Voo das Aves

PODCAST · education

Voo das Aves

Programa sobre Educacao: pais e filhos falam sobre educação.

  1. 10

    Andreia Carla, de Vitória, no Sudeste do Brasil, veio para Bruxelas: uma brasileira à procura das suas raízes.

    Hoje a nossa convidada vem de muito longe, mais propriamente de Vitória, no Espírito Santo, Brasil. Vitória é um município brasileiro, capital do estado do Espírito Santo, na Região Sudeste do país. É uma das três ilhas-capitais do país (as outras são Florianópolis e São Luís) e possui o 2° melhor índice de desenvolvimento humano (depois de Florianópolis) de acordo com as pesquisas da Fundação Getúlio Vargas, foi considerada a 4ª melhor cidade para se viver no Brasil. Esta cidade, onde nasceu e cresceu é conhecida como a ilha do mel, ou cidade do sol. Sobre as suas praias e dia-a-dia iremos conversar de seguida. Vamos tentar perceber o que leva uma jovem e depois em adulta a mudar-se para a Europa, por aqui casar e refazer a sua vida profissional, e de que maneira vive as suas raízes por cá. Chama-se Andreia Carla, brasileira de nascimento, mas pertencendo ao mundo pelas decisões que foi tomando: psicóloga clínica, reeducação de menores infratores, apoio a pacientes com HIV, psicanálise infantil, casada com um alemão e com filhos com diversas línguas maternas. Temos esta noite, uma conversa fácil, com uma pessoa que faz da palavra o essencial para entender os comportamentos; e faz da palavra e da compreensão o essencial para a terapia. Andreia Carla, psicóloga e mãe.

  2. 9

    Ana carvalhinha, de Angola a Bruxelas, sobre ser mulher...

    Foi há mais de 50 anos que Ana Carvalhinha saiu de uma zona do paraíso de que lhe custa ainda hoje falar. Ana vivia com a família no interior de Angola, numa fazenda em que a vida era fácil, as árvores, as formigas faziam parte de um mundo em que não havia restrições. À sua volta, nesta memória de inocência, não havia passado nem futuro, só um prazer enorme no contacto com aquela natureza meio domada pela força do caráter da mãe, do pai e do trabalho daqueles que os acompanhavam: capatazes e trabalhadores negros. À volta a selva agitava-se em ruídos de que não se davam conta... A vida era preenchida com muito trabalho, e de imensos projetos para o futuro. A mãe com origem no norte dirigia com pulso firme, a fazenda e a família. Pela sua condição, pela orientação das estrelas, salvaram-se todos porque a vida era também nascimento. A morte não desceu à selva naquela manhã. Veio tarde de mais para os apanhar. Hoje vamos conhecer a pequena Ana que nesses dia de 1961 corria pelo meio da plantação, e a quem chamaram para se preparar... Iam para Luanda. aproximava-se o nascimento da sua pequena irmã, o menino Jesus que as iria salvar da tragédia que por todo Norte de Angola se preparava em silêncio, na raiva e incompreensão de um colonialismo surdo aos sinais que se multiplicavam. O paraíso estava por horas para fechar as suas portas. O horror chegou e uma guerra ia começar, o mundo daquela família ia ter um fim, um novo início… E o resto vai passar-se numa tragédia em que os deuses e os homens se juntam para destruir o equilíbrio do mundo, arrancando todos no horror da guerra... Deixou para trás, o amigo das brincadeiras, filho de uma família da região e nunca mais voltou de uma viagem que se julgava ser curta. Durou uma vida e as vidas de todos os que naqueles próximos meses, mataram e foram mortos. A última memória de Angola é a do pai que lhe diz adeus no porto de Luanda, E sem compreender porque são expulsos de uma terra que já chamava sua,, dentro do navio Santa Maria, a família refugia-se num silêncio que os levará até ao Porto. Aí, numa manhã fria, a primeira sensação de Portugal, é a do capote pesado que lhe colocam aos ombros para a proteger, ignorantes do paraíso que tinha deixado para trás. Hoje vamos falar de vidas, das muitas vidas que Ana Carvalhinha traz consigo, das vidas que a levam a encerrar e a iniciar outros capítulos na vida, sempre com a coragem e a ilusão… como se fosse o primeiro.

