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Bloco Central
by Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira
Pedro Siza Vieira e Pedro Marques Lopes analisam os acontecimentos e os protagonistas da semana, com moderação de Paulo Baldaia. Quinze anos depois da estreia na TSF, os episódios passam a sair à quinta-feira, dia de Conselho de Ministros, no Expresso. A fechar, e como sempre, o bloco central de interesses, com sugestões para as coisas importantes da vida.
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Marques Lopes e a perda da nacionalidade: “O PSD rasgou toda a sua tradição e cuspiu na sua história”
Os dois homens mais poderosos do mundo encontram-se neste final de semana em Pequim, quase 10 anos depois de o terem feito pela primeira vez. As circunstâncias são muito diferentes e Xi Jinping - para usar uma expressão de Trump - tem melhores cartas na mão, porque os Estados Unidos se meteram numa guerra da qual não sabem como sair. No Reino Unido, os trabalhistas sofreram uma pesada derrota nas eleições locais e regionais; os conservadores não ganharam nada com isso e o crescimento do Reform de Nigel Farage, dos Verdes e dos liberais mostram que a fragmentação político-partidária chegou a terras de sua magestade. Keir Starmer luta pela sua sobrevivência política. Por cá, o Tribunal Constitucional voltou a decidir por unanimidade que a perda da nacionalidade como pena acessória de crimes graves é inconstitucional, designadamente por violar o principio da igualdade. Nada que tire o sono a André Ventura, disposto a mandar às malvas a Constituição para impor a maioria de dois terços que a direita tem neste momento no Parlamento. O PSD deixou-o a falar sozinho. Esta é a semana em que ouvimos falar todos os dias do hantavirus, não porque exista razão para alarme, mas porque enquanto houve passageiros no barco, houve novela noticiosa nas televisões. Está com o Bloco Central, uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, moderada por Paulo Baldaia, com sonoplastia de João Luís Amorim e música original de Manuel Siza Vieira.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Marques Lopes: “O Pacto Estratégico para a Saúde é disparatado”
Esta semana, o Presidente Seguro imitou o Presidente Marcelo e promulgou com criticas uma lei que lhe chegou do Parlamento, no caso a lei da nacionalidade, anteriormente chumbada no Tribunal Constitucional e corrigida pela maioria de direita. Fecham esta quinta-feira as negociações as negociações na Concertação Social e tudo indica que o projecto governamental para alterar a legislação laboral acabará chumbado na Assembleia da República e “o país não acaba” por isso, garante o primeiro-ministro. A maioria presidencial faz também caminho paralelo com a maioria governamental na área da Saúde, onde Adalberto Campos Fernandes, nomeado pelo Presidente coordenador do Pacto Estratégico, já começou a trabalhar. No país em que o turismo é a galinha dos ovos de ouro, para lá da ameaça que paira sobre as companhias de aviação por causa do preço do jet fuel e da sua escassez, volta a haver problemas sérios no Centro Comercial Humberto Delgado, onde aterram e levantam aviões, mas onde os passageiros aguardam horas na fila, por causa de um novo sistema de controle, poucas cabines e forças de segurança com formação deficiente. Lá por fora, o rei de Inglaterra, Carlos III, eclipsou o rei sol, Donald Trump, que vive um impasse na guerra em que afirma diariamente a sua superioridade, mas não é capaz de derrotar o seu inimigo. Está com Bloco Central, uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, moderada por Paulo Baldaia e com sonoplastia de João Luís Amorim. A música do genérico é de Manuel Siza Vieira.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Pedro Siza Vieira: “O PTRR pode vir a ser como o plano de emergência para a Saúde, anunciado como transformador mas que não se concretizou”
Nos Estados Unidos existem mais armas que pessoas. O país que a 4 de julho celebra 250 anos da declaração de independência já matou quatro presidentes e nunca desiste de tentar matar quem estiver na função. Ainda não tinha um século de vida e resolveu um conflito político entre o norte e o sul com uma guerra civil que durou quatro anos e matou cerca de 700 mil pessoas. Do fim-de-semana vem mais um incidente com armas, num evento onde estava Donald Trump. Por cá, nem violência retórica digna de registo. A comunicação social preferiu a grande polémica da transparência e, dos disparates esperados. De Ventura sobrou o cravo verde, que os deputados do Chega usaram na lapela, ignorantes do facto desse ser um símbolo gay, popularizado por Oscar Wilde, no final do século XIX. Finalmente, o PTRR conheceu a luz do dia com um número mágico lançado pelo governo: 22 mil milhões de euros. Parece muito, será assim tanto? Como se vai concretizar este plano de resiliência num país que quase nunca está preparado para o que chega sem avisar? Está com Bloco Central, uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, moderada por Paulo Baldaia e com sonoplastia de Gustavo Carvalho. A música do genérico é de Manuel Siza Vieira.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Siza Vieira: “A legislação laboral é da AD, não é de mais ninguém”
Num momento em que o PS aparece à frente nas sondagens, em que José Luís Carneiro já é percepcionado como tendo capacidade de fazer melhor que Luís Montenegro o lugar de primeiro-ministro. Depois de elegerem o secretário-geral com 96,9% dos votos, os socialistas descobrem que, afinal, estes números não são a prova da unidade que o líder apregoa. Carneiro é visto como sendo de transição e já há Cordeiro a sonhar com a cadeira do líder. O paradoxo estende-se à relação com o Presidente da República, ex-líder socialista, que tem vindo a pressionar a UGT para fechar acordo com o governo e assim ajudar o chefe do Estado a evitar ter de andar às turras com o chefe do governo, logo no início da coabitação. O problema é que toda esta vontade está a criar tensão com a sua família política. O que não muda é a atracção das televisões por Ventura. Lula da Silva passou por cá e logo o Chega se lembrou de boicotar esta visita oficial. Sem nada de novo, nem de interessante, para dizer, Ventura teve o tempo de antena que procurava. Tinha Luis Inácio Lula da Silva chegado a Portugal vindo de Espanha, onde Pedro Sanchez procurou criar um alinhamento de progressistas para combater o crescimento da extrema-direita. E para que a vergonha mude de lado. Onde a vergonha não parece querer chegar é aos beligerantes da guerra para ver quem contribui mais para manter fechado o Estreito de Ormuz. Está com o Bloco Central, um podcast que é o resultado de uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, com moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia de João Luís Amorim. A música do genérico é de Manuel Siza Vieira.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Pedro Marques Lopes: “André Ventura andava aos abraços ao maior corrupto da Europa”
Do fim-de-semana passado vêm as negociações falhadas para a paz no Médio Oriente e a decisão de completar o bloqueio no Estreito de Ormuz, ideia de Trump para não deixar o Irão beneficiar com o bloqueio parcial que vinha fazendo. Mas, o presidente norte-americano é um grande colecionador de polémicas e, como não gostou de ouvir o Papa, no domingo de Páscoa, defender a paz no Irão, atacou Leão XIV sem dó nem piedade. Definitivamente, o fim-de-semana passado não foi bom para Donald Trump, derrotado nas eleições húngaras, juntamente com Vladimir Putin. Bruxelas respirou de alívio, mesmo sabendo que Péter Magyar, não sendo Orbán, também não é um alinhado com o mainstream europeu. O ainda primeiro-ministro da Hungria é agora uma estrela sem brilho no universo populista que via nele um exemplo a seguir, uma espécie de Trump antes de Trump. Por cá, mais para a direita, menos para a esquerda, o país segue o seu caminho com votações para eleger os representantes da Assembleia nos órgãos externos, enquanto o pacote laboral não chega ao Parlamento para ser aprovado e enviado para Belém. Voltaremos mais tarde a estes temas nacionais, no episódio de hoje vamos apenas olhar para a decisão da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos de não permitir que se conheçam os nomes dos doares dos partidos. Está com o Bloco Central, uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, com moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia de Gustavo Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Marques Lopes considera que o acordo “foi mau para o PS e para o país”; Siza Vieira diz que “o PS ficar de fora é que seria mau para o país”
Há uma paz relativa no Médio Oriente que resulta de um acordo de cessar-fogo no Golfo e de uma ocupação continuada por parte de Israel no Líbano. Na realpolitik, para o resto do mundo, o que importa é que volta a ser possível circular pelo estreito de Ormuz. Trump dirá sempre que venceu, mas toda a gente sabe que as negociações de paz se fazem, a partir desta sexta-feira, com um plano com 10 pontos apresentado pelo Irão. No domingo, os húngaros vão às urnas e existe uma possibilidade de Orbán ser derrotado ao fim de 16 anos consecutivos no poder. Estados Unidos, Rússia e China fazem o que podem para evitar a derrota do seu cavalo de Tróia na União Europeia, mais interessada na vitória de um dissidente do Fidesz, Peter Magyar. Por cá, a primeira Presidência Aberta de António José Seguro teve de competir em atenção mediática com a geopolítica global, mas também com a geometria parlamentar numa novela de listas de nomes para a eleição dos órgãos externos. Bloco Central é uma conversa entre o Pedro Marques Lopes e o Pedro Siza Vieira, com moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia de Gustavo Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Pedro Siza Vieira: “O que preocupa os comentadores não é o que preocupa os portugueses”
Com o Partido Socialista à procura de caminho, entre a agressividade de uma ruptura e a doçura do diálogo, falta saber se o PSD vai a jogo partilhando espaço com socialistas e Chega na lista pra o Tribunal Constitucional, ao mesmo tempo que volta a alinhar com Ventura na intenção de retirar a nacionalidade a quem a tenha duplamente e pratique crime grave. Naturalmente, bem mais preocupados com a crise energética e o aumento do custo de vida, os portugueses, na celebração dos 50 anos da Constituição, revelam-se defensores de uma revisão da lei fundamental, mas sem exageros. No Bloco Central também já temos um espaço reservado para o boletim clínico do planeta e do homem mais poderoso do planeta. Este podcast é uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, com moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia de Gustavo Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Pedro Marques Lopes: “A democracia é um regime tão frágil que até defende quem a quer destruir”
