PODCAST · sports
Meio de Campo
by Canal Meio
O futebol e sua história. Apresentado por Idelber Avelar e Diego Ambrosini
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A divisão do dinheiro do futebol na Europa e no Brasil
Neste episódio, entrevistamos Carlos Zanatta, mestre em economia e grande enciclopédia do futebol brasileiro e internacional. Continuamos falando de economia, mas agora da divisão do dinheiro que tem representado a maior fatia da receita dos clubes: os direitos de transmissão de TV. Zanatta explica como se divide o dinheiro na Inglaterra, na Itália, na Espanha, na França e em Portugal. Na sequência, Zanatta nos conta a história da discussão brasileira desde a formação do Clube dos 13, sua posterior crise e implosão, e alguns desenvolvimentos recentes, que são bastante promissores para todos os que querem uma liga mais rentável e igualitária.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Televisão e futebol no Brasil
Neste Meio de Campo, entrevistamos o roteirista e redator sênior Leandro Sarubo, do SBT e do site Teleguiado, um dos maiores especialistas em televisão no Brasil. Sarubo destrincha os números da audiência do futebol na TV e conta a história das disputas pelos direitos de transmissão, que têm envolvido Globo, SBT, Record, RedeTV e as recentes plataformas de streaming. Neste episódio, você terá uma dimensão do enorme poder televisivo do futebol, com vários exemplos das últimas décadas. Você terá também um relato de como foram se configurando as relações das várias emissoras de TV brasileiras com o futebol.See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Como nasceu a Premier League
O futebol que você assiste hoje foi inventado em uma mesa de negociações de TV em 1992.A Premier League não é apenas a melhor liga do mundo por causa dos jogadores, mas por causa de um modelo de transmissão bilionário que sufocou a concorrência e mudou a economia do esporte para sempre. Neste Meio de Campo, a gente te conta como a televisão deu o "golpe" que salvou o futebol inglês e criou um monopólio global.See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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A Copa que o Brasil perdeu sozinho
A Copa de 2014 foi um divisor de águas no futebol mundial. Neste Meio de Campo, abrimos a caixa preta daquela Copa: o que aconteceu taticamente no 7 a 1?See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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A Copa mais roubada
A Copa do Mundo de 1934 consolidou o torneio como evento quadrienal da FIFA, mas também abriu uma longa e sombria história de relações entre futebol e política.Realizada na Itália de Mussolini, a competição foi usada como instrumento de propaganda pelo regime fascista. Em campo, reuniu alguns dos grandes times da época: a Itália campeã, o poderoso Wunderteam da Áustria, uma Espanha fortíssima e seleções sul-americanas fragilizadas por conflitos internos e por uma preparação desorganizada. Neste episódio do podcast Meio de Campo, analisamos a Copa de 1934 em profundidade:• A escolha da Itália como sede e o contexto político do fascismo;• A consolidação da Copa do Mundo como torneio quadrienal da FIFA;• A eliminação precoce do Brasil e da Argentina;• O papel das disputas entre amadorismo e profissionalismo no futebol sul-americano;• A força do Wunderteam austríaco e de Hugo Meisl;• A influência tática do “Método” italiano e suas respostas ao WM inglês;• O papel dos “oriundi” na seleção da Itália;• As arbitragens tendenciosas e a polêmica que até hoje cerca o torneio;• A semifinal Itália x Áustria, a final contra a Tchecoslováquia e a “Batalha de Florença” contra a Espanha;• A famosa “Batalha de Highbury”, quando a Inglaterra derrotou a Itália campeã em Londres. Também revisitamos o caso brasileiro: uma seleção desentrosada, montada às pressas, que viajou para a Itália em meio às disputas políticas do futebol nacional e ainda passou por uma excursão duríssima pela Europa após a Copa.A Copa de 1934 foi um laboratório do futebol da época e, ao mesmo tempo, um dos grandes exemplos de como o jogo pode ser moldado por circunstâncias políticas e decisões de bastidores.Este é mais um episódio da série sobre a história das Copas do Mundo, em um podcast em português dedicado à história, à tática e ao contexto social do futebol.See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Vasco 4x3 Palmeiras (2000): a chave tática da virada do século
A final da Copa Mercosul de 2000 entrou para a história como uma das maiores viradas do futebol brasileiro. O Vasco perdia por 3 a 0 para o Palmeiras no Parque Antártica — e, em apenas 45 minutos, virou para 4 a 3 em um jogo que se tornou símbolo de raça, talento e imprevisibilidade. Mas e se a virada não tiver sido apenas emocional? Neste episódio do podcast Meio de Campo, analisamos Vasco 4x3 Palmeiras a partir de um ângulo pouco explorado: a chave tática que transformou completamente o jogo no segundo tempo. O contexto do auge do Vasco entre 1997 e 2000 O papel de Romário em uma de suas temporadas mais dominantes A estrutura tática do futebol brasileiro da época (o 4-4-2 em “quadrado”) A mudança decisiva de Joel Santana ao intervalo Como a entrada de Viola desmontou o sistema palmeirense O impacto de Juninho Paulista no controle do jogo Por que o 3 a 0 não refletia o que acontecia em campo O colapso mental e estrutural do Palmeiras no segundo tempo Mais do que uma virada épica, este jogo revela um momento de ruptura tática no futebol brasileiro — quando um treinador rompeu com o padrão dominante e mudou completamente a dinâmica da partida. A final da Mercosul de 2000 não foi apenas um jogo histórico: foi uma aula de como ajustes simples podem transformar o futebol. Este é mais um episódio da série sobre jogos históricos dos grandes clubes brasileiros, em um podcast dedicado à história, à tática e ao contexto social do futebol.See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Neymar ainda tem lugar na Seleção?
