Poder Público

PODCAST · news

Poder Público

A semana política em debate pela secção de política do PÚBLICO.

  1. 404

    PSD dribla Ventura na nacionalidade. E como será na reforma laboral?

    sa no Poder Público desta semana começa com o pacote laboral. Chumbado pela concertação social, vai entrar no Parlamento pela mão do Governo – nesta quinta-feira é aprovada a legislação em Conselho de Ministros. Esta manhã publicámos um texto sobre o desejo do Governo de negociar o pacote laboral com o PS e com o Chega. Será que ainda é possível? Ainda a propósito de PSD e Chega, mas noutra matéria, ficámos a saber que os sociais-democratas não vão entregar uma proposta de revisão constitucional e pretendem chumbar as propostas do Chega. A Iniciativa Liberal, por seu turno, já entregou as suas propostas e acusou o PSD de andar a empatar. Andamos a perder tempo com a revisão constitucional? Esta semana lidámos com outro tema que tem constitucional no título, mas não tem nada que ver com a revisão. É sobre a renúncia do juiz presidente do Tribunal Constitucional, que o PÚBLICO já tinha noticiado, e que se confirmou entretanto. O Chega insinuou que José João Abrantes sai por pressão do PS. Falamos sobre as implicações desta saída num processo que estava longe de ter uma solução simples. Também nos últimos dias, o Presidente da República devolveu ao Parlamento a polémica lei que cria pena acessória de perda da nacionalidade. Será que esta lei ainda tem um caminho para fazer? O tema tem gerado forte polarização política e social com o debate sobre segurança e criminalidade a contaminar a discussão sobre nacionalidade. Ainda dedicamos uns minutos ao imbróglio que se passa com a Comissão Nacional de Eleições. E, depois, terminamos com o Público & Notório.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  2. 403

    Campos de férias militares e a esquerda e Seguro numa relação complicada

    Esta é a primeira quinta-feira de Maio, o dia do tudo ou nada no pacote laboral. Vamos deixar esse tema fora do episódio de hoje porque o destino da reforma vai saber-se, provavelmente, entre o momento de gravação deste podcast e o momento da sua publicação. Para evitar especulações, vamos deixar o assunto para uma das nossas próximas conversas. Não hão-de faltar oportunidades. Assim sendo, começamos por um tema que aqueceu a semana. O programa “Defender Portugal” que as bancadas da AD apresentaram como uma solução para salvar as Forças Armadas. Trata-se de um conjunto de incentivos para aproximar os jovens da carreira militar. Dois exemplos: um apoio de 439 euros e a possibilidade de tirarem a carta de condução, desde que estejam dispostos a ficar de três a seis semanas a “Defender Portugal”. A proposta tem pernas para andar? Houve quem dissesse que era uma espécie de "escuteiros". No dia 9 de Maio faz dois meses que o Presidente da República tomou posse e, pelo que escrevemos no PÚBLICO, a esquerda afastou-se de Seguro neste período, em especial nos últimos dias, por causa da Lei da Nacionalidade. Será apenas nesta matéria que a esquerda está de pé atrás com Seguro ou há mais questões que os podem distanciar? Outro tema que tem ganho espaço noticioso – e que ainda hoje ganhará depois de o Chega apresentar a sua proposta – é a revisão constitucional que quase ninguém quer. O PSD atirou-a para a segunda fase da legislatura, o PCP não quer mas irá a jogo, o PS não quer. Que futuro para esta revisão, já que tem de ser feita por dois terços dos deputados? O episódio termina após o momento Público e Notório.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  3. 402

    O pecadilho de Aguiar-Branco e Montenegro deixa tudo em aberto na reforma laboral

    Passaram uns dias desde a cerimónia dos 52 anos do 25 de Abril, mas ainda vamos a tempo de trocar ideias sobre o que lá se passou e em especial sobre dois discursos marcantes: o de José Pedro Aguiar-Branco, presidente do Parlamento, e o de António José Seguro, Presidente da República. Foi o primeiro discurso presidencial neste contexto, para Seguro. Começamos esta conversa com a análise dos dois discursos, da sua importância, e discutimos sobre se foram contraditórios ou complementares. Não esquecemos que, no final da intervenção da segunda figura do Estado, o deputado do PS Pedro Delgado Alves se virou de costas para o palanque em sinal de protesto. O deputado escreveu um artigo no PÚBLICO a explicar as suas razões. A cerimónia do 25 de Abril foi o ponto alto da semana, em termos políticos, mas houve outros assuntos a registar. Na quarta-feira foi dia de debate quinzenal e foi o último antes do primeiro de Maio, um feriado que costuma levar muitos trabalhadores às ruas em protesto. Talvez por isso o debate tenha sido marcado pelo tema da reforma laboral, do PTRR, pensões de reforma e a possível greve geral de 3 de Junho. De registar as declarações de Luís Montenegro sobre leis laborais: o primeiro-ministro parece ter tentado preparar terreno para um eventual falhanço da reforma quando disse que o país "não vai acabar" se não houver reforma laboral. Como tema final, abordamos as declarações de Duarte Cordeiro, que por estes dias disse, sobre as insinuações de tacticismo, que Pedro Nuno Santos falhou o alvo, caso se estivesse a referir a ele. Acrescentou que não fala sobre 2029 e insistir que não está a preparar nenhuma candidatura.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  4. 401

    A indiscrição do discreto Seguro e a aritmética das listas para o Constitucional

    Temos vivido dias intensos do ponto de vista da actualidade internacional que já vão tendo os seus efeitos em termos domésticos. Por cá, discutem-se e decidem-se medidas de apoio aos combustíveis, na sequência do aumento de preços por causa da guerra no Médio Oriente, mas ainda não se tomam decisões muito definitivas porque nunca se sabe quando é que o conflito vai, afinal, acabar. Em termos internos, a semana ficou marcada pela primeira Presidência Aberta de António José Seguro e pelos acordos ou pré-acordos para cargos no Conselho de Estado, na Provedoria da Justiça, no Conselho Económico e Social, no Tribunal Constitucional, entre outros. O Presidente andou pelo centro do país e, logo no segundo dia, o primeiro-ministro apanhou boleia e aproveitou para dar algumas explicações sobre as polémicas criadas em torno dos apoios às vítimas do comboio de tempestades do início do ano. Seguro insistiu muito na questão dos atrasos nos pagamentos e pediu aos portugueses que fizessem férias na região centro. Depois dos incêndios de 2017, Marcelo Rebelo de Sousa fez ele próprio férias na região centro. Será que as Presidências Abertas podem ser um teste à relação entre palácios? E será que vamos ver o actual Presidente de calções de banho em Vieira de Leiria? O início do ano foi marcado pelas tempestades, mas foi também marcado pelo ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, cujas consequências estamos a começar a sentir no bolso. O custo da energia é uma das maiores preocupações das famílias. O PS apresentou várias propostas e José Luís Carneiro acusou o Governo de lucrar com os sacrifícios dos portugueses. Haverá aqui algum fundo de verdade? Finalmente foi desbloqueada a questão dos nomes para os órgãos externos ao Parlamento, mas o Tribunal Constitucional continua de fora, apesar de se ter chegado a um acordo de adiar a eleição para Maio e para distribuir três nomes por PSD, PS e Chega. Um dos órgãos que já ficou fechado foi o Conselho de Estado, tendo o PSD e o Chega decidido avançar com uma lista conjunta e o PS com uma lista própria. O voto é secreto, portanto, teremos de esperar por dia 16 para saber como corre. Mas para já não se prevê qualquer surpresa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  5. 400

    O chão comum da Constituição e o PS no lugar de oposição

    Temos desde esta quarta-feira uma lei da nacionalidade aprovada no Parlamento com os votos do PSD, do Chega, do CDS e da Iniciativa Liberal. Foi uma negociação que só terminou antes do debate sobre o tema. Neste podcast trocamos uma ideias sobre o assunto, incluindo sobre o que desbloqueou estas negociações e o que pode acontecer à lei. O novo Presidente da República nunca se pronunciou sobre o diploma e não sabemos o que esperar de Belém, mas analisando o que foi dito em campanha, podemos ter uma ideia. Também tentamos antecipar o posicionamento dos socialistas, que acabaram por ficar à margem da nova legislação, aprovada apenas à direita. Noutro campeonato, a nossa Constituição faz hoje 50 anos e, a este propósito, o Instituto de Políticas Públicas do ISCTE fez um inquérito aos portugueses sobre a lei fundamental. A satisfação dos inquiridos com a Lei Fundamental é grande, mas, ainda há sim, há temas em que a revisão é desejada, nomeadamente o número de deputados e o enriquecimento ilícito. No final do programa, fazemos referência ao congresso do PS do último fim-de-semana, em Viseu. José Luís Carneiro prometeu um PS de oposição, sem comprometer a estabilidade, mas ao mesmo tempo sem ficar em silêncio. A estratégia do PS para os próximos tempos na oposição ficou clara? O que podemos esperar? Os últimos minutos são dedicados ao Público & Notório.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  6. 399

    Os workshops de Carneiro e a (mu)dança de juízes no TC

    Passou uma semana e não se chegou a nenhum ponto de equilíbrio quanto à nomeação para os órgãos externos do Parlamento. O problema continua a estar essencialmente na escolha dos três juízes para o Tribunal Constitucional (TC). Neste episódio não repetimos a discussão da semana passada, mas vamos avaliar uma novidade: o Chega decidiu propor o nome do juiz Luís Brites Lameiras para um dos lugares disponíveis. O que é que sabemos sobre este juiz proposto pelo Chega? André Ventura já disse que tinha garantias de haver acordo para o TC, dando a entender que este nome pode ajudar a desatar o novelo e a decisão que tem sido sucessivamente adiada. Porém, a história pode complicar-se: o PÚBLICO noticiou no início da semana que pode haver um quarto juiz em causa, uma vez que o presidente do Tribunal Constitucional pondera antecipar a sua saída. A propósito do congresso do PS, José Luís Carneiro anunciou que vai levar uma série de independentes à reunião magna, entre eles Carlos Tavares (ex-CEO do grupo Stellantis), António Costa Silva (antigo ministro da Economia e do Mar), Paulo Jorge Ferreira (reitor da Universidade de Aveiro). Falamos sobre os objectivos desses convites e falamos também sobre a moção sectorial pela qual Miguel Costa Matos (um dos jovens turcos do PS) deu a cara e na qual se pede proximidade, diálogo e novos rostos. Entretanto, o Presidente da República convocou o seu primeiro Conselho de Estado para dia 17 de Abril e fez nomeações para a sua Casa Civil, mantendo parte da equipa de Marcelo Rebelo de Sousa. Olhamos para os nomes, que ainda são sobretudo administrativos, e conversamos sobre o tipo de equipa de que o novo Presidente vai precisar. Depois, terminamos com o momento Público & Notório.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  7. 398