Com o congresso à porta, José Luis Carneiro foi à Venezuela, onde há uma comunidade portuguesa muito significativa. Em defesa dos luso-venezuelanos, alega o secretário-geral do PS, não faltaram elogios à normalidade que se vive no país. Aproveitou a direita para uma rajada de críticas a quem já estava na crista da onda pela ameaça de romper o diálogo com o governo, se a AD mantiver a intenção de excluir os socialistas da eleição para substituir três juizes do Tribunal Constitucional. Tudo isto acontece, enquanto a direita — sem a IL — se junta para reverter legislação sobre a identidade de género. E o governo é avaliado negativamente por 56% dos portugueses, incluindo um em cada cinco que nele votaram. Todas as áreas estão mal avaliadas, mas a habitação e o custo de vida conseguem nota negativa de mais de 90% dos inquiridos. Custo de vida que tem tendência para se agravar com uma crise energética que faz subir a inflação, a que se pode vir a juntar uma recessão económica. Como vai Trump — e por arrasto o resto do mundo — sair desta guerra é uma pergunta para a qual ninguém tem resposta. Nem o próprio presidente dos Estados Unidos. A única certeza é que vários anúncios de Trump foram antecedidos por ganhos de muitos milhões nas casas de apostas, nas bolsas e nos mercados de futuro na área da energia. Está com o Bloco Central, uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, com Paulo Baldaia na moderação e Gustavo Carvalho na sonoplastia.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Pedro Siza Vieira: “O Tribunal Constitucional está cada vez mais disfuncional e prisioneiro da academia”
Trump age e o resto do mundo reage. Já tudo se disse sobre o homem mais poderoso do planeta e tudo continua a ser possível esperar de alguém que espera apenas que obedeçam à sua vontade. Não queria ninguém a meter-se na guerra que, com Israel a seu lado, ia ganhar facilmente num par de semanas, mas logo ameaçou os seus aliados europeus na NATO, mais o Japão, a Coreia do Sul e — pasme-se — a China, se não enviassem navios para patrulhar a navegação no estreito de Ormuz. “Essa não é a nossa guerra”, responderam em uníssono os aliados, a quem nada tinha sido dito quando Trump e Netanyhau decidiram ir para a guerra no Irão. A crise energética aí está, a afectar o andamento da economia e a fazer subir os preços não apenas dos combustíveis, mas de muitos outros produtos. Por cá, não apenas, o Presidente da República não tem ainda formada a sua Casa Civil, como a Assembleia da República continua a mostrar-se incapaz de eleger os órgãos externos, como o Conselho Económico e Social, a Provedoria de Justiça, os conselhos superiores de Segurança Interna e de Informações, o Conselho de Estado ou o Conselho Geral da RTP. Mas é na eleição de três juízes do Tribunal Constitucional que tudo se joga, porque Montenegro e Ventura querem pôr o Chega a indicar o juiz que vai substituir um juiz que tinha sido indicado pelo PS. Os outros dois tinham sido indicados pelo PSD e continuarão a ser indicados pelo PSD. Está com o Bloco Central, uma conversa, entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, moderada por Paulo Baldaia com sonoplastia de Gustavo Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Pedro Siza Vieira: “Marcelo foi um grande Presidente da República e um excelente representante de Portugal”
Empossado Presidente da República, António José Seguro não perdeu tempo a dizer ao que vinha nem em ir para o terreno, apontando o dedo ao governo, pedindo mais acção e menos palavras. No discurso da posse, reafirmou a tese de que o chumbo de um orçamento não implica dissolução automática do Parlamento, direcionando a pressão do peso pela responsabilidade de uma crise política das oposições para o governo. Reafirmando igualmente a vontade de ser um Presidente cooperante, mas exigente, confirmou que pretende chamar ao Palácio de Belém os partidos e os profissionais da Saúde para que se estabeleça um pacto para o médio prazo no sector. Para ele, que tinha avisado na campanha que vetaria a legislação laboral que lhe aparecesse em Belém sem acordo na Concertação Social, o governo reservou o dia da posse para convocar os parceiros sociais e nesse mesmo dia foi anunciado pelas confederações patronais que as negociações tinham chegado ao fim sem acordo. O Presidente não deu parte de fraco e insistiu para que a conversa continue. Quando chega um Presidente, há outro que parte e nós por aqui vamos falar igualmente do legado que nos deixa Marcelo Rebelo de Sousa. Está com o Bloco Central, um podcast que resulta de uma conversa, entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, moderada por Paulo Baldaia, com sonoplastia de Gustavo Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Pedro Siza Vieira: “Trump já se esqueceu de que dizia que merecia o Nobel da Paz e tem um fetiche erótico pela guerra”
As operações especiais para Trump devem ser sempre ao sábado e, de preferência, enquanto decorrem negociações e com ultimatos em contagem decrescente. Foi assim a 3 de janeiro, na Venezuela, e foi assim a 28 de fevereiro, no Irão. As comparações só acabam por aqui, porque as pessoas do regime iraniano em quem a Casa Branca estava a pensar para assumir o poder, como aconteceu na Venezuela, já não estão lá. Trump foi muito claro, quando lhe perguntaram sobre quem ia liderar o Irão quando a guerra terminasse: “A maioria das pessoas que tínhamos em mente estão mortas”. Para o regime iraniano, sobreviver já é uma grande vitória. Quando a guerra vai terminar é coisa que ninguém sabe e a duração do conflito, juntamente com a capacidade do Irão retaliar e alargar a guerra a toda a região do golfo pérsico, serão determinantes para a evolução da economia global, com especial destaque para as economias da Europa e da China, mais dependentes de energia importada. De grosso modo, um quinto do petróleo e do gás natural passa pelo estreito de Ormuz. Uma Europa dividida entre os que recusam colaborar com Trump nesta guerra sem mandato internacional, os que ficam a meio da ponte e os que apoiam. Sobram as ameaças do inquilino da Casa Branca a Espanha e sobra também, a despropósito no contexto deste conflito, o anúncio de Emmanuel Macron de que a França admite aumentar o número de ogivas nucleares e estacionar algum desse armamento noutros países da Europa, como factor de dissuasão perante a ameaça russa. Está com o Bloco Central, a moderação da conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira é de Paulo Baldaia. A sonoplastia é de Gustavo Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Pedro Siza Vieira: “Passos parece querer ser líder da oposição, faz críticas ao Governo e apelos a que a legislatura não chegue ao fim”
No final da semana passada, Trump sofreu às mãos do Supremo a mais pesada derrota e acabou a insultar os juízes que votaram pela ilegalidade das tarifas. Na madrugada desta quarta-feira, no mais longo discurso da história do Estado da União, o presidente republicano pintou a América great again: “maior, melhor, mais rica e mais forte do que nunca”, mas gastou 107 minutos a dividi-la pela raça, pelo género, pela ideologia partidária. Ao fim do primeiro ano do segundo mandato, Trump tem o pior índice de aprovação da história da União, para a mesma altura, com 39% positivo e 60% negativo. Sobre Renee Good e Alexi Pretti, mortos pelo ICE, ou sobre as sobreviventes do pesadelo Epstein nem uma palavra. Com mentiras, exageros e palhaçadas não trouxe nenhuma novidade digna de registo e transformou o momento num talk-show. Na terça-feira, assinalaram-se os quatro anos da invasão da Ucrânia pelo exército russo, num momento de impasse na frente de guerra e nas negociações de paz. Por cá, as atenções dividiram-se entre a escolha do ex-director nacional da Polícia Judiciária para ministro da Administração Interna e mais uma enfática intervenção do ex-líder do PSD, Pedro Passos Coelho, no papel de líder da oposição à escolha de Luís Montenegro para tutelar as polícias e a proteção civil. O governo aprovou, na semana passada, as linhas gerais do PTRR e, depois de reunir com o presidente eleito para lhe dar conta do que pretende com este plano, está agora a conversar com os partidos da oposição para recolher propostas. Está com o Bloco Central, um podcast que é uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, com moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia de Gustavo Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Pedro Marques Lopes: “O Governo plantou notícias para descredibilizar Lúcia Amaral e fez dela bode expiatório pelo que correu mal”
Trump continua a querer policiar o mundo, não pelas regras do direito internacional mas pelo que lhe dita a sua consciência. A Ucrânia, que podia ter a paz poucos dias depois dele regressar à Casa Branca, continua a ser pressionada por Washington de uma forma que Moscovo nunca foi. E a paz continua a ser uma miragem. Na conferência de Munique, a América, que trocou J.D. Vance por Marco Rubio, baixou o tom mas manteve a crítica a uma Europa em decadência e confirmou que o apoio a uma extrema-direita nacionalista na Europa é a agenda comum que une os interesses de Trump e de Putin. Por cá, com um presidente eleito que criticou o ante-projecto “Trabalho XXI”, o governo parece andar à procura de quem lhe passe a certidão de óbito. O empenho é tanto que a ministra do Trabalho decide convocar patrões e UGT para uma reunião e manteve-a mesmo sabendo que, por motivos de agenda, a UGT não estaria presente. Veremos se cumpre a promessa de o levar ao Parlamento, mesmo sem acordo na Concertação Social, e se o Chega de Ventura recua para a posição inicial de apoio a esta revisão do Código Laboral. Se falhar a Concertação e o Parlamento, o mais que o governo consegue é arranjar uma desculpa, sem o ónus de ter de enfrentar o presidente logo no início do seu mandato. O Bloco Central é uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira com moderação de Paulo Baldaia. A sonoplastia deste episódio é de Gustavo Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Marques Lopes: “André Ventura perdeu, mas não foi derrotado”
Saímos das mais recentes eleições com um presidente eleito com o maior número de votos de sempre. Seguro, o candidato por quem tantos barões do PS têm o maior desdém, acabou a superar a marca de Soares. Esteve em campanha para unir os portugueses, prometendo o oposto de Ventura e os eleitores escolheram a democracia. Como na primeira volta aconteceu com a esquerda, com o eleitoral a ignorar os directórios partidários e a dar o pleno de votos a Seguro, agora, na segunda volta, foi o eleitorado de centro-direita que mandou às favas a estratégia de quem se colocou em cima da ponte, julgando possível manter a equidistância entre quem une e quem divide. Vida facilitada para o presidente eleito que não fica a dever a ninguém, a não ser a todos os que nele votaram, esta eleição. Ventura foi pesadamente derrotado e a cara com que apareceu na noite eleitoral desmentia qualquer grito de vitória, qualquer ideia de liderança de direita. Mas Montenegro sabe que o líder do Chega, ficando longe do que pretendia, saiu fortalecido com mais 400 mil votos. Há caminho para percorrer, primeiro-ministro e presidente eleito querem estabilidade. Veremos o que o poder político faz com ela. Está com o Bloco Central, onde a opinião que conta é de Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira. A moderação da conversa é de Paulo Baldaia, a sonoplastia é de João Luís Amorim.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Pedro Marques Lopes: “Depois da propaganda em cima de uma tragédia, Leitão Amaro não podia ser ministro nem mais um dia”