  3. 8

    Luís e Jarl, casados e com uma filha, contam a sua história de vida.

    O Luís Amorim e o Jarl estiveram à conversa comigo para falar da vida: dos dias de juventude, do encontro aqui em Bruxelas, do casamento e do processo de adoção da Georgina. Aqui fica um pouco do que nos vão dizer na 6ª e na 2ª feira, entre as 22 e as 23, como sempre na Rádio Alma, em 101.9 FM Jarl "I was born in Lund, Sweden, on 27 November 1962. (...)" "My father is 87 and my mother passed away in 2015 aged 87. They were married for 60 years. I find their relationship inspirational: how they took care of each other, how they trusted each other and how they had fun times together. These are things that they have passed on to me and I try to have the same in my relationship with my husband and my daughter." (...) "Becoming Georgina’s father was a very important moment in my life. I love my daughter very much and I think that becoming a father has made me a more complete person. Georgina has brought a lot of wonderful things into our lives and made them richer emotionally." Luis "I was born in Luanda, Angola, on 22 September 1970. I am the only child of a Portuguese father and an Angolan mother (whose father was also Portuguese, but whose mother was a Black woman from the South of Angola). (...) "My father (...) was gentle and cuddly." (...)" My mother is a fun and emotional person. She loves to sing and dance and she taught me how to express my emotions and to be myself no matter what. She is full of energy and knows how to enjoy life. "(...) "Coming to Belgium in 1996 also gave me the opportunity to meet my husband Jarl (we met in 1997). Becoming a father through adoption in 2005 has been the most extraordinary event in my life so far. I could not imagine my life without Georgina. Georgina has taught me many things in life, in particular how rewarding it is to support another person in their “walk through life” that is, in becoming themselves. It is a real privilege to be her father. From my father I take his constant presence, his warmth and his hard-working ethos. From my mother I take her cheerfulness and her love of life. I try to pass these things on to my daughter."

  4. 7

    Tomás, estudante de medicina e militante revolucionário

    Um pouco do Tomás: O estudante de medicina e militante do Bloco de Esquerda, um dos meus primeiros alunos em Bruxelas, o Tomás Nunes, fala com com tanta doçura e alegria sobre aqueles que lhe dizem muito, que o formaram e o influenciaram. Quanta inteligência, Tomás. Foi um verdadeiro prazer estar à conversa contigo. "Vim para Lisboa em 2013, para estudar medicina. Estou politicamente activo, escrevo artigos e sou activista. Ganhei um prazer na escrita e na leitura, não tenho muito tempo para divagar e infelizmente há poucos temas que não me fascinem. Gosto muito de arte contemporânea, de arquitectura, música, história e tenho ganho interesse na poesia. Gosto de livros técnicos, sobre variadíssimos temas, mas não tenho tempo para os ler. Gosto de escrever poemas, mas não os partilho e perco-os sempre por aí. Gosto de inventar histórias mas não as escrevo ou esqueço-as."

  5. 6

    Pedro Queiroz no Nepal: Associação Obrigado Portugal

    O PQ está na Rádio Alma esta noite, entre as 22 e as 23 h, para explicar como surgiu e como se desenvolveu este extraordinário movimento de solidariedade Portugal/Nepal. Sempre com a bandeira verde e vermelha, no início pintada num cartão improvisado, o Pedro, a Paz e o Lourenço fizeram imenso pelas pessoas que foram afetadas pelo sismo em 2015. De turistas acidentais a profissionais empenhados. Parabéns. https://youtu.be/kzoII10jaqk

  6. 5

    Rui Garcia, de Montemor a Bruxelas, solidariedade em diversas línguas...

