PODCAST · arts
Teimosia Literária - Livros, filmes e séries! Debatendo entretenimento de qualidade.
by Breno Bebeto Brandão Benício
Nesse Podcast, falo sobre as minhas leituras, filmes e músicas, arte em geral, que permeiam o meu dia à dia!Apresentado por: Breno BenícioInstagram: @teimosialiterariaE-mail:[email protected]
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Margaret Garner, símbolo de luta, inspirou Toni Morrison.
O caso de **Margaret Garner**. Em 1856, Garner fugiu do Kentucky e, ao ser recapturada em Ohio, cometeu o **infanticídio de sua filha** para evitar seu retorno à escravidão. Esse ato trágico gerou uma **crise jurisdicional** sem precedentes, colocando em confronto as leis estaduais de estados livres com o poder federal da **Lei do Escravo Fugitivo**. Além disso, os textos abordam o **Pânico de 1873**, mostrando como o colapso bancário afetou desproporcionalmente as famílias negras e levou à falência do **Freedman’s Savings Bank**. As fontes também exploram o legado cultural dessa resistência, desde a cobertura jornalística da época até a representação de Garner no romance **Beloved**, de Toni Morrison. Dessa forma, o material conecta o **trauma individual**, as estratégias jurídicas dos abolicionistas e as tensões sociopolíticas que antecederam e sucederam a Guerra Civil Americana.
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O que estou lendo por aqui.
Nesse episódio falo um pouco sobre a leitura de " O demônio do meio-dia", de Andrew Solomon.
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“Meninos de Zinco”, de Svetlana Aleksiévitch.
Neste episódio do Teimosia Literária, damos voz a um dos relatos mais pungentes de Meninos de Zinco, de Svetlana Aleksievitch. A história de uma profissional de saúde que, no meio do caos da guerra no Afeganistão, carrega no peito a angústia do que conseguiu salvar — e, sobretudo, do que não conseguiu. Entre remédios que não chegavam, cirurgiões que não despertavam e feridos que eram trazidos tarde demais, ecoa uma pergunta que atravessa o tempo: como viver com o peso do que ficou para trás?Com uma narrativa intimista, exploramos as camadas humanas, políticas e éticas por trás dessas memórias, revelando como o silêncio e a culpa moldam tanto quem esteve na linha de frente quanto a memória coletiva de um país.
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A amiga genial, de Elena Ferrante.
Tudo começa com um sumiço. Lila, a amiga genial, desaparece sem deixar vestígios — não apenas fisicamente, mas simbolicamente. Ela apaga as próprias fotos, esvazia os armários, some dos registros da própria vida. Esse é o gesto inaugural do livro e, talvez, o mais radical: o desaparecimento como narrativa.No prólogo de A Amiga Genial, Elena Greco, já adulta, decide escrever sua história com Lila como forma de resistir ao apagamento. A motivação não é saudade, nem revolta — é a recusa em aceitar que a amiga possa simplesmente sumir. Escrever torna-se então um ato de contra-desaparecimento, um modo de manter viva uma presença que se dissolveu.É com essa cena marcante que Elena Ferrante nos apresenta o fio condutor da Tetralogia Napolitana: a amizade entre duas mulheres marcadas pela pobreza, pela violência e por uma inteligência feroz que as coloca em conflito com o mundo — e entre si. A narrativa mergulha em Nápoles dos anos 1950, um bairro onde as crianças crescem cedo demais e onde a vida é sempre atravessada por ameaças, desde a infância.Neste episódio, começo pela origem da trama: o bairro, os primeiros passos da amizade, o desejo de escrever, o gesto de desaparecer. Porque talvez A Amiga Genial não seja apenas uma história de duas meninas. Talvez seja, sobretudo, um grande ensaio sobre memória, apagamento e sobrevivência.
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"TAG DOS 50%", os melhores livros do primeiro semestre de 2025.
🎙️ NOVO EPISÓDIO NO AR📚 TAG DOS 50% – Os Melhores Livros do Primeiro Semestre de 2025Metade do ano passou — e as leituras renderam memórias, surpresas, decepções e novos autores favoritos.Neste episódio especial, eu revisito tudo o que li até agora em 2025:✨ O livro que mais me marcou🌀 O maior plot twist💔 O que mais me destruiu (emocionalmente)🛟 A leitura que me curou😬 A maior decepção👀 Um autor que entrou no radar🔁 Um reencontro feliz...e claro: personagens que eu levaria pra terapia (e pra um date).Se você ama livros e quer montar sua própria retrospectiva literária, dá o play e vem comigo.📍 Ouça agora no Spotify. É só procurar por "Teimosia Literária" ou clicar no link da bio!
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As Benevolentes, de Jonathan Littell
No episódio de hoje, o Teimosia Literária convida você para mergulhar em uma das obras mais ousadas e perturbadoras da literatura contemporânea: As Benevolentes, de Jonathan Littell. Neste primeiro encontro com o livro, oferecemos uma resenha sem spoilers, focada na ambientação histórica, na densidade narrativa e na construção estilística que fazem desta leitura uma experiência única — e desafiadora.Falamos sobre a proposta da obra, o impacto de seu narrador, e como Littell recria o horror com precisão documental e profundidade psicológica. Uma leitura que não facilita o leitor, mas que recompensa com inquietações duradouras. Também comentamos brevemente a recepção crítica, prêmios e o lugar do livro na literatura do pós-Holocausto.Prepare seu café, aperte o play — e venha pensar com a gente. Porque pensar também é um ato de resistência. E teimosia.