Nenhum país está preparado para combater a força da natureza quando fenómenos meteorológicos extremos, como a tempestade “Kristin”, atingem o território com rajadas de 200 quilómetros por hora ou, como a tempestade “Leonardo”, trazem associado um rio atmosférico com mais de mil quilómetros de extensão e toneladas de vapor de água para despejar. Coisa diferente é a prevenção que é preciso fazer para mitigar os estragos e, sobretudo, a forma como o Estado responde às necessidades das populações afectadas. Aí, o país, invariavelmente, revela-se impreparado. Acresce que a comunicação do Governo também se mostrou um fenómeno extremo, entre a vaidade comunicativa dos ministros Nuno Melo e Leitão Amaro (estrelas da cassete pirata) e a humildade comunicativa da ministra Maria Lúcia Amaral (invisível, a aprender e sem saber o que falhou). Extrema foi também a forma como o país mediático deu por terminada a campanha das presidenciais. Um apagão que pode contribuir para uma subida da abstenção já previsivelmente alta por causa do mau tempo que se faz sentir, mas também pela desmobilização do eleitorado de centro-direita, a quem se disse que estas eleições não têm nada a ver com eles. O Bloco Central é uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, com moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia de Gustavo Carvalho. Não fecharemos este episódio sem duas notas internacionais. A vontade de Trump nacionalizar as eleições de novembro e os ficheiros Epstein, libertados aos soluços, mas sempre com revelações surpreendentes. Ou nem tanto.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Ao vivo: América a ferro e fogo e o papel de Trump num mundo em profunda mudança teimam em não entrar no debate das presidenciais
Gravamos ao vivo nos “Encontros Fora da Caixa”, realizados no Porto na segunda-feira, e elegemos o presidente Trump como tema internacional e as presidenciais como tema nacional para a conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, com moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia de João Martins. Entramos na campanha oficial da segunda volta das presidenciais e esta terça-feira realiza-se o único frente-a-frente televisivo. O país vota a 8 de Fevereiro. Se as sondagens voltarem a acertar, António José Seguro será o próximo Presidente da República, num tempo político em que há uma maioria sociológica de direita. Como vai André Ventura, reforçado nas urnas, lidar com o governo de Luís Montenegro? Para que servirá o movimento criado por Cotrim de Figueiredo com a mira apontada a 2031? Que direita sai destas eleições? Sem grande espaço no debate de trazer por casa, o mundo mudou e isso ficou muito claro, em Davos, onde o primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, fez uma intervenção inspiradora no dia anterior ao recuo de Donald Trump em relação à Gronelândia. Os mercados estiveram em queda e a Europa mostrou-se firme e unida na oposição à vontade americana de anexar a maior ilha do mundo. A América a ferro e fogo, por causa do combate do ICE à imigração, é outra das marcas da presidência de Trump. See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Siza Vieira sobre André Ventura: “Imaginem o que é ter um incendiário que gosta do Trump a torpedear o governo do país”
Desta vez, as sondagens não se enganaram, apontaram a alta probabilidade de haver uma segunda volta entre Seguro e Ventura e ela aí está. Mais difícil de antecipar foi a dimensão da vitória do ex-líder do PS na primeira volta e a dimensão da derrocada do candidato da AD. Cotrim terá ficado muito satisfeito por ser o primeiro dos derrotados, pela simples razão de que triplicou a votação da IL nas legislativas de há oito meses e isso confirma o estatuto de príncipe dos liberais, que se agigantam quando é ele o candidato e mingam quando é outro qualquer. Como o tolinho no meio da ponte ficou uma parte da direita portuguesa, incapaz de saber se esta segunda volta é entre a direita e a esquerda ou entre quem defende a democracia e quem a quer perverter. Terá sido o mesmo dilema que levou há uns tempos alguns democratas portugueses a ficarem indecisos entre Donald Trump e Kamala Harris, hoje alinham com o coro europeu contra o bullying do presidente dos Estados Unidos, que conseguiu transformar os seus principais aliados em principais adversários. A Gronelândia, pois claro, que deixou de sonhar com a independência que um dia podia chegar, mas também a Ucrânia que impede os europeus de passar das palavras aos actos. A bazuca comercial, pacote de sanções anti-coerção, é uma espécie de bomba nuclear que foi preparada para ser lançada contra a China em caso de necessidade, mas que é agora falada para responder às ameaças da Casa Branca. Está com o Bloco Central, a moderação da conversa que se faz entre o Pedro Marques Lopes e o Pedro Siza Vieira é de Paulo Baldaia, com sonoplastia de Gustavo Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Marques Lopes: “Ventura um dia será primeiro-ministro, com a ajuda de Cotrim e de Montenegro, se este não fizer nada na segunda volta”
Enquanto Trump continua a mostrar ao mundo a sua faceta de cowboy - umas vezes feito xerife e outras mais parecendo ladrão de gado, numa versão ladrão de petróleo ou terras raras -, nós por cá aproximamo-nos da recta final de uma campanha que nos há-de levar a uma segunda volta das presidenciais. Se o retrato que as sondagens nos dão hoje não estiver desfocado, há neste momento três candidatos para duas vagas. A tendência de queda deixou Marques Mendes e Gouveia e Melo a quase dez pontos percentuais de um lugar na segunda volta e, em sentido contrário, sempre a crescer nas intenções de voto, Cotrim e Seguro disputam com Ventura quem passa à história no próximo domingo. O governo que, para defender o seu candidato, disse dos outros o que Maomé não disse do toucinho, tem aqui uma dificuldade para gerir com o próximo presidente. E se a corrida acabar por ser entre Ventura e Seguro, qual será a posição defendida pelo líder da AD? O podcast Bloco Central é uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira com moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia de João Luís Amorim. See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Pedro Siza Vieira: “Ventura tem o seu rebanho e os seus eleitores não seguem outro pastor”
Donald Trump não nos fez esperar para ficarmos a saber o que nos espera em 2026. Logo no primeiro fim-de-semana do ano, bombardeou Caracas, eliminou a segurança pessoal do presidente da Venezuela e extraditou Nicolás Maduro e a mulher para Nova Iorque onde começarão a ser julgados em Março. Até lá, Trump conta com a manutenção do regime venezuelano para ganhar muito dinheiro com a comercialização do petróleo. Para lá do que aconteceu e da forma como aconteceu, o presidente norte-americano e todo o seu séquito não perderam tempo a mostrar em que direcção vai o mundo: Colômbia, Cuba e Gronelândia são os próximos alvos. Por cá, entre ginjinhas e provas de vinho, os candidatos são diariamente chamados a comentar a espuma dos dias e não se torna fácil perceber o que fariam se fossem presidentes da República. Como esta sexta-feira há Conselho de Estado para debater a Ucrânia, a Venezuela e, talvez, a Gronelândia, o país deve poder contar com a diligente acção dos jornalistas na estrada, transformando todos os candidatos em conselheiros de Estado. As sondagens insistem em dizer-nos que, de certeza, haverá segunda volta a 8 de fevereiro com a grande incerteza de existirem cinco candidatos para duas vagas. Umas poucas dezenas de milhar de votos podem fazer a diferença e o voto útil passou a ser o tema mais importante da campanha. Está com o Bloco Central, a moderação da conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira é feita por Paulo Baldaia. A sonoplastia é de Gustavo Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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2026: Com um novo Presidente haverá mais ou menos estabilidade? E a economia pode sofrer abalos vindos de fora?
Estamos já em 2026, o ano em que vamos escolher um novo Presidente da República e despedir-nos de Marcelo Rebelo de Sousa. Quase tão importante como saber quem será o sucessor de Marcelo, pode vir a ser a eventual confirmação de André Ventura na segunda volta. Quem fica para trás nesse caso? E que consequência terão nos partidos estes resultados? Por mais voltas que a política dê e se reforce o papel do populista Ventura, não é expectável que venha aí nova crise política com legislativas antecipadas. Temas como possível revisão constitucional, incluindo debates sobre o papel do Presidente, número de deputados ou poderes do Estado, podem ganhar atenção política ao longo de 2026. A composição do Tribunal Constitucional também vai dar que falar. À volta do mundo, é previsível que 2026 será um ano marcado por desafios à ordem internacional, com crises humanitárias persistentes (por exemplo, no Sudão) e tensões geopolíticas que vão testar ainda mais os mecanismos tradicionais de cooperação global. Nos Estados Unidos em particular, Donald Trump verá testada nas urnas a sua popularidade. Todo o congresso e um terço do Senado estará em jogo, para lá de uma série de Estados que também terão eleições para governador. No primeiro episódio do ano, Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira vão olhar para a agenda e tentar perspectivar o que aí vem. Cá no burgo e no resto do mundo. A moderação da conversa é de Paulo Baldaia, a sonoplastia é de Salomé RitaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Figuras e acontecimentos de 2025: Eleições legislativas, Ventura e os imigrantes