A Copa do Mundo de 2026 se aproxima — e uma pergunta voltou ao centro do debate do futebol brasileiro: Neymar ainda tem lugar na seleção? Maior artilheiro da história da seleção brasileira e protagonista da equipe por mais de uma década, Neymar foi o único jogador realmente indiscutível da seleção entre 2011 e a Copa do Mundo de 2022. Mas o cenário mudou. Lesões, idade, queda de intensidade e quatro anos longe do futebol de altíssimo nível levantam uma dúvida inevitável: faz sentido levar Neymar para mais uma Copa do Mundo? Neste episódio do podcast Meio de Campo, analisamos a questão com um olhar histórico e tático. Discutimos: o peso da carreira de Neymar na seleção brasileir suas três Copas do Mundo (2014, 2018 e 2022) o problema da intensidade no futebol moderno o sistema 4-2-4 utilizado por Carlo Ancelotti a possibilidade de Neymar atuar como “reserva de luxo” o impacto de sua presença no vestiário e o lobby público pela sua convocação. Também revisitamos precedentes históricos da seleção brasileira, como os debates sobre Romário em 2002 e as dificuldades do Brasil em fazer transições geracionais em Copas do Mundo. Afinal: a Copa é lugar para história ou para momento? um craque pode decidir um jogo em um lampejo — mas o que acontece nos outros 89 minutos? Uma conversa sobre futebol, história e seleção brasileira em um momento decisivo do ciclo rumo à Copa de 2026.See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Copa de 1966: a Inglaterra foi campeã com ajuda da arbitragem?
A Copa do Mundo de 1966 é uma das mais controversas da história. O título da Inglaterra foi realmente ajudado pela arbitragem?O famoso gol da final entrou ou não entrou?O Brasil foi eliminado por violência impune ou por problemas próprios? Neste episódio do Meio de Campo, revisitamos a Copa disputada nos anos da Swinging London — a Inglaterra dos Beatles, da transformação cultural e também de profundas tensões políticas dentro do futebol mundial. Falamos do boicote africano às eliminatórias, das diferenças de arbitragem entre Europa e América do Sul, da queda precoce do Brasil bicampeão e da revolução tática inglesa com o 4-4-2 de Alf Ramsey, os “Wingless Wonders”. Também analisamos: a expulsão polêmica de Rattín contra a Inglaterra a zebra histórica da Coreia do Norte contra a Itália o brilho de Eusébio e Portugal e a final contra a Alemanha Ocidental que entrou para a história. Afinal: a Inglaterra mereceu o título de 1966? Uma viagem pela Copa que talvez tenha sido menos escandalosa — e mais interessante — do que a memória coletiva costuma contar.See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Idelber Avelar e Diego Ambrosini respondem críticas e comentários do programa
Neste episódio do Meio de Campo, Idelber Avelar e Diego Ambrosini comentam discordâncias, elogios, críticas e algumas correções dos espectadores.See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Copa de 2006: a ilusão do quadrado mágico e a cabeçada de Zidane
A Copa do Mundo de 2006 ficou marcada por uma imagem: a cabeçada de Zidane em Materazzi, mas aquela Copa foi muito mais do que isso.Foi o torneio do “quadrado mágico” brasileiro, com Ronaldinho, Ronaldo, Kaká e Adriano. Era um time que parecia imbatível no papel, mas que nunca encontrou equilíbrio dentro de campo.Foi a Copa em que todos os sul-americanos caíram diante do primeiro europeu que enfrentaram no mata-mata.Foi a Copa de uma Itália campeã em meio ao escândalo do Calciopoli.Foi a Copa em que Portugal de Felipão chegou à semifinal.E foi a última antes da revolução tática do guardiolismo.Por que o Brasil não funcionou?Onde Parreira errou?A Inglaterra sofreu do mesmo problema?A França era mais talentosa que a Itália?E o que realmente aconteceu naquela final em Berlim?Neste episódio, analisamos a Copa de 2006 dentro e fora de campo — tática, contexto político, ambiente e decisões que mudaram a história.Porque nem toda seleção cheia de craques é um grande time.See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Futebol dá lucro? A economia por trás do jogo
O futebol movimenta bilhões, atrai fundos de investimento, fundos soberanos estatais, magnatas e corporações globais. Mas uma pergunta simples continua sem resposta clara: o futebol realmente dá lucro? Neste episódio do podcast Meio de Campo, abrimos uma nova série dedicada à economia do futebol e explicamos, passo a passo, como funciona esse sistema peculiar — que gira muito dinheiro, mas raramente se comporta como uma economia capitalista “normal”. Partimos de uma constatação contraintuitiva: clubes gigantes como o Real Madrid faturam quase 1 bilhão de euros por ano e ainda assim operam com margens de lucro mínimas ou prejuízo. A partir daí, reconstruímos historicamente os mecanismos que moldaram o futebol moderno. Neste episódio, discutimos em profundidade: Por que o futebol não distribui lucro como outras indústrias; O papel histórico do salário máximo e do sistema do passe; Como o Caso Bosman (1995) transformou o poder de barganha dos jogadores; A origem