Interessa

PODCAST · leisure

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O debate feminino que discute de temas diversos, como relacionamentos, família, saúde, trabalho e lifestyle, de forma moderna, dinâmica e descontraída.

  1. 582

    Interessa | Comer junto: prioridade ou luxo?

    O ritual do churrasco em família fez Gisele Bündchen rever até a dieta. Mas por que sentar à mesa virou um hábito tão raro? Entre horários fragmentados e a companhia fixa das telas, o ato de comer virou "função" e deixou de ser encontro. O que a gente perde emocionalmente quando troca a troca de olhares pelo scroll do celular na hora da refeição?Comer junto interfere na saciedade, na digestão e, principalmente, na construção de vínculos. Existe um caminho de volta para o ritual da mesa dentro da rotina acelerada de 2026?O Interessa discute o tema com a psicóloga Thamires Barcellos e a nutri Silvia Hespanha.Ao vivo, às 14h, nos canais O TEMPO e O TEMPO Livre no YouTube e nos principais tocadores de podcast.Se faz parte da sua vida… INTERESS@! 

  2. 581

    Interessa | Estamos assistindo à morte do constrangimento social?

    O Interessa desta terça-feira recebeu a psicóloga clínica Marina Nicolau para um debate necessário sobre um comportamento cada vez mais comum: a “morte” do constrangimento social em espaços públicos. Discutimos como o uso do celular no volume máximo — com áudios, vídeos e ligações no viva-voz — tomou conta de ônibus, consultórios e padarias, transformando o espaço coletivo em uma extensão da vida privada. Marina explicou o que está por trás dessa perda de filtro: seria excesso de individualismo, busca por validação ou um afrouxamento real das regras de convivência?Um papo essencial para entender por que o incômodo do outro parece importar cada vez menos e como isso afeta nossa saúde mental e a harmonia na rotina.

  3. 580

    Interessa | Escapes de urina: comum, mas não normal

    Rir, tossir, espirrar, treinar… e perder urina. Embora muita gente trate a situação como algo “normal”, os escapes urinários não devem ser encarados dessa forma e, cada vez mais mulheres têm falado sobre isso.Recentemente, a atriz Paolla Oliveira revelou conviver com essa realidade aos 44 anos e ajudou a ampliar um debate que ainda costuma ser cercado de vergonha. Segundo dados de uma pesquisa encomendada pela Kimberly-Clark e realizada pela Qualibest, uma em cada quatro mulheres enfrenta episódios de perda urinária. Ainda assim, cerca de 80% delas não comentam o assunto nem mesmo com médicos.No lugar do tratamento, muitas acabam adaptando a própria rotina: evitam exercícios físicos, deixam de fazer esforço, sentem medo de tossir em público e recorrem ao uso frequente de protetores diários. Na maioria dos casos, os escapes estão ligados ao enfraquecimento do assoalho pélvico - musculatura responsável por sustentar órgãos como bexiga, útero, intestino e reto. O problema pode surgir em diferentes fases da vida e sofrer influência de fatores como gestação, parto, menopausa, envelhecimento, sedentarismo e até atividades de impacto.No programa Interessa desta segundona (11), a bancada feminina recebe a fisioterapeuta pélvica Flaviana Teixeira para esclarecer o que é considerado comum, quando os escapes exigem atenção e quais tratamentos existem atualmente. 

  4. 579

    Interessa | Maternidade Tardia

    Histórias de mulheres que engravidam depois dos 40, como a da atriz Natalie Portman, ajudam a ampliar o imaginário sobre a maternidade tardia. O que antes era exceção, hoje aparece com mais frequência e por diferentes razões: carreira, estabilidade financeira, saúde, ausência de parceria ou simplesmente porque o desejo de ser mãe não surgiu no “tempo esperado”.Mas, junto com as possibilidades, existem limites. A fertilidade feminina diminui com a idade e, após os 35, esse processo se acelera, exigindo mais planejamento, acompanhamento médico e, muitas vezes, intervenções. Por outro lado, a espera também pode trazer ganhos importantes: mais maturidade, decisões conscientes e um olhar mais preparado para a maternidade.No Interessa de hoje, o tema é tratado sob diferentes perspectivas - médica, emocional e vivencial. Com a psicóloga Laura Lanna, a conversa também passa por uma pergunta essencial: esse desejo é genuíno ou atravessado por pressão social? Entre o relógio biológico e o tempo de cada mulher, o desafio é encontrar equilíbrio entre informação, autonomia e realidade.  Participação extra: Dra. Rayana Campos, médica ginecologista e obstetra. 

  5. 578

    Interessa | Maternidade Atípica

    Nenhuma mãe é igual - assim como nenhum filho e nenhum maternar. A maternidade atípica rompe com a imagem idealizada de ser mãe. Mulheres que cuidam de filhos com condições como o Transtorno do Espectro Autista e a Síndrome de Down enfrentam, muitas vezes, o chamado “luto do filho imaginado” ao mesmo tempo em que mergulham em uma rotina intensa de cuidados, terapias e adaptações. É uma jornada marcada por amor, mas também por sobrecarga, custos elevados e enfrentamento diário ao capacitismo.No Brasil, onde milhões de pessoas vivem com deficiência, essa maternidade ainda é, em grande parte, solitária. A falta de suporte adequado na saúde e na educação, como diagnósticos tardios e ausência de mediadores escolares, agrava o cenário. Para muitas mães, conciliar trabalho e cuidado se torna um desafio constante, ampliando desigualdades que atravessam também questões de raça e classe social.No Interessa, a psicóloga e neuropsicóloga Alessandra Drumond Valle conduz a discussão sobre acolhimento, rede de apoio e políticas públicas. O programa propõe diferenciar maternidade de “maternagem”, o exercício real do cuidado, e reforça a importância de olhar também para quem cuida.

  6. 577

    Interessa | Maternidade cansada

    A ideia de que mãe dá conta de tudo e ainda sorrindo começa a ruir diante de uma realidade cada vez mais compartilhada: a exaustão. Conciliar filhos, trabalho, casa e demandas invisíveis tem levado muitas mulheres ao limite. E, no meio disso, ainda aparece a culpa por não conseguir fazer tudo como “deveria”. O resultado é uma maternidade sobrecarregada, onde o cansaço extremo vira rotina.Casos de esquecimentos, erros e falhas têm ganhado espaço nas conversas - e precisam ser olhados com cuidado. Existe uma diferença importante entre negligência e exaustão. Muitas dessas situações não nascem da falta de cuidado, mas do excesso: privação de sono, solidão, pressão social e acúmulo de funções. A psicologia já nomeia esse estado como burnout materno ou parental.No Interessa, a psiquiatra Dra. Adriana Gatti conduz a discussão sobre saúde mental materna e reforça um ponto essencial: mães não são super-heroínas. Falar sobre limites, rede de apoio e divisão real de responsabilidades é fundamental para tornar a maternidade mais possível e menos solitária.

  7. 576

    Interessa | Sexo e menopausa: nem tudo está perdido - e ainda existe (e como!) libido nessa fase

    Durante muito tempo, a menopausa foi tratada quase como um encerramento, especialmente, quando o assunto é sexo. Como se o desejo simplesmente desaparecesse e a vida sexual virasse página virada. Mas será que é assim mesmo?O corpo muda, sim. Oscilações hormonais, novas respostas aos estímulos e até desconfortos podem surgir. Mas transformar isso em sentença definitiva é reduzir demais uma experiência que é muito mais complexa e cheia de possibilidades. A própria Fernanda Lima falou abertamente sobre o período em que perdeu a libido no início da menopausa. O que pouca gente considerou é que, depois, ela também contou sobre a retomada do desejo, os ajustes na rotina e a redescoberta do prazer. E quantas mulheres vivem isso em silêncio? Quantas acham que o desconforto é “normal” e que não há o que fazer? Informação faz toda a diferença. Entender o corpo, adaptar o ritmo, incluir novos estímulos, mais diálogo, tudo isso pode transformar a experiência. Para falar sobre esse tema sem tabu e com profundidade, o Interessa recebe a Andréa Rufino, ginecologista e sexóloga. Na apresentação, Renata Zacaroni, ao lado das jornalistas Flaviane Paixão e Jana Fonseca compondo a bancada.

