PODCAST · science
CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência
by Cham Talks
CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência apresenta entrevistas a investigadores do CHAM-Centro de Humanidades (NOVA FCSH-UAc) sobre temas relacionados com o seu trabalho e, em muitos casos, a sua ligação à sociedade contemporânea. O que se descobre nas Humanidades? Acompanhe-nos e ficará a par.O CHAM (https://ror.org/00byekp78) é financiado pela Fundação para Ciência e a Tecnologia, I. P. - UID/04666/2020: UIDB/04666/2020 - https://doi.org/10.54499/UIDB/04666/2020 e UIDP/04666/2020 - https://doi.org/10.54499/UIDP/04666/2020; UID/04666/2025 - https://doi.org/10.54499/UID/04666/2025.
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«Breve introdução à...» História do Conhecimento, com Catarina Simões
De carácter inclusivo e rejeitando uma perspectiva marcadamente eurocêntrica da história da ciência, a História do Conhecimento foca-se em ideias percepcionadas como conhecimento. Como explica a historiadora Catarina Simões, no centro estão, portanto, as sociedades, e não os indivíduos e as suas crenças individuais. Assim, a História do Conhecimento trata dos saberes e práticas informais, técnicas artesanais, crenças e percepções, tradições orais e cultura popular. É dado ênfase à grande pluralidade de sistemas de saber, destacando, por exemplo, as epistemologias indígenas e outras tradicionalmente arredadas da historiografia. «Em vez de se tratar apenas o cientista que ficou associado a uma obra científica, estuda-se cada vez mais os informadores, intérpretes, guias, preparadores e assistentes de trabalho técnico que, de diversas formas, participavam na produção de conhecimento», explica Catarina Simões. A entrevista é conduzida por Isabel Araújo Branco.Catarina Simões, investigadora do CHAM e historiadora da época moderna. Na sua tese de doutoramento estudou a presença e a apropriação política de animais não europeus na corte portuguesa no Renascimento, e o papel cultural que esses animais desempenhavam na Europa no mesmo período. Entre 2017 e 2023, Catarina Simões trabalhou no Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa, onde estudou colecções de ciência colonial, refletindo sobre os legados do império português e as narrativas produzidas sobre o património cultural e material a ele associado. O seu projecto de pós-doutoramento foca-se nas interseções entre história imperial e história natural, com uma abordagem centrada nas relações entre humanos e animais não-humanos, bem como nos processos de produção de conhecimento e nos seus diferentes agentes.No próximo episódio, Margarita Rodriguez García fala sobre conhecimento indígena da natureza e expedições científicas.O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).Este podcast tem o apoio do projeto estratégico financiado pela FCT (UID/4666/2025) - https://doi.org/10.54499/UID/04666/2025
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História da saúde mental e direitos humanos, com Tiago Pires Marques
O conceito de «saúde mental» surge no século XX, ganhando importância quando passa a ser ligada explicitamente à noção de dignidade humana no âmbito da ONU, OMS e outras instituições internacionais. «A associação com os direitos humanos surge mais tarde», explica Tiago Pires Marques. Nesta entrevista, o investigador do CHAM recupera a história do conceito e conversa sobre a forma como o sofrimento psíquico é encarado por diferentes culturas, as alterações nas últimas décadas e os estereótipos e estigmas mais comuns. Destaca ainda os contributos da Antipsiquiatria e a Psiquiatria Democrática nas críticas profundas à lógica asilar, a partir da reflexão sobre a dignidade das pessoas com perturbações ou transtornos. A entrevista é conduzida por José Alberto Catalão.Tiago Pires Marques é Investigador integrado do CHAM, trabalhando sobre ciência, saúde e poder. Doutorado em História pelo Instituto Universitário Europeu, é autor de diversas publicações nas áreas da história da ciência e tecnologia, filosofia, ética e religião. Como Investigador Principal FCT do projeto «Sofrimento Psíquico e Direitos Humanos», coordenou uma equipa focada na co-produção de conhecimento entre actores científicos, decisores políticos e activistas. Integrou a equipa do projeto REMEMBER – «Vivências de Pessoas LGBTQ Idosas no Portugal Democrático (1974-2020)». Desde 2025, integra a equipa do projeto EcoGrief «Ecografias do Luto: Avaliando a Perda Intangível e Angústia Climática no Portugal Rural». Foi director da Revista Crítica de Ciências Sociais e fundador de «Mad in Portugal», plataforma dedicada à divulgação de perspectivas críticas sobre saúde mental e práticas psiquiátricas.No próximo episódio, Catarina Simões fala sobre a História do Conhecimento na rubrica «Breve introdução a…».O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).Este podcast tem o apoio do projeto estratégico financiado pela FCT (UID/4666/2025) - https://doi.org/10.54499/UID/04666/2025
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Representações da juventude na imprensa colonial e na ficção pós-colonial, com Daniela Spina
Daniela Spina propõe repensar o conceito de «juventude colonial» explorando um corpus literário formado por publicações periódicas coloniais e romances de formação publicados já depois do fim do colonialismo, considerando territórios que fizeram parte do império português (como Goa e Moçambique), bem como outros países do Oceano Índico (como o Sri Lanka e Zanzibar). A investigadora do CHAM concentra-se na autorrepresentação da juventude na imprensa publicada entre 1930 e 1970 e nas posteriores representações na ficção pós-colonial ambientada nessa época. Neste episódio refere, entre outros, os romances A Geração da Utopia, de Pepetela, e Os Netos de Norton, de Orlando da Costa. A entrevista é conduzida por Maria Clara Leal.Daniela Spina é investigadora integrada do CHAM, onde desenvolve o projecto «Narrating the young. A comparative study on representation and self-representation of colonial youth in South Asia and East Africa: from colonial press to postcolonial fiction (1930-1970)» (financiado pela FCT). É doutorada em Estudos Comparatistas e mestre em Literaturas Comparadas e Pós-coloniais. Entre 2021 e 2023, foi Professora na Università di Verona e membro do projecto exploratório «PORT ASIA - Escrever a Ásia em Português: mapeando arquivos literários e intelectuais em Lisboa e Macau (1820-1955)», realizado na Universidade de Lisboa. É membro da Comissão Executiva do Grupo Internacional de Estudos da Imprensa Periódica Colonial do Império Português, do grupo de investigação «Pensando Goa» da Universidade de São Paulo e do grupo de investigação ORION – Orientalismo Português do Centro de Estudos Comparatistas.No próximo episódio, Tiago Pires Marques fala sobre história da saúde mental e direitos humanos.O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).Este podcast tem o apoio do projeto estratégico financiado pela FCT (UID/4666/2025) - https://doi.org/10.54499/UID/04666/2025
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«Breve introdução ao...» silêncio e silenciamentos, com Luana Loria
Luana Loria reflete sobre o conceito de silêncio neste episódio de «CHAM Talks», focando-se nos silenciamentos que marcam os campos literário e académico. A partir do trabalho teórico de autoras e autores como Audre Lorde, Gayatri Spivak, Guilherme Le Blanc, Judith Butler, Athena Athanasiou e Donna Haraway, a investigadora apresenta possíveis formas de resistência ao silêncio no campo literário — mencionando exemplos como o movimento «Cartonera», as editoras independentes, a autoedição e a distribuição digital — e no campo académico, emque sugere metodologias colaborativas e participativas, epistemologias feministas e investigação-ação baseadas na ética do cuidado como meios de quebrar o silêncio sistémico. Aentrevista é conduzida por Isabel Araújo Branco.Luana Loria é investigadora do CHAM, doutorada em Ciências Humanas (Uni. Federal de Santa Catarina) e mestre «Crossways in Cultural Narratives» (Uni. Santiago de Compostela, Uni. Nova de Lisboa e Uni. Sheffield). Participa no projecto «HUMAN: Digital Hate Interrupter Activism», que visa combater o racismoestrutural e promover a cooperação intercomunitária através de tecnologias digitais. É co-fundadora do projeto Livraria das Insurgentes, localizado em Lisboa e dedicado à divulgação de livros escritos por mulheres, pessoas trans e não-binárias. As suas áreas de interesse incluem literatura, cinema, filosofia,educação, história, estudos culturais, estudos de género, geografia cultural, estudos urbanos e estudos pós-coloniais e decoloniais.No próximo episódio, Daniela Spina conversa sobre representações da juventude na imprensa e na ficção colonial.O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).Este podcast tem o apoio do projeto estratégico financiado pela FCT (UID/4666/2025) - https://doi.org/10.54499/UID/04666/2025
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Identidades, narrativas e a ligação com o outro, com Nuno Miguel Proença
«Qual a necessidade que leva o ser humano a perguntar-se quem é?». Esta foi a primeira questão respondida por Nuno Miguel Proença numa entrevista sobre identidade e narrativa com muitas interrogações e reflexões. O investigador do CHAM explica como o autoconhecimento e a compreensão de si mesmo estão estreitamente relacionados com o outro e o mundo, bem como com a memória colectiva. «Responder à pergunta quem somos leva-nos para o futuro mais do que para o passado», salienta Nuno Miguel Proença, mostrando que a identidade é aberta à impermanência, à diferença e ao desconhecido. A entrevista é conduzida por Joana Rodrigues.Nuno Miguel Proença é investigador colaborador do CHAM, doutorado em Filosofia e Ciências Sociais (secção Histoire et Civilisations) na École des Hautes études en Sciences Sociales (Paris) e investigador em filosofia da psicanálise e da imaginação. É autor de Vida, Afectividade e Sentido (2021). Segunda Visão da Noite (2023), Qu'est-ce que l'objectivation en Psychanalyse? (2008) e Imitação das Horas (2005), entre outros. Coordenou, juntamente com Adelino Cardoso, o volume Dor, Sofrimento e Saúde Mental na Arquipatologia de Filipe Montalto (2018) e, com Ana Lúcia Mandelli de Marsillac e Adelino Cardoso, o dossier «Corpo, sonho e vida afectiva» publicado na Cultura. Revista de História e Teoria das Ideias (2021). Com Adelino Cardoso e Danièle Cohn, coordenou o dossier «Evidência, afecto e inconsciente» (Cultura, 2016). Em 2023, coordenou a co-organização do Colóquio Internacional sobre Invenção e Imaginação (CHAM, IFILNOVA, CFUL) na FCSH».No próximo episódio, Luana Loria conversa sobre silêncio e silenciamento na rubrica «Breve introdução a…».O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).Este podcast tem o apoio do projeto estratégico financiado pela FCT (UID/4666/2025) - https://doi.org/10.54499/UID/04666/2025