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“Três vozes, três mundos: Didion, Beauvoir e Morrison”
Depois de um tempo de silêncio e reinvenção, o Teimosia Literária está de volta.Neste episódio especial, abro a temporada de 2025 revisitando três autoras que moldaram minha trajetória de leitor e pensador: Joan Didion, com sua escrita afiada e melancólica sobre a perda e a desordem americana; Simone de Beauvoir, que me ensinou que a liberdade é projeto e o pensamento, travessia; e Toni Morrison, que transformou a dor ancestral do povo negro em literatura de ressurreição.Entre memórias, análises e afetos, convido você a mergulhar comigo nessas obras que ainda hoje me atravessam como ferida e farol. Porque ler — como viver — é sempre um gesto de resistência.🖋️ Ouça, compartilhe e venha refletir comigo.📚 Literatura, memória, política e subjetividade: tudo cabe quando há teimosiaJoan Didion:https://amzn.to/43lSA11https://amzn.to/https://amzn.to/4dFdMCyhttps://amzn.to/3Hkt2sESimone de Beavouir:https://www.amazon.com.br/dp/6556400211/ref=cm_sw_r_as_gl_api_gl_i_Q60ZMZ8N4PN95QKP76J3?linkCode=ml1&tag=brenobebeto-20Toni Morrison:https://amzn.to/43E0LEVhttps://amzn.to/4mMe2Ee
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O Diabo Veste Prada: Sucesso ou Sacrifício? O Mundo da Moda, Ambição e Poder
"Se você já sonhou em trabalhar no mundo da moda, prepare-se para um mergulho no lado nada glamouroso dos bastidores! O Diabo Veste Prada (2006) é uma comédia dramática estrelada por Anne Hathaway e Meryl Streep, baseada no best-seller de Lauren Weisberger. A história acompanha Andrea Sachs (Anne Hathaway), uma jovem recém-formada em jornalismo que consegue um emprego como assistente da lendária Miranda Priestly (Meryl Streep), a impiedosa editora-chefe da revista de moda Runway. O trabalho, descrito como "um milhão de garotas matariam por ele", rapidamente se revela um pesadelo: Andrea precisa lidar com exigências absurdas, humilhações constantes e um ritmo de trabalho insano."
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“ Ainda estou aqui”, de Marcelo Rubens Paiva.
"No início da década de 1970, o Brasil enfrenta o endurecimento da ditadura militar. No Rio de Janeiro, a família Paiva - Rubens, Eunice e seus cinco filhos - vive à beira da praia em uma casa de portas abertas para os amigos. Um dia, Rubens Paiva é levado por militares à paisana e desaparece. Eunice - cuja busca pela verdade sobre o destino de seu marido se estenderia por décadas - é obrigada a se reinventar e traçar um novo futuro para si e seus filhos."
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Comentando as leituras de 2024 - primeira parte
Neste episódio comento um pouquinho sobre alguns livros que li nesse ano.
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"Divã"
"Mercedes (Lília Cabral) é uma mulher casada e com dois filhos que, aos 40 anos, tem a vida estabilizada. Um dia ela resolve, por curiosidade, procurar um analista. Aos poucos ela descobre facetas que desconhecia, tendo que contar com o marido Gustavo (José Mayer) e a amiga Mônica (Alexandra Richter) para ajudá-la." Link para o filme: https://www.youtube.com/watch?v=LHhT0tVn-mc
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oi
Trecho do livro: “ Caderno Proibido” de Alba de Céspedes
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" A guerra não tem rosto de mulher", de Svetlana Aleksiévitch.
"A história das guerras costuma ser contada sob o ponto de vista masculino: soldados e generais, algozes e libertadores. Trata-se, porém, de um equívoco e de uma injustiça. Se em muitos conflitos as mulheres ficaram na retaguarda, em outros estiveram na linha de frente. É esse capítulo de bravura feminina que Svetlana Aleksiévitch reconstrói neste livro absolutamente apaixonante e forte. Quase um milhão de mulheres lutaram no Exército Vermelho durante a Segunda Guerra Mundial, mas a sua história nunca foi contada. Svetlana Aleksiévitch deixa que as vozes dessas mulheres ressoem de forma angustiante e arrebatadora, em memórias que evocam frio, fome, violência sexual e a sombra onipresente da morte."
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" A escada dos anos", de Anne Tyler
"A polícia do estado de Delaware emitiu hoje pela manhã um comunicado. Cordelia Grinstead desapareceu. Ela é uma mulher de compleição miúda e cabelos castanhos. O informe policial só não soube precisar a cor dos olhos da desaparecida, que se confunde entre verde e azul. Na verdade, a polícia errou também ao afirmar que a vítima simplesmente desaparecera. Cordelia resolveu colocar a vida debaixo do braço e recomeçá-la em outro lugar, longe da família que a atormentava. " link para o livro: https://www.amazon.com.br/Escada-Dos-Anos-Anne-Tyler/dp/8501078085/ref=sr_1_8?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=2SENW0HEN7KEM&dib=eyJ2IjoiMSJ9.cWhIj7NuuHtRuH9ho6ttToIZ5vPkMNpulhPYs1iPjvGw4Ic3tgE3zuIJ8ldqCdrg8RhBPBS5W5zmI-6VTK0fYxSzPTz2xHhDHFoIOjGcbtYkPD6u4STWTcqAqvnO7POZKaicqNZsCp0MrMvhEUiT0FQnGPyifGdTCusGXxnXHhx-5WXa8M-sVwhz8mYmKapIXUPknd4_6mzAzzY3AJPBwQb1BD39WAvWBYF0dSwX6kbrO7X2A5Cc1FYPAYyZzxCaqqIPHcYDhyp_8C49zOPylC1cAGQ1p-AJ4U3cqqqtvPg.xyX_c8v4WBTZpr3vMPTAGqxrVl9j-oo1qOddHfxbYZU&dib_tag=se&keywords=anne+tyler&qid=1709677600&sprefix=anne+tyle%2Caps%2C305&sr=8-8
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" Submissão", de Michel Houellebecq.
