PODCAST · arts
50 anos h(à) Bando
by Teatro O Bando
Um podcast semanal com 50 entrevistas a pessoas que fazem e continuam a fazer a história do Teatro O Bando.Com coordenação e direcção de João Neca, a pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo "Afonso Henriques", o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.
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João Neca | actor e encenador
Hoje invertemos os papéis.Desde 2023 que o vemos...ou... o ouvimos de microfone e gravador em punho, atrás das estórias que fazem a história do Teatro o Bando... foram 50 vozes, de 50 pessoas cujas memórias no ajudaram a fixar este guião que se escreve desde 74.Muitas vozes ficaram por escutar, mas esta em particular - voz, que nos tem feito companhia ao longo dos últimos meses - não poderia ficar por partilhar.Entrevistamos João Neca, autor e entrevistador deste Podcast à Bando. Sabem de certeza de quem estamos a falar, o que talvez ainda não saibam é que estamos hoje em sua casa, no centro histórico de Palmela, para lhe devolver muitas das perguntas que foi lançando às várias pessoas que por aqui passaram. Sejam bem-vindos ao podcast (h)à Bando. Hoje é ao João Neca que colocamos o microfone.:::50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024.A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.Este e outros episódios em www.obando.pt
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Lima Ramos | engenheiro de estruturas
Uma das marcas do Bando no panorama teatral português são as máquinas de Cena. Estruturas polissémicas, impactantes, mutáveis, autênticas esculturas em movimento inventadas por João Brites já foram objecto de várias exposições, artigos e publicações. A Cenografia no Bando tem sempre uma história para contar e as Máquinas de Cena assumem quase sempre um protagonismo equivalente aos restantes elementos cénicos.O nosso entrevistado de hoje é alguém que trabalha na sombra do Teatro, um homem que alicerça estas Máquinas com cálculos invisíveis ao espectador.Engenheiro de formação, é cooperante do Bando há mais de 20 anos com uma intervenção contínua nas estruturas que se montam em cena. Que quer isto dizer? É ele quem garante que as forças e as dinâmicas, os apoios e os pesos estão equilibrados, que as rupturas não acontecem e que as redundâncias garantem a segurança.Será isto uma metáfora? Talvez não. Sejam bem-vindos à conversa Lima Ramos, um engenheiro que há largos anos nos garante que as Máquinas de Cena, depois de atravessarem toda a dramaturgia, chegam ao fim do espectáculo.:::50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024.A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.Este e outros episódios em www.obando.pt
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Luis Vasco | espectador
Diz assim o Terceiro Manifesto do Teatro O Bando, no capitulo dedicado aos públicos: Contamos com o apoio dos espectadores mais atentos, dos investigadores, dos jornalistas e dos críticos de Teatro, dos estudantes, de todos os que, como nós, precisam de obras artísticas para ver além do que parece estar à vista.Hoje conversamos com um dos nossos espectadores mais atentos, mais fiéis e mais antigos. Conheceu o Bando através da palavra “itinerante”, um grupo que andava mas não estava em lado nenhum. É um autêntico coleccionador de espectáculos, de bilhetes (do Bando e não só) e de memórias. É alguém que se senta na plateia como quem se senta a uma mesa para observar e escutar quem, do outro lado, lhe quer contar mais uma história.E quando gosta do que lhe contaram, regressa no dia seguinte para ver sempre o mesmo espectáculo de maneira diferente.Com uma história pessoal ligada à censura, ao exílio e à educação, viemos ter com ele à Café Teatro da Comuna, outras das suas casas.Sejam bem-vindos ao podcast (h)à Bando e à conversa com o espectador profissional, Luis Vasco.:::50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024.A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.Este e outros episódios em www.obando.pt
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Raquel Belchior | produtora
Hoje conversamos com uma das responsáveis pela existência deste podcast. Esteve na génese do projecto, fez-me companhia em grande parte destas entrevistas o que tornou a preparação desta conversa uma acção altamente sigilosa.A Raquel começou como estagiária de produção em 2006 e hoje é cooperante e faz parte da direcção do Bando. Nos últimos 20 anos foi uma presença assídua no Bando mas o percurso não foi nem contínuo nem linear. Começou com a observação de maçarocas de milho voadoras e foi preenchido de muitas idas e vindas, muitas inquietações vivas e rumores clandestinos. Pode parecer confuso mas ela já irá explicar-se.Hoje é com a Raquel Belchior que eu e o Nicolas passamos muito tempo à mesa, na mesma mesa onde esta conversa acontece, a olhar o legado, a discutir o presente e a idealizar um futuro h(à) Bando para esta casa, casa...uma casa... como a Raquel gosta tanto de chamar aos lugares de Teatro.Sejam bem-vindos ao podcast h(à) Bando. Sentem-se connosco a esta mesa numa viagem pelos arquivos da memória.:::50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024.A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.Este e outros episódios em www.obando.pt
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Pompeu José | actor e encenador
De passagem pelo centro do país, parámos em Tondela, na verdade no coração cultural de Tondela que é o Trigo Limpo Teatro ACERT.Ao longo dos anos foram muitos os momentos em que os destinos do Bando e do Trigo Limpo se cruzaram e, neste podcast, já falámos de algumas como a estreia de Montedemo por exemplo. Neste encontros constantes e nesta amizade de longa data, há uma figura que é a ponte desta ligação. Que já viveu nas duas margens e que se entregou e entrega de corpo inteiro à paixão da criação teatral. Viemos a Tondela para falar com Pompeu José, actor de muitas aventuras no Teatro, cinema e televisão e uma das almas da ACERT desde o início dos anos 90.No Bando esteve alguns anos antes, quase sempre pendurado em cena como actor, nas cenografias que tinha ajudado a construir. Da Nora aos Carcaças, dos estilhaços à terceira margem ou à pregação ou ao amanhã, passando claro pelos BICHOS muitas foram as personagens a que pompeu deu voz e corpo (apesar de franzino, como ele próprio diz).Homem encantado pela poesia dos gestos simples, de mãos dadas inventou uma roda que havia de unir e segurar muitas pontas (e ele próprio) nessa loucura colectiva chamada Peregrinação da Expo 98.Sejam bem-vindos ao podcast (h)à Bando e à conversa com o Chefe Lopes Pompeu José.:::50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024.A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.Este e outros episódios em www.obando.pt
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Lucia Rus | cozinheira
