Cinco réus são condenados a mais de 1,2 mil anos por chacina de família

EPISODE · Apr 20, 2026 · 4 MIN

Cinco réus são condenados a mais de 1,2 mil anos por chacina de família

from MATÉRIAS CBN · host Rádio CBN

Após seis dias de julgamento, o Tribunal do Júri de Planaltina, no Distrito Federal, condenou cinco pessoas acusadas de participação em uma chacina que resultou na morte de dez pessoas da mesma família. As penas somadas ultrapassam mil e duzentos anos de prisão.Segundo a acusação, o grupo teria cometido uma série de crimes para conseguir dinheiro e tomar bens de uma família. Os crimes aconteceram entre 2022 e 2023, em Goiás, no Distrito Federal e em Minas Gerais.Três réus, Gideon Batista de Menezes, Carlomam dos Santos Nogueira e Horácio Carlos Ferreira Barbosa, foram condenados por homicídios, extorsão mediante sequestro, roubo, ocultação de cadáver, corrupção de menores e associação criminosa, com penas que passam de 300 anos de prisão.Fabrício Silva Canhedo foi condenado por participação em homicídios e nos demais crimes do caso, incluindo extorsão mediante sequestro, roubo, ocultação de cadáver e associação criminosa, recebendo pena de 202 anos.Já Carlos Henrique Alves da Silva foi condenado por participação no caso, especificamente por associação criminosa, e recebeu pena de 2 anos.De acordo com o juiz Taciano Vogado, apenas Carlos Henrique deverá cumprir a pena em regime semiaberto. Os demais acusados deverão cumprir a pena em regime fechado.Posicionamento das defesasA defesa de Carlos Henrique Alves da Silva afirma que ele não participou dos homicídios e que deveria ser absolvido da acusação de matar as vítimas, garantindo que o acusado fosse responsabilizado exclusivamente pelos atos que, de fato, restarem comprovados nos autos.A defesa de Fabrício Silva Canhedo disse que respeita a decisão dos jurados, mas que vai recorrer da sentença. Segundo os advogados, ele foi absolvido de quatro crimes, mas a condenação por homicídio seria injusta, porque não haveria provas de que ele participou das mortes.Já a defesa de Horácio Carlos Ferreira Barbosa informou que a decisão não estaria de acordo com as provas do processo e pretende recorrer.As defesas dos outros acusados foram procuradas, mas não se manifestaram sobre o julgamento.Durante o julgamento, foram ouvidas 18 testemunhas. Depois disso, os jurados se reuniram para decidir o resultado final.Execução da famíliaAs investigações apontam que os crimes teriam sido motivados por dinheiro e pela tentativa de tomar uma chácara da família, que fica no Itapoã, em Brasília. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, dois dos acusados já tinham convivência com a família e moravam na propriedade.De acordo com a acusação, o crime iniciou no dia 27 de dezembro de 2022, com a invasão da chácara de Marcos Antônio Lopes de Oliveira, no Itapoã. Ele, a esposa Renata Juliene Belchior e a filha Gabriela Belchior de Oliveira foram rendidos e o grupo levou mais de 49 mil reais.Depois disso, Marcos foi levado para um cativeiro no Vale do Sol, em Planaltina, onde foi morto e enterrado. Renata e Gabriela permaneceram sob ameaça.No dia seguinte, um dos envolvidos passou a vigiar o local, enquanto as duas eram obrigadas a entregar senhas de celulares e contas bancárias. Com acesso aos aparelhos, os acusados começaram a se passar pelas vítimas.Em seguida, o grupo tentou atrair Cláudia da Rocha Marques e Ana Beatriz Marques de Oliveira, ex-esposa e filha de Marcos, para uma emboscada com a intenção de roubar cerca de 200 mil reais. Entre os dias 2 e 4 de janeiro, as duas foram rendidas e levadas ao cativeiro.Pouco depois, Thiago Gabriel Belchior de Oliveira, filho de Marcos e Renata, também foi levado. Usando os celulares das vítimas, os réus ainda atraíram a esposa dele, Elizamar da Silva, e os três filhos do casal. Eles foram levados para Cristalina, no Entorno do Distrito Federal, onde foram mortos e tiveram os corpos queimados dentro do carro.Na sequência, segundo a polícia, o grupo decidiu matar outras vítimas para tentar evitar a descoberta dos crimes. Renata Juliene Belchior e Gabriela Belchior de Oliveira foram levadas a Unaí, em Minas Gerais, onde foram estranguladas e tiveram os corpos queimados. Já Cláudia da Rocha Marques, Ana Beatriz Marques de Oliveira e Thiago Gabriel Belchior de Oliveira foram levados a uma cisterna próxima ao cativeiro, em Planaltina, e mortos a facadas.

NOW PLAYING

Cinco réus são condenados a mais de 1,2 mil anos por chacina de família

0:00 4:37

No transcript for this episode yet

We transcribe on demand. Request one and we'll notify you when it's ready — usually under 10 minutes.

URL copied to clipboard!