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Sustentabilismo
by Rádio Senado
SUS-TEN-TA-BI-LIS-MO: palavra nova, usada para nomear o engajamento em ações sustentáveis a favor do planeta. Não é modinha! Empresas, governos e sociedade já entenderam que o desenvolvimento sustentável e a crise climática são parte da nossa realidade. O que esses dois conceitos têm em comum? O senso de urgência. É preciso mudar, ser sustentabilista. Mas como entrar nessa onda? Como ajudar o planeta e, ao mesmo tempo, aproveitar as inúmeras oportunidades que esta nova forma de fazer negócios e políticas publicas oferece? O primeiro passo é se manter informado sobre o que acontece na esfera ambiental no Brasil e no mundo. Da redação da Rádio Senado, a jornalista Paula Groba ouve especialistas que ajudam a explorar as diversas faces da sustentabilidade. Apresentação, produção e edição: Paula Groba Dúvidas ou sugestões? Fale conosco: [email protected] Para ouvir os episódios desse e de outros podcasts da Rádio Senado, clique aqui
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Entre Avanços e Retrocessos: Reflexões no Dia Mundial do Meio Ambiente
Neste episódio, o entrevistado é Márcio Astrini, secretário executivo do Observatório do Clima. Ele analisa os riscos de retrocesso que o Brasil enfrenta na agenda ambiental, justamente em um momento em que o país se prepara para sediar a COP 30, em 2025. Segundo Astrini, o Brasil possui um legado histórico de protagonismo nas questões ambientais e climáticas — seja por sua atuação diplomática nas negociações internacionais, por seu arcabouço legal avançado ou pelas metas ambiciosas de redução de emissões e combate ao desmatamento. No entanto, ele faz um alerta: propostas em discussão no Congresso Nacional, como a flexibilização das regras de licenciamento ambiental, podem comprometer esse histórico e enfraquecer a credibilidade do país no cenário global. Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, o episódio convida à reflexão: qual caminho o Brasil deve seguir para retomar a liderança climática e chegar à COP 30, em Belém, como referência na defesa do meio ambiente?
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Senado pode decidir sobre "Lei do Oceano sem Plástico"
O Brasil é o maior produtor de plásticos da América Latina e está entre os dez países que mais geram resíduos plásticos no mundo. Cerca de 1,3 milhão de toneladas vão parar nos oceanos todos os anos — 8% do total global. A poluição plástica ameaça a vida marinha e a saúde humana. Microplásticos já foram encontrados no organismo das pessoas, incluindo cérebro, coração e placentas. Apesar da crença de que a reciclagem resolve o problema, apenas 9% do plástico produzido no mundo é reciclado — um número muito baixo diante do aumento previsto na produção global até 2050. Uma campanha da Oceana mobiliza a sociedade e o Congresso pela redução dos plásticos de uso único. Um abaixo-assinado pede a aprovação de um projeto que trata do tema e está em análise no Senado.
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Climatologista Carlos Nobre alerta para aumento das temperaturas na Terra
Janeiro de 2025 foi o mês mais quente já registrado na história, com temperaturas médias 1,75°C mais elevadas do que as registradas no mesmo período no final do século 19. O dado foi divulgado pelo Observatório Europeu do Clima, um programa da União Europeia que analisa o clima e o ambiente do planeta. O jornalista César Mendes conversou com o cientista Carlos Nobre, climatologista, pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da USP e doutor em Meteorologia. Nobre afirmou que esse é um alerta de que o planeta está cada vez mais quente, com consequências para toda a humanidade, entre elas o aumento da frequência e da intensidade dos fenômenos climáticos extremos. Nesta entrevista, ele explica que cientistas de todo o mundo ainda tentam elucidar os principais fatores que levaram ao aumento de temperatura recorde no planeta, incluindo nos oceanos. O fenômeno La Niña, que costuma trazer refrigeração global, surpreendeu por um janeiro mais quente do que o esperado, com temperaturas globais 1,75°C acima do nível pré-industrial, um fato inédito para um período de La Niña. O cientista Carlos Nobre ainda falou sobre o papel do Brasil nesse cenário, ao sediar a Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas, a COP 30.
