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A Beleza das Pequenas Coisas — 446 episodes
Eduardo Madeira (parte 2): “Já trabalhei com pessoas absolutamente execráveis, mas como artistas são brilhantes. Prefiro trabalhar com pessoas boas”
Eduardo Madeira (parte 1): “No humor gosto mais de apontar a mira aos poderosos, aos sobranceiros, aos arrogantes, aos chicos-espertos, aos donos disto tudo”
Grada Kilomba (parte 2): “Interessa-me o chão comum. Na arte quero criar um senso de humanidade, revelando e desmantelando a violência”
Grada Kilomba (parte 1): “É fundamental ser radical. Pode ser extremamente libertador e belo. A criação é um ato de absoluta radicalidade”
António Garcia Pereira (parte 2): “Atuei sempre de acordo com a minha consciência. Quando faço a barba e olho-me ao espelho, não tenho vergonha do que vejo”
António Garcia Pereira (parte 1): “Sou um otimista estratégico. Mas vêm aí tempos de luta muito dura pela defesa do pouco que resta da liberdade e democracia no país”
Carla Maciel (parte 2): “O tempo escapa-me das mãos e ainda sonho muito. Quero fazer um filme de terror e uma tragédia grega. Sou chata e insisto. Vou conseguir, nem que seja aos 70”
Carla Maciel (parte 1): “Acredito que tudo é definido pelo amor que colocamos nas coisas. O amor cura tudo. É o que nos define na vida”
Pedro Marques Lopes (parte 2): “Não descarto a possibilidade de vir a ter um cargo político. Não sei se alguém vai ter a inconsciência total de me propor tal coisa”
Pedro Marques Lopes (parte 1): “Estou motivado a não deixar crescer o terrível cancro que são os discursos discriminatórios na comunidade. Sinto essa responsabilidade”
Teolinda Gersão (parte 2): “Ainda não aprendemos que não pode ser a força bruta, do dinheiro ou das armas a reger o mundo. Eticamente não avançámos nada”
Teolinda Gersão (parte 1): “Sou uma escritora do inconsciente. Escrevo para resistir e para saber o que não sei. Escrever é uma porta para a esperança”
David Fonseca (parte 2): “A minha imagem pública é taciturna, mas levo a vida com humor e parvoíce. É uma forma eficaz de me manter alerta”
David Fonseca (parte 1): “Nunca me fascinou ser famoso. Vejo nisso a parte pior da música. Gosto é de fazer canções novas e de tocar ao vivo”
Ana Guiomar (parte 2): “Escolho sempre a alegria, mesmo num dia melancólico. Procurei a terapia, que me trouxe segurança e onde aprendo a dizer 'não'”
Ana Guiomar (parte 1): “Somos todos ridículos e ainda bem. Gosto muito do meu lado de revisteira. Mas também tenho mau feitio”
Vera Iaconelli (parte 2): “Não sei disputar. Não me interessa a competição. Destaco-me no que faço, mas quero é pertencer. Evito quem atua na inveja. Então faço uma seleção radical, e até sofrida”
Vera Iaconelli (parte 1): “Interesso-me pelo inconsciente, pela bizarrice, pelo disruptivo, pelos fios soltos e pela falha. É onde aparece a verdade”
Marco Martins (2ª parte): “Gosto da falha, desde que não venha da preguiça. Há grandes obras de arte que nascem de falhas. No cinema diz-se ‘o erro belo’”
Marco Martins (1ª parte): “Vivemos numa sociedade do ego, a ideia de comunidade esvaziou-se. Há uma crise de relações e a arte abre diálogo com o outro”
Margarida Vila-Nova (parte 2): “O nosso maior inimigo é o medo. Tenho medo do medo que me trava e medo de deixar de sonhar. Sou uma sonhadora nata”
Margarida Vila-Nova (parte 1): “Gosto muito de representar. A arte tem a capacidade de criar diálogo e de nos calçar os sapatos do outro. Enquanto houver diálogo há esperança”
Isabel do Carmo (parte 2): “Continuo a dar consultas aos 85 anos porque adoro ouvir histórias de vida, são fontes de sabedoria, e gosto mesmo de ajudar os outros”
Isabel do Carmo (parte 1): “No combate à ditadura tive muito medo. Mas se não resistisse, era como se morresse aos meus olhos. Perderia a dignidade”
Lídia Jorge (parte 2): “Escrevo ficção na busca de uma verdade. Sozinha sei pouco, mas as personagens que crio ficam a saber muito mais do que eu”
Lídia Jorge (parte 1): “Acabámos de atravessar a lama. Estou cheia de esperança. Ao mesmo tempo, há avanços em marcha-atrás para as trevas medievais”
Mateus Solano (parte 2): “Quanto mais famoso me tornei, mais me senti figurante. As pessoas já não olhavam para mim, mas para a personagem que eu fazia na novela”
Mateus Solano (parte 1): “Há uma grande perdição neste tempo da pós-verdade e da inteligência artificial. A inteligência que nos move é a da natureza”
Especial ao vivo Podfest 2026 com Daniel Sampaio e Gabriela Moita: “O erotismo é fundamental em todas as fases de uma relação amorosa e em todas as idades”
MARO (parte 2): “Já me disseram que não devia lançar tanta música, nem seguir este estilo. Mas o meu objetivo não é ficar famosa, mas fazer o que gosto”
MARO (parte 1): “O mundo terá sempre coisas complicadas. Creio que se houver alguma coisa boa que eu possa trazer ao mundo, é através da música”
Marina Mota (parte 2): “O meu camarim é um confessionário, muitos vão lá desabafar e, outras vezes, é um posto médico, melhor que o SNS”
Marina Mota (parte 1): “Quando me estreei disseram que eu era a nova Ivone Silva ou a nova Amália. Perdoem-me, mas sou a primeira Marina Mota”
António de Castro Caeiro (parte 2): “Sou um animal de sala de aula. Adoro tanto dar aulas que já estou com medo de ter de me reformar aos 70”
António de Castro Caeiro (parte 1): “Há em mim um espanto e fascínio relativamente a tudo e um elemento lírico que transforma o horror em belo”
Os mais ouvidos de 2025, com Inês Castel-Branco: “Acho lindas as atrizes com rugas. Não tenho nada contra o botox, mas não me convençam que tenho que o usar”
Os mais ouvidos de 2025, com João Costa: “O diagnóstico da depressão crónica com que tenho vivido veio tarde, mas começou cedo. Habituei-me a mascará-la”
Os mais ouvidos de 2025, com Rita Blanco: “O grande erro da sociedade é querer tudo mastigado, e não pensar ou ser posta em causa. É o elogio da mediocridade”
Os mais ouvidos de 2025, com João Manzarra: “Já vivi grandes perdas e alegrias. Falta-me um filho, mas tenho tempo. Faz parte dos planos, não do calendário”
Catarina Oliveira (parte 2): “Tenho uma grande inquietação ligada à maternidade. Não quero que o meu filho seja um adolescente parvo com as raparigas”
Catarina Oliveira (parte 1): “Desde que estou numa cadeira de rodas dedico-me a falar do elefante na sala, que é a deficiência, com humor”
Gisela João (parte 2): “Tenho muito medo da solidão. É uma palavra que me corta a meio com uma faca muito afiada”
Gisela João (parte 1): “Vivo entre uma luz intensa, que encadeia, e uma sombra que é muito escura. O que é cansativo e louco”
Letrux (parte 2): “Eu poderia ter entrado em buracos de ego e vaidade. Mas sou autocrítica. O humor salvou-me do ridículo”
Letrux (parte 1): “O sexo, drogas e rock and roll veio muito tarde na minha vida, e já sem a compulsão e a loucura da adolescência”
Especial ao vivo no Tribeca com Carolina Amaral, Filipe Vargas e Soraia Chaves: “Continuo a acreditar na Humanidade através do amor e da arte”
Paulo Pires do Vale (parte 2): “O desejo é uma força de vida. De querer fazer, experimentar. Dêem forma aos vossos desejos”
