CONVENIÊNCISMO: A teologia do mínimo esforço e a ciência de não fazer absolutamente nada

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CONVENIÊNCISMO: A teologia do mínimo esforço e a ciência de não fazer absolutamente nada

Um guia filosófico sarcástico e bem humorado que defende que a evolução humana não premia o esforço, mas sim a inércia, e que seu verdadeiro destino é o sofá. Para quem está exausto de coach de produtividade e só quer ser um pug humano.

  1. 17

    Bônus: 10 mandamentos do Conveniencismo

    Dez leis sagradas para o mínimo esforço possível.

  2. 16
  3. 15

    EPÍLOGO: A recaída (E o sorvete de pistache com entrega grátis)

    O caminho do Conveniencismo não é linear. Um dia, o vírus da ambição te infecta: você compra tênis neon e cogita aprender mandarim. Mas o cérebro logo emite um alerta de gasto calórico. No momento de maior vulnerabilidade, o milagre acontece: cupom do iFood com entrega grátis. Você desiste da corrida e pede sorvete de pistache. É o triunfo da logística sobre o esforço. Perdoe suas recaídas produtivas. O seu sofá estará sempre lá, com a marca da sua coluna, pronto para te receber de volta.

  4. 14

    CAPÍTULO 12: Quando o Wifi cai (A beleza do atrito e a morte do "DEVIR")

    A queda do Wi-Fi não é uma tragédia tecnológica, mas um alvará de soltura digital. É o atestado irrefutável do universo permitindo que você pare de produzir. Esqueça o fardo filosófico do "Devir" — a exaustiva obrigação de evoluir para a sua "melhor versão". Você não é um Pokémon; aceite a sua forma base. Abrace o atrito: se o app travou, é um sinal divino para desistir. A zona de conforto é quentinha. Quando a internet cair, não reinicie o modem. Apenas deite e aceite o nada.

  5. 13

    CAPÍTULO 11: O turista virtual (Conhecendo o mundo sem lidar com o mundo)

    Viajar é a forma mais cara e exaustiva de sofrimento voluntário. A indústria vende "enriquecimento cultural", mas entrega filas, jet lag e dívidas. O aeroporto é a humilhação máxima. Abrace o turismo virtual: o bonequinho do Google Street View já andou por todas as vielas da Europa para você não precisar suar. Assista a tours em 4K no YouTube direto do seu sofá, que não cobra excesso de bagagem. O mundo real é superestimado, sujo e lotado. Cancele a passagem, ligue a TV e viaje de pijama.

  6. 12

    CAPÍTULO 10: O amor no tempo do algoritmo (Ou: A "DR” que poderia ser uma email)

    O romantismo é uma falha de engenharia que exige um gasto calórico absurdo. Esqueça jantares caros e roupas apertadas. Aplicativos de namoro causam lesão por esforço repetitivo; o Google já deveria cruzar os dados e entregar seu cônjuge na porta com frete grátis. A DR analógica deve ser abolida: envie suas queixas por e-mail, em horário comercial, e exija resposta via Google Forms em 48h. A maior prova de amor moderno é dizer: "Amor, cancelei o rolê, pedi pizza e escolhi a série".

  7. 11

    CAPÍTULO 9: [CAPÍTULO SUPRIMIDO] Tema Original: A natureza e a vida ao ar livre

    Este capítulo foi suprimido pois a natureza é uma falha de design logístico. O ar livre é descontrolado, cheio de insetos e sem Wi-Fi. A humanidade sofreu por milênios para inventar o teto e o ar-condicionado; abandonar isso para dormir no chão de uma barraca é cuspir na nossa evolução. A praia te transforma num bife à milanesa de areia. Durante a escrita, o autor foi picado por um pernilongo. Em protesto, apagou o texto, trancou a janela e ligou o ar no 16ºC. O mundo lá fora é hostil.

  8. 10

    CAPÍTULO 8: Trabalho e a arte do "QUIET LIVING" (Como ser promovido fazendo absolutamente nada)

    O mundo corporativo é um teatro amador onde o prêmio para o melhor cavador de buracos é uma pá maior. A meritocracia é um mito do RH. Fuja da maldição da competência: ser eficiente só atrai mais trabalho. O segredo não é trabalhar, é atuar. Ande apressado com um notebook, suspire alto e agende e-mails para as 3h da manhã para forjar exaustão heroica. Pratique o "Quiet Living": faça estritamente o seu contrato e suma às 18h em ponto. Flutue na média, poupe energia e seja promovido.

  9. 9

    CAPÍTULO 7: O Futuro é uma cadeira (Tecnologia, IA e a utopia de WALL-E)

    A evolução tecnológica não aponta para naves, mas para uma cadeira ergonômica perfeita. A sociedade de Wall-E, com humanos flutuando e tomando milkshakes, não é uma distopia, mas o ápice civilizatório. O Metaverso falhou porque exigia ficar em pé. É trágico que a IA pinte quadros e escreva poemas enquanto nós lavamos a louça — deveria ser o oposto! O paraíso final é fazer o upload da nossa consciência para a nuvem, livres do fardo ineficiente de ter um corpo. O futuro é o sedentarismo.

