Wali e o Alforje Mágico

EPISODE · Apr 29, 2007 · 26 MIN

Wali e o Alforje Mágico

from Wali e o Alforje Mágico · host Wali e o Alforje Mágico

para Samuel Napolitano PRÓLOGO Venha comigo. Consegue ouvir isso? Esses sons... É Wali, um rapaz. Saiu do pequeno lugarejo de Deeziedraht e agora já vai longe. Partiu em busca de lugares que só conhece na imaginação. Pretende chegar à grande cidade de Diiependraht, lá onde se pode ver a grande torre do relógio e onde os campos são verdes. Preste atenção. Consegue escutar seus passos? Ele também gosta de cantar, cantar baixinho enquanto anda; às vezes assoviar... Ele se sente tão cansado, vem caminhando há semanas, atravessando a terra desolada, o sol a pino, solitário. Aqui onde o encontramos Wali avistou uma floresta. Não está surpreso, todo aquele que deseja ir à cidade de Diiependraht sabe que, antes, precisa atravessar a trilha da floresta. Embora tenha procurado todo o tempo por este lugar, agora que o encontrou, Wali tem um pressentimento, uma dúvida... Respirou pela última vez o ar quente do deserto e abriu caminho entre as árvores. NA FLORESTA A mata era densa. Olhando para cima Wali viu que as árvores, muito próximas umas das outras, fechavam a passagem para a luz. Lá dentro (à exceção dos raios de sol que penetravam como pequenos fachos coloridos) era quase noite. Ele podia perceber a presença de vários animais sem, no entanto, vê-los. Wali não tinha noção de quanto tempo estava naquele lugar. Seu corpo, no entanto, dizia-lhe: - Estou fatigado! Recostou-se numa árvore e deixou-se ficar por um instante. De repente, como se viesse de muito longe, o vento assoviou por entre as folhas. Toda a floresta estremeceu. Os raios de sol executaram uma dança colorida por entre as copas das árvores que se remexiam. Em instantes Wali estava envolvido por um redemoinho de folhas secas. O vento soprava quente, fazia cada vez mais calor. Wali sufocava. Um segundo antes que o vento soprasse com uma força quase inacreditável, Wali sentiu o tronco das árvores vergando. Tomado de medo ele começou a andar pensando em se afastar dali. Tropeçava a cada passo que dava. Insistiu em continuar. Já estava sufocando quando tudo sossegou. Assim como viera, aquele vento havia desaparecido. Wali olhou em volta e percebeu que não reconhecia o lugar onde estava. Quis voltar, mas acabava andando em círculos. Tomado de um certo medo recostou-se novamente esperando que o coração lhe voltasse ao ritmo normal. Só então notou muito próximo de onde estava sentado, caído entre as folhas, um alforje de couro. Bem depressa ele o pegou imaginando encontrar dentro dele algo valioso, porém: - "Que sorte a minha", disse ele com ironia. "Um alforje vazio..." "Se ao menos ele tivesse algo que me diminuísse a sede!". Wali percebeu que o alforje, antes vazio, agora se apresentava bojudo. Abriu-o e dentro dele encontrou uma garrafa e, dentro da garrafa, suco gelado. Com um gole apenas sorveu quase todo o líquido e aí reparou como sua garganta estivera seca. Pensou alto: - "Ah! E se junto desse suco houvesse algo de bom para comer!". Wali então se certificou que o alforje era mesmo mágico, pois ao tocá-lo novamente ainda pôde senti-lo ficando bojudo. De dentro dele tirou uma galinha assada, doces e uvas frescas. Percebeu que tudo que tinha a fazer era desejar o que quisesse e retirá-lo de dentro do alforje. Ele estava elegante e confortável quando empreendeu