Paulo Pires do Vale (parte 1): “O problema da saúde da democracia é deixarmos de confiar na participação de todos na vida comum”
Pedro Ribeiro (parte 2): “Se pudesse refazia muita coisa do passado. Não voltaria a fazer coisas que me fizeram mal a mim e aos outros”
Pedro Ribeiro (parte 1): “Estamos todos, de todos os lados, a precisar de alguém que nos devolva a convicção da necessidade do encontro, da escuta”
Giovana Madalosso (parte 2): “A psicanálise fortaleceu-me para acreditar na minha escrita, para sair de uma relação de violência doméstica e atravessar a maternidade”
Giovana Madalosso (parte 1): “Escrevo a partir do que me persegue, me amedronta, me assombra, mas também do que me fascina. Geralmente tudo ao mesmo tempo”
Laborinho Lúcio (1941-2025): “A vida é um contínuo fantástico, desde que se nasce até que se morre. Só temos de estar disponíveis”
Inês Meneses (parte 2): “Gostava que o mundo se organizasse para ser um lugar com menos ódio, preconceito e segregação. Vivo para ver esse mundo acontecer”
Inês Meneses (parte 1): “Sou bastante intensa, reajo mal a injustiças, mas já não sou tão epidérmica. Tenho o lado de drama queen e o da galhofeira, gosto da risota fácil”
Kiko is Hot (parte 2): “Nunca tive escolha de só fazer rir sem levantar punho sobre questões fraturantes porque nunca encaixei num molde”
Kiko is Hot (parte 1): “Enche-me de orgulho haver tanta gente a dizer que me adora e se ri comigo. Não era suposto alguém como eu ter vingado e chegar ao ‘mainstream’”
Especial Prémio Camões 2025. Ana Paula Tavares: “A vida tem sido boa para mim, sou lida por muito mais gente do que mereço”
Joana Craveiro (parte 2): “Vivemos tempos sombrios em que sermos humanistas e empáticos é visto como radical”
Joana Craveiro (parte 1): “Somos um país com má memória das chagas do passado. Falta uma cura coletiva. E há quem lucre com esse esquecimento”
Joana Manuel (parte 2): “Os fascismos estão na berra e é fácil encontrarem-se bodes expiatórios. É o outro, a bruxa, o cigano. Até que o próximo serás tu”
Joana Manuel (parte 1): “Estou certa que o silêncio não nos vai proteger. Escolho falar. Acredito que as fronteiras dos países e dos corpos não fazem sentido”
Especial ao vivo Podfest com Isabela Figueiredo: “Gosto de escrever sobre sexo de forma poética, não deixando de ser brutal, com crueza. Escrever essas cenas é uma forma de fazer amor”
Ricardo Pais (parte 2): “Aos 80 anos vou-me despindo das pretensões inúteis e dessas sobras. Estou a trabalhar a minha cabeça como nunca fiz”
Ricardo Pais (parte 1): “O ego atrapalhou-me no caminho. Aprendi com as mortes que a vida é precária. Não vale a pena insuflar o que naturalmente se enche”
Romeu Costa (parte 2): “Aconselharia à minha próxima reencarnação não se preocupar com a opinião dos outros, a combater o medo e a viver a vida com prazer”
Romeu Costa (parte 1): “O medo é muito poderoso. Todos nós o temos. Se apelar aos teus medos, vou ter ascendência sobre ti. Esse poder existe e pode ser terrível”
Manuel Pureza (parte 2): “É-me importante destruir as coisas, os cânones, para ver como são por dentro, para questionar e propor uma boa piada”
Manuel Pureza (parte 1): “O humor é um bom truque para a passagem do tempo não ser tão penosa. É mais positivo procurar uma boa piada do que cismar sobre um problema”
Madalena Sá Fernandes (parte 2): “O autor usa uma lupa sobre o mundo. Gosto de escrever sobre o minúsculo. Como Manoel de Barros, prefiro insetos a aviões”
Madalena Sá Fernandes (parte 1): “Os maiores vilões são pessoas sedutoras e carismáticas de que toda a gente gosta. Muitas vezes somos atraídos para eles”
Rita Cabaço (parte 2): “Gostava muito que a minha filha passasse pelo aborrecimento, que pode ser muito criativo. Mas atualmente isso é difícil, as crianças são hiperestimuladas com os ecrãs”
Rita Cabaço (parte 1): “A tragédia vista com distância é profundamente cómica. Gosto de pensar no absurdo da vida. Somos todos profundamente absurdos”
Zeferino Coelho (parte 2): “As fórmulas são úteis. Mas provavelmente não dão boa literatura. Escolho estar do lado dos livros”
Zeferino Coelho (parte 1): “Está a preparar-se tudo para uma nova Guerra Mundial. Temos que nos manter lúcidos. Sinto que a estupidez subiu ao poder”
Sara Carinhas (parte 2): “A receita para resistir é continuarmos a ver a beleza nas coisas, sem perdermos a curiosidade sobre os outros”
Sara Carinhas (parte 1): “Falta-nos a todos escutar mais e saber fazer perguntas. É assim que descobrimos coisas. E falta-nos relação com o corpo”
Helena Roseta (parte 2): “Dispensamos militares na Presidência. Interessava-me mais ver uma mulher nesse lugar, mas a luta é desigual”
Helena Roseta (parte 1): “Nas situações de decisão em que todos têm um bocado de razão, na dúvida estou do lado dos mais vulneráveis”
Especial Gabriela Moita (parte 1): “O ideal era destruir-se as normas sexuais que são estereotipadas. A norma é mesmo a diversidade."
Especial Gabriela Moita (parte 2): “A forma como cada pessoa tem prazer é como uma impressão digital e, nesse sentido, somos todos diversos”
Especial Joana Seixas (parte 1): “O fantasma da extrema direita incomoda-me, mas aguça-me o espírito crítico e não me adormece nem me deixa amedrontada”
Especial Joana Seixas (parte 2): “Na luta climática as jovens são detidas, obrigadas a despirem-se. Com agricultores ou bombeiros a polícia não o faz”
Especial Olga Roriz (parte 1): “Entreguei giz a um grupo de reclusos, pus uma música e propus-lhes que desenhassem no chão a sua cela. Saiu uma obra de arte. Incrível.”
Especial Olga Roriz (parte 2): “A dança para mim tem mais de profano. E nela habita um grande erotismo, muita paixão e um olhar obscuro”
Cleo Diára (parte 2): “Amava ser uma vilã na série ‘Black Panther’, da Marvel, que no final ficava boa, para os meus sobrinhos gostarem de mim”
Cleo Diára (parte 1): “Sou 100% cabo-verdiana, ‘but also tuga’. Sou cachupa ‘plus’ cozido à portuguesa. Sou imigrante, ‘but also’ alfacinha. Vivo num entrelugar”
Filipe Vargas (parte 2): “O desafio da meia idade é não amargar, não cair nessa armadilha. É não deixar de ser positivo apesar das pancadas da vida”
Filipe Vargas (parte 1): “A arte pode ser um sinal de esperança ou um amplificador da gravidade do que aí vem se não pararmos esta onda de ódio”
Mário Cordeiro (parte 2): “Sou movido a paixões. Quando discuto é com a força dos deuses. Defendo as ideias em que acredito com muito entusiasmo”
Mário Cordeiro (parte 1): “Quando se fala destas novas gerações como ‘das mais bem preparadas’, digo que são também das mais mimadas e narcisistas”
Eduardo Gageiro (1935-2025): “Gostaria de ser recordado como um rapaz de Sacavém que procurou sempre denunciar as injustiças sociais e que vai morrer vertical e com honra. Nunca fui mau para ninguém”
Marta Crawford (parte 2): “Muitas mulheres cedem e fingem orgasmos com receio de que a outra pessoa se vá embora. Não vale a pena sexo por obrigação. Comam antes um gelado.”
Marta Crawford (parte 1): “Alguns orgasmos são como espirros ou arrotos. Se queremos orgasmos históricos e com mais prazer é preciso tempo e intimidade”
Sandra Duarte Cardoso (parte 2): “Não andem distraídos. Defendamos a democracia. Se dissermos adeus à liberdade, o que é que fica?”