  8. 575

    Interessa | ‘Péssimo marido, ótimo pai’ - e tem jeito?

    “Como marido, um desastre… mas como pai, maravilhoso.” A frase é repetida com uma naturalidade que chega a enganar. Parece inofensiva, quase um elogio possível dentro de um cenário imperfeito. Mas, quando a gente olha mais de perto, essa divisão começa a perder o sentido. Dá mesmo pra separar essas duas versões de um homem dentro da mesma casa?  O ambiente é um só. E, principalmente, há crianças ali observando tudo. Em um espaço onde existe desrespeito constante, silenciamento, controle ou humilhação, não dá pra acreditar que isso não transborde. A forma como um homem trata a mãe dos seus filhos também educa. Pensa bem: esse mesmo homem pode, sim, ser carinhoso com os filhos, brincar, perguntar da escola, estar presente. Mas o que sustenta esse “bom pai”? Porque a criança não aprende só com o afeto direto que recebe; ela aprende, sobretudo, com o que presencia. E quando ninguém nomeia o desrespeito, quando ninguém chama de violência aquilo que ela vê e que é, o que se constrói é uma referência distorcida do que é amor, cuidado e relação.  Talvez essa ideia de “pai bom” e “marido ruim” funcione mais como um alívio do que como uma verdade. Uma forma de suavizar uma realidade desconfortável.Por isso o Interessa desta quinta (21), provoca! É possível ser um bom pai enquanto se desrespeita a mãe dos filhos? Demonstrações pontuais de carinho compensam um cenário de tensão?  

  9. 574

    Interessa | “No Brasil não há homem para mim” - está faltando homem?

    Lá nos anos 90, Xuxa Meneghel soltou uma frase que atravessou gerações: “no Brasil não tem homem pra mim”. Décadas depois, o tema continua atual, mas será que essa sensação faz sentido? Dados da PNAD Contínua do IBGE mostram que, no Brasil, existem cerca de 95 homens para cada 100 mulheres. Em Minas Gerais, o cenário muda conforme a idade: há mais homens entre os jovens, equilíbrio na faixa dos 30 e, a partir dos 40, as mulheres passam a ser maioria.A explicação passa, em parte, pela expectativa de vida - homens vivem menos, e isso impacta o recorte ao longo dos anos. Mas o ponto mais interessante não está só nos números, e sim na narrativa que se construiu a partir deles. A ideia de que “falta homem” ganhou força, alimentando frases como “o mercado tá salgado” ou “quem casou, casou”. E, sem perceber, muita gente começa a ajustar expectativas, aceitar menos e valorizar o mínimo.O resultado? Homens comuns sendo colocados em um lugar de escassez e mulheres incríveis questionando se estão exigindo demais. No Interessa de hoje, a psicóloga e sexóloga Andréa Aguiar propõe um olhar mais crítico: será que essa falta é real ou construída? 

  10. 573

    Interessa | Dia da Educação: como os jovens de hoje estão (estão?) aprendendo

    Teve uma época em que aprender dava trabalho e isso não é saudosismo gratuito. Era tabuada de presente, dicionário novo no início do ano, pesquisa na Barsa, tarefa anotada na agenda e corrida contra o apagador do professor. Tudo exigia leitura, escrita, interpretação e, principalmente, esforço. Não tinha foto do quadro, nem resposta pronta. Tinha processo.Agora, em 2026, o cenário mudou completamente. A informação cabe na palma da mão e muitas vezes já chega resumida, explicada e até “pensada”. A inteligência artificial entrou de vez na rotina de estudos e, sim, facilita (e muito). Mas junto com essa praticidade, surge uma questão incômoda: quando a resposta vem pronta, o que acontece com o caminho até ela? Porque aprender nunca foi só acertar, sempre foi sobre tentar, errar, insistir e, só depois, entender.A tecnologia é uma aliada poderosa e sem volta. Pode, inclusive, ajudar quem aprende de formas diferentes, adaptando linguagem e ritmo. Mas sem critério, vira atalho e atalho demais compromete autonomia, pensamento crítico e repertório. Hoje, a IA já aparece como “copiloto” em sala de aula, apoiando professores e personalizando o ensino. A questão não é usar ou não usar, é como usar sem abrir mão do essencial: formar pessoas que saibam pensar por conta própria.O que você pensa desse assunto? Nossas meninas receberam Daniel Machado, empreendedor e ativista com mais de 20 anos de experiência, que já esteve à frente da rede Coleguium (1º lugar no ENEM), fundou a Imaginie, que já impactou milhões de alunos, e hoje lidera o grupo Rebels, focado em tecnologia educacional.

  11. 572

    Interessa | Últimas palavras: por acaso o homem sofre mais com uma gripe do que uma mulher?

    “Reúna a família, pois vou pronunciar minhas últimas palavras.” A cena é conhecida e, vamos combinar, rende risadas. Enquanto muitas mulheres seguem a rotina mesmo doentes, existe a ideia de que homens “sentem mais” quando ficam gripados. Mas será que isso é verdade?A chamada “gripe masculina” é real? Ou é uma construção cultural?Em um momento em que casos de doenças respiratórias aumentam no país, inclusive com decreto de situação de emergência em Belo Horizonte, nossa bancada feminina fala sobre a gripe 'sem gênero', sobretudo, sobre prevenção. Vacinação em dia, atenção aos sintomas e cuidado coletivo fazem toda a diferença. E aí vale a pergunta que sempre rende na bancada: na sua casa, quem vira “paciente terminal” com um espirro?

  12. 571

    Interessa | Caso Maria Alice e Maria Flor: o que, de fato, uma criança precisa aprender na primeira infância?

    A rotina escolar das filhas de Virgínia Fonseca e Zé Felipe trouxe à tona uma discussão importante... Pais de três crianças, Maria Alice, prestes a completar 5 anos, Maria Flor, de 3, e o pequeno José Leonardo, de um ano e meio, o casal virou assunto após a escola das meninas ser notificada pelo Conselho Tutelar por faltas consideradas excessivas. E aí surge a pergunta: o que, de fato, está em jogo quando falamos de escola na primeira infância?  Pela legislação brasileira, a partir dos 4 anos, a matrícula na pré-escola deixa de ser opcional e passa a ser obrigatória. Mas, mais do que cumprir uma regra, é preciso entender o porquê dessa exigência. Na primeira infância, a escola não é sobre conteúdo, prova ou desempenho. É sobre brincar, conviver, experimentar o mundo.  Quando uma criança falta, ela não “perde matéria” como acontece mais tarde. Nem o ano. Mas perde vivência. O dia a dia com outras crianças, as trocas, os conflitos, as descobertas. Tudo isso faz parte de um tipo de aprendizado que não cabe no caderno. E aí surge um ponto importante: será que experiências fora da escola conseguem substituir isso ou apenas complementar?  A partir de que momento a escola deixa de ser escolha e passa a ser essencial? O que uma criança realmente precisa aprender nos primeiros anos de vida? E qual é o papel dos adultos dentro e fora da sala de aula nesse processo?  Para aprofundar esse debate, o Interessa recebe nesta quarta (22) a psicóloga clínica Ana Luísa Bolívar, que vai ajudar a entender os limites entre autonomia familiar, obrigação legal e, principalmente, as necessidades reais das crianças nessa fase tão decisiva da vida.  