A fechar o ano, é tempo de fazer balanços, eleger a figura e o acontecimento de 2025, por cá e à volta do mundo. A guerra da Ucrânia leva anos, a paz em Gaza fecha uma guerra que começou a 7 de outubro de 2023, reunindo o pior da humanidade com um hediondo ataque terrorista do Hamas seguido por um massacre do exército israelita. De tão presente, até podemos ser levados a pensar que Donald Trump tomou posse do segundo mandato há já bastante tempo, mas ainda não fez um ano. O tempo suficiente para acusar a Europa de estar decadente, depois de ajudar a revelar todas as fragilidades de um espaço europeu que dava como certo que a sua defesa seria assegurada pelo poder militar da América. Poder militar que agora ameaça a Venezuela, de uma maneira que nunca foi explícita em relação à Gronelândia e ao Canadá, mas que também estiveram na mira dos interesses do presidente dos Estados Unidos. Xi Jinping, que encara olhos nos olhos o poder de Washington, e Vladimir Putin, que aprendeu a tourear o ego de Trump, são os dois políticos que melhor souberam lidar com a nova política externa norte-americana. Por cá, a Spinumviva podia ter sido a palavra do ano, mas o povo que votou na sondagem da Porto Editora não ganhou para o susto com o apagão e o país descobriu que já não sabe viver sem internet. A verdade é que foi com o pretexto das suspeitas lançadas sobre Luís Montenegro e sobre a sua empresa familiar que fomos para umas eleições antecipadas que reforçaram a vitória da AD, catapultaram o Chega para liderança da oposição parlamentar e deixaram o Partido Socialista de rastos. A Justiça continuou a ser notícia quase diariamente muito por causa da actuação do Ministério Publico, de uma forma geral, e por causa das manobras dilatórias de José Sócrates, no caso particular do processo Marquês. Por cá e lá por fora, a migração é tema que alimenta o crescimento da extrema-direita e, em sentido contrário, fortalece o debate sobre o papel que os imigrantes têm em cada país onde trabalham, ajudando no crescimento da economia, contribuindo para a sustentabilidade da segurança social e dando algum calor ao inverno demográfico. A Figura do Ano e o Acontecimento do Ano são uma escolha dos comentadores residentes no Bloco Central, Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira. Paulo Baldaia faz a moderação da conversa, com sonoplastia de Salomé Rita.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Siza Vieira: “Criaram uma campanha negra contra Marques Mendes porque ele está à frente nas sondagens”
Mais livre para falar do caso Spinumviva, Montenegro não poupou nas palavras, apontou o dedo a políticos, jornalistas e poder judicial. Garantiu que a averiguação preventiva foi muito mais do que isso, foi mais um inquérito criminal onde tudo foi visto à lupa. O caso parece encerrado para o primeiro-ministro, mas o Ministério Público não pode deixar de esclarecer porque seguiu este caminho. A semana estava marcada pela decisão do Tribunal Constitucional que encontrou inconformidades na Lei de Nacionalidades e lá vieram as acusações de politização do Palácio Ratton e regressou o debate sobre a composição do tribunal e até da necessidade de rever a Constituição da República. O assunto entrou na campanha das presidenciais, onde Marques Mendes é agora o favorito e é dos negócios dele que se fala. Lá por fora é Putin e a Ucrânia, mais Trump e o resto do mundo à espera de ver como acaba a luta pela Warner. A administração da Warner quer ser da Netflix, a administração norte-americana talvez prefira que ganhem os seus amigos da Paramount. O Bloco Central tem moderação de Paulo Baldaia num debate entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira. A sonoplastia é de João Luís Amorim.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Siza Vieira: “O governo perdeu a mão no processo e não tem condições de aprovar a legislação laboral sem grandes alterações”
Num país de pequenas e micro empresas, onde se torna impossível andar a contar o número de trabalhadores que aderiram à greve, governo e centrais sindicais fizeram o que sempre fazem na guerra dos números e todos sabemos que não foi nem oito, nem oitenta. Mas esta greve geral teve um teste de algodão a mostrar que foi um sucesso. A fórmula é do director do Público que nos lembra a mudança de posição do exímio leitor das massas. Se Ventura diz agora que “existem razões para um descontentamento generalizado” é porque a greve geral existiu mesmo. Porquê, pergunta o primeiro-ministro, parecendo ignorar que o seu governo tem em cima da mesa um ante-projecto de revisão da legislação laboral que mexe significativamente nas relações entre trabalhadores e empresas. Se dependesse de Luís Montenegro, a semana teria sido toda dedicada a discutir a medalha de mérito atribuída pela Economist. Político que é político até nas greves que defende aparece para trabalhar e houve debate presidencial na televisão já depois de ter havido debate no Parlamento. Por cá, há ainda que voltar a assinalar o reaparecimento do Procurador-Geral da República que se veio queixar de si próprio e repetir que, por ele, nem sequer estava no lugar em que está. Lá por fora, a coisa pia mais fino com o Documento de Estratégia Americana e a entrevista de Donald Trump ao Político. Tudo junto resume-se na estafada frase: o mundo está perigoso! Venha daí para uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, com moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia de João Luís Amorim.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Pedro Siza Vieira: “A atuação do Ministério Público no processo Influencer só não é pidesca, porque na PIDE havia quem mandasse”
O Ministério Público faz questão de andar na crista da onda e nós por cá temos a função de surfar o que a actualidade nos dá. Esta semana, polícias que fazem parte de um gangue que escraviza imigrantes foram deixados em liberdade porque o tribunal entendeu não considerar, para efeitos de determinar as medidas de coação, escutas telefónicas que não estavam transcritas. Com alguma ironia, sugere-se ao Ministério Público que da próxima vez entreguem as escutas à Sábado para que as possam transcrever a tempo de serem apresentadas. Foi lá que pudemos ler as escutas —sem relevância criminal — do processo Influencer. Os procuradores sacudiram a água do capote e insinuaram que a fonte de informação pode ter sido algum dos advogados dos arguidos, porque há matéria que já não está em segredo de justiça interno. Este é o país onde se fazem 28 debates para escolher dois candidatos para a segunda volta das presidenciais, sendo certo que, pelo menos, mais um debate será feito para escolher o Presidente. Daremos nota do que pensam os comentadores residentes do Bloco Central, Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, sobre esta campanha, a mudança de liderança do Bloco de Esquerda e sobre o embaraço que o governo diz sentir com as filas intermináveis que os turistas têm de ultrapassar para entrar em Portugal. A moderação da conversa é de Paulo Baldaia e a sonoplastia de Gustavo Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Pedro Marques Lopes: “A nomeação de Carlos Alexandre para investigar o SNS cheira a República dos juízes por todo o lado”
Desta vez, sem dramas, a partir desta quinta-feira o país tem o orçamento do próximo ano aprovado. Passou mais uma semana de pré-campanha, já lá vão sete debates, já só faltam 21, já todos os candidatos mostraram ao que vêm e o Presidente da República está muito satisfeito com o nível de esclarecimento. Mas ainda falta o Natal e a passagem do ano, antes dos candidatos irem para a estrada medir a temperatura ao povo eleitor. O conselho que podemos dar desde já é que a 18 de janeiro não se sinta desmobilizado, porque pelo menos neste ponto as sondagens não se vão enganar: haverá segunda volta a 8 de fevereiro, o domingo anterior ao fim-de-semana de Carnaval. Esta foi a semana em que o dia 25 de novembro ganhou honras de data histórica com sessão solene na Assembleia da República, a imitar o 25 de abril, mas sem cravos vermelhos E com rosas brancas. A cor da paz que não foi, no entanto, a cor da temperança com que o Presidente da República gostaria de ver desenhado o nosso futuro colectivo. A direita uniu-se para, reescrevendo a história, encontrar o seu dia, só que acabou por ser uma coisa da elite política sem festa popular, já que uma coisa é engalanar o Parlamento e fazer uma parada militar no Terreiro do Paço e outra bem diferente é dar o estatuto de feriado ao dia D, de Democracia, e permitir ao povo descansar ou fazer a festa. À espera de fazer a festa, já lá vão quase quatro anos, a Ucrânia recebeu um plano de capitulação preparado entre norte-americanos e russos, o plano evolui para um plano de paz que foi aceite por Kiev mas, obviamente, deixou de ter o apoio de Moscovo. A guerra? Continua! No Bloco Central, semanalmente Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira comentam a actualidade nacional e internacional, com moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia de Gustavo Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Marques Lopes: “Cristiano Ronaldo optou por vender a sua influência a quem lhe paga mais”
Esta é a semana em que foi dado o tiro de partida para a longa caminhada até 18 de janeiro, que vai ter 28 debates até à semana de Natal. Estes frente-a-frente terminam com a dupla que todas as sondagens - é melhor dizer quase todas as sondagens - indicam serem os favoritos a passar à segunda volta: Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes. É também a semana em que o homem que tem mais seguidores à face de Terra - nas redes sociais, claro está - acompanhou o patrão - um dos homens mais ricos do mundo - numa viagem de negócios à Casa Branca, onde vive o homem mais poderoso do mundo. Por cá, como é habitual, passamos muito rapidamente de um orgulho desmedido por Cristiano ser recebido por Trump para um coro de criticas por Ronaldo dar cobertura política a uma monarquia absoluta e teocrática. Na Ucrânia, as coisas correm mal no campo de batalha e muito mal no campo diplomático. Os Estados Unidos apresentaram um plano de paz que mais parece um plano de capitulação desenhado no Kremlin. As coisas ficam ainda mais difíceis para Zelensky e para a Europa porque o Reino Unido já veio dizer que apoia o plano. E dos trabalhistas britânicos chegam também sinais do que parece ser uma capitulação face ao crescimento da extrema-direita anti-imigração liderada por Nigel Farage: o governo anunciou medidas 'históricas' para endurecer política de asilo e conter imigração. Lá fala-se de “bilhete dourado”, por cá a expressão é “portas escancaradas”.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Pedro Marques Lopes: “Nunca houve tantas razões para fazer greve geral como agora”
No fim de semana, a CGTP e a UGT anunciaram uma greve geral para o dia 11 de dezembro e logo chegou a resposta do primeiro-ministro, acusando as centrais sindicais de estarem ao serviço do PCP e do PS, no exato momento em que se confirma que é com o Chega que a AD vai aprovar a revisão da legislação laboral, depois dela sair da Concertação Social. O governo afirma-se disposto a dialogar até ao fim, mas avisa que o fim não pode estar longe e garante que não cede nas traves mestras da sua proposta. Enquanto os portugueses, finalmente, tomam conhecimento da importância do que está a ser discutido no Código do Trabalho, nas presidenciais o candidato do Chega diz que quer o seu partido ao lado do governo neste dossiê, o candidato da IL diz que a flexibilização das leis laborais terá de acontecer e o candidato da AD pede mais diálogo e mais respeito pela UGT. Mais ou menos o mesmo é o que defende o candidato apoiado pelo PS. Os candidatos à esquerda estão todos a favor da greve e o candidato sem partido defendeu que as mudanças na lei laboral têm de manter coesão social e admitiu até vetar politicamente este pacote legislativo se ele chegasse a Belém como está apresentado. Na Justiça, o processo que, na opinião da ministra da Justiça, é o exemplo de tudo o que pode correr mal foi para intervalo e a juíza avisa que há crimes de que é acusado José Sócrates que podem prescrever brevemente. Do Reino Unido e de Itália chegam más notícias para o jornalismo: demissões na BBC e despedimento numa agência de notícias. O Bloco Central tem moderação de Paulo Baldaia, numa conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira. A sonoplastia é de Gustavo Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Pedro Siza Vieira: “O governo tem razão na mudança da Lei do Tribunal de Contas e espero que o PS apoie”