Sandra Duarte Cardoso (parte 1): “Vejo muita gente infeliz, esgotada. Acredito que a IA pode ajudar a ganharmos mais tempo. Em todas as profissões, até na medicina”
André Tecedeiro (parte 2): “O tempo é cada vez mais valioso para mim. Tenho cinco romances alinhavados e preciso dedicar-me à sua criação”
André Tecedeiro (parte 1): “Quando somos corpos em perigo, vemos com apreensão as mudanças perigosas no mundo. Mas antevejo uma boa agitação de águas”
Noiserv (parte 2): “Não sou melancólico com o passado, nem iludido com o futuro. Embora ambos me afetem, sou bastante do presente”
Noiserv (parte 1): “A minha missão enquanto músico é a de fazer parar o tempo e provocar momentos de contemplação e de beleza nos outros”
Nuno Cardoso (parte 2): “O teatro é como a heroína, deixa-nos agarrados para a vida. Mas é uma droga benéfica, não nos anestesia, questiona-nos”
Nuno Cardoso (parte 1): “Os homens hediondos têm uma profunda insegurança, solidão, raiva e ódio. E têm uma capacidade imensa de se iludir ao espelho de que têm razão e que são boas pessoas”
António Costa Silva (parte 2): “O pirilampo usa a escuridão para se iluminar. E em toda a escuridão que existe, nós podemos ser sempre pirilampos”
António Costa Silva (parte 1): “Entrámos na idade da desrazão. Já não são os factos, a inteligência e o pensamento que comandam a análise da realidade”
Inês Castel-Branco (parte 2): “Porque é que temos de ter todas mamas iguais e perseguir a juventude? Gosto das minhas rugas”
Inês Castel-Branco (parte 1): “Temos um leque tão grande de atores que não me parece corajoso um realizador limitar-se sempre aos mesmos”
Ferro Rodrigues (parte 2): “A direita utiliza a palavra ‘wokismo’ para atacar os desfavorecidos e as minorias étnicas e sexuais. É o que Trump está a fazer nos EUA”
Ferro Rodrigues (parte 1): “Falta ideologia na política. As ideias estão a ser trocadas por soundbites e os programas partidários por figuras de plástico”
João Manzarra (parte 2): “O que me fascina em viver ou viajar sozinho é a liberdade total, sem julgamentos. Gosto de ter uma vida não observada, a não ser pelos meus cães”
João Manzarra (parte 1): “Chegado à montanha do sucesso ganhei medo da morte, desiludi-me, questionei-me, afastei-me. Agora valorizo isto de trazer alegria às pessoas na TV”
Lila Tiago (parte 2): “Como afirma a minha amiga Tita Maravilha, acredito na beleza como vingança. Reconhecermos a nossa própria beleza e do mundo à volta”
Lila Tiago (parte 1): “Várias criadoras trans esticam o conceito de monstruosidade até caberem nele de forma confortável, com sedução. Tento essa potência em palco”
Rita Blanco (parte 2): “Vão-nos acontecer sempre coisas más. A nós e a tanta gente. A alegria é o que nos resta para lutarmos contra os males do mundo”
Rita Blanco (parte 1): “Ser mulher é ter que lutar todos os dias por um lugar. Comigo foi sempre assim. O humor e a dureza têm sido a minha arma”
Shahd Wadi (parte 2): “A vida tratou-me bem, apesar da trouxa que levo às costas, com cicatriz. Sonho regressar a uma Palestina livre e desfazer essa trouxa”
Shahd Wadi (parte 1): “O povo palestiniano ensina o mundo a bater asas. O genocídio na Palestina diz respeito à liberdade da Humanidade inteira”
Sandro Resende (parte 2): “Vêm aí tempos piores. A arte será fundamental para mostrar de forma incisiva aos políticos as vontades do povo”
Sandro Resende (parte 1): “Aprendi com as pessoas do Júlio de Matos a não ter medo do ridículo e a ser autêntico. O que é muito difícil nesta sociedade”
Tiago Pereira (parte 2): “Uma senhora teve um aneurisma enquanto a gravava a cantar. Gravo o fim das coisas, mas também a esperança e a superação”
Tiago Pereira (parte 1): “Gravo para humanizar tudo. Não gravo só música, gravo pessoas. Gosto de ouvir velhinhas. Sou um átomo dinamizador de velhinhas”
Ana Markl (parte 2): “A síndrome do impostor é uma espécie de vigilante que me impede de cair num dos piores medos que é ser vaidosa, ridícula, cagona”
Ana Markl (parte 1): “Temo que o meu filho não cresça em liberdade e não seja feminista. Ser-se misógino tornou-se apelativo. Isso assusta-me”
João Costa (parte 2): “Gosto de me relacionar com as pessoas pelo humor e de me rir das minhas pancadas para descomprimir. Levamo-nos demasiado a sério”
João Costa (parte 1): “Deixemos as crianças em paz para serem o que são. E não deixemos em paz todos os que promovem o ódio e o bullying”
Samuel Úria (parte 2): “A vida dá-me na cabeça e a religião ensina-me a responsabilidade de fazer com que a vida dos outros seja melhor”
Samuel Úria (parte 1): “Andamos para trás e de forma atroz. A música pode ajudar-nos. Ela congrega, amacia corações, enquanto escancara ouvidos”
Maria Teresa Horta (1937-2025): “Sou uma pessoa extremamente triste, mas não sou frágil. Sempre lutei pela liberdade, desde os 15 anos”
Sofia Aparício (parte 2): “Estive dez anos à bulha com uma depressão. Foi doloroso, eu disfarçava a doença, ninguém sabia. Não se fica a mesma pessoa depois disso”
Sofia Aparício (parte 1): “Não sou a sedutora dos papéis que me dão para representar. Odeio dar nas vistas. Vivo de fato de treino. Fujo de toda a gente!”
Fernando Rosas (parte 2): “Enquanto a extrema direita cavalga o descontentamento social, a História morde-nos a nuca”
Fernando Rosas (parte 1): “A tecnologia está ao serviço das forças sinistras de regressão social. Estamos no entardecer das democracias”
Rui Cardoso Martins (parte 2): “Um médico analisou-me o coração e achou que eu tinha tido um ataque cardíaco. Mas era uma cicatriz de um desgosto amoroso”
Rui Cardoso Martins (parte 1): “Os novos monstros dos fascismos souberam puxar o poder louco do dinheiro e dos egocêntricos donos das redes sociais”
Especial ao vivo PodFest com Isabela Figueiredo: “Estou-me nas tintas para o cancelamento! Vou continuar a fazer aquilo que deve ser feito”
Especial Fernanda Torres: “Os meus pais ensaiavam as peças na mesa de jantar na minha casa, aprendi por osmose”
Especial José Carlos Malato (parte 2): “Fui ao fundo do poço e não fiquei lá. Tenho sabido aproveitar os sinais da vida como uma boleia”
Especial José Carlos Malato (parte 1): “Já morri várias vezes nesta vida. Aos 60 anos deixei de beber, de sofrer por amor e já não me apetece morrer”
Especial Maria João Pires (parte 2): “A meta nunca é o fim. A meta é o caminho porque não sabemos chegar a meta nenhuma sem olhar para todos os lados e estarmos atentos ao caminho”
Especial Maria João Pires (parte 1): “Os limites ajudam-nos a crescer. A ideia de que as coisas podem ser feitas de forma perfeita, ideal e sem esforço é forçosamente uma ilusão, uma cultura americana que invadiu o mundo”
Patrícia Portela (parte 2): “Este país ainda é pouco para tudo o que se relaciona com o pensamento. Um país que não pensa é um país adiado”
Patrícia Portela (parte 1): “A única volta que encontro para salvarmos o planeta é fazermos menos, viajarmos menos, consumirmos menos e comermos menos”
Selma Uamusse (parte 2): “Não canto punk rock, mas nos concertos gosto da disrupção de andar por cima das cadeiras de um auditório e dar as mãos ao público, tornando-nos mais humanos”
Selma Uamusse (parte 1): “A minha vulnerabilidade é uma força. Cresci a agradar toda a gente e hoje consigo dizer ‘não’ ou assumir que 'não estou bem'”
Joana Seixas (parte 2): “Na luta climática as jovens são detidas, obrigadas a despirem-se. Com agricultores ou bombeiros a polícia nem se aproxima”
Joana Seixas (parte 1): “Vivemos a época da clarificação. Os machismos e racismos já existiam, mas envergonhados. Agora estão a soltar-se”
Alexandre Vidal Porto (parte 2): “Não esqueço quando o meu marido depositou dinheiro de forma anónima na conta de alguém na penúria, que não gostava dele.”