"França, 2022. Depois de um segundo turno acirrado, as eleições presidenciais são vencidas por Mohammed Ben Abbes, o candidato da chamada Fraternidade Muçulmana. Carismático e conciliador, Ben Abbes agrupa uma frente democrática ampla. Mas as mudanças sociais, no início imperceptíveis, aos poucos se tornam dramáticas. François é um acadêmico solitário e desencantado, que espera da vida apenas um pouco de uniformidade. Tomado de surpresa pelo regime islâmico, ele se vê obrigado a lidar com essa nova realidade, cujas consequências - ao contrário do que ele poderia esperar - não serão necessariamente desastrosas. Comparado a 1984, de George Orwell, e a Admirável mundo novo, de Aldous Huxley, Submissão é uma sátira precisa, devastadora, sobre os valores da nossa própria sociedade. É um dos livros mais impactantes da literatura atual." Literatura francesa. Polêmica.
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"O nome da rosa", de Umberto Eco.
"Neste mosteiro, paira a suspeita de heresia, e para a investigação, é enviado o frei Guilherme de Baskerville. Porém a delicada missão é interrompida por sete excêntricos assassinatos. A morte, em circunstâncias insólitas, de sete monges em sete dias e noites guia uma narrativa violenta, que encanta pelo seu caráter de humor e crueldade, malícia e sedição erótica. Esses crimes fazem frei Guilherme atuar como um detetive. Ele busca prova, decifra símbolos secretos e manuscritos em códigos e trabalha arduamente no misterioso labirinto do mosteiro onde eventos extraordinários ocorrem durante a madrugada." Clássico. Adaptação cinematográfica. Filme. Editora record.
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"As Pipas" de Romain Gary. Um livro sobre a perspectiva da França durante a Segunda Guerra Mundial.
" Mesmo sendo o último de uma vasta galeria de romances, preserva intactos os atributos que garantiram a fama do escritor: a delicadeza do olhar infantil, a capacidade de contar uma grande história por meio de dramas cotidianos, a força poética das imagens, o carisma dos personagens. Ludo é um menino que cresce em uma pequena fazenda na Normandia sob os cuidados de seu tio, um fabricante de pipas. Numa propriedade aristocrática perto dali, passava os verões a jovem polonesa Lila, por quem Ludo se apaixona. O livro acompanha a trajetória dessa dupla improvável em meio à eclosão da Segunda Guerra. Com personagens que apostam tudo na luta para manter vivas as esperanças, As pipas é o apelo poético de Romain Gary a toda forma de resistência. Ele próprio um herói de guerra, dedicou parte importante de sua vida à tentativa de dar forma ficcional à tragédia da Europa conflagrada e descobrir o lirismo por trás da barbárie. Como este livro atesta à perfeição, ele conseguiu." Literatura francesa. Segunda guerra. França. Livros
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Ioga, de Emmanuel Carrère — um mergulho na mente e no abismo
"Este é um livro sobre ioga e meditação, mas também sobre depressão e terrorismo. Um autorretrato desconcertante, bem-humorado e honesto de um homem que luta para viver em harmonia com o mundo e consigo mesmo. Neste entrecruzamento entre o romance e a autobiografia, Carrère não explora apenas os limites da literatura, mas também os da alma humana: a sua e a dos outros.Ao longo dos anos, Emmanuel Carrère galgou o posto de um dos mais importantes escritores franceses da atualidade. Em 2015, já tendo se aprofundado nas práticas de meditação e ioga, decide passar dez dias num retiro de silêncio no interior da França, que ele mesmo chama de "nível hard". Deixa para trás o celular e os livros, mas seu objetivo não é apenas meditar: contra as recomendações do retiro, ele leva consigo caneta e caderno, e pretende tomar notas para um "um livrinho simpático e perspicaz" sobre a ioga.Quatro dias depois, entre sentimentos conflitantes sobre a meditação, é obrigado a abandonar o refúgio: um amigo foi morto no atentado ao Charlie Hebdo. Sua vida então vira do avesso. A cidade está em polvorosa, seu projeto de livro não avança, sua relação amorosa começa a ruir. Para completar, é diagnosticado com transtorno bipolar, e a própria escrita, que o salvou tantas vezes, agora parece difícil, sem perspectivas. E nós, leitores, seguimos seu périplo em busca de — se não a iluminação anteriormente almejada — pelo menos um pouco de paz." Mais vendido. Literatura francesa. Religião. Reflexão.#TeimosiaLiterária #PodcastDeLiteratura #EmmanuelCarrère #Ioga #Psicanálise #Autoficção #Depressão #Espiritualidade
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"Quase santo", de Anne Tyler. Culpa, redenção e religião.
"Todos em Waverly Street concordam que os Bedloe são a família perfeita: pais afetuosos, três crianças encantadoras, um gato, um cachorro e um punhado de peixinhos dourados. Para aumentar o clima de alegria, Danny, o atlético irmão do meio, se apaixonou por Lucy Dean, uma mulher divorciada e mãe de duas crianças, e vai ser pai. Mas sob as aparências, a vida não é tão simples: a filha mais velha, Claudia, deixou a faculdade para se casar e tem um filho após o outro. Danny foi trabalhar nos correios assim quesaiu da escola e Ian, o mais novo, não demonstra nenhum talento especial. Mas a felicidade, mesmo que aparente, está prestes a sofrer diversos abalos quando o jovem Ian Bedloe fura a bolha da auto-ilusão otimista de sua família e revela que a cunhada já estava grávida de outro homem antes do casamento. Inconformado, seu irmão Danny bate com o carro em um muro e morre. Sua cunhada se despedaça, e seus pais envelhecem à sua frente. Consumido pela culpa, Ian encontra a esperança do perdão na Igreja da Segunda Chance, e abandona a faculdade para encarar as três crianças que herdou e o embaraço de sua nova religião. Vinte anos depois, as perspectivas de uma segunda chance para Ian estão se distanciando rapidamente quando, do coração da domesticidade que o engolfara, aparece uma figura que lhe trará uma nova vida." Clássico. Autora vencedora do Pullitzer. Religião. Fé. Família. Culpa.
