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PODCAST · arts

Xerazade e as outras

Um podcast performativo com textos de mulheres do séc. XX. Um podcast performativo com textos de mulheres do séc. XX.

  1. 38

    Mil e Uma Noites: quem reparou que os meus olhos falavam de solidão e de dor?

    Em Estremoz, lemos cadernos, cartas e manuscritos que permanecem em arquivos informais. Mas também livros e jornais. Textos que, apesar da sua formalidade, parecem quase todos escritos à margem da literatura oficial e agora são trazidos para o espaço público, para serem lidos, debatidos e pensados em conjunto. São duplamente marginais por serem de mulheres do Alentejo. Ainda assim, ricas ou pobres, as mulheres do Alentejo conseguem olhar o mundo e pensar sobre ele. Socorrem-se de Deus e dos sentidos, pedem paz, saúdam a liberdade de Abril - que nunca esquecem. Cátia Terrinca e Marta Reis Jardim tomam essa liberdade como mote para brincar com as palavras de hoje. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  2. 37

    Mil e Uma Noites: Abstracto Triste

    Cucha Carvalheiro é uma das actrizes cuja voz nos pega na mão e leva de viagem. Nela, moram muitas personagens, muitas vidas, muitas frases, algumas canções, sorrisos, risos. A actriz é morada de mentiras importantes e da possibilidade de nos abstrairmos da mentira para mergulhar: na alegria, na paz, no luto, nas lutas, na tristeza. Hoje, mergulhamos na tristeza e abrimos o peito das muitas mulheres que souberam encontrar a mãe das tristezas sem a calar. É uma sessão poética, noturna, simples, que Cucha Carvalheiro partilha com Cátia Terrinca. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  3. 36

    Mil e Uma Noites: Nadámos em Rios de Prata

    A partir da pesquisa feita em Lagoa, a convite da Bóia - associação cultural, nadámos num rio de prata imprevisto. Um rio que levou muitas mulheres a outros lugares, mulheres-escola, mulheres-viagem, mulheres-sonho, mulheres-conserveiras, mulheres-anedotas, mulheres-mulheres-mulheres-mulheres. Muitas nos falaram da observação da pobreza ou da riqueza nos corpos dos outros, sempre intocáveis, à distância de quem nasce em berços opostos, ajudando a entender um Algarve do qual poucas vezes falamos, mas que aqui vamos escutar nas vozes de Cátia Terrinca e de Mariana Ramos Correia. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  4. 35

    De volta para casa

    A casa, o lugar a que tantas mulheres pertencem, por obrigação, necessidade, convicção, fuga. Estar DE VOLTA PARA CASA será, eventualmente, habitá-la de uma outra forma. Trocar cozinhas por escritórios, encontrar um lugar da mulher só, só da mulher, onde ela possa sossegar de cuidar dos outros e evadir-se corpo adentro. Se tantas de nós tiveram um lugar só delas, ao longo de tantos tempos, como a cozinha, podemos agora regressar a casa e ter uma secretária só nossa, onde o tempo pare, duas vezes por dia, para cozinhar poemas, crónicas, cartas, peças? Cátia Terrinca e Mariana Ramos Correia regressam a casa com textos de Ana Marques, Ana Teresa Pereira, Ana Simões Pereira, Graça Cid, Luísa Monteiro, Maria Helena, Maria José de Almada Negreiros, Ofélia de Freitas e de Raquel Serejo Martins.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  5. 34

    Elvas, meu coração raiano

    Elvas é um casulo no Alto Alentejo. Do seu coração muralhado, cresceram e nasceram mulheres revolucionárias, fortes e marcantes. Cresceram outras tantas. Falamos de Adelaide Cabette, de Virgínia Guerra Quaresma, Maria Olga Moraes Sarmento, entre outras. Mulheres que na viragem de século, viraram mentalidades e vidas para que outras, como nós, que vieram depois, possam ser mais livremente. E dessa liberdade, da dureza que ela encerra, que nos falam e escrevem tantas outras mulheres: Aldina Falcato, Branca Flor, Alexandra Rodrigues, Ivone Bravinho, Joana Leal, Maria do Céu, Maria do Céu Ponce Dentinho, Maria José Travelho Rijo, Maria Vicente, Paula Moreira, Raquel Soeiro de Brito, Sandra Rogeiro e Vitorica Mendes. Entre as vozes de Cátia Terrinca e de Mariana Vital Ferreira, ouvimos outras: são depoimentos de quem nem sempre escreveu no papel, mas que guardou a vida na garganta. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  6. 33

