundo viveu uma forte onda conservadora. O cinema e as séries de TV parecem evitar erotismo e cenas de sexo, e plataformas como a Netflix desenvolveram até um botão para "pular" esses momentos. Neste episódio de podcast, falamos sobre como as produções audiovisuais estão cada vez menos eróticas, e sobre o desafio da criação de cenas de sexo para cinema e para TV. Episódios relacionados #05 – O papel secreto do alho-poró no som de cinema #60 – Arte em tempos de fascismo Entrevistados do episódio Larissa Bracher Atriz, preparadora de elenco e coordenadora de intimidade. Maeve Jinkings Atriz de teatro, cinema e televisão. Ficha técnica Apoio de edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama. Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari. Direção, roteiro e edição: Tomás Chiaverini
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#117 – Os planos de saúde têm de acabar?
Em meados de 2022, o STJ decidiu que o rol de procedimentos previstos para planos de saúde era taxativo. Ou seja, as operadoras não eram obrigadas a oferecer serviços que não constassem na lista da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A discussão do rol taxativo foi parar no Congresso Nacional, e, depois de muita pressão popular, a decisão foi revertida. A guerra entre os planos e a população, porém, ainda parecia longe de terminar. Dois anos depois, essa bomba de efeito retardado explodiu. Há indícios de que as operadoras de planos de saúde adotaram uma nova estratégia, proibida pela ANS: a seleção de risco, rompendo unilateralmente planos de saúde de usuários com doenças graves e crônicas. Neste episódio de podcast, falamos sobre o controverso setor da saúde suplementar, e contamos o drama de usuários que estão tendo seus planos de saúde cancelados unilateralmente pelas operadoras. Episódios relacionados #15 - Quando a medicina exagera #51 - Coração rico bate mais tempo Mergulhe mais fundo Planos e seguros de saúde: O que todos devem saber sobre a assistência médica suplementar no Brasil (link para compra) Entrevistados do episódio Ligia Bahia Doutora em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Andrea Werner Jornalista, deputada estadual de São Paulo e presidente da Comissão dos Direitos das Pessoas com Deficiência na ALESP. Ficha técnica Pauta, produção e reportagem: Nayara Felizardo Apoio de edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama. Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari. Direção, roteiro e edição: Tomás Chiaverini
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#116 – Não monogamia outra vez
A não monogamia está na moda. A busca pelo termo no Google subiu quase 300 por cento entre 2021 e 2023, e o Brasil é o terceiro país que mais pesquisa sobre o assunto. Apesar desse interesse pelo tema, porém, o amor monogâmico segue sendo o sonho de muita gente. Essa ideia do amor romântico, do felizes para sempre, tem moldado a sociedade há um bom tempo. Só que, ao contrário do que muitos imaginam, a monogamia nunca foi modelo “natural” de relacionamentos humanos. Neste episódio de podcast, contamos a história das relações amorosas entre humanos, falamos de formas alternativas de nos relacionarmos e explicamos como elas impactam a vida em sociedade. É um segundo mergulho nas dores, delícias e desafios da não monogamia. Episódios relacionados #56 - Sexo como você nunca ouviu #57 - Manual evolucionista de sedução amorosa #98 - A monogamia tem que acabar? Mergulhe mais fundo Por que amamos: o que os mitos e a filosofia têm a dizer sobre o amor (link para compra) A monogamia pode ser revolucionária (parte um) A monogamia pode ser revolucionária (parte dois) Entrevistados do episódio Renato Noguera Escritor, doutor em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, professor do Departamento de Educação e Sociedade da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, pesquisador do Laboratório de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas. Jaroslava Varella Valentova Antropóloga, professora doutora do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo, especialista em etologia e sexualidade humana. Ficha técnica Produção e apoio de edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama. Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari. Direção, roteiro e edição: Tomás Chiaverini
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#115 – O shifting e a fuga para Hogwarts
E se fosse possível mudar de realidade? E se você pudesse criar uma realidade e se transportar para lá? E se você pudesse passar alguns meses junto com seus personagens de ficção favoritos? Isso, claro não é possível. Mas existe uma comunidade crescente na internet que não pensa assim. Que pensa ser plenamente possível transferir a nossa consciência para outro universo. Qualquer universo. Essa prática, conhecida como shifting, se popularizou durante a pandemia e atrai um número crescente de crianças e adolesces, que, insatisfeitos com a vida que têm, escolhem mudar para outro universo. Neste episódio, explicamos o que é o shifting, por que ele tem crescido tanto e que perigos ele pode trazer para mentes jovens e desavisadas. Entrevistados do episódio Ramiro Figueiredo Catelan Pesquisador de Pós-Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria e Saúde Mental do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PROPSAM/IPUB/UFRJ), onde coordena o Núcleo de Pesquisa em Devaneio Excessivo e Desregulação Emocional Fernanda Calvetti Corrêa Psicóloga e produtora de conteúdo shifter. Ficha técnica Pauta, produção e reportagem: Júlia Magalhães e Laura Mirada. Apoio de edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama. Design das capas: Cláudia Furnari. Direção, roteiro e edição: Tomás Chiaverini
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#114 – Por que você continua nas redes?
