PODCAST · arts
Versões do Tempo
by Itaú Cultural
O podcast Versões do Tempo é um espaço de diálogo entre profissionais do audiovisual, críticos, pesquisadores, entre outros, sobre o documentário brasileiro contemporâneo em seus vários aspectos, das questões éticas às técnicas, da escolha de temas ao processo de criação, sem definir verdades, mas procurando caminhos para a criação documental.
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O olhar decisivo
Ernesto de Carvalho, fotógrafo, documentarista e antropólogo, conversa com a diretora, roteirista e montadora Natara Ney sobre a fotografia e a montagem no cinema documentário como instâncias de mediação e inscrição de subjetividades para ajudar a recontar as histórias de um país.
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Cartografias do corpo
Allan Ribeiro, diretor, roteirista e montador, e Ana Pi, coreógrafa e cineasta, conversam sobre o cinema brasileiro contemporâneo e sobre seus processos de criação, que resultaram em filmes que criam formas de pertencimento através da ressignificação de espaços e expansão dos corpos.
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Arquivos de cinema
A cineasta e artista visual Fernanda Pessoa conversa com o diretor, crítico e pesquisador Fábio Rodrigues Filho a respeito da produção de documentários que promovem uma releitura propositiva de imagens da história do cinema brasileiro.
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Espaços e pertencimentos
Graciela Guarani, educadora, produtora cultural e uma das mulheres pioneiras do cinema indígena no Brasil, e Aiano Bemfica, realizador, produtor e pesquisador, conversam a respeito de como o documentário pode ser uma ferramenta de luta política pelo direito ao território, pensando, principalmente, em uma parte importante da população brasileira que tem sido brutalmente desrespeitada e oprimida em seus direitos.
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Reinvenções de pertencimento
A cineasta, artista visual, escritora e pesquisadora Aline Motta e a diretora de cinema e TV Yasmin Thayná conversam a respeito de filmes que abrem espaço para a presença de pessoas negras no nosso imaginário coletivo, assim como da necessidade desse tipo de iniciativa, apesar de todas as dificuldades. Os filmes que guiam a conversa são Ponte sobre abismos, de Aline Motta KBELA, de Yasmin Thayná. As diretoras também conversam sobre o trabalho multidisciplinar que existe quando o cinema se relaciona com outras áreas de expressão, como as artes visuais e a literatura no caso de Aline Motta e a performance e a literatura no caso de Yasmin Thayná. Conversa realizada remotamente em 2022
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Modulações do tempo e a montagem no documentário
A montadora e diretora Cristina Amaral e a pesquisadora Cláudia Mesquita falam sobre a montagem no documentário, pensando nas modulações do tempo e nas possibilidades autorais da figura que se dedica a esse ofício. Com base em suas trajetórias individuais, ambas refletem sobre a criação dos filmes Serras da desordem (2006), dirigido por Andreas Tonacci e montado por Cristina Amaral, e Abá (1992), cuja direção é de Amaral com Raquel Gerber. A conversa também contempla o pensamento do crítico de cinema Paulo Emílio (1916-1977) sobre a produção cinematográfica, relacionando-o com as discussões atuais sobre o cinema decolonial e a importância absoluta de consumir produtos nacionais na formação de cineastas brasileiros para a construção de um processo cultural que cumpra uma função precisa para com o seu país. Conversa realizada remotamente em 2022.
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Retratos de uma busca: a pesquisa no documentário
O diretor e pesquisador Beto Magalhães e a pesquisadora Eloá Chouzal comentam sobre seus processos e relembram coincidências que aconteceram durante a realização dos trabalhos. A conversa é conduzida por meio dos filmes O fim do sem fim, de Lucas Bambozzi, Cao Guimarães e Beto Magalhães, e Dominguinhos, de Eduardo Nazarian, Joaquim Castro e Mariana Aydar, com pesquisa de Eloá Chouzal. Eloá relata a dificuldade de pesquisadores independentes se aprofundarem nas pesquisas em razão da falta de acesso aos acervos e das taxas cada vez mais comuns. Beto trata da privatização da memória e do temor pelo acervo da Cinemateca Brasileira em São Paulo. Eles encerram falando sobre a importância do fomento à memória audiovisual brasileira. Conversa realizada remotamente em 2021 pela jornalista Ana Paula Sousa.
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Documentário autoral: o ensaio enquanto forma
Os cineastas Carlos Nader, autor de A paixão de JL, e Eryk Rocha, de Cinema Novo, refletem sobre o filme-ensaio. Eles comentam as proximidades entre as produções, o processo criativo dos filmes, as diferenças entre ficção e documentário e as relações entre o real e o imaginário. Conversa realizada remotamente em 2021 pela jornalista Ana Paula Sousa.
