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Esquerda Online
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O que os giros táticos de Lênin podem nos ensinar hoje?
Por Valerio Arcary
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Trotsky não era infalível
Com Valério Arcary
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A China não é capitalista?
Qual é a "régua" marxista? Com Valério Arcary.
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Boulos no segundo turno
Por Valério Arcary
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Só uma cadeirada não basta, com Valerio Arcary
Como derrotar o fascismo?
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O monstro Pablo Marçal, por Valerio Arcary
Nestes primeiros dias de campanha, o fato político mais importante está sendo a disputa do espaço do bolsonarismo entre Pablo Marçal e Ricardo Nunes. Desde 2018 ficou claro que a capacidade de transferência de votos de Bolsonaro era imensa. Witzel venceu para governador em 2018 no Rio de Janeiro contra Paes, e Tarcísio de Freitas ocupou o lugar de Rodrigo Garcia em São Paulo em 2022. Mas a candidatura rebelde de Marçal, que não aceitou a ordem de comando de apoio a Nunes, criou uma nova situação. Ninguém sabe se Bolsonaro mantém autoridade sobre seu “movimento” ao ponto de centralizar a votação da extrema-direita em Nunes.
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O dilema na Venezuela, com Valerio Arcary
O CNE (Conselho Nacional Eleitoral), um órgão subordinado ao governo, anunciou que Maduro venceu as eleições e, no dia seguinte das eleições, formalizou sua diplomação. A oposição de extrema-direita denuncia que teria acontecido uma fraude e anuncia que teria conquistado inverosímeis 70% dos votos. Sendo justo reivindicar ao Conselho Nacional Eleitoral a divulgação do resultado final de 100% dos votos e publicação das atas, o ônus da prova de fraude repousa nas mãos de quem contesta a lisura da apuração. Somente a suspeita não é o bastante. Nenhuma prova categórica foi, até agora, apresentada. Ainda que seja indispensável que todos os dados sejam divulgados, somente a suposição de fraude da campanha de oposição de extrema-direita não deveria, para quem é de esquerda, ser suficiente para adiar, indefinidamente, o reconhecimento da vitória de Maduro.
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Venezuela em cinco notas, por Valerio Arcary
A questão central da situação na Venezuela foi e permanece sendo a apropriação da renda petroleira. A Venezuela tem as maiores reservas mundiais de petróleo e gás: é o seu privilégio e sua maldição. Os EUA querem acesso estratégico irrestrito, o que é incompatível com um Estado independente. O cerco imperialista do bloqueio é a explicação principal para a crise econômica de superinflação, desabastecimento, contração do PIB, desemprego e redução da produção de petróleo e migração em massa. Venezuela está sob boicote.
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Teorias de conspiração
O atentado contra Trump foi uma tentativa de assassinato, que deixou um morto e duas outras pessoas, gravemente, feridas. Do pouco que já se sabe parece evidente que um atirador, do alto de um prédio de uma distância de cem metros errou a mira, ferindo Trump na orelha. Não faz sentido que fosse uma armação. Só faria “sentido” uma conspiração para forjar uma onda de solidariedade, se houvesse um mínimo de segurança que eliminasse o risco de morte. Isso era impossível. Evidentemente, o efeito “facada”, por referência ao ataque contra Bolsonaro no 7 de setembro de 2018, será muito forte. Só saberemos nas próximas semanas a dimensão do choque político-emocional do episódio.
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Remediados e pobres, por Valerio Arcary
A apresentação pela bancada evangélica, apoiada pelo bolsonarismo com a cumplicidade do Centrão, de um projeto que nivela a criminalização, até do aborto que é considerado legal após 22 semanas, ao homicídio, incendiou uma mobilização nacional de repúdio que foi capaz de realizar as maiores passeatas de 2024 nas grandes cidades. Foi espetacular. O movimento feminista revelou força social de impacto. Foi uma resposta contundente a uma provocação ultrarreacionária. Mostrou um caminho.