da explosão financeira com a Premier League e a televisão; De onde vêm as receitas dos clubes: bilheteria, patrocínio e direitos de transmissão; Como diferentes países organizam seus clubes: Inglaterra, Alemanha, Espanha, Itália, França, Argentina e Brasil; O mito de que virar SAF garante sucesso esportivo; Por que ligas mais equilibradas são economicamente mais fortes; A relação não linear entre sucesso esportivo e sucesso financeiro; O que realmente buscam os grandes donos de clubes: lucro, prestígio, poder político e influência geopolítica. Discutimos ainda o fenômeno do sportswashing, o papel dos fundos soberanos e dos hedge funds, e por que clubes podem ser instrumentos de poder muito mais do que negócios rentáveis. Este é um episódio introdutório, pensado para abrir caminho para debates futuros sobre SAFs, direitos de TV, desigualdade entre clubes e o futuro econômico do futebol brasileiro e mundial.See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Viagem de navio, rivalidade e o primeiro astro do futebol: como foi a Copa de 1930
Este episódio do Meio de Campo te conta a história de como foi organizada e disputada a primeira Copa do Mundo, em 1930, no Uruguai. Relatamos os antecedentes importantes que foram as competições de futebol nos Jogos Olímpicos de 1924, em Paris, e 1928, em Amsterdã, pela primeira vez organizadas pela FIFA. Explicamos como o Uruguai encantou a Europa na conquista desses dois ouros olímpicos. Contamos um pouco da viagem de navio feita pelas quatro seleções européias que se animaram a participar da Copa de 1930. Focalizamos o nascimento do primeiro grande pop star internacional do futebol, o afro-uruguaio Andrade, os problemas enfrentados pela seleção brasileira, a grande repercussão da Copa no Rio de Janeiro e a final polêmica e cheia de rivalidade entre Uruguai e Argentina.See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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WM: Saiba como nasceu o primeiro esquema tático do futebol
Em 1925, a mudança na lei do impedimento que reduziu para dois, e não mais três, os defensores necessários para habilitar um atacante, teve profundo impacto no futebol. Neste episódio do Meio de Campo, contamos como nasceu a primeira formação tática exportada globalmente, o WM (3-2-2-3), no bojo dessa mudança das regras. Nessa história, tem papel de destaque o técnico Herbert Chapman, o primeiro técnico moderno, em sentido completo. Responsável por um tricampeonato nacional do modesto Huddersfield Town, ele depois transformaria o Arsenal na grande potência do futebol inglês dos anos 1930.See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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O Grêmio campeão do mundo (1983)
Não foi fácil ser gremista nos anos 1970. A hegemonia colorada não era apenas regional, e sim nacional. Mas, quando o troco veio, ele veio completo. O Grêmio foi campeão brasileiro de 1981 derrotando um favorito São Paulo, conquistou a América em 1983, depois de duas tentativas, e logo depois o mundo. Este episódio do Meio de Campo te conta a história desse time histórico do Grêmio, de Renato Gaúcho, Hugo de León, Paulo Isidoro, Tarciso, Tita, China, Osvaldo e outros ídolos. Damos atenção especial a um incrível e pouco lembrado jogo, Estudiantes 3 x 3 Grêmio, que poderia ter dado muito errado e deixado para o Imortal uma fama exatamente oposta à que ele tem. Concluímos com uma breve análise do jogão contra o Hamburgo em Tóquio.See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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A Copa de 1994: o jejum, o tetra, Romário
A Copa de 1994 foi marcante para os brasileiros. Completávamos 24 anos de jejum. Ayrton Senna, grande ídolo nacional, havia acabado de morrer de forma traumática. Muito criticado, o time tinha perdido um jogo pela primeira vez em toda a história da participação brasileira em Eliminatórias. Este episódio do Meio de Campo mergulha na Copa de 1994 com a nossa marca registrada: o estudo de como o jogo foi jogado. Explicamos o 4-4-2 (ou, mais exatamente, o 4-2-2-2) de Carlos Alberto Parreira e os outros esquemas táticos presentes na Copa. Falamos das grandes surpresas da competição, como a Suécia e a Bulgária. Analisamos a exclusão de Diego Armando Maradona pelo antidoping. Comentamos o papel que teve a Copa no desenvolvimento do futebol nos Estados Unidos. Damos um destaque especial ao grande craque do time brasileiro, Romário.See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Friedenreich: O primeiro craque brasileiro