Habituados a ter um dos melhores serviços de saúde do mundo, os portugueses levam muitos anos a estranhar que um país remediado como é o nosso não se mostre capaz de acompanhar o grau de exigência de uma população que envelhece ao mesmo tempo que cresce exponencialmente o custo do SNS. Até ao dia que quem manda é o ministro das Finanças. Não há, portanto, ministra ou ministro da Saúde que aguente muito tempo em estado de graça. Mas há, é claro, uns que se põem mais a jeito do que outros. Pelos pingos da chuva mediática vai passando a polémica relacionada com a vontade do governo de alterar a Lei Orgância do Tribunal de Contas, no sentido de acelerar a execução, colocando o Tribunal a julgar a posteriori e não com visto prévio como acontece actualmente. A presidente da Instituição discorda do caminho escolhido. A campanha das presidenciais vai prosseguindo a ritmo constante, mas morno sempre que desaparecem as venturices da política à portuguesa. Cotrim Figueiredo, no que as sondagens dizem ser um excesso de confiança, garante que vai passar à segunda volta, o que para acontecer significaria obrigatoriamente que ficava à frente de António José Seguro que, depois de receber o apoio do PS, tem recebido apoios da direita ao mesmo ritmo que camaradas do seu partido anunciam que vão votar noutro. A América foi a votos, elegeu o primeiro presidente da Câmara de Nova Iorque muçulmano, dois governadores norte-americanos e ainda aproveitou para mudar o mapa eleitoral da California e assim beneficiar os Democratas quando se votar para o Congresso no próximo ano. Trump perdeu e os Democratas ganharam em toda a linha. A questão agora é saber o que fazer com essas vitórias, porque não é certo que isto vá unir o Partido Democrata. O Bloco Central tem moderação de Paulo Baldaia numa conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira. A sonoplastia é de Gustavo Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Pedro Marques Lopes: “Leitão Amaro é o campeão das causas do Chega”
O Orçamento do Estado segue para a discussão na especialidade e a pré-anunciada viabilização por parte do PS retirou carga dramática à discussão e votação na generalidade. O que sobrou foi um aviso de Montenegro quer ao PS quer ao Chega: maiorias só se AD fizer parte, por isso, é melhor esquecerem a ideia de um aumento extraordinário para as pensões mais baixas. Vale a pena lembrar igualmente que, adiamento atrás de adiamento, a fazer pensar numa teoria da grande coincidência, a Lei da Nacionalidade foi aprovada no mesmo dia que o Orçamento. É também uma coincidência, neste caso, uma infeliz coincidência que esta legislação tivesse sido aprovada pela AD e pelo Chega com Ventura a colocar cartazes na estrada ostracizando os imigrantes do Bangladesh. Numa semana de grandes teorias, ganhou particular destaque o ministro Leitão Amaro ao acusar o Partido Socialista de pretender levar a cabo uma reengenharia demográfica e política. Na cabeça do número dois político do governo aterrou, sabe-se lá vinda de onde, a ideia de que o governo do PS abriu a porta a um milhão de imigrantes, para depois os naturalizar e ganhar eleições com o apoio deles. Como Ventura está em todo lado, também esteve na SIC para uma entrevista onde repetiu a tese de alguns taxistas segundo a qual este país já só se endireita com três Salazares. Neste país que se não existisse tinha de ser inventado, a conversa faz-se entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, com moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia de Gustavo Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Pedro Siza Vieira: “O Chega lança umas migalhas e Passos Coelho vai comer com medo de ficar sozinho”
Esta é a semana em que as presidenciais entraram definitivamente na agenda. Agora, é mesmo verdade, da próxima vez que formos votar é para escolher o Presidente da República. É também uma semana em que se confirma, uma vez mais, que o Chega põe e dispõe da agenda da direita, na expressão feliz do jornalista Rui Pedro Antunes: “André Ventura pôs a AD e a IL entre a burca e a parede”. Com as eleições autárquicas realizadas, lá apareceu o relatório preliminar sobre o acidente no elevador da Glória. Tinha sido anteriormente noticiado pelo Expresso que o cabo usado a ligar os dois veículos não era apropriado para o efeito, o relatório confirma e acrescenta que houve relatórios de inspecção e manutenção que, simplesmente, não correspondem à verdade. A reacção inicial, quer da Câmara de Lisboa quer da administração da Carris, foi sacudir a água do capote mas, no fim do dia, Moedas fez o mínimo que podia fazer, que era anunciar que não vai reconduzir a actual administração da empresa. Sobre a morte de Francisco Pinto Balsemão, autonomizamos a parte inicial do Bloco Central em que falamos da importância para o país do legado que nos deixa o político, o jornalista e o empresário. Se ainda não ouviu, pode ouvir o episódio autónomo lançado ontem. A moderação da conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira foi de Paulo Baldaia e a sonoplastia de Gustavo Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Pedro Marques Lopes: “Balsemão teve um papel vital na democracia portuguesa, como político e como jornalista”
Esta é uma semana em que se destaca a palavra liberdade. A liberdade de expressão e de informação à qual Francisco Pinto Balsemão dedicou a vida. Com ela se fez o slogan do Expresso: “Liberdade para Pensar”, sem amarras ao politicamente correcto, mas também sem nunca prescindir de uma defesa apaixonada pelos valores da Democracia. Começou a defender um jornalismo livre ainda no tempo da ditadura e assim se manteve até ao ultimo dia da sua vida. Francisco Pinto Balsemão morreu no dia 21 de Outubro com 88 anos. Este episódio extra do Bloco Central, sobre o legado de Francisco Pinto Balsemão, tem a moderação de Paulo Baldaia, numa conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, com sonoplastia de Gustavo Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Siza Vieira: “O PS estancou a sangria com a ajuda de candidatos que não se pode dizer que sejam perigosos esquerdistas”
Trump apressou o plano de paz para o Médio Oriente para ver se ainda ia a tempo de receber o Nobel, mas o comité fintou-o e atribuiu o prémio a Corina Machado, de quem a América é aliada no combate contra a autocracia de Maduro. Mas nem assim Trump deixou de se mostrar amuado e só a dedicatória da líder da oposição venezuelana apaziguou um pouco o belicismo retórico do homem que a todo o custo quer receber um prémio que nem Mahatma Gandhi recebeu, apesar de ter sido nomeado 5 vezes. Por cá, as coisas são bastante mais simples, numa semana em que tudo se resume às leituras políticas que se podem fazer das eleições autárquicas de domingo passado. Tanto que há para dizer… e o que tiver de ser dito será dito por Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, comentadores residentes do Bloco Central, podcast de análise política em que o moderador é Paulo Baldaia e João Luís Amorim é o sonoplasta.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Pedro Siza Vieira: “Os juízes vão ficar como os políticos, com medo do Ministério Público”
Como se esperava, a flotilha foi impedida de chegar ao destino pelas forças israelitas e o espaço mediático, pelo menos por cá, deixou de ser ocupado pelo que se passa em Gaza e passou a ser ocupado com as condições de detenção de quatro portugueses recebidos no aeroporto como estrelas pop ou desportistas medalhados. Quanto às viagens, Ventura pediu e o governo fez-lhe a vontade, enviando a conta do repatriamento para cada um dos activistas. O insólito tomou conta do país e também ficámos a saber que o juiz Ivo Rosa foi vigiado durante três anos pelo Ministério Público. Este é o juiz que arrasou a acusação dos procuradores a José Sócrates. Os inquéritos-crime foram abertos na sequência de uma carta anónima que acusava Ivo Rosa de corrupção. O Presidente da República mostrou-se preocupado com a notícia e pediu aos orgãos de topo do Ministério Público e dos juízes que investiguem. Em plena campanha eleitoral lá surgiram notícias sobre uma averiguação preventiva a Luís Montenegro, que começou na campanha das legislativas e ainda não foi fechada. Estamos a chegar ao fim da campanha das autárquicas e sobe o tom, normalmente na justa medida em que sobe também o nervosismo nalgumas candidaturas que tinham como certo o que só povo pode decidir nas urnas. O Bloco Central é um podcast com uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira e moderação de Paulo Baldaia. A sonoplastia é de Gustavo Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Pedro Siza Vieira: “O Governo escolheu tratar a imigração como um tema de combate político”
Há uma terceira via para a paz no Médio Oriente. Donald Trump apresentou um plano para o pós-guerra pensado por Tony Blair e a proposta de paz já foi aceite por todos menos pelo Hamas, que não tem, no entanto, espaço de manobra para dizer não. Até os países árabes da região aplaudem a perspectiva do fim da guerra. Como chegámos aqui? É esta a vitória que falta ao presidente dos Estados Unidos para ganhar o Prémio Nobel da Paz? Por cá, os estrangeiros têm uma nova lei aprovada no Parlamento, outra vez, num acordo entre a AD e o Chega. O PS vai acenando e mostrando disponibilidade, cada vez que o governo precisa de uma maioria parlamentar, mas tem-lhe sido reservado o papel de figurante. Com eleições locais marcadas para daqui a semana e meia, os candidatos andam de porta em porta e, para além da ajuda dos líderes de cada partido, até já misturam com campanha para as presidenciais. No Parlamento, onde um secretário da mesa, deputado do Chega, provoca uma deputada socialista atirando beijinhos e outro deputado do mesmo partido confunde “morada” com “porrada”, perante um exaltado líder parlamentar do PSD, que parecia estar numa discussão de trânsito, Aguiar-Branco admite que talvez seja necessário rever a conduta dos deputados. Mas sem prever sanções para os deputados que violem o código, porque o presidente da Assembleia da República acredita que “a maturidade e a responsabilização de cada um pela forma como exerce o seu mandato deve ser julgada quando os portugueses forem votar.” O Bloco Central é moderado por Paulo Baldaia, a opinião que conta é do Pedro Marques Lopes e do Pedro Siza Vieira, a sonoplastia é do Gustavo Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Pedro Siza Vieira: “Nos Estados Unidos já se vive numa autocracia”
