EPISODE · May 31, 2022 · 30 MIN
No Deserto: Os 3 Jumentos - Balaque, Balaão e sua jumenta (Números 22) #rpsp
from Reavivados por Sua Palavra
Alguns autores ficam tão impressionados por Deus ter falado através de Balaão, que chegam a entender que isso prova que Balaão era um verdadeiro profeta, e até um homem piedoso, um verdadeiro homem de Deus. Mas esses analistas não levam em consideração a jumenta de Balaão. Veja, o texto diz que “a ira de Deus acendeu-se” (v. 22) quando Balaão começou a viagem para Moabe. Ele continuava a insistir com Deus que queria ir, apesar de saber muito bem que não tinha a permissão divina de fazer essa viagem. Quando Balaão se aproximou, e um anjo se posicionou para matá-lo, a jumenta parou e se recusou a continuar. Zangado, Balaão bateu no animal que resistia à sua vontade. E, então, a jumenta falou! Que ironia! Se o fato de Deus ter falado através de Balaão prova realmente que ele era um verdadeiro profeta e um homem santo, o que prova o fato de Deus ter falado através de uma jumenta? Imagino que o fato de estar sendo usado como porta-voz de Deus não serve como prova de qualquer piedade ou santidade pessoal — como vários evangelistas da TV evangélica têm demonstrado ultimamente. A história de Balaão tem o seu paralelo em o Novo Testamento. O apóstolo Paulo adverte contra a inocente suposição de que o sucesso no ministério, ou uma boa reputação, indiquem uma piedade pessoal. Ele diz: “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará” (1 Co 13.1-3, ARA). Qual é a prova da santidade? Paulo responde: “Amor”. E diz: “O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1Co 13.4-7, ARA). Deus pode usar qualquer um para ser o seu porta-voz. Devemos nos lembrar de que é o amor — não os dons espetaculares, não o “sucesso” ou a reputação, ou mesmo ser usado por Deus — que é a marca da verdadeira espiritualidade, e de um relacionamento íntimo e pessoal com o Senhor. Se liga! Ser sensível a Deus, e obedecê-lo, é melhor do que qualquer reconhecimento público de ser um dos seus porta-vozes. Como disse o poeta Joseph Bayly Rei Jesus, por que escolheste Um solitário jumento para te carregar e montar na tua entrada triunfal? Será que não tinhas nenhum amigo Que tivesse um cavalo, uma montaria real e especial, Adequado para ser montado por um rei? Por que escolher um jumento, um pequeno e despretencioso Animal de carga, treinado para arar, E não para carregar reis? Rei Jesus, por que me escolheste, Uma humilde e insignificante pessoa, Para te carregar no meu mundo de hoje? Sou pobre e insignificante, treinado para trabalhar, E não para carregar reis, muito menos o Rei dos reis. No, entanto, Tu me escolheste para levar-te em triunfo, Neste dia a dia do mundo. Rei Jesus, conserve-me pequeno, Para que tudo que eu possa ver seja a tua grandeza. Conserva-me humilde para que tudo que eu possa dizer seja, “Bendito seja aquele que veio em nome do Senhor”, e não: “que grande jumento Ele está montando.” RICHARDS, Lawrence - Comentário Devocional da Bíblia
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