novamente sua caminhada pela mata, o alforje pendurado em seu ombro. NA COLINA Quando Wali saiu da floresta o sol brilhava intensamente. Olhou a colina à sua frente: MENINOS - Iêêêêê! MENINOS - O trem!!! WALI - Hei, hei. Onde vocês estão indo? MENINO - Ao trem, ao trem, você não vê? O trem está chegando! WALI - Mas o que vocês vão fazer no trem? MENINO - Vender nossas orquídeas! Vamos, o trem de turistas está chegando! NA ESTAÇÃO DE MIIEZERAHT MENINO 2 – Comprem! Comprem nossas orquídeas amarelas! Vocês nunca viram orquídeas amarelas assim! Comprem! Comprem! Nossos cestos estão cheios, nosso bolso está vazio! Comprem! Orquídeas amarelas! PASSAGEIROS - Eu quero uma! - Eu também. - Eu quero uma! – Duas para mim. WALI – Hei amigo. Por que todos vendem orquídeas? MENINO 2 - Porque todos as plantam! Precisamos vendê-las! Onde conseguiríamos dinheiro? WALI - Ah! Está bem, mas, elas são todas amarelas? MENINO 2 - Os turistas as adoram amarelas. WALI - Mas me parece tão aborrecido... Se ao menos houvessem orquídeas de cores variadas... E imediatamente Wali pôde sentir o alforje mais pesado. Sacou um buquê de orquídeas e disse: - "Tome: um presente de um forasteiro que deseja sua amizade". MENINO 2 - Argh! Nunca vi nada mais bizarro: um buquê de orquídeas roxas! WALI - Se não gosta, que acha destas vermelhas? MENINO 3 - Chegam a me causar náuseas... Orquídeas vermelhas! PASSAGEIRO - Quê? O que disse? Orquídeas vermelhas? Deixa ver. Ah! Que interessante! Eu quero um buquê. WALI - Pois não, cavalheiro. PASSAGEIRO - Vejam: orquídeas coloridas! PASSAGEIROS - Eu quero! - Orquídeas verdes! - Na Europa não se usa outra coisa! Eu quero. No meio daquela confusão um dos meninos achou por bem avisar o chefe do bando dos floristas. Ali Bu, pois era assim que ele se chamava, abandonou o que estava fazendo e apressou-se em ver o que acontecia. Era um homem alto, de nariz adunco e espessas sobrancelhas peludas. ALI BU - Hei, todos estão comprando as orquídeas do forasteiro. Ninguém olha pras nossas! Temos que detê-lo. Hei, forasteiro, o que pensa que está fazendo? Este é o nosso lugar de vender flores. MENINO 2 - Tire o alforje dele, jogue todas essas flores coloridas no lixo. MENINOS - Mas o alforje está vazio! - Como? E de onde vieram as flores? - Vai ver esse alforje tem algum segredo. - Vamos, chacoalhe-o, bata nele, esfregue! - Quem sabe precisa de uma palavra mágica? - Abracadabra! Shazam!!! Alacazam!!! Sinsalabim!!! Amasse-o!!! QUEIME-O! CORTE-O EM PEDACINHOS!!! ALI BU - CHEGA! Pegue. Forasteiro... faça-o funcionar ou quebrarei cada um de seus ossos. NO VAGÃO RESTAURANTE CRIANÇA – Mamãe! Veja! Os meninos cercaram o vendedor de orquídeas coloridas! MÃE - Ah, querido, isso não é nada! Esses meninos de beira de estrada têm um modo de brincar muito diferente. Feche a janela, o trem já vai partir e o seu chá está esfriando. CRIANÇA – Não! Olhe! É incrível! Ele está fazendo surgir uma orquídea enorme como uma árvore! Está saindo do alforje... Os galhos se transformaram em espadas e estão pegando fogo! MÃE - Ah, filhinho, sempre tão cheio de imaginação! Feche a janela, o trem já vai partir. Wali abriu caminho brandindo sua espada flamejante contra os meninos, porém, eram muitos e ele teve que correr. MENINOS - Lá está ele, não o deixem fugir. [...] WALI - Se houvesse algo que os afastasse... Wali então despejou os cacos de vidro que surgiram dentro do alforje. MENINOS - Ai! Meu