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Ctrl+Fake: a desinformação como projeto de poder
by Aos Fatos
Primeira série documental do Aos Fatos, Ctrl+Fake narra em cinco episódios a ascensão da desinformação digital como projeto de poder. Ao lado da diretora executiva do Aos Fatos, Tai Nalon, entenda como, na última década, as plataformas digitais serviram a agentes políticos interessados em distorcer os conceitos de mentira e verdade.Aos Fatos é uma organização jornalística dedicada ao combate à desinformação, à cobertura da tecnopolítica e à checagem de fatos. Saiba mais em aosfatos.org.
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#4 | O sequestro da democracia
Em 8 de janeiro de 2023, dezenas de milhares de pessoas avançaram sobre a praça dos Três Poderes e promoveram a depredação do Congresso, do Supremo Tribunal Federal e do Palácio do Planalto. Brasília estava sitiada, e o país encarava, ao vivo, as suas próprias ruínas. O ataque aos edifícios que representam o sistema democrático não era uma expressão orgânica do descontentamento de uma parcela da população. A ação violenta na capital federal foi, ao invés disso, resultado de uma escalada golpista e produto de um ciclo de desinformação, acelerado à potência máxima em 2022, conforme mostra a diretora executiva do Aos Fatos, Tai Nalon, no quarto episódio de Ctrl+Fake. A desconfiança contra o sistema eleitoral brasileiro antecede o governo de Jair Bolsonaro. O ex-presidente, no entanto, transformou o descrédito nas eleições em sustentáculo da sua retórica antissistema. Na campanha de 2018, Bolsonaro já fazia acusações infundadas de fraude nas urnas. Ao longo de seu mandato, conforme o Aos Fatos apurou, ele viria a repetir mentiras sobre o tema pelo menos 350 vezes.Em 2022, essas alegações infundadas serviriam como pretexto para uma tentativa de golpe de Estado. Na Presidência, Bolsonaro utilizou o aparato oficial do Estado para difundir mentiras sobre o sistema eleitoral e espionar ilegalmente opositores. Enquanto isso, nas redes sociais, a desinformação golpista prosperava por meio de um ecossistema de influenciadores. No episódio completo, relembre os fatores que levaram à condenação de Jair Bolsonaro e entenda o papel da desinformação na tentativa de golpe. 🔔 Inscreva-se no canal do Aos Fatos no YouTube para não perder nenhum episódio de Ctrl+Fake.Visite o site do Aos Fatos: https://www.aosfatos.org/✨ Em 2026, ajude o Aos Fatos a continuar combatendo a desinformação nas redes sociais. Apoie: https://www.aosfatos.org/mais/ 00:00 Introdução06:06 Capítulo 1 - Pré-202208:58 Capítulo 2 - O link com os Estados Unidos 16:14 Capítulo 3 - Enquanto isso, no Brasil22:55 Capítulo 4 - O ineditismo brasileiro33:33 Capítulo 5 - A democracia em disputa
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#3 | O vírus e o poder
Três anos após o fim da pandemia de Covid-19, os efeitos da maior emergência sanitária do século ainda podem ser sentidos. No terceiro episódio de Ctrl+Fake, regressamos a esse período traumático para entender por que e como, no Brasil, a ciência foi preterida e a desinformação foi abraçada como estratégia institucional para lidar com o vírus – deixando mais de 700 mil mortos como resultado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a Covid-19 uma pandemia em março de 2020. O fim da emergência global só viria em maio de 2023. O período coincide com a maior parte do governo de Jair Bolsonaro. Diante do vírus, o ex-presidente e sua base política responderam semeando o desprezo aos dados e ao consenso científico. A Presidência tentou maquiar os números de infectados e mortos; promoveu tratamentos ineficazes; desafiou as medidas de isolamento indicadas por especialistas e retardou a compra de vacinas. Ao longo da pandemia, Aos Fatos catalogou ao menos 2.600 declarações enganosas do então presidente sobre a doença. Com isso, a desinformação não apenas agravou a crise, como também contribuiu para prolongá-la, dificultando a adesão à vacinação e enfraquecendo a confiança nas instituições. As consequências não se limitaram à saúde. A atuação de autoridades negacionistas durante o período do surto expôs como a manipulação da informação pode ser usada como instrumento de poder, com consequências diretas na estabilidade democrática global.🔔 Inscreva-se no canal do Aos Fatos no YouTube para não perder nenhum episódio de Ctrl+Fake.Visite o site do Aos Fatos: https://www.aosfatos.org/✨ Em 2026, ajude o Aos Fatos a continuar combatendo a desinformação nas redes sociais. Apoie: https://www.aosfatos.org/mais/ 00:00 Introdução05:53 Capítulo 1 - O discurso anticiência10:25 Capítulo 2 - A reunião de 22 de abril17:03 Capítulo 3 - A cloroquina20:18 Capítulo 4 - A instrumentalização das redes31:05 Capítulo 5 - A política do ressentimento
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#2 | A construção da indústria da mentira