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O Egipto faraónico e a sua sobrevivência, com Maria Helena Trindade Lopes
O Egipto faraónico prolongou-se durante cerca de três mil anos. Maria Helena Trindade Lopes explica-nos as razões geográficas e conceptuais para essa impressionante longevidade: as fronteiras naturais do país e a forma como as populações assumiram uma concepção de tempo mais linear (ligado ao Nilo) e outra mais cíclica (ligada ao sol). «Irão transformar naquilo que é verdadeiramente revolucionário nesta civilização, o conceito de eternidade», sublinha. Neste episódio, a professora e investigadora conversa ainda sobre a preservação da identidade cultural egípcia ao longo dos séculos e a recepção do imaginário egípcio na actualidade, das artes plásticas ao cinema. A entrevista é conduzida por Beatriz Freitas.Maria Helena Trindade Lopes é investigadora integrada do CHAM e Professora Catedrática de História da NOVA FCSH. Foi directora do primeiro projecto português de arqueologia no Egipto, tendo sido condecorada com a Medalha de Grande Oficial da Instrução Pública em 2003. É membro do grupo de revisores da European Science Foundation e avaliadora em diversos painéis de concurso de financiamento à investigação. As suas áreas de investigação relacionam-se sobretudo com a história e arqueologia do antigo Egipto, o mundo mediterrânico e a recepção da Antiguidade.No próximo episódio, Nuno Miguel Proença conversa sobre identidades e narrativas.O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).Este podcast tem o apoio do projeto estratégico financiado pela FCT (UID/4666/2025) - https://doi.org/10.54499/UID/04666/2025
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«Breve introdução às...» mobilidades, com Pablo Hernández Sau
Mobilidade não é sinónimo de «movimento», explica Pablo Hernández Sal. Trata-se, sim, de uma «experiência subjetiva e culturalmente determinada de uma deslocação». Referindo teóricos como Jason De León, Rosa Salzburg, Noel Salazar, Mimi Sheller ou Ana Struillou, o historiador defende que «a forma como se pensa, se fala ou se representa o próprio movimento é altamente contextual» e argumenta que o «novo paradigma da mobilidade» permite desnacionalizar o discurso histórico e compreender como as experiências de movimento influenciam a política, a produção cultural e os processos sociais. «Uma mulher sozinha não se mexe na cidade da mesma maneira que um homem ou, no caso de ser mãe, pensa sobre a sua deslocação tendo em conta o tempo de outros seres dependentes», reflecte. A entrevista é conduzida por Isabel Araújo Branco.Pablo Hernández Sau é historiador, investigador colaborador do CHAM-Centro de Humanidades e faz parte do pessoal docente investigador da Universidad Pablo de Olavide, em Sevilha. Especializou-se no mundo ibérico do século XVIII, com particular interesse na forma como o movimento de pessoas, mercadorias e ideias e as tentativas de as controlar por parte do poder moldaram os impérios espanhol e português durante esse período. Em 2025, desenvolveu no CHAM o projecto «RIVER-SCAPES. Política de mobilidade nas vias navegáveis coloniais ibéricas (1750-1840)» (Bolsa Marie Skłodowska-Curie), investigando regimes e políticas de mobilidade ao longo de dois rios coloniais ibéricos, o Mississipi e o Zambeze. Doutorado no Instituto Universitário Europeu, Hernández Sau desenvolveu pós-doutoramentos também na Universidade de Manchester, Instituto de Estudos Avançados de Madrid e Universidade Pompeu Fabra.No próximo episódio, Maria Helena Trindade Lopes conversa sobre Antigo Egipto.O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).Este podcast tem o apoio do projeto estratégico financiado pela FCT (UID/4666/2025) - https://doi.org/10.54499/UID/04666/2025
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Media e «inteligência artificial», com Catarina Rodrigues
Catarina Rodrigues conversa sobre as consequências da presença generalizada da chamada «inteligência artificial» nos indivíduos e na sociedade, lembrando que a «máquina», as tecnologias e os algoritmos não são neutros nem objetivos, sendo utilizados na tomada de decisões que têm um enorme impacto, como despedimentos, a atribuição de subsídios ou de trabalho a partir de plataformas digitais ou mesmo em mensagens de incitamento ao ódio e à violência. A investigadora colaboradora do CHAM aborda ainda a assimetria da estrutura de poder entre os indivíduos e quem guarda os seus dados, o papel dos meios de comunicação social neste cenário e a importância da literacia para os media.Catarina Rodrigues é Professora Associada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade dos Açores e directora do curso de Comunicação e Relações Públicas desta instituição. É investigadora integrada do LabCom – Laboratório de Comunicação da Universidade da Beira Interior (UBI) e colaboradora do CHAM – Centro de Humanidades (UAc). É doutorada em Ciências da Comunicação pela UBI. Entre outros temas, tem pesquisado sobre jornalismo e novos media. Actualmente é membro do projeto MemNews – História oral e memória(s) das práticas de consumo e recepção noticiosa e da experiência das notícias em Portugal a partir dos testemunhos dos cidadãos.No próximo episódio, Pablo Hernández Sau conversa sobre mobilidades na rubrica «Breve introdução a…».O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).Este podcast tem o apoio do projeto estratégico financiado pela FCT (UID/4666/2025) - https://doi.org/10.54499/UID/04666/2025
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As mulheres de Lisboa nos séculos XVI e XVII, com Mariana Meneses Muñoz
Como eram e o que faziam as mulheres que viviam em Lisboa e não pertenciam às elites, nos séculos XVI e XVII? A historiadora Mariana Meneses Muñoz analisa processos de tribunais de justiça da época para descobrir as suas actividades laborais e as suas estratégias de sobrevivência, transitando entre os espaços formais e informais da economia e transformando saberes mágicos em recursos económicos através das redes de vizinhança e solidariedade feminina. Mariana Meneses Muñoz fala ainda sobre a ocupação dos espaços públicos por estas mulheres e as redes de conhecimento e vizinhança que criavam. A entrevista é conduzida por Isabel Araújo Branco.Mariana Meneses Muñoz é investigadora integrada do CHAM, onde está a preparar um doutoramento em História Moderna sobre o acesso à justiça e formas de representação jurídica feminina nos tribunais eclesiásticos em Lisboa. Bolseira da FCT, Mariana Meneses Muñoz integra o projecto «RESISTANCE: Rebelião e Resistência nos Impérios Ibéricos, séculos XVI-XIX)» e o projecto «EDGES: Introduzindo Conhecimentos Indígenas nas Universidades». O seu trabalho centra-se em discursos, representações e comportamentos morais e jurídicos quotidianos de pessoas não pertencentes às elites, estudando processos inquisitoriais na Península Ibérica e em contextos coloniais durante os séculos XVI e XVII, integrando metodologias dos estudos de género.No próximo episódio, Catarina Rodrigues conversa sobre media e «inteligência artificial».O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).Este podcast tem o apoio do projeto estratégico financiado pela FCT (UID/4666/2025) - https://doi.org/10.54499/UID/04666/2025
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«Breve introdução à...» História Global, com Mariana Boscariol
A História Global é simultaneamente um conceito e um método de análise da História em que os acontecimentos, fenómenos e processos são vistos em dimensões globais», explica Mariana Boscariol, neste episódio da rubrica «Breve introdução a...» de «CHAM Talks». Tal não significa necessariamente fazer uma «macro-História», relacionando-se antes com uma questão de escala e de tipo de fenómeno a ser estudado, que ajudam a melhor compreender determinados contextos a partir das suas ligações globais. Exemplo disso é o estudo de redes comerciais. A entrevista é conduzida por Isabel Araújo Branco.Mariana Boscariol é investigadora colaboradora do CHAM e investigadora associada da Universidade de Manchester, onde participa no projecto INTRECCI (Institutional Transformation and the Entangled Commercial Cultures of International Commerce, 1450-1750, ERC). Mariana Boscariol é doutorada em História pela Universidade NOVA de Lisboa. Actualmente, o seu principal interesse de investigação é o estudo da participação e contribuição portuguesa para a criação, continuidade e alteração das instituições do comércio internacional a partir dos estudos de caso do projeto INTRECCI – o Golfo da Guiné, o Golfo de Cambaia e o Estreito de Malaca –, incluindo o papel central de agentes e instituições religiosas.No próximo episódio, Mariana Meneses Muñoz conversa sobre as mulheres de Lisboa nos séculos XVI e XVII.O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).Este podcast tem o apoio do projeto estratégico financiado pela FCT (UID/4666/2025) - https://doi.org/10.54499/UID/04666/2025
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Garcia de Orta e o seu revolucionário Colóquio dos Simples e Drogas e Coisas Medicinais da Índia, com Rui Loureiro