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Temporalidade: a manipulação do tempo no documentário
A cineasta e jornalista Camila de Moraes e a diretora e montadora Karen Harley falam sobre as diferenças entre documentário e ficção na construção do tempo. Por meio dos filmes condutores da conversa, O caso do homem errado, de Camila, e Estou me guardando para quando o Carnaval chegar, dirigido por Marcelo Gomes e montado por Karen, as convidadas falam do processo de construção da história através da montagem. Conversa realizada remotamente em 2021 pela jornalista Ana Paula Sousa.
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Entrevista: muito além das talking heads
O cineasta, roteirista e produtor João Jardim e o jornalista, cineasta e roteirista Ricardo Calil falam da importância da entrevista no documentário. Através dos filmes condutores do papo, Atravessa a vida, de Jardim, e Cine Marrocos, de Calil, eles comentam como foi a construção das entrevistas nos filmes. Conversa realizada remotamente em 2021 pela jornalista Ana Paula Sousa.
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Cinema indígena: novas narrativas, novas representações
O cineasta Alberto Álvares e a documentarista e antropóloga Junia Torres falam sobre a importância do projeto Vídeo nas Aldeias para o cinema indígena. Realizada remotamente em 2021 pela jornalista Ana Paula Sousa, a conversa tem como filmes condutores as obras O último sonho, de Alberto, e Yaõkwa – imagem e memória, de Vincent Carelli.
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Primeira pessoa: como tornar o íntimo universal
A produtora e roteirista Daniela Capelato e a cineasta e roteirista Letícia Simões relembram suas trajetórias no cinema. Por meio dos filmes condutores da conversa – Êxtase, de Moara Passoni, corroteirizado por Daniela, e Casa, dirigido por Letícia –, as cineastas comentam o processo de construção dessas narrativas. Conversa realizada remotamente em 2021 pela jornalista Ana Paula Sousa.
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Ética, violência e verdade
A cineasta Maria Augusta Ramos e o cineasta, rapper, ator e escritor MV Bill falam sobre a construção dos filmes Justiça e Falcão – Meninos do Tráfico, respectivamente. Apontando o punitivismo como consequência da espetacularização, Maria Augusta diz que busca humanizar as pessoas que retrata, revelando suas individualidades. MV Bill, por sua vez, aborda o florescer de novas mentes na comunidade, uma geração atuante que dribla as barreiras impostas pelas estruturas sociais.
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Vivendo em um mundo povoado de imagens
A cineasta e professora Dácia Ibiapina e o cineasta, educador e pesquisador Marcelo Pedroso falam sobre a importância de os movimentos sociais criarem suas próprias imagens, dando outra perspectiva da luta e buscando a desconstrução de estereótipos apresentados por parte da grande mídia. Conversa realizada remotamente em 2020 pelo curador, roteirista e diretor Ewerton Belico.
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A memória dos povos
A realizadora e fotógrafa Safira Moreira e a realizadora e educadora Patrícia Ferreira Pára Yxapy falam de suas trajetórias no universo audiovisual. Conversa realizada remotamente em 2020 pelo curador, roteirista e diretor Ewerton Belico.
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Outros sons, outros falares
O documentarista e sonorista Felippe Mussel e o realizador Gilmar Galache falam sobre como incluir a voz do outro no filme, a partir de suas experiências. Eles comentam a importância de outras línguas em um país que tradicionalmente se vê como monoglota, pontuando que cada língua traz consigo um universo inteiro de crenças, jeitos de ser e de levar a vida, e que, por meio do cinema, esse território se expande além da fronteira física. Conversa realizada remotamente em 2020 pelo curador, roteirista e diretor Ewerton Belico. Versões do Tempo é produzido pelo núcleo de Audiovisual e Literatura do Itaú Cultural.
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Retratos
A diretora e produtora Beth Formaggini e o diretor de cinema e teatro e professor Cristiano Burlan falam da relação entre seus filmes Pastor Cláudio e Elegia de um crime e de como foi a construção deles partindo dos seus personagens. Também discutem a incapacidade do documentário de dimensionar a violência como ela é e a busca da quebra do silenciamento, principalmente em Pastor Cláudio, acionando uma memória que é pouco ouvida. Conversa realizada remotamente em 2020 pelo curador, roteirista e diretor Ewerton Belico. Versões do Tempo é produzido pelo núcleo de Audiovisual e Literatura do Itaú Cultural.
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Jogo de Cena
A pesquisadora, crítica e ensaísta Ilana Feldman e o crítico, pesquisador de cinema e cocurador da Ocupação Eduardo Coutinho Carlos Alberto Mattos falam sobre a importância de Jogo de cena, de Eduardo Coutinho. Conversa realizada remotamente em 2020 pelo curador, roteirista e diretor Ewerton Belico.
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Apresentação
O podcast Versões do Tempo é um espaço de diálogo entre profissionais do audiovisual, críticos, pesquisadores, entre outros, sobre o documentário brasileiro contemporâneo em seus vários aspectos, das questões éticas às técnicas, da escolha de temas ao processo de criação, sem definir verdades, mas procurando caminhos para a criação documental.
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Itaú Cultural
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