No segundo episódio de “Ctrl+Fake”, investigamos de que forma discursos simplistas e desinformativos ganharam força nas redes sociais como suposta solução para problemas complexos – e quais foram as implicações desse processo na política brasileira. Para isso, é preciso retornar a quinze anos atrás, quando algumas pautas consideradas progressistas ganhavam espaço inédito no país. Em 2011, o Supremo reconheceu a união estável de casais do mesmo sexo. Em 2012, foi instituída a Lei de Cotas. E no mesmo ano, a Lei Maria da Penha foi declarada constitucional.Enquanto isso, ascendiam discursos aditivados por curtidas e compartilhamentos. Em 2013, protestos iniciados contra o aumento das passagens de ônibus em São Paulo viraram um aglutinado de demandas. A insatisfação popular foi, nesse momento, revertida em uma rejeição a partidos e à política em si. Em meio a uma crise econômica, ao escândalo da Lava Jato e à baixa popularidade do governo Dilma Rousseff, o então deputado federal Jair Bolsonaro ganhou projeção ao usar como alavanca nas redes sociais o pânico moral e a desinformação.Um exemplo notável é o caso do “kit gay”, como ele rebatizou um projeto que visava combater a homofobia nas escolas. A retórica que desprezava os fatos funcionou: em 2018, Jair Bolsonaro foi eleito presidente da República. As regras do jogo político nunca mais voltariam a ser as mesmas. No episódio completo, saiba como as redes sociais não apenas reconfiguraram as forças de poder no Brasil, mas se converteram por si só em agentes políticos. 🔔 Inscreva-se no canal do Aos Fatos no YouTube para não perder nenhum episódio de Ctrl+Fake.Visite o site do Aos Fatos: https://www.aosfatos.org/✨ Em 2026, ajude o Aos Fatos a continuar combatendo a desinformação nas redes sociais. Apoie: https://www.aosfatos.org/mais/ 00:00 Introdução03:41 Capítulo 1 - Pré-201305:19 Capítulo 2 - Construção de espantalhos12:33 Capítulo 3 - O lavajatismo14:44 Capítulo 4 - As pautas morais18:37 Capítulo 5 - A eleição da facada
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#1 | A captura das redes
Na internet dos anos 2020, indígenas gerados por IA vendem remédios falsos; médicos negacionistas empurram suplementos para “virar macho alfa”; grupos supremacistas se organizam sem qualquer cerimônia e posts espalham a ideia golpista de que a Constituição permite que as Forças Armadas anulem eleições. Mas como chegamos até aqui?Essa é uma das perguntas do primeiro episódio de Ctrl+Fake, série documental que narra em cinco episódios a ascensão da desinformação digital como projeto de poder.No episódio que inaugura a série, a diretora executiva do Aos Fatos, Tai Nalon, explica como conceitos como fake news, censura e liberdade de expressão foram capturados por noções de mundo que as plataformas digitais, ao longo de pelo menos uma década, conseguiram metrificar e perfilar.Tudo isso só foi possível após uma transformação profunda na forma como nos relacionamos com a realidade compartilhada. Neste episódio, entenda como a ascensão de algoritmos de recomendação alavancaram o crescimento da desinformação online – e como esse processo foi instrumentalizado por projetos de poder antidemocráticos. Visite o site do Aos Fatos: https://www.aosfatos.org/✨ Em 2026, ajude o Aos Fatos a continuar combatendo a desinformação nas redes sociais. Apoie: https://www.aosfatos.org/mais/ (00:00) Introdução(06:29) Divulgação - Medo e Delírio em Brasília(06:59) Capítulo 1: Quando tudo era mato(11:31) Capítulo 2: A internet nunca foi terra de ninguém(15:13) Capítulo 3: A vida metrificada(20:07) Capítulo 4: A indústria da mentira(28:26) Capítulo 5: O projeto de poder do Vale do Silício (30:58) Créditos e dedicatóriaCréditos da equipeDireção: Tai NalonRoteiro: Tai Nalon e Alexandre AragãoProdução: Natália SampaioAssistentes de produção: Bárbara Martins e Bruna LeiteProdução executiva: Tai NalonCo-produção: Bernardo Moura, Gisele Lobato, Guilherme Alpendre e Luiza BarrosDireção de fotografia: Allan CristianDesign de produção: Méuri ElleEdição: Natália SampaioAssistentes de edição: Bárbara Martins e Bruna LeitePesquisa: Amanda Ribeiro, Bárbara Martins, Bruna Leite e Natália SampaioReportagem: Amanda Ribeiro, Gisele Lobato e Tai NalonEfeitos visuais: Méuri Elle, Natália Sampaio e Rodolfo AlmeidaOperadores de câmera: Allan Cristian e Natália SampaioMixagem de som: João Guilherme LacerdaMaquiagem e cabelo: Vanessa AndreaConsultoria jurídica: Mourão e Ventura Advogados
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Primeira série documental do Aos Fatos, Ctrl+Fake narra em cinco episódios a ascensão da desinformação digital como projeto de poder. Ao lado da diretora executiva do Aos Fatos, Tai Nalon, entenda como, na última década, as plataformas digitais serviram a agentes políticos interessados em distorcer os conceitos de mentira e verdade.Aos Fatos é uma organização jornalística dedicada ao combate à desinformação, à cobertura da tecnopolítica e à checagem de fatos. Saiba mais em aosfatos.org.
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