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As lições da história do PCB – com Carlos Zacarias
Em sua recente obra, “Os impasses da estratégia, os comunistas, o antifascismo e a revolução burguesa no Brasil”, o professor Carlos Zacarias relata a história do Partido do Comunista Brasileiro (PCB) entre 1936 e 1948. O PCB chegou a acreditar que a tomada do Poder viria de um levante militar, depois apostou todas as fichas na democracia burguesa. No meio do processo, se tornou um partido com grande alcance popular. Nessa conversa, o professor da Universidade Federal da Bahia relata que lições podemos tirar dos erros e dos acertos das gerações passadas de comunistas.
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Os desafios do ANDES - com Gustavo Seferian, da Chapa 1 - ANDES pela base
Nas próximas semanas o sindicato que representa os professores universitários do país, ANDES, vai realizar seu processo eleitoral. É uma entidade com quase 70 mil filiados com seções em todos os estados. Além do tamanho, o ANDES tem mais de 40 anos de história e sempre teve uma participação muito ativa nas lutas da classe trabalhadora. Por isso o pleito entre três chapas chama a atenção de todo o movimento sindical brasileiro. Nessa edição, falamos com Gustavo Seferian, que disputa a presidência pela Chapa 1 ANDES pela base: ousadia para sonhar, coragem para lutar.
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A luta pela revogação do Novo Ensino Médio - com Tarcísio Motta
O golpe de 2016 contra a presidente Dilma deixou uma herança maldita. A chamada Reforma do Ensino Médio começou com o golpista Michel Temer e passou pelo governo Bolsonaro. E agora está em sua primeira fase de implementação. A carga horária das matérias importantes foi reduzida e foram enfiandas goela abaixo matérias sem noção como "Projeto de Vida". O objetivo é piorar o ensino público e aumentar as desigualdades sociais. Mas os movimentos sociais vão se mobilizar para que o Novo Ensino Médio seja revogado. Saiba mais nessa edição do Eol podcast com o professor e deputado federal Tarcísio Motta (PSOL/RJ).
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A tentativa de golpe no 08 de janeiro - com Valério Arcary
Sim, foi tentativa de golpe. Por trás daqueles idosos transloucados havia uma parte da extrema-direita que quer uma nova Ditadura Militar. Como esse pessoal se relaciona com as Forças Armadas? As atitudes do governo vão parar os golpistas? O que a militância de esquerda precisa fazer? Saiba mais nessa conversa do historiador Valério Arcary com o jornalista Mauro Lopes para o canal do Youtube da revista Forum.
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Lula ganhou, e agora? - Com Matheus Gomes
O bolsonarismo não está morto e segue perigoso. Os economistas neoliberais dão seus "conselhos" para Lula. O povo perdeu muito desde o golpe de 2016 e agora está com esperanças. Quais os desafios para os movimentos sociais no início do próximo governo? Esse é o tema da conversa com Matheus Gomes, ativista do movimento negro que foi eleito deputado estadual pelo Rio Grande do Sul [30min]
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A batalha de nossas vidas! - com Valerio Arcary
Não serão apenas os próximos quatro anos. Esse segundo turno vai decidir o destino de uma geração inteira. E nada está definido. Qual será o fator decisivo? A militância nas ruas. O "baque" com o resultado do primeiro turno já passou e agora o esforço deve ser o máximo para arrancarmos a vitória. Essa é a avaliação do historiador e escritor Valério Arcary, autor de livros como "O Martelo da História". Se você ainda tem dúvidas se deve fazer um esforço extra em sua vida para participar das atividades de campanha, esse podcast pode te ajudar a decidir.
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A história da Carta aos Brasileiros - com Márcia Bassetto
No dia 11 de agosto está marcada uma série de atos pela democracia. Será lida da Carta aos Brasileiros, que já tem mais de 800 mil assinaturas. O evento resgata a história da Carta aos Brasileiros de 1977, durante a Ditadura Militar. Um dos fatos que impulsionaram o manifesto foi a prisão da militante Márcia Bassetto, que estava entregando panfletos de sua organização, a Liga Operária (OP). Márcia lembra a história da carta de 1977, a importância dessa nova mobilização e o risco que corremos com um governo autoritário [17min].