  13. 570

    Interessa | Cuidados com os cabelos: o que a beleza dos fios conta sobre a gente

    Acredite. Entre os temas de saúde mais buscados recentemente, um assunto aparentemente simples ganhou destaque: cabelo. Afinal, quem nunca se pegou procurando dicas milagrosas para deixar os fios mais bonitos, fortes ou menos quebradiços? Mas o que começa como uma busca estética pode revelar algo bem mais profundo.Brilho, queda, ressecamento… por trás desses sinais, existe um recado. O cabelo não é só moldura do rosto, ele pode funcionar como um verdadeiro termômetro da nossa rotina e do nosso estado emocional. Estresse, alimentação desregulada, noites mal dormidas e até questões hormonais aparecem ali, silenciosamente, fio a fio. Como muita gente costuma dizer: o cabelo entrega.No meio disso tudo, a gente também se perde em uma avalanche de “verdades absolutas”. Lavar todo dia faz mal? Cortar acelera o crescimento? Produto caro resolve tudo? A queda, especialmente, é um capítulo à parte. Assusta, mexe com a autoestima e, em muitos casos, vira um ciclo de ansiedade. Quanto mais a gente se desespera, mais parece que o problema aumenta. Por isso, no Interessa desta segunda (20), nossas meninas falam de cuidados com os fios que vão muito além de shampoo e condicionador. Envolve alimentação, hábitos, saúde emocional e até a forma como lidamos com a nossa própria imagem. Para entender melhor tudo isso, a bancada recebe o médico especialista em transplante capilar, Dr. Raphael Garcia, que vai ajudar a separar mitos de verdades e orientar sobre como cuidar do cabelo de forma mais consciente e individualizada.

  14. 569

    Biohacking do Sexo - você tomaria remédio para melhorar sua performance na cama?

    Transar bem virou meta de produtividade? O perigo do Biohacking no sexo. 💊🔞O “Sextou” no Interessa hoje é com S de sexo, mas também de reflexão. Recebemos a farmacêutica e especialista em sexualidade humana, Luana de Castro, para falar sobre uma tendência polêmica: o Biohacking do Sexo.A lógica de “hackear” o corpo saiu da academia e chegou na cama. A promessa agora não é tratar uma disfunção, mas “turbinar” o que já funciona. Mais tempo, mais intensidade, mais resultado... Mas a que custo? Até o prazer virou refém da alta performance e da medicalização?No papo de hoje, discutimos como essa medicalização excessiva ignora o que de fato faz bem, transformando o sexo em técnica e eliminando a espontaneidade. Afinal, estar com alguém que “não falha nunca” pode acabar gerando mais tensão do que prazer real.Refletimos sobre como os métodos naturais, o diálogo e a terapia ainda são caminhos muito mais saudáveis e duradouros do que o uso indiscriminado de atalhos químicos. Quando tudo vira desempenho, corremos o risco de perder a conexão humana que torna a experiência verdadeiramente única.▶️ O episódio completo sobre Biohacking e Sexualidade com Luana de Castro já está no YouTube de O TEMPO e nos apps de podcast!

  15. 568

    Interessa | Filhos adultos e dependência financeira: quando o apoio vira ‘obrigação’

    Amar também é permitir que o filho adulto construa o próprio caminho, inclusive, no campo financeiro. Essa é a premissa central deste programa, que trata de um fenômeno cada vez mais discutido: a dependência financeira prolongada de filhos adultos em relação aos pais.  O recorte considera especificamente filhos que já atingiram a maioridade e, em tese, teriam condições de se sustentar, mas seguem recorrendo ao apoio financeiro familiar. É importante diferenciar situações pontuais, em que a ajuda é natural e até necessária, de casos em que esse suporte se torna contínuo e acaba comprometendo o desenvolvimento da autonomia. Nesses contextos, a dependência pode ser resultado tanto de dificuldades reais quanto de comodismo.  Os brasileiros estão ficando mais tempo na casa dos pais. O número de pessoas entre 25 e 34 anos que não saiu de casa – a chamada geração canguru - aumentou 137% entre 2012 e 2022. Isso é o que aponta uma pesquisa da Kantar IBOPE Media. Ao contrário do que se pode imaginar, esse tipo de exploração raramente ocorre de forma explícita ou agressiva. Em muitos casos, ela se manifesta de maneira sutil, por meio de vínculos afetivos e pedidos recorrentes que apelam ao emocional dos pais, criando uma dinâmica difícil de romper.  Casos conhecidos ajudam a ilustrar diferentes facetas dessa questão. O cantor Fiuk, de 35 anos, filho do cantor Fábio Júnior, de 72, lançou neste mês a canção "Meu pai e minha mãe" - e em trechos da letra aborda a dependência financeira , mesmo já sendo um adulto com carreira consolidada. "Mãe, eu quero voltar a ser menino. Meu pai e minha mãe, tô precisando de dinheiro. Meu pai e minha mãe, eu já vendi meu corpo inteiro", "Pai eu quero ir lá fora brincar" - mas o Fiuk completou 35 anos e é cantor, ator, compositor e piloto de drift...  Já o ator Stênio Garcia, de 94 anos também vive algo analogicamente parecido com relação às filhas Cássia e Gaya Piovesan. Ele move uma ação judicial (iniciada em outubro de 2025) contra ambas alegando abandono material e apropriação indevida de um apartamento em Ipanema, Rio de Janeiro. O artista busca reaver o imóvel de usufruto vitalício, relatando vulnerabilidade financeira, enquanto o caso tramita sob segredo de justiça.  Ajudar é sempre amor?  Vamos refletir?  

  16. 567

    Interessa | Anitta X Álvaro: quem você vira perto do seu amigo?

    Em alguns grupos, tem aquela pessoa que é a energia que organiza tudo, né? Aquela que chega e naturalmente puxa assunto, conduz o clima, ocupa espaço. E, quase sempre, existe o outro lado: alguém que se cala mais, mede cada palavra, se ajusta. A própria Anitta já expôs uma dinâmica assim ao falar do amigo Alvaro - que, perto dela, disse que fala menos… por medo. E aí a gente precisa parar um segundo: isso é admiração ou tem algo mais aí?  Porque uma coisa é respeitar, admirar, até se inspirar. Outra, bem diferente, é quando a presença do outro vira um filtro constante. Quando você não relaxa, não se solta, não se reconhece.Dá pra chamar de amizade um lugar onde você precisa se podar o tempo todo? Onde existe receio de desagradar, de não ser suficiente, de não corresponder?  Em quais ambientes você é mais você? E em quais você se limita - além do necessário? Isso diz mais sobre o outro… ou sobre como você se enxerga ali? E mais - será que, sem perceber, você também ocupa o lugar de quem intimida, mesmo sem intenção?  