Este episódio do Meio de Campo te conta a história do primeiro craque do futebol brasileiro e primeira grande estrela de nossa seleção. Arthur Friedenreich (1892-1969), filho de um descendente de alemães e de uma negra brasileira, encarnou as principais contradições das primeiras décadas do futebol no Brasil. Fez o gol que nos deu nosso primeiro título. Pelo Club Athletico Paulistano, participou com destaque da primeira excursão de um clube brasileiro à Europa. Lutou na rebelião paulista contra Getúlio Vargas em 1932. Manteve relações ambíguas com a profissionalização do futebol. Muitas dúvidas e perguntas permanecem sobre Friedenreich: era socialmente percebido como negro ou como branco? Quantos gols marcou, afinal? Foi mesmo comparável a Pelé? Venha conhecer a história de Friedenreich com o Meio de Campo.See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Santos de Pelé: o Maior Time de Todos os Tempos
Nesta semana, o Meio de Campo te conta como jogava o maior time de todos os tempos ou, pelo menos, o maior time de toda a era pré-pressão no futebol: o Santos de Pelé. Passeamos pela história de Zito, Gilmar, Coutinho, Pepe, Dorval, Mengálvio, Mauro Ramos e, claro, o mais completo jogador da história, o Rei Pelé. O que tornava Pelé incomparável? Como funcionava o 4-2-4 do Santos? Qual era a rotina desse clube que se converteu em um verdadeiro embaixador do Brasil e do futebol pelo mundo? Como responder a algumas tentativas recentes de diminuir os feitos de Pelé? Este episódio do Meio de Campo te responde essas e outras dúvidas e focaliza o período áureo do Santos, que vai de 1957 a 1965, quando o Brasil se transformou no centro do futebol mundial.See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Roubo? Nada! A Argentina campeã de 1978
Se você não assistiu aos jogos principais da Copa de 1978 e transita pelos meios futebolísticos brasileiros, você provavelmente foi levado a acreditar em uma série de mitos e distorções. Neste episódio do Meio de Campo, fazemos o que é a proposta do pod desde o início: assistir aos jogos com atenção e sintetizar para você o que aconteceu em campo. Sem ignorar o clima de pesadelo instalado pela sanguinária ditadura militar argentina, nós focalizamos, com lupa, o futebol: o móvel, inovador e fulminante 4-3-3 de César Luis Menotti; o genial craque Mario Alberto Kempes; a inexistência de qualquer erro ou sequer polêmica de arbitragem nos jogos da Argentina; as costumeiras e fáceis vitórias da Argentina sobre o Peru entre 1974 e 1978 (dessa você não sabia, confesse?); o espetacular Argentina 2 x 1 França, um dos melhores jogos das Copas modernas. Também explicamos as desastrosas escolhas do Capitão Cláudio Coutinho para o monstrengo sem amplitude que o Brasil colocou em campo. Este episódio do Meio de Campo desfaz alguns mitos sobre a Copa de 1978 e sua campeã.See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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O Palmeiras de Telê Santana (1979)
Em meio à enorme lista de taças conquistadas pelo Palmeiras, esta equipe ficou um pouco esquecida. Belo, inovador, surpreendente e capital para a história do futebol brasileiro, o Palmeiras de Telê Santana não foi coroado com um título. Mas em três das quatro competições que disputou nos doze meses de Telê no clube -- de fevereiro de 1979 a fevereiro de 1980 --, o Palmeiras foi dominante. Apenas na Libertadores, realizada logo depois de sua chegada, a participação do time foi modesta. No Paulistão de 1978, cujas fases finais foram jogadas em 1979, no Paulistão de 1979 e no Brasileirão do mesmo ano, o Palmeiras foi arrasador. Este episódio do Meio de Campo te conta essa história, com foco na partida que consagrou o time jovem, aplicado e criativo (mas sem craques) de Jorginho, Baroninho, Pedrinho, Gilmar e Jorge Mendonça: o 4 x 1 sobre o estrelado Flamengo no Maracanã, o jogo que terminou levando Telê Santana à seleção brasileira.See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Defesa à italiana: o Catenaccio
Onde os italianos aprenderam a defender tão bem? Por que aprendemos a respeitar e admirar a arte da defesa à italiana? Este episódio do Meio de Campo te conta o começo de todo caso de amor dos italianos com a defesa bem montada: o catenaccio, esquema tático desenvolvido na Itália nas décadas de 1950 e 1960. O grande sucesso do catenaccio se deu com a Internazionale de Milão dirigida pelo argentino Helenio Herrera, liderada em campo por Sandro Mazzola e consagrada com um bicampeonato europeu em 1964 e 1965. Mas as origens do catenaccio são antigas e incluem um precursor austríaco, Karl Rappan, e dois italianos, Gipo Viani e Nereo Rocco. Neste episódio do Meio de Campo, você vai saber por que as redes dos pescadores serviram de imagem mítica da invenção do líbero, o zagueiro recuado que fica na sobra.See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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A Copa de 1962: Brasil bicampeão