Rui Loureiro dá-nos uma aula sobre a vida e a obra de Garcia de Orta, desde a sua formação em Espanha até à sua vivência durante mais de três décadas no Oriente, onde escreve Colóquio dos Simples e Drogas e Coisas Medicinais da Índia. A obra foi editada em Goa, em 1563, e teve uma grande repercussão na Europa, devido aos conteúdos sobre história política, geografia, comércio, pedras preciosas, botânica e fauna da Ásia, sendo inclusivamente o primeiro texto a descrever casos de cólera. Orta – que terá saído de Portugal devido ao crescente ambiente de animosidade contra os cristãos-novos – conversou com inúmeros viajantes e, reunindo as informações conseguidas com o seu próprio estudo e experiência, preparou o seu Colóquios dos Simples. Porque «verificou que os tratados publicados na Europa até então não transmitiam informações correctas, adequadas e actualizadas», esclarece Rui Loureiro. A entrevista é conduzia por José Alberto Catalão.Rui Loureiro é investigador integrado do CHAM e docente do Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes (ISMAT), em Portimão. É membro da Academia de Marinha. Doutorado em História, é autor de mais de uma centena de publicações sobre a história das relações de Portugal e Espanha com o mundo asiático nos séculos XVI e XVII. Entre as suas obras mais recentes, salienta-se as edições de Colóquios dos Simples e Drogas e Coisas Medicinais da Índia, de Garcia de Orta (em colaboração com Teresa Nobre de Carvalho); Tratado das Coisas da China, de frei Gaspar da Cruz; e Itinerário da Índia por Terra a este Reino de Portugal, de António Tenreiro.No próximo episódio, Mariana Boscariol explica o conceito «História Global», na rubrica «Breve introdução a…».O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).Este podcast tem o apoio do projeto estratégico financiado pela FCT (UID/4666/2025) - https://doi.org/10.54499/UID/04666/2025
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A imprensa africana e a resistência ao colonialismo, com Sandra Ataíde Lobo
2025 tem sido marcado por múltiplas comemorações dos 50 anos de independência dos países africanos até então sujeitos ao colonialismo português. Sandra Ataíde Lobo, investigadora do CHAM-Centro de Humanidades, reflecte sobre o papel desempenhada pela imprensa, pelos jornalistas e por intelectuais nas construções de identidades nacionais e nos processos de independência destas nações. Abordando um período violentamente marcado pelo sistema de censura e outras formas de repressão institucional e pessoal, Sandra Ataíde Lobo recorda que, nestas sociedades, a escrita dialogava frequentemente com a oralidade, e também se afirmava como forma de elaborar e divulgar ideias subversivas e revolucionárias. A entrevista é conduzida por Isabel Araújo Branco.Sandra Ataíde Lobo é investigadora do CHAM - Centro de Humanidades e uma das coordenadoras do Grupo Internacional de Estudos da Imprensa Periódica Colonial do Império Português. Doutorada em História e Teoria das Ideias, desenvolveu entre 2019 e 2024 o projecto «The Home and the World: the Goan intellectual elite and the colonial periodical press». É editora principal da revista Práticas da História. Journal on Theory, Historiography and Uses of the Past. Investiga, em particular, as elites intelectuais goesas e o seu contributo para a construção da modernidade cultural e política goesa, enquadrada pelos impérios português e britânico, e por movimentos anticoloniais internacionais e indiano. Tem-se interessado em explorar o conceito de imprensa colonial na sua dimensão teorizadora e começa a alargar o âmbito do seu estudo à imprensa africana.No próximo episódio, Rui Loureiro conversa sobre a vida e a obra de Garcia de Orta.O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).Este podcast tem o apoio do projeto estratégico financiado pela FCT (UID/4666/2025) - https://doi.org/10.54499/UID/04666/2025
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«Breve introdução à...» arqueologia da morte, com Rodrigo Banha da Silva
A «arqueologia da morte» revela mais sobre os vivos ou sobre os mortos? Do ponto de vista ético, é aceitável incluir múmias ou outros restos mortais em exposições públicas? A forma como se encara a morte e os mortos altera-se também em função da localização das necrópoles? O arqueólogo Rodrigo Banha da Silva responde a estas questões e reflecte sobre as vantagens de cruzar as ferramentas de disciplinas como a Química, a Antropologia e a História, entre outras questões. A entrevista é conduzida por Isabel Araújo Branco.Rodrigo Banha da Silva, investigador integrado do CHAM – Centro de Humanidades, onde coordena o grupo de investigação «Arqueologia de paisagens». Professor na Universidade Nova de Lisboa desde 2004, Rodrigo Banha da Silva desenvolve e coordena projectos de arqueologia no âmbito das actividades da Câmara Municipal de Lisboa.No próximo episódio, Sandra Ataíde Lobo conversa sobre a imprensa africana e a resistência ao colonialismo.O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).Este podcast tem o apoio do projeto estratégico financiado pela FCT (UID/4666/2025) - https://doi.org/10.54499/UID/04666/2025
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A cidade romana de Miróbriga e a sua dinâmica na Península Ibérica, com José Carlos Quaresma
As ruínas de Miróbriga, perto de Santiago do Cacém, são motivo de curiosidade desde o Renascimento, mas só nos anos 1980 passaram a ser tratadas com métodos arqueológicos modernos. José Carlos Quaresma fala-nos sobre os trabalhos de campo com registos estratigráficos e publicações académicas dessa cidade romana e a sua importância na rede económica do sudoeste da Península Ibérica. Recorda também características especiais de Miróbriga, como a sua ligação ao mar e às áreas agrícolas, o seu bem preservado hipódromo e a ausência de muralhas. O professor e investigador do CHAM destaca as conclusões da análise dos estudos da cerâmica como a terra sigillata, mais rigorosa do que a técnica do carbono 14: Miróbriga acompanhou as dinâmicas e os ritmos económicos das cidades romanas da fase republicana, até deixar de ser habitada no século VI, durante o período visigótico. A entrevista é conduzida por Joana Rodrigues.Coordenador do grupo de investigação «Representações, discursos, materialidades e usos do passado» do CHAM, José Carlos Quaresma é Professor Auxiliar com Agregação do Departamento de História da NOVA FCSH e o Investigador Principal do Projecto «TabMir. As áreas comerciais de Miróbriga (séculos I-VI)». A sua investigação tem-se centrado no estudo tipológico e estratigráfico de cerâmicas finas e ânforas do período imperial romano e da Antiguidade tardia, na área atlântica peninsular e no Mediterrâneo ocidental.No próximo episódio, retomamos a rubrica «Breve introdução a…» com Rodrigo Banha da Silva. O investigador apresenta-nos a arqueologia da morte.O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).Este podcast tem o apoio do projeto estratégico financiado pela FCT (UID/4666/2025) - https://doi.org/10.54499/UID/04666/2025
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«Breve introdução a...» sesmarias e o seu regime no império português, com Rute Gregório
Sendo criadas na Idade Média por D. Fernando, as sesmarias constituem uma verdadeira reforma agrária e têm um importante impacto no modelo de ocupação dos territórios atlânticos do império português a partir da Idade Moderna. Rute Gregório explica como as sesmarias influenciam a definição da posse da terra e a constituição dos patrimónios familiares, as diferenças nas dimensões das propriedades nos vários territórios, os casos de expropriação e as implicações no tipo de propriedade que existe nos nossos dias. A entrevista é conduzida por Isabel Araújo Branco.Rute Gregório é Professora Auxiliar na Universidade dos Açores, Pró-Reitora para os Alumni e Projetos Culturais dessa instituição e investigadora do CHAM-Centro de Humanidades. Tem um doutoramento em História (com a tese «Terra e Fortuna: os primórdios da humanização da ilha Terceira (1450?-1550)») e um mestrado em Documentação. É especialista em história dos Açores no seu período inicial, trabalhando perspetivas sociais e económicas.Voltamos em breve com mais uma temporada do nosso podcast.O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).Este podcast tem o apoio do projeto estratégico financiado pela FCT (UID/4666/2025) - https://doi.org/10.54499/UID/04666/2025
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A pesca do atum no Algarve, as deslocações dos pescadores e os hábitos de consumo do pescado, com Brígida Baptista
O atum pode atingir até três metros de comprimento, mas costumamos visualizá-lo apenas dentro de uma lata de conserva. Brígida Baptista conversa sobre as diferentes espécies; os percursos de desova no Atlântico e no Mediterrâneo; as técnicas de pesca tradicionais e contemporâneas do atum no Algarve; a prática do consumo do peixe em barril, em conserva e em fresco e o preço nos mercados internacionais; e o impacto desta actividade em várias localidades do Sul de Portugal. A entrevista é conduzida por Isabel Araújo Branco.Brígida Baptista é investigadora integrada do CHAM – Centro de Humanidades. Licenciada e mestre em Arqueologia e pós-graduada em Arqueologia Náutica e Subaquática, Brígida Baptista é investigadora associada do Projeto ERC Synergy Grant «4Oceans – A História Humana da Vida Marinha» da Universidade NOVA de Lisboa. Está a preparar o seu doutoramento em História Ambiental, com uma investigação sobre as armações de pesca do atum no Algarve durante a Época Moderna. É fundadora e presidente da Lais de Guia - Associação Cultural do Património Marítimo. É investigadora principal do projeto do Município de Tavira «Roteiros de Pesca de Santa Luzia – Rota do Polvo e Rota do Atum» e autora de Histórias da Armação do Barril, Rostos da pesca do atum.No próximo episódio, Rute Gregório fala sobre as sesmarias e o seu regime no império português.O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).Este podcast tem o apoio do projeto estratégico financiado pela FCT (UID/4666/2025) - https://doi.org/10.54499/UID/04666/2025
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«Breve introdução a...» Arqueologia industrial, com Leonor Medeiros