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"Só garotos", de Patti Smith.
"“Tem gente que nasce rebelde. Lendo a história de Zelda Fitzgerald, identifiquei-me com seu espírito insubordinado. Lembro de passear com minha mãe olhando vitrines e perguntar por que as pessoas não chutavam e quebravam aquilo.” É com esse tom franco e irreverente - e ao mesmo tempo doce e poético - que Patti Smith revive sua história ao lado do fotógrafo Robert Mapplethorpe, enquanto os dois tentavam ser artistas e transformar seus impulsos destrutivos em trabalhos criativos. Crescida numa família modesta de Nova Jersey, Patti trabalhou em uma fábrica e entregou seu primeiro filho para adoção, antes de se mandar para Nova York, com vinte anos, um livro de Rimbaud na mala e nada no bolso. Era o final dos anos 1960, e Patti teve de se virar como pôde: morou nas ruas de Manhattan, dividiu comida com um mendigo, trabalhou e dormiu em livrarias e até roubou os colegas de trabalho, enquanto conhecia boa parte dos aspirantes a artistas que partilhavam a atmosfera contestadora do famoso “verão do amor”. Foi então que conheceu o rapaz de cachos bastos que seria sua primeira grande paixão: o futuro fotógrafo Robert Mapplethorpe, para quem Patti prometeu escrever este livro, antes que ele morresse de aids, em 1989. Só garotos é uma autobiografia cativante e nada convencional. Tendo como pano de fundo a história de amor entre Patti e Mapplethorpe, o livro é também um retrato apaixonado, lírico e confessional da contracultura americana dos anos 1970, desfiado por uma de suas maiores expoentes vivas. Muitas vezes sem dinheiro e sem emprego, mas com disposição e talento de sobra, os dois viveram intensamente períodos de grandes transformações e revelações - até mesmo quando Robert assume ser gay ou quando suas imagens ousadas e polêmicas começam a ser reconhecidas e aclamadas pelo mundo da arte. Ao refazer os laços sinceros de uma relação muito peculiar, Patti Smith revela-se uma escritora e memorialista de grande calibre - e o modo como seu texto reflete a lealdade dos dois é comovente, apesar de todas as diferenças. Pincelado com imagens raras do acervo de Patti Smith, Só garotos pode ser lido como um romance de formação de dois grandes artistas do século XX, que apostaram na ousadia, na liberdade e na beleza como antídotos à massificação - e contra todas as recomendações. “O retrato mais fascinante e divertido da descolada-mas-chique Nova York do final dos anos 60 e começo dos 70.” Tom Carson, The New York Times"
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"Carrie: a estranha", de Stephen King. O primeiro livro do mestre do terror.
"O primeiro livro de Stephen King em edição especial com nova tradução e conteúdo extra. Clássico moderno, Carrie conta a história da adolescente com poderes telecinéticos, do bullying que sofreu e de sua jornada violenta de vingança — até hoje, a estreia revolucionária do mestre do terror é um dos romances mais inovadores e chocantes de todos os tempos. Carrie White é uma adolescente tímida, solitária e oprimida pela mãe, cristã ferrenha que vê pecado em tudo. A rotina na escola não alivia o dia a dia em casa. Para os colegas e professores, ela é estranha, não se encaixa e, por consequência, é alvo constante de bullying. O que ninguém sabe ainda é que, por trás da aparência frágil e indefesa, Carrie esconde um enorme poder: ela consegue mover objetos com a mente. Trancar portas. Derrubar velas. Dom ou maldição, isso mudará para sempre o destino das pessoas que algum dia lhe fizeram mal."
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"Lady Bird: A Hora de Voar", de Greta Gerwig
"Christine McPherson está no último ano do colégio e o que mais deseja é fazer faculdade longe de Sacramento, Califórnia, ideia rejeitada por sua mãe. Lady Bird, como a garota de forte personalidade exige ser chamada, não se dá por vencida e leva o plano de ir embora adiante mesmo assim. Enquanto a hora não chega, ela se divide entre as obrigações estudantis no colégio católico, o primeiro namoro, típicos rituais de passagem para a vida adulta e inúmeros desentendimentos com a progenitora."
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"O Álbum Branco", de Joan Didion
"Examinando grandes eventos, personalidades e tendências de uma era ― como as jornadas obscuras da família Manson, o surgimento dos shoppings e a fundação dos Panteras Negras ― através das lentes de sua própria ebulição cultural, Joan Didion reflete sobre o absurdo e a paranoia que marcaram os anos 1960 e 1970, que nos apresentaram a cultura de massa como a conhecemos hoje. Escrito com uma voz única, O álbum branco é um mosaico jornalístico e ensaístico do cotidiano americano de uma época fundamental para os Estados Unidos e o mundo. Um dos maiores clássicos do gênero, seu poder de surpreender e informar o leitor se mantém igual mesmo após décadas de sua publicação original."
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Ensaio: "O Movimento Feminista", de Joan Didion, presente no livro "O Álbum Branco".