Enquanto Trump anuncia ao mundo que a Europa, por causa do combate às alterações climáticas e à imigração, está a morrer, a democracia nos Estados Unidos da América, com ataques sistemáticos do seu presidente, está já de pés para a cova. Mas há quem esteja a lutar por ela. Jimmy Kimmel voltou ao activo, depois de receber o apoio de Stephen Colbert, Jon Stewart, Seth Meyers e Jimmy Fallon. Obviamente todos eles na mira de Trump, que já tinha deixado claro que odeia os opositores e não quer o melhor para eles. O ataque à liberdade de expressão é feito às claras. A Casa Branca não se limita, no entanto, a tentar destruir os alicerces da democracia americana. Num relatório recente de um think tank pan-europeu é exposta a estratégia norte-americana de dividir e secundarizar os aliados europeus. Com mais ou menos colaboração, o apoio à extrema-direita europeia é central nesta estratégia. Posta em causa a ocidente e testada ao limite a leste, a Europa vacila na hora de responder às constantes violações do seu espaço aéreo por drones e aviões russos. Por cá, caminhamos a passos largos para as eleições autárquicas, os debates vão-se sucedendo, como se sucedem as noticias sobre o elevador da Glória e os incómodos que isso causa na candidatura de Carlos Moedas. No Bloco Central, Paulo Baldaia modera a conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira. A sonoplastia é de Gustavo Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Pedro Siza Vieira: “Ventura matou politicamente Passos Coelho e disse: ‘À direita sou eu e mais ninguém’”
Começa a ser perigoso dizer que o mundo está perigoso porque, como na história de Pedro e o Lobo, já parece que ninguém quer saber que o mundo está mesmo a ficar mais perigoso. Putin faz gato sapato da Europa e lança um enxame de drones na Polónia, porque sabe que a resposta da Europa será pífia. Trump apoia Israel, que leva a cabo um genocídio em Gaza, e ataca o Hamas no Catar, aliado dos Estados Unidos na região. Os países com maior poderio militar ou são ditaduras ou são liderados por radicais de direita que muito contribuem para a instabilidade global. Bolsonaro e os seus cúmplices foram julgados e condenados pelo Supremo brasileiro. No entretanto, a extrema-direita alemã triplicou os votos nas autárquicas do estado mais populoso do país e, por cá, já aparece à frente em estudos de opinião, dando balanço para que Ventura se tenha apresentado como candidato presidencial. Mas antes de chegarmos a essas eleições, vamos ter de passar pelas autárquicas, onde a expectativa é que o Chega tenha um crescimento exponencial. Já começaram os debate e nós avaliamos o da capital. A ministra da saúde continua em avaliação e o Presidente promete para outubro um diagnóstico que pode significar uma complicação política para Ana Paula Martins. Está com o Bloco Central, numa conversa de Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia de Gustavo Carvalho. BLOCO CENTRAL DOS INTERESSES PEDRO SIZA VIEIRA “Isto Vai Doer” “This is Gonna Hurt”, no original, é uma minissérie da BBC inspirada no livro de memórias com o mesmo título do médico Adam Kay. É uma excelente série, com personagens complexos e dramaticamente muito conseguida, que relata com extremo realismo o trabalho num serviço de ginecologia e obstetrícia do NHS britânico. Quando falamos dos problemas do nosso SNS, é bom ver tão bem ilustrada uma realidade muito semelhante, com profissionais extremamente desgastados pelas longas horas, pela complexidade das situações clínicas e pelo impacto que isso tem nas suas vidas pessoais. Os atores são excelentes - desde logo o extraordinário Ben Whishaw - e a série mostra como, apesar do desgaste em que os profissionais vivem, é no NHS que as situações mais complexas são resolvidas com extrema capacidade, e como a motivação das equipas vem do seu sentido de serviço e da vontade de ultrapassar os desafios clínicos mais exigentes. PEDRO MARQUES LOPES “I Care”, da banda Turnstile Os Turnstile são um banda de Baltimore, USA. Iniciaram a atividade em 2010, mas só há pouco tempo se tornaram conhecidos em termos globais. Costumo dizer que são os Arctic Monkeys dos primeiros tempos da banda de Sheffield. Difíceis de catalogar, há quem fale de pós punk, indie, etc. Para mim, é uma grande banda indie de guitarras. Deram um grande concerto no Primavera Sound deste ano e voltam a Portugal dia 26 de novembro. Fica o “I Care” do último álbum, “Never Enough”.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Pedro Marques Lopes: “Quando precisávamos de liderança, Carlos Moedas fugiu, mentiu e difamou”
Enquanto a política interna francesa dá ideia de estar a patinar, com o terceiro primeiro-ministro indicado por Macron no espaço de um ano, e regressam as manifestações para parar o país, a França desliza para o abismo. Paris tem uma dívida pública que ultrapassa em muito os 100% do PIB, com tendência para crescer como se percebe do défice orçamental que está nos 5,8. Pedir ajuda ao FMI não é cenário que se possa descartar. Isto já seria problema bastante para abanar a Europa, que teima em mostrar-se impotente para ajudar a Ucrânia a chegar à paz e é, agora, sistematicamente provocada pela Rússia. O assunto é mais sério do que nunca e, parecendo querer testar as linhas da NATO, drones russos violaram o espaço aéreo da Polónia. Donald Tusk advertiu que a perspectiva de conflito militar está mais próximo do que em qualquer momento desde a Segunda Guerra Mundial. O primeiro-ministro português está na China. É o primeiro governante ocidental a visitar Pequim depois de na semana passada Xi Jinping ter mostrado a sua força ao mundo em oposição à hegemonia do ocidente liderado pelos Estados Unidos. Nos meios diplomáticos circula a informação de que Trump estaria a pressionar a Europa para aplicar tarifas de 100% à China e à Índia, como forma de acabar com a guerra na Ucrânia. Por cá, a queda do Elevador da Glória mostrou um incumbente sem elevação para participar no debate político, a um mês das eleições autárquicas. Para malhar no PS, deixando na paz do senhor o Chega que apresentou uma moção de censura na Assembleia Municipal, Carlos Moedas insultou e disse umas inverdades — eufemismo usado no debate político para descrever uma mentira. Está com o Bloco Central. Paulo Baldaia modera a conversa em que a opinião que conta é de Pedro Marques Lopes e de Pedro Siza Vieira. A sonoplastia deste podcast é de Gustavo Carvalho. BLOCO CENTRAL DOS INTERESSES PEDRO SIZA VIEIRA É inevitável que nestes dias nos lembremos da canção dos Rádio Macau “O Elevador da Glória”, do álbum do mesmo nome, de 1987. Mas apetece-me sugerir que os nossos ouvintes recordem esta canção por outros motivos. Porque me recorda a Lisboa dos anos 80, onde renascia a vitalidade de uma cidade que há pouco tempo tinha recuperado a liberdade. O Bairro Alto era o sítio onde as coisas aconteciam e onde sentíamos que tinha chegado a modernidade e podíamos ser todos protagonistas. A letra registava isso muito bem, a música estava completamente alinhada com a sonoridade indie pós-punk da altura e a Xana tinha muita pinta. PEDRO MARQUES LOPES “Isto não é Miami”, de Fernanda Melchior (Elsinore, 2019) Belo livro. É um conjunto de ótimas histórias todas passadas em Veracruz, México. Muito ligadas à violência e aos gangues daquela terra. Mas é muito mais que isso. Escrito de maneira fluida, – lê-se num dia — despretensiosa, não se consegue parar. Ficaram-me as histórias da miúda possuída por um demónio, que tem como pano de fundo o primeiro casamento da autora, as da violência dos Zetas, a dos clandestinos que pensam que chegaram a Miami, a dos advogados, mas são todas boas e muito bem contadas. Há ali um misto de ternura, de busca de um quotidiano mesmo no meio daquela violência, de normalidade. Encantador. “A vida não vale nada” (de uma das histórias). “Os Cúmplices”, de Georges Simenon (Dom Quixote, 1955, edição de 1989) É tão absurdamente genial que nem sei que diga. Lembrei-me do que o Julian Barnes disse sobre ele, qualquer coisa sobre ele entrar nas almas mais negras. Mas não deve ser bem essa a expressão. Este é sobre um tipo amargurado, estranho, infeliz, com uma vida que tem tanto de vulgar (apesar de bem sucedida) como de estranha. Um casamento infeliz, uma família de que não gosta, sem filhos e com uma história de amor estranhíssima com a secretária. Ele provoca, involuntariamente, um acidente em que morrem 48 crianças, num autocarro escolar. No fundo são os dias dele e o resumo da sua vida desde esse dia até ao dia em que se mata. Curiosamente, reli sem ter relido o anterior do Simenon, de que disse não ter gostado, a “A Neve Estava Suja”, e percebi-o melhor. Esse é muito mais negro, um tipo mesmo mau. Este é bem mais humano, menos preto e branco. De cada vez que leio este tipo mais percebo o absoluto génio que foi.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Pedro Marques Lopes: “No julgamento de políticos, a diferença entre o Brasil e os Estados Unidos é que no Brasil a Justiça funcionou”
O Bloco Central regressa de férias e, pertencendo ao passado o tempo em que em agosto não acontecia nada, desta vez o que não falta são assuntos para debate. Depois de Trump se ter encontrado com Putin no Alasca e ter vindo de lá sem qualquer plano de paz, o presidente russo foi à China, conversou e tirou fotos com os líderes chinês, indiano e norte-coreano, a mostrar que o isolamento internacional que o Ocidente gostava de lhe impor, simplesmente não existe. A Europa ainda acabou acusada, tanto por fontes da Casa Branca como pelo porta-voz do Kremlin, de não querer a paz. Marcelo a falar com miúdos da universidade de Verão do PSD referiu-se a Trump como activo da Rússia ou da União Soviética, nada que vários analistas internacionais não tenham dito antes, nem que a realidade desminta, mas dá-se o caso de Marcelo ser Presidente da República. Houve quem temesse retaliação trumpista ao nível do que aconteceu com o Brasil, mas nem Marcelo é Lula, nem Portugal é o Brasil e a coisa passou. Em Brasília, Bolsonaro começou a ser julgado por tentativa de golpe de Estado e por tentativa de abolir violentamente o Estado Democrático de Direito, coisa que na América seria impossível fazer com Trump. Juntamente com o recomeço do julgamento de Sócrates, há aqui matéria para pensar na actuação da justiça, no contexto das democracias, quando os réus são antigos líderes políticos ou políticos no poder. Por cá, o governo estava de férias e não parece ter percebido a gravidade de um país a arder no norte e no centro. A Saúde nunca parou de dar notícia, com casos e casinhos. O Tribunal Constitucional deu razão ao Presidente e considerou inconstitucionais várias normas da Lei dos Estrangeiros e logo apareceu um vencido a acusar a maioria dos outros juízes de terem decidido por convicção pessoal e ideológica. Há aqui pano para mangas, a que se podia acrescentar ainda, por exemplo, o projecto do governo para rever a legislação laboral, mas como mantemos o compromisso de manter estas conversas com cerca de uma hora de duração, temos de fazer opções.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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O liberalismo é de esquerda ou de direita? A direita que triunfa tornou-se iliberal? Responde Carlos Guimarães Pinto