“Talvez porque na minha infância a cozinha da minha avó ocupava um lugar de relevo na organização familiar, sinto-me bem melhor quando, como aqui e agora, a cozinha da nossa quinta ocupa um lugar de relevo na organização interna do grupo”.São palavras de João Brites, inscritas no livro que celebrou os 30 anos do Bando. Quando as escreveu estava longe de adivinhar que, uns anos depois, uma jovem romena, imigrante, haveria de assumir os comandos da organização da cozinha do Bando.São sempre insondáveis as memórias que ficam nos espectadores quando viram costas a Vale dos Barris, depois de uma noite de Teatro. Uma frase do texto, um gesto inesperado de uma actriz, uma luz que rasgava a cena surpreendentemente ou, quem sabe, o sabor da sopa da nossa convidada que intervala os actos teatrais.Hoje falamos com Lucia Rus, a nossa Lucia que desde 2010 faz parte da equipa do Bando e enche o espaço de sabores e cheiros, sensações tão concretas em que nos visita.Sejam bem vindos a uma conversa que se come com as mãos e de boca cheia. :::50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024.A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.Este e outros episódios em www.obando.pt
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Gonçalo Amorim | actor e encenador
O nosso convidado de hoje é ator e encenador e o actual director do Teatro Experimental do Porto e Diretor Artístico do FITEI - Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica . Nascido na cidade do Porto, fez a sua formação em Lisboa na Escola Superior de Teatro e Cinema onde foi aluno de João Brites. Integrou vários espectáculos do grupo no início dos anos 2000 e começou o seu percurso na Porca, primeira estreia do Bando, em Vale dos Barris. Sobre essa chegada às pocilgas havemos de falar muito hoje.É na sua cidade, numa sala gentilmente cedida pelo Teatro Nacional S. João que decorre esta conversa com um dos cooperante do Teatro O Bando. Em cena, deste lado, eu e o Nicolas estamos munidos de várias surpresas para acicatar a memória e o esquecimento.Sejam bem-vindos à conversa com Gonçalo Amorim.:::50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024.A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.Este e outros episódios em www.obando.pt
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João Brites | encenador, cenógrafo e dramaturgista (parte III)
Terceira e última parte da conversa com o João Brites. Se não escutaram o primeiro e o segundo episódio, recomendo que interrompam aqui e vão ouvir para apanhar o fio a esta meada.Lembram-se de ter mencionado que o feitiço se iria virar contra o feiticeiro?A primeira vez que fui formando de um exercício da Consciência do Actor em Cena, estava eu vendado e o João à minha frente no “momento da entrevista”, tal como ele o designou. E que nome tão apropriado para este momento.Hoje trocámos. Já tirámos os nós às duas vendas. Lembram-se que eram duas? E agora, esperamos que os olhos se abram e que possamos dizer coisas que nunca dissemos. Sejam bem-vindos ao podcast h(à) Bando e à última parte da conversa com o João Brites que começa no futuro e termina no princípio dos princípios.:::50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024.A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.Este e outros episódios em www.obando.pt
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João Brites | encenador, cenógrafo e dramaturgista (parte II)
Esta é a segunda parte da conversa com o João Brites. Se não escutaram o primeiro episódio, recomendo que suspendam aqui este e vão ouvir a primeira parte para apanharem o fio desta meada.Quem ouviu recorda-se certamente de dois pormenores singulares da conversa: João Brites está vendado, enquanto responde às minhas perguntas; e aproveitando esse facto eu e o Nicolas preparámos alguns registos sonoros de entrevistas que o João deu anteriormente e andámos à pesca de alguns objectos que vão iluminando esta conversa, às escuras. Conforme a entrevista foi avançando, a percepção sensorial do João foi-se apurando levando-nos numa caminhada táctil pela sua memória e pensamento.Obrigado por continuarem desse lado, sentem-se nesta sala, e façam esta segunda parte da viagem connosco.:::50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024.A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.Este e outros episódios em www.obando.pt
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João Brites | encenador, cenógrafo e dramaturgista (parte I)
Chegou o dia de entrevistar o João Brites. A entrevista aconteceu num dia quente de Agosto de 2025. Aproveitando as férias do grupo, combinámos encontrar-nos na nossa Quinta, em Vale dos Barris que estava vazia.Eu e o Nicolas preparámos a entrevista durante algumas semanas mas, ainda assim, estávamos ansiosos enquanto esperávamos pelo nosso entrevistado. No entanto, à chegada, percebemos que ele estava mais nervoso do que nós.Se nervoso estava, mais ficou depois na nossa proposta de começar a entrevista vendado. No entanto confiou em nós e lá foi ele, pela mão do seu filho Nicolas Brites, em direcção ao espaço exterior. O Nicolas fez um pequeno percurso, levando o João Brites vendado até à nossa sala de espectáculos onde tínhamos tudo preparado. Na verdade, preparámos uma vivência para o João, inspirados no exercício inicial da formação teatral Consciência do Ator Atriz em Cena, por ele criada e dirigida. É uma espécie de feitiço a virar-se contra o feiticeiro.Bem conduzido mas titubeante, o João lá entrou, pé ante pé, na sala de espectáculos e sentou-se na cadeira à minha frente, cenograficamente posicionada para o receber, mantendo sempre a venda nos olhos. Tínhamos preparado alguns registos sonoros e objectos para estimular a nossa conversa que vão aparecer durante a primeira parte deste episódio. Começamos com a voz do Nicolas a ler um excerto do início do Vol. I do Livro Atriz Ator. Artista que parece ter sido escrito para antecipar este momento.Sejam bem-vindos ao podcast (h)à Bando e à primeira parte da conversa com o João Brites. :::50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024.A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.Este e outros episódios em www.obando.pt
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Nicolas Brites | actor (parte II)
A viagem conduzida por Nicolas Brites continua. Tal como prometido seguimos hoje para a segunda parte da conversa, desta vez uma viagem nocturna de regresso a Palmela após a itinerância em Évora. Aproveitámos o caminho para falar sobre a ida para Vale dos Barris e sobre os espectáculos que atravessaram Nicolas e o Vale dos Barris, nosso espaço sede há 25 anos.Sejam bem-vindos ao podcast (h)à Bando. Acabámos de encher o depósito com memórias e aí vamos nós.:::50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024.A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.Este e outros episódios em www.obando.pt
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Nicolas Brites | actor
"Procura-se que o Ator conduza o discurso cénico como o bom condutor de um automóvel que conversa com quem segue ao seu lado, e até é capaz de se emocionar sem perder, por isso, a destreza em realizar com segurança as manobras mais complicadas."Quando João Brites escreveu esta frase, que hoje está associada à divulgação do Curso Consciência do Ator Atriz em Cena, estava longe de imaginar que se aplicaria que nem uma luva a um episódio de um podcast sobre o grupo que ajudou a fundar. Ainda por cima, um episódio com o seu filho Nicolas Brites.Quem conhece o Nicolas sabe que falar com ele sobre o Bando é uma viagem ininterrupta e ao mesmo tempo cheia de paragens. Nasceu com o Bando, atravessou o país a dormitar no meio dos cenários, viu praticamente todos os espectáculos e tantos aqueles em que participou (e participa) como actor, e como técnico, e como contra-regra...enfim.Sejam bem-vindos ao podcast (h)á Bando e à primeira parte de uma conversa-viagem que não é metafórica. Apertem os cintos.:::50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024.A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.Este e outros episódios em www.obando.pt