pé! MENINOS - Ele está alcançando o trem! MENINO 2 – Ele alcançou o trem! Está fugindo! Maldito! ALI BU - Eu ainda pego esse fedelho! NO TREM Dentro do trem Wali, muito assustado com o que lhe acontecera na estação, tratou de procurar uma cabine onde pudesse se esconder. Aquele lugar era grande e escuro. Havia malas, caixas e roupas. Wali desejou poder enxergar naquele escuro, puxou de dentro do alforje um lampião, colocou-o sobre uma caixa e já ia encontrando um canto para descansar quando percebeu um ruído. - "Quem está aí?" E em resposta ouviu o mesmo ruído, vindo da mesma direção. - "Tem alguém aí?", aproximou-se. Por trás de uma pilha de malas e objetos pesados Wali enxergou um vulto. Devagar foi chegando mais perto e pôde ver: era uma menina, de olhos claros e cabelos negros. Assustada, esgueirava-se pela cabine como se tentasse fugir. Ao ver Wali, no entanto, parou e olhou-o com curiosidade. - "Você não é um dos floristas", disse ela, com alívio. - "E o que você está fazendo aí, escondida?", Wali perguntou. ZULEIKA - Estou fugindo dos vendedores de orquídeas da estação. Ela começou a contar como os floristas haviam se enraivecido quando ela apareceu na estação tentando vender rosas. ZULEIKA - Os meninos jogaram meu cesto de rosas no lixo e me arrastaram para falar com o chefe do bando, um homem chamado Ali Bu que jurou arrancar todos os fios do meu cabelo! Por sorte, naquela hora houve uma enorme correria na estação, por causa de alguém que apareceu com uma espada de fogo (ou alguma coisa assim) e eles foram todos ver o que estava acontecendo. Aproveitei e corri para me esconder no trem, mas dois deles vieram atrás de mim. Devem estar me procurando e vão aparecer a qualquer momento. - "E eu que pensei que poderia ser amiga dos vendedores de orquídeas", lamentou-se. - "Eu também", confessou Wali. - "Mas as flores... eram todas... amarelas!!!", os dois lembraram ao mesmo tempo e acharam graça. WALI – Como você se chama? ZULEIKA – Zuleika. A menina se interessa, então, em saber o que é que Wali carrega dentro do alforje. Ele responde que nada tem. ZULEIKA - Ah, se ao menos houvesse uma enorme garrafa de suco gelado nesse alforje para atenuar a minha sede. A garrafa que surgiu dentro do alforje era tão grande que o derrubou do ombro de Wali, esparramando suco pelo chão. Zuleika correu a pegar a garrafa e com grandes goles sorveu seu conteúdo. Lambendo os beiços diz para Wali: - "Mas o que há neste alforje?". - "Ora... nada.", tentou disfarçar Wali. ZULEIKA - Ah, sim, é verdade... está vazio. Se ao menos estivesse cheio de espigas de milho quentinhas! Wali tentava manter o alforje fechado. ZULEIKA - Ah, e um pouco de sal para o milho... Delicioso! Precisamos também de guardanapos e talheres, se os tivéssemos... Zuleika batia palmas e dava gritinhos a cada nova coisa que o alforje lhes dava. Wali tentava dissuadi-la: - "Vamos, nós precisamos sair daqui". ZULEIKA - E se tivéssemos duas bonecas de porcelana, como na China, deixe ver... em tamanho natural ...da minha altura... - "Vamos", dizia Wali. ZULEIKA... - Um pequeno pássaro de estimação em uma gaiola dourada, dois pares de sapatos vermelhos, uma tiara de brilhantes... Alguém mexeu na porta. Os dois se escondem. Permanecem calados escondidos num canto. BANDIDO - Zuleika? Zuleika? Ela sumiu. Aquela maldita menina sumiu! E todos esses objetos aqui? Zuleika, você está ai? - "Sim", responde Zuleika do