  17. 566

    Interessa | A importância do cuidado com a saúde dos meninos

    A frase é conhecida e repetida quase como verdade absoluta. Mas será que “homem não gosta de ir ao médico” ou será que, em algum momento da vida, ele acabou não entendendo tão bem a importância desse cuidado? Antes de qualquer generalização, um adendo: muitos meninos crescem, sim, com acompanhamento médico regular, levados pelos pais, com tudo certinho. O ponto é outro: é entender por que, ao longo da vida, parte deles se afasta desse zelo e passa a negligenciar a própria saúde.Quando a gente olha com mais atenção, percebe que existe uma construção cultural silenciosa. Desde cedo, muitos meninos aprendem que sentir dor é fraqueza, que falar do corpo é constrangedor, que pedir ajuda não combina com a ideia de “ser homem”. Enquanto isso, meninas costumam ser mais incentivadas ao autocuidado e ao acompanhamento médico. O resultado: adultos que, muitas vezes, só procuram ajuda quando o problema já está avançado, como se ignorar sinais fosse uma prova de resistência.No Interessa desta segunda-feira (13) o papo é justamente ampliar esse olhar. Porque saúde masculina não começa só lá na frente, com exames específicos, ela começa na infância, na forma como esse cuidado é construído dentro de casa, na escola, nas conversas (ou na falta delas). Criar um ambiente onde o menino possa falar sobre o próprio corpo sem vergonha pode mudar completamente essa relação no futuro. E isso passa, inclusive, por informação básica: observar o desenvolvimento, entender sinais do corpo, cuidar da higiene, acompanhar o crescimento.Siga O TEMPO no Google e receba as principais notíciasPra aprofundar essa conversa, a bancada feminina recebe Luís Fernando Andrade de Carvalho, que traz orientações importantes e levanta questões que todo mundo deveria se fazer: o que, de fato, precisa ser observado na saúde dos meninos? A partir de quando o acompanhamento deve ser regular e com qual especialista? Até que ponto inseguranças com o corpo têm relação com a falta de diálogo na infância? E como equilibrar cuidado e privacidade sem transformar atenção em invasão?

  18. 565

    Interessa | Sexo entre amigos: é possível ‘aliviar as tensões’ sem prejuízo à amizade ou é tragédia anunciada?

    A ideia parece perfeita: amizade, intimidade, zero cobrança e ainda aquele “plus” que muita gente finge que não quer, mas quer. Quem nunca pensou que viver algo como no filme Amizade Colorida, com química, leveza e sem complicação, seria a solução ideal? Na teoria, é moderno, prático e emocionalmente resolvido. Na prática… nem sempre.Quando a gente tira isso da tela e leva pra vida real, as coisas costumam ganhar outras camadas. Porque onde já existe conexão, confiança e convivência, o envolvimento pode ir além do combinado. Expectativas silenciosas, ciúmes inesperados, frustrações… e, muitas vezes, o que era leve começa a pesar. A pergunta deixa de ser “vale a pena?” e vira “dá pra sair disso sem perder a amizade?” Existe maturidade emocional suficiente pra lidar com os desdobramentos? Ou, no fundo, a gente entra achando que está tudo sob controle… até não estar mais?

  19. 564

    Obsessão pelo 'Looksmaxxing': entenda como a busca pela beleza masculina adoece jovens na internet

    Jovens, disciplinados, focados na aparência e obcecados por status. O perfil pode até parecer saudável à primeira vista, mas nem sempre é. Inspirados por personagens como Patrick Bateman, de Psicopata Americano, uma geração tem ressignificado o autocuidado nas redes sociais.O problema? O que era pra ser equilíbrio virou obsessão.  O chamado “looksmaxxing” ganhou força no TikTok e em fóruns online, propondo a “maximização” da aparência masculina. Só que, dentro de comunidades ligadas à chamada machosfera, esse conceito ultrapassa qualquer limite saudável. A aparência passa a ser tratada como moeda social, com homens classificados em rankings de beleza, de “betas” a “Chads”, numa lógica que mistura insegurança, comparação constante e uma busca quase inalcançável por perfeição.  De dietas extremas a métodos agressivos e até autolesivos para “corrigir” traços físicos. O que se vende como evolução pessoal, muitas vezes esconde transtornos de imagem, baixa autoestima e uma pressão silenciosa por validação. No fim das contas, a pergunta que fica é incômoda: até que ponto cuidar da aparência é saudável… e quando isso começa a custar a própria saúde?  

  20. 563

    Acesso sem permissão ao celular do parceiro pode dar até 4 anos de prisão

    Uma prática comum, quase banal, mas que pode custar caro: até quatro anos de prisão. Segundo uma pesquisa da Avast (2023), 61% dos brasileiros já acessaram o celular do parceiro, e 41% fizeram isso sem autorização. O que muita gente trata como “curiosidade” ou até “instinto” pode ser enquadrado como crime de invasão de dispositivo informático, previsto no Artigo 154-A do Código Penal. E é justamente aí que nasce o desconforto: quando o afeto vira justificativa para violar a privacidade?Os dados mostram mais do que comportamento. Revelam uma cultura de vigilância dentro das relações. Fotos, mensagens, redes sociais… o acesso vai muito além de um “olhar rápido”. E mesmo sabendo que não têm esse direito, 69% dos entrevistados reconhecem que a prática é indevida, mas ainda assim acontece. Entre suspeitas, inseguranças e comparações constantes, surge uma pergunta inevitável: até que ponto o ciúme é sentimento… e quando ele vira controle?O recorte de gênero também chama atenção: entre os que admitem acessar sem permissão, a maioria são mulheres. Isso aponta para uma discussão mais profunda, não necessariamente sobre quem controla mais, mas sobre como a insegurança tem se manifestado nas relações. Ah! Detalhe importante... não estamos falando só de casais. A lei vale para qualquer relação, entre amigos, familiares, pais e filhos. Quando a invasão se torna hábito, o crime passa a ser relativizado. E aí vem a provocação que incomoda: se é tão comum, por que ainda é tão difícil respeitar a privacidade de quem está mais próximo?

  21. 562

    Dia Mundial da Atividade Física - Não é sobre fazer tudo; é sobre fazer alguma coisa!

    Segunda-feira, 06 de abril, Dia Mundial da Atividade Física. E talvez o maior equívoco que a gente comete seja acreditar que só vale se for intenso, perfeito ou digno de post. No meio de metas irreais e rotinas corridas, muita gente trava antes mesmo de começar. Mas a verdade é bem menos complicada e até mais libertadora: não é sobre performance, é sobre constância. Não é sobre virar atleta, é sobre parar de deixar o corpo em segundo plano.A ciência já entendeu algo que a gente insiste em ignorar: movimento não precisa vir com rótulo de “treino oficial” pra fazer diferença. Subir escadas, andar mais rápido, carregar sacolas, se mexer ao longo do dia… tudo isso conta. Estudos recentes mostram que poucos minutos diários de esforço moderado já ajudam a reduzir riscos de doenças cardíacas. Minutos. Será que o problema é mesmo falta de tempo… ou a forma como a gente enxerga o movimento?Hoje o Interessa bate um papo com o educador físico, palestrante e criador do método Supercore Brasil, especializado em treinamento funcional integrado utilizando apenas o peso do corpo, Kenji Takahashi. 

  22. 561

    Sedentarismo Cognitivo - O que acontece com o nosso cérebro quando tudo a nossa volta exige cada vez menos esforço mental

    O mercado de bem-estar nunca esteve tão aquecido: movimenta trilhões de dólares e foca excessivamente na performance do corpo. Monitoramos passos, calorias e sono, mas o que estamos fazendo com a nossa mente? Enquanto o corpo está em evidência, o cérebro parece entrar em um estado de acomodação perigoso.Ganha força um conceito que ajuda a explicar esse cenário: o sedentarismo cognitivo. Ele se manifesta nos hábitos mais cotidianos e está presente na rotina de todos.Delegamos caminhos ao GPS, memórias à agenda do celular e dúvidas simples ao Google. A atenção se fragmenta em vídeos curtos e, cada vez mais, tarefas mentais complexas são entregues à inteligência artificial. A mente continua ativa, mas cada vez menos exigida. Ela não está ficando preguiçosa sozinha; nós estamos deixando que ela atrofie.Os dados reforçam esse alerta. Brasileiros passam mais de 9 horas por dia conectados, transformando o que seria tempo de descanso em um bombardeio de estímulos sem pausa. O ganho de praticidade é evidente, mas qual é o preço da nossa autonomia intelectual? É possível manter o raciocínio crítico em um mundo de respostas prontas e pensamento padronizado?Nesta live do Interessa, nossas meninas analisaram o paradoxo: nunca houve tanto acesso à informação, mas nunca fizemos tão pouco esforço para processá-la com profundidade.O cérebro ainda está sendo exercitado ou estamos terceirizando nossa capacidade de pensar?