Alexandre Vidal Porto (parte 1): “O preço da liberdade é a eterna vigilância. Temo que um radical de direita mais inteligente que Bolsonaro consiga seduzir o Brasil”
Paulo Pascoal (parte 2): “Sei muito bem lidar com pessoas racistas, o que me preocupa é o sistema ainda me excluir”
Paulo Pascoal (parte 1): “Chamei ao meu livro ‘O Quarto Preto’. O título é uma sátira, um 4º lugar de opressão, ser o primeiro dos últimos”
Isabel Lucas (parte 2): “A generosidade das pessoas adviria se todos percebêssemos o que está a acontecer com o clima no planeta”
Isabel Lucas (parte 1): “Andamos sem tempo para refletir, para ler e olhar para o outro, o tempo é uma voragem e andamos todos nela”
Paula Cardoso (parte 2): “Não se combate fogo com fogo. O amor é a resposta para o que estamos a lidar no nosso quotidiano.”
Paula Cardoso (parte 1): “A verdade perdeu peso. Perante factos a desmentir narrativas populistas, misóginas, racistas, diz-se: ‘ah, mas isso não me importa!'”
Benedita Pereira (parte 2): “A mãe das desigualdades é a de género. Ser feminista é ser antirracista e anti-homofóbica. A opressão é a mesma”
Benedita Pereira (parte 1): “Não tolero a intolerância. Mas, antes disso, há espaço para conversar e não polarizar. E as artes ajudam muito a pensar”
Brito Guterres (parte 2): “É preciso criar condições políticas para exercer o amor em todos os bairros. Não basta dizer ‘foste violento, onde está o amor?’”
Brito Guterres (parte 1): “Os moradores do Zambujal só recebem assédio, violência policial e sentem que não terão justiça social. É importante escutar estas pessoas”
Marco Paulo (1945-2024): “Daqui para a frente será sempre um sorriso. Tudo tem um princípio e um fim. Como a flor que plantei no jardim”
Mitó Mendes (parte 2): “Há muitas varejeiras na política e nas instituições. Alimentam-se da desgraça alheia e dos destroços das vidas dos outros”
Mitó Mendes (parte 1): “Voltei à música porque a cantiga é realmente uma arma. O momento social e político que vivemos exige que façamos alguma coisa”
Luísa Costa Gomes (parte 2): “Mais do que ofegante, as pessoas no jornalismo têm uma resistência física e psicológica sobre-humana, com tantas pressões”
Luísa Costa Gomes (parte 1): “O que vemos em massa são livros de autoajuda, proselitismo e didatismo. Um livro não é uma couve lombarda!”
Especial Maria Filomena Mónica: “Não me arrependo de nada, nem dos disparates que fiz — e foram bastantes. Mas já não me lembro”
Especial Dina: “Nunca deixei que me amarrassem os pés e os punhos. Fui sempre uma mulher muito livre”
Especial Fernanda Lapa: “Amo demais o teatro, por isso sofro horrores. É uma paixão a que chamo teimosia e que vai morrer comigo”
Especial Eduardo Gageiro: “Nas fotografias que fiz da Maria a despedir-se de Salazar, chocou-me ver a cara dele, parecia um abutre”
Marco Mendonça (parte 2): “Quero correr o mundo a trabalhar e participar em projetos com a dimensão e o impacto do ‘Black Panther’ da Marvel”
Marco Mendonça (parte 1): “Encaro o humor como lugar de resistência. Há desgraças que me tocam e só rindo mesmo”
Olga Roriz (parte 2): “A dança para mim tem mais de profano, do que de sagrado. E nela habita um grande erotismo, muita paixão, um olhar obscuro e vontade de desejar”
Olga Roriz (parte 1): “Os corpos estão miseráveis, a definhar, a parar. Já nem sequer sabemos dançar. Por isso digo que os bailarinos salvaram-se”
Marco Martins (parte 2): “Há beleza na forma de sobreviver em lugares escuros. Numa imensa escuridão a Humanidade ganha novos contornos e revela-se mais.”
Marco Martins (parte 1): “Interessa-me a arte que questiona, que dá voz ao outro, pois há cada vez menos espaço para a reflexão na vida comum.”
Catarina Furtado (parte 2): “Estou numa fase extremamente bonita. E picante. Esta liberdade é uma verdadeira companhia”
Catarina Furtado (parte 1): “Tenho autoridade para dizer que a Humanidade ainda presta. O lado bom pode adormecer o monstro que nós temos”
Gaspar Varela (parte 2): “Irritam-me os fascistas, machistas, homofóbicos e transfóbicos. Aí, a cantiga é também uma arma”
Gaspar Varela (parte 1): “Com a tour da Madonna percebi que a guitarra portuguesa encaixa noutros estilos. E que fazer música é também política”
Maria João Pires (parte 2): “A minha vida sem o piano teria sido bem melhor. Fui muito condicionada pelo piano. Mas, como estou viva, ainda posso mudar”
Maria João Pires (parte 1): “A competição é um erro, uma mentira. Tenho horror e isso é brutal na música. Competição não rima com arte”
Especial Mísia (1955-2024): "A vida fez-me tudo o que lhe competia, foi boa e horrível, foi tudo. E foi plena"
Tozé Brito (parte 2): “Quem fazia maior guerra às Doce eram as mulheres, porque não gostavam que os seus homens as fossem ver”
Tozé Brito (parte 1): “Se eu tive uma vida de rock’n’roll? Fiz as asneiras todas. O catálogo completo. Mas nunca me levei demasiado a sério”
André Barata (parte 2): “A luta pelo ócio é aprendermos a perder-nos”
André Barata (parte 1): “Defendo o direito a um rendimento para todas as pessoas independentemente do trabalho"
Ana Lua Caiano (parte 2): “Gosto muito dos momentos de silêncio para criar, mas também gosto muito do barulho da cidade para as minhas canções”
Ana Lua Caiano (parte 1): “Não sou uma pessoa amargurada, mas as minhas canções refletem um lado mais negro ou perverso do mundo”
Dulce Maria Cardoso (parte 2): “Ter-me tornado cuidadora da minha mãe é a experiência mais radical de tudo o que vivi. É devastador”
Dulce Maria Cardoso (parte 1): “A arte é profundamente inútil no presente, mas é muito útil na construção de futuros”
Augusto Santos Silva (parte 2): “A diversidade sempre foi o que nos fez. A pureza portuguesa não existe. A pureza era aquela coisa dos nazis.”
Augusto Santos Silva (parte 1): “A democracia precisa de mais perguntas que acabam com sinal de interrogação e de menos exclamações”
Cláudia Jardim (parte 2): “Tenho pavor da extrema-direita. É um monstro massificador de ignorância, ódio e repressão”
Cláudia Jardim (parte 1): “O mundo está complexo. Mas, de vez em quando, há uma florzinha que surge do meio do estrume e isso é incrível”
Gabriela Moita (parte 2): “Há uma explosão histórica que falta acontecer, os homens aceitarem que não têm que corresponder à exigência de masculinidade”
Gabriela Moita (parte 1): “O erotismo é o prazer e o prazer está no corpo todo, da ponta do cabelo à ponta do pé. O maior órgão sexual é a pele”
Judite Canha Fernandes (parte 2): “O capitalismo está a transformar-nos em produtos de venda. Não sou e nunca serei um produto ou estrela pop”
Judite Canha Fernandes (parte 1): “Para vivermos da escrita é preciso atravessar uma cortina de pavor para a entrega ser comparável ao amor”
José Carlos Malato (parte 2): “Toda a gente quer ter o seu próprio ‘talk show’ menos eu. Fui infeliz a apresentar o 'Sexta à Noite'. Foi traumático!”