A Copa de 1962 consolidou o Brasil como a grande potência do futebol da época. Ela é conhecida como a Copa de Garrincha, ponta-direita brasileiro que impactou o resultado da competição em um nível que outros campeões não haviam tido até então. Para nós, brasileiros, ela foi também a Copa da contusão de Pelé e da entrada de Amarildo, o possesso. Para as táticas, 1962 foi a Copa que representou o fim definitivo do WM e a transição do Brasil, a equipe mais avançada taticamente de seu tempo, do 4-2-4 para um 4-3-3 firme, com Zagallo sempre voltando para recompor o meio-campo. Para os chilenos, foi a Copa do terremoto, marcada pelo trauma de uma devastação até então desconhecida. Foi uma Copa com jogos violentíssimos, muito especialmente o Chile x Itália marcado pela revolta chilena com um artigo de dois jornalistas italianos sobre a precariedade da hospedagem. 1962 foi a primeira Copa em que a média de gols foi inferior a 3,5. A média de 2,78 gols por jogo foi chocantemente baixa para a época. Ela inaugurou uma era curiosa no futebol: daí em diante, nunca mais a média de gols por jogo nas Copas foi superior a 3 nem inferior a 2. Este episódio do Meio de Campo te conta a história do bicampeonato mundial do Brasil.See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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A Democracia Corintiana dentro e fora do campo
No começo dos anos 1980, ainda sob ditadura militar, um movimento inovador, inédito, sacudiu o futebol brasileiro: a democracia corintiana. Entre 1981 e 1984, Sócrates, Casagrande, Wladimir, Zenon, Biro-Biro e outros jogadores do Corinthians protagonizaram uma verdadeira revolução. O projeto era que tudo fosse discutido entre todos, em uma espécie de praça democrática na qual o voto do roupeiro valia tanto como o do craque do time. Votava-se sobre o esquema tático, sobre existência ou não de reclusão obrigatória antes dos jogos, sobre novas contratações. Do lado de fora, a resistência ao experimento foi forte: diziam que com democracia não se ganhava nada. O Corinthians da democracia foi bicampeão paulista em uma época em que os estaduais valiam muito e o São Paulo e a Ponte Preta possuíam poderosos esquadrões. Este episódio do Meio de Campo te conta a história da Democracia Corintiana, recheado com uma análise tática de sua última grande vitória em campo, o 4 x 1 sobre o Flamengo nas quartas-de-final do Brasileirão de 1984.See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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O maior Galo de todos os tempos (1976-1987)
A partir de meados da década de 1970, o Atlético Mineiro consolidou aquela que seria a geração mais encantadora de sua história. Reinaldo, Cerezo, Danival, Paulo Isidoro, Marcelo e, depois, Luizinho, Éder, Nelinho foram os grandes destaques daquele time. Nesse período, o Galo venceu 10 de 12 campeonatos mineiros. Venceu os torneios de Berna, Bilbao, Paris, Amsterdã e Vigo, em uma época em que esses torneios eram bem mais valorizados que hoje. Foi o recordista de pontos no Campeonato Brasileiro. Chegou a várias semifinais e duas finais do Brasileirão, mas não coroou o seu brilhantismo com um título nacional ou internacional oficial. Este episódio do Meio de Campo analisa uma partida pouco conhecida desse Galo, uma vitória de 3 x 1 sobre a Seleção Francesa que havia acabado de empatar com o Brasil no Maracanã.See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Por que o Brasil perdeu 1982?
A Copa de 1982 é a mais chorada pelos brasileiros na era moderna. Um Brasil encantador e aparentemente imbatível foi eliminado por uma Itália que não havia vencido um jogo sequer na primeira fase. Em uma derrota que teve ares de tragédia nacional, os torcedores brasileiros se dividiram sobre a culpa: seria de Serginho Chulapa, que nitidamente destoava do talento do time? Seria de Cerezo, que atravessou a bola que levou ao segundo gol da Itália? Seria de Júnior, que permaneceu estático na cobrança do escanteio e habilitou Paolo Rossi no terceiro gol? Abandonando a busca por um bode expiatório, este episódio analisa a derrota do Brasil taticamente, como uma problema coletivo. Passamos por toda a preparação da seleção para a Copa, observando as saídas utilizadas pelo técnico Telê Santana para povoar o lado direito do campo ao longo dos anos de 1980 e 1981, e discutimos as improvisações adotadas por ele durante a Copa em 1982.See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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O Falso Nove, de Sindelar a Cruyff
Nos últimos anos, popularizou-se a expressão “falso nove” para designar um centroavante não fixo, que se movimenta em zonas nas quais não esperaríamos encontrá-lo. Neste episódio, contamos a história dessa invenção, que se remonta ao Wunderteam, da Áustria dos anos 1930. Esse time foi dirigido por Hugo Meisl e tinha como protagonista Matthias Sindelar, centroavante talentoso e móvel, apelidado de “Homem de Papel”, pelo seu corpo esbelto e estilo escorregadio. Sindelar foi um personagem fascinante da cultura dos cafés e morreu em circunstâncias misteriosas depois da anexação nazista da Áustria. A tradição do falso nove continuou com Nándor Hidegkuti, centroavante húngaro que, em 1953, infernizou os zagueiros ingleses com a dúvida: seguir ou não seguir o centroavante quando ele volta ao meio-campo? Como conclusão do episódio, falamos da revolução feita por Johan Cruyff, da Holanda dos anos 1960/70, na posição de centroavante, um legítimo precursor de Lionel Messi, que seria o falso nove por excelência no futebol do século XXI.See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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O tri do Flamengo que mudou o futebol