A arqueologia costuma ser associada à descoberta de vestígios de tempos antigos. Não é o caso da arqueologia industrial, que se ocupa das sociedades a partir da Revolução Industrial. Os séculos XIX e XX são, portanto, o seu foco, como explica Leonor Medeiros na rubrica «Breve introdução a...» de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência». A investigadora destaca a possibilidade de os arqueólogos estebelecerem um diálogo directo com a população dos locais estudados e recorrerem às suas experiências e memórias individuais e colectivas. «A arqueologia comunitária serve para as pessoas voltarem a um património que é seu, somos apenas mediadores», acrescenta. A entrevista é conduzida por Isabel Araújo Branco.Leonor Medeiros é arqueóloga, Professora Auxiliar do Departamento de História da NOVA FCSH e investigadora do CHAM-Centro de Humanidades. Doutorada em Património e Arqueologia Industrial pela Michigan Technological University (EUA) e mestre em Gestão do Património pelo Ironbridge International Institute of Cultural Heritage (UoB, Reino Unido), Leonor Medeiros é Presidente da Associação Portuguesa de Arqueologia Industrial (APAI) e membro da Direção do Comité Internacional para a Conservação do Património Industrial (TICCIH). Tem como áreas de especialidade inventários patrimoniais, documentação de património construído e paisagens culturais, em ligação com comunidades pós-industriais.No próximo episódio, Brígida Baptista fala sobre a pesca do atum.O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).Este podcast tem o apoio do projeto estratégico financiado pela FCT (UID/4666/2025) - https://doi.org/10.54499/UID/04666/2025
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Turismo pós-colonial, construir as memórias e projectar o século XXI, com Maria João Castro
Repensar hoje os territórios do antigo império português passa, para muitos, pelo turismo de memória e pelo turismo pós-colonial. Maria João Castro fala-nos sobre as distintas e frequentemente contraditórias memórias associadas a estes espaços, resultado de diferentes experiências e projectos de futuro defendidos pelas sociedades do século XXI. A investigadora do CHAM conversa também sobre a preservação de património imaterial como as touradas no arquipélago de Zanzibar ou experiências de turismo pós-colonial na cidade de Lisboa. A entrevista é conduzida por Isabel Araújo Branco.Maria João Castro, investigadora integrada do CHAM, é licenciada em Gestão Turística com especialização em Relações Internacionais. Concluiu o seu doutoramento e o seu pós-doutoramento em História da Arte Contemporânea. Actualmente lidera o projecto «TravelconT. Cruzamentos da Viagem Contemporânea no Turismo Pós-Colonial» (2023-2028). Os seus domínios de especialização centram-se nas Ciências da Arte e das Circulações Globais, Arte e Poder, Viagem e Turismo no âmbito dos estudos pós-coloniais.No próximo episódio, Leonor Medeiros fala sobre arqueologia industrial na rubrica «Breve introdução a…».O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).Este podcast tem o apoio do projeto estratégico financiado pela FCT (UID/4666/2025) - https://doi.org/10.54499/UID/04666/2025
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O «império sombra» na Ásia e a violência portuguesa no Índico, com Alexandra Pelúcia
A partir do conceito de «império sombra», cunhado por George Winius, Alexandra Pelúcia conversa sobre o processo de instauração portuguesa no Golfo de Bengala nos séculos XVI e XVII, desenvolvido principalmente por iniciativa de mercadores e piratas. A historiadora reflecte também sobre o envolvimento de portugueses na indústria de corso no oceano Índico e recorda episódios de grande violência, como o ataque conduzido pela armada de Vasco da Gama contra uma nau de peregrinos a Meca, em 1502, que levou o escrivão Tomé Lopes a classificá-lo como homem cruel e sem piedade. A entrevista é conduzida por Teresa Lacerda.Alexandra Pelúcia é investigadora integrada do CHAM e Professora Associada do Departamento de História da NOVA FCSH. É doutorada em História dos Descobrimentos e da Expansão Portuguesa. Os seus interesses científicos centram-se na Expansão Portuguesa na Ásia e nas dinâmicas de comportamento social e político das elites nobiliárquicas, tanto em Portugal como no contexto do Império. Neste âmbito, dirigiu o projecto «Na Privança d'El-Rei: Relações Interpessoais e Jogos de Facções em Torno de D. Manuel I», financiado pela FCT. Entre as suas publicações contam-se os livros Martim Afonso de Sousa e a sua Linhagem. Trajectórias de uma Elite nos Reinados de D. João III e D. Sebastião, Corsários e Piratas Portugueses. Aventureiros nos Mares da Ásia e Afonso de Albuquerque. Corte, Cruzada e Império. Integrou a equipa de coordenação de dois dos volumes do projecto Obras Pioneiras da Cultura Portuguesa.No próximo episódio, Maria João Castro fala sobre turismo pós-colonial.O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).Este podcast tem o apoio do projeto estratégico financiado pela FCT (UID/4666/2025) - https://doi.org/10.54499/UID/04666/2025
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«Breve introdução a...» Humanidades azuis, com Cristina Brito
O nosso planeta é constituído principalmente por água, apesar de ter a designação «Terra». Cristina Brito mostra como se pode fazer uma história humana do meio natural e do ambiente em particular através das Humanidades azuis, explicando esse termo na rubrica «Breve introdução a...» de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência». A historiadora do ambiente conversa sobre as relações dos humanos com as massas aquáticas ao longo dos séculos e exemplifica a aplicação de diferentes perspetivas científicas e artísticas com o caso das baleias. A entrevista é conduzida por Isabel Araújo Branco.Cristina Brito é Professora Associada do Departamento de História da NOVA FCSH, Subdiretora do CHAM e Subdiretora Adjunta da NOVA FCSH para a Investigação. Cristina Brito é investigadora principal do projecto 4-OCEANS (2021-2027, ERC Synergy Grant) e coordenou duas Iniciativas Bilaterais das EEA Grants. É doutorada em História, mestre em Etologia e licenciada em Biologia Marinha. É membro de diversas redes internacionais, como a Cátedra UNESCO O Património Cultural dos Oceanos e Oceans Past Initiative. Publicou pela Amsterdam University Press o seu livro mais recente Humans and Aquatic Animals in early Modern America and Africa, que pode ser encontrado em acesso aberto.No próximo episódio, Alexandra Pelucia fala sobre o «império sombra» na Ásia.O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).Este podcast tem o apoio do projeto estratégico financiado pela FCT (UID/4666/2025) - https://doi.org/10.54499/UID/04666/2025
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Estratégia, arquitectura e poder nas guerras do século XVI, com Luís Costa e Sousa
Se normalmente a historiografia é escrita pelos vencedores, como se conta a História militar? Este é o ponto de partida da entrevista a Luís Costa e Sousa, especialista no século XVI, um período marcado por muitas derrotas portuguesas. Este arquitecto e historiador conversa sobre batalhas como as de Alcácer Quibir (1578) e as da Guerra da Anexação Portuguesa (1580-1583), a forma como os princípios da arquitectura foram passados para o campo de batalha, as diferenças entre os modelos de guerra europeu e otomano, a modernização das campanhas militares, o surgimento de hierarquias nos exércitos, a preparação para a guerra e a iconografia das armaduras. A entrevista é conduzida por Beatriz Freitas.Luís Costa e Sousa é investigador integrado do CHAM – Centro de Humanidades (Universidade NOVA de Lisboa e Universidade dos Açores). Doutorado em História dos Descobrimentos e Expansão, é especialista na análise teórica da guerra portuguesa durante o Renascimento, bem como as relações da história militar com a arquitectura e a arte. Foi um dos investigadores principais do projecto “De Re Militari: Da escrita da guerra à imagem do campo de batalha no espaço português (1521-1621)”, financiado pela FCT.No próximo episódio, Cristina Brito fala sobre as Humanidades azuis na rubrica «Breve introdução a…».O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).Este podcast tem o apoio do projeto estratégico financiado pela FCT (UID/4666/2025) - https://doi.org/10.54499/UID/04666/2025
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Estratégias matrimoniais da casa real portuguesa no século XVI, com Ana Isabel Buescu
«As mulheres são duplamente protagonistas nos “mercados do casamento”. É preciso procurar uma mulher para um rei, mas também são peças estratégicas para alianças com outros reinos», explica Ana Isabel Buescu neste episódio de CHAM Talks. «Os casamentos são sempre uma questão política, que poderia trazer vantagens. A grande questão é o dote, que pode viabilizar ou potenciar um casamento – ou o oposto», acrescenta, indicando que casamentos deste tipo também deram lugar a verdadeiras relações amorosas entre os esposos. Ana Isabel Buescu reflecte sobre casamentos e reinados de D. Manuel I, D. João III, D. Sebastião, D. Catarina de Áustria, Carlos V, a infanta D. Beatriz de Portugal, Francisco I de França e Carlos II, duque de Saboia, entre outros. A entrevista é conduzida por Teresa Lacerda.Ana Isabel Buescu é investigadora integrada do CHAM. É doutorada em História pela NOVA FCSH, onde é professora na área de História Moderna. Além de artigos em revistas académicas nacionais e estrangeiras publicou vários livros entre os quais as biografias de D. João III; Catarina de Áustria. Infanta de Tordesilhas, Rainha de Portugal; D. Beatriz de Portugal. A Infanta Esquecida; A livraria renascentista de D. Teodósio I, duque de Bragança; e Na Corte dos Reis de Portugal. Saberes, Ritos e Memórias. Estudos sobre o século XVI.No próximo episódio, Luís Costa e Sousa fala sobre o campo de batalha português no século XVI.O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).Este podcast tem o apoio do projeto estratégico financiado pela FCT (UID/4666/2025) - https://doi.org/10.54499/UID/04666/2025
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«Breve introdução a...» mitologias sumério-acádicas, com Isabel Gomes de Almeida