Ensaio: "O Movimento Feminista", de Joan Didion, presente no livro "O Álbum Branco".
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"Saltburn", de Emerald Fennell, uma verdadeira "Murder on The Dancefloor".Disponível no Prime Vídeo
"Lutando para encontrar seu lugar na Faculdade de Oxford, um aluno é atraído para o mundo de um encantador aristocrata, que o convida para Saltburn, a enorme mansão de sua família excêntrica, para passar um verão inesquecível."
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"Rastejando até Belém" de Joan Didion.
"Este livro reúne célebres textos de Joan Didion, uma das pensadoras mais originais da segunda metade do século XX. Misto de retrato dos anos 1960 nos Estados Unidos e caderno de observações pessoais e filosóficas, o livro captura com energia e sinceridade as mudanças sociais, culturais e políticas da época e entrecruza, com rara beleza, a geografia de lugares, sonhos e sentimentos, que ressoam com força até hoje."
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"A Sangue Frio" de Truman Capote, um relato de violência e brutalidade.
"O americano Truman Capote foi um escritor versátil: produziu textos de qualidade em vários gêneros (contos, peças, reportagens, adaptações para TV e roteiros para filmes). Mas sua grande obra foi o romance-reportagem A sangue frio, que conta a história da morte de toda a família Clutter, em Holcomb, Kansas, e dos autores da chacina. Capote decidiu escrever sobre o assunto ao ler no jornal a notícia do assassinato da família, em 1959. Quase seis anos depois, em 1965, a história foi publicada em quatro partes na revista The New Yorker. Além de narrar o extermínio do fazendeiro Herbert Clutter, de sua esposa Bonnie e dos filhos Nancy e Kenyon - uma típica família americana dos anos 50, pacata e integrada à comunidade -, o livro reconstitui a trajetória dos assassinos. Perry Smith e Dick Hikcock planejaram o crime acreditando que se apropriariam de uma fortuna, mas não encontraram praticamente nada. Perry era um sonhador. Teve criação conturbada e violenta, e achava que a vida lhe tinha dado golpes injustos. Dick, considerado o cérebro da dupla, queria apenas arrebatar o dinheiro e desaparecer. Presos e condenados, ambos morreram na forca em 1965. Publicado no mesmo ano da execução dos assassinos, A sangue frio rapidamente se tornou um sucesso de crítica e vendas, rendendo alguns milhões de dólares ao autor. A intensa relação que Capote estabeleceu com suas fontes foi determinante para o êxito da obra. Além de passar mais de um ano na região de Holcomb, investigando e conversando com moradores, ele se aproximou dos criminosos e conquistou sua confiança. Traçou um perfil humano e eloqüente dos dois "meninos", como costumava chamá-los. Por seu estilo que combina a precisão factual com a força emotiva da criação artística - um romance de não-ficção, nas palavras do próprio autor -, A sangue frio é um marco na história do jornalismo e da literatura dos Estados Unidos. Reflexão sutil sobre as ambigüidades do sistema judicial do país, o texto desvenda o lado obscuro do sonho americano." Filme adaptado. Não ficção. Novo jornalismo. Clássico.Link para adquirir o livro:
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"Os anos", de Annie Ernaux, ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura
"Uma das principais escritoras francesas da atualidade, Annie Ernaux, empreende neste livro a ambiciosa e bem-sucedida tarefa de escrever uma autobiografia impessoal. Com ousadia e precisão estilística, ela lança mão de um sujeito coletivo e indeterminado, que ocupa o lugar do eu para dar luz a um novo gênero literário, no qual recordações pessoais se mesclam à grande História, numa evocação do tempo única. Nascida em 1940, em uma pequena cidade no interior da França, Ernaux pertence a uma geração que veio ao mundo tarde demais para se lembrar da guerra, mas que foi receptora imediata das recordações e mitologias familiares daquele tempo. Uma geração que nasceu cedo demais para estar à frente de Maio de 68, mas que ainda assim viu naquelas manifestações a possibilidade dos mais jovens de uma liberdade que por pouco não pode gozar. Finalista do International Booker Prize e vencedor dos prêmios Renaudot na França e Strega na Itália, Os anos é uma meditação filosófica poderosa e uma saborosa crônica de seu tempo. Pela prosa original de Ernaux, vemos passar seis décadas de acontecimentos, entre eles a Guerra da Argélia, a revolução dos costumes, o nascimento da sociedade de consumo, as principais eleições presidenciais francesas, a virada do milênio, o 11 de Setembro e as inovações tecnológicas, signo sob o qual vivemos até hoje."
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"No ar rarefeito", de Jon Krakauer. Um subida ao monte Everest.
"Mais tarde - depois que foram localizados seis corpos, depois que a busca de outros dois foi abandonada, depois que os médicos amputaram a mão direita de Beck Weathers meu companheiro de equipe - as pessoas se perguntariam por que motivo, se o tempo começara a piorar, os alpinistas não haviam prestado atenção aos sinais. Por que os veteranos guias do Himalaia continuaram subindo e conduzindo um bando de amadores relativamente inexperientes - que pagaram até 65 mil dólares para chegar em segurança ao Everest - rumo a uma evidente armadilha mortal?". Everest. Aventura. Mais vendido.
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72 leituras em 2023 e os melhores livros do ano.
Falo sobre os melhores livros de 2023.
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"Sobre o amor próprio" um ensaio de Joan Didion
Feliz Natal à todos!
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"Império da dor" de Patrick Radden Keefe.