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COP 29: acordo climático fica abaixo das expectativas e Brasil se prepara para desafios na COP 30
Os resultados da COP 29, a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, ficaram aquém das expectativas dos países em desenvolvimento, incluindo o Brasil. Após intensas negociações, madrugada adentro, foi firmado um acordo de financiamento climático de 300 bilhões de dólares anuais até 2035, valor significativamente inferior aos 500 bilhões solicitados pelo G77, coalizão que reúne países em desenvolvimento. "No final das contas, os países em desenvolvimento cederam e concluíram que era melhor um acordo insuficiente do que nenhum", avaliou Ana Toni, Secretária Nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, nossa convidada neste episódio. O Brasil será o anfitrião da próxima edição, a COP 30, que ocorrerá em Belém, no Pará. Segundo Ana Toni, os desafios para 2025 são imensos. "A política e a competitividade de curto prazo ainda têm prevalecido sobre estratégias de longo prazo", afirmou. Ela destaca que alinhar os interesses nacionais às demandas globais é fundamental para evitar os impactos crescentes das mudanças climáticas.
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Climatologista diz que comunidade científica está surpresa com avanço da temperatura no planeta
Os eventos climáticos extremos e o aumento das temperaturas apontados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) mostram a necessidade de medidas mais drásticas para conter o aquecimento global. O jornalista Cesar Mendes, da Rádio Senado, entrevistou o climatologista Carlos Nobre, pesquisador da USP, sobre as queimadas que assolam o país e a importância da questão ambiental e climática nas eleições municipais deste ano.
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As oportunidades de negócios em Belém com a COP 30 - 1ª parte - As Oportunidades de Negócios de Belém com a COP 30
A COP 30, Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, será realizada pela primeira vez em um estado brasileiro que fica na floresta Amazônica. Belém, capital do Pará, se prepara para receber cerca de 60 mil visitantes durante as duas semanas do evento, em novembro do ano que vem. Além das obras de infraestrutura para acomodar o grande número de pessoas, a cidade se movimenta para aproveitar os ganhos em toda a sua cadeia de serviços e alimentação. Conhecido por sua culinária rica em especiarias da Amazônia e pratos únicos, o Pará pode ter bons resultados que vão muito além do setor de alimentação. As oportunidades de negócios se estendem para além dos setores diretamente ligados ao atendimento aos visitantes, como destaca a empresária e ex-presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Isabela Lima. É com ela que conversamos sobre as oportunidades de negócios com a COP 30, neste episódio.
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Os preparativos para a COP-30, a COP da floresta
Brasil Sedia COP-30: Expectativas e Preparativos para a Conferência sobre Mudanças Climáticas em Belém O Brasil, pioneiro nos debates globais sobre proteção ambiental e preservação das florestas, será o palco da COP-30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que acontecerá em 2025 em Belém, no Pará. Este evento marca 32 anos desde a ECO-92, que destacou o Brasil como protagonista na agenda ambiental mundial. A escolha de Belém para sediar a COP-30 é histórica, pois será a primeira vez que uma conferência climática de tal magnitude ocorrerá no coração da Amazônia. Esta decisão traz consigo altas expectativas e um grande investimento em infraestrutura urbana, transporte e serviços de alimentação para garantir que a cidade esteja preparada para receber delegações de mais de 190 países, além de representantes de organismos internacionais, empresas e ambientalistas. Os governos federal e estadual estão trabalhando juntos para preparar Belém, que atualmente enfrenta desafios em termos de hotelaria, transporte e serviços suficientes para suportar a demanda durante as duas semanas do evento. Além da infraestrutura, há uma preocupação significativa com o impacto positivo que o evento trará para o Brasil, conforme ressaltado por Ana Toni, Secretária Nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente. "Estamos empenhados em garantir que a COP-30 não apenas coloque o Brasil novamente no centro das discussões ambientais globais, mas também deixe um legado duradouro de melhorias na infraestrutura e conscientização ambiental no país", afirmou Ana Toni. Ao também falar sobre legados, o governador do Pará, Helder Barbalho, em entrevista exclusiva ao Sustentabilismo Podcast, citou os preparativos do estado para o evento e as consequências positivas que a COP 30 pode trazer para o Brasil e para a Amazônia. Para mais informações sobre os preparativos e as expectativas para a COP-30, acompanhe o episódio de hoje do Sustentabilismo Podcast, apresentado por Paula Groba.