Graças à invenção da escrita, temos acesso à textualidade das mitologias da antiga Mesopotâmia (que corresponde aos actuais territórios do Iraque e Síria). Porém, como explica Isabel Gomes de Almeida, são múltiplas as formas como estas narrativas foram recontadas e transmitidas, ao longo do tempo, numa região cruzada e povoada por diferentes grupos humanos, com diversas matrizes culturais. Considerando que também foram concebidas e transmitidas através da oralidade, da materialidade, da iconografia e de outros actos e elementos simbólico-performativos, especialistas de diversas áreas científicas devem ser convocados para melhor analisar a riqueza da informação que estas fontes de natureza mitológica expressam. A entrevista é conduzida por Isabel Araújo Branco.Isabel Gomes de Almeida é Professora Auxiliar do departamento de História da NOVA FCSH, onde leciona unidades curriculares e seminários no âmbito da História Antiga. É investigadora integrada do CHAM - Centro de Humanidades. A sua investigação desenvolve-se a partir da perspectiva da História das Religiões, focando-se sobretudo em contextos da antiguidade da Ásia Ocidental. Nestes, procura refletir sobre os processos de construção dos discursos mítico-rituais, decorrentes de encontros, negociações, empréstimos e sincretismos entre diferentes tradições e matrizes religiosas e culturais.No próximo episódio, Ana Isabel Buescu fala sobre estratégias matrimoniais da casa real portuguesa no século XVI.O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).Este podcast tem o apoio do projeto estratégico financiado pela FCT (UID/4666/2025) - https://doi.org/10.54499/UID/04666/2025
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O resgate de cativos, organização e a Ordem da Santíssima Trindade, com Edite Alberto
Miguel de Cervantes, Filipe Terzi e Manuel de Sousa Coutinho (conhecido como Frei Luís de Sousa) foram alguns dos mais conhecidos «cativos» no Norte de África, isto é, prisioneiros nas guerras entre cristãos e muçulmanos. Edite Alberto conhece bem estas figuras. Como explica a historiadora, eram frequentes também o corso e a pirataria nas costas marítimas e insulares para obter «cativos» por parte de europeus e norte-africanos, bem como a apreensão de embarcações. Para muitos destes prisioneiros, o passo seguinte era o «resgate», ou seja, o pagamento para voltarem a ser livres. Poderia demorar décadas e, no caso dos cristãos, dependia do dinheiro que era recolhido principalmente pela Ordem da Santíssima Trindade. Mas não eram resgatadas apenas pessoas. Também eram feitas cativas e depois resgatadas imagens religiosas, conta Edite Alberto, que destaca ainda a coexistência pacífica de cristãos e muçulmanos no universo mediterrânico em muitas circunstâncias. A entrevista é conduzida por Teresa Lacerda.Edite Alberto é investigadora integrada do CHAM. Doutorada em História Moderna e mestre em Descobrimentos e História Moderna Portuguesa, é coordenadora do projecto «MOVING CITY - Cidades para a guerra: um exército europeu em Marrocos no século XVI», financiado pela FCT e do projeto «COEXIST - Migrações forçadas no mundo mediterrânico: Identidades, contactos e integração entre cristãos e muçulmanos», financiado pelo CHAM. Colaborou em diferentes projetos relacionados com o estudo da presença portuguesa em Marrocos nos séculos XVI a XVIII, história dos jogos de tabuleiro em Portugal e marcas da ciência e tecnologia na cidade de Lisboa, bem como no projecto «LxConventos – Casas Religiosas de Lisboa: Da cidade sagrada à cidade secular». Actualmente trabalha no Departamento de Património Cultural da Câmara Municipal de Lisboa, sendo uma das coordenadoras do projecto «Hospital Real de Todos os Santos: A cidade e a saúde pública na Idade Moderna».No próximo episódio, Isabel Gomes de Almeida fala sobre mitologias sumério-acádicas na rubrica «Breve introdução a…».O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).Este podcast tem o apoio do projeto estratégico financiado pela FCT (UID/4666/2025) - https://doi.org/10.54499/UID/04666/2025
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A história desconhecida e empolgante do tabaco, com João de Figueirôa-Rêgo
A história do tabaco é marcada por episódios de contrabando, de uso religioso e medicinal (nomeadamente nos afogados), de preconceitos místicos e de associação à escravatura e à escravidão. O tabaco ajudou a custear a guerra da Restauração contra Espanha e teve um enorme impacto no quotidiano e nas contas das ordens monásticas femininas e masculinas no século XVIII. Sabia que o tabaco era plantado nas cercas dos conventos para uso de freiras e monges e para aumentar os seus rendimentos? E que o seu consumo em cachimbo não era bem-visto? João de Figueirôa-Rêgo conversa sobre a história desta planta em mais um episódio de CHAM Talks. A entrevista é conduzida por Beatriz Freitas.João de Figueirôa-Rêgo é investigador integrado do CHAM-Centro de Humanidade, de que é subdiretor. Doutorado em História Moderna, é membro da Comissão Científica da Comissão Portuguesa de História Militar. Recebeu, em 2005, o Prémio da Associação Portuguesa de História Económica e Social e, em 2002, o Prémio Fundação Engenheiro António de Almeida. É autor, entre outros, de A honra alheia por um fio. Os estatutos de limpeza de sangue nos espaços de expressão ibérica (sécs. XVI-XVIII). No próximo episódio, Edite Alberto fala sobre o resgate de cativos e a Ordem da Santíssima Trindade.O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).Este podcast tem o apoio do projeto estratégico financiado pela FCT (UID/4666/2025) - https://doi.org/10.54499/UID/04666/2025
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«Breve introdução a...» Amazónia colonial, com Pablo Ibáñez Bonillo
A Amazónia é conhecida pela sua biodiversidade, rios e florestas, mas o humano tem desempenhado um papel central neste espaço desde a pré-História, conta Pablo Ibáñez Bonillo em «Breve introdução a...» Amazónia colonial, rubrica de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência». O investigador fala sobre a ocupação deste território, a chegada dos conquistadores europeus e a implantação dos seus impérios, as políticas coloniais de Portugal e Espanha e a forma como funcionavam as sociedades amazónicas neste período, muitas à margem dos impérios europeus. A entrevista é conduzida por Isabel Araújo Branco.Pablo Ibáñez Bonillo é investigador do CHAM-Centro de Humanidades. Doutorado em História da América pela Universidade Pablo de Olavide, é um dos coordenadores do projecto EDGES-Entangling Indigenous Knowledges in Universities, uma rede de investigação composta por mais de 150 investigadores de 18 universidades europeias e americanas, financiada pela União Europeia. Pablo Ibáñez Bonillo é especialista em etnohistória, história colonial, história da Amazónia e identidades e património amazónico.No próximo episódio, João Figueirôa-Rego fala sobre a história do tabaco e conta episódios de contrabando e a sua associação à escravatura.O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).Este podcast tem o apoio do projeto estratégico financiado pela FCT (UID/4666/2025) - https://doi.org/10.54499/UID/04666/2025
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A literatura portuguesa, o mundo e a abertura ao «outro», com Dora Gago
«A literatura tem um papel muito importante no combate aos estereótipos, um papel cada vez mais importante num mundo manipulado por uma enorme superficialidade, com a expulsão do “outro”, de tudo o que é diferente», afirma Dora Gago, investigadora do CHAM-Centro de Humanidades e autora de várias obras de ficção. Numa conversa a partir da literatura portuguesa e dos estudos comparatistas, Dora Gago fala sobre a imagem do estrangeiro, os estereótipos e a literatura de exílio e das migrações, salientando o humanismo e a abertura a outras culturas (em particular as do Oriente) de autores como Maria Ondina Braga, Camilo Pessanha, Ferreira de Castro, Jorge de Sena, José Rodrigues Miguéis, Agustina Bessa Luís, Fernanda Dias e Rodrigo Leal de Carvalho. A entrevista é conduzida por Maria Clara Leal. Dora Gago é investigadora integrada do CHAM e Professora Associada da Universidade de Macau (China). Doutorada em Línguas e Literaturas Românicas Comparadas (NOVA FCSH), foi Leitora do Instituto Camões no Uruguai, investigadora de pós-doutoramento na Uni. Aveiro e «visiting post-doc. Scholar» na Uni. Massachusetts Amherst (EUA). É autora de Uma Cartografia do Olhar: Exílios, Imagens do Estrangeiro e Intertextualidades na Literatura Portuguesa (finalista dos Prémios de Ensaio do Pen Club 2021) e Imagens do Estrangeiro no Diário de Miguel Torga. Como ficcionista, recebeu vários prémios, o último em Julho de 2024: Palavras Nómadas venceu o Grande Prémio de Literatura de Viagens Maria Ondina Braga. No próximo episódio, Pablo Ibañez Bonillo fala sobre a Amazónia colonial na rubrica «Breve introdução a…». O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).
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Portugueses no Vicerreino do Peru: economia mineira, comércio e boa integração, com Gleydi Sullón Barreto
A atracção das minas de Potosi foi o factor decisivo da instalação de portugueses no Vicerreino do Peru no século XVII, conta Gleydi Sullón Barreto, investigadora do CHAM-Centro de Humanidades. Mas existiram outros factores destas migrações, como a participação no comércio de escravizados, a navegação e o exercício de actividades artesanais. Lima foi o principal destino, mas também existem registos de portugueses em Piura, Trujillo, Cajamarca, Ayacucho e Arequipa, entre outros. Apesar das limitações legais, integraram-se facilmente nas novas comunidades, sem formar grupos corporativos. E fugiam também à Inquisição, como sustenta alguma historiografia? Gleydi Sullón não encontrou documentação que sustente esta teoria, pois tratava-se de cristãos velhos ou cristãos novos autênticos, acrescentando que os portugueses contribuíram de forma discreta mas decisiva para a formação das sociedades hispano-americanas. A entrevista é conduzida por Joana Rodrigues. Gleydi Sullón Barreto é investigadora integrada do CHAM-Centro de Humanidades, sendo especialista no estudo dos portugueses no Vicereino do Peru do século XVII, com base na análise de documentos notariais. Actualmente está a desenvolver o projecto «Portuguese emigration in the Spanish Peru, 1570-1700. Social life, economic culture and the question of identities», com contrato com a FCT. Gleydi Sullón Barreto é doutorada em História (Univ. Complutense de Madrid) e autora de Extranjeros integrados. Portugueses en la Lima virreinal, 1570-1680 (2016) e Viajantes al Nuevo Mundo. Extranjeros en Lima, 1590-1640 (2019). No próximo episódio, Dora Gago fala sobre a literatura portuguesa no mundo e o comparatismo. O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).