esconderijo. BANDIDO - E você está sozinha? ZULEIKA - Não. BANDIDO - Quem está aí com você? ZULEIKA - Eu, Wali... e o nosso tigrinho de estimação. BANDIDO – Oooohhh!!! Socorro!!! NO CORREDOR CRIANÇA - Mãe! Sai daí!Vem ver! Um tigre, mãe! Pulou pela janela! MÃE – Menino: espera! Será que eu não posso nem usar o banheiro em paz? NA ESTAÇÃO DE DIIEPENDERAHT O trem que chega às 6 horas da tarde à estação de Diiependraht traz pessoas de vários lugares. Viajantes que voltam à casa depois de jornadas aos cantos distantes do país, senhoras que visitaram parentes em cidades próximas, crianças que vêm de volta à casa depois de uma semana de escola em outra cidade, homens que vivem em outros lugares e que vêm à Diiependraht fazer negócios. Mulheres com chapéus enormes e coloridos passeiam pela plataforma da estação. Vendedores gritam seus produtos. O auto-falante anuncia, em meio à miríade de sons e imagens, uma próxima partida. E, vejam, lá estão Wali e Zuleika! Eles desembarcam vestidos à maneira dos cavalheiros e senhoras que viram no trem. Sentaram-se para observar todo aquele movimento. Wali e Zuleika, então, falaram de suas saudades. Wali contou como era sua casa, lembrou das brincadeiras com seus amigos, seus pais. Zuleika falou de seu pai, de sua casa em Diihzidiederaht, falou que gosta de ir à praia, das festas de sua cidade, de suas amigas, que gosta de ir à escola. Agora eles estão se rindo, um para o outro. O vento sopra. ZULEIKA – Esse vento... acho que vem chuva. Vem; está na hora de irmos, o trem para a minha cidade parte daqui a pouco. Vamos. ALI BU – Onde pensa que vai, fedelho? NO COVIL DO ALI BU MENINO 2 - Abracadabra! Abre-te, Sésamo! Maldição! Esse alforje não funciona! MENINO - Talvez esfregando... MENINO 2 - É inútil! MENINO - Não conseguiremos descobrir. ALI BU – Está muito bem... Digam: como este maldito alforje funciona? ZULEIKA - Eu já disse: se você nos desamarrar, eu conto. ALI BU - Minha querida Zuleika, desamarrá-los? Vou atá-los ao galho da árvore mais próxima e enforcá-los bem devagar... Contem! Como funciona este maldito alforje? ZULEIKA - Eu conto, se você nos desamarrar... Ai! ALI BU - Chega! Vamos acabar com isso. Vocês dois, levem o fedelho e amarrem-no aos trilhos. O trem da meia noite se encarregará de completar nosso serviço. Você, Zuleika, vem comigo. Vou levá-la ao topo da torre. ALI BU - Vamos, Zuleika, para a torre. WALI - Zuleika! ZULEIKA - Wali!!! WALI - Hei, escute: vocês talvez passem o resto da vida tentando fazer o alforje funcionar. Eu posso contar pra você como ele funciona. E você nem precisa contar para o Ali Bu! Já imaginou quantas coisas dá pra tirar de dentro do alforje? ZULEIKA - Ali Bu, eu tenho certeza que você quer aprender a usar o alforje. Eu posso ensinar você. Se nós fizermos um acordo... MENINO - Tá bem, Wali, vamos fazer um acordo. ALI BU - Ali Bu não faz acordos! WALI – Preste atenção, eu vou explicar. O alforje funciona assim: ZULEIKA - Ali Bu, eu vou gritar! WALI – Gritar não adianta. Tem que imaginar. Por exemplo, alguma coisa suculenta. ALI BU - Grite à vontade, princesa! Nesta barulheira infernal, quem vai te ouvir? WALI – Alguma coisa macia, crocante, geladinha. ALI BU - Ouça... Isso soa como música aos meus ouvidos! WALI – Aí é só ir abrindo o alforje devagar e esperar sair de dentro dele todas as lesmas, minhocas, serpentes asquerosas, besouros e vermes que vocês merecem. ALI BU – Pronto. Amarradinha