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A batalha que nos espera e as lições da experiência - com Valério Arcary
Estamos próximos de um momento decisivo. Nossos inimigos querem o caos para evitar que Lula ganhe as eleições. Valério Arcary fala sobre o futuro próximo e a preparação contra a tentativa de golpe. E também sobre a lições acumuladas em seus mais de 40 anos de militância, tema de seu livro recém-lançado, "Ninguém disse que seria fácil". Aprender com a experiência é uma forma de se preparar para a grande batalha que nos aguarda. [18min]
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Carlos Zacarias lança livro sobre as origens do bolsonarismo
Na obra "Onde nascem os monstros" o historiador da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Carlos Zacarias apresenta uma análise aprofundada sobre a extrema direita, o bolsonarismo e a performance fascista. O movimento que hoje coloca a democracia em risco surgiu antes de Bolsonaro ganhar fama. Entender as origens desse fenômeno é a chave para derrotar o inimigo. O livro é uma série de artigos que Carlos Zacarias publicou em veículos como o Esquerda Online, do qual é colunista, o Le Monde Diplomatique, o jornal A Tarde e o blog Marxismo21. Nesta conversa, ele também fala sobre o que esperar da grande batalha que se aproxima [23min].
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O orgulho LGBTQIA+ em tempos difíceis
As paradas do orgulho LGBTQIA+ estão nas ruas depois de dois anos de pandemia. A democracia que permite essa e outras manifestações está em risco e temos um governo abertamente homofóbico em Brasília. A ativista Rafaella Machado, que já sentiu na pele o assédio da militância bolsonarista, nos fala dos ataques do neofascismo desde que ele se instalou no Planalto. Ela também nos explica sobre o significado e a evolução da sigla LGBTQIA+, além de falar sobre o vínculo entre a luta da classe trabalhadora e a luta pela diversidade.
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Do desmonte da Funai ao assassinato de Dom e Bruno
Fernando Viana é presidente da Indigenistas Associados (INA), entidade que representa os servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai). Ele nos conta a história do aparelhamento do órgão que deveria dar assistência aos povos originários, mas acabou nas mãos de ruralistas sob a presidência de Marcelo Xavier. Bolsonaro tem sua parcela de culpa no clima de violência que tomou conta da região amazônica e culminou na morte do jornalista Dom Philips e do indigenista Bruno Pereira [20min].
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Derrotar Bolsonaro nas urnas e o golpismo nas ruas - com Valério Arcary
Há risco de golpe? As candidaturas de "terceira via" fracassaram de vez? Como está indo a pré-campanha de Lula? Valério Arcary é doutor em história e autor de livros como "O martelo da história". Ele nos dá um panorama da conjuntura atual, fala das lutas que estão em curso e da necessidade de um programa de esquerda para mobilizar o Fora Bolsonaro. [22min]
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CPI da previdência do Rio pode acabar em pizza
O "rombo" na previdência dos servidores do estado do Rio de Janeiro não é culpa dos trabalhadores. Mas eles podem ficar com o prejuízo causado pela má gestão de políticos, que agiram para favorecer banqueiros. O deputado estadual Flávio Serafini (PSOL) fez parte da CPI que investiga o tema. Ele nos dá detalhes do que aconteceu e da luta para que tudo não acabe em pizza. A professora da UFRJ Sara Granemann, que fez parte da equipe técnica que apoiou a CPI desde o início, nos diz a quem interessa esconder o prejuízo de mais de R$ 17 bilhões [23min].
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Ralf MT, o inimigo n 1 do Ifood, fala sobre a luta dos entregadores
Ele fez um canal no Youtube para falar sobre os direitos dos entregadores de aplicativos e acabou se tornando reconhecido pelos colegas. Ralf MT nos fala como as empresas exploram essa categoria e como os trabalhadores organizam sua luta. Entrevista com Gibran Jordão, da corrente sindical Travessia.
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A pandemia não acabou e a luta contra o negacionismo continua
Com a vacina, a gente já pode sair de casa e até pular carnaval. Mas alguns cuidados, como o uso de máscaras em ambientes fechados, devem permanecer. Os meses mais frios do ano estão chegando e a tendência é um aumento nos casos de Covid-19. Além do risco de surgirem novas variantes. O governo Bolsonaro faz de tudo para atrapalhar e acabou com a emergência em saúde pública, colocando o país em risco. Karine Rodrigues é da coletiva SUS, grupo formado por militantes em defesa da saúde pública e nos fala sobre essa nova fase do combate ao coronavírus e ao negacionismo.
