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A Beleza das Pequenas Coisas — 483 episodes · page 1 of 5
Júlia Pinheiro (parte 2): “Nós já não estamos a pensar. Delegamos tudo à máquina. E não refletimos a mutação desse modo de vida. Isto deixa-me um elefante no peito”
Júlia Pinheiro (parte 1): “Não estou habituada a que me escutem. As pessoas sabem muita coisa sobre mim, mas se calhar não sabem nada…”
Filipa Leal (parte 2): “Quero ser melhor amiga, melhor amante e melhor pessoa. Também tento viver melhor e escrever melhor”
Filipa Leal (parte 1): “À medida que a vida me começou a doer, curiosamente, o humor entrou na minha poesia”
Susana Moreira Marques (parte 2): “A literatura é uma boa maneira de não formarmos opiniões rápidas. A boa literatura não nos fecha num ponto de vista”
Susana Moreira Marques (parte 1): “Escrevo para que as histórias sobrevivam à inevitabilidade do desaparecimento. As pessoas desaparecem, mas algo perdura”
Dalila Carmo (parte 2): “Acredito no poder da emoção e da fragilidade. É preciso ser-se muito forte para expôr vulnerabilidades”
Dalila Carmo (parte 1): “A minha intensidade está mais moderada. Já não me levo tão a sério. Estou sem pressa para nada e mais contemplativa”
Filipe Homem Fonseca (parte 2): “É de uma petulância enorme acharmos que vamos ser a última das gerações. Vêm aí tempos piores, mas creio nas futuras gerações”
Filipe Homem Fonseca (parte 1): “Acredito cada vez mais no vagar, na finitude e numa boa gargalhada”
Viriato Soromenho-Marques (parte 2): “A paz é uma das mais difíceis invenções da Humanidade. E é a grande invenção e projeto que temos de realizar”
Viriato Soromenho-Marques (parte 1): “Está a faltar-nos o espanto pela beleza do mundo. Uma vida boa deve extravasar a tecnologia e os ecrãs”
#5 Série especial ‘Os mais ouvidos’, com Madalena Sá Fernandes: “Procuro a resistência da alegria. Vivi uma fase escura. Agora trabalho para manter a alegria, o espanto e a curiosidade”
#4 Série especial ‘Os mais ouvidos’, com Vera Iaconelli: “A ideia de finitude é conselheira. Leva-me a viver o momento, sem nostalgia pelo passado ou ansiedade pelo futuro”
#3 Série especial ‘Os mais ouvidos’, com Filipe Vargas: “O egoísmo, a obsessão com o dinheiro, a falta de empatia desumaniza-nos. O povo desunido vai sempre ser vencido”
#2 Série especial ‘Os mais ouvidos’, com Pedro Ribeiro: “Sou competitivo. Mas para ganhar tenho de saber perder. Antes de sermos líderes, vivi a frustração de perder”
#1 Série especial ‘Os mais ouvidos’, com Margarida Vila-Nova: “Já não tenho tempo para me aborrecer com pessoas feias, que vão tornar o dia pesado e chato. O tempo urge!”