  23. 560

    Dia Nacional da Saúde e da Nutrição: a alimentação como aliada no tratamento da menopausa

    Celebrado em 31 de março, o Dia da Saúde e da Nutrição reforça a importância de escolhas alimentares conscientes para a prevenção de doenças e promoção do bem-estar. Especialmente para as mulheres na menopausa.Essa fase, marcada pelo fim do ciclo reprodutivo feminino, provoca uma série de mudanças no organismo que vão muito além dos hormônios, impactando o sono, o humor, o metabolismo e a saúde óssea e cardiovascular. Estudos apontam que a alimentação pode ser uma aliada importante no manejo desses sintomas.Com a redução dos níveis de estrogênio, há maior propensão ao ganho de peso, à perda de massa óssea e a alterações no colesterol. Além disso, cresce a atenção para o papel do intestino nesse processo. A chamada disbiose, que é o desequilíbrio da microbiota intestinal, pode intensificar inflamações, impactar a absorção de nutrientes e até influenciar o metabolismo hormonal, agravando sintomas da menopausa.Nesse cenário, uma alimentação rica em fibras, alimentos naturais e probióticos pode contribuir para o reequilíbrio intestinal e, consequentemente, para uma melhor resposta do organismo nessa fase.

  24. 559

    Pielonefrite: a infecção urinária que atinge os rins

    Sintomas comuns como dor pélvica, ardência ao urinar e sensação de bexiga cheia muitas vezes são normalizados, especialmente por quem convive com algumas condições. Mas quando surgem sinais diferentes, como calafrios, náuseas, dor nas costas e até sangue na urina, é preciso acender o alerta. Foi assim que um quadro inicialmente confundido com uma infecção urinária simples evoluiu para o diagnóstico de pielonefrite, uma infecção que ultrapassa a bexiga e atinge os rins.  Apesar de muitas vezes começar como uma cistite, a pielonefrite pode evoluir de forma silenciosa e nem sempre apresenta os sintomas clássicos, como febre alta ou dor intensa. Existem diferentes tipos da doença, com graus variados de gravidade, e nem todo organismo reage da mesma forma. Isso torna o diagnóstico mais desafiador e reforça a importância de investigar sinais persistentes ou atípicos, mesmo quando exames iniciais não apontam alterações.  Mulheres estão mais suscetíveis a infecções urinárias por questões anatômicas, mas outros fatores também podem aumentar o risco, como histórico recorrente, presença de cálculos renais, alterações no trato urinário e condições inflamatórias pélvicas. Diante disso, fica a pergunta: como identificar quando uma infecção deixa de ser simples? Sintomas leves podem esconder quadros mais graves? E hábitos como segurar o xixi ou beber pouca água realmente influenciam nesse processo?

  25. 558

    Aumento da licença-paternidade: pais mais presentes ou só mais dias em casa?

    Durante décadas, o pai brasileiro teve oficialmente apenas cinco dias para participar da chegada de um filho. Agora, um projeto aprovado pelo Senado prevê a ampliação gradual da licença-paternidade para até 20 dias até 2029. A mudança reacende uma discussão importante: será que mais tempo em casa significa, de fato, mais participação na criação dos filhos? Ou estamos apenas ampliando um prazo sem mexer na cultura que define quem cuida e quem “ajuda”?Historicamente, a licença curta ajudou a reforçar a ideia de que o cuidado é responsabilidade feminina. Enquanto muitos homens retornavam rapidamente ao trabalho, mulheres assumiam sozinhas a adaptação à nova rotina com o bebê. Isso contribuiu para um ciclo que ainda se repete: homens que não aprendem a cuidar porque não são estimulados e mulheres sobrecarregadas que, muitas vezes, também enfrentam dificuldade em dividir esse espaço, seja por falta de confiança ou pelo hábito de centralizar as funções. Mas será que 20 dias são suficientes para mudar esse cenário?A discussão vai além do tempo e passa por comportamento, educação emocional e divisão real de responsabilidades. Para aprofundar esse debate e entender os impactos dessa mudança, Eliene Lima, psicóloga especialista em parentalidade e maternidade participa do Interessa e vai ajudar a analisar se estamos diante de uma transformação real ou apenas simbólica na construção da paternidade no Brasil.

  26. 557

    É lésbica porque se decepcionou com homem!

    Nos últimos meses, a atriz Heloísa Périssé voltou aos holofotes não por um novo papel, mas pela vida amorosa. Após anos em relacionamentos com homens, ela assumiu um namoro com a diretora Leticia Prisco, e o assunto rapidamente ganhou as redes sociais. Junto com a curiosidade, veio também uma velha frase, muitas vezes dita em tom de brincadeira: “do jeito que as coisas estão, na próxima decepção com homem eu caso é com uma mulher.” Mas será que essa ideia faz mesmo sentido?Casos como os de Ludmilla, Kristen Stewart, Fernanda Souza, Fernanda Gentil, Amber Heard e Maitê Proença frequentemente reacendem esse debate. Existe uma percepção comum de que relações entre mulheres seriam mais fáceis ou mais sensíveis, o que pode ser uma visão simplista e até perigosa. Relações entre mulheres também envolvem complexidade, conflitos e construção emocional. Mais do que isso: não são um “plano B” para frustrações com homens, mas sim conexões legítimas, baseadas em desejo, afeto e identificação.O tema levanta uma questão importante: a orientação sexual pode mudar por causa de uma decepção amorosa ou o que acontece é uma abertura para desejos que antes estavam reprimidos? Para aprofundar essa conversa e discutir os limites entre mito e realidade, o podcast conta com a presença de Gabriela Maia Paixão, psicóloga e psicanalista, que traz reflexões sobre sexualidade, construção do desejo e os desafios de romper com padrões sociais.

  27. 556

    “Eu me demito!”: entenda o revenge quitting, a ‘demissão por vingança’

    Teve uma época em que pedir demissão era um verdadeiro drama: mãos suando, coração acelerado e aquele frio na barriga antes de encarar o chefe. Hoje, a frase “eu me demito” parece sair com muito mais naturalidade. Não é por acaso. Com o desemprego em baixa e mais oportunidades no radar, cresce o número de profissionais dispostos a buscar novos caminhos. Esse cenário dá mais segurança para recomeçar e faz muita gente repensar se vale a pena permanecer onde está.  Mas não é só sobre oportunidades. Um novo termo tem ganhado força: “revenge quitting”, ou demissão por vingança. Nesse caso, sair do emprego não é apenas uma decisão racional, é também um recado. Profissionais deixam seus cargos como forma de protesto contra ambientes tóxicos, falta de reconhecimento ou excesso de pressão. Dados mostram que os trabalhadores se sentem estagnados e consideram o ambiente de trabalho prejudicial à saúde mental. Ou seja, não é só sobre crescer… é também sobre sobreviver emocionalmente.  O fenômeno revela uma mudança importante: estabilidade já não é mais suficiente. Hoje, trabalho precisa, no mínimo, não custar a saúde mental. Mas onde está a linha entre estratégia e impulso? Pedir demissão pode ser um ato de autonomia ou uma reação emocional. Para entender melhor esse cenário e seus impactos, o programa recebe Ricardo Castanheira, especialista em cultura organizacional, liderança e engajamento, que vai ajudar a refletir sobre limites, decisões e o que as empresas ainda precisam aprender sobre retenção de talentos.  