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A eleição não está decidida! Lula só ganha com a militância nas ruas
Estamos a seis meses do primeiro turno das eleições de 2022. As últimas trocas partidárias foram feitas e já podemos avaliar como deve ser a campanha que começa em agosto. A terceira via está enfraquecida. Bolsonaro cresceu nas pesquisas e sua militância está mobilizada. Lula é favorito, mas o desafio é grande. O resultado das eleições pode ser decidido pelo engajamento da militância de esquerda. O "já ganhou" pode ser prejudicial. Com Gabriel Casoni - colunista do Esqueda Online
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Da queda da URSS à guerra entre Rússia e Ucrânia - com Henrique Canary
O doutor em cultura e literatura russa Henrique Canary fala do contexto histórico por trás da guerra que hoje assusta o mundo. Ele morou em Moscou entre 1996 e 2003, época em que a União Soviética tinha acabado de cair, surgiram os chamados oligarcas e Putin subiu ao poder. Henrique também fala sobre como a Ucrânia passou de parceira à inimiga da Rússia. Imperdível para quem quer entender a complexidade desse conflito.
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O que precisamos saber sobre a guerra – com Valério Arcary
Tem “lado bom” nessa guerra? Existem nazistas no exército da Ucrânia? Putin pode usar bombas nucleares? O Brasil vai acabar se envolvendo? Você já ouviu falar que esta guerra é complexa, mas isso não é motivo para ficar de fora do debate. Nessa edição do Eol podcast, o historiador Valério Arcary tira muitas dúvidas que você provavelmente tem sobre o conflito que preocupa o mundo.
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Rádio M - EP10 - Machismo Nosso de Cada Dia
Aqui no feed do Eol Podcast também vamos postar episódios de nossas parceiras da Rádio M, que fazem um excelente trabalho com esse podcast feminista. Confira! Depois de um recesso, a RádioM está de volta! 🔥📻 Já está no ar nosso episódio número 10, sobre o Machismo Nosso de Cada Dia. Sabem aquelas classificações de machismo, que normalmente são divulgadas em inglês? Tipo mansplaining, manterrupting, bropriating... Então! Nós resolvemos apresentar no nosso décimo episódio, 10 tipos de machismos cotidianos que, temos certeza, TODAS as mulheres já viveram. Mas pra não ficar falando essas palavras em inglês que é difícil lembrar e saber bem o significado, fizemos nossa própria versão baseada em traduções feitas pela internet e algumas criações nossas. Queremos, assim, aproximar da realidade de uma mulher trabalhadora brasileira, latinoamericana, servindo pra gente se apropriar desses conceitos, saber identificar quando acontecem com a gente e, claro, combater. A batalha é diária, por isso só o feminismo salva! Então, só pra dar um spoiler básico, vamos falar de Macho Palestrinha; Hominterrompe; Porra mano, essa idéia é minha!; Tio Sukita; Manipulador; Assediador espaçoso; Pornô de vingança; Crime oculto; Dar um perdido; Pressão estética. Temos certeza (infelizmente!) que todas as mulheres que escutarem vão lembrar de uma história que viveram e se reconhecerem nas que vamos contar. Mas se o machismo é esse problemão estrutural da nossa sociedade que atravessa a vida de todas nós, que pelo menos a gente chore junto as pitangas e - por que não? - ria junto também das nossas desgraças! 💫 Sintoniza na frequência do feminismo e entra no papo com a gente! ♀🎙️
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Renato Roseno: “A indústria dos agrotóxicos repete as estratégias da indústria do tabaco nos anos 1970”
O deputado estadual pelo PSOL do Ceará, Renato Roseno, nos fala da luta em defesa da lei Zé Maria do Tomé, que proíbe a pulverização aérea de agrotóxicos no estado. O Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar o pedido de Inconstitucionalidade apresentado pela Confederação Nacional da Agricultura. A decisão pode afetar todo o país. A Câmara dos Deputados aprovou recentemente o “pacote do veneno”, um retrocesso histórico que vai afetar a saúde da população. Todo ano milhares de pessoas morrem de câncer enquanto as empresas do agronegócio lucram. [23min]
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Porque é importante defender uma Frente de Esquerda sem Alckmin?