Lisa Vicente (parte 2): “Faz-me impressão o ‘achismo’ sobre o que não se domina. Isso pode ser feito no café, mas não veiculado para milhões de pessoas”
Lisa Vicente (parte 1): “É possível haver prazer sensual e sexual sem penetração. E pode até não passar pelos genitais. E é normal não haver sempre orgasmo”
Inês Marinho (parte 2): “Antes dizia que se há um fascista na mesa e te sentas, passam a ser dois fascistas. Mudei. É importante o diálogo”
Inês Marinho (parte 1): “Quando fui alvo de violência sexual, com partilha de ‘nudes’, tinha superado um cancro. Estava mais forte e segura”
Especial ao vivo na Feira do Livro com Luísa Costa Gomes e Rui Cardoso Martins (parte 2): “Escrever é para mim o antiabismo”
Especial ao vivo na Feira do Livro com Luísa Costa Gomes e Rui Cardoso Martins (parte 1): “A imperfeição é a grande arma da Humanidade”
Especial Dia Mundial da Criança (parte 2): Alice e Simão, de 15 anos, partilham ideias para o futuro e por onde andam os seus desejos e incertezas
Especial Dia Mundial da Criança (parte 1): Alice e Simão, de 15 anos, conversam sobre o que os entusiasma e inquieta na escola, no país e no mundo
Joana Gorjão Henriques (parte 2): “A revolução de género ainda não chegou aos lares. Apesar dos avanços, as mães continuam a grande força motora das famílias”
Joana Gorjão Henriques (parte 1): “O racismo não é uma questão de direita ou de esquerda. A democracia herdou esse racismo, ainda não o resolveu”
Maria do Carmo Fonseca (parte 2): “É preciso uma mudança radical no ensino. Que não seja só despejar conhecimento em cima dos jovens, mas que os estimule a terem pensamento crítico”
Maria do Carmo Fonseca (parte 1): “É possível atrasar o envelhecimento. O desafio da Ciência é levar-nos aos 100 anos com boa cabeça e qualidade de vida”
Ana Deus (parte 2): “A vaidade isola-nos e é ridícula. Já me escondi atrás da vaidade, na pose da artista. Não sou vaidosa, não quero falar do meu umbigo”
Ana Deus (parte 1): “Já não quero saber da opinião dos outros. É normal, quando se cresce. E não amarguei. Correu quase tudo bem. A minha vida podia ter descambado muito”
Eduardo Madeira (parte 2): “Já trabalhei com pessoas absolutamente execráveis, mas como artistas são brilhantes. Prefiro trabalhar com pessoas boas”
Eduardo Madeira (parte 1): “No humor gosto mais de apontar a mira aos poderosos, aos sobranceiros, aos arrogantes, aos chicos-espertos, aos donos disto tudo”
Grada Kilomba (parte 2): “Interessa-me o chão comum. Na arte quero criar um senso de humanidade, revelando e desmantelando a violência”
Grada Kilomba (parte 1): “É fundamental ser radical. Pode ser extremamente libertador e belo. A criação é um ato de absoluta radicalidade”
António Garcia Pereira (parte 2): “Atuei sempre de acordo com a minha consciência. Quando faço a barba e olho-me ao espelho, não tenho vergonha do que vejo”
António Garcia Pereira (parte 1): “Sou um otimista estratégico. Mas vêm aí tempos de luta muito dura pela defesa do pouco que resta da liberdade e democracia no país”
Carla Maciel (parte 2): “O tempo escapa-me das mãos e ainda sonho muito. Quero fazer um filme de terror e uma tragédia grega. Sou chata e insisto. Vou conseguir, nem que seja aos 70”
Carla Maciel (parte 1): “Acredito que tudo é definido pelo amor que colocamos nas coisas. O amor cura tudo. É o que nos define na vida”
Pedro Marques Lopes (parte 2): “Não descarto a possibilidade de vir a ter um cargo político. Não sei se alguém vai ter a inconsciência total de me propor tal coisa”
Pedro Marques Lopes (parte 1): “Estou motivado a não deixar crescer o terrível cancro que são os discursos discriminatórios na comunidade. Sinto essa responsabilidade”
Teolinda Gersão (parte 2): “Ainda não aprendemos que não pode ser a força bruta, do dinheiro ou das armas a reger o mundo. Eticamente não avançámos nada”
Teolinda Gersão (parte 1): “Sou uma escritora do inconsciente. Escrevo para resistir e para saber o que não sei. Escrever é uma porta para a esperança”
David Fonseca (parte 2): “A minha imagem pública é taciturna, mas levo a vida com humor e parvoíce. É uma forma eficaz de me manter alerta”