  28. 555

    Março Amarelo: um BAFTA para a dor que sempre foi ignorada, conheça mais sobre a endometriose

    Um curta-metragem de apenas 19 minutos conseguiu o que muitas mulheres tentam há anos: serem vistas / ouvidas. “This Is Endometriosis”, dirigido por Georgie Wileman, que convive com a doença, venceu o BAFTA 2026 de Melhor Curta-Metragem Britânico e trouxe visibilidade global para uma condição silenciosa e, muitas vezes, desacreditada. A produção escancara a realidade de quem convive com dores intensas e sintomas que vão muito além de uma “cólica comum”.Apesar do reconhecimento internacional, a endometriose segue sendo subdiagnosticada. Estima-se que 1 em cada 10 mulheres em idade reprodutiva conviva com a doença, e o diagnóstico pode levar, em média, sete anos. Nesse intervalo, muitas enfrentam dores incapacitantes, sangramentos intensos, desconfortos intestinais e urinários, dor nas relações e até infertilidade, frequentemente ouvindo que “é normal” ou que “faz parte”. A experiência pessoal de quem vive essa realidade reforça o quanto a dor feminina ainda é minimizada.No Março Amarelo, mês de conscientização sobre a endometriose, o Interessa traz esse debate para o centro da conversa. O programa recebe a Dra. Karla de Carvalho Schettino, ginecologista especialista em endometriose, para discutir os desafios do diagnóstico, os impactos na qualidade de vida e os caminhos possíveis para que mais mulheres sejam ouvidas, acolhidas e tratadas com seriedade.Siga-nos nas redes:Instagram - https://www.instagram.com/programainteressa/ TikTok - https://www.tiktok.com/@interessa.otempo 

  29. 554

    Sexo bom faz a gente passar pano para gente ruim? E por que mulher tem que justificar que transa por transar?

    No Interessa de hoje, a sexóloga Renata Dietze trouxe uma reflexão poderosa sobre a autonomia do desejo. Discutimos como ainda é um caminho espinhoso para muitas mulheres olharem para o próprio prazer sem o peso da culpa ou do julgamento social.Renata explicou que, quando a mulher se permite entender o que realmente gosta e se apropria do próprio corpo, ela ganha clareza para decidir suas relações. Isso passa por entender que o sexo casual pode, sim, ser uma escolha legítima e saudável, desde que seja pautado no autoconhecimento e não em uma busca por validação externa.▶️ O episódio completo já está disponível no YouTube de O TEMPO e nos principais tocadores de podcast!

  30. 553

    A violência como espetáculo: por que não conseguimos parar de olhar?

    A final entre Cruzeiro e Atlético Mineiro no Campeonato Mineiro entregou o que muitos esperavam, mas por caminhos tortuosos. Além do futebol, o que dominou as redes sociais e as conversas de bar não foram apenas os gols, mas a briga generalizada entre os jogadores em campo. O soco, o empurrão e a fúria se tornaram o clipe principal das notícias. E o mais curioso: até quem não torce - ou nem gosta de futebol - parou para assistir.  Esse tipo de atração pelo caos não é exatamente novidade. Da Roma Antiga, com os combates de gladiadores, até as execuções públicas na Idade Média, a violência sempre teve plateia. Hoje, a arena mudou: saiu da areia e foi para o gramado, para a TV e, principalmente, para a palma da mão. Programas como o Big Brother Brasil mostram como o conflito também virou entretenimento psicológico. A lógica é simples: quanto maior o atrito, maior a atenção. E nós, espectadores, consumimos, comentamos e até torcemos dentro desse roteiro.  Siga O TEMPO no Google e receba as principais notíciasNo programa, nossas meninas conversam com o psicólogo Thiago de Paula para entender por que o conflito nos prende tanto. Será que assistir à violência funciona como uma válvula de escape para emoções reprimidas? Ou estamos apenas reproduzindo um comportamento antigo, agora com novas roupagens? Mais do que julgar o que vemos, a proposta é olhar para dentro: até que ponto esse espetáculo diz mais sobre quem assiste do que sobre quem protagoniza?

  31. 552

    ‘Future Faking’: promessa mantém o outro preso ao relacionamento, mas não o leva a lugar nenhum

    No Interessa desta quarta-feira, abrimos o jogo sobre uma cilada emocional que muita gente vive, mas poucos sabem dar nome: o Future Faking. Recebemos o psicólogo Gabriel Aguillar para entender como promessas de um amanhã brilhante podem ser usadas apenas para manter você presa a um relacionamento que não sai do lugar hoje.Usamos como ponto de partida o desabafo da atriz Dakota Johnson, que após anos de relacionamento com Chris Martin, expressou o arrependimento pelo tempo investido em planos que nunca viraram realidade. O future faking é exatamente isso: alimentar o outro com sonhos de casamento, filhos e viagens para garantir o vínculo emocional, sem qualquer intenção real de concretizá-los. A conversa sobre o futuro vira uma ferramenta de conexão rápida e manipulação, onde a vida real vai passando enquanto você espera por um próximo passo que nunca chega.Discutimos como isso acontece e nos afeta diretamente, trazendo traumas profundos ou dificuldades imensas de superar o fim da relação. Afinal, não é apenas o término de um namoro, mas o luto por uma vida inteira que foi prometida e nunca existiu. Gabriel explicou que o impacto psicológico de ser "enrolada" por anos mina a autoconfiança e a percepção de realidade da vítima, tornando o processo de cura muito mais lento e doloroso.

  32. 551

    Caso Adriana Araújo: entenda o que é o aneurisma cerebral

    Para muitas famílias, histórias de perdas precoces ficam marcadas por perguntas sem resposta. E não é raro ouvir relatos de parentes que partiram muito jovens por causas que, na época, eram pouco compreendidas.O aneurisma cerebral é uma dessas condições que, durante muito tempo, foi associado apenas à idade avançada. Na prática, porém, ele pode surgir em qualquer fase da vida.Trata-se de uma área enfraquecida na parede de uma artéria que, sob a pressão constante do sangue, vai se dilatando lentamente até que, em alguns casos, se rompe. Quando isso acontece no cérebro, pode provocar um AVC hemorrágico, com consequências graves e muitas vezes fatais.  Nos últimos dias, a morte precoce da sambista belo-horizontina Adriana Araújo reacendeu esse alerta. A artista passou mal em casa, desmaiou e, em poucas horas, estava em estado gravíssimo após a ruptura de um aneurisma.Esse tipo de evento costuma se manifestar com uma dor de cabeça súbita e extremamente intensa, descrita por muitos pacientes como “a pior da vida”. Náusea, rigidez na nuca, desmaio e alterações neurológicas também podem aparecer, exigindo atendimento médico imediato.  Mas reconhecer os sinais do próprio corpo nem sempre é simples. Muitas vezes acreditamos estar cuidando da saúde ao controlar pressão, colesterol ou glicemia, enquanto hábitos cotidianos continuam sendo negligenciados.Quem tem histórico familiar tem mais risco? O aneurisma pode ser prevenido ou detectado antes de se romper? Para esclarecer essas e outras dúvidas, o Interessa recebe a médica neurologista, Júlia Kallás. Ouça!