Em outubro de 2023, o economista e professor da universidade de Chicago Leonardo Bursztyn publicou um artigo que deve mudar a forma como economistas enxergam as redes sociais. No estudo, resultado de um experimento de campo feito em parceria com dois colegas, Bursztyn conseguiu estipular o real valor que jovens universitários norte americanos dão a duas redes sociais: o Instagram e o Tik Tok. Os resultados surpreenderam até os criadores do estudo. Neste episódio de podcast, mergulhamos nas descobertas do Leonardo Bursztyn, analisamos por que as redes são tão viciantes e respondemos a pergunta que tantos humanos fazem todos os dias: por que continuamos nas redes sociais? Episódios relacionados 14: Seu cérebro no Insta 31: Profundezas da rede – Capítulo 1: O Tabuleiro Mergulhe mais fundo When Product Markets Become Collective Traps: The Case of Social Media Entrevistados do episódio Lonardo Bursztyn Economista, professor da universidade de Chicago, editor do Journal of Political Economy, fundador e diretor do Normal Lab. Carla Cavalheiro Moura Psicóloga, coordenadora do Grupo de Dependências Tecnológicas do Programa Ambulatorial Integrado dos Transtornos do Impulso (Pro AMITI), do Instituto de Psiquiatria, do Hospital das Clínicas (HCFMUSP). Ficha técnica Produção e apoio de edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama. Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari. Direção, roteiro e edição: Tomás Chiaverini
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#113 – Corro, logo existo
Neste episódio, mergulhamos no mundo da corrida. Por que tantas pessoas cultivam o hábito de simplesmente sair correndo, mesmo que não estejam com pressa nem tenham realmente aonde ir? Como é a experiência de correr uma maratona? Quem são Rarámuris, humanos capazes de correr centenas de quilômetros depois de uma noite de bebedeira? Por que pesquisas mostram que a corrida é responsável por moldar os humanos como eles são hoje? Entrevistados do episódio Edgard José dos Santos Engenheiro, corredor amador, organizador de provas de rua. Fernanda Bonani Médica cirurgiã, maratonista, titular do perfil do X @burnoutinho, onde fala sobre questões fisiológicas da corrida. Ficha técnica Locução adicional: Priscila Pastre Apoio de edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama. Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari. Direção, roteiro e edição: Tomás Chiaverini
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#112 – Sorria, você está sendo executado
No dia 10 de fevereiro de 2023, uma equipe da Rota, a força ostensiva da polícia militar paulista, executou o suspeito de roubo Luis Fernando Alves de Jesus, que na época tinha vinte e um anos. Luis Fernando estava desarmado, levou quatro tiros de fuzil, dois de pistola e não teve a menor chance de reagir ou de se salvar. Ainda que a execução tenha acontecido em plena luz do dia no horário de rush, numa avenida movimentada; ainda que a ação dos PMs tenha tido uma sequência assustadora de erros de procedimento, a morte do Luis Fernando tinha tudo pra virar mais um número nas estatísticas de pessoas mortas pela polícia. Em 2023, foram mais de 6 mil civis mortos pelas forças de segurança em todo o brasil. É uma mortalidade média maior do que a da guerra da Ucrânia. A diferença desse caso para os casos que só viram estatística é que no colete balístico do policial militar que matou o Luis Fernando tinha uma câmera que gravou tudo em áudio e vídeo de alta definição. A partir dessa história, este episódio da @radioescafandro discute o impacto do uso de câmeras corporais pelas polícias militares na segurança pública. A Rádio Escafandro está nos principais tocadores. Entrevistados do episódio Rafael Alcadipani Professor Titular da Fundação Getúlio Vargas, associado pleno ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública, especialista em organizações policiais. Sandra de Jesus Barbosa da Silva Militante do movimento Mães de Maio Luana Oliveira Professora, e articuladora da Rede de Proteção e Resistência ao Genocídio na Zona Sul da capital. Ficha técnica Produção e apoio de edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama. Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari. Direção, roteiro e edição: Tomás Chiaverini
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#111 – Finalmente os ETs. Ou não.
Em 2017, um objeto astronômico diferente de tudo o que a gente já tinha visto antes passou perto da terra: o Oumuamua. Ele tinha uma velocidade maior do que o normal, não tinha uma cauda como os cometas, nem poeira, como os asteroides. Por tudo isso, astrônomos concluíram que o Oumuamua era o primeiro objeto de fora do sistema solar identificado por telescópios humanos. Mas, para um astrofísico em particular, ele poderia ser ainda mais interessante. Poderia ser o resto de um objeto tecnológico criado por alguma civilização extraterrestre. A partir dessa história, este episódio mergulha na astrobiologia. Um campo de estudo que tenta entender como a vida surgiu aqui, para buscar por vida alienígena Episódios relacionados: #21 – Robôs, bactérias e o futuro da humanidade41 – Não culpe o meteoro #41 – Não culpe o meteoro #42 – A vida, o universo e tudo o mais Entrevistados do episódio Avi Loeb Astrofísico, professor da universidade de Harvard, diretor do projeto Galileu, que busca por indícios de vida inteligente extraterrestre. Douglas Galante Professor doutor do Departamento de Geologia Sedimentar e Ambiental do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo. Trabalha nas áreas de Geobiologia, Astrobiologia e Ciências Planetárias. Osvaldo Frota Pessoa Júnior Professor livre-docente do Departamento de Filosofia, FFLCH, USP, especialista em filosofia da neurociência e filosofia da mente. Sávio Torres de Farias Biólogo, professor da Universidade Federal da Paraíba, vem desenvolvendo trabalhos sobre origem do sistema biológico, com ênfase na organização biológica do Ultimo Ancestral Universal Comum. Ficha técnica Ficha técnica Apoio de edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama. Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari. Direção, roteiro e edição: Tomás Chiaverini
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ABOUT THIS SHOW
Em cada episódio, uma investigação jornalística. Com uma hora de duração, os episódios são um mosaico de entrevistas inéditas, gravações em campo e áudios de arquivo, costurados pela narração do jornalista Tomás Chiaverini. Os temas são os mais variados e a abordagem é sempre profunda, irreverente e inusitada.
HOSTED BY
Tomás Chiaverini
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