Acabar com o bolsonarismo é nossa prioridade. Mas para isso, é preciso que o novo governo defenda os trabalhadores. Sem um programa que favoreça o povo, o fascismo será sempre uma ameaça. Marco Pestana é professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), colaborador do Esquerda Online e nos fala sobre o significado de aceitar Alckmin como candidato a vice-presidente. Ele também nos dá detalhes do programa político publicado recentemente em editorial do Esquerda Online.
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10 anos depois, Pinheirinho segue como exemplo de luta
A ocupação em São José dos Campos, no interior de São Paulo, foi um exemplo de auto-organização da classe trabalhadora. Lá dentro as decisões eram tomadas democraticamente pelos próprios moradores. Por isso a expulsão violenta das mais de 1.800 famílias há 10 anos, em 2012. O resgate desta história é importante nesses tempos duros. Neste podcast, temos depoimentos de participantes da ocupação e uma conversa com Guirá e Marina Sassi, do Sindicato do Metalúrgicos de São José dos Campos, que apoiou o movimento desde o início.
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Sul da Bahia ainda precisa de ajuda!
O ativista Cristiano Nery está na região atingida por fortes chuvas que deixaram milhares de pessoas desabrigadas. O desastre não é apenas natural. A pobreza e a concentração de renda empurram os trabalhadores para moradias em área de risco. Além disso, o aquecimento global pode tornar as enchentes mais perigosas. Bolsonaro, como era de se esperar, não se preocupou com as pessoas e a ajuda do governo federal foi insuficiente.
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Marighella: a história muito além do filme
O historiador Carlos Zacarias fala da lenda e do homem real que se tornou o guerrilheiro mais temido da Ditadura e é protagonista do filme que entra agora em cartaz nos cinema.
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A “terceira” via não decola. Por quê?
A fratura política na burguesia brasileira é a mais importante desde o fim da ditadura nos anos oitenta. Isso é algo imenso. As eleições de 2022 serão diferentes, pela máxima gravidade, de tudo o que ocorreu nos últimos trinta e cinco anos, e seu desenlace é, neste momento, imprevisível. Quem se deixa embriagar pelas pesquisas que indicam uma provável vitória de Lula comete o mais grave entre os erros impressionistas: o facilismo. Subestimar Bolsonaro será fatal. Mas é verdade que se abriu uma brecha na classe dominante. A grave divisão burguesa é um fator enorme. Ela só aconteceu porque o governo Bolsonaro provocou um cataclismo. O custo do negacionismo foi terrível. A banalização da barbárie por um governo genocida, que trabalhou pela aceleração do contágio da pandemia, resultou em uma tragédia humanitária. Bolsonaro foi longe demais, mesmo para os padrões selvagens da superexploração que prevalecem no Brasil.
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Valério Arcary: 2 de outubro, uma encruzilhada
Nas mobilizações de rua de 2 de outubro acumulamos força, e permanece viva uma esperança em movimento, mas não superamos os limites que a campanha Fora Bolsonaro conheceu até agora, o que nos deixa em uma encruzilhada. O balanço merece destacar três elementos. Conheça.
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A Reforma Administrativa vai acabar com o serviço público
Cacau Pereira, do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (IBEPS), fala sobre a PEC 32, que vai entregar o serviço público brasileiro para a iniciativa privada, fazendo com que saúde e educação fiquem mais precários. Além de reduzir a qualidade do serviço, a chamada Reforma Administrativa vai atingir os atuais servidores.
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Nenhuma trégua ao fascismo: dia 02 de outubro será a nossa resposta!