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Juliana Pinho | actriz, formadora e encenadora
Sobre as conversas é comum dizer-se que são como as cerejas. Quererá isto dizer que umas trazem as outras, se encadeiam. Vêm aos pares como o fruto vermelho que, nesta época, povoa as árvores e as mesas. A conversa com a nossa convidada de hoje é mais parecida com... figos. São frutos mais independentes, de outro calibre, não nascem ligados uns aos outros e exigem outro engenho para os apanhar, embora às vezes nos caiam aos pés. Hoje estou aqui, ainda sozinho, debaixo de uma figueira que não dá figos.... à espera. Em homenagem à nossa convidada para quem a excepção é mais valiosa do que regra, hoje a introdução a este episódio será feita... ao vivo. Sentem-se comigo debaixo da nossa figueira em Vale dos Barris, enquanto esperamos pela Juliana Pinho.:::50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024.A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.Este e outros episódios em www.obando.pt
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Dora Sales | actriz e direcção de montagem
A nossa convidada de hoje, há uns anos atrás, atravessou o Atlântico para conhecer o Bando e assim que chegou a Palmela foi... vendada.Pode dizer-se que foi quase às escuras que Dora Sales chegou a Vale dos Barris para ser formanda da edição de 2018 do Curso Consciência do Actor em Cena.Ela entranhou-se no Bando e O Bando nela de tal maneira que alguns meses depois, integrou como estagiária para a equipa, apaixonou-se pela oficina e pela Fatinha e tatuou e foi tatuado pelas máquinas de cena. A tatuagem não é só uma metáfora.Vamos percorrer juntos os caminhos cruzados da cenógrafa, actriz e directora de montagem que a levaram a ser convidada para cooperante e a ser no presente a assistente de cenografia de João Brites para a próxima estreia do Bando, o espectáculo AGUSTINOPOLIS a estrear em Outubro de 2025.Sejam bem-vindos à oficina interna da Dora Sales.:::50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024.A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.Este e outros episódios em www.obando.pt
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Fabian Bravo | actor
Depois de uma curta pausa, estamos de regresso para falar com Fabian Bravo, actor, cooperante do Bando e actual membro da equipa fixa num sector que internamente designamos como....território. É uma conversa que se faz caminhando pelos cinco anos de vivência dele no Bando, começando precisamente pelo estágio que fez em Antes do Mar (2020) esse espectáculo sobre a caminhada de um grupo de migrantes, encenado por Miguel Jesus a partir de um bailarino na batalha de Hélia Correia. Mas para compreender este início e o percurso que o levou a ser o Rei Xariar das 1001 Noites (2023, 2024, 2025) passando pelo Zé Passinhos do espectáculo Futebol (2021), foi importante ir ainda mais atrás e perceber como é que um jovem em Portugal, decide ir estudar Teatro e enfrentar os desafios do sobrelotado e paradoxalmente tão diminuto meio artístico português. Entre o passado e o futuro, fomos andando pela Quinta e pela memória.Acompanhem-nos com o calçado adequado!:::50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024.A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.Este e outros episódios em www.obando.pt
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Inês Gregório | produção
Queremos conversar com quem fez e com quem faz hoje, todos os dias, o percurso do Bando. Com os pés bem assentes no chão que tantos ajudaram a construir, procuramos neste podcast, ouvir também as vozes de quem, todos os dias, no mundo actual e olhando a sociedade que nos rodeia, arregaça as mangas para abrir hoje, futuros para o Teatro O Bando.À minha frente tenho Inês Gregório, a cooperante e trabalhadora da equipa fixa há mais de 5 anos. Antes disso fez produção do evento Almenara e muito antes ainda, desde criança, que participou como público em muitos espectáculos do Bando. Trazer à tona estas histórias é também a razão desta conversa. Mulher implicada politicamente, natural do Porto, foram já muitos os desafios que assumiu como produtora. Desde rebanhos de ovelhas escoltados pela polícia à organização de receber públicos em plena pandemia no espectáculo Antes do Mar, ou a encontrar caminhos para inventar escadas em plena serra da arrábida, muitas foram as loucuras que tornou possíveis.:::50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024.A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.Este e outros episódios em www.obando.pt
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Maria Taborda | visualidade
Hoje conversamos com uma pessoa que integra actualmente a equipa do Bando na área da visualidade. Maria Taborda é desde 2019 a responsável pela imagem e grafismo e comunicação do Teatro O Bando. Natural de Idanha a Nova, vamos conversar sobre os caminhos que escolheu durante a sua formação e de que forma é que os mapas dela se cruzaram com o Teatro e com o Bando.Mulher de um traço abstracto e singular, integrou-se no singularismo, desmultiplicando-se entre o escritório e a cena tendo e descobrindo em Vale dos Barris, com sacrifício mas sem Tabu’s, a sua própria voz. Sobre isso espero poder falar e... escutar muito hoje.Sejam bem-vindos à entrevista cheia de visualidade com a nossa Maria.:::50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024.A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.Este e outros episódios em www.obando.pt
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Miguel Jesus | dramaturgo, encenador e produtor
O percurso do meu convidado de hoje tem tantos cruzamentos e intersecções com o meu que é difícil que esta conversa não fale também sobre o meu percurso no Bando que começou como estagiário (tal como ele, mas uns anos depois) e sob a sua coordenação...precisamente.Falo com o Miguel Jesus, encenador e dramaturgo, ou para o nomear de uma forma mais clara: alguém que sabe ler e escrever e de quem, alguém disse um dia, pode dar muito jeito ao Bando.O Miguel já fez quase tudo no Bando desde 2007. Além de escrever peças de Teatro e encenar também integra o elenco actual do Afonso Henriques. Na encenação destacam-se Em Nome da Terra em 2015 a partir de Vergílio Ferreira e Adoecer e Antes do Mar, ambos a partir de Hélia Correia.Fora de cena já coordenou a comunicação e a produção e fez parte da direcção artística e da direcção da cooperativa. Depois de um período fora do Bando, regressou em 2024 como produtor das 1001 Noites, Irmã Palestina, estando actualmente a coordenar a produção e a versão dramatúrgica do espectáculo, AGUSTINOPOLIS, próxima estreia do Bando a partir dos personagens da obra de Agustina Bessa Luis, sob encenação de João Brites a estrear em Outubro no Centro Cultural de Belém.Mais do que uma entrevista é uma conversa entre amigos que já partilharam muito a cena e muita cena juntos, em Bando.:::50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024.A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.Este e outros episódios em www.obando.pt