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«Breve introdução a...» Epicurismo, com Leonor Santa Bárbara
O epicurismo desenvolve-se na Grécia, no século III a.C. O que distingue esta corrente de outras correntes filosóficas anteriores? Quais as suas principais características? Para Epicuro, em que consiste a felicidade? Que aspectos contribuem para a felicidade, do seu ponto de vista? Em épocas posteriores o epicurismo foi associado ao prazer. Mas será este realmente importante nesta doutrina? Leonor Santa Bárbara guia-nos numa viagem introdutória ao epicurismo na rubrica «Breve introdução a...» de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência». A entrevista é conduzida por Isabel Araújo Branco, numa gravação ao vivo realizada no âmbito do Dia da Investigação e Inovação da NOVA FCSH, em Outubro de 2024. Leonor Santa Bárbara é Professora Associada do Departamento de Estudos Portugueses da NOVA FCSH e investigadora integrada do CHAM-Centro de Humanidades, de que é subdirectora. Leonor Santa Bárbara é especialista em Estudos Clássicos, Literatura e Cultura Grega, Grécia Helenística, Matrizes Clássicas na Cultura Portuguesa, Recepção da Antiguidade e Representações de Eros na arte e na literatura. No próximo episódio, Gleydi Sullón Barreto fala sobre a presença de portugueses no Vicerreino do Peru. O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).
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Comunidades italianas em Portugal do século XVI ao século XXI, com Nunziatella Alessandrini
A construção da lisboeta Igreja de Nossa Senhora do Loreto, no início do século XVI, marca o início da presença em Portugal da chamada «nação» italiana. Esta juntava pessoas de várias cidades-Estado e repúblicas da Península Itálica. Como explica a Nunziatella Alessandrini, a comunidade italiana era muito diversificada, mas a sua fixação relaciona-se com os privilégios régios outorgados a mercadores «italianos» (e de outras nacionalidades). Estes mercadores vinham principalmente para comerciar no âmbito da expansão no Atlântico e no Oriente. Durante a monarquia dual, os maiores contratos comerciais estavam nas mãos de genoveses, recorda a historiadora, que traça ainda um paralelo com o século XXI. A entrevista é conduzida por Teresa Lacerda. Nunziatella Alessandrini é investigadora integrada do CHAM. Com mestrado e doutoramento em História Moderna (Uni. Aberta), dedica-se às relações artísticas, comerciais, económicas e políticas entre Portugal e Itália, em particular nos séculos XVI e XVII, mas também às comunidades estrangeiras e fluxos migratórios, miscigenação e grupos sociais. Coordena desde 2011, os ciclos de conferências «Relações Luso-Italianas na Época Medieval e Moderna», numa colaboração do CHAM, Istituto Italiano di Cultura di Lisbona e outras instituições. No próximo episódio, Leonor Santa Bárbara fala sobre o Epicurismo na rubrica «Breve introdução a…». O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).
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Fernanda Campos: Imagens da Península Ibérica na literatura de viagens do século XVIII
Que retrato é feito de Portugal e Espanha e das suas populações na literatura de viagens sobre a Península Ibérica do século XVIII? O olhar destes viajantes é neutro ou carrega já ideias feitas e preconceitos? Conhecem efectivamente a Península Ibérica ou repetem chavões antigos? Fazem de facto essas viagens ou escrevem sem viajar? E quem são esses viajantes escritores e com que objectivos escrevem? Fernanda Campos conduz-nos pela leitura de vários relatos e faz-nos revelações surpreendentes. A entrevista é conduzida por Isabel Araújo Branco. Doutorada em História e com uma pós-graduação em Ciências Documentais, Fernanda Campos foi Subdiretora da Biblioteca Nacional (1992-2006) e coordenou organizações nacionais e internacionais ligadas a bibliotecas, nos domínios da normalização bibliográfica, gestão e valorização de colecções patrimoniais, desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias da Informação e Comunicação e cooperação internacional. Foi professora na Universidade de Lisboa, no ISCTE e na Universidade Autónoma de Lisboa. Tem como áreas de interesse e investigação a História do Livro, da Leitura e das Bibliotecas no Antigo Regime. Com este episódio, concluimos a segunda temporada de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência». Regressamos no próximo ano lectivo. Até lá.
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Margarida I. Almeida Amoedo: A aventura do filosofar
Filosofar é uma aventura, considera Margarida I. Almeida Amoedo, há muito dedicada ao pensamento hispânico, em particular à obra do espanhol José Ortega y Gasset. A investigadora conversa sobre os conceitos de heroísmo, salvação, amor, circunstância, fraternidade e dignidade. «A intervenção do ser humano na sua circunstância corresponde à fidelidade ou, pelo contrário, à traição ao peculiar programa de exigência em que cada um de nós autenticamente consiste», refere a estudiosa. A entrevista é conduzida por Joana Rodrigues. Margarida I. Almeida Amoedo é investigadora integrada do CHAM-Centro de Humanidades. Doutorada em Filosofia pela Universidade de Évora, é Professora Associada desta instituição, onde tem leccionado principalmente unidades curriculares de Axiologia, Ética e Filosofia da Educação. A sua investigação tem incidido sobretudo no pensamento de Ortega y Gasset e na tematização axiológica dos problemas educativos. No próximo episódio, Fernanda Campos fala sobre as imagens da Península Ibérica projectadas na literatura de viagens do século XVIII. O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).
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Carla Alferes Pinto: Património, preservação e os seus usos no presente
Património é um conceito que todos conhecemos? Carla Alferes Pinto explica que, numa perspectiva tradicional, «património» corresponde a algo material que herdámos do passado, mas actualmente os especialistas integram também outras componentes, em particular estando em ligação com o seu uso e importância no presente. Trata-se, pois, da reconstrução cultural de um cânone, como salienta a investigadora e docente, que aborda ainda a recuperação de património e as várias formas de preservação e conservação. A entrevista é conduzida por Isabel Araújo Branco. Carla Alferes Pinto é investigadora integrada do CHAM-Centro de Humanidades, onde coordena a linha temática «Património e Desafios da Actualidade» e preside à Comissão Científica. É docente do Departamento de História da NOVA FCSH. É co-coordenadora do Programa de Mestrado em Património. Doutorada em História da Arte, lidera o projecto VESTE («Vestir a corte: traje, género e identidade(s)», financiado pel FCT) sobre a história e as culturas da moda em Portugal no período moderno. É também membro de diversas redes e projetos de investigação, como a Cátedra UNESCO «O Património Cultural dos Oceanos» e o projeto H2020 RISE CONCHA «A Construção das Cidades Globais Modernas e das Redes Oceânicas no Atlântico». No próximo episódio, Margarida I. Almeida Amoedo conversa sobre pensamento e filosofia hispânica, em particular a obra de José Ortega y Gasset. O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).
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Arlindo Manuel Caldeira: Escravizados na América e na Europa, origens, funções e resistências
A escravidão foi semelhante na América e na Europa? Arlindo Manuel Caldeira responde a esta questão, explicando as diferenças quanto às origens geográficas das pessoas escravizadas, ao tipo de trabalho desempenhado, às formas de resistência a esta condição de extrema violência e às consequências ainda hoje presentes nas nossas sociedades. Sabia, por exemplo, que muitos dos escravizados trazidos para Portugal tinham origem no Norte de África e no Império Turco, havendo ainda um número significativo de chineses, indianos e japoneses? A entrevista é conduzida por Teresa Lacerda. Arlindo Manuel Caldeira é investigador integrado do CHAM-Centro de Humanidades. Licenciado em História, foi professor de História na Escola Secundária de Camões (Lisboa). Publicou vários livros e dezenas de artigos, de que destacamos Escravos e traficantes no Império Português e Escravos em Portugal. Das origens ao século XIX. Está já nas livrarias o seu mais recente livro, O Apelo da Liberdade. Resistência dos Africanos à Escravidão nas áreas de influência portuguesa. No próximo episódio, Carla Alferes Pinto conversa sobre património.
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Federica Lupati: A canção de protesto e a sua herança no rap
A canção de protesto constitui um dos elementos mais representativos da resistência durante a ditadura e do processo revolucionário decorrente do 25 de Abril. Um dos seus herdeiros é o rap, género musical que desde a década de 1990 prossegue um trabalho de intervenção e denúncia social com características e objectivos próximos. Federica Lupati reflecte sobre os diálogos e os paralelos entre estas duas expressões musicais, a sua actualidade, o impacto na sociedade dos anos 1970 e dos nossos dias, em particular no que diz respeito às mulheres. A entrevista é conduzida por Isabel Araújo Branco. Federica Lupati é investigadora integrada do CHAM-Centro de Humanidades (NOVA FCSH-UAc), doutorada em Estudos Portugueses (Uni. Nova de Lisboa) e mestre em Literaturas e Culturas Pós-coloniais (Università Ca' Foscari, Veneza). Actualmente participa no projecto «Women's Literature: Memories, Peripheries and Resistance in the Luso-African-Brazilian Atlanctic» (WomentLit), financiado pela FCT. Entre outras áreas, investiga o rap feminino em Portugal e no Brasil, a posição das mulheres num ambiente maioritariamente masculino e o seu papel enquanto produtoras culturais e activistas. A série «50 Anos do 25 de Abril» é uma parceria do CHAM - Centro de Humanidades (NOVA FCSH—UAc), do Museu do Aljube – Resistência e Liberdade e da Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril. No próximo episódio retomamos a programação habitual no nosso podcast, com uma conversa com Arlindo Manuel Caldeira sobre escravizados na América e na Europa, as suas origens, as suas funções laborais e as suas formas de resistência.
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Débora Dias: Paulo Freire e a Revolução portuguesa
O pedagogo e pensador brasileiro Paulo Freire foi convidado a visitar Portugal pela primeira vez em 1971, mas o visto de entrada foi recusado, passando a ter inclusive um dossier na polícia política portuguesa, que inclui documentos enviados pela ditadura brasileira. Em Outubro de 1974, chega finalmente a Portugal, participando em actividades em Lisboa e Coimbra. Débora Dias, investigadora do CHAM-Centro de Humanidades, conversa sobre a circulação da sua obra em Portugal Continental e nos Açores durante a ditadura, a aplicação do seu método de alfabetização em várias regiões do país e a sua relação com a luta anticolonial em África, em particular com o angolano MPLA. Débora Dias fala ainda da aplicação em Portugal das suas práticas pedagógicas e da actualidade do pensamento de Freire. A entrevista é conduzida por Maria Clara Leal. Débora Dias é investigadora integrada do CHAM-Centro de Humanidades, colaboradora do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20) da Universidade de Coimbra (UC). Doutorada em História Contemporânea e mestre em História Social, investiga as relações culturais entre Brasil e Portugal no século XX, história editorial, história social da leitura e história dos intelectuais e das instituições. A série «50 Anos do 25 de Abril» é uma parceria do CHAM - Centro de Humanidades (NOVA FCSH—UAc), do Museu do Aljube – Resistência e Liberdade e da Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril. No próximo episódio, Federica Lupati fala sobre a música de intervenção antes e depois do 25 de Abril e a sua ligação com o rap das décadas seguintes.