    TC abre guerra entre partidos e as medidas para responder à outra guerra

    Esta semana começamos a conversa por um tema que não é muito sexy, mas que é suficientemente importante trocarmos umas ideias sobre ele. Trata-se dos órgãos externos do Parlamento (como a Provedoria da Justiça, o Tribunal Constitucional ou alguns conselhos superiores), que estão há meses com lugares em aberto porque dois terços dos deputados não se entendem para chegarem a nomes consensuais o suficiente para serem eleitos numa votação secreta. Estas eleições sempre tiveram uma tendência para gerar impasses, mas o tripartidarismo tornou a questão ainda mais difícil. O tema entrou nas reuniões entre partidos e Presidente da República e, aparentemente, António José Seguro está decidido a ajudar a chegar a um compromisso. Na quarta-feira, O Governo apresentou algumas medidas para apoiar as famílias no âmbito de mais uma crise energética criada pela guerra no Médio Oriente. Durante três meses, estarão em vigor ajudas como uma comparticipação de 25 euros na botija de gás solidária e menos dez cêntimos por litro no gasóleo profissional. José Luís Carneiro achou que podia ter-se ido mais longe, porque fez as contas e disse que a medida do gás só vai beneficiar “105 mil pessoas” quando “há 2,5 milhões de pessoas que são afectadas” pelas variações dos preços. Resta saber se há margem orçamental para, depois da tempestade, dar uma resposta mais robusta a esta guerra sem um orçamento rectificativo. Finalmente, falamos sobre um caso que aconteceu na Câmara de Lisboa com um vereador do Chega. A deputada Rita Matias pediu a demissão de Bruno Mascarenhas depois de se ter sabido que a sua namorada alegadamente arrendava casas clandestinas a imigrantes. Porém, depois do apelo de Rita Matias, Bruno Mascarenhas veio dizer, na SIC, que não se demite e que tem a garantia de que André Ventura não vai propor a sua demissão. André Ventura tem-se mantido razoavelmente calado. Encerramos o episódio com o Público & Notório.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  8. 397

    Quem desiste primeiro do acordo laboral? Seguro já mostra trabalho

    Este episódio foi gravado três dias após a tomada de posse do novo Presidente da República. António José Seguro fez o seu primeiro discurso, prometeu estabilidade e pediu compromissos. Analisamos essa intervenção, assim como o caderno de encargos e a lista do que está mal no país deixada pelo chefe de Estado. Entretanto, Seguro foi para o terreno (Arganil) e fez uma tentativa de mediação em matéria de lei laboral, apelando a que patrões e sindicatos voltassem a sentar-se à mesa das negociações. O Governo logo disse que não quer eternizar a discussão. Será que ainda se pode salvar este pacote? E, se não houver acordo, será a primeira derrota de Seguro? Outra questão que exploramos no episódio de hoje tem que ver com o que noticiámos por antecipação sobre um dos temas que vai sair do Conselho de Ministros. Trata-se de uma alteração legislativa para que um só herdeiro possa desbloquear heranças indivisas. O que se pretende com esta proposta? Vai ser pacífico? O Poder Público não termina sem o momento Público & Notório.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  9. 396

    Montenegro desafia ego de Passos e Marcelo leva Vhils para Belém

    Este episódio começa com uma saudação ao PÚBLICO pelos seus 36 anos: 10% do valor da edição de aniversário, que saiu nesta quinta-feira, reverte para a causa dos desalojados de Leiria, pessoas que ficaram sem telhado ou mesmo sem casas. Também é possível ajudar comprando uma assinatura anual. A semana foi marcada essencialmente por dois temas fortes: os estilhaços do ataque ao Irão na vida política do país e as diversas intervenções de uma figura do PSD que até aqui tinha demonstrado muita reserva. O reaparecimento público de Pedro Passos Coelho tem animado a política, mas no dia de debate quinzenal percebeu-se que não é uma animação divertida, pelo menos do ponto de vista do primeiro-ministro. Luís Montenegro chegou ao ponto de propor eleições directas em Maio e de desafiar Passos a apresentar-se como alternativa à actual liderança do PSD. Quando Luís Montenegro desafia implicitamente Passos Coelho a clarificar posições ou a avançar, está a consolidar autoridade ou a revelar fragilidade? Passos é uma alternativa real dentro do espaço do centro-direita? Numa das suas intervenções recentes, Passos Coelho disse que a AD devia ter feito um acordo de governação com o Chega e a IL. Que PSD é este que Passos Coelho representa? Estas e outras perguntas são discutidas no episódio de hoje. Mas há outro tema que aqueceu a semana. A Base das Lajes, nos Açores, tem sido historicamente um activo estratégico no relacionamento bilateral com os EUA e tem servido os interesses militares dos Estados Unidos e seus aliados, incluindo na anterior Guerra do Golfo. Aconteceu agora outra vez, no âmbito do ataque ao Irão. Num momento de instabilidade internacional (Ucrânia, Médio Oriente), não há dúvidas de que a sua utilização ganha nova relevância e nova polémica. Que o diga o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel. O Governo tem sido suficientemente transparente no caso da utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos? Que custos políticos pode ter a atitude do executivo neste dossier? O Poder Público debruça-se ainda sobre os últimos dias de mandato de Marcelo Rebelo de Sousa, cujo sucessor, António José Seguro, toma posse na segunda-feira, dia 9. Foi anunciado que Marcelo escolheu ter um "retrato" oficial feito por Vhils. A obra não será uma pintura tradicional mas sim uma narrativa visual construída a partir de recortes de imprensa. Será que isto reflecte a forma como o próprio interpreta e quer que a sua presidência seja recordada? O episódio termina com o Público & Notório.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  10. 395

    As nomeações de Santa Engrácia, os trabalhos de Luís Neves e o desafio a Carneiro

    O Poder Público de hoje conta com uma voz menos habitual, mas já nossa conhecida. A Liliana Borges junta-se a nós para comentar os temas da semana. Um deles tem que ver com um acerto no Governo. A ministra da Administração Interna não sobreviveu aos impactos políticos do mau tempo e foi substituída no sábado pelo antigo director da Polícia Judiciária. Foi uma escolha inesperada, mas elogiada. O facto de Luís Neves não alinhar na “narrativa de insegurança” do Chega valeu-lhe elogios da esquerda, por exemplo. Vamos avançar para um tema que envolve os órgãos externos do Parlamento, que não são mais do que o Tribunal Constitucional, a Provedoria de Justiça, o Conselho de Estados, os conselhos superiores da Magistratura, do Ministério Público, de Informações, e de Segurança Interna. Há quase 70 lugares vagos em 15 entidades, que têm de ser preenchidos por eleição, mas os partidos não se entendem para isso. Já falharam três datas. Este é um problema recorrente sempre com justificações diferentes. Será que os problemas vão ser resolvidos até dia 6 de Março? Fechamos com dois temas: a reunião do primeiro-ministro e do Presidente da República eleito em Queluz e o congresso do PS. Por um lado, tentamos antecipar como será a relação entre os dois. Por outro lado, a propósito do congresso do PS que José Luís Carneiro se precipitou a marcar na sequência das presidenciais, falamos sobre eventuais desafios para Carneiro, depois de os “seguristas” terem pedido um adiamento para que possa haver uma candidatura alternativa a Carneiro. As críticas são “ausência de dinamismo” e “cultura burocrática e carreirista”. A recta final do episódio é preenchida pelo Público & Notório.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  11. 394

    Marcelo marcou o passo ao Governo nas tempestades e uma ministra que dá trabalho

    O Poder Público desta semana é moderado por David Santiago, editor de Política, em substituição da directora-adjunta Sónia Sapage. Como não nos permitimos adiar reuniões devido a ausências, vamos concertar posições para um programa só com trabalhadores e sem patrões, o inverso do que aconteceu nesta quarta-feira no Ministério do Trabalho. Depois da gravação deste episódio, terá lugar o debate quinzenal em que se espera uma oposição em peso contra Luís Montenegro, que além de fazer o seu habitual papel de primeiro-ministro estará presente no Parlamento também na qualidade de ministro da Administração Interna. Entretanto, a esquerda à esquerda do PS juntou-se para tentar forçar o Governo a pagar 100% do salário dos trabalhadores em layoff em consequência dos vendavais. O Chega já disse que apoia, mas o PS, que também quer um layoff a 100%, não se decide por uma posição clara. Por outro lado, o líder socialista José Luís Carneiro avisou o primeiro-ministro, como noticiou o PÚBLICO, de que a paciência tem limites por não ver correspondida a sua disponibilidade para convergências. O que poderá José Luís Carneiro fazer se perder a paciência? Esta semana, escrevemos sobre os planos furados de Marcelo Rebelo de Sousa no ocaso em Belém. Queria “sair de levezinho” e sai em “intensidade elevada”. Será que o Presidente da República sentiu necessidade de dar colo ao Governo e ocupar espaços que considerou deixados vazios? Ainda por causa dos efeitos do mau tempo, fala-se cada vez mais num eventual orçamento rectificativo, ou suplementar, como Costa eufemisticamente lhe chamou na pandemia, e o Governo procura obter flexibilidade junto de Bruxelas porque não é possível pagar prejuízos imprevisíveis sem furar a nova regra de ouro da governança da zona euro – a despesa líquida primária. Será que o Governo vai ser obrigado a actualizar as contas de 2026 e terá margem de manobra junto de Bruxelas? O executivo queria ter-se reunido na quarta-feira com os parceiros sociais – categoria onde não coloca a CGTP –, mas a UGT faltou, lamentando a indisponibilidade da ministra Rosário Palma Ramalho para encontrar uma data consensual. A reunião acabou por não se realizar e foi convocado novo encontro para segunda-feira. A pergunta que nos fazemos é: que é que isto augura sobre o processo negocial em curso? Finalmente, o Presidente da República eleito já avisou que quer uma reforma laboral com acordo da UGT. Palma Ramalho e, sobretudo, Luís Montenegro parecem estar de mãos atadas e eventualmente terão de fazer cedências consideráveis para conseguirem que não fique tudo na mesma. O episódio só termina depois do momento Público & Notório.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  12. 393