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Américo Rodrigues | programador cultural
Será possível que ouvir falar tantas vezes de um espectáculo que nunca vimos, possa construir de tal forma uma imagem mental, que pareça que vivemos aquele momento como espectadores? Hoje falámos com Américo Rodrigues, ator, encenador e programador que durante muitos anos dirigiu culturalmente a vida da cidade onde nasci e cresci: a Guarda.Assim que cheguei ao Bando e disse que era da Guarda, toda a gente me falou daquela noite inesquecível, aquele espectáculo dos Bichos nos anos 90 à volta da sé da Guarda para milhares de pessoas.Os Bichos do Torga, espectáculo icónico no percurso do Bando, ficou marcado de forma indelével nas gentes da Guarda que naquela sexta-feira de Agosto de 1990 assistiram ao fenómeno. Eu não estive lá, tinha apenas 2 anos de idade, mas foram tantas as conversas e o espanto partilhado que hoje acreditou que assisti aquele espectáculo, no meio da multidão.Américo Rodrigues foi o responsável por organizar esta e muitas outras idas do Bando à Guarda. Actualmente é Director-Geral das Artes e nesta conversa sobre o percurso do Bando vamos reflectir sobre o que é popular e erudito, o que é mais singular ou mais plural, sobre o individualismo em expansão e os projectos colectivos em extinção.:::50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024.A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.Este e outros episódios em www.obando.pt
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Paula Flamino | tesoureira
Estamos no espaço do Bando, na nossa quinta em Vale dos Barris. É dia de espectáculo, em fundo escuta-se música Mapuche, e entre uma e outra história das 1001 Noites, entre um e outro almoço, no meio dos fluxos de público, uns de manhã e outros à tarde, aproveitei uma pequena pausa e convenci a Paula Flamino a conversar comigo para o podcast.Não foi fácil. No início o estigma de ser trabalhadora não artista num grupo de teatro persegui-a e por vezes colocava-se à margem das conversas e dos assuntos artísticos. A Paula, trabalha no Bando há 13 anos, é tesoureira do grupo mas durante muito tempo não usou a 1ª pessoa do plural para falar do NOSSO trabalho. O tempo passou e a Paula é hoje um pilar do grupo, ou usando a sua expressão naval favorita, uma âncora do trabalho administrativo diário, entre muitas outros apoios que dá em diversas áreas. Vou tentar desmontar a ideia de âncora com ela, vamos ver se sou bem sucedido.Sentem-se connosco à mesa e não se atrasem que antes de o sino do Bando voltar a soar para o início de mais um espectáculo da Irmã Mapuche, a Paula tem de estar na mesa de bilheteira a conversar com o público.:::50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024.A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.Este e outros episódios em www.obando.pt
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Rita Brito | actriz
Hoje à minha frente está sentada uma actriz com quem tenho passado muito tempo ultimamente. Observá-la em cena, tirar notas, dar notas no final do ensaio, conversar, discutir o texto, o personagem, a relação dramatúrgica, ou a movimentação deste ou daquele objecto têm sido assim os nossos dias...Estreámos a semana passada a mais recente criação que fizemos juntos, 1001 Noites, Irmã Mapuche.Rita Brito é, em cena, Xerazade, a mulher que conta as histórias que eu costurei entre as narrativas mapuche e as tramas persas. Desde 2014, a Rita é mais do que a Xerazade das 1001 Noites do Bando. Entre outras criações, Foi do Inferno ao Paraíso na trilogia da Divina Comédia; em 2016 subiu a exigente escada das palavras do Torga na reposição da Madalena dos Bichos, em 2017 assumiu a sempre hilariante Mafalda do Afonso Henriques, em 2018 enfiou com a Juliana Pinho a cabeça numa Paula Rego de Papel, espectáculo para a infância e juventude que ainda mantemos em reportório.Sejam bem vindos ao podcast (h)à Bando e a esta mesa da criação teatral onde nunca falta pão. Já vão perceber porquê.:::50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024.A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.Este e outros episódios em www.obando.pt
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João Mota | actor, encenador e professor
O nosso convidado já está com o figurino vestido. Só falta aquecer e estará pronto para entrar em cena. Abriu-nos as portas da intimidade da sua memória para falarmos de liberdade e de Teatro e para regressarmos ao pós 25-abril e ao período em que ele e a sua Comuna cedeu durante 7 anos uma sala ao Teatro O Bando.Vivemos juntos até à madrugada de 3 de Maio de 1990, cumprem-se agora 35 anos. Um curto-circuito e flores de papel, provocaram um incêndio que destruiu a sala da Comuna cedida ao Bando e onde estávamos prestes a estrear o espectáculo Terceira Margem do Rio.A estreia foi adiada, foi um momento muito díficil e marcante para todos, mas a amizade e a profunda gratidão por acolherem o Bando neste período tão importante para a vida do grupo, superou as cinzas deixadas para trás.O Bando existe há 50 anos graças à Comuna.Sejam bem-vindos ao podcast (h)à Bando e ao camarim do João Mota.:::50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024.A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.Este e outros episódios em www.obando.pt
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Isabel Castan | aderecista
Imaginem uma fábrica, antes do 25 de Abril, onde o patrão convidava grupos de Teatro para apresentar, clandestinamente, espectáculo para os trabalhadores e respectivas famílias.Desculpem antecipar uma das histórias que a Bela me contou mas não resisti a abrir-vos o apetite para esta conversa com uma mulher...intermitente, de idas e vindas com o Bando, de avenças e algumas desavenças, de desafios que não deixam o corpo sossegar à noite.É difícil definir o que a Bela faz e já fez no Bando. Estar em cena não é o seu ofício, mas tudo o que seja nos bastidores faz parte do seu ADN, sobretudo se for com câmaras de ar. Já vão perceber porquê.Numa tarde perto de uma estreia, interrompi um alinhava que estava a fazer num figurino e desafiei a Bela a sentar-se comigo para deixar gravada uma conversa tão efémera como a Arte que também gosta de fazer.Sejam bem-vindos ao podcast (h)à Bando e à conversa com a Isabel Castan, a nossa Bela.:::50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024.A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.Este e outros episódios em www.obando.pt
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Um intervalo sonoro