José Carlos Malato (parte 1): “Tem sido uma vida inteira a navegar águas verdes sem fundo e a adiar o espelho. Deixei de beber, de sofrer por amor e já não me apetece morrer”
Ana Gomes (parte 2): “Não é possível fingir que não se passam horrorosos crimes de guerra em Gaza contra o povo da Palestina. É preciso coragem política para reconhecer o Estado da Palestina"
Ana Gomes (parte 1): “Aguiar-Branco tem de exercer a autoridade perante as alarvidades que os grunhos do Chega dizem. Se isso se permite na Assembleia, permite-se no café ou autocarro”
Pedro Penim (parte 2): “Mudei-me para Istambul quando o meu marido era lá correspondente da BBC. O amor precisa de investimento”
Pedro Penim (parte 1): “O que me move no teatro são os aplausos e o terreno de experimentação sobre o agora, fértil e perigoso, em forma de arte”
Joana Guerra Tadeu (parte 2): “A violência contra imigrantes no Porto vem da fragilidade do homem branco com medo de não ser o rei do mundo”
Joana Guerra Tadeu (parte 1): “É preciso fechar estradas, atirar tinta ao poder e às empresas que atacam o clima e a Humanidade que quer ter um futuro”
Miguel Vale de Almeida (parte 2): “Fui o deputado 'testa de ferro' para o casamento igualitário. Só voltaria à política se houvesse um novo movimento que precisasse de mim numa situação de emergência”
Miguel Vale de Almeida (parte 1): “A reparação histórica que importa é a dos efeitos do colonialismo, é a desigualdade de oportunidades por causa do racismo”
Tiago Rodrigues (parte 2): “Faço teatro a aproveitar a imperfeição e a rugosidade da tentativa como força vital. Não quero saber de rodapés, quero é janelas abertas”
Tiago Rodrigues (parte 1): “Para escrever o discurso mais perfeito de um fascista passei horas a estudar como eles mentem e manipulam. E passei horas a tomar duche para me libertar”
Ana Paula Tavares (parte 1): “É preciso virarmos a mesa. Não havia nenhum romantismo nesse passado que provocou grande sofrimento sobre as mulheres”
Ana Paula Tavares (parte 2): “A velhice tem-me ensinado a virtude da lentidão. Ajuda a sermos mais perfeitos e a termos mais atenção pelas coisas”
Raquel Freire (parte 1): “Há uma parte da população que gostaria de voltar à ditadura fascista. Nem pensem. Somos muitas mais a querer liberdade e democracia!”
Raquel Freire (parte 2): “Sou uma radical do amor. É através do amor que vivo, que me exprimo, e é a luz que me guia em todas as minhas acções”
Joana Vasconcelos (parte 1): “O erro tem de ser superior ao sucesso. Há que ter a coragem para errar. Quase todas as minhas peças começaram por grandes erros”
Joana Vasconcelos: (parte 2): “A minha sombra existe e é forte. Quanto maior a luz, mais presente está a sombra. Quero libertar-me das minhas sombras”
Lisa Vicente (parte 1) “Emociono-me sempre a fazer partos. Mas é tão valioso gostar de fazer um parto, como é valioso acompanhar uma mulher que pede uma interrupção da gravidez. Não há coisas mais válidas do que outras”
Lisa Vicente (parte 2) “O desafio destes tempos é estarmos mais confortáveis e conhecedores da diversidade dos corpos, das identidades, vivências e capacidades. Incluamos a diversidade como riqueza da sociedade”
Rui Costa Lopes (parte 1): “Com esta direita radical há uma perda de vergonha de certas ideias de preconceito e discriminação que estavam adormecidas na cabeça das pessoas e começam a ficar normalizadas”
Rui Costa Lopes (parte 2): “Celebremos os 50 anos do 25 de Abril dando valor e lugar à moderação e repensemos as certezas, com escuta, diálogo e empatia”
João Salaviza (parte 1): “Perdermos a capacidade de espanto é uma tragédia individual e social. O cinema pode devolver-nos perguntas e o espanto”
João Salaviza (parte 2): "Os prémios permitem continuar a filmar, mas não dizem nada sobre a sua qualidade. Não teria dado prémios a metade dos filmes que ganharam Palmas de Ouro, Ursos de Ouro e Óscares"
Diana Niepce (parte 1): “Não me coloquem no papel da vítima ou da heroína, como num ‘meme’ inspiracional do Instagram. As pessoas com deficiência não existem para inspirar os corpos normativos com histórias de superação”
Diana Niepce (parte 2): “O estranhamento e a imperfeição são deslumbrantes. Sermos diferentes não é um defeito. Continuemos a lutar por uma democracia que não é uma visão única, com valores que não são opiniões subjetivas”
Alexandra Lucas Coelho (parte 1): “O espelho está voltado para Israel. Como podem os descendentes dos judeus de Auschwitz transformar Gaza num campo de extermínio?”
Alexandra Lucas Coelho (parte 2): “Escrevo contra todo o tipo de fronteiras. Viver é uma luta de libertação. Somos todos florestas densas e vastas e tantas vezes vêem em nós apenas uma árvore”
Episódio especial com Lela, a madame das noites picantes de um dos mais antigos bares de alterne lisboetas: "Esta vida é um romance"
Episódio ao vivo com Márcia e Susana Peralta: “Temos recursos infinitos dentro de nós, há coisas que as máquinas nunca vão conseguir fazer melhor do que os humanos”
Especial Fim de Ano com Lídia Jorge: “Os escritores olham para a realidade de olhos fechados a procurar a alma do mundo. Somos como fósforos, ardemos no escuro. Somos testemunhas do tempo”
Especial Natal com Siza Vieira: "O sentido da vida é navegar no meio dos escolhos e planícies onde nos deslocamos. Está-me sempre a faltar tempo. O trabalho não me salva da melancolia, mas ajuda-me muito"
Tânia Graça (parte 1): “A minha luta pela liberdade das mulheres vem da falta dela. Os meus primeiros anos não foram bons. Mas vejo cor na cinza. É uma ferida que fiz florir”
Tânia Graça (parte 2): "Mulheres vocais, que trabalham muito, de sucesso, podem ter ao seu lado homens igualmente incríveis. Tenho neste momento comigo não só alguém que me aceita, mas que me celebra"
Especial José Tolentino Mendonça, Prémio Pessoa 2023: “A vida tem sido esplêndida para mim. Tem-me dado um património de sede, uma latência de desejo”
Diogo Faro (parte 1): “Dizem que sou polémico. Não defendo orgias obrigatórias. O que defendo é mais habitação, melhor SNS e menos discriminação”
Diogo Faro (parte 2): “Muitos humoristas já fizeram piadas sobre mim. Tornou-se fácil baterem-me por ser humorista e ativista. São todos muito originais com a mesma piada”
Maria José Campos (parte 1): “Continua a haver muitas pessoas com medo de fazer o teste de VIH por causa da discriminação. Esse silêncio mata”
Maria José Campos (parte 2): “Acredito que nas próximas eleições as pessoas vão decidir bem. E não vão dar espaço a uma direita racista, homofóbica e sem qualificação, num ataque à democracia”
Ana Moura (parte 1): “Engavetar uma artista é matá-la. Até porque não somos só uma coisa a vida inteira. Estamos em constante transformação”
Ana Moura (parte 2): “A comunidade 'queer' tem-me ensinado muito sobre autoestima, porque enfrenta desde sempre dificuldades na vida, e olhares pela janela, e conseguem ainda assim manifestar amor. É de enorme grandeza”
Cláudia R. Sampaio (parte 1): “Na poesia vou a sítios muito obscuros. É como estar à beira de um precipício, quase a cair, e ficar nessa vertigem. Viver é uma vertigem”
Cláudia R. Sampaio (parte 2): “Talvez o medo que tenha seja de mim própria. Medo de falhar aos outros, do dia de amanhã e do estado do mundo. Sou muito lúcida”
Beatriz Gosta (parte 1): “Um pseudo-humorista chamou-me puta, porque sou uma mulher livre. Dá dó. Acordem, não é ofensa uma mulher ser dona do corpo e da vontade”
EBeatriz Gosta (parte 2): “No hotel, depois de um show de sucesso, palmas, ‘selfies’, adrenalina, ligas a TV, róis um chocolate e bate aquela solidão. Sentes falta de partilhar”
Nelson Nunes (parte 1): “Escrever pode ser uma finta à morte, sabendo que ela vai ganhar. No amor e no humor há esse adiamento da morte. É bom falarmos e rirmos dela”
Nelson Nunes (parte 2): “Não tomamos bem as rédeas do nosso tempo. Por isso, na mesa onde escrevo, tenho uma folha a dizer 'não'. Para tudo o que não é importante”