  33. 550

    Geração Ansiosa: o que estamos fazendo com as nossas crianças - ainda dá tempo de mudar a situação?

    A ideia de que estamos vivendo “tempos difíceis” já virou quase um consenso. A cada dia parece surgir um novo motivo para preocupação coletiva: crises sanitárias, violência, instabilidade política, conflitos globais. Mas os dados indicam algo ainda mais inquietante: crianças e adolescentes de hoje relatam níveis de ansiedade maiores do que pacientes psiquiátricos infantis da metade do século passado.O fenômeno aparece em pesquisas que acompanharam milhares de jovens ao longo de décadas, como o estudo “The Age of Anxiety? Birth Cohort Change in Anxiety and Neuroticism, 1952-1993”, da pesquisadora Jean M. Twenge, da Case Western Reserve University, publicado no Journal of Personality and Social Psychology.  Siga O TEMPO no Google e receba as principais notíciasO que mudou tanto nesse intervalo? Ao mesmo tempo em que ganhamos autonomia, liberdade de escolha e independência, perdemos algo mais silencioso: a conexão social. Há mais pessoas morando sozinhas, relações mais frágeis e menos confiança nas interações. Soma-se a isso uma exposição constante a notícias de crise e ameaça.O cérebro humano, que não foi programado para lidar com sinais de perigo 24 horas por dia, entra em estado de alerta permanente, algo especialmente sensível para quem ainda está em desenvolvimento emocional.  Para discutir os impactos desse cenário e refletir sobre o que ainda pode ser feito para proteger a saúde mental das novas gerações, o Interessa recebe o psiquiatra Dr. Bruno Brandão.

  34. 549

    O que pesa mais? O etarismo ou a fantasia de carnaval?

    Aos 50 anos, rainha de bateria da Acadêmicos do Salgueiro, Viviane Araújo ouviu em pleno Carnaval se “já não estava na hora” de deixar a Sapucaí. Enquanto isso, Juliana Paes retomou o posto na Unidos do Viradouro aos 46, Sabrina Sato cruzou a Avenida pela Vila Isabel aos 45 com 40 quilos de fantasia, enquanto Bell Marques, aos 73, segue arrastando multidões sem que a idade vire manchete. Existe prazo de validade diferente para homens e mulheres?  No outro extremo, Virginia Fonseca, aos 26, foi criticada ao estrear como rainha da Acadêmicos do Grande Rio. Quando a mulher é madura, questionam se “já passou da hora”. Quando é jovem, duvidam da competência.  No Interessa, queremos saber: estamos falando de idade, experiência ou expectativa pública?  

  35. 548

    Melasma tem cura? Condição, que afeta autoestima das mulheres, não é descuido

    Melasma tem cura? Condição, que afeta autoestima das mulheres, não é descuidoDurante uma transmissão ao vivo, Selena Gomez respondeu com leveza a um comentário sobre um suposto “bigodinho”: não era falta de depilação, era melasma. A condição de pele, extremamente comum entre mulheres, está ligada a fatores hormonais, genéticos e à exposição solar e pode surgir mesmo com uso rigoroso de protetor. Não é desleixo, não é descuido, não é negligência.Embora benigna do ponto de vista médico, o melasma afeta diretamente a autoestima e a relação com o espelho. Não há cura definitiva, mas há controle e tratamento.No Interessa, conversamos sobre cuidado, informação e também sobre a pressão para que a pele feminina esteja sempre impecável. 

  36. 547

    Violência Vicária, quando uma mulher é ferida através do que ela mais ama

    O Brasil voltou a se chocar com crimes em que filhos foram usados como instrumento de vingança contra suas mães. Investigações como a divulgada pelo Metrópoles e análises da BBC News Brasil trouxeram à tona um termo ainda pouco conhecido, mas devastador: violência vicária. Trata-se de quando o agressor fere, ameaça ou até mata os próprios filhos para atingir emocionalmente a ex-companheira. É o controle levado ao limite mais perverso.Neste episódio, a bancada feminina discute como identificar sinais de alerta, o que diferencia violência vicária de alienação parental e por que tantas mães não são ouvidas a tempo. Como proteger as crianças? Como acolher essas mulheres sem revitimizá-las? 

  37. 546

    O recomeço dos amores antigos: e quando existe volta depois de anos?

    O ator Dudu Azevedo confirmou que reatou com a ex-esposa, Fernanda Mader, quase cinco anos após a separação. Eles não estão sozinhos: histórias de “round 2” no amor têm se multiplicado, de casais famosos a reencontros entre 'anônimos' que acontecem décadas depois. Afinal, o tempo amadurece, muda prioridades e pode transformar antigos desencontros em novas possibilidades.  Mas quando alguém decide soprar as cinzas do passado, a pergunta é inevitável: estamos voltando para a pessoa real de hoje ou para a memória idealizada de ontem? No Interessa, queremos ouvir você. Vale insistir em um amor antigo ou isso é medo de recomeçar do zero? Participe ao vivo e compartilhe sua experiência!  

  38. 545

    "Efeito Benito": a celebração da latinidade - e por que o mundo se rendeu ao nosso tempero?

    O sucesso de Bad Bunny vai muito além das paradas musicais. Ele representa uma mudança de eixo cultural: pela primeira vez em décadas, o “ser latino” não está à margem, nem traduzido para caber no outro. Está no centro, com orgulho e identidade intactos. Quando Benito canta sobre Porto Rico, ele valida cada laje, cada esquina e cada história da América Latina inteira.  No Interessa, nossas meninas querem saber: você também sente esse orgulho pulsar quando vê o mundo dançando no nosso ritmo? O que mais te encanta nessa irmandade latina: o calor humano que nos aproxima ou a diversidade que nos fortalece? 

  39. 544

    Dia Mundial da Obesidade: o risco do uso desenfreado das canetas emagrecedoras

    Você já deve ter visto nas redes sociais alguém jurando ter encontrado a “fórmula mágica” do corpo perfeito. As chamadas canetas emagrecedoras viraram tendência, mas o alerta é sério. Pesquisa inédita da Universidade de São Paulo aponta o crescimento acelerado do uso desses medicamentos por pessoas sem diagnóstico de obesidade ou doença metabólica, transformando tratamento de saúde em atalho estético.Antes que o Dia Mundial da Obesidade chegue, em 4 de março, o Interessa quer discutir os riscos reais desse uso indiscriminado, os perigos do mercado clandestino e os efeitos - como náuseas, dependência emocional, pancreatite e possível efeito rebote. Até que ponto o desejo pelo corpo ideal pode colocar a saúde em risco? 

  40. 543

    Nesse raio de suruba, me passaram a mão na bunda… ainda não comi ninguém! As inseguranças que envolvem participar de um swing

    'Neste raio de suruba… já me passaram a mão na bunda... ainda não comi ninguém!'Nos anos 1990, os Mamonas Assassinas cantavam sobre suruba, digo, swing, com deboche e muita ousadia, especialmente para a época. Cantavam sobre sexo coletivo, desejo e, sobretudo, sobre frustrações como quem canta 'sapo cururu'! O tempo passou e… décadas depois, a fantasia continua viva. As inseguranças também! Comparação de corpos, de desempenho, de desejo. No meio do bacanal, surge a pergunta que quase ninguém admite: e se eu não for escolhido? Vem saber como agir no Interessa!

  41. 542

    As pessoas estão preparadas para a nossa mudança? Ou esperam sempre o mesmo comportamento?