    Estórias de tempos que já lá vão

    Elizabeth Pinard e Cátia Terrinca dão voz a ESTÓRIAS DE TEMPOS QUE JÁ LÁ VÃO, uma sessão de pesquisa que foi gravada ao vivo no Jornal Público e que convoca textos de autoras que nos permitem sentir a passagem do tempo - ou perguntar-nos como é que ele passa. Se é cíclico, se é linear, se é anda para trás, para a frente, em espirais.  Ana Maria Matute, Cacilda de Castro, Catarina da Fonseca, Graça Matos Sousa, Lília da Fonseca, Manuela Nogueira, Maria Alberta Menéres e Teresa Tudela constroem a desejada máquina do tempo. Nós? Viajamos a bordo. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  7. 32

    Crónicas Autobiográficas

    Crónicas autobiográficas é o título da sessão que propõe uma viagem a bordo da sensibilidade de mulheres escritoras como Maria Lamas, Maria Archer, Fernanda de Castro, Natércia Freire e Maria Velho da Costa, que foram pioneiras na forma como se serviram da crónica como espaço de desenvolvimento do pensamento e ativismo regular e público.  As vozes são de Cátia Terrinca e de Mariana Bragada - que trazem para a contemporaneidade textos que, se calhar, poderiam ter sido escritos agora. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  8. 31

    Da Macilenta Paz à Embriaguês Noturna (parte 2)

    Na Figueira da Foz, passámos duas semanas a ouvir estórias de mulheres. Em muitas delas, parecia existir uma noite longa. De noite, deitados os filhos e esquecida a labuta, mergulhavam alma adentro para encontrar versos, palavras, poemas. Assim, compusemos esta sessão longa como as noites, dividida em dois episódios, com poemas entrelaçados através das vozes de Cátia Terrinca e de Cheila Lima, que ora cantam, ora sussurram, ora gemem, ora contam. Talvez o feminismo amanheça. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  9. 30

    Da Macilenta Paz à Embriaguês Noturna (parte 1)

    Na Figueira da Foz, passámos duas semanas a ouvir estórias de mulheres. Em muitas delas, parecia existir uma noite longa. De noite, deitados os filhos e esquecida a labuta, mergulhavam alma adentro para encontrar versos, palavras, poemas. Assim, compusemos esta sessão longa como as noites, dividida em dois episódios, com poemas entrelaçados através das vozes de Cátia Terrinca e de Cheila Lima, que ora cantam, ora sussurram, ora gemem, ora contam. Talvez o feminismo amanheça.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  10. 29

    Deuses e Famílias

    Quem nunca procurou deuses que atire a primeira pedra. Com as vozes de Cátia Terrinca e de Elsa Braga, esta sessão perscruta caminhos por onde andaram mulheres a pensar sobre a relação com o divino. Orações, rezas, poemas, preces. Caminhos que foram trilhados popular e eruditamente. Caminhos que, no fundo, são pertença e signo da humanidade, que adormeceu e acordou tantas vezes ao colo da protecção de mulheres que, a espaços ou sempre, são bruxas. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  11. 28

    As mãos cheias de pedras

    Eduarda Dionísio escreveu-nos um dia sobre pedras. Não sabemos se são preciosas, se são da calçada, se são rochedos, se cabem na palma de uma mão. Sabemos que muitas mulheres caminham com as mãos cheias de pedras, de punhos fechados. Desconfiadas de um mundo onde muitas vezes não se abriu espaço para ser, nem para escrever, nem para criar, por vezes as mulheres escreveram contra o mundo. Aqui, as vozes de Cátia Terrinca e de Mariana Bragada rendem-se ao sonho de transformar essas pedras em poemas e canções.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  12. 27