    Um peixe fora de água no MAI e um Presidente discreto em Belém

    O Poder Público está de volta alguns dias passados sobre a eleição de António José Seguro como Presidente da República. Os resultados ainda não são finais, porque há 20 freguesias que adiaram a votação para o próximo domingo, mas já nada mudará a dimensão da vitória. Seguro ultrapassou os três milhões e 400 mil votos e Ventura obteve mais de 1,7 milhões. Neste episódio, olhamos para os resultados pela primeira vez e falamos sobre a vitória de António José Seguro e sobre o número muito expressivo de votos atingido por André Ventura. Será que 1,7 milhões é o seu limite ou o presidente do Chega pode ir mais longe em legislativas? E o resultado de Seguro, é seu e só seu? O que dizer das sondagens desta vez, acertaram? Passadas estas presidenciais, não se esperam mais eleições a nível nacional nos próximos três anos. E nesta fase, o país tem muito com que se preocupar. O mau tempo vai continuar a impactar o território nos próximos dias e o Governo já teve uma baixa: a ministra da Administração Interna apresentou a demissão, que foi aceite pelo primeiro-ministro. A demissão da ministra aconteceu depois de um artigo de opinião publicado nas páginas do nosso jornal onde Gouveia e Melo defendia que Maria Lúcia Amaral devia deixar o Governo. Coincidência? Por enquanto, Luís Montenegro assumiu a pasta da Administração Interna e foi para o terreno (ontem vimo-lo com o Presidente da República debaixo do mesmo guarda-chuva, o que trouxe à memória uma imaginem icónica do passado)— o que levou ao adiamento do debate quinzenal. Ganha tempo para uma remodelação de fôlego, se for essa a intenção, mas no imediato dá peso político ao ministério. Depois de um perfil tão académico, que perfil o primeiro-ministro devia procurar? O episódio só termina depois do momento Público & Notório.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  13. 392

    Tempestade: um Governo que chegou tarde, uma ministra sem noção e uma porta aberta ao populismo

    Faltam três dias para sabermos quem vai ser o próximo Presidente da República, apesar de as sondagens persistentemente apontarem António José Seguro como vencedor incontestado, por uma grande diferença. Serão três dias e muita chuva e mau tempo, como aconteceu na última semana, incluindo o dia de reflexão. Neste episódio, vamos dar algum tempo de antena ao mau tempo, avaliando a resposta do Governo e do Presidente da República à tempestade. Na entrevista que deu ao PÚBLICO e à Renascença, o ministro das Finanças defendeu nesta quinta-feira a sua colega da Administração Interna, dizendo que é uma “pessoa altamente prestigiada”, uma “académica respeitada” e que se empenhou a fundo. Mas as críticas à sua ausência nos momentos iniciais foram duras. O mau tempo acabou também por contaminar as campanhas de António José Seguro e de André Ventura, que foram ao distrito mais afectado pela tempestade Kristin, cada um no seu estilo. Na sondagem desta semana, a última antes das eleições. Seguro perdeu ligeiramente terreno para Ventura: desceu de 70% nas intenções de voto para 67 e Ventura subiu de 30 para 33. O ex-líder do PS é o que capta mais votos de eleitores que na primeira volta votaram noutros candidatos. Mas, segundo o relatório da sondagem, ainda há um número significativo de inquiridos que permanece indeciso ou diz que votará em branco ou nulo. Quem pode beneficiar disso? O episódio termina depois do Público & Notório.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  14. 391

    Seguro combate a desmobilização e, afinal, Ventura não quer as elites

    O Poder Público é um podcast em que conversamos sobre actualidade política. E a actualidade que interessa continuam a ser as presidenciais. Neste fim-de-semana muitos eleitores vão votar na segunda volta e já tiveram a oportunidade de conhecer uma sondagem sobre o assunto. Foi feita pelo centro de sondagens da Católica para o Público, a RTP e a Antena 1 e aponta para um resultado de 70% para António José Seguro e 30% para André Ventura. A confirmarem-se estes números, vamos ter António José Seguro como Presidente. O que significa que já podemos especular sobre a convivência entre Montenegro e Seguro. É um dos temas da conversa. Assim como o grande adversário de Seguro, que pode ser a desmobilização do seu eleitorado. Entretanto, a campanha voltou à estrada esta semana depois de os dois candidatos terem participado num frente-a-frente televisivo. Falamos sobre a prestação dos dois, num debate surpreendentemente calmo. E também dedicamos uns minutos a discutir os apoios dos candidatos. Há cada vez mais gente (de vários quadrantes políticos, do CDS ao Bloco de Esquerda) a assumir que vai votar em Seguro. Que fenómeno é este que pôs Seguro a passar de “poucochinho”, em 2014, a “incontornável”, em 2026? E o que mudou para o candidato do Chega ter começado por pedir o apoio da AD e da IL e agora dizer que quer é o povo? O episódio termina depois do momento Público & Notório.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  15. 390

    Presidenciais: a táctica de Montenegro, a estratégia de Ventura e o desafio de Seguro

    Estamos de volta com a resposta à pergunta que mais fizemos nos últimos tempos. Quem passa à segunda volta das presidenciais? Ditaram os portugueses que fosse António José Seguro e André Ventura, separados por mais de 400 mil votos. No pelotão do meio ficaram, por esta ordem, João Cotrim Figueiredo, com quase um milhão de votos; Gouveia e Melo, com quase 700 mil; e Marques Mendes com mais de 600 mil. Juntando-lhe mais 315 mil dos pequeninos, há dois milhões e meio de votos a disputar até ao dia 8 de Fevereiro. Com tantos votos em disputa, a vitória é possível para qualquer um dos candidatos e o nível da participação eleitoral terá uma palavra a dizer na definição do vencedor. Assim como os apoios e, desde a noite eleitoral, tem havido sucessivas manifestações públicas e alguns silêncios. Luís Montenegro escolheu não endossar os votos da AD, assim como a líder da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, ou o CDS. Entretanto, os candidatos já começaram a ensaiar a estratégia para a segunda volta e ainda ontem, Pedro Pinto, do Chega, pôs as coisas entre o candidato socialista e o que combate o socialismo. O desafio para Seguro é descolar do PS. A sua estratégia passar por ser o rosto da candidatura pela democracia liberal. Nos próximos dias e semanas vamos voltar a ter duas campanhas na rua, que é uma situação política que já não vivíamos há 40 anos. E nós estaremos por aqui pelo menos mais duas vezes antes das eleições. Até à próxima quinta-feira.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  16. 389

    A semana (mais) louca das presidenciais de 2026

    Este episódio do Poder Público foi gravado no penúltimo dia da campanha das presidenciais. Hoje é quinta-feira. Não vamos falar de outra coisa que não sejam estas eleições. André Ventura vai à frente nas sondagens e nas tracking poles. Gouveia e Melo, que começou na frente, está agora em quinto. É mais do que certo que haverá uma segunda volta. E o pelotão da frente tem um candidato improvável: Cotrim Figueiredo deu um salto de gigante durante a campanha, apesar de todos os constrangimentos, e apareceu em terceiro lugar no estudo de opinião divulgado na terça-feira pelo PÚBLICO, pela RTP e pela Antena 1. Na semana passada, Marques Mendes apelava ao voto útil e estava em crescendo. Esta semana, Cotrim Figueiredo escreveu uma carta ao primeiro-ministro a apelar à desistência de Marques Mendes. Como é que isto aconteceu? Como é que Cotrim se transformou num sempre em pé? E será mesmo um sempre em pé ou está já a evidenciar algum desgaste? Desde o início, sempre dissemos aqui que esta era uma corrida com figuras pouco entusiasmantes. Será isso que pode explicar a instabilidade das projecções? E tendo em conta eleições anteriores, é expectável que a abstenção suba ou diminua? Este episódio não é definitivo. Mas é o "estado da arte" na recta final da campanha. Quando voltarmos, para a semana, já teremos novidades sobre a segunda volta. Não deixem de acompanhar a nossa noite eleitoral. Este ano temos uma nova página de resultados, onde pode ver ao mesmo tempo os números e as notícias mais importantes e acompanhar o seu distrito, concelho ou freguesia sem esforço. Esperamos que no domingo vá a publico.pt para perceber melhor o que lhe dizemos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  17. 388

    Presidenciais: do esqueleto no armário ao sebastianismo bacoco

    Este é o primeiro Poder Público do ano que é também o primeiro durante a campanha das presidenciais. Vamos com cinco dias na estrada e temos visto uma grande oscilação nas sondagens. Começamos a conversa por aí. Estas não serão as presidenciais mais renhidas de sempre, sabemos o que aconteceu em 1986, mas nas sondagens, os candidatos têm trocado muito de lugares entre si. Gouveia e Melo começou na frente, depois foi ultrapassado por Marques Mendes e a tracking poll diária da CNN já deu Seguro em primeiro. Não é seguro apostar em quem passa à segunda volta, mas é um bom clima para as casas de apostas. De repente Francisco Sá Carneiro foi nomeado pelos candidatos da direita: Marques Mendes, Cotrim, Gouveia e Melo e Ventura. Cavaco Silva disse-se chocado com a tentativa de apropriação do legado político de Sá Carneiro por figuras que representam o oposto do seu projecto. Sá Carneiro será realmente um trunfo eleitoral, atendendo a que provavelmente um terço dos eleitores já nasceu após a sua morte? Na terça-feira, depois do debate a 11 na RTP, pareceu-nos a todos que Jorge Pinto insinuou que pode desistir a favor de Seguro. Disse exactamente o seguinte: "No que de mim depender, não será por mim que António José Seguro não será Presidente de Portugal." O que é que o candidato queria dizer com isto? Estes foram os temas e as questões que dominaram o episódio. No final, cada um dos participantes partilha o seu Público & Notório.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  18. 387