    Rui Garcia: um homem com força de vencer, que atravessa um continente... Calhou a Bélgica mas podia ser outra coisa. Rui Garcia, casado com a Emília, com dois filhos: a O Rui representa-nos tão bem. "Solta os prisioneiros" uma das suas músicas favoritas, juntamente com "Os meninos de Haambo". Rui, um um homem do mundo.

  7. 4

    AMélia Monteiro Kassam, de Moçambique a Bruxelas, mãe do Aarun, com tanta música para contar...

    "Cresci com um Pai melómano e músico sempre banhada em musica e com o privilégio de adormecer com o meu Pai ao piano a tocar para mim. Estas são algumas das melodias que me construíram e fizeram parte da minha infância e adolescência." Amélia Monteiro Kassam, casada com o Ismael, e com um filho, o Aarun. Histórias de tantas viagens, de Moçambique a Bruxelas.

  8. 3

    Jorge Herédia, um emigrante de Lisboa, do treino, do rugby e da vela...

    A família, o desporto, o aprender, a vontade: fail is the first attempt in learning. O coach e a vontade de vencer fazem os desportistas e os homens. Não desistir nunca...

  9. 2

    Mario Tenreiro, da Beira Alta a Bruxelas, com muitas histórias para contar...

    "Em jovem, lê muito, não só literatura, mas também filosofia, política, economia e livros “técnicos” sobre diversos assuntos que o interessam. "vive a experiência pedagógica do “ano propedêutico” (actual 12 ano) cujas aulas são dadas pela televisão (1979/80)." Deixa a família aos 18 anos (1980) (...) Em 1987 chega à Bélgica como funcionário europeu ao serviço da Comissão europeia, onde virá a conhecer a sua futura companheira, Patricia, de nacionalidade alemã, com quem tem duas filhas, Isabel em 1995 e Clarisse em 1998. "As filhas são criadas num cruzamento de culturas e de línguas. A língua da creche é o francês que é também a língua de comunicação entre os dois pais. Com cada um dos pais, as crianças falam a língua respectiva (português e alemão). A partir da pré-primária (4 anos) as crianças integram a secção portuguesa da escola europeia, com alemão como segunda língua a partir dos 6 anos. Isabel estuda actualmente gestão hoteleira e Clarisse prepara-se para terminar o liceu (o bac) e tem intenção de estudar cinema."

  10. 1

    Gonçalo Falé Chora, 20 anos, música Hip-hop, percurso entre Lisboa e Bruxelas...

    Um rapaz de que cidade? Nasceu em Almada, mas a parte maior da sua vida foi passada em Bruxelas, programa gravado no dia 25 de abril, dia da Liberdade, dia de cravos, de primavera e dos jovens que como o Gonçalo se preparam para se lançar nas aventuras da vida Querem construir um mundo melhor, mas o que os move na maior parte das vezes ate a idade de serem maiores é uma profunda solidariedade, valores como amizade, encontros que parecem ser para a vida, desígnios que acreditam estar para sempre, que gostam do significado que as palavras trazem nas músicas que ouvem. "Olá, o meu nome é Gonçalo, tenho 20 anos, e nasci em Almada. Em Portugal vivi numa pequena aldeia entre Vendas Novas e Montijo, chamada Faias, e nessa altura frequentei o Colégio Laura Vicuña (Colégio Salesiano). Em 2007 mudei-me pra Bruxelas, para começar os estudos na Escola Europeia II, de onde saí em 2012, tendo parado os estudos até agora. Ainda fui para Portugal nesse ano para tentar recomeçar os estudos lá, mas não correu bem e voltei para Bruxelas. Estou agora a terminar o 12º ano recorrendo aos Exames Auto-propostos, e tenciono tirar depois o curso de Música na universidade de Maastricht. Os meus interesses são automóveis, tecnologia e música."

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