Maurício de Sousa (parte 1): “A vida é feita de fado, samba e rock and roll. Se sou uma rock star da BD? Não tenho tanta preocupação em me colocar num pedestal. Sempre estive do meu tamanho”
Maurício de Sousa (parte 2): “O sentido da vida é fazer com que as pessoas ao nosso lado estejam felizes. Tenho pressa, quero ter mais tempo para entender, ouvir, ler, viver, e chegar a mais mundos com ‘A Turma da Mônica’”
Filipe Sambado (parte 1): “Não grito no café ´Sou uma pessoa não binária! Tratem-me pelos pronomes certos!’ Gostamos é que nos tratem bem e que possamos ver a bola juntos”
Filipe Sambado (parte 2): “Gostaria que as minhas músicas fossem ‘hits’, preocupo-me em chegar ao público, mas quando faço uma canção quero é sentir que chega a um ponto de sublime”
Catarina Vasconcelos (parte 1): “Faço filmes porque a minha mãe morreu e porque quero ter muitas vidas dentro desta. Filmar é viver mais e espreitar muito”
Catarina Vasconcelos (parte 2): “Eu leio poesia e sou romântica e a Cláudia lê ciência e acha que o amor romântico é uma seca. O amor e a liberdade podem tudo”
Manuel Beja (parte 1): “No futebol masculino e nas empresas portuguesas não conheço pessoas LGBT fora do armário. A visibilidade é importante e tem valor político”
Manuel Beja (parte 2): “Iniciei a adoção do meu filho no Brasil, onde vivi. O Guilherme veio para casa com um ano e um mês. Tornou-me mais feliz e completo”
Laborinho Lúcio (parte 1): “Gostaria que a Igreja estivesse preparada para desocultar a sexualidade dos padres e acabasse com a castidade”
Laborinho Lúcio (parte 2): “Tenho 81 anos e o meu desejo é demorar o máximo tempo possível a estar velho. A vida é fantástica, cabeçada aqui e ali, e tenho pena que acabe”
Capicua (parte 1): “Os homens nunca são fãs das mulheres. Nos concertos delas é raro estarem homens na primeira fila. Género não deveria ser critério”
Capicua (parte 2): “O feminismo não é um Porto-Benfica, é uma luta pela igualdade, pelos direitos humanos e também é bom para a saúde mental dos homens”
Vem aí uma nova temporada de conversas 🎧 ❤️ 🌈
Miguel Guilherme (parte 1): “Terei tido momentos de ilusão a achar-me o maior. Considerarmo-nos o pináculo de algo é ridículo e a realidade dá-nos chapadas”
Miguel Guilherme (parte 2): "Quero ter prazer e estar em pleno em tudo o que faço. Estou com menos medo de falhar e da morte agora que estou mais velho”
Gisela Casimiro (parte 1): “Acontecem-me pessoas que se transformam em poemas. Mas a poesia surge-me até na piscina quando reparo numa luz que não havia”
Gisela Casimiro (parte 2): “Sempre fui mais alvo de raiva do que a pessoa que pudesse exprimir a sua raiva. Mas o que me move é o sonho”
Isabel Moreira (parte 1): “António Costa desmontou um ‘bluff’ porque o discurso catastrofista do Presidente não cola com os bons resultados do Governo"
Isabel Moreira (parte 2): “Estou sem lugar desde que o meu pai morreu. A dor é tão profunda. Ele legitimava-me com um amor incondicional”
Hugo van der Ding (parte 2): “Nos dias maus é no humor onde vou buscar força. Mas se estou mal, danço, leio, choro e dou espaço à tristeza"
Hugo van der Ding (parte 1): “Se perdermos tempo a desmontar o sexismo, homofobia, racismo, as pessoas chegam lá. É o que quero fazer com a minha voz"
Isabela Figueiredo: “Escrevo sobre assuntos que partem da minha ferida aberta. Eu enfio-me dentro dos meus livros"
Mia Tomé: “Cresci a destoar do que era a norma, por causa do meu corpo, cara e voz. Essas impedições fizeram-me voar de outra forma”
Especial com Alberto Pimenta: “Não me considero em nenhuma lista de bem pensantes e bem falantes. Sou alguém à procura de quem sou”
Francisco Louçã: “Há irritantes em Portugal que acham que as pessoas vivem melhor se tiverem menos, se o salário for pior”
Clara Não: “Sou uma mulher ‘queer’. Não me importa o genital da pessoa, nem o género com que se identifica para me relacionar”
Especial Inclusão: até que ponto a frase “todos diferentes, todos iguais” se sente na lei e no quotidiano das pessoas com deficiência?
Daniel Sampaio: “Este discurso da Igreja velha não é empático. É o mais terrível, o “pedimos perdão” não se sente que é sincero”
Cláudia Varejão: “O cinema é um lugar de libertação. E se a vida fosse assim? Os meus filmes são possibilidades de fazer diferente”
Pilar del Rio: “Não sou dócil, nem servil com o sistema patriarcal”
Nuno Baltazar: “Não precisamos de tanta roupa. Não é só o lixo em que se transformam, é o lixo de onde vêm à custa de mão-de-obra imoral”
Luca Argel: “O passado colonial é uma ferida não tratada, está na origem de desigualdades e boa parte da sociedade está em negação”
Manuel Moreira: “Todas as revoluções são recebidas com resistência. Às vezes, tem de se gritar, invadir, reclamar espaços vedados a grupos”
Rafael Morais: “Quero ser um ator e uma pessoa em vertigem. Quero explorar os limites, correr riscos. Prefiro falhar seguindo o instinto”
Jessica Athayde: “Durante anos quis ser protagonista de novela. Sentia desvalorização. Agora quero ir para fora e representar em inglês”
Ana Aresta: “Nós, pessoas gays, lésbicas, bi, trans, intersexo, não binárias, não somos anedotas, somos poderosas!”
Especial ao vivo 50 anos de Expresso com Dulce Maria Cardoso e Kalaf Epalanga
Especial 50 Anos de Expresso com Aldina Duarte e Valter Hugo Mãe
Especial Ano Novo Cruzeiro Seixas: “É preciso uma grande percentagem de loucura para se viver. Quem não a tem já nasceu morto”
*Especial Natal* Maria Teresa Horta: “Os poemas continuam a assaltar-me em alturas impróprias”
Djaimilia Pereira de Almeida: “É um ato político e de coragem eu, mulher negra, acordar, beber um café, fumar três cigarros e escrever”
Isabél Zuaa: "As pessoas dizem 'ah, fez-lhe a vida negra...' Se lhe fez a vida negra, fez-lhe a vida boa. Porque ser negra é bom!"
Hilda de Paulo: “Não é esperada a intelectualidade das pessoas trans, nem da preta retinta. Vivemos ainda o eco do colonialismo”
Marta Rebelo: "Salazar dizia: 'Fado, Futebol e Fátima' e a mentalidade dos políticos não mudou neste Mundial do Catar"
Susana Peralta: “O país é bafiento ao nível da misoginia, não é inclusivo para minorias. Está ainda dominado pelo 'mainstream' engravatado”
Márcia: “Devia haver mais atividade cultural no interior do país. Ser músico não é só ir para o 'Ídolos', ganhar e ser famoso”
Mísia: “Com a crise as pessoas estão preocupadas em sobreviver e os artistas ficarão a cantar na internet com pijama e a mostrarem os calos”
Lídia Jorge: “Os escritores estão debaixo da mesa a ver que migalhas caem e quem vive delas. É preciso estar com quem vive de migalhas”
Mariana Mortágua: “Os 125€ acontecem uma vez. É quase como se tivéssemos um país de mão estendida à espera de um apoio do Governo"
Eduardo Madeira: “Todas as piadas são válidas, mas é mais corajoso fazer piadas para bispos, presidentes, diretores, dirigidas para cima”
EFrancisca Van Dunem: “Um ministro não ganha para o que faz. É só para pessoas com um grande amor à causa pública ou que estão no desemprego"
Karol Conká: “Defendo-me do machismo e racismo sendo combativa!"
Siza Vieira: “Acha-se que um arquiteto só serve para o capricho de quem tem dinheiro. Acredito na habitação social com qualidade para todos”
João Reis: “Consigo fazer da dor matéria combustível de trabalho. Apesar do palco poder ser um lugar de enorme solidão. Há muita carne viva"
Maria Filomena Mónica: "Nunca me sinto feliz. Tenho sempre um desejo absurdo de sofrer"
Gaya de Medeiros: "Não quero ser reduzida a uma ferida ou a um estigma social. Quero trazer narrativas que promovam a empatia"
Inês Meneses: “Sou atraída pela verdade. E lido muito mal com a mentira. Não se pode dizer tudo, mas temos de ser verdadeiros”
João Grosso: "Formei-me no combate ao medo. Os outros que me queriam negar, exaltaram-me, fizeram-me lutar por aquilo que me pertencia"
Edite Estrela: "É altura de as mulheres desempenharem os altos cargos da nação. As mulheres servem para trabalhar, mas também para decidir"
Natália Luíza: “Gosto de provocar revoluções. É preciso abalar as estruturas. Antes era violenta, agora faço-o com doçura. É mais eficaz!”