Imaginem-se a sair de um espectáculo de Teatro a meio.Não, não propomos que saiam porque não estão a gostar...Estamos no intervalo. As luzes de público subiram, há uma suspensão narrativa e é tempo de apanhar um pouco de ar, ir à casa de banho, ou beber alguma coisa antes da 2ª parte.Nesse curto tempo de pausa, pensamos sobre o que já aconteceu desde o início...o que mais nos entusiasmou, as zonas mais complexas e as pontas soltas que se irão, esperamos nós, revelar após o intervalo.Os últimos dias foram de intervalo no Teatro O Bando e, no podcast (h)à Bando, aproveitámos esta pausa, as férias da Páscoa, para ir ouvir os episódios já lançados e fazer uma seleccção de algumas conversas.Uma mistura de vozes, a falar juntas sobre o Bando, é o que hoje vos propomos escutar.Talvez se recordem de alguns episódios, talvez vos aguce o apetite para irem escutar outros que ainda não ouviram.Muita gente a falar toda junta, numa escolha dramatúrgica que queremos partilhar convosco.Sejam bem-vindos ao podcast (h)à Bando e a este intervalo sonoro! Para a semana teremos mais uma conversa com um novo convidado.:::50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024.A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.Este e outros episódios em www.obando.pt
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Antónia Terrinha | actriz
Hoje converso com uma das actrizes com personagens mais marcantes do Teatro O Bando. Da Dulcinha (Montedemo, 1987) ao Zé Povinho (que ainda hoje representa), Antónia Terrinha é um corpo e uma voz indissociável do caminho que o Bando fez até hoje.Entrou muito jovem no grupo, no princípio dos anos 80, e de lá para cá foi acumulando histórias hilariantes, poéticas, dolorosas narrando cada uma delas com a mesma implicação e envolvimento. Já não faz parte da equipa actualmente mas é cooperante e recentemente integrou a criação liberaLinda onde contracenámos.Hoje o cenário é outro. Estamos prestes a entrar em cena, em casa da Antónia e não estamos sozinhos nesta contracena. Em diálogo, comigo, com ela e com as memórias dos espectáculos estão a cadela shaki e cão de seu nome lemur, quase tão implicados como a sua dona na reacção ao desenrolar da conversa.Abraçamo-nos, os cães garantem-nos que têm o texto na ponta da língua e aí vamos nós para esta estreia. Muita merda!
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Isabel Santos e Matilde Santos | Confraria do Teatro
Diz-se muitas vezes sobre o Bando que é...uma Escola.Sim, é verdade que a formação teatral ocupou sempre um papel central na actividade do grupo mas quando ouvimos esta expressão ela tem um sentido mais abrangente. No Bando aprende-se fazendo, as mãos ajudam a pensar (dizemos muitas vezes) e muitos são os profissionais de diferentes áreas que hoje estão em diversas instituições do país e que começaram aqui, formando-se enquanto trabalhadores.As nossas convidadas de hoje entraram no Bando com as mesma idade em que entraram na Escola primária. Isabel e Matilde Santos, são irmãs gémeas que fizeram parte do primeiro grupo de crianças que inauguraram a formação Confraria do Teatro há quase 20 anos. Foram nossas confrades durante mais de 10 anos cresceram em todos os sentidos e integraram o elenco de espectáculos do grupo como o DO FIM ou os PÁSSAROS, uma encenação de João Neca e Miguel Jesus.Hoje são mulheres a terminar a sua formação teatral e a fazer e a pensar, literalmente, o Teatro do Amanhã.Sejam bem-vindos à conversa com as mais jovens entrevistadas.:::50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024.A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.Este e outros episódios em www.obando.pt
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Rui Simões | cineasta
O Teatro é uma arte efémera. Acontece em tempo real à frente do público e desaparece assim que termina o espectáculo, sobrevivendo nas imagens e palavras em movimento que se alojam no corpo de cada um dos quepartilham este ritual ancestral.Sabemos disto e vivemos com este facto nesta profissão quese esfuma e recria a cada nova criação. No entanto, o nosso convidado de hoje tem sido dos maiores aliados a contrariar esta tese. Rui Simões é cineasta e documentarista e tem no seu acervo milhares de horas de gravações de espectáculos do Bando. Através do seu olhar por trás da máquina, podemos hojereviver muitos desses momentos e através da sua edição e montagem alojar novas imagens e palavras e movimentos na nossa memória.A conversa acontece na sede da RealFicção, produtora de cinema de Rui Simões e Jacinta Barros.Sentem-se connosco neste sofá mesmo em frente a uma tela em branco onde vamos projectar 50 anos de uma amizade em movimento que perdura.:::50 anos h(à) Bando é um podcast do TeatroO Bando com coordenação de João Neca lançado porocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024.A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de RaquelBelchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.Este e outros episódios em www.obando.pt
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Didi | produtor
Estamos em Lisboa na casa do Didi sentados à mesa. Na mesa não falta nada... há queijo, batatas fritas e cerveja que também farão parte da sonorização desta conversa.Conversa esta que é feita a três. O Nicolas e o Didi são amigos de longa data e conviveram muito no Bando nos anos 90. Sou um mero espectador deste desenrolar de histórias que o Didi guarda como algo muito precioso.Os anos 90 foram para o Teatro O Bando a década dos grandes espectáculos com muita gente: Lisboa Capital da Cultura em 1994, os TRILHOS, evento de celebração dos 20 anos do grupo, o MADRUGADAS (evento no Terreiro do Paço de celebração dos 25 anos do 25 de Abril) e claro todo o envolvimento na Peregrinação da EXPO 98 entre muitos muitos outros, encantado pela Natércia Campos e pelo ideal do trabalho em colectivo, apaixounou-se pelo Bando neste período cheio de enormes desafios e a sua função era.... produção (ainda não se chamava assim e ele já irá explicar).Tal como Nicolas Brites cresceu nos camarins do Teatro e tem uma genealogia teatral muito curiosa e é por aí que começamos esta conversa.Puxem mais um banquinho e sentem-se connosco à mesa.:::50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024.A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.Este e outros episódios em www.obando.pt
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Jaime Rocha | escritor
Hoje conversamos com um rapaz da Nazaré, amigo do Teatro O Bando praticamente desde o princípio do grupo. Jaime Rocha é um escritor premiado, jornalista de convicção, é poeta, romancista e dramaturgo e esteve exilado antes do 25 de Abril regressando a Portugal após a revolução.Editou mais de duas dezenas de peças de Teatro e uma delas, Morcegos, foi encenada pelo Bando e por João Brites em 2006.A conversa aconteceu na sua casa em Sintra que é também a sede da Casa Jaime Rocha, associação onde se preserva e alimenta o espólio literário de Jaime Rocha e de Hélia Correia. É também um espaço de produção literária, artística e cultural, de poesia, romances, contos e dramaturgia. Falámos na sala Beckett e à mesa foram-se espalhando dezenas de recortes de jornais e revistas que Jaime tinha guardado e onde se fala do Bando ao longo de mais de 40 anos.Entrem e sentem-se à mesa. Lá fora o tempo está chuvoso e faz muito vento. Sejam bem-vindos ao podcast (h)à Bando. Aqueçam-se connosco nesta fogueira da memória. :::50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024.A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.Este e outros episódios em www.obando.pt