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Eventos climáticos extremos são o novo normal?
O tempo mudou. O clima não é mais o mesmo. E o que a gente imaginava que aconteceria daqui a uns 30, 40 anos, está acontecendo agora, de forma veloz e arrasadora. As chuvas que fizeram com que o estado do Rio Grande do Sul fosse inundado são o mais recente exemplo. Mas o Brasil e outros países já vêm sofrendo com tragédias por eventos climáticos de forma extrema há alguns anos. No entanto, os avisos do clima não foram suficientes para que o poder público e a sociedade se atentassem para a magnitude do problema. Planos de adaptação das cidades para a resiliência climática não saíram do papel e a legislação ambiental, a cada momento, sofre alguma flexibilização ou ameaça. O resultado é que ainda somos o sexto maior emissor de gases de efeito estufa do mundo, estamos ajudando a aquecer os oceanos e, consequentemente, contribuímos para o estado de calamidade hoje enfrentado pelo sul do Brasil. Neste episódio, a gente bate um papo com o engenheiro florestal e coordenador geral do MapBiomas, Tasso Azevedo, que fala sobre o novo normal dos eventos extremos e traz uma visão sobre como o poder público deve atuar na prevenção e como podemos ajudar a evitar mais catástrofes.
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Combustível sustentável promete revolucionar aviação global - 1ª parte - Saiba mais sobre o SAF: combustível sustentável que promete revolucionar a aviação global
O Brasil pode se tornar um dos grandes produtores de combustível sustentável de aviação, SAF (na sigla em inglês). Feito a partir de matérias-primas como cana-de-açúcar, óleo de soja e até da palmeira macaúba, o combustível polui menos o meio ambiente e é compatível com os motores das aeronaves que já trafegam pelo mundo. É a grande aposta para substituir o querosene dos aviões, derivado do petróleo, que, além de finito, vai contra as metas de redução de gases do efeito estufa no planeta. Apesar do potencial promissor do SAF, ainda existem desafios para a produção em larga escala. Mas já de olho nesse mercado e nas vantagens competitivas do Brasil, o governo federal enviou para o Congresso um projeto ( PL 528/2020 ) que prevê estímulos para a produção desse combustível sustentável. Para falar mais sobre esse tema, conversamos com o professor e pesquisador da Unicamp, Arnaldo Walter.
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Desvendando ESG: o caminho para carreiras de impacto e negócios sustentáveis
No mundo corporativo contemporâneo, a sigla ESG ganha destaque, mas o que ela realmente significa além de uma moda passageira? ESG representa três pilares fundamentais que caracterizam ambientes empresariais bem-sucedidos: Ambiental, Social e Governança. O primeiro aborda práticas sustentáveis, o segundo envolve ações para melhorar o ambiente de trabalho e as relações com os diversos públicos, enquanto o terceiro trata da transparência institucional, seja em organizações públicas ou privadas. Esses três pilares, hoje em dia, são altamente valorizados pelos consumidores, que buscam empresas comprometidas com o meio ambiente, relações saudáveis com os funcionários e transparência em suas operações. Investidores também procuram direcionar recursos para empresas que seguem princípios ESG e financiar projetos alinhados a esses valores. Como resultado, o mercado de trabalho tem testemunhado uma crescente demanda por profissionais qualificados em ESG, atraindo talentos de diversas áreas, como jornalismo, economia e gestão. Não é surpresa que surjam cursos, especializações e MBAs dedicados ao tema, pois a capacidade de planejar com base nos princípios ESG tornou-se uma habilidade altamente valorizada. Neste episódio do Sustentabilismo Podcast, a jornalista Paula Groba conversa com o especialista em ESG e professor da Fundação Getúlio Vargas, Fabrício Stocker, sobre a crescente necessidade de profissionais qualificados nesse campo promissor, tanto no Brasil quanto no mundo. Acompanhe e aprofunde seu entendimento sobre o universo do ESG.
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O que o Brasil espera da COP 28?