Há um impasse na situação política nacional. Bolsonaro não é forte o suficiente para executar um golpe vitorioso nesse momento, mas não é fraco o bastante para cair imediatamente. Decorre desse cenário um equilíbrio precário e instável, que ficou expresso na carta de desculpas de Jair Bolsonaro escrita por Michel Temer. Após demonstrar força nas ruas no 07 de setembro, fazendo ameaças golpistas explícitas, o presidente miliciano recuou taticamente dois dias depois. Na terça (7), mostrou que tem capacidade de mobilizar massivamente seus apoiadores em torno de bandeiras golpistas. Na quinta (9), foi obrigado a recuar diante da pressão da grande burguesia e do perigo do impeachment. Deu dois passos à frente, para dar um passo atrás em seguida, mantendo a mesma estratégia golpista de sempre.
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7 de setembro: às ruas para derrotar o golpismo
EDITORIAL - Bolsonaro ameaça o povo brasileiro. Enquanto a fome avança, a inflação dispara, o desemprego é recorde e a Covid segue tirando vidas, o bolsonarismo convoca seus seguidores fanáticos para um ato golpista em 07 de setembro, tendo como eixo o enfrentamento com o Poder Judiciário (STF e TSE). Com isso, configura-se uma gravíssima crise político-institucional no país. Enfraquecido e cada vez mais rejeitado pela população, Bolsonaro radicaliza para tentar sobreviver. O seu método é o do fascismo: mobilizar a base extremista, usando de intimidações milicianas, para impor o terror. É hora de dar um basta ao golpismo. Vamos às ruas no dia 07 de setembro — de forma pacífica e organizada — mostrar que a maioria do povo brasileiro não aceita ameaças autoritárias e quer o fim desse governo criminoso. Somos a maioria: Fora Bolsonaro!
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O que é ser trotskista no século XXI
21 de agosto de 1940, Leon Trotsky, um dos líderes da Revolução Russa de 1917 ao lado de Lênin, era assassinado no México por um agente de Stálin. Para debater um pouco de sua obra e legado histórico, convidamos, Martina Gomes - professora, feminista e dirigente nacional da Resistência/Psol, Frederico Costa - Professor da UECE e Fábio Queiroz - Professor da URCA.
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Derrotar o golpismo retomando as ruas pelo Fora Bolsonaro
EDITORIAL - Não é hora de ficar com medo das provocações de Bolsonaro. O povo deve ir às ruas por suas reivindicações e pelo impeachment – com Valério Arcary, colunista do Esquerda Online.
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JULHO DAS PRETAS | Periferia, violência e solidariedade feminista
Live nas redes sociais do Esquerda Online com Carolina Iara, covereadora da Bancada Feminista São Paulo, Iza Lourença, vereadora em Belo Horizonte, Mel Cerqueira, militante do Afronte Negro e da Resistência Feminista Sergipe e Isa Ribeiro, militante da Resistência Feminista SJC (mediação).
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A luta contra a privatização dos Correios: momentos decisivos
Debate "A luta contra a privatização dos Correios: momentos decisivos", realizada no dia 13 de julho com as presenças de Jacó (Fentect-DF), Halisson (SINTECT-PE), Tavares (Fentect-PB) e Gilson (oposição Sintect-SC).
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Organizar a ofensiva para derrotar Bolsonaro
EDITORIAL - As enormes manifestações de 29 de maio e 19 de junho impactaram a conjuntura nacional, abrindo caminho para derrotar Bolsonaro. Apesar dos riscos da pandemia, centenas de milhares foram às ruas, corajosamente, em todo país. Foram às ruas com indignação, transformando luto em luta. Foram às ruas porque sabem que não se pode esperar até 2022 para tirar o miliciano do poder. Foram às ruas conectando-se ao sentimento da maioria da população, que rejeita esse governo genocida. Foram às ruas levantando as bandeiras mais sentidas pelo povo: vacina no braço, comida no prato e Fora Bolsonaro!
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Três motivos para construir a manifestação de 19 de junho
EDITORIAL - Após o sucesso dos protestos de 29 de maio, a campanha Fora Bolsonaro promete voltar às ruas em todo país no dia 19 de junho, sábado. O objetivo é realizar manifestações ainda maiores, demonstrando — outra vez e com mais força — a indignação da maioria do povo nas ruas. Os atos ocorrerão com todos os cuidados sanitários, sendo indicado a utilização, por todos os presentes, de máscara PFF2 (ou N95) e o uso de álcool em gel. Nesse editorial, apresentamos três razões para que você construa o 19J na sua cidade, junto com amigos, familiares, colegas de trabalho e conhecidos.