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Hélia Correia | escritora
Hélia Correia é uma das mais importante escritoras e poetisas contemporâneas e tem uma obra vastíssima, já distinguida com praticamente todos os prémios incluindo o Prémio Camões em 2015.É também uma das mais antigas amigas do Bando, com quem conviveu desde o final dos anos 70. Da sua obra já nasceram 3 espectáculos ao longo dos quase 50 anos, Montedemo em 1987, Adoecer em 2017 e Antes do Mar em 2020. Hélia acompanhou de perto todos estes processos especialmente o Montedemo. De resto é uma espectadora atentíssima e aflita (já vão perceber porquê) e reserva um enorme carinho pelas pessoas do Bando que visita muitas vezes.Recebeu-nos em sua casa, na sala Beckett da Casa Jaime Rocha, associação onde se preserva e alimenta o seu espólio literário e do seu “namorado” Jaime Rocha. Partilhem deste privilégio que é ouvir Hélia Correia a conversar sobre a angústia do Futuro e o mistério que é o Teatro sempre através de um olhar de Criança e com muito humor à mistura.:::50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024.A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.Este e outros episódios em www.obando.pt
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Alberto Pereira | técnico de cultura da Câmara de Palmela
Esta semana estamos em Palmela mas não em Vale dos Barris. Ao fundo ouvem-se os comboios a chegar à estação de Palmela que, para quem não sabe, é bem longe do centro da Vila e do Teatro O Bando.Estou em casa de Alberto Pereira, actual chefe da divisão de Cultura de Palmela e interlocutor do Bando junto da autarquia. É professor de formação, nos anos 80 e 90, foi actor eencenador do grupo de teatro amador Farpas, de Loures e aí começou o seu contacto com os espectáculos do Bando. Nas carruagens da vida quis a encruzilhada de caminhos que o Bando e Alberto Pereira, por diferentes razões, atravessassem o Tejo para se fixarem em Palmela.Com os mapas abertos sobre a mesa, falaremos sobre esta e outras viagens numa conversa que já começou com a minha explicação sobre as razões deste podcast. Ora escutem.
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Bibi Gomes | actriz
Bibi Gomes é uma das actrizes com mais histórias e mais história no Teatro O Bando. Mulher de coragem e de risco construiu personagens inesquecíveis para tanta e tanta gente que acompanha o trabalho do Bando e que se recorda de a ver em situações limite.Actriz cheia de curiosidade e de consciência, essa palavra tão decisiva no trabalho em cena que fazemos no Bando, tem também uma memória invejável, recuperando facilmente detalhes de histórias do final dos anos 80.Era uma jovem de pouco mais de 20 anos quando entrou no Teatro O Bando. É cooperante e integrou a equipa fixa durante mais de uma década.Continua a fazer espectáculos com o Bando e em breve irá integrar o elenco do projecto Agustina, espectáculo dirigido por João Brites que encerra as comemorações do 50º aniversário do Bando.Nesta conversa conto também com a contribuição da memória do Nicolas Brites, que tantas vezes partilhou a cena com a Bibi Gomes.:::50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024.A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de RaquelBelchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.Este e outros episódios em www.obando.pt
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Miguel Moreira | actor
Eu e o Nicolas Brites viemos devidamente armados para esteepisódio. As circunstâncias assim o exigem: vamos invadir o território do Miguel Moreira.Para nos defender temos uma espada de ferro. Nos anos 90, foi ele quem invadiu o Bando com o sanguequente e a irreverência tão própria deste actor, criador, director artístico do projecto Útero, agora mais ligado à dança.Integrou vários espectáculos do Bando durante mais de 10anos, foi cooperante, fez parte da equipa fixa e da direcção. Um artista (h)à Bando dos pés à cabeça que continua a acompanhar muito de perto tudo o que acontece em Vale dos Barris.Sobre a espada que trazíamos já vão perceber para o que é que serviu.
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Jorge Salgueiro | maestro e compositor
Jorge Salgueiro é maestro e um dos nomes maiores dacomposição musical em Portugal. É cooperante do Teatro O Bando e fez parte durante mais de 20 anos da direcção artística sendo responsável pela música de praticamente todos os espectáculos do grupo durante esse período numa ligação umbilical com João Brites que continuará em 2025 com o projecto de teatro-óperaAgustina que fecha as comemorações do 50º aniversário do Bando.Começámos este episódio escutando uma parte do espectáculo cíclicoPino do Verão que durante 10 anos, sempre no final de Julho, transformava a encosta do Castelo de Palmela num lugar de espectáculo, repleto de músicos das Bandas Filarmónicas da Região e actores e actrizes do Teatro O Bando.:::50 anos h(à) Bando é um podcast doTeatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024.A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de RaquelBelchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda.A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena,estreado em 1982.Este e outros episódios emwww.obando.pt
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Susana Mateus | historiadora
Hoje viajamos até ao séc. XIV. Susana Mateus é o nosso Virgílio e com ela entramos pelas portas do Inferno para atravessar A DIVINA COMÉDIA...ou a Humana Comédia tal como ela a renomeia. Em 2016, conhecemos a historiadora Susana Mateus quando andávamos à procura da entrada do Inferno, primeira parte da trilogia que nos atravessou, a nós e a ela, até ao Paraíso de 2022. Começou por nos ajudar a perceber a língua que se falava nessa Florença de Dante Alighieri e desde então o caminho nunca mais foi interrompido. Hoje é cooperante do Bando e responsável pelas edições do livro ATOR ATRIZ ARTISTA obra de João Brites que terá 9 volumes que começou a ser lançada em 2024. Trazei toda a esperança vós que entrais. ::: 50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024. A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982. Este e outros episódios em www.obando.pt
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Suzana Branco | actriz e encenadora
Esta é uma conversa que mais parece uma travessia. A Suzana Branco sentou-se à nossa frente, calçada de histórias. Trouxe um par de sapatos nos pés e muitos pés calçados e calcados na memória. Com ela voltámos aos chinelos da infância alentejana, lembrámos os extravagantes ténis poéticos, às botas de irreverência e de transgressão, e os sapatos rasos ou de salto alto, enormes, quase barcos, onde navegámos à boleia de Sophia de Mello Breyner, Gonçalo M. Tavares, Fernando Dacosta, Mia Couto, sempre iluminados pelo fogo da boneca Vassilissa. Suzana é actriz, formadora, encenadora mas sobretudo uma apaixonada pelo Teatro, pela essência desta arte milenar que a atravessa inexplicavelmente, dos pés à cabeça, de Elvas a Vale dos Barris. Desapertem os atacadores, e juntem-se a nós nesta conversa sem pedras no sapato. ::: 50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024. A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982. Este e outros episódios em www.obando.pt