    As lições da Spinumviva e a derrota da AD na Lei da Nacionalidade

    Este será o último Poder Público de 2025 — não haverá episódios no dia de Natal nem a 31 de Dezembro. Vamos encerrar o ano com a prenda de Natal que o primeiro-ministro recebeu ontem, com o caso que está a perturbar a campanha de Luís Marques Mendes, com a gaffe do ministro da Educação e com o revés na Lei da Nacionalidade. Na quarta-feira foi encerrada a averiguação preventiva ao caso da empresa familiar do primeiro-ministro, a Spinumviva. Não foram encontradas práticas de ilícito criminal e, por isso, todos os procedimentos foram arquivados. Luís Montenegro decidiu fazer uma comunicação ao país de nove minutos na qual explicou que foram analisados extractos bancários e movimentos das contas dele, da mulher, dos filhos e da empresa, nomes de clientes, nomes de quem prestou serviços. Concluiu: “Exerci sempre a função de primeiro-ministro em regime de exclusividade e nunca fui avençado de ninguém”. Será que o caso está definitivamente encerrado? A oposição ainda tem por onde ir nas críticas a Montenegro? Quem foram os principais alvos da declaração do primeiro-ministro? Isto leva-nos para outra questão que também complicou, neste caso, a semana Luís Marques Mendes. Com a divulgação dos rendimentos do candidato presidencial que incluem 700 mil euros nos últimos dois anos na qualidade de consultor. Os adversários pediram a divulgação da lista dos clientes da empresa familiar através da qual este dinheiro foi recebido e Marques Mendes disse que divulgaria os nomes se tivesse autorização da parte dos clientes. De que modo pode interferir com a campanha do candidato que é o mais bem colocado para vir a ser Presidente à segunda volta? A conversa também se detém na declaração do ministro da Educação sobre os pobres e a utilização de serviço públicos. As palavras de Fernando Alexandre não foram propriamente as que esperássemos ouvir da boca e valeram-lhe várias e fortes críticas. Foi um dia mau? Explicou-se mal? Finalmente, que futuro para a Lei da Nacionalidade que, na segunda-feira, viu quatro normas serem chumbadas pela avaliação preventiva do Tribunal Constitucional? Atendendo aos prazos que é preciso cumprir, à pausa do Parlamento e às eleições de 18 de Janeiro e 8 de Fevereiro, ao que tudo indica, achas que ainda será Marcelo a pronunciar-se sobre a nova lei? Cada um dos participantes partilha, no final do episódio o seu Público & Notório.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  19. 386

    A greve que o Governo menospreza, Gouveia e Melo a submergir e o sempre em pé da política

    No rescaldo da greve geral, o episódio desta semana é quase todo dedicado ao tema. E temos uma convidada especial: a Raquel Martins, jornalista da secção de Economia que segue temas de trabalho. O Governo disse que a paralisação foi inexpressiva e que mais parecia uma greve parcial da Função Pública e os sindicatos acharam que foi a maior de sempre. A pergunta que se impõe é: cumpriu o seu objectivo? E será que a mudança de posição de André Ventura, que acabou a defendê-la depois de há um mês ter dito o contrário, pode ter implicações na Assembleia da República e no apoio que o Governo precisa para aprovar o pacote laboral? O Governo tem dito sempre que quer negociar, mas os sindicatos puseram em cima da mesa a possibilidade de marcar uma segunda greve geral. Que interpretação se pode fazer desta ameaça? Guardamos umas perguntas finais para as eleições presidenciais, que continuam a animar as nossas noites, e as sondagens mais recentes, que têm revelado algumas mudanças. Como deve interpretar-se o facto de Gouveia e Melo estar a descer nas sondagens e de André Ventura, por exemplo, estar a subir? Será um resultado da prestação dos debates? Os frente-a-frente estão a mudar a percepção que os portugueses têm dos candidatos? E a segunda volta, é cedo para dizer quem passa? O episódio só termina depois do habitual momento Público & Notório.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  20. 385

    O bloco da esquerda, uma ministra pouco diplomática e os debates presidenciais

    Na semana em que o Bloco de Esquerda se reuniu na XIV Convenção e mudou de líder, olhamos para o futuro dos bloquistas. Vamos ter um partido diferente, com José Manuel Pureza? No actual contexto, há caminho para o Bloco, ou o partido está mesmo numa situação de risco existencial? Estaremos perante uma liderança mais ou menos bicéfala, com Pureza como coordenador e Fabian Figueiredo como o rosto do partido no Parlamento? Chegados a meio da maratona de debates presidenciais, eis o pretexto para fazer um primeiro balanço dos frente-a-frente, numa altura em que António José Seguro já pede convergência à esquerda e os candidatos apoiados por PSD e PS ― Marques Mendes e Seguro ― já se enfrentaram​ . E olhar para aquele que vai ser um tema marcante da próxima semana, a greve geral convocada pela UGT e pela CGTP, a primeira greve geral desde há 13 anos, dias depois de a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, ter afirmado que "as pessoas estão cansadas de greves por razões políticas" e que "nenhuma das alterações em cima da mesa" tornará "os despedimentos mais fáceis”, duas frases que provocaram muitas reacções, nomeadamente das centrais sindicais. O episódio não termina sem o Público & Notório.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  21. 384

    Orçamento à medida do Governo, 25 de Novembro com pompa e sem gente

    Chegou o dia da votação final global do Orçamento. É um dia sem história desde que o PS anunciou a viabilização. O Governo não foi capaz de impedir que algumas medidas fossem aprovadas à sua revelia, mas conseguiu que as mudanças não alterassem significativamente os valores definidos pelo documento. Qual é a marca mais visível da oposição no OE para 2026? Apesar das alianças PS/Chega, o Governo sai do Parlamento com Orçamento pouco alterado. Quem zelou pela integridade do OE? Pedro Nuno Santos escreveu sobre os dez anos da “geringonça”, fazendo a apologia daquele Governo e a defesa do Estado, sem uma referência a António Costa. Afinal, quem fica para a história como o pai da “geringonça”? As cerimónias do 25 de Novembro decorreram nesta terça-feira e acabaram por ficar marcadas pelo episódio das flores que envolveu a esquerda e André Ventura. Esse episódio lateral contribuiu para a desvalorização a própria data que a direita tanto queria valorizar? Nas cerimónias, Ventura citou Ramalho Eanes a dizer: "Portugal enfrenta uma epidemia de corrupção. Abril prometeu limpar e não limpou". Mais tarde, repetiu a ideia no debate com Marques Mendes. Finalmente, José Manuel Pureza já apresentou a sua moção à convenção do BE. Uma das coisas que propõe organização tripartida (um coordenador, um deputado e uma secretária para “dialogar permanentemente com as estruturas locais”). Esta é a mudança que vai salvar o Bloco? O episódio não termina sem o momento Público & Notório.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  22. 383

    A incógnita Gouveia e Melo e a “via amarela” para imigrantes

    Começaram os debates das presidenciais e, até agora, assistimos a dois: André Ventura e António José Seguro, na segunda-feira, e Luís Marques Mendes e António Filipe, na terça. Nesta quinta-feira teremos o primeiro frente a frente de Gouveia e Melo, que se estreia a debater com Cotrim de Figueiredo. Ao todo são 28 debates que se estendem ao longo de seis semanas. A nossa conversa desta semana anda em torno destes debates — surpresas, incógnitas, estilos —, mas não só. Há outro tema que começará hoje a marcar a agenda: começou esta manhã o debate do Orçamento do Estado na especialidade. Por conta do fim-de-semana e do 25 de Novembro, as votações vão prolongar-se mais no tempo. A propósito da entrevista que o ministro Carlos Abreu Amorim deu ao PÚBLICO e à Renascença, admitindo que o Governo pode vir a “recalibrar” a chamada “via verde” para imigrantes falamos sobre a falta de mão-de-obra em Portugal, em sectores críticos. E para terminar dedicamos um momento ao 25 de Novembro que será assinalado no Parlamento, na terça-feira. O modelo foi decalcado da cerimónia do 25 de Abril, o que não agradou a todos. O PCP não vai participar e Marcelo Rebelo de Sousa disse que a parada militar, um dos pontos altos do dia, “é um regresso ao passado”. Será que vai correr tudo bem?See omnystudio.com/listener for privacy information.