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João Pedro Ferreira: Salgueiro Maia, seu jornal e o poder do humor
O Capitão de Abril Salgueiro Maia entrou para a Academia Militar em 1964, começou a estudar Antropologia em 1969 em plena Crise Académica e participa na Guerra Colonial entre 1967 e 1973. Estas experiências e ambientes marcaram a sua evolução intelectual e política? João Pedro Ferreira conversa sobre estes e outros episódios da vida de Salgueiro Maia, recuperando seus escritos, nomeadamente no jornal da companhia que comanda na Guiné, Os Progressistas, num projecto em colaboração com a Biblioteca do Exército. João Pedro Ferreira aborda também os actos subversivos dos militares durante a guerra, a importância do humor e o seu impacto corrosivo no sistema. A entrevista é conduzida por Isabel Araújo Branco. João Pedro Ferreira é investigador integrado do CHAM-Centro de Humanidades, doutorado em História e Teoria das Ideias, com a tese «Castigar a rir. O humor na imprensa periódica em Portugal (1797-1835)». Mestre em História Cultural e Política, é autor de vários livros, capítulos e artigos, tendo recebido financiamentos da FCT e da FLAD. É ainda jornalista, colaborando com diversas publicações. A série «50 Anos do 25 de Abril» é uma parceria do CHAM - Centro de Humanidades (NOVA FCSH—UAc), do Museu do Aljube – Resistência e Liberdade e da Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril. No próximo episódio, Débora Dias fala sobre Paulo Freire e a Revolução Portuguesa. O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).
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João Luís Lisboa: Formas de censura e liberdade de criar e publicar
Censurar é uma forma de exercer o poder e, em Portugal, esse tipo de controlo terminou oficialmente com a Revolução dos Cravos, em 1974. Como deixaram os jornais de enviar as provas para a revisão dos censores da Comissão de Exame Prévio logo no dia 25 de Abril? Este é o ponto de partida de uma conversa com João Luís Lisboa sobre desobediência e censura, as diferentes formas de censura durante a ditadura (com a censura prévia para jornais e teatro e a censura após a publicação dos livros), as estratégias das editoras, jornalistas, actores e encenadores para evitar a censura, a inevitável autocensura nos criadores, a liberdade de escrever exclusivamente na imprensa clandestina e formas indirectas de censura no século XXI. A entrevista é conduzida por Teresa Lacerda. João Luís Lisboa é investigador integrado do CHAM-Centro de Humanidades, especialista em questões de cultura no Portugal moderno, em particular a relação entre formas e significados na comunicação do século XVIII. Dedica-se também a questões de conhecimento e metodologia na História e Teoria das Ideias. Actualmente é director deste centro de investigação. A série «50 Anos do 25 de Abril» é uma parceria do CHAM - Centro de Humanidades (NOVA FCSH—UAc), do Museu do Aljube – Resistência e Liberdade e da Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril. No próximo episódio, João Pedro Ferreira fala sobre o Capitão de Abril Salgueiro Maia, o seu jornal e o poder do humor. O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).
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João Alves Dias e João Costa: autores portugueses impressos no estrangeiro no século XVI
Fazemos uma viagem ao século XVI com João Alves Dias e João Costa para acompanhar as suas descobertas sobre os autores portugueses então editados fora de Portugal, em português e outras línguas, em particular na República de Veneza, Lyon, Salamanca, Antuérpia e Colónia. Serão cerca de quatro mil livros, além de outros tipos de textos. Trata-se de obras de medicina, catecismo e sermões, literatura, filosofia, direito, matemática, gramática e histórias de Portugal, entre outros. Filipe Dias, Fernão Mendes Pinto e Aquiles Estácio são exemplos entre os muitos autores impressos no estrangeiro. A entrevista é conduzida por José Alberto Catalão. João Alves Dias é investigador integrado do CHAM e Professor Auxiliar com agregação na NOVA FCSH. Director da revista Fragmenta Historica, os seus interesses de investigação centram-se na história do livro impresso, história de Portugal Moderno, a Paleografia e Diplomática. João Costa é doutorado em História Medieval e investigador integrado do CHAM. É investigador contratado dos National Library and Archives de Abu Dhabi. No próximo episódio, iniciamos a série ««50 Anos do 25 de Abril», um ciclo de quatro episódios dedicado à Revolução portuguesa. No dia 5 de Abril, João Luís Lisboa fala sobre formas de censura e liberdade de criação e publicação. O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).
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Teresa Lousa: Ecofeminismo e a relação da arte com a sociedade
O ecofeminismo, as suas origens e princípios e a sua ligação à actual emergência climática são explicados por Teresa Lousa num episódio, em que se fala sobre a tentativa de superar opressões, a relação da arte com a sociedade, o estímulo ao pensamento crítico e as principais protagonistas desta corrente. Teresa Lousa aborda ainda a perspectiva interseccional e a ligação do ecofeminismo com as causas LGBTQIAPN+ e dos povos indígenas. A entrevista é conduzida por Maria Clara Leal. Teresa Lousa é Professora Auxiliar na Faculdade de Belas Artes (Uni. Lisboa) e investigadora integrada do CHAM-Centro de Humanidades. É doutorada em Ciências da Arte e do Património. As suas áreas de especialidade são o pensamento artístico, a relação entre arte e género, arte terapia, património e as imaginários artísticos. No próximo episódio, O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).
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«Breve introdução a…»: As guerras luso-neerlandesas do século XVII, por André Murteira
O século XVII ficou marcado pelas guerras entre os Países Baixos e Portugal e envolveu territórios e populações da América, Ásia e Europa. Como começou este conflito e o que estava em causa? Qual a situação do império português antes do conflito e que alterações sofreu durante este período? Qual a importância destas guerras para a História de Portugal? O historiador André Murteira responde. A conversa é conduzida por Isabel Araújo Branco. André Murteira é investigador integrado do CHAM-Centro de Humanidades. Actualmente desenvolve o projecto «Ships and War: Dutch and Iberian War Fleets in the Dutch-Iberian Global Conflict (1600-1669)», financiado pela FCT. É doutorado em História (UNL), com a tese A navegação portuguesa na Ásia e na rota do Cabo e o corso neerlandês, 1595-1625, e mestre em História dos Descobrimentos e da Expansão Portuguesa (UNL), com a dissertação A Carreira da Índia e o corso neerlandês (1595-1625), publicada em 2012. Outros dos seus trabalhos estão disponívei em periódicos como Journal of Military History, Tijdschrift voor Zeegeschiedenis, Análise Social, e Anais de História de Além-Mar. Editou com Hélder Carvalhal e Roger Lee de Jesus o livro The First World Empire: Portugal, War and Military Revolution (2021). No próximo episódio, Teresa Lousa fala sobre práticas artísticas ecofeministas. O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).
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António Camões Gouveia: A cultura material do campo religioso
O que são as relíquias e porquê estudá-las? Este é o ponto de partida da entrevista com António Camões Gouveia sobre as múltiplas interpretações e camadas de significado de uma relíquia, a importância da memória individual e colectiva, a existência de relíquias independentemente da «santidade» do seu dono, a possibilidade de criar um relicário individual e a distinção entre a devoção institucional e a devoção popular, numa conversa em que se recorre a exemplos associados a Santo António, Santo Inácio de Loiola, Santa Rita de Cássia, Sousa Martins, Madre Luiza Andaluz e Padre Cruz. A entrevista é conduzida por Beatriz Freitas.António Camões Gouveia é Professor na NOVA FCSH e investigador integrado do CHAM-Centro de Humanidades. Entre 1991 e 1997 colaborou com a Comissão Nacional para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses. Foi coordenador científico da Fundação Robinson entre 2004 e 2013 e Director do Museu de Évora entre 2010 e 2012. O seu trabalho centra-se nas mentalidades, ideias e práticas sociais modernas, em particular a história da nobreza, dos saberes, da vida religiosa e do quotidiano. Em confluência teórico-prática junta-lhes a programação de cultura, nas dimensões do património, da museologia e da mediação.No próximo episódio, André Murteira fala sobre as guerras luso-neerlandesas do século XVII. O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).
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«Breve introdução a…»: O lixo marinho na época moderna, por Ana Catarina Garcia
O que se entende por lixo marinho para épocas anteriores à industrialização? Como se podem analisar os níveis de toxicidade marinha para essa época? Quais eram então os principais agentes causadores do lixo marinho? De que forma as práticas do quotidiano poderiam ser nocivas para o ambiente e para as pessoas? Para quê analisar a governança dos espaços portuários ao procurar entender esta questão? A arqueóloga Ana Catarina Garcia tira todas as dúvidas. A conversa é conduzida por Isabel Araújo Branco. Ana Catarina Garcia é doutorada em História e mestre em História Insular e Atlântica. É investigadora integrada do CHAM-Centro de Humanidades. É investigadora do Projecto ERC «Synergy Grant 4-OCEANS (2021-2027), Human History of Marine Life Extraction, Knowledge, Drivers and Consumption of Marine resources». Integra ainda o projecto CONCHA «The construction of early modern global Cities and oceanic networks in the Atlantic» e o projecto H-WHALE «A chronology of change: an Heritage network of historical WHALing in Europe». Em breve integrará o projecto «TRASH-Human waste and marine debris during the first globalization», no âmbito do Concurso de Estímulo ao Emprego Científico da FCT. No próximo episódio, António Camões Gouveia fala sobre a cultura material do campo religioso. O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).