O Brasil chega à COP 28, Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, com propostas para o reflorestamento e a defesa da floresta em pé como ativo econômico. O País volta a ter protagonismo no debate, levando para a conferência, que acontece em Dubai entre 30 de novembro e 12 de dezembro, a primeira queda nos índices de desmatamento desde 2018, com redução de quase 49,5% neste ano. Provido de uma matriz energética limpa e com potencial ainda maior com biocombustíveis, o Brasil ainda precisa trabalhar para sair da sexta posição entre os países que mais emitem gases de efeito estufa. Para falar sobre as estratégias do Brasil na COP 28 e metas para a descarbonização, o Sustentabilismo ouviu a secretária nacional de mudanças do clima, Ana Toni.
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Ondas de Calor e os Cuidados com a Saúde
O planeta está mais quente. Isso todo mundo já ouviu falar. Mas nos últimos dias, a gente tem sentido mesmo esse aquecimento na pele e o clima tem custado a ficar mais ameno. São as chamadas ondas de calor, fenômeno climático que, segundo o Instituto de Pesquisas Espaciais, vem ocorrendo com maior frequência ao longo dos anos. Uma das causas é o aquecimento global causado pela poluição com a emissão de gases de efeitos estufa, expelidos pela queima de combustíveis, carvão, agropecuária e tantas outras atividades. Enquanto o mundo ainda caminha rumo à despoluição, como fica a nossa saúde com esse aquecimento? A gente conversa sobre isso no episódio de hoje com o médico patologista e pesquisador em saúde ambiental Paulo Saldiva.
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Embrapa tem papel essencial na produção sustentável de alimentos
O Brasil e o mundo enfrentam cada vez mais desafios ao tentar equilibrar a produção de alimentos com a preservação ambiental, especialmente em um momento histórico marcado por constantes mudanças climáticas. No entanto, é importante ressaltar que a existência da Embrapa, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, desempenha um papel fundamental nesse cenário desafiador. Através de inúmeras pesquisas científicas, a Embrapa tem conseguido enfrentar com sucesso grandes problemas, como perdas de safra e a degradação do solo, ao mesmo tempo em que reduz o impacto ambiental. Um exemplo notável desse sucesso está relacionado às descobertas na área de bioinsumos. Através do desenvolvimento de métodos eficazes para o controle de pragas e o aumento da absorção de nutrientes essenciais, como fósforo e nitrogênio, a Embrapa tem contribuído significativamente para a produtividade na agricultura. Além disso, a capacidade de adaptar as plantas às condições climáticas em constante mudança e ajustar as dietas animais para reduzir a emissão de gás metano são provas do impacto positivo da pesquisa da Embrapa. No 13º episódio do Sustentabilismo Podcast, a jornalista Paula Groba tem uma conversa esclarecedora com o diretor de Pesquisa e Inovação da Embrapa, Clênio Pillon, que explora os avanços tecnológicos impressionantes que o Brasil alcançou nesse setor crucial. Clênio também analisa as últimas propostas aprovadas pelo Senado, como o marco regulatório dos bioinsumos, e os progressos na promoção da nanotecnologia.
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Fazenda situada no DF é maior produtora de hortaliças orgânicas do país
Maior produtora de hortaliças orgânicas do Brasil e uma das maiores da América Latina, a fazenda Malunga, situada no Distrito Federal, produz por dia 9 toneladas de produtos orgânicos e 3 mil toneladas por ano. Neste episódio, a jornalista Paula Groba entrevista o empresário Joe Vale, dono da fazenda Malunga. Ele conta como começou a produção dos orgânicos e como a ciência o ajudou a melhorar cada vez mais a qualidade dos alimentos produzidos, apenas utilizando bioinsumos. Hoje, além de fornecedor de alimentos orgânicos, a fazenda Malunga também se tornou um centro de treinamento e de pesquisa, multiplicando conhecimentos e técnica para produtores de todo o país.
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Cúpula da Amazônia quer oficializar parlamento para a floresta
A Amazônia poderá ter oficialmente um parlamento exclusivo para debater questões da região. No Congresso brasileiro, o Parlamaz, grupo parlamentar que debate os temas relacionados à floresta já vem desempenhando este papel, mas ainda sem formalização. A Cúpula da Amazônia, evento que reuniu chefes de estado e representantes dos 8 países que abrigam a floresta definiu que um grupo de trabalho vai criar regras para o funcionamento desse novo parlamento, que poderá ter os mesmos moldes do Parlasul, o parlamento do Mercosul. Durante abertura, o presidente Lula mencionou a necessidade de oficialização do parlamento amazônico. O Sustentabilismo Podcast traz, neste episódio, uma conversa com o senador Nelsinho Trad, do PSD do Mato Grosso do Sul, que já lidera as atividades do Parlamaz no Congresso brasileiro e que participou da Cúpula da Amazônia, em Belém (PA).