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Dirk Neldner | produtor
>> Este episódio é totalmente falado em inglês << Today we receive a german friend in these podcast. Despite our friendship for more than 25 years, and besides all the times that he visited us in Portugal, Dirk Neldner can't speak Portuguese and that’s why during this episode we’ll speak in English. Maybe the portuguese language is the only thing that Dirk doesn’t understand about O Bando’s work and about our path. Dirk Neldner is a producer and manager, responsible for a lot of theatre international projects where O Bando is involved along with many different groups of many different European countries, but not only. Since 2001, we were with Dirk and his team, working in Australia, Canada and South Africa… And O Bando is for Dirk also a house and a land to daydream. Here, in our mountain, we hosted and produced international encounters with hundreds and hundreds of artists and young people that will hold the concrete feelings of these valley in their memories, forever. For O Bando, Dirk is the synonymous of concrete Utopia, the expression that he steal from Ernst Bloch to name us and to name the audiowalk that he directed and presented during the celebrations of our 50th anniversary. ::: 50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024. A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982. Este e outros episódios em www.obando.pt
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Sara Belo | actriz e cantora
O episódio de hoje proporciona algo inédito. A Sara Belo veio ao Bando e não irá cantar. Hoje convidámo-la “apenas” para conversar. Actriz, cantora e professora de voz, é talvez a presença mais regular nos elencos do Bando dos últimos 25 anos. Do Pino do Verão ao Ensaio sobre a Cegueira, da Saga à Quarentena, do Quixote à trilogia da Divina Comédia, a voz da Sara Belo é omnipresente. Já haveria razões suficientes para a convidarmos para este episódio, mas além de tudo isto, é ainda uma excelente conversadora. ::: 50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024. A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982. Este e outros episódios em www.obando.pt
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Tati Mendes e Amauri Tangará | produtora e realizador
Começamos o ano de 2025 com uma conversa transatlântica. É longa a história e são longas as histórias das passagens do Teatro O Bando no Brasil. E se assim é muito devemos aos nossos convidados de hoje: do outro lado do microfone temos Amauri Tangará (realizador, encenador e actor) e Tati Mendes (produtora e realizadora) ambos fundados da Cia. De Artes do Brasil, companhia produtora de cinema, teatro e televisão. Conheceram o Bando há muitos anos, ainda na Estrela 60, sede do Bando nos anos 90 e passaram pela Expo 98 onde apresentaram Cafundó, mítico espectáculo da Cia de Artes do qual vamos falar muito hoje. O baú abriu-se nessa altura bem como a ponte que continua a ligar Vale dos Barris e a Chapada dos Guimarães lá em Mato Grosso. Façam-nos companhia nesta viagem ao interior do nosso Brasil. Vamos à entrevista. ::: 50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024. A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982. Este e outros episódios em www.obando.pt
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Luca Aprea | professor
Hoje viemos até à Escola Superior de Teatro e Cinema na Amadora. Estamos à boca de cena. À nossa frente uma mesa, algumas cadeiras. Um ramo, uma peça de figurino e alguém que faz voar as palavras com gestos precisos, desenhados, irrepetíveis. Luca Aprea é professor nesta escola desde 1998 onde João Brites foi professor durantes vários anos. Actualmente, Luca dirige o Departamento de Teatro. Algures perto daqui se conheceram, neste palco dirigiram muitas aulas e exercícios e João Brites convidou Luca para o Bando onde durante largos anos ele foi responsável pela corporalidade, termo que ajudou a desenvolver e a sistematizar. ::: 50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024. A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982. Este e outros episódios em www.obando.pt
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Miguel Abreu | produtor e programador
Esta semana conversarmos com Miguel Abreu. Conhecido produtor e programador de vários projectos culturais marcantes na vida do Bando, percorremos com eles o tricot da sua vida (palavras dele) em que a sua actividade se entrelaça com a do Bando. Falamos da Expo 98 e de Querença, ouvimo-lo distinguir o direito à criação cultural do direito à fruição, a cultura de inclusão e a que exclui e identificámos alguns dos desafios e exigência do Teatro comunitário. Percebemos que os caminhos com o Bando começaram com a Natércia Campos e esta conversa foi também uma oportunidade de recordar a nossa Natércia, olhar satélite e observador (palavras do Miguel) nome maior da produção em Portugal que durante tantos anos foi a produção do Bando. ::: 50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024. A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982. Este e outros episódios em www.obando.pt
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Maria João Brilhante | professora e investigadora
Entramos numa casa, sentámo-nos num confortável sofá e estamos rodeados de livros de Teatro. A casa é de Maria João Brilhante que acompanha o Teatro O Bando desde o princípio dos anos 80. O Bando com todas as transições próprias do percurso continuou a ser uma companhia de Teatro: Maria João Brilhante foi muitas coisas diferentes neste contacto com o grupo: espectadora, crítica teatral, professora entusiasmada por acompanhar os projectos com os alunos, dinamizadora de projectos de observação teatral e, mais recentemente investigadora responsável pelo projecto de Arquivos de Teatro no qual o Bando está envolvido. Viemos para perceber melhor, diferenças e semelhanças entre fazer e pensar, entre teoria e prática. Viemos para habitar esse lugar híbrido onde vivem os artistas e as suas criações, a academia e a sua investigação e os críticos e a sua análise da prática teatral. Entrem connosco nesta sala. Com Maria João Brilhante há sempre lugar para mais alguém se sentar à mesa a falar de Teatro. :: ::: 50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024. A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982. Este e outros episódios em www.obando.pt
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Pedro Gil | actor e encenador