Este episódio é dedicado ao Flamengo 4 x 1 América-RJ que decidiu o Campeonato Carioca de 1955 e sacramentou o segundo tricampeonato estadual rubro-negro. A partida foi disputada em 04 de abril de 1956, no Maracanã, com a presença de um incrível público de 139.000 pessoas que incluía o Presidente da República, Juscelino Kubitschek. Quando contratou o técnico paraguaio Fleitas Solich, em 1953, o Flamengo amargava um jejum de nove anos sem títulos. Vencedor do Sul-Americano de 1953 com a seleção de seu país, Solich chegava como um grande inovador tático. O tricampeonato de 1953-55, conquistado sob a batuta do paraguaio, consolidou de uma vez por todas a linha de quatro defensores e a marcação por zona, que são características do futebol brasileiro depois exportadas para o resto do mundo. O inventor da linha de quatro, o mineiro Martim Francisco, que havia vencido o Campeonato Mineiro de 1951 com o Villa Nova, estava do outro lado, tendo comandado o América-RJ nos vice-campeonatos de 1954 e 1955 antes de ser demitido às vésperas desta final. A final de 1955 foi jogada, portanto, entre os dois clubes que inovaram taticamente no Rio de Janeiro daqueles anos, abandonando a camisa-de-força do WM e da diagonal. Formado por lendas rubro-negras como Dequinha e Pavão, e craques depois consagrados no futebol brasileiro, como Joel, Dida, Evaristo e Zagallo, o time de 1955 tem importância capital para o crescimento do Flamengo e papel destacado na história das táticas no futebol.See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Cruzeiro 5 x 4 Internacional (Libertadores de 1976)
Este é considerado um dos maiores jogos da história do futebol brasileiro. O Inter havia derrotado o Cruzeiro na final do Campeonato Brasileiro de 1975 por 1 x 0, em um jogo caracterizado pela supremacia das defesas sobre os ataques e pelas defesas antológicas de Manga em chutes de Nelinho. Na revanche, jogada pela Copa Libertadores, em 07 de março de 1976, no Mineirão, os ataques superaram as defesas, em um jogo espetacular, vencido pelo Cruzeiro por 5 x 4. A atuação de Joãozinho, com dois gols, uma assistência, e a jogada do pênalti decisivo, nos coloca uma pergunta interessante: em que momento devemos abandonar a análise tática e simplesmente dizer que um craque decidiu o jogo individualmente? Os erros de Figueroa, zagueiro brilhante que teve ali a pior partida de sua carreira, são um lembrete de que é sempre errado fazer avaliações peremptórias sobre um atleta baseado em um jogo. As espetaculares jogadas ofensivas que vemos aqui, cotejadas com alguns erros defensivos elementares, nos jogam na velha discussão: qual é o limite entre uma partidaça com muitos gols e uma pelada? Este episódio homenageia um dos times mais encantadores da história do Cruzeiro e um de seus craques mais geniais, Joãozinho.See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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4-2-4 / 4-3-3: A invenção da linha de 4 no Brasil e na Hungria
Formar uma linha de quatro defensores e marcar por zona são ações tão naturalizadas no futebol que muita gente imagina que elas sempre existiram. Nada mais longe da verdade, evidentemente. Como quase tudo no futebol, a linha de quatro defensores tem vários pais, mas os locais e data de nascimento são bastante precisos. Simultaneamente, no Brasil e na Hungria, ao longo da década de 1950, diferentes equipes passaram do WM (ou suas variações, como a diagonal) para a linha de quatro, consequentemente adotando a marcação por zona. Na Hungria, tanto Márton Bukovi como Gusztáv Sebes promoveram "a transformação do M em W", que incluía o recuo do centroavante ao meio-campo e a invenção da posição de falso nove. No Brasil, o Villa Nova campeão mineiro de 1951, dirigido por Martim Francisco, o Flamengo tricampeão carioca de 1953-55, dirigido pelo paraguaio Fleitas Solich, e o São Paulo campeão paulista de 1957, dirigido por Béla Guttmann, são creditados como os pioneiros na invenção da linha de quatro. Este episódio reconstrói a história da invenção da linha de quatro até a Copa de 1958, em que o Brasil triunfou surpreendendo o mundo com esse esquema.See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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A Canarinho hostilizada: MG, RS e BA detonam a seleção