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Brasil como potência do hidrogênio verde
O Brasil pode se tornar potência mundial no fornecimento de um novo combustível limpo, capaz de ajudar o planeta no processo de descabonização. O hidrogênio verde, produzido através da quebra das moléculas de água, pode ser a solução para geração de energia em indústrias, por exemplo, que hoje utilizam fontes de combustíveis fósseis e são grandes emissoras de CO2 no planeta. A União Europeia já está com os olhos voltados para o Brasil e quer comprar hidrogênio verde brasileiro. Em visita ao país em junho, a Comissão Europeia anunciou um investimento de R$ 10,5 bilhões em parcerias com o Brasil para a produção do combustível. E pra detalhar mais esse novo trunfo que podemos explorar sem poluir o planeta, o Sustentabilismo Podcast conversa com o consultor em minas e energia do senado, Paulo Roberto Viegas.
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O raio-x da fiscalização ambiental
O aumento da fiscalização ambiental está na lista de medidas anunciadas pelo governo no novo Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal, o PPCDAm, mas os desafios são ainda complexos, dada a amplitude das áreas desmatadas nos últimos anos. E os desafios não param por aí. A falta de agentes ambientais, ausência de aplicações de multas e aparato insuficiente para a defesa ambiental integram a lista de entraves para retomar a fiscalização efetiva nos biomas do país. Além da criação de 10 bases para combate aos crimes e infrações ambientais na Amazônia, o novo PPCDAM prevê a contratação de 1.600 analistas ambientais para combate ao desmatamento. Hoje, o Ibama, por exemplo, só dispõe de 700 agentes. Para falar sobre esses e outros desafios do principal órgão de fiscalização ambiental do Brasil, neste episódio, o Sustentabilistmo Podcast conversa com analista ambiental do Ibama, Roberto Cabral, um dos fundadores do Grupo Especial de Fiscalização do Ibama (GEF). Cabral conta as dificuldades que os agentes ambientais enfrentam na floresta ao se depararem com criminosos do garimpo, munidos de caixas de cartuchos, pistolas, revólveres e até fuzis. E disse que falta fiscalização em biomas como o Cerrado - que vem enfrentando recordes nas taxas de desmatamento - por que faltam agentes ambientais.
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O que diz o novo plano contra o desmatamento
O anúncio pelo governo de um novo plano contra o desmatamento traz alívio para os que aguardavam medidas mais detalhadas na área ambiental. O novo PPCDAM, como é chamado pelo governo, vem numa nova versão mais robusta do programa que já foi aplicado durante a gestão do presidente Luiz Inácio da Silva, em 2003. Dessa vez são 4 eixos de atuação bem detalhados que abordam, entre outros pontos, medidas relacionadas à fiscalização, regularização fundiária, mercado de carbono e criação de novas unidades de conservação. Nesse novo episódio do Sustentabilismo Podcast, o consultor do Senado da área de meio ambiente, Habib Fraxe Neto, detalha os principais pontos do programa e os desafios para aplicá-lo no país.
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Mercado de carbono, eólica off-shore e hidrogênio verde são as apostas do novo governo
O Brasil se prepara para regulamentar o mercado de carbono, que pode gerar um ganho de cerca de 120 bilhões de dólares, até 2030. A proposta, com regras sobre como vai funcionar esse mercado foi elaborada em conjunto por 10 ministérios e já está pronta para ser debatida no Congresso, segundo o Secretário de Economia Verde do MDIC, Rodrigo Rollemberg. Ele é o entrevistado no episódio desta semana, no Sustentabilismo Podcast. Na entrevista, Rodrigo Rollemberg ainda detalha os caminhos que o novo governo quer percorrer rumo ao que chamou de neoindustrialização, com cadeias produtivas em menor grau de emissão de poluentes. E dois componentes serão fundamentais nesse processo, segundo o secretário: energia eólica off-shore, produzida pelo vento marítimo, e o hidrogênio verde. Rollemberg afirma que a transição energética em curso no país, que já possui uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo será incrementada com estímulos à produção de biogás, energia eólica e solar em grande escala que permitirão a produção do chamado combustível do futuro, o hidrogênio verde. Essa nova escala de produção com energia limpa favorece, segundo Rollemberg, a desconcentração do nosso parque industrial, e a instalação de novas indústrias nas regiões Norte e Nordeste. A bioeconomia é outra grande frente que o governo trabalha para melhorar o desenvolvimento da região Norte, segundo adiantou o Secretário. Isso porque o antigo centro de biotecnologia da Amazônia foi transformado em um centro de bionegócios, em regime de Organização Social, que terá foco na tecnologia para agregar valor a cadeias produtivas de produtos da Amazônia.