Joana Gama: “O talento e o trabalho podem ser uma maldição. Acredito mais no prazer. É importante encontrarmos o que gostamos de fazer"
Cláudia Lucas Chéu: "Gosto de ser uma lanterna que ilumina os sítios mais escuros e desagradáveis"
Joana Espadinha: "O 'streaming' é injusto para quem cria a música. Os músicos recebem muito pouco. É mesmo ridículo“
Manuel Aires Mateus: “Lisboa já não é uma cidade inclusiva e isso é um desastre. Mata a cidade”
Jorge Silva Melo (1948-2022): “Gostava de trabalhar sempre. Espero morrer trabalhando”
Ana Rocha de Sousa: “Ter um filme nos Óscares? É um sonho que vou concretizar”
José Milhazes: “Receio que Putin leve a Rússia para a cova com ele!”
Carlos Coutinho Vilhena: “Estamos todos a um ‘tweet’ de sermos cancelados! O mundo está mais consciente, empático, alerta. O segredo para não se ser cancelado é a honestidade!”
Renata Cambra: “Uma mulher, jovem, com voz na política é uma ameaça aos poderes instalados”
Alice Neto de Sousa: “Sou poeta e falo das minhas inquietações. Fico contente por chamar os olhos do público para estes 'ismos'. A próxima é sobre as prostitutas do metro do Martim Moniz”
António Barreto: “Há a sensação na sociedade de que existe a justiça dos ricos, dos poderosos e depois há o resto”
António Damásio: “Toda a nossa vida vai sair transformada depois da Covid, e ainda estamos no meio da pandemia”
Bando dos Quatro: “Sampaio praticou a receita da inclusão e do diálogo”
Joana Barrios: “Gosto muito de viver e de curtir o caminho com disponibilidade. Fascino-me com plantas que surgem no meio do alcatrão"
Joaquim Letria: “Estamos cada vez mais entregues à bicharada. Mas não culpo os jovens”
Paulo Moura: “Um dos grandes desafios das sociedades é como gastamos o tempo. É um bem absoluto, não desvaloriza, vale mais que dinheiro”
Ivo Canelas: “A minha preocupação com o 'por favor gostem de mim' é menor. Mas ando sempre a controlar o medo, o pânico”
Sara Barros Leitão: “Não é um nome que faz com que a denúncia de assédio seja mais credível. A vítima deve sempre ser ouvida”
José Gameiro: “A preguiça é um direito de cada um de nós, o direito de não fazer nada. As melhores ideias aparecem quando estou a preguiçar”
Afonso Reis Cabral: “À primeira oportunidade haverá uma catarse coletiva. Em pouco tempo voltamos ao normal e não ao novo normal”
Maria Manuel Mota: “Todo este nacionalismo de vacinas é irracional e errado. As partes só ganham quando o mundo estiver a salvo”
Afonso Cruz: "A perversidade é uma parte fundamental da arte. Na minha escrita há isso. A boa arte cria uma rutura que dá lugar a algo novo"
Beatriz Gomes Dias: “Uma criança negra que me veja na Assembleia e na TV como candidata à Câmara de Lisboa vai poder sonhar chegar lá”
Dalila Carmo: "Ser mulher nesta indústria é lixado. Um homem da minha faixa etária não seria dispensado à mesma velocidade"
Fado Bicha: “Se Portugal está no armário? Sim. É o país dos modestos e moderados”
Isabela Figueiredo: “Sempre me vi como imprópria. Anormal. Desadequada.”
Pedro Simas: “Percebo o receio do Governo de falar em desconfinamento porque vai induzir euforia e descontrolar tudo na sociedade”
Maria do Rosário Pedreira: “Vivemos tempos sem empatia, pela falta de leitura e excesso de digitalização, o que nos torna menos humanos”
Rui Tavares: “A democracia é como a saúde mental: para a perderes só precisas de a ter”
“A única coisa de que me arrependo é de não ter estado à altura da pessoa que encontrei na minha vida e que a marcou para sempre”
Valter Hugo Mãe: “Vamos voltar a uma aparente normalidade, mas ainda mais degenerada e predadora”
Diogo Infante: “Foi o meu filho que me inspirou a partilhar publicamente o meu casamento e a sua adoção”
Aldina Duarte: “Sou uma sobrevivente. Não é durante as crises e tragédias que me vou abaixo”
Cruzeiro Seixas, numa das suas últimas grandes entrevistas: “Fui mais reprimido como homossexual depois do 25 de Abril”
Mónica Calle: “Houve sempre dois lugares onde sou livre, na relação sexual e no teatro”
Dulce Maria Cardoso: “Não tratamos bem os mais velhos, o que diz muito de nós enquanto sociedade. Somos uns ingratos, ambiciosos e tontos”
Francisco George: "Não acredito numa rutura do SNS”
Vhils: “Quero humanizar o betão das cidades”
Fernanda Lapa: “Um país que não trata bem os artistas está moribundo”
Germano de Sousa: “A maioria de nós vai apanhar covid-19”
Filipe Homem Fonseca: “A gargalhada é a imortalidade possível”
Isabel Jonet: “Há pessoas a passar fome. A pobreza mata e vai matar”
Francisco Miranda Rodrigues: “A solidão tem mais impacto na saúde do que a obesidade”
Adolfo Mesquita Nunes: “Se olharmos para a crise económica, é evidente que não vai ficar tudo bem”
Daniela Ruah: “À noite vejo filmes e costuro máscaras para dar”
Bruno Maia: “Tenho medo que deixemos de conseguir tratar as pessoas no SNS”
Manuel Lemos Peixoto: “Depois do isolamento será a grande festa”
Albano Jerónimo: “Qualquer bom ator é perverso. Eu sou”
João Tordo: “É um bocadinho ridículo pensar que levar 12 garrafas de gel e 80 rolos de papel higiénico para casa me vai libertar da doença”
Especial Covid-19: Tudo aquilo que precisa de saber para gerir a sua vida face à pandemia
Rafael Esteves Martins: “Olho para o Parlamento e lembro-me sempre de um pombal”
Alberto Pimenta: “Tenho sido um grande contrabandista de ideias e palavras”
Edgar Pêra: “Duvido que a Netflix seja o modelo do futuro”
Salvador Sobral: “Jamais cantaria como canto se não tivesse tido a doença cardíaca”
Ana Gomes: “Gostava de ver uma mulher na Presidência”
Cláudia Raia: “Bolsonaro não conhece os artistas, a cultura está a ser esfaqueada, mas nunca acabará. Nós artistas somos resistência”
Mamadou Ba: “Continuo a receber ameaças de morte, nomeadamente de polícias, comandos e GNR”
Catarina Wallenstein: “Nunca serei uma atriz medida por likes”
Rita Redshoes: “A beleza não ajudou. Viam-me apenas como menina bonita a cantar. E eu tenho um lado bastante masculino”
Jorge Silva Melo: “É legítima a vontade de matar o pai. Alguns atores fizeram isso comigo”
Dino D´Santiago: “Lisboa é uma cidade crioula, aculturada, que se mistura e sabe conviver com as diferenças”
Geovani Martins: “O meu maior medo era passar a vida a servir alguém. Agora é ser preso. Moro numa favela, mas tenho medo é da polícia”
Rita Blanco e Rui Zink: “É horrível como nos tratamos uns aos outros. Há cada vez mais fascistas. Não aprendemos nada com o passado”
Maria Teresa Horta: “Há quem me veja como uma escritora maldita”
Ney Matogrosso: “O Brasil está rachado. Uma dessas metades caminhou para trás assustadoramente”
Diogo Faro: “Para mim é mais desafiante fazer humor com machistas, racistas e homofóbicos”
Beatriz Batarda: “Somos todos ridículos, caramba. Não nos podemos levar assim tão a sério”
Luís Severo: “Gosto mais quando odeiam o que faço do que quando me acham um músico médio, uma ofensa bué chata”
Vicente Jorge Silva: “Rui Rio é um provinciano. Costa é o habilidoso”
Zita Seabra: “As mudanças são o meu ato de liberdade”
Marco Paulo: “As pessoas perguntam-me ‘Porque é que Marcelo nunca condecorou Marco Paulo?’”