" Um retrato grandioso e devastador de uma das famílias mais ricas dos Estados Unidos, cuja reputação e fortuna erguidas com o Valium foram destruídas pelo OxyContin Best-seller do The New York Times, Império da dor começa na Grande Depressão, com a história de três irmãos médicos: Raymond, Mortimer e Arthur Sackler. Enquanto trabalhava em um manicômio, Arthur conduzia pesquisas sobre tratamentos com drogas. Dotado de um talento especial para a publicidade e o marketing, foi ele quem idealizou a estratégia comercial do Valium, um revolucionário tranquilizante, para uma grande farmacêutica. Com a primeira fortuna da família ― que se tornaria uma das mais ricas e influentes do mundo ―, comprou a Purdue Frederick, uma fabricante de medicamentos que acabou sendo dirigida por seus dois irmãos. Quarenta anos depois, Richard, filho de Raymond, assumiu a direção da Purdue. E o modelo que Arthur Sackler havia criado para vender o Valium ― manipulando médicos, influenciando os órgãos públicos e menosprezando a capacidade viciante da droga ― foi então usado para lançar ao mercado um produto bem mais poderoso: o OxyContin. O medicamento gerou uma receita de cerca de 35 bilhões de dólares, mas desencadeou uma crise de saúde pública na qual centenas de milhares de pessoas morreram. Patrick Radden Keefe passou cinco anos debruçado sobre os segredos da dinastia Sackler: as complicadas relações familiares, os fluxos de dinheiro e suas duvidosas práticas corporativas. Obra-prima da reportagem narrativa, Império da dor é um retrato feroz da era dourada americana e uma investigação implacável da impunidade entre as grandes elites e da ganância que construiu uma das maiores fortunas do mundo."
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"Barbie" de Greta Gerwing e alguns pensamentos existenciais Disponível na Hbomax
"Depois de ser expulsa da Barbieland por ser uma boneca de aparência menos do que perfeita, Barbie parte para o mundo humano em busca da verdadeira felicidade."
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"Nossa parte de noite", de Mariana Enriquez. O livro de terror mais assustador que já li!
"Um pai e um filho cruzam a Argentina de carro, de Buenos Aires até as Cataratas do Iguaçu, na fronteira com o Brasil. São os anos da ditadura militar argentina, soldados armados estão no controle e o ambiente é de tensão. O pai tenta sozinho proteger Gaspar, seu filho, do destino que lhe é designado. A mãe do garoto morreu em circunstâncias obscuras, em um suposto acidente. Como o pai, Gaspar recebeu o chamado para ser médium em uma sociedade secreta, a Ordem, que se relaciona com a Escuridão em busca da vida eterna por meio de rituais atrozes. Para tais rituais, é imprescindível a presença de um médium, mas o destino desses detentores de poderes especiais é cruel, já que o desgaste, físico e mental, é rápido e implacável. As origens da Ordem, comandada pela família da mãe de Gaspar, remontam a séculos, quando o conhecimento da Escuridão foi trazido da África para a Inglaterra e dali se estendeu à Argentina. O terror sobrenatural se mistura com terrores bem reais neste romance perturbador e deslumbrante –– casas cujos interiores sofrem mutações, passagens que escondem monstros inimagináveis, rituais com sacrifícios humanos que envolvem êxtase e dor, andanças na Londres psicodélica dos anos 1960, fetiche por pálpebras humanas, liturgias sexuais enigmáticas e a repressão da ditadura, os desaparecidos, a chegada incerta da democracia e os primeiros casos de aids em Buenos Aires. Um romance que amedronta e envolve na mesma medida, de uma das escritoras mais proeminentes da América Latina atualmente." Terror. Ditadura. Seita
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"Minha sombria Vanessa", de Kate E. Russell - e uma reflexão sobre Fiona Aplle.
"Em 2000, Vanessa Wye é uma estudante solitária de ensino médio. Talentosa e com o sonho de ser escritora, Vanessa diz não se importar de ficar sozinha, principalmente quando seu professor de inglês, Jacob Strane, um homem de 42 anos, começa a prestar atenção nela, elogiando seu cabelo, suas roupas e lhe emprestando alguns de seus livros favoritos ― como Lolita, de Nabokov. Antes que Vanessa perceba, os dois embarcam em uma relação e a jovem acredita que o professor a ama e a considera especial. Mais de uma década depois, uma ex-aluna acusa Strane de abuso sexual, e Vanessa começa a questionar se o que viveu foi realmente uma história de amor ou se não teria sido ela também uma vítima de estupro. Mesmo depois de tantos anos, Strane ainda é uma presença constante em sua vida. Como ela seria capaz de rejeitar o que considera seu primeiro amor? Alternando entre presente e passado, o livro justapõe memória e trauma ao entusiasmo de uma adolescente descobrindo o poder do próprio corpo. Instigante e impossível de largar, o livro retrata com maestria a adolescência conturbada e suas consequências, para refletir acerca de liberdade, consentimento e abuso. Escrito com intimidade e intensidade assustadoras, Minha sombria Vanessa capta brilhantemente os costumes culturais em transformação que guiam nossos relacionamentos e a própria sociedade."
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"A casa dos espíritos", de Isabel Allende. Clássico da literatura latino americana.