David Fonseca (parte 1): “Nunca me fascinou ser famoso. Vejo nisso a parte pior da música. Gosto é de fazer canções novas e de tocar ao vivo”
Ana Guiomar (parte 2): “Escolho sempre a alegria, mesmo num dia melancólico. Procurei a terapia, que me trouxe segurança e onde aprendo a dizer 'não'”
Ana Guiomar (parte 1): “Somos todos ridículos e ainda bem. Gosto muito do meu lado de revisteira. Mas também tenho mau feitio”
Vera Iaconelli (parte 2): “Não sei disputar. Não me interessa a competição. Destaco-me no que faço, mas quero é pertencer. Evito quem atua na inveja. Então faço uma seleção radical, e até sofrida”
Vera Iaconelli (parte 1): “Interesso-me pelo inconsciente, pela bizarrice, pelo disruptivo, pelos fios soltos e pela falha. É onde aparece a verdade”
Marco Martins (2ª parte): “Gosto da falha, desde que não venha da preguiça. Há grandes obras de arte que nascem de falhas. No cinema diz-se ‘o erro belo’”
Marco Martins (1ª parte): “Vivemos numa sociedade do ego, a ideia de comunidade esvaziou-se. Há uma crise de relações e a arte abre diálogo com o outro”
Margarida Vila-Nova (parte 2): “O nosso maior inimigo é o medo. Tenho medo do medo que me trava e medo de deixar de sonhar. Sou uma sonhadora nata”
Margarida Vila-Nova (parte 1): “Gosto muito de representar. A arte tem a capacidade de criar diálogo e de nos calçar os sapatos do outro. Enquanto houver diálogo há esperança”
Isabel do Carmo (parte 2): “Continuo a dar consultas aos 85 anos porque adoro ouvir histórias de vida, são fontes de sabedoria, e gosto mesmo de ajudar os outros”
Isabel do Carmo (parte 1): “No combate à ditadura tive muito medo. Mas se não resistisse, era como se morresse aos meus olhos. Perderia a dignidade”
Lídia Jorge (parte 2): “Escrevo ficção na busca de uma verdade. Sozinha sei pouco, mas as personagens que crio ficam a saber muito mais do que eu”
Lídia Jorge (parte 1): “Acabámos de atravessar a lama. Estou cheia de esperança. Ao mesmo tempo, há avanços em marcha-atrás para as trevas medievais”
Mateus Solano (parte 2): “Quanto mais famoso me tornei, mais me senti figurante. As pessoas já não olhavam para mim, mas para a personagem que eu fazia na novela”
Mateus Solano (parte 1): “Há uma grande perdição neste tempo da pós-verdade e da inteligência artificial. A inteligência que nos move é a da natureza”
Especial ao vivo Podfest 2026 com Daniel Sampaio e Gabriela Moita: “O erotismo é fundamental em todas as fases de uma relação amorosa e em todas as idades”
MARO (parte 2): “Já me disseram que não devia lançar tanta música, nem seguir este estilo. Mas o meu objetivo não é ficar famosa, mas fazer o que gosto”
MARO (parte 1): “O mundo terá sempre coisas complicadas. Creio que se houver alguma coisa boa que eu possa trazer ao mundo, é através da música”
Marina Mota (parte 2): “O meu camarim é um confessionário, muitos vão lá desabafar e, outras vezes, é um posto médico, melhor que o SNS”
Marina Mota (parte 1): “Quando me estreei disseram que eu era a nova Ivone Silva ou a nova Amália. Perdoem-me, mas sou a primeira Marina Mota”
António de Castro Caeiro (parte 2): “Sou um animal de sala de aula. Adoro tanto dar aulas que já estou com medo de ter de me reformar aos 70”
António de Castro Caeiro (parte 1): “Há em mim um espanto e fascínio relativamente a tudo e um elemento lírico que transforma o horror em belo”
Os mais ouvidos de 2025, com Inês Castel-Branco: “Acho lindas as atrizes com rugas. Não tenho nada contra o botox, mas não me convençam que tenho que o usar”
Os mais ouvidos de 2025, com João Costa: “O diagnóstico da depressão crónica com que tenho vivido veio tarde, mas começou cedo. Habituei-me a mascará-la”
Os mais ouvidos de 2025, com Rita Blanco: “O grande erro da sociedade é querer tudo mastigado, e não pensar ou ser posta em causa. É o elogio da mediocridade”
Os mais ouvidos de 2025, com João Manzarra: “Já vivi grandes perdas e alegrias. Falta-me um filho, mas tenho tempo. Faz parte dos planos, não do calendário”
Catarina Oliveira (parte 2): “Tenho uma grande inquietação ligada à maternidade. Não quero que o meu filho seja um adolescente parvo com as raparigas”