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Vai ser maior: 19 de junho pelo Fora Bolsonaro
EDITORIAL - Esperançar, segundo Paulo Freire, é o ato de se levantar para alcançar um objetivo. É juntar-se a outros para agir coletivamente e tornar o objetivo em realidade. É diferente de esperar passivamente, como se o problema pudesse se resolver sem ação, como que por um milagre. Os protestos ocorridos nos dias 13 e 29 de maio renovaram o sentido do verbo esperançar. Afinal, só pode vencer quem luta. E apenas com manifestações de massa será possível derrubar esse governo genocida. Nas ruas, transformando luto em luta, abrimos caminho para derrotar Bolsonaro e a extrema direita. Por isso, tem grande importância a decisão tomada pelas organizações da Campanha Fora Bolsonaro, que se reuniram nesta quarta (2) e decidiram, por unanimidade, pela convocação de novos protestos de rua no dia 19 de junho. O desafio agora é fazer do novo dia nacional pelo Fora Bolsonaro ainda maior que o 29M. Para avançar na luta contra o governo da morte, construindo protestos ainda mais potentes, três tarefas são fundamentais nesse momento.
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Análise: "As eleições constituintes no Chile. E depois?"
O Chile foi às urnas no domingo, 16, para a escolha dos deputados e deputadas constituintes e também para a eleição de governadores e prefeitos. Resultado representou uma derrota para a direita do país e mostrou a força das candidaturas independentes. Ao contrário das previsões do governo e das instituições, a direita pinochetista não conseguiu atingir o resultado de 1/3 das cadeiras, que permitiria usar do poder de veto, diante de propostas que representassem mudanças estruturais no texto da Constituição. Com 99,1% dos votos apurados, a coligação Vamos por Chile (XP) obteve apenas 20,56% dos votos, e precisará buscar apoio entre constituintes de partidos tradicionais e que já estiveram também no governo, como o Partido Democrata Cristão, para exercer o poder de veto em temas específicos.
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Solidariedade à luta do povo colombiano: basta de repressão e mortes!
EDITORIAL - O governo de Ivan Duque (Partido Centro Democrático) está ordenando uma das maiores repressões ao ativismo social dos últimos anos na Colômbia. Duque é o mesmo que acusa o governo Maduro, da Venezuela, de “ditadura” e dá abrigo para Juan Guaidó e outros líderes golpistas. É afilhado político do ex-presidente e ex-senador, Álvaro Uribe, que renunciou ao Senado para fugir do foro da Corte Suprema, onde responde a 28 processos, entre os quais por relação com grupos paramilitares, a milícia colombiana que mata ativistas sociais.
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A CPI da Covid tem que terminar em impeachment
EDITORIAL - Depois de mais de 360 mil mortes no Brasil, o Senado finalmente aprovou a CPI da covid-19, que tem como objetivo apurar a atuação do governo federal no combate à pandemia. A decisão ocorreu após a ordem do STF para que Rodrigo Pacheco instalasse a CPI. Enfraquecido, o governo tem apenas o apoio de quatro dos onze membros titulares da Comissão. Esse fato abre possibilidade real de que a investigação possa avançar, revelando provas dos diversos crimes cometidos pelo presidente. Tanto é, que Bolsonaro está visivelmente desesperado com a abertura da CPI, como ficou evidente no áudio gravado pelo senador Jorge Kajuru.
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SUS é fruto de nossa luta e defendê-lo dos ataques é questão de vida
Se a saúde hoje é considerada um direito, isso foi fruto de muita luta. a OMS foi criada após a derrota do fascismo. Ela ampliou o conceito de saúde que, até então, era entendido apenas como ausência de doença. Mas ainda existem desigualdades entre os países. O Brasil é um exemplo de como os cortes de verbas exigidos pelos países ricos afetam a saúde.
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