O Brasil é a única potência do futebol em que uma parcela minoritária, mas significativa, da população torce contra a seleção nacional. O tamanho dessa minoria oscila, mas ela existe sempre, e se move por motivos ora políticos, ora regionais, ora estritamente futebolísticos. O episódio desta semana do Meio de Campo analisa três jogos paradigmáticos desse fenômeno: Atlético Mineiro 2 x 1 Brasil (1969), Seleção Gaúcha 3 x 3 Brasil (1972) e Brasil 3 x 1 Venezuela (1989). No "amistoso" (que de amigável nada teve) disputado no Mineirão em 1969, as feras de Saldanha comemoravam a classificação para a Copa e foram recebidas pelo Galo e pela maioria da torcida mineira com imensa motivação, já que a seleção incluía dois cruzeirenses, Piazza e Tostão, no time titular. Em 1972, já tricampeã, a Canarinho foi recebida em Porto Alegre com inédita união de gremistas e colorados na hostilidade a ela. Protestava-se contra a não convocação do lateral gremista Everaldo. A não convocação de um jogador da região também foi o estopim para a hostilidade baiana à seleção em 1989, quando se esperava que Charles, centroavante do Bahia, estivesse entre os selecionados. Este episódio é um mergulho nas idiossincrasias regionais brasileiras e na frequente cegueira do comando do futebol nacional, localizado no eixo RJ-SP, sobre as aspirações do resto do país.See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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São Paulo 2 x 1 Barcelona (1992): o maior time da história tricolor
A final da Copa Intercontinental entre São Paulo e Barcelona, jogada em Tóquio em dezembro de 1992, foi precedida de um pacto inédito na história do futebol em alto nível. Os dois técnicos, Telê Santana e Johan Cruyff, se reuniram na véspera da partida, ante o testemunho do árbitro argentino Juan Carlos Lostau, e se comprometeram que suas equipes não recorreriam à violência nem à cera, e que qualquer de seus jogadores que o fizesse seria substituído. A vitória do São Paulo encerrou em definitivo o período em que um clube sul-americano podia reclamar, de forma indiscutível, a coroa de melhor time do mundo. Três outros clubes brasileiros voltaram a ser campeões do mundo, mas em jogos muito particulares, com atuações históricas de seus goleiros. No caso do São Paulo x Barcelona de 1992, tratava-se de um encontro de equipes gigantes em igualdade de condições e o SPFC foi superior. O jogo também representou a redenção definitiva de Telê Santana, depois de ser chamado de azarado, pé-frio, ingênuo ou até de incompetente nas Copas de 1982 e 1986. Este episódio analisa a disposição tática do jogo que marca a coroação do maior time da história do São Paulo Futebol Clube.See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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O triunfo do futebol moderno: Barcelona 2 x 0 Manchester United (2009)
O "futebol moderno" nasceu com o Ajax e a Laranja Mecânica de Rinus Michels, nos quais brilhava o gênio de Johan Cruyff, continuou com o Barcelona do Cruyff ainda jogador nos 1970, e chegou à sua maturidade com o Barcelona dirigido por Cruyff no começo dos 1990. Embora essas equipes tenham sido vitoriosas, sempre faltou-lhes algo: a Laranja Mecânica perdeu as finais de 1974 e 1978, o Barcelona em que jogava Cruyff ganhou a liga mas não chegou a ser campeão europeu, e quando conquistou a sonhada Champions, com Cruyff no comando, o Barcelona sucumbiu ante o São Paulo de Telê Santana pela coroa mundial. Somente com o Barcelona comandado entre 2008 e 2012 pelo sucessor de Cruyff, Pep Guardiola -- volante chave na equipe dos 1990 --, o chamado futebol moderno, total, da escola holandesa-catalã, se afirmou indiscutivelmente como o melhor do mundo. Na final da Champions League de 2009, o favorito era o Manchester United. Os ingleses vinham dominando a competição e o ManU era o time de Rooney, Giggs, Evra, Tévez, Scholes e Cristiano Ronaldo. O campeão espanhol era uma equipe de talentosos, mas relativamente inexperientes espanhóis de nomes Xavi, Iniesta, Busquets e Puyol, acompanhados de um jovem gênio argentino ainda despontando para o mundo, Lionel Messi. Depois de dez minutos equilibrados, o jogo foi um massacre em que o ManU corria atrás da bola, o Barcelona desenhava triângulos com ela e o placar final de 2x0 esteve longe de traduzir a sensação de enorme superioridade de um lado sobre o outro. Este episódio destrincha taticamente uma das partidas mais importantes da era moderna, a final da Champions League de 2009.See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Brasil 1 x 2 Uruguai (1950): análise tática do Maracanazo
A Copa de 1950 é a mais estudada da história no Brasil. No entanto, na longa lista de livros, documentários e matérias sobre ela, fala-se muito pouco do futebol em si, de como os jogos foram jogados. O ufanismo e o clima de já-ganhou, o posterior conceito de complexo de vira-latas, a estigmatização racista dos jogadores negros, a construção do Maracanã e a campanha eleitoral daquele ano (e as várias distrações que trouxe ao time) têm sido os temas dominantes. As perguntas que respondemos aqui são diferentes e tentam iluminar o jogo em si: por que a narração da partida faz tantas alusões a Ghiggia carregando a bola dezenas de metros até receber o combate de Bigode? Em que tática jogava o Brasil nos anos 1940 e qual foi a mudança feita para a Copa? O que diferenciava a tática do Uruguai e da Suíça (os dois países que o Brasil não conseguiu bater) da tática das seleções que o Brasil derrotou (México, Iugoslávia, Suécia e Espanha)? Qual é a diferença entre um WM e uma diagonal? Por que podemos dizer que o Brasil jogou “torto” contra o Uruguai? Essas são algumas das perguntas que exploramos neste episódio do Meio de Campo.See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Os primeiros anos do futebol no Brasil