Afinal, o que é o liberalismo? A resposta parece fácil, mas as respostas fáceis são muito simplistas e, por isso, o nosso convidado de hoje resolveu escrever um livro para explicar uma ideia que começou a nascer cerca de 500 anos, mas que só se começou a impor, sobretudo, no ocidente, um ou dois séculos depois. Será esta a ideia que mudou o mundo, como a classifica o autor? Quando falamos de democracia liberal para definir uma democracia plena, será que os conceitos se confundem? Faz sentido que exista como partido? É de direita? O liberalismo é um espectro, onde cabem várias correntes? É a defesa radical desta ideia que nos leva até às democracias iliberais, como sistema político em que existem eleições e aparência de democracia, mas sem pleno respeito pelas liberdades civis, direitos individuais e pelo Estado de direito. Carlos Guimarães Pinto é o autor do livro “Liberalismo: A ideia que mudou o mundo” e está no Bloco Central para conversar com Pedro Siza Vieira e Pedro Marques Lopes. A sonoplastia do episódio é do Gustavo Carvalho. A moderação da conversa é de Paulo Baldaia. As sugestões de Carlos Guimarães Pinto: Worten Mock Fest 2025 A comédia de stand-up é uma das formas de arte mais subestimadas, embora seja das mais exigentes para os artistas. Para um bom espetáculo de stand-up não basta ter um bom texto, o desempenho do artista é fundamental. Um segundo a mais ou a menos entre palavras, um engano numa palavra e um bom texto transforma-se num desempenho artístico. Ao contrário de outras formas de arte, esta está permanentemente a ser julgada. A cada 20 segundos, o público dá o seu feedback sobre a qualidade da obra. Também ao contrário de outras formas de arte, essa resposta não resulta de cortesia. Em espetáculos de teatro ou música, as pessoas podem aplaudir por cortesia ou respeito pelo artista, mesmo que não tenham gostado muito. Na comédia de stand-up, a reação que comprova o sucesso do artista – o riso – é natural e imediata, muito mais difícil de simular por parte do público. A somar a isso, o artista está ali sozinho, sem rede. Como se tudo isto não fosse o suficiente, dificilmente alguém aprecia a mesma arte de stand-up muitas vezes como acontece com uma escultura, uma música ou um quadro. O inesperado acrescenta valor, um valor que quase desaparece numa segunda vez. O artista precisa, por isso, de estar sempre a criar para ser artista. Muitas pessoas não o sabem, mas o stand-up português está a viver o seu momento alto. Nunca houve tantos talentos e tão bons abaixo dos 40 anos. Reflexo disso, teremos este ano o primeiro festival dedicado a stand-up: o Worten Mock Fest (não fui pago para fazer esta publicidade, mas os organizadores merecem). Ainda estamos longe de ter um Fringe Fest como Edimburgo, mas, quem sabe, com eleições autárquicas à porta, não haverá um candidato a prometer isso. Teria muitas dificuldades em não votar nele. “Estado febril”, dos A Caruma A Caruma foi uma banda que nunca teve um grande sucesso, mas cujas letras transpiravam uma insatisfação latente que só mais tarde se refletiu politicamente. É um grupo que estava ali perdido no seu estilo, que tenta ser rural e popular soando citadino e elitista. Em retrospetiva, algumas letras hoje parecem gritos de aviso às elites para um sentimento de um povo que não sente que as suas insatisfações, as reais e as imaginárias, são ouvidas. Vale a pena relembrar. Talvez lhes dê vontade de voltar quase 10 anos depois. Suspeito que hoje teriam muito mais sucesso. A música é “Estado Febril”. See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Nas guerras culturais, os Hipocritões e os Olhigarcas estão a derrotar a esquerda? A conversa faz-se com Rui Tavares
O livro que serve de mote à conversa de hoje parte de cinco aulas/conferências proferidas por Rui Tavares num curso sobre a história das guerras culturais, complementadas por crónicas publicadas na imprensa portuguesa e brasileira. “Hipocritões e Olhigarcas - Passado e futuro das guerras culturais” começa há dois mil anos e termina nos dias de hoje, com a apresentação destes novos monstros e onde somos convocados para um debate sobre a melhor forma de gerir o medo da mudança. Ou melhor, das mudanças que estão a acontecer em todo o mundo. O autor, que é hoje o convidado do Bloco Central para uma conversa com Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, escreve na contracapa que “o passado das guerras culturais ensina-nos a olhar para o nosso futuro imediato - e diz-nos que precisamos de novas palavras para entender os novos monstros”. Partimos daqui para uma conversa sobre as guerras culturais do presente e dos monstros que se alimentam dessas guerras. A sonoplastia deste episódio é de Gustavo Carvalho. A moderação é de Paulo Baldaia. As propostas de Rui Tavares: “Apocalipse nos trópicos”, de Petra Costa (disponível na Netflix) Documentário com acesso sem precedentes a duas figuras centrais da atualidade brasileira: Lula da Silva e, especialmente, Silas Malafaia, o pastor evangélico mais poderoso do país. O filme explora a dinâmica entre religião e política, mostrando, em particular, como as políticas sociais podem ser sequestradas por uma visão teológica. Quando a vida melhora, milhões saem da pobreza e conquistam a primeira casa, o primeiro carro ou o acesso à universidade — mas o sucesso não é atribuído às políticas públicas, e sim ao mérito pessoal e a Deus. O documentário termina com imagens impressionantes dos acontecimentos de 8 de janeiro na Praça dos Três Poderes, em Brasília — ponto de confluência paroxístico dessa tensão política e religiosa. “Aventurera”, de Natália Lafourcade “Aventurera” é uma das faixas do álbum “Mujer Divina”, composto por versões de clássicos do cancioneiro mexicano de Agustín Lara, com duetos que incluem Gilberto Gil, Devendra Banhart e muitos outros. Vale a pena ouvir o disco inteiro, mas esta é a canção mais alegre de todas — e um excelente convite para o verão. See omnystudio.com/listener for privacy information.
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O estado da Nação visto por Pedro Siza Vieira e Pedro Marques Lopes
No mesmo dia em que estreia este episódio do Bloco Central, os membros do governo e os deputados dos diferentes grupos parlamentares debatem o estado da Nação. Uns estarão mais otimistas e outros mais pessimistas, uns puxarão mais pela imigração, outros pela saúde ou pela habitação. A montante e a jusante, o estado da economia, como está e para onde caminha. É igualmente um bom momento para aferir se há uma inclinação governamental para a direita ou se a AD se mantém o partido do meio, verdadeiramente disponível para negociar os grandes dossiês com o PS. Num podcast com sonoplastia de Salomé Rita, eu sou o Paulo Baldaia na moderação de uma conversa em que a opinião que conta é de Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira. Sugestão de Pedro Marques Lopes: Estreou esta quarta-feira, 16 de Julho, o espetáculo Audição, do Teatro Praga. É uma peça comemorativa dos 30 anos desta companhia. A Praga é das companhias de teatro mais importantes da cena teatral portuguesa deste século e é com certeza a mais importante do teatro experimental. Espetáculos fundamentais como super gorila, sonho de uma noite de verão, turbo folk, ego sistema, tropa fandanga, jângal, timão de atenas, bravo 2023, resposta a antígona e muitos mais. Espetáculos sempre desafiantes, arriscados, que fogem a todos os cânones e convenções, mas sempre belos e com um cheiro intenso a liberdade e criatividade. A Praga é um projeto mesmo muito especial e de uma profunda sensibilidade artística. Quatro figuras que eu quero destacar: André Teodósio, Claúdia Jardim, o Diogo Bento e o José Maria Vieira Mendes que são, perdoem-me os restantes, a alma da companhia. Vão celebrar com a Praga. Sugestão de Pedro Siza Vieira: Há 40 anos foi publicado Rum, Sodomy and the Lash, o segundo álbum dos Pogues e aquele que os tornou numas improváveis estrelas. A banda era liderada pelo já falecido Shane McGowan, que neste álbum criou uma fórmula muito original de conjugar a música tradicional irlandesa com a música pop. Neste álbum os Pogues ainda tocam músicas tradicionais, como Dirty Old Town ou I’m a Man You Don’t Meet Everyday, mas sobretudo revelou-se o talento do Shane MacGowan como um dos grandes criadores de canções do nosso tempo. Nos meus tempo de universidade ouvi muitas vezes este álbum e continuo a revisitá-lo com enorme prazer. Sugiro que ouçam uma das grandes canções dos Pogues - A Pair of Brown Eyes - em homenagem aos 40 anos do álbum que revelou o Shane MacGowan ao mundo.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Marques Lopes: “O Governo é co-responsável pelo clima que se está a criar e da violência que se pode seguir”
O Governo transformou a questão da imigração na questão central da política portuguesa e o Chega toma balanço e sobe a parada. Do final da semana passada vem o discurso do ódio, agora dirigido a crianças filhas de pais imigrantes por frequentarem a escola pública em Portugal. A análise de Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira no Bloco Central moderado por Paulo Baldaia. SIZA VIEIRA PROPÕE PARA VER A Longa Noite - uma série italiana que passou na RTP2 e pode ser vista na RTP Play. É uma dramatização dos últimos dias de Mussolini como Duce de Itália, muito fiel aos factos. A queda de Mussolini decorre de uma decisão do Conselho Fascista, que aprova uma moção de censura que leva o rei a demiti-lo e prendê-lo em 25 de julho de 1943, afastando-o do poder ao fim de 21 anos. É uma excelente recordação dos riscos que um país corre ao entregar o poder absoluto a um homem, com um programa de salvação nacional contra o caos que ele próprio criou - e que construiu o seu poder pela defesa da superioridade da nação face a outros povos, do culto da força e da masculinidade, e pela repressão da dissidência e da imprensa livre e a supressão do parlamento e dos tribunais. No limite, são os seus próximos que, temerosos da chegada dos exércitos aliados e do povo cansado da guerra, acabam por o afastar. MARQUES LOPES PROPÕE PARA OUVIR Estreou recentemente o filme Homem com H, na Netflix, um biopic de Ney Matogrosso que aconselho. O Ney foi e é um artista fundamental da música brasileira, melhor, da musica cantada em português. Foi revolucionário em muitos sentidos: no modo de cantar, na escolha de reportório e sobretudo na forma de se apresentar em palco. Escancarou muitas portas, contribuiu para o reconhecimento de direitos de minorias, mas é sobretudo um extraordinário artista e performer. Proponho a audição de um dos primeiros temas que ouvi dele e que ainda hoje adoro, é do Feitiço de 1978: Bandolero.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Pedro Siza Vieira: “É profundamente errado o que disse o PGR sobre Sócrates ter de provar a sua inocência”