  23. 382

    Gouveia e Melo atrapalhado, Seguro indefinido e a greve geral que pede diálogo social

    Esta semana não houve um tema forte a marcar a actualidade política, mas houve muitas coisas interessantes o suficiente para serem tratadas neste podcast. As centrais sindicais agendaram uma greve geral para 11 de Dezembro, Aguiar Branco solicitou um inquérito ao comportamento do deputado Filipe Melo no Parlamento, o nome de Mário Centeno foi avançado para vice-presidente do BCE e os candidatos presidenciais andaram a dizer muitas coisas na comunicação social. A conversa começa pela greve, lembrando que a última greve geral em Portugal ocorreu no tempo da troika, em 2013, numas circunstâncias bastante diferentes e numa conjuntura económica muito mais desfavorável. O deputado Hugo Soares queixou-se que só há greves gerais quando os governos são de centro-direita. Os dados mostram que é uma tendência, mas não é totalmente verdade, e Luís Montenegro defendeu que esta greve só serve os interesses do PS e do PCP. O Governo chamou a UGT para negociar — sem sucesso porque a central sindical não desistiu da paralisação. Segue-se o tema do deputado Filipe Melo, que na semana passada já foi assunto aqui pela sua atitude de mandar a deputada Vera Cruzeiro para a sua terra, mas também pelo silêncio de Aguiar Branco. Esta semana, o presidente do Parlamento pediu um inquérito ao deputado do Chega. Também esta semana, o jornal Politico, admitia que Mário Centeno é um nome forte para conseguir a nomeação para a vice-presidência do BCE. E o ministro das Finanças assumiu que vê esse cenário “com satisfação”. Finalmente, abordamos as presidenciais. Vários candidatos a Belém deram entrevistas esta semana, mas Gouveia e Melo excedeu-se e produziu várias declarações de tal forma que se atrapalhou a si próprio. O episódio só termina depois do Público & Notório.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  24. 381

    Os tarefeiros do caos, os recados de Cavaco e o ambiente tóxico na AR

    Semana após semana, há temas que se repetem no Poder Público. É quase como se tivessem um espaço garantido nesta conversa a quatro. Um desses assuntos é o estado do SNS e o futuro da ministra da saúde. Esta semana, voltou a haver notícias incontornáveis nesse campo. Desta vez, a história é que um grupo com mais de mil médicos tarefeiros (que são médicos que não estão nos quadros) está a preparar-se para paralisar as urgências do SNS durante três dias. O movimento nasceu nas redes sociais, comunica através do WhatsApp e protesta contra um diploma que vai baixar o baixar o valor/hora pago a estes profissionais. Esta ameaça dá-nos um vislumbre do caos em que o SNS pode estar envolvido nos próximos tempos. Se as urgências pararem três dias, haverá custos políticos? Cavaco Silva, homenageado esta semana em São Bento pelos 40 anos do seu primeiro Governo, escolheu uma remodelação como o pior momento com que teve de lidar — ao mesmo tempo em que falou na necessidade de os governos assumirem os seus erros. No seu discurso, houve elogios, mas também houve o que pareceu serem recados para Luís Montenegro. Alguns episódios pouco edificantes na Assembleia da República também são debatidos neste Poder Público. Um deputado do Chega atirou um “vai para a tua terra” a uma deputada. A deputada Rita Matias, também do Chega, chamou “asquerosa” a Inês de Sousa Real. E Aguiar-Branco manteve o silêncio e a postura de deixar falar para que cada um mostre aquilo de que é feito. A verdade é que o ambiente cada vez mais tóxico. Nem só de saúde, insultos ou homenagens vive a Política e estamos a caminhar depressa para a campanha das presidenciais, com entrevistas sucessivas, apoios aos diversos candidatos e sondagens que se desmentem umas às outras. António José Seguro tem ido algumas más notícias: Marta Temido não o apoia, Santos Silva e Ferro Rodrigues também não, e Manuel Pizarro dará o seu voto a Gouveia e Melo. Quem está a criar dificuldades ao candidato que tem o endosso do PS? E porquê? O PÚBLICO escreveu a primeira notícia a dar conta de que Portugal estava a dar ordem de expulsão a estudantes refugiados que tinham residência na Ucrânia quando começou a invasão da Rússia. Depois do primeiro texto, outras histórias se seguiram. Para não nos perdermos, fazemos o ponto de situação. O episódio só termina depois do Público & Notório.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  25. 380

    Um OE ultrapassado pela imigração e uma ministra fora do prazo de validade

    Bem-vindos à semana em que o Parlamento discutiu e aprovou o Orçamento do Estado para 2026 na generalidade. Não aconteceu nada de inesperado, uma vez que o PS já tinha dito que viabilizava o documento. Agora segue-se o período de apresentação de propostas de alteração. Todos os anos têm sido batidos recordes de participação… este ano pode não ser excepção, mas teremos de esperar para ver. No centro da proposta do Governo estão as promessas de alívio fiscal e o quarto excedente orçamental consecutivo, sustentado pelas contribuições da Segurança Social e por receitas extraordinárias. No outro tema da semana, mudamos a agulha para a questão da saúde. A manchete do PÚBLICO de ontem dizia que, numa reunião em Santarém, a direcção executiva deu ordem para que fossem feitos cortes nos hospitais. A notícia teve grande impacto e logo houve quem viesse dizer que não há cortes no SNS sem impacto nos doentes. José Luís Carneiro pediu ao primeiro-ministro que demitisse a ministra da Saúde. Luís Montenegro também falou sobre o assunto para rejeitar que tenha havido orientações para reduzir a despesa e diz que o que houve foram pedidos claros para que a gestão fosse optimizada.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  26. 379

    Balsemão e a liberdade, a “geringonça presidencial” que não vai existir e um governo de mansinho no OE

    No Poder Público de dia 23 Outubro 2025, homenageamos Francisco Pinto Balsemão que morreu há dois dias e que não só foi primeiro-ministro deste país como fundador do PSD e seu militante número um. Foi muitas outras coisas na vida, teve muitos cargos em variadíssimas associações, instituições, entidades, empresas, foi professor na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Nova. O currículo dele é muito rico e não vale a pena ser exaustivo porque falharia sempre algo importante. Mas há algo que ele não foi: Presidente da República. Num artigo de opinião escrito no PÚBLICO Rui Rio diz que ele devia ter sido e teria sido muito melhor do que outros. Entre as muitas coisas importantes que fez está também a fundação do semanário Expresso e da primeira televisão privada em Portugal: a SIC. Isso tornou-o num patrão do jornalismo, mas um patrão especial que personificava a ideia de liberdade de expressão. Entretanto, há uns dias, o líder do PS tomou finalmente a decisão de dar o apoio formal do partido ao candidato António José Seguro que, logo de seguida, numa entrevista, fez questão de dizer que é um candidato suprapartidário. No nosso jornal, Eurico Brilhantes Dias desafiou o candidato presidencial do PCP a desistir a favor de Seguro – historicamente, isto não seria uma desistência comum. O apoio do PS será um activo tóxico para Seguro ou um empurrão? O Parlamento aprovou recentemente na generalidade uma lei polémica que promete ficar para a história como a “lei da burqa”: nenhuma mulher poderá usar burqa, ou vestimentas que tapem o corpo todo, em espaços públicos em Portugal. A lei já fez correr rios de tinta, Luís Montenegro sentiu necessidade de explicar o que pensa o Governo e há juristas que a consideraram inconstitucional. Mas para sermos correctos, tudo pode acontecer até à votação final global em plenário. O orçamento que vai ser discutido e votado na generalidade na segunda e na terça da próxima semana. Sabemos que está tudo em aberto. Haverá verbas para negociação? A Lei da Nacionalidade tem andado aos avanços e aos recuos, as negociações arrastaram-se no tempo. Líder do Chega queria abdicar da possibilidade de perda de nacionalidade, o PSD apelou à “maturidade democrática” e a abstenção do PS manteve-se sempre em cima da mesa. Nesta quinta-feira soubemos que a indefinição vai manter-se por mais algum tempo. Não deixe de acompanhar os nossos podcasts em publico.pt, além de serem muito variados, há alguns que são mesmo para viciados.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  27. 378

    CDU orgulhosamente só e o apoio envergonhado do PS a Seguro

    Estamos, neste Poder Público, na ressaca de mais umas eleições autárquicas em que onde uns viram vitórias onde outros viram derrotas, no que vai há muito sendo um cliché da política nacional. Mas como nem só de poder local se falou nos últimos dias, olharemos também para as presidenciais e mais concretamente o apoio arrancado a ferros que António José Seguro vai receber do PS e ainda para a vichyssoise que o Presidente da República nos serviu esta semana.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  28. 377

    OE apresentado, Spinumviva abafada e Passos Coelho em campanha

    Estamos na recta final da campanha para as eleições autárquicas, mas a entrega antecipada do Orçamento do Estado tornou-se um tema mais premente. Pela primeira vez em muitos anos (se é que não é inédito), o orçamento foi entregue antes da data prevista. Haverá uma leitura política deste facto? É uma coincidência ou é para fugir ao caso Spinumviva? Recentemente, surgiram notícias sobre informação em falta no inquérito Spinumviva. E o próprio primeiro-ministro, que se mostrou “revoltado” com o timing das notícias, falou até em “pouca vergonha”. A verdade é que a antecipação surgiu mesmo apesar de o Presidente da República ter pedido que não se usasse o orçamento para tirar benefícios eleitorais. A esta curta distância, a campanha acaba nesta sexta-feira, antevê-se uma noite eleitoral animada, como aconteceu há quatro anos, em que houve algumas surpresas e infelizmente tivemos de fechar o jornal antes de os resultados oficiais saírem. Desta vez, volta a haver concelhos onde a disputa está animada. Nos últimos dias publicámos duas sondagens que dão resultados muito próximos nas duas principais autarquias: em Lisboa há um empate técnico, com a socialista Alexandra Leitão ligeiramente à frente do social-democrata Carlos Moedas, actual presidente; e no no Porto Pedro Duarte, do PSD, também tem uma ligeira vantagem sobre Manuel Pizarro, do PS. As vantagens são tão ligeiras que ainda tudo pode acontecer. Na próxima quinta temos outro tema quente para debater: os resultados das autárquicas de 12 de Outubro.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  29. 376

    A explícita aliança PSD/Chega e a imoderação do Governo na habitação

    No episódio desta semana do podcast Poder Público, os jornalistas David Santiago, Susete Francisco, São José Almeida e Filipe Santa-Bárbara analisam as principais polémicas políticas da semana: da definição do Governo de valores “moderados” para compra e arrendamento de casa à aprovação da nova lei dos estrangeiros com o apoio decisivo do Chega. O debate começa com a habitação, depois de o Executivo ter fixado em 648 mil euros o limite de “preço moderado” para aquisição e em 2.300 euros o tecto para rendas.  O segundo tema em destaque é a aprovação da lei de estrangeiros. Apesar da narrativa do Governo, o consenso acabou por ser firmado com o Chega – algo que Luís Montenegro considerou uma questão lateral.  O episódio termina com uma análise ao arranque da campanha autárquica, marcada por empates técnicos nas sondagens em Lisboa e Porto, e pelo debate sobre os factores que poderão decidir quem sai vencedor nas duas maiores cidades do país. O Poder Público regressa na próxima semana com novo episódio, em plena recta final da campanha eleitoral.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  30. 375

    Governo entalado na Lei de Estrangeiros e a saúde de uma ministra à espera de Marcelo