Pacheco Pereira: “Espero que nas legislativas a direita entre com os pés esquerdos”
Camané: “Aquilo que mais gostava era de cantar até morrer. Nos homens o fado envelhece melhor"
André Tecedeiro: “Continuo a ser mãe para o meu filho mesmo depois de me assumir como homem trans. Na gramática dele mãe é... masculino”
Capicua: “Marcelo previne a aparição dos messias populistas que canalizam a atenção e descontentamento das pessoas, como Bolsonaro e Trump”
Joana Marques: “Não me apetece fazer piadas brejeiras ou piadas com crianças que morrem de cancro. Nada contra, mas não me fazem rir”
Miguel Gonçalves Mendes: “O mundo é um desastre. Trump, Bolsonaro. Se queremos amar e mudar o que nos rodeia, temos de fazer algo”
Nuno Lopes: “Há atores do Instagram que trabalham para serem famosos mas não são artistas. Prefiro trabalhar com os outros”
Maria Antónia Palla: “O meu filho, António Costa, é bem educado. Em Angola há protocolo a mais e coisas importantes a menos - a democracia”
Música, sensibilidade e poesia: a extraordinária vida de Phil Mendrix (1947-2018)
Benjamim faz a música, Rita Blanco está farta de ser atriz e Sobrinho Simões quer entreter a morte: edição 100 da Beleza das Pequenas Coisas
D. Duarte Pio: “Desde 1910 que a moral republicana só funciona em ditadura”
Miguel Guilherme: “Sem cultura, nós transformamo-nos nuns animais. E nós, portugueses, estamos meio cá meio lá”
Clara Ferreira Alves: “Toda a gente acha Portugal uma choldra ignóbil. Mas é uma boa choldra onde toda a gente quer viver”
Nuno Artur Silva: “O humorista não derruba a Gioconda, o humorista coloca um bigode na Gioconda”
Benjamim: “Não procuro a fama, o sucesso. Não ando a correr atrás de visualizações, nem de ser a grande cena para a seguir desaparecer....”
Soraia Chaves: “Uma mulher que fale abertamente sobre a sua sexualidade ainda é vista como a Eva, a pecadora, a origem do mal…”
Luís Franco-Bastos: “Um amigo que se ofenda com uma piada não é um amigo assim tão bom. O único mau humor é o que não tem graça”
Manuela Azevedo: “Aprendi a dançar e a cantar com um irmão enquanto tinha as ovelhas a pastar. Começou aí o prazer pela música...”
Daniel Oliveira: “Conheci estalinistas e fascistas com corações maravilhosos. Todos nós transportamos monstros e anjos”
Maria Elisa: “Claro que fui assediada. Mais de 90% das mulheres da TV e vida artística responderão que sim, se forem honestas”
Kalaf: “O racismo em Portugal continua absolutamente presente mas está mais sofisticado”
Jel: “O humor em Portugal é elitista, confinado a quem teve uma vida burguesa. Não há pretos, ciganos ou malta do subúrbio a fazer humor”
Fernanda Torres: “Os meus momentos de glória são muito parecidos com os meus fracassos”
Jorge Molder: “O tempo é o chefe do gangue, o tempo subverte o corpo, a vida, as verdades”
Mariana Mortágua: “As conquistas sociais destes dois anos mostram que o BE tem capacidade técnica e política para governar”
José Gil:“O discurso dos afetos passivos de Marcelo não chega. É preciso despertar uma afetividade ativa nos portugueses”
Catarina Furtado: “Quando fui atirada para a opinião pública aos 19 anos era politicamente correta. Mas agora digo tudo o que penso”
Ana Zanatti: “Quero ousar sempre!”
César Mourão: “Não me rio com quase nada”
Eduardo Gageiro: “Tenho pena de não ter fotografado Salazar a cair da cadeira. No caixão ele parecia um abutre”
Marta Crawford: “Quando os filhos se iniciam sexualmente, os pais não lhes perguntam se tiveram prazer. Eu preocupei-me com isso”
José Luís Peixoto: “Desta vez não levo livros para a Coreia do Norte. Qualquer pretexto pode ser muito perigoso...”
Manuela Moura Guedes: “Acho que José Sócrates é um psicopata”
Ana Moura: “Foi com Prince que perdi os meus maiores medos”
Alexandre Quintanilha: “Não tenho orgulho nem vergonha de ser cientista, branco, homossexual ou africano de alma. É o que sou”
Nuno Markl: “Para se fazer comédia há que ter um certo trauma e coisas a torturar-nos cá dentro”
Maria José Morgado: “Os criminosos incompetentes são um desânimo”
João Quadros: “Prefiro destruir os poderosos do que pôr as pessoas a rirem-se da profunda tragédia dos outros”
“Quem me põe o rótulo de bombista é da direita assanhada: as Brigadas Revolucionárias não mataram ninguém e lutaram pela igualdade”
Olga Roriz: “Vou dançar para sempre. Prefiro morrer num estúdio a ensaiar um aluno do que em casa”
“A única coisa de que me arrependo é de não ter estado à altura da pessoa que encontrei na minha vida e que a marcou para sempre”
Ricardo Robles, candidato do BE a Lisboa: “Lisboa está uma cidade-montra. Qualquer dia estarão turistas a fotografar turistas”
Os criadores do ‘Jovem Conservador de Direita’: “Havia muita direita com medo de uma ditadura do tipo Coreia do Norte. E esticámos a corda”
Júlia Pinheiro: “‘A Noite da Má Língua’ deixou-me uma bactéria perigosa. Acredito no lado justiceiro da televisão”
Bagão Félix: “A política felizmente não foi trampolim para nada. Depois de ministro nunca mais recebi qualquer convite”
Celeste Rodrigues: “A vida todos os dias é uma aventura. E a música torna as pessoas mais bonitas”
Celeste Rodrigues, aos 94 anos: “A vida todos os dias é uma aventura. Gostava de chegar aos 100 e gravar um último disco”
Herman José: “Não posso dizer tudo o que quero. Ainda sou novo para ser velho, mas quando for velhote serei absolutamente insuportável”
Anabela Moreira: “A peregrinação a Fátima não é um caminho santo. São só pessoas no limiar do sofrimento. Eu cheguei perto da loucura”
Herberto Smith: “Ser negro neste país é ainda carregar um manto pesado. Mas ser-se português não é sinónimo de se ser branco”
Gisela João: “Cada vez que canto estou a lamber as minhas feridas. E espero lamber também as feridas dos que me ouvem”
Isabel Moreira: “Eu só quero ser um espírito livre. E pago o preço disso com a solidão. Os homens têm medo de mulheres livres”
Lena d’Água, a alma danada: “Desculpem lá se não morri jovem e bela”
Rita Blanco: “Enquanto vivo outras vidas distraio-me da minha própria morte”
Sobrinho Simões: “Daqui a 50 anos toda a gente vai ter cancro e mais do que um. Mas não vamos morrer disso”
“Qualquer mulher com voz neste país é considerada 'histérica'. Houve homens que me disseram que devia estar calada, na cozinha”
Miss Suzie: a mulher que faz da vida um espetáculo
Cruzeiro Seixas, uma vida surrealista entre o céu e o inferno: “Fui mais reprimido como homossexual depois do 25 de Abril"
Sofia Aparício, a eterna mulher camaleão: “Não me arrependo de nada, nem das drogas. Mas não gosto de hábitos, gosto de experiências”
O bom escultor, o mau paroquiano e os vilões no poder da ilha da Madeira
Só para adultos: estas loiras vão seduzir-vos e matar-vos de riso
É vosso dever gostar desta ‘señorita’
A entrevista de vida de Tolentino Mendonça, no podcast A Beleza das Pequenas Coisas
A Bela e os monstros que transforma em arte
Manu, a deusa do burlesco que sonha atuar um dia (de chicote na mão) para o deputado João Galamba
A voz que gritou “demissão” a Passos Coelho condenada a seis meses de prisão: “Se a ideia é amedrontar, vão causar revolta"
Júlio Isidro, que não quer ser mais aplaudido à entrada que à saída: “Estou à espera que alguém adoeça para voltar ao canal 1”
Dina, uma celebração com amor, rock e dinamite
Os desenhos de Sérgio salvaram-no quando a vida quase lhe escapava
Eduardo Lourenço, o amor, o mundo, e o encantamento com Catarina Martins e Mariana Mortágua, “pequenos Fidel Castros”
Gonçalo Tocha, o foguetão criativo que vai da terra até à lua
No sofá vermelho com Marisa Matias, que não levou a peito o “engraçadinha” de Jerónimo. “Há misoginia a rodos na política”
Mayra e o sonho com Bowie que a levou de novo às canções