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Florestas públicas concedidas poderão comercializar créditos de carbono
O Senado e a Câmara aprovaram uma Medida Provisória que traz regras para a comercialização de créditos de carbono em florestas concedidas. Mas, afinal, o que são florestas concedidas? Como funciona a forma de concessão e quais as obrigações para quem consegue uma licença para uso dessas florestas públicas? E os recursos do crédito de carbono serão destinados apenas a quem tiver a concessão das florestas? Para explicar pra você o assunto, a gente foi atrás de quem ajudou a elaborar o texto da lei brasileira, hoje em vigor, que trata da gestão de florestas públicas para a produção sustentável, criada em 2006. A consultora da Câmara, hoje aposentada e especialista em políticas públicas do observatório do clima, Suely Araújo. Nesse sexto episódio, ela nos explica a diferença entre florestas públicas e unidades de conservação, o que é permitido fazer em uma floresta pública concedida e o que o governo ganha com isso. Suely ainda faz um alerta para que o novo governo garanta e mantenha direitos de povos tradicionais que usam florestas para a subsistência. Até esta terça-feira, dia 16 de maio, o governo ainda não havia sancionado a MP. Mas especialistas esperam que o presidente Lula sancione a nova Lei com regras para proteger os povos tradicionais que dependem das florestas.
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Finanças sustentáveis x Mercado de carbono
Você sabe qual é a diferença? Pois é, muita gente ainda tem dúvidas sobre essas atividades. E o Sustentabilismo Podcast, neste 5º episódio, vai te ajudar a entender mais sobre esses termos. São práticas cada vez mais presentes na nossa economia, mas que ainda parecem muito distantes da nossa realidade. O fato é que a cada ano, mais e mais empresas buscam ter uma certificação, uma espécie de selo, que atesta práticas sustentáveis, pra atrair investimentos e manter a boa reputação dos negócios. O resultado vem em números: os investimentos nessas empresas preocupadas com o meio ambiente são cada vez mais robustos. No Brasil, cerca de 29 bilhões de dólares já foram emitidos em títulos rotulados, como títulos verdes, sociais ou sustentáveis. Nesse bate-papo, eu converso com o especialista em transição agrícola para uma economia de baixo carbono, Leonardo Gava. Ele que apesar de já estar inserido nas finanças verdes, o Brasil ainda responde por um pequeno espaço no mercado de investimentos em sustentabilidade. Ele conta pra gente quais são os caminhos impulsionar as finanças verdes no Brasil.
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Celeiro do mundo em produtos compatíveis com a Amazônia, Brasil perde milhões por falta de investimentos nesta cadeia produtiva
O professor da Universidade de Nova Iorque, Salo Coslovsky, analisou cerca de mil produtos que a Amazônia exporta e filtrou os produtos mais compatíveis com a floresta. Ele encontrou 60 produtos entre frutas, óleos, especiarias. Segundo Salo, que é também membro do projeto Amazônia 2030, esses 60 produtos já geram para o Brasil uma receita de cerca de US$ 300 milhões ao ano, ou mais ou menos R$ 1,5 bilhão. Ainda segundo ele, diante do tamanho e do potencial das florestas brasileiras - o país detém 30% das florestas tropicais de todo o planeta - a riqueza gerada ainda é pouca, já que o Brasil só participa de quase 0,2% do mercado internacional desses produtos, sendo que tem possibilidade de comercializar muito, muito mais. Mas como a Amazônia brasileira pode ter um peso nesse mercado compatível com o seu tamanho? Batemos um papo com Salo Coslovsky sobre isso no 4º episódio do Sustentabilismo Podcast, que já está no ar.