Estamos em Lisboa, numa difícil missão. Disfarçados com a capa deste podcast viemos tentar convencer o actor Pedro Gil a voltar a fazer a personagem MARIANA, 20 anos depois. MARIANA foi a primeira personagem de Pedro Gil no Bando construída a partir das cartas de Mariana Alcoforado. Nós não vimos o espectáculo mas tanta gente nos fala dela, que nós queremos que ele volte a entrar na tenda, cenário do monólogo. Já vão descobrir se fomos bem sucedidos na missão. Podemos apenas contar que a conversa nos levou por outros cenários: atravessámos juntos a estreita passadeira dos ANJOS (2003), espectáculo que Pedro fez no Bando com texto de Teolinda Gersão, subimos a inclinadíssima rampa do ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA (2004), sentámo-nos na cadeira do Al Berto do espectáculo A NOITE (2009) e terminámos no jogo de Xadrez que foi o PARAÍSO (2022) de Dante Alighieri. Falar com Pedro Gil é convocar o tempo e a calma que o pensamento exige à memória para conversar sobre emoção em cena. O actor sente ou não sente? Ou será apenas um fingidor que chega a fingir o que deveras sente. Pedro Gil é singular nas alusões e comparações entre a vida e o Teatro. Nunca ninguém tinha comparado a ida ao espaço do Bando com a ida à Eurodisney. Ele foi capaz. ::: 50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024. A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982. Este e outros episódios em www.obando.pt
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Rui Pina Coelho | professor e dramaturgo
Esta semana conversamos com Rui Pina Coelho. Doutorado em Estudos Artísticos, visitámo-lo num dos seus locais de trabalho: a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Além de professor, é também escritor e dramaturgo com várias peças publicadas e foi também nessa condição que colaborou com o Bando. Abriu-nos as portas de uma sala de aulas, sentámo-nos com ele e deixámos voar as palavras, as memórias e as histórias. Falámos de agricultores e de mercadores, do acto solitário da escrita, de carros com 6 rodas, do tempo para imaginar dos artistas, de pequenos almoços a ver nascer o sol e de amizades fundadas em cerveja. À boleia das amizades de infância, perguntámo-nos: o que fica em quem passa pelo Bando, o que é a experimentação teatral e que gaiola é aquela, suspensa na rua do Carmo algures nos anos 90. ::: 50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024. A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982. Este e outros episódios em www.obando.pt
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Paula Só | actriz
Esta semana conversamos com Paula Só. Actriz de corpo inteiro, confunde-se com a história do Bando e das personagens que foi inventando. Os espectáculos terminam, já nos esquecemos da dramaturgia e do cenário, mas as personagens da Paula Só sobrevivem ao tempo, rejuvenescem e rejuvenescem-na. São também dela, com ela e sobre ela, as histórias mais caricatas durante os ensaios, itinerância e espectáculos. É uma mulher deslocada do mundo, do tempo e às vezes de si própria e é isso que faz dela uma pessoa única. Só podia ser ela. Bem vindos ao jardim da Paula Só. ::: 50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024. A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982. Este e outros episódios em www.obando.pt
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Anabela Mendes | professora e crítica teatral
Esta semana conversamos com Anabela Mendes. Mulher de tantos ofícios na arte teatral, foi nos anos 80 que se cruzou com o Bando como espectadora e crítica teatral. Desde então o namoro não foi interrompido. Professora incontornável do panorama académico português, olhar sempre atento em tantas e tantas plateias. Do Bando viu e comentou quase tudo. Ou nos jornais enquanto jornalista, ou no meio académico enquanto professora ou após as apresentações nas intermináveis e sempre tão saborosas conversas. Por falar em sabores, Anabela Mendes abriu-nos gentilmente a porta de sua casa em Lisboa e ofereceu-nos uns bolinhos para adoçar a nossa partilha. Espero que consigam saborear como nós. Este e outros episódios em www.obando.pt ::: 50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024. A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.
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Teresa Lima | oralidade
Esta semana conversamos com Teresa Lima. Sentados na sua sala, rodeados de estantes onde pontuavam livros sobre a voz, escutámo-la. E que bom é conversar com Teresa Lima sobre voz e emoção. Que bom é aprender com ela sobre os terrenos sonoros que desbravou no campo da Oralidade ao longo de tantos e tantos anos de trabalho no Bando enquanto membro da direcção artística com tantos e tantas actrizes e actores. Actriz, professora e directora de actores é sobretudo uma mulher da palavra. Vamos ouvi-la. Este e outros episódios em www.obando.pt ::: 50 anos h(à) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024. A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.
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Isabel Atalaia | cooperante
Esta semana conversamos com Isabel Atalaia. Mulher com formação em Belas Artes, gestão de empresas e direito, é cooperante e trabalhadora à Bando desde o final dos anos 70. Desenhou cartazes e construiu adereços e cenários…fez produção e contabilidade e actualmente é presidente do conselho fiscal e presta apoio jurídico à actividade do grupo. Mulher de muitas histórias e memórias, recebeu-nos com um sorriso em sua casa, com os seus cães efusivos a cumprimentarem-nos à chegada. Numa pequena sala já estavam, orgulhosamente expostos, materiais gráficos que tinha desenhado para o Bando, alguns deles documentos históricos como é o caso do cartaz original do Afonso Henriques.
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Raul Atalaia | actor
Esta semana conversamos com Raul Atalaia. Actor à Bando desde 1975, já faz parte da mobília, como ele gosta de dizer a sorrir. Além dos incontáveis espectáculos em que participou como actor, encenou, foi formador e fez parte da direcção da cooperativa durante vários anos e hoje coordena as relações internacionais do grupo. Conversámos com ele em sua casa, numa tarde bem passada onde acabámos a comer tremoços e a brindar aos 50 anos do Bando com uma cerveja fresca. Este e outros episódios em www.obando.pt ::: 50 anos H(À) Bando é um podcast do Teatro O Bando com coordenação de João Neca lançado por ocasião do 50º aniversário do grupo em Outubro de 2024. A pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo Afonso Henriques, o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.
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Clara Bento | figurinista
Esta semana conversamos com Clara Bento. Figurinista e aderecista à Bando desde a chegada a Vale dos Barris em 1999, Clara nasceu no Porto e é formada em Belas Artes. Mulher do desenho e da estética, é cooperante e faz parte da direcção artística do grupo há mais de 25 anos. É também a fiel depositária de muitas histórias ligadas a objectos de cena e a processos de criação de espectáculos marcantes do Bando. Conversámos em Vale dos Barris, numa tarde em que a convencemos a deixar a sala 3 - o espaço onde trabalha, entre máquinas de costura e novelos de lã, figurinos pendurados e esquissos para novas criações. Este e outros episódios em www.obando.pt
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Um podcast semanal com 50 entrevistas a pessoas que fazem e continuam a fazer a história do Teatro O Bando.Com coordenação e direcção de João Neca, a pesquisa é de Nicolas Brites, a produção de Raquel Belchior, o som de Miguel Lima e o grafismo de Maria Taborda. A música do genérico é uma composição de Nuno Cristo para o espectáculo "Afonso Henriques", o espectáculo mais antigo Bando ainda em cena, estreado em 1982.
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