  10. 8

    CAPÍTULO 6: O atleta ocular (BIOHACKING para preguiçosos e a teoria dos batimentos finitos)

    A cultura fitness romantizou o sofrimento. Pagar para levantar um peso e colocá-lo no exato mesmo lugar é uma falha cognitiva terrível. Abandone o relógio inteligente que te julga por estar deitado. A Teoria dos Batimentos Finitos prova que o coração é um motor: se rodar no limite, funde. Quem corre às 5h queima a garantia de fábrica; o Conveniencista opera em "ponto morto" no sofá. Seu corpo é um carro de colecionador, feito para ficar na garagem. Fique na horizontal e poupe o chassi.

  11. 7

    CAPÍTULO 5: A arte social da ausência (JOMO e a alegria indescritível de cancelar)

    A vida social é um pesadelo logístico de cerveja quente e música alta. Esqueça o FOMO (medo de ficar de fora); abrace o JOMO (o prazer de perder coisas). O ápice da dopamina moderna é quando a outra pessoa cancela o compromisso primeiro. Pare de gastar bateria social aturando a temida "Fila do Tchau". Aja como um mestre zen: domine a saída à francesa e terceirize suas vivências sociais ouvindo o resumo dos amigos no dia seguinte. Sumir sem avisar não é gafe, é preservação de energia.

  12. 6

    CAPÍTULO 4: Hábitos subatômicos (ou: a arte de piorar 1% todo dia até desaparecer)

    A ideia de melhorar 1% ao dia é um esquema de pirâmide. Se você for eficiente, não ganha aumento, ganha mais planilhas. O prêmio por cavar um buraco perfeito é ganhar uma pá maior. O Conveniencista piora 1% ao dia até atingir a invisibilidade corporativa. Flutue na média. Pare de arrumar a cama para lutar contra a entropia e abrace a procrastinação estratégica: delegue tudo ao seu "Eu do Futuro" e deixe o pânico da última hora te transformar num gênio da eficiência desesperada.

  13. 5

    CAPÍTULO 3: A lei de Simpson e a física do fracasso (ou por que Newton era um preguiçoso)

    A sabedoria não está nos filósofos, mas na física e nos desenhos. Newton descobriu a gravidade deitado sob uma árvore, provando que a inércia (ficar em repouso) é a lei suprema do universo. Abrace a matemática de Homer Simpson: "Você tentou e falhou miseravelmente; a lição é nunca tentar". Tentar gera 50% de chance de humilhação. Não tentar garante 100% de estabilidade. O esforço é apenas um bilhete de loteria pago com suor. A gravidade te puxa para baixo; aceite e fique no sofá.

  14. 4

    CAPÍTULO 2: A terceirização da escolha (e o inferno de pedir pizza)

    A liberdade de escolha é a maior fraude da civilização. Ter opções não é libertador, é um fardo logístico que queima glicose e gera a temida "Fadiga de Decisão". Entrar na Netflix com milhares de filmes e ir dormir sem assistir a nada é o nosso atestado de falência. O Conveniencismo prega a terceirização absoluta da mente: deixe o algoritmo escolher sua pizza e guiar seus sentimentos. A verdadeira liberdade é não ter que decidir nada. Entregue o volante à Inteligência Artificial.

  15. 3

    CAPÍTULO 1: O ZEN do sofá e o mito tóxico do “PROPÓSITO”

    A sociedade exige que você acorde com um "propósito" grandioso. Que exaustivo. Este capítulo destrói a fraude do estoicismo e a ditadura de deixar um legado. O Conveniencismo ensina o Shikata ga nai: a aceitação serena de que não há nada a ser feito. Abrace a Lei do Distanciamento Sagrado: se o controle remoto caiu longe, aceite o destino e assista ao que já está passando. Pare de se culpar por não produzir no fim de semana. O seu verdadeiro propósito é esperar dar a hora de dormir.

  16. 2

    CAPÍTULO 0: Contém ovos e sílica gel (não ingerir)

    Este não é um livro de autoajuda. Se você paga para um estranho te ensinar a viver, isso é terceirização de milagre. O Capítulo 0 é um manual de autodefesa contra a humanidade que falhou e agora precisa de avisos como "contém ovos" na caixa de ovos. É um alerta jurídico: não leve a doutrina ao pé da letra (você ainda precisa tomar banho e alimentar seus filhos). Se você é coach quântico ou CEO que toma banho gelado, feche o livro. O Conveniencismo causa perda súbita de mindset.

  17. 1

    INTRODUÇÃO: A grande mentira da evolução (e por que você está tão cansado)

    A evolução humana falhou miseravelmente. Nossos ancestrais não sobreviveram a predadores para você acordar às 5h da manhã e preencher planilhas. A "alta performance" é uma mentira que violenta nossa biologia. Você não está cansado porque é fraco; está exausto porque luta contra milhões de anos de seleção natural que imploram para você deitar e poupar energia. A preguiça não é um defeito de caráter, é o seu instinto de sobrevivência mais afiado agindo. Apenas renda-se ao sofá.

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Um guia filosófico sarcástico e bem humorado que defende que a evolução humana não premia o esforço, mas sim a inércia, e que seu verdadeiro destino é o sofá. Para quem está exausto de coach de produtividade e só quer ser um pug humano.

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Jacinto Cansado

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