    Contas públicas, os efeitos do livro de Miguel Carvalho sobre o Chega desde a sua fundação até hoje, o reconhecimento do Estado da Palestina por Portugal e também o primeiro debate quinzenal da legislatura que aconteceu na quarta-feira no Parlamento são os temas do episódio do Poder Público desta semana. Esta semana soubemos pelo INE que o primeiro semestre deste ano registou um excedente de 1% do PIB e que as previsões apontam para que no final de 2025 a economia portuguesa continua a crescer pelo terceiro ano consecutivo. Neste caso, o crescimento esperado ronda os 0,3%. Porém, no próximo ano, o Conselho de Finanças Públicas aponta já o caminho do défice na ordem dos 0,6%. Que impacto podem ter estas previsões no Orçamento que agora se está a construir? No Parlamento, Luís Montenegro projectou que o Governo português vai conseguir “vencer as previsões negativas” na economia nos próximos anos. Mas será que basta desejá-lo para que isso aconteça? No fim-de-semana foi apresentado em Lisboa, na Casa do Comum, um livro de mais de 700 páginas sobre o nascimento e o desenvolvimento do Chega e de André Ventura escrito pelo jornalista Miguel Carvalho, que trabalhou muitos anos na revista Visão.Talvez nem 24 horas depois, o polémico deputado Gabriel Mithá Ribeiro, que foi vice-presidente do partido e é candidato à Câmara do Pombal, renunciou ao mandato parlamentar sem qualquer explicação. Curiosidade: Mithá Ribeiro deu o seu testemunho para esse livro. Como diria Margarida Rebelo Pinto: "Não há coincidências." O Governo português reconheceu no domingo o Estado da Palestina, numa decisão muito aplaudida por uns, mas não por todos. Oex-dirigente e antigo deputado do CDS Raul Almeida deixou o partido ao fim de 40 anos por se opor a esta decisão. "É de uma hipocrisia e amoralidade sem limites" por parte de um partido "democrata-cristão e humanista", disse. Este é outro tema sobre o qual falamos no podcast. O Governo entregou no Parlamento uma alteração à Lei de Estrangeiros para responder às normas chumbadas pelo Tribunal Constitucional. E Marcelo Rebelo de Sousa já deu a entender que deixará passar o diploma, resta saber quem o vai aprovar na AR. Finalmente, está a esgotar-se o prazo que o Presidente da República impôs a si próprio para fazer a avaliação da ministra da Saúde. Quanto tempo a ministra vai ficar à espera de Marcelo? Na próxima semana já estaremos em plena campanha autárquica.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  31. 374

    A vitória de João Ferreira, uma espécie de venturodependência e o adulto na sala do OE

    O Poder Público, o podcast que põe a equipa de Política do jornal PÚBLICO a discutir os temas mais importantes da semana, está de volta depois de uma pausa que coincidiu com as férias parlamentares e a silly season. As próximas semanas serão politicamente intensas. Falta menos de um mês para as eleições autárquicas e ainda menos para o Orçamento do Estado, e as presidenciais de 2026 continuam a aquecer. Na segunda-feira aconteceu o debate a quatro sobre os problemas e as soluções para Lisboa. João Ferreira, da CDU, saiu-se bem, demonstrando que o historial e o conhecimento que tem da cidade lhe dão alguma consistência. Mas também houve surpresas. Nos últimos dias, Marcelo Rebelo de Sousa apontou a data das presidenciais para 18 de Janeiro, numa tentativa de evitar que a segunda volta, a existir, aconteça no Carnaval. A novidade mais recente, nesta matéria, foi o anúncio da candidatura de André Ventura, que era uma espécie de segredo mal guardado. Mas até onde pode ir Ventura? E até onde é politicamente conveniente? No final do episódio guardámos uns minutos para o tema do Orçamento do Estado, que será entregue a 10 de Outubro, dois dias antes das autárquicas. O Governo convocou os diferentes partidos para reuniões preparatórias. E hoje, ao PÚBLICO, o ministro Leitão Amaro repete que o Governo não tem um parceiro preferencial? Será mesmo assim? Quem vai ter de desempenhar o papel de adulto na sala? O episódio só termina após o momento Público & Notório e volta para a semana, sem interrupções.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  32. 373

    Montenegro a planar para a direita no estádio da nação

    Excepcionalmente à sexta-feira, para podermos debater o ontem debatido estado da nação, este episódio do Poder Público será também o último desta sessão, digamos assim, legislativa, já que tal como o Parlamento iremos parar para só regressar em Setembro. Não queremos fanfarronar sobre férias, mas antes planar um pouco sobre o debate desta quinta-feira e notar que aquilo que me pareceu foi que mais do que tratar o estado da nação nas diversas áreas sociais e económicas, esteve em causa o “estádio da nação” no sentido da evolução que as legislativas de 18 de Maio promoveram no sistema partidário. O Poder Público regressa em Setembro depois da habitual pausa de verão.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  33. 372

    O regresso de Sócrates, o “animal feroz”, e lei da nacionalidade “feita com os pés”

    O episódio desta quinta-feira não tinha na agenda o anúncio de venda de parte da TAP, mas não evita o assunto. Luís Montenegro fez saber que sairia do Conselho de Ministros ao meio-dia para fazer uma declaração e acabou por anunciar a reprivatização de 49,9% da TAP. Também disse que acredita que vai haver muitos interessados e que haverá detalhes mais tarde. Uma das questões que se nos colocou foi: o que é que isto pode significar no futuro? Não nos adiantámos muito no tema, porque haverá mais pormenores sobre a operação depois desta gravação. Na próxima semana realiza-se o debate do estado da nação, o que fará com que o episódio do Poder Público seja apenas libertado na sexta-feira para já reflectir este importante momento parlamentar. Nesta altura já sabemos que alguns temas vão ficar pelo caminho por causa das férias e um deles é a Lei da Nacionalidade. Neste episódio falamos sobre isso e sobre o papel que os vários partidos tiveram (e estão a ter nos temas ligados à imigração e aos estrangeiros). Nos últimos dias assistimos ao regresso do "animal feroz", cognome que muitas vezes foi dado a José Sócrates (até pelo próprio). Sócrates não regressou à política, mas pela atitude desafiadora que tem tido em tribunal, parece pensar que regressou ao poder. O episódio não termina sem o nosso momento Público & Notório.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  34. 371

    Egos e inimizades nas presidenciais e a guerra entre Montenegro e a Transparência

    Este é o Poder Público de 3 de Julho e a conversa vai andar muito em torno de presidenciais, saídas para o PS, votações do Parlamento e Spinumviva. Nos últimos dias a corrida a Belém conheceu mais dois capítulos: 1) Augusto Santos Silva comunicou que não será candidato e 2) o major general Isidro Morais Pereira (um habitué nos comentários televisivos) admitiu que pode vir a concorrer a Belém. Ao sair da corrida, Santos Silva disse que espera “uma candidatura independente mas agregadora”, uma declaração que pode ser interpretada de vários ângulos diferentes. Vamos falar sobre isso. Mas vamos tentar também perceber qual será o melhor caminho para José Luís Carneiro, o novo líder do PS eleito com mais de 90% dos votos. Além de presidenciais e de PS, antecipamos um dia que vai ser muito importante na Assembleia da República: amanhã será provavelmente o dia em que o PSD vai fazer a sua primeira aliança significativa com o Chega, neste caso em matérias relacionadas com imigração. Será mesmo assim? O Governo ainda está a ter reuniões com vários partidos sobre este assunto, mas o PS já fechou a porta a entendimentos caso a lei se mantenha como está o que significa que pode só restar uma aproximação a André Ventura (que também impôs condições). É o que se verá amanhã. Ainda esta semana, o caso Spinumviva parece ter voltado à vida e não foi por iniciativa de nenhum partido. Desta vez foi a Entidade para a Transparência que fez saber que o primeiro-ministro se opôs à consulta da sua declaração de rendimentos ou pelo menos de parte dela: a verdade há-de estar no meio das duas versões dos factos. O certo é que se deu uma troca de argumentos muito pouco habitual entre estes dois órgãos. Será que o caso da empresa familiar de Montenegro ainda chamusca um primeiro-ministro que já foi a eleições com este caso no encalce, que venceu essas eleições em que o PS passou para o lugar de terceiro partido mais votado e que continua a recusar dar acesso à lista de clientes? Não terminamos o episódio sem o momento Público & Notório.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  35. 370

    Defesa e imigração: da contabilidade criativa ao Alfa e Ómega do país

    O Poder Público é o espaço semanal de troca de ideias sobre política sob a forma de um podcast. Desta vez, e como o episódio foi gravado um dia depois da entrevista de Luís Montenegro à RTP, esse é um tema que ocupou bastante tempo de conversa. As novidades em matéria de IRS eram definitivamente a mensagem mais clara que o primeiro-ministro queria passar, mas houve outros temas e incógnitas: como aumentar os gastos em defesa; quem será parceiro preferencial do Governo e que nova reforma do Estado é esta que nos é agora prometida. Todos esses temas vieram à conversa, assim como, a situação do PS, que está prestes a ter uma eleição interna para escolher o novo líder: e só há um candidato que é José Luís Carneiro. Temos pela frente mais de um mês de Poder Público, uma vez que o podcast costuma interromper durante as férias do Parlamento, antes do final de Julho. Por enquanto, ainda volta para a semana. O final do episódio tem, como sempre, o momento Público & Notório.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  36. 369

    A reforma do Estado como chapéu e o silêncio ensurdecedor de Montenegro

    Na semana em que o Governo tomou posse e José Luís Carneiro oficializou a candidatura à liderança do PS, o Poder Público explora as pistas deixadas ― ou não ― por Luís Montenegro, os avisos de Marcelo Rebelo de Sousa e o PS que aí vem. Um episódio com passagem pelo 10 de Junho, pelas celebrações e não só, num dia que acabou marcado pelos insultos dirigidos ao imã de Lisboa e pelas agressões ao actor Adérito Lopes, por um grupo de neonazis. A política e o ambiente político estão a contribuir para que episódios desta natureza se repitam? É uma derrota para Marcelo, que muito alertou para os populismos e extremismos, sair neste contexto político e social? Porquê o silêncio do primeiro-ministro, a quem não se ouviu ainda uma condenação? E do candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo, que preferiu destacar um “momento de união”? O final do episódio tem, como sempre, o momento Público & Notório.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  37. 368