na torre é só esperar chegar a meia-noite. MENINOS – Wali! - Wali! Volte aqui! Por favor! - Socorro! - Não nos deixe aqui! - Nãããoooo!!! ZULEIKA - Ali Bu, você está me amarrando aos dentes das engrenagens. Quando me encontrarem eu já terei sido esmigalhada! ALI BU - Ah, esmigalhada? Ah, querida, o tempo maltrata a gente, não é mesmo? ZULEIKA – Wali! Socorro!!! WALI - Zuleika! ALI BU - Que som é esse? Quem está aí? Apareça. Ah! É você, fedelho? Hei, mas o que é isso aí que você tem na mão? WALI - Vamos, Zuleika, preciso soltá-la. Ali Bu bateu a cabeça e está atordoado, mas logo recobrará os sentidos. Pronto, está livre das engrenagens, soltemos agora as cordas. ZULEIKA – Oooohhh! Ali Bu atacou novamente. Os dois lutam e sem perceber vão se aproximando do grande círculo de vidro do mostrador do relógio da torre. ZULEIKA - Wali, cuidado! WALI!!! A MUITOS METROS DO CHÃO No meio da noite escura estão os inimigos. No alto da torre do relógio, a muitos metros do chão. Wali, pendurado ao ponteiro das horas. No grande ponteiro dos minutos, Ali Bu e em sua mão o alforje. ALI BU - Fedelho, você sabe ver as horas? São onze horas e quarenta e cinco minutos. Meu ponteiro andará até o seu e em quinze minutos, exatamente à meia noite, nós nos encontraremos. Meia noite! ALI BU - Onze e cinqüenta. Faltam dez minutos, Wali! Dez minutos para a meia-noite! Você sabe ver as horas, Wali? Para Wali o tempo corria devagar. Agora ele sabia que Ali Bu não faria acordo algum e qualquer coisa que pedisse ao alforje, de tão perto que estavam, acabaria por atingi-lo também. ALI BU - Onze e cinqüenta e cinco... Onze e cinqüenta e sete! Só mais três minutos. Quando os ponteiros se juntarem eu vou cortar com minha adaga, um a um, os dedinhos da sua mão. De fato, Ali Bu estava tão perto que Wali podia sentir o ar de suas narinas. Numa ultima tentativa gritou: - "Pois bem, Ali Bu, faça isso e perca a última chance de aprender a usar o alforje". ALI BU - Ora, que vá para o inferno este alforje junto com você. Ali Bu não faz acordos, fedelho. Que me importa este alforje, que me importa você? Agora eu quero vocês dois mortos, e este alforje... Eu vou queimá-lo!!! De que me serve esta sacola fedorenta se ela está sempre vazia? Se ao menos achasse dentro dela algum ouro ou jóia preciosa... Ali Bu percebeu o alforje, pendurado em seu ombro, ficar mais pesado. Com dificuldade olhou dentro dele e enxergou dois rubis enormes. Veio-lhe a compreensão da maneira de funcionar do alforje. ALI BU - Se ao menos eu achasse ouro... Diamantes... Ouro... Ouro em barra... Ouro em pó! Pérolas, ametistas, moedas. Quilos de ouro. Quilos! Meu peso em ouro! Duas vezes meu peso em ouro e jóias! Ah! Como está pesado... Que maravilha! Isso deve valer milhões! Está pesado! Tão pesado... Tá pesado!!! Eu vou cair... Aaaaahhhh... NA CASA EM FRENTE À TORRE CRIANÇA - Mamãe, mamãe. Você não vai acreditar! Eu acabei de ver dois homens pendurados nos ponteiros do relógio da torre, um deles finalmente caiu! Eles estavam lutando, mamãe! MÃE - Feche a janela, vamos dormir. Nós fizemos uma longa viagem hoje e já passa da meia noite. CRIANÇA – Ah, mamãe, mas eu quero ver o trem da meia noite chegando. Só mais um pouco. MÃE - Feche a janela e vá para o seu quarto. Tigres, orquídeas gigantes, homens pendurados nos ponteiros do relógio. Quanta imaginação! São Paulo, Brasil, 1994/1995

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