    Linha e Sentido

    Escrevemos esta sessão a partir de Portalegre, cidade onde um dia centenas de tecedeiras lançaram as mãos aos teares e, por entre os fios, foram vivendo. Na Manufatura das Tapeçarias de Portalegre, foram muitos os artistas plásticos que tiveram a felicidade de ver as suas obras transformada em tapeçarias. Foram sempre mulheres alquimistas a fazê-lo. Aqui, ouvimos as suas vozes. Ouvimos também, por Ana Lua Caiano e Cátia Terrinca, alguns textos sobre o ofício e um poema de Salette Tavares que, a seu tempo, foi objecto também dessa transformação mágica. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  13. 26

    No balouçar da Onça

    Em No Balouçar da Onça, Cátia Terrinca e Cheila Lima interpretam textos de autoria feminina do século XX atravessados por imaginários racistas e coloniais. Ao trazer à cena estas palavras, a sessão confronta-nos com um passado e presente, revelando como a literatura também reproduziu visões de poder e exclusão. Mais do que expor, trata-se de abrir espaço para uma escuta crítica, onde a voz feminina se torna instrumento de questionamento: como lidar com estas heranças? Como transformar a memória em consciência e futuro partilhado?See omnystudio.com/listener for privacy information.

  14. 25

    Séculos de Poesia Bordada no Feminino

    Nesta sessão, partimos da investigação de Sara Duarte Brandão sobre os lenços dos namorados — bordados que guardam palavras de afeto e desejo — para explorar a literatura têxtil criada por mulheres anónimas. Entre fios e letras, descobre-se uma escrita íntima que fala de amor, de espera e de pertença. Ao lado destes testemunhos populares, ecoam autoras que refletiram sobre o lugar do amor na literatura feminina, revelando como o sentimento atravessa o corpo, a memória e a criação. Um encontro entre tradição e autoria que reinscreve o amor como gesto literário e político.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  15. 24

    Mar Adentro

    Em Mar Adentro, cruzam-se vozes de mulheres da Figueira da Foz em textos de origem oral e escrita, formais e informais. Histórias que evocam o mar como paisagem e horizonte, como sustento e sobrevivência, mas também como metáfora íntima: o corpo feito de água, memória e movimento. Entre narrativas do quotidiano e imagens poéticas, constrói-se uma cartografia sensível onde o feminino se encontra com o oceano, revelando a força de uma tradição literária tantas vezes invisível e a urgência de a escutar no presente.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  16. 23

    Parir e Partir

    Neste episódio de Xerazade e as Outras, Cátia Terrinca e Cátia Vieira são voz de textos literários de mulheres que escreveram sobre o corpo como lugar de criação e de conflito. Entre a maternidade, o parto e o aborto, escutamos narrativas íntimas e políticas que questionam o silêncio em torno da experiência feminina. As palavras revelam a dor e a potência, a opressão e a escolha, trazendo para o presente vozes que, ao falarem do corpo, falam também de liberdade.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  17. 22

    Da minha janela, vejo-me

    Construímos o princípio de uma cartografia feminina da Moita: conhecemos mulheres que por lá nasceram, outras que para lá foram jovens, outras ainda que trabalham na Moita há tantos anos que já se confundem com o território. Mulheres mais jovens, que saíram da Baixa da Banheira e do Vale da Amoreira para o mundo, mulheres que por lá viveram toda a vida. Gravámos depoimentos na Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça e no Lar de Sarilhos Pequenos e em tantas, tantas casas. Das janelas das casas para dentro, conhecemos poemas, contos, ensaios, livros inteiros que revelam intimidades distintas.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  18. 21

    Viagens Cósmicas

    Cátia Terrinca e Surma viajam a bordo de sonhos, literatura que é feita de estrelas e meteoros, ora brisa, ora granítica, que nos embala em sonoridades eletrónicas para distorcer e regressar ao dia-a-dia, à voz comum, ao corpo. Quase a fechar uma sessão em que a maior parte dos textos foram escritos por mulheres cujas identidades desconhecemos, um texto de Teresa Rita Lopes que na verdade é o coração: ELA não consegue apanhar o táxi. Quantas mulheres desconseguem a vida que sonham? See omnystudio.com/listener for privacy information.