    Montenegro dá voto de confiança aos ministros e Gouveia e Melo não quer ser Marcelo

    Este Poder Público foi gravado no rescaldo do anúncio dos nomes do novo Governo, mas apenas dos ministros — os secretários de Estado serão revelados durante a tarde desta quinta-feira, antes da tomada de posse, marcada para as 18h. Será mesmo um novo Governo? Que balanço fazemos? Que sinais políticos foram dados? Este é o prato principal deste episódio que também acabará por dedicar algum tempo de conversa às presidenciais cuja data se pensava já estar fechada, 25 de Janeiro, mas que pode ser antecipada para dia 18, como disse Marcelo Rebelo de Sousa na inauguração da Feira do Livro de Lisboa. É mais uma das várias incógnitas neste dossiê. No capítulo das presidenciais, a entrevista de Gouveia e Melo e o seu mandatário nacional (Rui Rio), o anúncio de António José Seguro de que em breve apresentará a sua candidatura e as incógnitas António Vitorino, Augusto Santos Silva e Sampaio da Nóvoa são os temas comentados. O episódio acaba com o momento Público & Notório, mas lembre-se: foi gravado antes de sabermos os nomes dos secretários de Estado do Governo.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  38. 367

    Ventura a liderar a oposição e a estreia do PS no terceiro lugar. Habituem-se!

    O Poder Público de 29 de Maio marca o regresso de São José Almeida, ausente nas últimas semanas. Quisemos pô-la a falar sobre as eleições e os resultados, uma vez que, tendo assistido a tudo do lado de fora da redacção, mudou a perspectiva. Neste episódio tentámos falar mais sobre o futuro do que sobre o passado. O PS vai ter um novo líder que terá de tomar decisões sobre autárquicas e presidenciais e vem aí um André Ventura vitaminado. É uma nova ordem política sobre a qual nos detivemos longos minutos. Acabámos para conversar também sobre os votos da emigração porque só nesta quarta-feira foi conhecida a distribuição dos quatro deputados, que Chega e AD dividiram entre si à razão de dois para cada. Sem fazermos apostas, tentámos perceber se haverá muitos remodelados no próximo Governo de Luís Montenegro e acabámos a concordar que não. Só há uma certa: Pedro Duarte, até agora ministro, será candidato à Câmara do Porto.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  39. 366

    A travessia no deserto do PS e os dilemas do PSD

    Este é o primeiro episódio do Poder Público pós-eleições. A AD ganhou, o Chega pode muito bem ficar em segundo lugar em número de deputados e o PS teve um resultado tão mais baixo do que o esperado que Pedro Nuno Santos acabou por demitiu-se logo na noite eleitoral. Temos os ingredientes todos para uma boa conversa sobre política. O dia 18 de Maio de 2025 foi o dia da morte política de Pedro Nuno Santos? Poderá regressar depois de uma travessia no deserto? O PS tem de se preparar para estar muito tempo na oposição como diz António Mendonça Mendes? A corrida à liderança do PS vai ser solitária? E a revisão constitucional, será que vai haver surpresas ao longo do processo? Estas e algumas perguntas deram consistência ao episódio desta quinta-feira, que teve a participação especial do director, David Pontes.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  40. 365

    Gouveia e Melo mete água e nós fazemos apostas eleitorais

    Faltam três dias para as eleições, dois dias para o dia de reflexão e um dia para o fim da campanha. Ainda assim, a semana não foi marcada só por questões relacionadas com as legislativas. O episódio de hoje é dividido em duas partes: a primeira será dedicada a comentar o tema Gouveia e Melo candidato e a segunda consiste numa lista de perguntas de resposta rápida com previsões sobre os resultados das eleições.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  41. 364

    Os conselhos de Passos, as prioridades da esquerda e o SIRESP que mordeu o cão

    Estamos exactamente a 10 dias das eleições legislativas e o nosso objectivo para o programa deste 8 de Maio é tentar fazer um primeiro balanço da campanha, incluindo sondagens e dos debates que nos têm entretido até aqui. Vamos comentar o impacto da estratégia eleitoral da AD (conquistar espaço à direita com a expulsão de imigrantes, reconciliar-se com os pensionistas e crescer ao centro, ir buscar os antigos líderes para acarinhar o seu eleitorado mais fiel); os apelos do PS ao voto útil; e as hipóteses reais de a Iniciativa Liberal vir a integrar um Governo. Também retomamos o acontecimento da semana passada — o apagão que deixou Portugal, Espanha e uma parte França sem electricidade — para avaliar quem tirou mais proveitos políticos do "incidente" e o que correu melhor e pior, passando, obviamente, pelos problemas que o sistema de comunicações de emergência, o SIRESP, revelou novamente. O final do episódio tem, como sempre, o momento ao Público & Notório. Uma nota: em breve o PÚBLICO terá uma nova sondagem sobre intenções de voto, prestações nos debates e condições de governabilidade.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  42. 363

    A lei da eutanásia ferida de morte e os três D das eleições

    Neste episódio moderado por Sónia Sapage, com as participações de Susete Francisco, Maria Lopes e David Santiago, o último revés da lei da eutanásia é o prato principal, mas não o único. A discussão sobre suicídio assistido mantém-se na praça pública há 30 anos e o impasse ainda não foi ultrapassado. Esta semana, o Tribunal Constitucional declarou três artigos da lei inconstitucionais, ferindo de morte um diploma que estava há quatro anos à espera de regulamentação. Será que Marcelo ainda vai ter de se pronunciar outra vez sobre a matéria? Tudo depende do Parlamento que sair das eleições de 18 de Maio. Ao contrário do que tem sido habitual noutras fases pré-eleitorais, a discussão sobre defesa nacional e gastos com a defesa ganhou um lugar de destaque na discussão pública este ano e chegámos ao ponto de a AD ter activado uma cláusula, junto de Bruxelas, para que os gastos em defesa não contem para o défice com o acordo prévio do PS. O debate em torno deste tema leva-nos à conclusão de que há três D muito importantes neste acto eleitoral: a defesa, o défice e a dívida. O deslize de Pedro Nuno Santos sobre o futuro da comissão de inquérito à Spinumviva, a empresa familiar de Montenegro, e a denúncia anónima que levou o Ministério Público a voltar à carga com uma averiguação ao negócio das casas do líder do PS são mais dos temas deste episódio. Como é que o Ministério Público vai conseguir livrar-se das acusações de que está a tentar influenciar o momento eleitoral? O final do episódio tem, como sempre, o momento ao Público & Notório. Na próxima semana, o Poder Público fará uma pausa forçada pelo feriado do primeiro de Maio. Fica apenas um aviso: na segunda-feira que vem, dia 28, realiza-se o debate televisivo entre Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos e o PÚBLICO terá também uma sondagem feita pelo CESOP. É um bom motivo para se ir mantendo atento ao nosso site e ao nosso jornal.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  43. 362

    O menos descarado, os mais averiguados e os debates sem programa

    São muitos os temas para averiguar neste episódio de Poder Público. Começamos por analisar os programas eleitorais de AD e PS, que prometem muito dar e distribuir, e nada antecipam dos efeitos da guerra comercial que hão-de vir; olhamos para o mecanismo anticorrupção que só foi promulgado porque mais desgovernamentalizado do que a governamentalização inicial permitia antecipar, passando por um Ministério Público armado em ERC para garantir que, se investiga sociais-democratas, também o faz a socialistas. Em matéria de debates, já vimos mais de metade dos frente a frente nas televisões. É certo que falta ainda o mais esperado, entre Luís Montenegro (AD) e Pedro Nuno Santos (PS), mas analisamos os destaques positivos e negativos dos debates. Neste momento, com o programa eleitoral da AD apresentado, já é possível compará-lo com o do Partido Socialista. O que aproxima e separa os programas da AD e do PS? E são realistas as previsões que constam nos programas, sobretudo em matéria de contas públicas? No debate com Rui Rocha (IL), Luís Montenegro falou numa “montenegrização” dos restantes líderes partidários, por considerar que se estão a aproximar das medidas do Governo AD, desde logo na imigração. O termo vingou no léxico político pré-eleitoral e tem sido tema de debates e artigos de opinião. O Presidente da República promulgou a remodelação do Menac – Mecanismo Nacional Anticorrupção, com uma série de recados, deixando claro que só o fez porque o Governo abdicou da prerrogativa de nomear os dirigentes da entidade, que, ainda assim, Marcelo Rebelo de Sousa considera excessivamente governamentalizada. É também notícia que a Procuradoria-Geral da República está a averiguar preventivamente Pedro Nuno Santos. Faz sentido que este facto tenha sido tornado público? O episódio conta, como sempre, no final, com o momento ao Público & Notório.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  44. 361

    As contas certas, as contas das tarifas de Trump e as “contas à vida” do voto útil

    Esta semana os líderes partidários começaram a participar nos debates televisivos que nos hão-de acompanhar até aos primeiros dias da campanha e até este momento já se realizaram cinco – são mais de 30 ao todo. Como é habitual, os debates começaram sem se conhecerem todos os programas eleitorais – ainda só o PS é que entregou o seu. O programa socialista tem um cenário macroeconómico que Pedro Nuno Santos definiu como prudente, porque põe a Economia a crescer 2% ao ano, com um défice de 0,4% em 2026. Neste episódio descortinamos a importância destas projecções e falamos um pouco sobre o estado da economia agora e quando Trump impuser realmente as suas tarifas. Na sequência do Conselho de Ministros desta quinta-feira (marcado para a hora desta gravação) o Governo apresentou entretanto algumas medidas para responder ou apoiar as empresas face à subida das taxas alfandegárias que, por agora, estão suspensas durante 90 dias. Em matéria de debates, analisamos o apelo de Pedro Nuno Santos (PS) ao voto útil, feito no final do frente-a-frente com Mariana Mortágua (BE), e a prestação de Paulo Raimundo (CDU), que melhorou desde a polémica entrevista feita por José Rodrigues dos Santos. Terminamos com um tema distinto. A Comissão Nacional de Eleições respondeu às queixas sobre os cartazes do Chega que assinalam “50 anos de corrupção” e que põem o actual primeiro-ministro ao lado de José Sócrates. E a CNE considera que "em sede de propaganda vigora o princípio da liberdade” e que os partidos têm "o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio". Vale tudo em propaganda? O final do episódio tem, como sempre, o momento ao Público & Notório.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  45. 360