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Projetos Sustentáveis: quanto o mundo tem investido nisso?
O novo relatório do IPCC, Painel Intergovernamental da ONU sobre Mudanças Climáticas, traz uma série de alertas e recomendações para a redução do aquecimento global. E, para solucionar esse problema, precisaremos de direcionamento, políticas sustentáveis nas cidades, tecnologia e dinheiro. O custo para adaptar cidades às mudanças climáticas, fazer transição energética, para a reindustrialização e tantas outras ações é alto. Vai ser preciso contar com recursos estrangeiros e investidores. O terceiro episódio do Sustentabilismo Podcast traz um bate-papo sobre finanças e sustentabilidade com Thatyanne Gasparotto, diretora de soluções financeiras sustentáveis para as américas, do Natixis Banco de Investimentos; e com Leisa Souza, especialista do Centro de Expertise do Green Hub do Natixis, em Paris. Apresentação, produção e edição: Paula Groba Produção: Ângelo Magalhães Disponível nos principais agregadores de Podcast.
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Sustentabilismo: os recados do IPCC 2023
Desde o Acordo de Paris, em 2015, a maioria das nações do planeta se comprometem a barrar os causadores do aquecimento Global, como a queima de combustíveis fósseis, o desmatamento e a poluição das águas, entre tantos outros fatores. E os alertas sobre ações urgentes vêm cada vez mais fortes, principalmente de cientistas que integram o IPCC, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, da ONU. São vários estudos que mostram a gravidade do problema e o que devemos fazer para tentar conter o aquecimento em até 1,5 grau, sob pena de dizimarmos ainda mais a biodiversidade, incluindo a espécie humana. Recém lançado, o 6º relatório do IPCC mostra que urgência e emergência são palavras ainda ligadas nesse momento da história. Temos uma janela ainda mais estreita de oportunidades para frear o aquecimento em 1,5 grau. Pra isso, é necessário reduzir pela metade as emissões de gases de efeito estufa, até 2030. O relatório mostra que sabemos o que fazer e como fazer. A tecnologia é uma das nossas aliadas. Mas o que falta então para contornamos o risco de superaquecimento? Para tratar do assunto, o Sustentabilismo Podcast traz uma conversa com a professora da UNB e integrante do IPCC, Mercedes Bustamante. Apresentação, produção e edição: Paula Groba Produção: Ângelo Magalhães Disponível nos principais agregadores de Podcast.
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Sustentabilismo: cidades sustentáveis
Já no primeiro bate-papo vamos discutir o que uma cidade tem que fazer para ser sustentável e a importância de uma visão ampla de gestores: não só solucionar urgências mas trabalhar na prevenção de problemas. Segundo o Instituto Cidades Sustentáveis, São Caetano do Sul, Jundiaí e Valinhos lideram, nessa ordem, o ranking no Brasil de cumprimento dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável elaborados pela ONU, desdobrados em 169 metas que tratam de assuntos fundamentais, como pessoas, planeta, prosperidade, parceria e paz. O convidado é Jorge Abraão, coordenador do Instituto Cidades Sustentáveis, que oferece apoio às cidades brasileiras para que se desenvolvam de forma sustentável. O podcast Sustentabilismo está disponível no site da Rádio Senado e nos principais aplicativos de áudio. Não esqueça de nos seguir para acompanhar. Novos episódios a cada 15 dias.
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Sustentabilismo, nosso primeiro programa 100% dedicado à temática ambiental
Março começa com uma grande novidade na @radiosenado! Hoje, damos as boas-vindas ao podcast Sustentabilismo, nosso primeiro programa 100% dedicado à temática ambiental. Convidamos você a conhecer mais sobre este tema tão importante, que preocupa e inspira ação de povos e líderes dos quatro cantos do planeta. Sustentabilidade é sobre como viver no mundo de hoje sem comprometer a capacidade de futuras gerações de fazer o mesmo. Mas como fazer isso? Como mitigar os efeitos das mudanças climáticas, adaptar a nossa forma de produzir bens, de oferecer serviços? Como que a Sustentabilidade permeia os mais diversos setores da economia – da Agrigultura ao Turismo? Especialistas e autoridades no assunto se juntam à jornalista da Rádio Senado, Paula Groba, para responder a essas e outras mais perguntas.
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