  19. 20

    Resistência e Revolução

    Não terá mudado tudo, nem negou a hipótese de ainda hoje haver quem acredite que as mulheres nasceram para a vida doméstica, mas o 25 de Abril mudou, em Portugal, a vida de muitas mulheres. Cátia Terrinca e Fernanda Neves dão voz a textos que pressentiram e desejaram a liberdade. Mulheres-vulcão. Mulheres-mar. Mulheres-rio. As palavras delas mudaram a nossa paisagem para sempre. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  20. 19

    Amores Insulares

    A ilha como sonho, a ilha como prisão. O amor como sonho, o amor como prisão. Vanda R Rodrigues e Cátia Terrinca deambulam por textos que entre subtilezas procuram a hora da liberdade, conforme escreve Natividade Negreiros. As vozes são livres, mesmo que as palavras ainda não o sejam, ora cantam, ora dizem, trilhando interpretações sem certezas: as palavras de amor nunca amam apenas amar. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  21. 18

    Metade mulher, metade sonho

    Nas vozes de Maria Gil e de Cátia Terrinca, rasga-se a possibilidade de que as mulheres se cumpram apenas enquanto sereias, objectos, cânticos mornos de encantamento para maridos. Ironia, grito, sufoco. Liberdade que ainda não o é, a não ser desejo. Entre os textos que se dizem, ouvimos também curtas estórias de vida de Custódia Carrilho e Olga Mariano.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  22. 17

    Amores crepusculares

    Igrejas Caeiro, um dos radialistas mais importantes no Portugal do século XX, deixou como parte do seu espólio uma extensa biblioteca. Foi nessa biblioteca que encontrámos os livros das autoras que hoje damos a conhecer, numa sessão marcada pela ideia de amor - esse que será sempre um dos motivos da escrita e da existência, seja ele ou não romântico. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  23. 16

    Una, Dona, Tena

    Muitas mulheres escreveram para a infância, porque no fundo essa escrita representava também, ou apenas, uma extensão do espaço doméstico que lhes era permitido, socialmente, ocupar. Por isso, as prateleiras das secções infantis das bibliotecas estão cheias de livros de autoria feminina. Margarida Mestre e Cátia Terrinca fazem da voz ferramenta para tirar o pó a livros esquecidos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  24. 15

    Lengalengas, canções e rezas

    A sessão de hoje é uma brincadeira de vozes. Que se juntam, que se zangam, que cantam, que dança, que ziguezagueiam e que se cansam. Que descansam. Ana Lua Caiano e Cátia Terrinca fundem imaginação e tradição, num programa especialmente dedicado ao património oral. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  25. 14

    Saia da cabeça de pedra

    Nas vozes de Andresa Olímpio e de Cátia Terrinca, viajamos rumo a Alcanena, território de onde nos contam sobre mulheres que carregavam água, atravessando a serra por vezes à noite. Falamos de coragem com a coragem de olhar para quotidianos que são invisíveis: ruas tristes onde se engole a pobreza em silêncio. Mas falamos também, subtilmente, da madrugada que mudou a vida e as vidas em Portugal.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  26. 13

    Mulheres que escreveram infâncias

    Quando escrevemos para a infância, estaremos também a escrever sobre as nossas infâncias? Através de textos de Maria Regina Louro, Zulmira Oliva, Vitorina Agostinho, Celina Pereira, Deolinda da Conceição e Matilde Rosa Araújo, abraçam-se pensamentos de crianças sobre o mundo e propõe-se ouvir e reflectir sobre o dia das mulheres-a-dias, sobre as noites das meninas abraçadas a bonecas, sobre a madrugada das mulheres aninhadas aos filhos, sobre as mulheres que, sem que ninguém publicamente as admire, limpam e sonham o mundo.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  27. 12