No episódio desta semana, Diego Ambrosini e Idelber Avelar revisitam e reavaliam algumas das noções eternizadas no senso comum sobre os primeiros anos do futebol no Brasil, entre o final do século XIX e começo do século XX. Começam explorando como o futebol chegou no país e qual foi o papel de personagens como Charles Miller e Oscar Cox nesse processo. Até que ponto podemos dizer que eles foram “pioneiros” ou “responsáveis” por trazer o futebol pra cá? Em seguida, relembram a fundação dos primeiros clubes e das primeiras ligas, destacando como diferentes grupos sociais vivenciaram o esporte no período. Por fim, contam as histórias dos primeiros jogadores negros a participar dos campeonatos e como sua participação foi possível no contexto elitista da época.See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Fluminense 0 x 2 Internacional, a semifinal do Brasileirão de 1975
Meio de Campo, novo programa do Meio, com Diego Ambrosini e Idelber Avelar.O Internacional de Porto Alegre foi a grande dinastia do futebol brasileiro dos anos 1970, conquistando o título nacional em 1975, 1976 e 1979. Até o começo dos anos 1970, a atenção do público era fortemente concentrada no eixo RJ-SP. Por isso, quando se anunciou a semifinal do campeonato brasileiro de 1975 entre o Fluminense dirigido por Didi e o Internacional de Rubens Minelli, no Maracanã, poucos apostavam no Colorado. O Fluminense era "A Máquina" que reunia vários titulares, ex titulares e futuros titulares da seleção: Rivellino, Paulo César Caju, Félix, Marco Antônio. O que aconteceu foi um choque. Acostumado com o campeonato carioca, em que a carregada da bola até o meio-campo era relativamente tranquila, o Fluminense foi esmagado na saída de sua área pela pressão de Valdomiro, Lula e Flávio Minuano. Rivellino foi anulado pelo jovem Caçapava. Carpegiani e Falcão passearam no Maracanã, o Internacional venceu por 2 x 0, o Brasil iniciou sua transição rumo à pressão na saída de bola, e o futebol do Rio Grande do Sul nunca mais deixou de ser visto com enorme respeito. O episódio desta semana do Meio de Campo analisa o Fluminense 0 x 2 Internacional que mudou a história do futebol brasileiro.See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Jeno ‘Marinetti’ Medgyessy: um húngaro inventor do futebol brasileiro
Meio de Campo, novo programa do Meio, com Diego Ambrosini e Idelber Avelar. Jeno Medgyessy, ou Marinetti, foi um técnico húngaro que viveu no Brasil entre 1926 e 1933. Nesse período, ele foi técnico de Botafogo, Fluminense, Atlético Mineiro, Palestra Itália (o futuro Palmeiras) e São Paulo. Marinetti revolucionou a forma de jogar e os métodos de treinamento, organizou duas excursões sul-americanas do clube húngaro Ferencváros, e foi o mediador entre Rio e São Paulo na unificação das regras do profissionalismo. Apesar de pouco conhecido, ele foi enormemente influente na configuração do que chamaríamos depois de jeito brasileiro de jogar. O episódio mostra que boa parte do que consideramos mais brasileiro no futebol se originou em aportes húngaros, anteriores, inclusive, aos mais conhecidos Dori Kürschner e Béla Guttmann.See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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O primeiro choque da Canarinho tricampeã do mundo
Meio de Campo é o novo programa do Meio! Um bate-papo sobre história e futebol com Idelber Avelar e Diego Ambrosini. No episódio de estreia: Holanda 2 x 0 Brasil, pela Copa de 1974, um capítulo chave e pouco estudado da história do futebol. Não seria exagero dizer que neste jogo nascia oficialmente a era do futebol pressão, em que passava a ser impossível carregar a bola com sossego. Vinte e quatro anos depois do Maracanaço, a soberba voltava a cumprir um papel em uma derrota brasileira na Copa do Mundo. Mesmo depois de Feyenoord e Ajax terem emplacado quatro troféus europeus de 1970 a 1973, e de a Holanda haver esmagado Uruguai e Argentina na Copa, Zagallo ainda zombava do “futebol de diversão” dos holandeses, que não competiria com o Brasil. Em contraste com a soberba de Zagallo, Rivellino declarava que os europeus vinham jogando com intensidade até então desconhecida, e que estava nascendo outro jogo. A Holanda era superior, mas sua vitória dependeu decisivamente da arbitragem, que não estava acostumada a medir a olho nu impedimentos ilusórios a partir do avanço coordenado da última linha de zagueiros holandeses. Discutiremos toda a preparação do Brasil, as oscilações de Zagallo na escalação, a violência da partida e a revolução realizada pelo futebol total holandês.See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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