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António Martins Gomes: A morte na literatura portuguesa oitocentista
Quais as grandes mudanças na imagem da morte registadas pela literatura no século XIX? Por que motivo os cemitérios se tornaram espaços tão inspiradores à criação artística? Em que medida o tema da morte na literatura é influenciado pelo romantismo? Estas são algumas das questões abordadas nesta conversa com António Martins Gomes sobre a morte na literatura portuguesa oitocentista, nomeadamente na obra de Almeida Garrett, Camilo Castelo Branco, Eça de Queiroz, Fialho de Almeida e Cesário Verde. A entrevista é conduzida por Alina Baldé. António Martins Gomes é Professor Auxiliar da Universidade NOVA de Lisboa e investigador integrado do CHAM-Centro de Humanidades. Desde 1987, publica textos sobre literatura e arte em publicações periódicas e obras colectivas, destacando-se a organização da Antologia Crítica de Cultura Portuguesa Oitocentista (2016) e a colaboração na ERNIE - Encyclopedia of Romantic Nationalism in Europe (2018). Os seus actuais interesses de investigação incidem sobre a cultura portuguesa do século XIX. No próximo episódio, conversamos com Ana Catarina Garcia sobre o lixo marinho na época moderna na rubrica «Breve introdução a…». O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).
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«Breve introdução a…»: O corpo, por Adelino Cardoso
«CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» dá início a uma nova rubrica, «Breve introdução a…», que pretende explicar de forma sucinta alguns conceitos importantes. Começamos por conversar com Adelino Cardoso sobre o conceito de «corpo». O que significa «corpo»? O corpo humano é uma espécie de fábrica? A visão organicista do corpo mantém-se válida hoje em dia? A conversa é conduzida por Isabel Araújo Branco. Adelino Cardoso é doutorado em Filosofia pela Universidade de Lisboa e investigador integrado do CHAM-Centro de Humanidades. Os seus interesses de investigação distribuem-se pela filosofia moderna, pensamento português, fenomenologia, história e filosofia da medicina. Coordenou projectos interdisciplinares articulando filosofia, medicina, história e literatura. É investigador do projecto de Medicina Narrativa do CEAUL, desde a sua fundação (2011). É membro da Comissão de Ética do Instituto Português de Oncologia e do Conselho de Ética da Fundação Champalimaud. No próximo episódio, João Muralha falará sobre vestígios da pré-História no Alto Douro. O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).
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João Muralha: Arqueologia, sítios e paisagens no Alto Douro
João Muralha explica como as incríveis descobertas arqueológicas realizadas nos últimos 25 anos no Alto Douro conduziram a alterações dos paradigmas interpretativos da arqueologia sobre os recintos murados do terceiro milénio a.C. Numa conversa sobre a forma como os humanos de então se relacionavam com a paisagem, João Muralha fala sobre o conceito de colina monumental e como este se aplica a Castanheiro do Vento, a implantação dos sítios e a forma como as várias gerações que os habitam e a complexidade e diversidade das construções encontradas. A conversa é conduzida por Joana Rodrigues. João Muralha é Professor Auxiliar na NOVA FCSH e investigador integrado do CHAM-Centro de Humanidades. Doutorado em Arqueologia, faz investigação arqueológica no Alto Douro, Beira Interior e Trás-os-Montes. Investiga arqueologia da paisagem, as arquitecturas pré-históricas e a relação dos humanos com os territórios. No próximo episódio, conversaremos com Adelino Cardoso sobre o conceito de corpo na rubrica «Breve introdução a…». O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).
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«Breve introdução a…»: A morte no Antigo Egipto, por Inês Torres
Como é encarada a morte no Antigo Egipto? Essa perspectiva era igual para todas as classes sociais? Os antigos egípcios pensavam ser possível atingir a imortalidade? Porque mumificavam os corpos dos defuntos? Para que servia o Livro dos Mortos? Regressamos à rubrica «Breve introdução a…», desta vez com Inês Torres. A conversa é conduzida por Isabel Araújo Branco. Inês Torres é doutorada em Egiptologia pela Universidade de Harvard e investigadora integrada do CHAM-Centro de Humanidades. Licenciada em Arqueologia (Uni. Lisboa) e mestre em Egiptologia (Uni. Oxford), É directora do projecto arqueológico The Mastaba of Akhmerutnisut Documentation Project, em Guiza, no Egipto. É fundadora e coordenadora do projecto de divulgação do Antigo Egipto no Instagram @umaegiptologaportuguesa e participa no podcast «Três Egiptólogues Entram Num Bar», duas iniciativas que visam divulgar os resultados da investigação desta área junto de um público geral. A sua investigação prende-se com a análise do túmulo egípcio enquanto espaço social, pretendendo entender como o espaço tumular influenciava as narrativas de memorialização do defunto e a perpetuação da sua memória. No próximo episódio, João Muralha falará sobre vestígios da pré-História no Alto Douro. O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).
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Ana Cristina Correia Gil: A imagem de Portugal através da literatura
A imagem de Portugal através da literatura é o ponto de partida para uma conversa com Ana Cristina Correia Gil, no primeiro episódio da segunda série de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência». Nesta entrevista fala-se sobre a relação entre a literatura e a construção das identidades nacionais, a distinção entre os universos ficcionais e a realidade, mitos nacionais e a imagem que os portugueses têm sobre si próprios, abordando autores como Camões, Eça de Queirós, Teixeira de Pascoais, José Saramago, Mário de Carvalho, Dulce Maria Cardoso e Valter Hugo Mãe. A entrevista é conduzida por Alina Baldé. Ana Cristina Correia Gil é Professora Associada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas) da Universidade dos Açores, investigadora integrada do CHAM e colaboradora do Centro de Investigação Joaquim Veríssimo Serrão. Trabalha sobre a Cultura e a Literatura Portuguesas, a Identidade Nacional e os Estudos Insulares. Publicou a obra A identidade nacional na literatura portuguesa. De Fernão Lopes ao fim do século XIX (2015, edição CHAM) e publica regularmente artigos e capítulos de livros. Em 2014, ganhou o Prémio Centro de Investigação Joaquim Veríssimo Serrão com o ensaio «Diferentes perspetivas sobre a identidade nacional: o caso português». No próximo episódio, inauguramos a rubrica «Breve introdução a…», que pretende explicar de forma sucinta alguns conceitos importantes. Conversaremos com Adelino Cardoso sobre o conceito de «corpo». O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).
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«Breve introdução a…»: Preservação digital, por Paula Ochôa
Na sua segunda temporada, «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» dá início a uma nova rubrica, «Breve introdução a…», que pretende explicar de forma sucinta alguns conceitos importantes. Começamos por conversar com Paula Ochôa sobre o conceito de preservação digital. O que caracteriza este conceito? Porque é cada vez mais importante para os centros de investigação? Quais os principais desafios no futuro? Qual o papel dos investigadores? A conversa é conduzida por Isabel Araújo Branco.Paula Ochôa coordena a linha temática «Paradigma digital» do CHAM-Centro de Humanidades. Professora Auxiliar da NOVA FCSH, aí coordena o mestrado em Património e co-coordena o mestrado em Gestão e Curadoria de Informação. Foi bibliotecária durante mais de 30 anos, tendo-se especializado na área da gestão da informação. Fez a maior parte da sua carreira na Biblioteca Nacional de Portugal e na Secretaria Geral do Ministério da Educação, onde foi Diretora de Serviços de Informação e Documentação.No próximo episódio, Ana Cristina Correia Gil falará sobre a imagem de Portugal através da literatura.O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).
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Isabel Soares de Albergaria: Casas senhoriais e jardins históricos em Portugal
«A casa nobre não é um produto de mercado, como hoje. É algo muito mais permanente e simbólico. Antes de ser um edifício, a casa é um nome, uma linhagem, um conjunto de bens fundiários e de capital simbólico», explica Isabel Soares de Albergaria no último episódio da primeira série de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência». Na conversa, fala-se sobre a relação entre a casa nobre e o jardim no contexto moderno do Ocidente, a concepção milenar da noção de jardim como espaço separado das áreas urbanas e rurais, a relação com a imagem do éden perdido, as mudanças no fim do Antigo Regime, as características genéricas dos 225 jardins históricos portugueses e as actuais perspectivas inovadoras sobre o estudo dos jardins. A entrevista é conduzida por José Alberto Catalão. Isabel Soares de Albergaria é investigadora integrada do CHAM e Professora Auxiliar da Universidade dos Açores. Doutorada em Arquitectura pela Universidade Técnica de Lisboa (2012), é mestre em Historia da Arte pela FCSH-UNL (1998). É vice-presidente da Associação Portuguesa dos Jardins Históricos. É membro de CITAR (Uni. Católica do Porto). Foi membro não votante do ICOMOS-IFLA (UNESCO) para o painel de Paisagens Culturais desde agosto de 2009 e membro votante do mesmo organismo desde 2016. Tem desenvolvido estudos sobre a arquitectura doméstica (urbana e rural) e história da paisagem da Idade Moderna e Contemporânea, particularmente no contexto da Macaronésia (Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde). No Outono de 2023 retomamos «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» com mais conversas sobre temas relacionados com as humanidades e as ciências sociais. Até lá! O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).
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CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência apresenta entrevistas a investigadores do CHAM-Centro de Humanidades (NOVA FCSH-UAc) sobre temas relacionados com o seu trabalho e, em muitos casos, a sua ligação à sociedade contemporânea. O que se descobre nas Humanidades? Acompanhe-nos e ficará a par.O CHAM (https://ror.org/00byekp78) é financiado pela Fundação para Ciência e a Tecnologia, I. P. - UID/04666/2020: UIDB/04666/2020 - https://doi.org/10.54499/UIDB/04666/2020 e UIDP/04666/2020 - https://doi.org/10.54499/UIDP/04666/2020; UID/04666/2025 - https://doi.org/10.54499/UID/04666/2025.
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