    Mulheres que fizeram teatro

    A invisibilidade, dom e fardo que muitas mulheres carregam, é um poder sublimado se pensarmos no lugar da mulher no Teatro Português, para além da possibilidade de ser actriz. Neste programa, as mulheres são o que quiserem ser no Teatro. Inclusivamente, para o teatro também poder ser aquilo que cada mulher quiser dele: quando o escreve, quando o encena, quando o interpreta, quando o crítica, quando vive intensamente. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  28. 11

    Era uma vez

    Contar estórias às crianças pode ser uma forma de mudar o mundo. Talvez por isso, mas também pela expansão do espaço doméstico, muitas mulheres escreveram para a infância. Nesta sessão, nas vozes de Cátia Terrinca e de Elizabeth Pinard, saltamos de poema em estória e de estória em poema, brincando com palavras e ritmos para encantar pequenas orelhas que, um dia, entre as mãos tenham um mundo justo, no qual cada mulher conte. Talvez tenha sido por isso que muitas mulheres feministas escreveram para a infância… See omnystudio.com/listener for privacy information.

  29. 10

    Corpo a Corpo, Olhos nos Olhos

    Judith Teixeira viu a sua obra Decadência ser queimada, devido à liberdade com que escreveu sobre o seu corpo e sobre os corpos que amou. Esta sessão traça, a partir dela, uma poética sobre o erotismo do corpo, para a qual convoca também as palavras de Beatriz Rodrigues Barbosa, Maria Helena Barreiro, Fiama Hasse Pais Brandão e Maria Teresa Horta. Entre o sussurro e o grito, fala-se corpo a corpo, olhos nos olhos, sobre amor.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  30. 9

    Trapologia de gente

    Trapologia é uma técnica de união de fragmentos de tecidos, também designada muitas vezes como patchwork. Foi com a Joana Leal, artista e artesã têxtil de Elvas, que aprendemos este nome - que carrega com ele a imagem das mulheres portuguesas, entre agulhas e trapos coloridos, juntando pouco para inventar colchas, toalhas, sonhos, tempo para elas. O labor artesanal a que prestamos homenagem foi transferido para a tarefa dramatúrgica: esta sessão tem nas vozes de Ana Mónica e de Cátia Terrinca a linha que cose as crónicas, poemas e excertos de contos, de cores e tamanhos distintos. Uma colcha literária de mulheres cujas biografias, nalgum momento, cruzaram a região de Portalegre. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  31. 8

    Oração para saber de mim (parte 2)

    Seguimos hoje a leitura e mergulho a partir de textos de mulheres de Miranda do Corvo, que nos receberam nas suas casas e connosco partilharam chás longos em que ouvimos da vida no campo, da cumplicidade das plantas, dos saberes ancestrais que herdaram das mães e avós. A par destas vidas, a de outras mulheres que emigraram e regressaram a casa, para finalmente escrever o que guardaram ao longo da vida. São poemas tardios, que parecem ter sido urdidos num silêncio lento e feminino, habitado ao longo de uma vida a cuidar de outros. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  32. 7

    Oração para saber de mim (parte 1)

    Miranda do Corvo é um imenso pulmão verde onde fomos encontrar mulheres silenciosas, que entre plantas foram encontrando espelhos e milagres. Oração para saber de mim é uma sessão dupla, imersiva - as mezinhas e as rezas misturam-se com os poemas e as vozes das mulheres antigas, de quem bebemos estórias e receitas, enleiam-se nas de Cátia Terrinca e de Patrícia Andrade. Se parte dos textos nos chegou por esta recolha afectiva, que fomos fazendo olhos-nos-olhos ao longo de uma semana, outra parte significativa foi encontrada através da colaboração com o jornal local, cujo espólio guarda inúmeras cartas e poemas de mulheres cuja identidade desconhecemos. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  33. 6