Catarina Oliveira (parte 1): “Desde que estou numa cadeira de rodas dedico-me a falar do elefante na sala, que é a deficiência, com humor”
Gisela João (parte 2): “Tenho muito medo da solidão. É uma palavra que me corta a meio com uma faca muito afiada”
Gisela João (parte 1): “Vivo entre uma luz intensa, que encadeia, e uma sombra que é muito escura. O que é cansativo e louco”
Letrux (parte 2): “Eu poderia ter entrado em buracos de ego e vaidade. Mas sou autocrítica. O humor salvou-me do ridículo”
Letrux (parte 1): “O sexo, drogas e rock and roll veio muito tarde na minha vida, e já sem a compulsão e a loucura da adolescência”
Especial ao vivo no Tribeca com Carolina Amaral, Filipe Vargas e Soraia Chaves: “Continuo a acreditar na Humanidade através do amor e da arte”
Paulo Pires do Vale (parte 2): “O desejo é uma força de vida. De querer fazer, experimentar. Dêem forma aos vossos desejos”
Paulo Pires do Vale (parte 1): “O problema da saúde da democracia é deixarmos de confiar na participação de todos na vida comum”
Pedro Ribeiro (parte 2): “Se pudesse refazia muita coisa do passado. Não voltaria a fazer coisas que me fizeram mal a mim e aos outros”
Pedro Ribeiro (parte 1): “Estamos todos, de todos os lados, a precisar de alguém que nos devolva a convicção da necessidade do encontro, da escuta”
Giovana Madalosso (parte 2): “A psicanálise fortaleceu-me para acreditar na minha escrita, para sair de uma relação de violência doméstica e atravessar a maternidade”
Giovana Madalosso (parte 1): “Escrevo a partir do que me persegue, me amedronta, me assombra, mas também do que me fascina. Geralmente tudo ao mesmo tempo”
Laborinho Lúcio (1941-2025): “A vida é um contínuo fantástico, desde que se nasce até que se morre. Só temos de estar disponíveis”
Inês Meneses (parte 2): “Gostava que o mundo se organizasse para ser um lugar com menos ódio, preconceito e segregação. Vivo para ver esse mundo acontecer”
Inês Meneses (parte 1): “Sou bastante intensa, reajo mal a injustiças, mas já não sou tão epidérmica. Tenho o lado de drama queen e o da galhofeira, gosto da risota fácil”
Kiko is Hot (parte 2): “Nunca tive escolha de só fazer rir sem levantar punho sobre questões fraturantes porque nunca encaixei num molde”
Kiko is Hot (parte 1): “Enche-me de orgulho haver tanta gente a dizer que me adora e se ri comigo. Não era suposto alguém como eu ter vingado e chegar ao ‘mainstream’”
Especial Prémio Camões 2025. Ana Paula Tavares: “A vida tem sido boa para mim, sou lida por muito mais gente do que mereço”
Joana Craveiro (parte 2): “Vivemos tempos sombrios em que sermos humanistas e empáticos é visto como radical”
Joana Craveiro (parte 1): “Somos um país com má memória das chagas do passado. Falta uma cura coletiva. E há quem lucre com esse esquecimento”
Joana Manuel (parte 2): “Os fascismos estão na berra e é fácil encontrarem-se bodes expiatórios. É o outro, a bruxa, o cigano. Até que o próximo serás tu”
Joana Manuel (parte 1): “Estou certa que o silêncio não nos vai proteger. Escolho falar. Acredito que as fronteiras dos países e dos corpos não fazem sentido”
Especial ao vivo Podfest com Isabela Figueiredo: “Gosto de escrever sobre sexo de forma poética, não deixando de ser brutal, com crueza. Escrever essas cenas é uma forma de fazer amor”
Ricardo Pais (parte 2): “Aos 80 anos vou-me despindo das pretensões inúteis e dessas sobras. Estou a trabalhar a minha cabeça como nunca fiz”
Ricardo Pais (parte 1): “O ego atrapalhou-me no caminho. Aprendi com as mortes que a vida é precária. Não vale a pena insuflar o que naturalmente se enche”
Romeu Costa (parte 2): “Aconselharia à minha próxima reencarnação não se preocupar com a opinião dos outros, a combater o medo e a viver a vida com prazer”
Romeu Costa (parte 1): “O medo é muito poderoso. Todos nós o temos. Se apelar aos teus medos, vou ter ascendência sobre ti. Esse poder existe e pode ser terrível”
Manuel Pureza (parte 2): “É-me importante destruir as coisas, os cânones, para ver como são por dentro, para questionar e propor uma boa piada”
Manuel Pureza (parte 1): “O humor é um bom truque para a passagem do tempo não ser tão penosa. É mais positivo procurar uma boa piada do que cismar sobre um problema”