Finalmente, vai começar o julgamento do século. O ex-primeiro-ministro José Sócrates senta-se no banco dos réus, 10 anos depois de ter sido detido no aeroporto de Lisboa, numa altura em que, alega ele, quiseram impedi-lo de ser candidato a presidente da República. Ele não foi, mas na área socialista avançou Maria de Belém e Sampaio da Nóvoa, que pode voltar a ser candidato, agora que Augusto Santos Silva, depois de ter colocado por duas vezes a hipótese de avançar, decidiu, em definitivo, não o fazer. A história repete-se, mas, do outro lado do Atlântico, há uma nova estrela na política, muçulmano candidato a presidente da Câmara de Nova Iorque pelos democratas. Mamdani já está a ser ameaçado pelo governo de Trump com a possibilidade de vir a perder a cidadania norte-americana. Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos conseguiu aprovar no Senado o 'Grande e Bonito' projecto de lei orçamental, com JD Vance a desempatar. Os ricos vão pagar menos impostos, mas mudam muito mais coisas na vida dos norte-americanos. O Bloco Central conta com Paulo Baldaia na moderação de uma conversa onde a opinião que conta é de Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira. A sonoplastia é de Gustavo Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Pedro Marques Lopes: “O pacote da imigração aprovado pelo governo é uma estrondosa vitória do Chega”
Quem faz a guerra, faz a paz e isso foi muito visível no Irão com os Estados Unidos a entrarem na guerra ao lado de Israel e a impor, depois, a paz aos dois lados, enquanto viajava de Washington para Haia. Antes deste desfecho, os iranianos já tinham feito mais um simulacro de retaliação, desta vez contra uma base militar norte-americana no Catar. Chegamos aqui porque, pela enésima vez, Telavive entendeu que Teerão estava a um passo de ser uma potência nuclear e resolveu atacar o regime dos ayatolas, enquanto eles faziam uso das duas semanas oferecidas por Donald Trump para reflectir. O presidente norte-americano foi recebido como herói numa cimeira da NATO feita à medida para lhe agradar, mas como tudo foi feito para americano ver, ninguém está à espera que se cumpra a despesa militar de 5% do PIB. Não vai cumprir, antes demais, Washington e, para não arranjar problemas com os parceiros de extrema-esquerda, o governo de Madrid. O Executivo liderado pelo socialista Pedro Sánchez, que chegou ao poder há sete anos com a queda do PP envolto em corrupção, atravessa hoje uma crise com problemas sérios na justiça. Por cá, mais do que tema central, às vezes parece tema único, a imigração mereceu o primeiro conselho de ministros extraordinário do novo governo. A AD, que encheu o país com cartazes a gabar-se de, em 11 meses, ter resolvido os problemas da imigração, continua a resolver os problemas da imigração. Será mesmo assim? É isso que vamos saber neste episódio do Bloco Central, ouvindo Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira. A moderação da conversa é de Paulo Baldaia. A sonoplastia é de João Luís Amorim.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Pedro Siza Vieira: “Quiseram discutir o Chega e a Spinumviva e só agora é que viram o programa eleitoral. Não se queixem”
O mundo está a ficar cada vez mais perigoso e o todo poderoso que prometia a paz em todo o lado, o mais que tem conseguido é dar um novo impulso aos mais fortes. Na guerra entre Israel e o Irão, especula-se com o envolvimento directo dos Estados Unidos e o senador democrata Tim Kaine está a tentar fazer com que o congresso diminua os poderes de guerra de Donald Trump. O Mal está no meio de nós e anda disfarçado das profissões que se fardam para o combater. Lobo com pele de cordeiro. O movimento neo-nazi que recebeu a visita da unidade anti-terrorismo da Polícia Judiciária não só estava fortemente armado, como teve entre os seus detidos um chefe da policia em efectividade de funções na municipal de Lisboa. Tudo isto tem servido também para deixar para segundo plano o Programa do Governo, viabilizado à direita e à esquerda, mesmo sendo um programa bastante mais à direita que o anterior. Do tanto que há para falar sobre ele é por aí que começamos a conversa de hoje no Bloco Central, onde a opinião que conta é de Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira. A moderação da conversa é de Paulo Baldaia e a sonoplastia de João Luís Amorim.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Pedro Siza Vieira: “o Sheik Munir é tão português como Gouveia e Melo e ambos nasceram em Moçambique”
Até à revolução de Abril, o 10 de junho era o Dia da Raça, depois passou a ser o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Em 2008, o 10 de Junho voltou a ser também o dia da raça, num aparente descuido do então Presidente da República Aníbal Cavaco Silva. Desta vez, sem equívocos, primeiro Lídia Jorge, depois Marcelo Rebelo de Sousa, vieram deixar claro que, quando muito, somos arraçados dos muitos que nos procuraram e de outros tantos que buscamos.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Siza Vieira: “Os eleitores de Gouveia e Melo podem vir a ser os eleitores de Marcelo Rebelo de Sousa”
O novo ciclo político acelerou, os deputados ocuparam os seus lugares e aguardam agora pela posse do novo governo que será muito parecido com o que continua em funções. Depois disso, votarão, por iniciativa do PCP, uma moção de rejeição ao programa de governo que está condenada ao fracasso. Não tarda, estamos de férias e quando regressarmos vamos de novo a votos para elegermos 308 presidentes de câmara, milhares de vereadores, presidentes de junta e deputados municipais. Mas as eleições que parecem estar ao virar da esquina são as presidenciais. O PS já tem um candidato, mas não sabe se o quer apoiar. O PSD apoia dois, mas um dizem que é por vingança. O Chega promete prejudicar o almirante, admitindo manifestar-lhe apoio. A IL já anunciou candidata mas, se calhar, precisa dela para outras funções. E a esquerda anda, nesta matéria mas não só, a apanhar bonés. Antes de nos dedicarmos à política caseira, vamos sobrevoar a Rússia que sofreu dois ataques humilhantes da Ucrânia e revisitar Elon Musk que agora, livre como o passarinho do twitter, já dispara em direção à Casa Branca por causa do orçamento. Ouça aqui o novo episódio. See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Pedro Marques Lopes: “Não há debate no PS porque Mariana Vieira da Silva, Fernando Medina e Duarte Cordeiro não quiseram”
Depois do tsunami eleitoral que derrubou o PS e deu ao Chega o lugar de segundo maior partido português, os socialistas resolveram não fazer ondas. Os militantes, tanto quanto se sabe até hoje, não vão ter nem escolha, nem debate. O senhor que se segue é José Luís Carneiro, que contou com os votos dos costistas para enfrentar Pedro Nuno há pouco mais de um ano, apoiantes que agora optam por assistir na bancada a uma travessia no deserto, mas não deixam de dizer que o rei vai nu. Escolhido para o altar do sacrifício, Carneiro já garantiu apoio ao governo, pedindo em troca que a AD escolha o PS para as questões de regime. Do outro lado, cheio de si mesmo, André Ventura apresenta-se como líder da oposição e próximo primeiro-ministro. Também viabilizará o programa de governo e o que pede em troca à AD é que se liberte do PS. Montenegro será indigitado primeiro-ministro esta quinta-feira e tem o ás de trunfo. Nada que necessite de dois terços dos votos (revisão constitucional, leis orgânicas, nomeações institucionais) pode ser feito sem a AD, enquanto que qualquer um dos restantes oito partidos é dispensável. As eleições que se seguem são as autárquicas, mas as eleições de que se fala são as presidenciais. Gouveia e Melo apresenta oficialmente a sua candidatura esta sexta-feira. Ventura volta a admitir dar ao almirante o apoio que o almirante não quer, enquanto o PS se arrisca a ter em António José Seguro um candidato que parte do partido não quer. No Bloco Central, a moderação é de Paulo Baldaia, numa conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, com sonoplastia de Gustavo Carvalho. See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Pedro Siza Vieira: “O PS deve viabilizar o governo com o compromisso da AD de não alterar leis do regime com o Chega”
O Presidente da República começou a ouvir os partidos parlamentares e vai voltar a ouvir os três maiores partidos depois de 28 de Maio, dia em que se ficarão a conhecer os resultados dos dois círculos eleitorais da emigração, e em que o mais provável é a confirmação de que o Chega passou a ser o segundo maior partido no Parlamento. Ventura vai mudar alguma coisa para ficar mais perto do governo? Quem vai continuar a governar é a AD, beneficiando desde já do PS estar nos cuidados intensivos, proibido de contribuir para qualquer percepção de instabilidade. Os socialistas têm agora de decidir se escolhem rapidamente um sucessor/sucessora de Pedro Nuno Santos ou se esperam pelas autárquicas e só depois tratam da liderança. Estas eleições que há dois meses pareciam relativamente fáceis para o PS podem causar mais um facto inédito na democracia portuguesa: o poder político pode ficar todo na mão de um só partido: Presidência da República, governo nacional, governos regionais da Madeira e dos Açores e liderança da ANMP. Nunca tal aconteceu. Está com o Bloco Central, segunda edição esta semana, fizemos um episódio extra logo na segunda-feira. Paulo Baldaia faz a moderação de uma conversa com os comentadores residentes Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira. A sonoplastia é de Gustavo Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Pedro Marques Lopes: “No domingo, aconteceu a maior transformação no sistema político-partidário, desde o 25 de Abril”
Se estava em Portugal no domingo, dia 18 de maio, às oito da noite, deve ter dado conta do terramoto político com epicentro no sul do país, algures entre o Algarve e Portalegre, Setúbal e Beja, mas com estragos em todo o território, honrosa excepção ao distrito de Bragança. Devo avisar que este episódio contém números chocantes para gente de esquerda mais sensível, pelo que se aconselha trabalho árduo nos próximos actos eleitorais se não querem sofrer novos dissabores. Conselho idêntico pode ser dado à direita democrática com vitórias poucochinhas e a necessitar de um melhor entendimento sobre a adopção da narrativa de extrema-direita que pode estar a ajudar o Chega nesta caminhada. Como lhe disse, o terramoto provocou um tsunami à esquerda que quase fez desaparecer o Bloco, salvou in extremis o PCP e fez colapsar o Partido Socialista. O país está de novo a precisar de ser salvo pelo Bloco Central? Nós aqui o mais que podemos fazer é pedir aos comentadores residentes, Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, que opinem sobre a matéria. A moderação é de Paulo Baldaia e a sonoplastia de Gustavo Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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ABOUT THIS SHOW
Pedro Siza Vieira e Pedro Marques Lopes analisam os acontecimentos e os protagonistas da semana, com moderação de Paulo Baldaia. Quinze anos depois da estreia na TSF, os episódios passam a sair à quinta-feira, dia de Conselho de Ministros, no Expresso. A fechar, e como sempre, o bloco central de interesses, com sugestões para as coisas importantes da vida.
HOSTED BY
Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira
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