"A casa dos espíritos é tanto uma emblemática saga familiar quanto um relato acerca de um período turbulento na história de um país latino-americano indefinido. Isabel Allende constrói um mundo conduzido pelos espíritos e o enche de habitantes expressivos e muito humanos, incluindo Esteban, o patriarca, um homem volátil e orgulhoso, cujo desejo por terra é lendário e que vive assombrado pela paixão tirânica que sente pela esposa que nunca pode ter por completo; Clara, a matriarca, evasiva e misteriosa, que prevê a tragédia familiar e molda o destino da casa e dos Trueba; Blanca, sua filha, de fala suave, mas rebelde, cujo amor chocante pelo filho do capataz de seu pai alimenta o eterno desprezo de Esteban, mesmo quando resulta na neta que ele tanto adora; e Alba, o fruto do amor proibido de Blanca, uma mulher ardente, obstinada e dotada de luminosa beleza. As paixões, lutas e segredos da família Trueba abrangem três gerações e um século de transformações violentas, que culminaram em uma crise que levam o patriarca e sua amada neta para lados opostos das barricadas. Conhecido como obra-prima da literatura latino-americana, A casa dos espíritos apresenta uma narrativa instigante que costura passado, presente e futuro de maneira fluida e elegante. Isabel Allende nos presenteia com personagens ricos em emoção e detalhes bastantes minuciosos a respeito do universo que os rodeia. Um romance atemporal com toques de inspiração na família da própria autora, com certeza é uma obra que precisa estar na estante dos leitores."
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"Garota Exemplar", escrito por Gillian Flynn. Adaptado por David Fincher e disponível na Netflix
"O livro começa no dia do quinto aniversário de casamento de Nick e Amy Dunne, quando a linda e inteligente esposa de Nick desaparece da casa deles às margens do rio Mississippi. Sinais indicam que se trata de um sequestro violento e Nick rapidamente se torna o principal suspeito. Sob pressão da polícia, da mídia e dos ferozmente amorosos pais de Amy, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamento inapropriado. Ele é evasivo e amargo — mas seria um assassino? Ao mesmo tempo, passagens do diário de Amy revelam um casamento tumultuado — mas ela estaria contando toda a história? Alternando entre os pontos de vista de Nick e Amy, Flynn cria uma aura de dúvidas em que o cenário muda a cada capítulo. À medida que as revelações surgem, fica claro que, se existe alguma verdade nos discursos de Nick e Amy, ela é mais sombria, distorcida e assustadora do que podemos imaginar. Magistralmente bem construído do início ao fim, Garota exemplar é um daqueles livros impossíveis de largar e sobre o qual se quer debater assim que a leitura termina."
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"Aftersun"
Após ouvirem o episódio e assistirem ao filme, leiam essa critica: https://cauanamestre.medium.com/depois-de-aftersun-1df6984f6fe2
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"Na natureza selvagem", de Jon Krakauer.
"Narrativa verídica sobre sonhos de juventude que se transformam em pesadelo. O corpo em decomposição de um jovem é encontrado no Alasca. A polícia descobrirá que se trata do filho de uma família rica do Leste americano. Na natureza selvagem, de Jon Krakauer, autor do best-seller No ar rarefeito, traz uma história real. O corpo em decomposição de um jovem é encontrado no Alasca. A polícia descobre que se trata de um rapaz de família rica do Leste americano que largou tudo, se internou sozinho na aridez gelada e morreu de inanição. Quem era o garoto? Por que foi para o Alasca? Por que morreu? Para responder a essas e outras perguntas, Jon Krakauer refaz a trajetória de Chris McCandless, revelando a América dos que vivem à margem, pegando carona ou circulando em carros velhos, vivendo em acampamentos e cidades-fantasmas. Mergulha no mundo da cidadezinha rural, onde homens rudes bebem e conversam sobre o tempo e a colheita. Compara a história do jovem com a de outros aventureiros solitários que tiveram fim trágico. O resultado é uma narrativa envolvente, por vezes amarga, em que os sonhos da juventude se transformam em pesadelo."
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"A nação precisa acordar: Meu testemunho do Massacre Racial de Tulsa em 1921, de MARY E. JONES PARRISH"
Entre 31 de maio e primeiro de junho de 1921, um número ainda hoje desconhecido de moradores negros do próspero distrito de Tulsa foi executado e enterrado em valas comuns por cidadãos brancos. O ataque sem precedentes contra civis negros contou com a conivência da polícia local, ocupada apenas em proteger as casas que faziam parte do cinturão branco nas cercanias do distrito negro de Tulsa. Se isso pode soar desproporcional ao evento, mais ainda foi o seu estopim: a divulgação falaciosa de que um jovem negro havia agredido uma ascensorista branca. Além da chacina, combinou-se o ataque ao patrimônio dos moradores. Casas, empresas e comércios foram pilhados e incendiados e, enquanto os assassinos avançavam sobre a chamada Wall Street negra, mulheres tentavam fugir e eram vistas “dando à luz antes de chegar a um lugar seguro”, “hospitais de negros [...] foram incendiados” e aqueles que escaparam da execução sumária foram obrigados a “marchar com as mãos para cima”, em um franco gesto de humilhação pública. O massacre nunca foi veiculado pela imprensa e, assim como a responsabilização dos agressores, caiu no esquecimento. A fim de recuperar essa memória escondida por cem anos, esta coletânea parte do relato de Mary Parrish e apresenta suas entrevistas com os sobreviventes, bem como o posfácio de sua neta, Anneliese M. Bruner. O livro constitui um esforço para dar visibilidade ao massacre, inserindo-o na história dos Estados Unidos e das relações raciais no globo. Embora sejam atravessados por sua época e pela proximidade do evento, os relatos despertam reflexão sobre acontecimentos recentes no mundo, como a insurgência do movimento Black Lives Matter, a invasão do Capitólio em 2020 e até os episódios sistêmicos de racismo no Brasil. Eles transmitem pontos de vista múltiplos, mas guardam em comum uma premissa que faz do livro um antecedente das lutas pelos direitos civis norte-americanos e um marco na história das ideias: o pensamento radical de que as sociedades democráticas devem garantir a universalização dos direitos civis e que o exercício pleno da cidadania não pode ser mediado pela seletividade racial. Link do vídeo citado no Podcast: https://www.youtube.com/results?search_query=gaby+de+pretaa+livia
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"A vida pela frente, de Émile Ajair (Romain Gary)"
"Momo, um garoto muçulmano que acredita ter dez anos de idade, vive sob os cuidados de uma senhora judia chamada Madame Rosa. Sobrevivente de Auschwitz e mais tarde prostituta em Paris, ela está aposentada e cuida de diversas crianças em seu apartamento. Eles moram no sexto andar de um prédio sem elevador em Belleville, bairro de Paris habitado por árabes, judeus e negros. No mesmo prédio, Madame Rosa fez um esconderijo no porão, onde guarda objetos de sua ancestralidade judaica e ao qual recorre sempre que fica nostálgica do passado. É nesse orfanato peculiar, enquanto a saúde de Madame Rosa se agrava, que Momo conta sua história.O centro do livro é o amor de Momo por essa mãe postiça. Seu maior medo é a morte dela — e enquanto se preocupa com remédios e diagnósticos, convive num caldeirão multicultural atravessado por intolerância e pobreza, mas que a seus olhos ingênuos parece um mundo idílico de adultos bondosos. Da fricção entre a inocência do narrador e a brutalidade do mundo a seu redor sai a força de um dos romances mais cativantes da literatura francesa recente."