    As pistas das sondagens, um Conselho de Ministros com claque e os duelos eleitorais

    No Poder Público desta semana, vamos deter-nos num tema que normalmente gera grande interesse aos nossos leitores: as sondagens eleitorais. Todos sabemos que as sondagens são uma fotografia do momento, mas a mera possibilidade de nos darem um vislumbre de futuro faz com que seja difícil de resistir a uma notícia sobre previsões, sobretudo quando nos parece dar alguma clareza em relação a um possível resultado eleitoral. Nem todas as que têm sido publicadas mostram intenções de voto exactamente iguais. Há dois dias alguns jornais divulgaram uma que punha o PSD e o CDS vários pontos à frente do PS e na quarta-feira à noite o PÚBLICO, a RTP e a Antena 1 avançaram com outra que mantém o cenário do empate técnico. Neste episódio, analisamos as pistas das sondagens e os efeitos que elas podem ter no dia das eleições. Há sempre coisas que as sondagens não nos contam e é por isso que muitas vezes os resultados acabam por ser surpreendentes. Falamos também sobre a queixa-crime que levou a PJ a fazer buscas nas instalações da Câmara de Cascais por causa de obras na quinta dos Inglesinhos, mas em concretos dedicamo-nos a explorar a moda de os casos de justiça entrarem pelas campanhas adentro. O Governo assinalou entretanto o primeiro ano de governação no Mercado do Bolhão, e o PSD-Porto convocou uma série de militantes para irem dar conforto aos ministros. Depois, o Governo em peso andou pela Rua de Santa Catarina, onde são feitas muitas arruadas durante as campanhas. O acto propagandístico originou pelo menos uma queixa à CNE, que se há-de debruçar sobre o assunto. Finalmente, falamos sobre as listas dos principais partidos, que já foram apresentadas, e sobre os principais embates. O final do episódio tem, como sempre, o momento ao Público & Notório.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  46. 359

    O caminho das pedras de Pedro Nuno Santos e a fuga de Luís Montenegro aos debates

    A primeira das quatro eleições dos próximos meses já passou: só nos faltam as legislativas, as autárquicas e as presidenciais. No último domingo desfez-se a primeira das incógnitas: Miguel Albuquerque voltou a ganhar, mas não ganhou apenas, também obteve a sua maior votação de sempre e com o deputado eleito pelo CDS conseguiu a maioria absoluta. Falamos sobre as surpresas e as confirmações deste acto eleitoral, mas também do futuro de Paulo Cafôfo, líder do PS. Mas nem só de Madeira viveu a semana política. Esta semana conhecemos os cabeças de lista da AD às legislativas e dias antes soubemos, por exemplo, que o deputado Bernardo Blanco, uma estrela em ascensão da Iniciativa Liberal, não vai entrar nas listas do partido. Sendo alguém que entrava bem no eleitorado jovem e podia trazer alguns votos, exploramos o que pode estar na origem desta decisão. Hoje o PÚBLICO traz uma entrevista feita a meias com a Renascença a Alexandra Leitão. A candidata do PS à Câmara de Lisboa fala do seu futuro e deixa claro que não se diminui, não se afasta e não se apouca. Também comentamos o assunto e o eventual impacto dos resultados das legislativas para a liderança do PS. Finalmente, falamos sobre a sugestão do primeiro-ministro de ser Nuno Melo, presidente do CDS, a participar nos debates da AD com o Bloco, o Livre e o PAN; sobre o facto de Luís Montenegro se ter queixado à justiça de uns cartazes do Chega que o colocam junto a Sócrates e sob a palavra corrupção; e sobre os conselhos de alguns socialistas para que Pedro Nuno Santos não centre a sua mensagem de campanha no caso Spinumviva. O final do episódio tem, como sempre, o momento ao Público & Notório.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  47. 358

    As sondagens divergentes na Madeira, o apelido que conta e a ética da campanha

    Estamos de volta para mais uma semana e mais uma conversa sobre política. Esta quinta-feira é o dia em que o Parlamento é formalmente dissolvido e pela frente temos uma campanha eleitoral em contra-relógio, durante dois meses. A intensidade política diminuiu bastante nos últimos dias, o que faz pressentir que as máquinas partidárias deram um passo atrás para em breve darem dois à frente. Mas antes das legislativas que ninguém esperava, ainda vamos ter eleições na Madeira, no domingo; vamos ter a discussão sobre o relatório da comissão parlamentar ao caso das gémeas, no dia 2; e a celebração dos 51 anos do 25 de Abril. Tudo temas sobre os quais falamos hoje. O final do episódio tem, como sempre, o momento ao Público & Notório.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  48. 357

    O enredo, os actores e os bastidores do filme político da semana

    Esta semana, a conversa no Poder Público dura 45 minutos, mas assim o exigiu a crise política em que o país está mergulhado. É difícil dizer qual foi o ponto alto da semana até agora, mas seguramente o debate da noção de confiança foi um deles. A moção chumbou graças aos votos contra de todos os partidos menos do PSD, do CDS e da IL. O debate foi longo, durou quatro horas, teve uma interrupção de uma hora para negociações que não foram dar a lado nenhum, e acabou com o que já sabia há praticamente uma semana: a queda do governo de Luís Montenegro. Estamos agora na fase em que o Presidente da República está prestes a marcar eleições para 11 de Maio. Entretanto, o impacto da crise já se faz sentir em declarações de alguns políticos: Pedro Nuno Santos disse que o que aconteceu no Parlamento foi uma vergonha, Rui Rio disse que o poder político está cada vez mais fraco e desacreditado, Aguiar Branco considerou que Pedro Nuno Santos fez pior à democracia em seis dias do que André Ventura em seis anos. O clima está crispado… Será que o cenário de eleições antecipadas podia ter sido evitado? Quem queria ir a votos? Será que Montenegro está em condições de concorrer ao cargo de primeiro-ministro e de vencer as eleições? Que pistas já foram dadas pelos partidos sobre o tipo de campanha que vamos ter? E quem corre mais riscos com estas eleições? A conversa desta semana anda em torno das questões que vão marcar os meses intensos que temos pela frente. Com as quatro eleições que temos até Janeiro — regionais na Madeira, legislativas, autárquicas e presidenciais — não vai faltar assunto para debate.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  49. 356

    Eleições em contra-relógio e a estratégia de Montenegro no verso da folha

    Há uma semana, quando foi gravado o episódio do Poder Público, o primeiro-ministro tinha sobrevivido a uma moção de censura e ainda ia resistindo a notícias na imprensa sobre a ligação dos negócios da sua família à lei dos solos. Hoje, sobreviveu a uma nova moção de censura, mas já há eleições apontadas para meados de Maio. Tudo mudou na sexta-feira, depois de o Expresso ter noticiado que a empresa que Luís Montenegro passou para as mãos da mulher e dos filhos continuou a receber uma avença de 4500 euros depois de ele se ter tornado primeiro-ministro. Desde essa notícia, o caso foi em crescendo, obrigou o primeiro-ministro a falar ao país, no fim-de-semana o PCP apresentou uma moção de censura e os deputados juntaram-se no Parlamento para a votar e discutir. Foi chumbada. Luís Montenegro disse que não acumulou “coisa nenhuma” e que não é nem foi “avençado de ninguém”, mas acabou a anunciar uma moção de confiança que vai chumbar, se PS e Chega mantiverem as intenções de voto. A seguir ao debate da moção, o Presidente da República deixou muito claro o que fará e os timings em que o fará, apontando eleições para a semana entre 11 e 18 de Maio. Havia outro caminho?See omnystudio.com/listener for privacy information.

  50. 355

    O candidato providencial e o strip-tease não integral de Montenegro

    A última semana acabou com o primeiro-ministro a dar explicações ao Parlamento sobre os negócios familiares que antecederam a sua entrada no Governo. Desde que o caso da imobiliária Spinumviva veio a público, seguiram-se outros casos e casinhos no executivo – Pedro Nuno Santos chamou-lhes “casas e casinhas” – que causaram desconforto ao primeiro-ministro. Desconforto com os seus ministros? Não! Desconforto com os “ataques estranhos” de supostos “interesses ocultos” dos quais Montenegro falou lateralmente no debate da moção de censura e dos quais fontes próximas do primeiro-ministro deram conta no Observador, em off. Hoje voltamos a um tema que se tem tornado recorrente: o longo caminho até às presidenciais que teimam em não sair da agenda. Por estes dias, António Vitorino participou no congresso da SEDES Jovens, assim como outros presidenciáveis. Marques Mendes, Mariana Leitão, António José Seguro e Gouveia e Melo também estiveram lá. Foi uma espécie de lançamento da campanha eleitoral. Finalmente, dedicamos alguns minutos ao artigo de opinião de Gouveia e Melo na revista do Expresso que foi uma espécie de carta de apresentação aos portugueses. Voltamos na próxima quinta-feira, que é o dia a seguir à festa do nosso 35.º aniversário. Vamos ter uma grande conferência sobre a língua, o tema do nosso aniversário, e uma edição especial conduzida pelo humorista Gregório Duvivier que este ano é o nosso director por um dia. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Type above to search every episode's transcript for a word or phrase. Matches are scoped to this podcast.

Searching…

We're indexing this podcast's transcripts for the first time — this can take a minute or two. We'll show results as soon as they're ready.

No matches for "" in this podcast's transcripts.

Showing of matches

No topics indexed yet for this podcast.

Loading reviews...

ABOUT THIS SHOW

A semana política em debate pela secção de política do PÚBLICO.

HOSTED BY

Público

Produced by PÚBLICO

CATEGORIES

URL copied to clipboard!