    Natureza, substantivo feminino

    A partir de textos de Alice Gomes, Isabel Ary dos Santos, Isabel Filipa de Sousa, Júlia Mar, Luzia, Marianela de Vasconcelos e de Maria José Paiva Boléo Tomé, Ana Lua Caiano e Cátia Terrinca dão vozes a textos de mulheres que encontraram na razão da natureza uma medida de liberdade. A possibilidade de estar a sós com o pensamento e com o corpo, cantando ou falando de si. Uma solidão que, afinal, por ser escrita, pôde acompanhar-nos, mais tarde, na definição de uma liberdade nova, feminina, primaveril. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  34. 5

    Rio, nosso protegido

    Rio, Nosso Protegido é uma sessão dedicada às mulheres do Montijo, que cresceram e viveram na margem da cidade de Lisboa, a que se costuma dar mais importância. Contamos histórias de quem foi à pesca, salmos de quem encantou com voz deuses e cidadãos, falamos de pobreza e de tudo o que protegemos. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  35. 4

    Elas estiveram nas prisões do fascismo

    A partir do livro homónimo, lançado pela URAP – União de Resistentes Antifascistas Portugueses, trabalha-se o espólio de cartas de Ivone Dias Lourenço, Maria Luísa Costa Dias, Aida da Conceição Paula, Maria Alda Nogueira, Fernanda Paiva Tomás, bem como testemunhos que permitem vislumbrar a resistência feminina e feminista ao regime que assombrou Portugal entre 1933 e 1974. Esta sessão foi gravada ao vivo no Teatro S. Luiz, em Dezembro de 2022 e é também uma homenagem a Abril e aos rostos que muitas vezes são secundarizados em celebrações públicas. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  36. 3

    Resistir é vencer

    Na Quinta Alegre, Cátia Terrinca e Elizabeth Pinard deram voz às letras de distintas mulheres, estendendo cravos entre poemas, cartas e canções, numa sessão gravada em Maio de 2023 sob o signo da resistência. Mulheres portuguesas, mulheres angolanas, mulheres cabo verdianas. Às vozes das intérpretes juntam-se depoimentos de Maria Teresa Horta, Fernanda Neves e Graça Pires que trazem recordações de um tempo do qual não nos podemos esquecer nem nos queremos lembrar. Sombrio. Esta sessão tem a força de quem iluminou as sombras, fazendo contemporânea a resistência de mulheres fundamentais para a liberdade que, hoje, seguramos entre as mãos. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  37. 2

    Fandango da mulher pobre

    Se, na semana passada cantámos, hoje dançamos. Entre textos mais populares e muita literatura informal, que foram gravados em Março de 2024 no Auditório do Jornal Público, compusemos uma manta de retalhos (ou uma trapologia, como se diz no Alentejo) que conta histórias: de apelidos, de alcunhas, de notas para tirar a carta de condução, de pêras bêbedas, de coisas do quotidiano - que aqui ganham a importância de terem sido registadas. Um livro de receitas que foi guardado durante toda a vida, uma caixa de cereais onde se apontaram as últimas dicas antes do exame de condução, um diário. Onde e o que escreveram as mulheres do século XX? As vozes das intérpretes juntam-se aos depoimentos de algumas mulheres para o fandango da mulher pobre. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  38. 1

    Canções, saias e paixões

    A sessão que inaugura o podcast foi também aquela com que inaugurámos o projeto, em Dezembro de 2022, no Teatro S. Luiz. Através de textos e cantigas passadas de boca em boca, propomos uma viagem de vozes e com vozes. Começamos em Alegrete – aldeia na Serra de S. Mamede (Portalegre) – e navegamos à bolina entre o Alto Douro, Sousel e Arouca. Questionamos tons, experimentamos sotaques, brincamos aos amores e aos trabalhos… cantamos, também. E, como esta sessão foi feita com base no espólio e na recolha d’A Música Portuguesa a Gostar dela Própria, ainda misturamos as vozes das anciãs às nossas e cantamos com elas, porque quem canta, já se sabe, seus males espanta. Cantem também! See omnystudio.com/listener for privacy information.

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