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A força, de Don Winslow
"Imagine o poderoso chefão com policiais. É bom mesmo." Stephen King"Provavelmente, o melhor romance policial já escrito." Lee Child Denny Malone só queria ser um bom policial.Ele é o "rei do norte de Manhattan", detetive-sargento condecorado e o líder da força policial de Nova York. Malone tem a melhor equipe: a mais forte, a mais rápida, a mais corajosa e a mais destemida. Sua unidade de elite tem autoridade irrestrita para liderar a guerra às drogas, às gangues e ao tráfico de armas.O que a maioria não sabe é que o próprio Denny Malone é corrupto. Agora, investigado pelo FBI, ele deve andar na corda bamba para evitar trair seus parceiros, sua família e a mulher que ama, enquanto a cidade está prestes a entrar em um conflito que pode pôr tudo a perder.A força é uma história de ganância e violência, desigualdade e raça, crime e injustiça, vingança e redenção que revela as tensões aparentemente insuperáveis entre a polícia e os cidadãos a quem eles servem."
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Sobre a terra somos belos por um instante, de Ocean Vuong.
“Sobre a Terra Somos Belos por um Instante é uma carta de um filho para uma mãe que não sabe ler. Escrita quando o narrador, Cachorrinho, está perto dos trinta anos, a carta traz à luz uma história de família que começou antes de ele nascer – uma história cujo epicentro tem suas raízes no Vietnã e que chega a Hartford, no Connecticut – e que serve como porta de entrada para partes da vida dele que a mãe jamais conheceu, tudo levando a uma inesquecível revelação. Testemunho do amor angustiado, porém inegável, entre uma mãe solteira e seu filho, Sobre a Terra Somos Belos um Instante é também uma exploração brutalmente honesta de raça, classe e masculinidade. Fazendo perguntas centrais para o momento americano, imerso no vício, na violência e no trauma, mas sustentado pela ternura e pela compaixão, é um livro sobre o poder de se contar a própria história, e sobre o silêncio aniquilador de não ser ouvido. Com urgência e beleza atordoantes, Ocean Vuong escreve sobre pessoas que se veem entre mundos díspares, questionando como podemos curar e resgatar uns aos outros sem abandonar quem somos. A pergunta sobre como sobreviver, e sobre como fazer disso uma espécie de alegria, é o combustível desse retrato perturbador de uma família, de um primeiro amor, e do poder redentor de contar histórias.”
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Susan Sontag, entrevista completa para a revista Rolling Stone
“Susan Sontag, uma das mais controversas intelectuais da segunda metade do século XX, continua nos provocando. Em 1978, Jonathan Cott, colaborador e editor da revista Rolling Stone desde seus primórdios - conhecido por entrevistas perspicazes com John Lennon, Bob Dylan, Glenn Gould e Leonard Bernstein, entre outros -, entrevistou Sontag primeiro em Paris e depois em Nova York. Apenas um terço da conversa de doze horas foi reproduzido na edição de 4 de outubro de 1979 da Rolling Stone. Agora, após mais “de três décadas, é publicada a transcrição completa dessa entrevista memorável, acompanhada de um prefácio em que Cott relembra esse encontro. Apreciadora como poucos da arte da entrevista, Susan Sontag aborda, ao longo desta troca de ideias, assuntos que vão desde a mortalidade e o câncer que tive-ra, passando pelas músicas de Bill Haley & His Comets, Chuck Berry, Bob Dylan e Patti Smith, por Proust e Nietzsche, pela cultura da culpa e da vergonha, por sua relação com a escrita, até as diferenças entre morar em Los Angeles e Nova York. As reflexões e observações de Sontag revelam a amplitude de sua inteligência crítica, seu engajamento e sua obstinada curiosidade. Instigantes, as perguntas de Jonathan Cott provocaram respostas reveladoras, e o resultado fornece um olhar indispensável àquela que se descrevia como "esteta inebriada" e "moralista obsessiva".
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Laços, de Domenico Starnone
Nesse episódio fala um pouco sobre as minhas impressões sobre esse livro maravilhoso
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ABOUT THIS SHOW
Nesse Podcast, falo sobre as minhas leituras, filmes e músicas, arte em geral, que permeiam o meu dia à dia!Apresentado por: Breno BenícioInstagram: @teimosialiterariaE-mail:[email protected]
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Breno Bebeto Brandão Benício
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