    Mudar assusta, né? Mas e quando a sua mudança incomoda o outro?Nesta quarta-feira, o Interessa discutiu se as pessoas estão realmente preparadas para a nossa evolução ou se esperam que a gente repita sempre os mesmos comportamentos. O debate foi acendido pela entrada de Babu Santana no BBB 26: aos 46 anos, o público reencontrou um homem mais leve e divertido, bem diferente daquela postura defensiva e pressionada de seis anos atrás.Para aprofundar essa reflexão, recebemos a psicóloga Camila Fardin, que nos ajudou a entender por que é tão incômodo lidar com a mudança do outro. Falamos sobre como essa expectativa não se limita ao reality; na vida real, muitas vezes somos aprisionados em versões antigas de nós mesmos por amigos ou familiares que não aceitam que a nossa bagagem mudou. Discutimos a importância de reconhecer quando ciclos e comportamentos deixam de caber na nossa vida atual.

  42. 541

    ‘Bonitofobia’: dói mais em quem sofre da ‘condição’ ou em quem não?

    “Bonitofobia”, pode isso produção?No Interessa desta terça-feira, a gente mergulhou nesse termo que rodou a internet e deu o que falar. Tudo começou com o ex-BBB Jonas Sulzbach, que desabafou por não querer ser resumido a sua beleza. A internet, claro, não perdoou e o debate entre o deboche e a reflexão séria foi lançado.Para entender o que existe por trás dessa polêmica, recebemos o psicólogo Gustavo Cury, que nos ajudou a enxergar além da superfície. Por mais que o termo soe fútil ou até bobo para muitos, o assunto revela camadas profundas sobre autoconhecimento, autoestima e traumas. Discutimos a dualidade desse tópico: de um lado, o privilégio óbvio que a beleza traz em uma sociedade estética; do outro, o estigma de que “quem é bonito não pode ter problemas” ou de que a beleza anula a inteligência e o esforço.

  43. 540

    Por que o peido, uma necessidade fisiológica, é tabu?

    Peido, pum, gases... nomes tem vários, mas a verdade é: todo mundo tem vergonha.O Interessa desta segunda recebeu a Dra. Vera Ângelo, gastroenterologista, para falar sobre esse tabu que a internet adora tratar como “quinta série”, mas que é saúde pura. O papo começou com o vídeo viral da Ana Castela, que supostamente deu aquela agachadinha estratégica no palco para soltar um “bufinha” — e pronto, o assunto tomou conta das redes.A própria artista entrou na zoeira, mas a Dra. Vera nos ajudou a olhar para o que está por trás da piada. Por que algo absolutamente humano ainda gera tanto constrangimento, especialmente para as mulheres? Parece que a gente tem que sublimar um aroma de flores do campo até no pum! A verdade é que soltar gases faz parte do funcionamento normal do organismo. Todo mundo produz e todo mundo elimina (inclusive dormindo!), e o hábito de segurar por vergonha pode causar dores, inchaço e problemas intestinais sérios.Discutimos como a alimentação, o ritmo de vida e até a ansiedade interferem na nossa produção de gases. Dá para rir do meme, sim, mas também dá para informar: o que nos leva a sentir tanta vergonha do que é natural? É hora de normalizar o que o corpo faz para se manter saudável.

  44. 539

    ‘Posso até não te dar flores, mas dou tapa na bunda’: e por que não os dois?

    “Tapa na bunda ou flores? E por que não os dois?” 💐🔥Foi com esse questionamento que o Interessa de hoje recebeu a psicóloga e sexóloga Renata Lanza. O papo partiu de um refrão que anda grudado na mente de muita gente para discutir algo bem mais profundo: essa divisão da sexualidade feminina.A letra da música brinca com a ideia de que carinho e desejo ocupam prateleiras diferentes — como se receber flores anulasse a intensidade de um tapa na bunda, ou vice-versa. A Renata nos ajudou a desconstruir esse rótulo de “dama na rua e **** na cama”, que insiste em dizer que a mulher que assume seu prazer de forma livre e divertida se torna “menos digna” de afeto. Por que gostar de cuidado e conversa seria incompatível com viver a sexualidade de forma intensa?Discutimos como o desejo feminino não nasce no vácuo e muito menos fica pronto em 3 minutos como um miojo! Ele precisa de contexto, segurança e troca. No fim das contas, quem ganha quando a mulher é empurrada para essas caixinhas (ou santa, ou safada) é o homem, que acaba economizando no envolvimento emocional. Dá para ser carinhosa, profunda, sensual e tudo mais ao mesmo tempo. Uma coisa não diminui a outra; na verdade, completa.

  45. 538

    Virei subordinado do meu amigo: e agora? Como lidar com o novo chefe

    Vocês tomavam café juntos, reclamavam da chefia, dividiam memes, almoços, confidências e indignações corporativas. Até que a vida resolveu dar um plot twist: seu amigo ou sua melhor amiga virou seu chefe. O que parecia motivo só de comemoração vem acompanhado de sentimentos menos glamourosos: frustração, comparação, ciúme e a sensação inevitável de que algo mudou. Porque mudou mesmo.Pra quem não foi promovido, surgem dúvidas difíceis de engolir: “e eu?”, “por que não chegou minha vez?”, “posso continuar sendo quem eu era?”. Já pra quem assume a liderança, o desafio é outro: como liderar alguém que ontem dividia a mesa do bar? Nem todo mundo entende que não é mudança de caráter - é mudança de função.No Interessa, a gente conversa sobre hierarquia, amizade, maturidade emocional e limites. Como preservar vínculos quando o jogo muda? Dá pra aplaudir o crescimento do outro sem transformar isso numa ferida pessoal? A dor é pela amizade que mudou… ou pelo lugar que você queria ocupar?

  46. 537

    Fim da folia? Que nada! Estica o Carnaval mais um pouquinho, aí! Interessa recebe: Swing Safado

    Acabou na terça? Oficialmente, sim. Mas Belo Horizonte nunca foi muito boa em aceitar o fim da festa de Carnaval, assim, de primeira... Somos resistência! Sempre tem um bloco que resolve aparecer, um ensaio que vira cortejo, um encontro que reacende a bateria dias e mais dias depois do encerramento da folia. Porque, convenhamos, se tem uma coisa que mineiro sabe fazer é dar um jeitinho para tudo!O Bloco Swing Safado que o diga! Nasceu de uma mistura muito boa, diga-se de passagem: a musicalidade da Bahia com o jeito mineiro de festejar. Axé com sotaque de BH.Esse pessoal chega a 2026 celebrando 13 carnavais e reforçando a identidade com o tema “BH tem um tempero”, inspirado na canção O baiano tem um molho. Aliás... se a proposta é esticar a alegria, o Swing Safado leva isso a sério: desfila durante e depois do Carnaval, como quem diz que a farra não acaba quando o calendário manda.Pra falar sobre essa mistura de ritmos, sobre tradição, resistência e sobre esse talento belo-horizontino de não dizer tchau tão cedo, o Interessa recebe o fundador e idealizador do bloco, Jeffim da Base.

  47. 536

    “Brasil de pé!” - Interessa recebe: Havayanas Usadas celebrando 10 anos de carnaval de Beagá

    Festa em dose dupla: Carnaval e aniversário. Em 2026, o Havayanas Usadas completa 10 anos de trajetória e celebra uma década sendo símbolo de multidão, axé e ocupação das ruas de Belo Horizonte. Quem acompanha a folia da cidade certamente já correu atrás do bloco na Avenida Andradas, de onde ele sai tradicionalmente, reafirmando a rua como espaço central dessa história.No Interessa desta quarta-feira (11), a bancada recebe Heleno Augusto, vocalista e um dos fundadores do bloco, para falar sobre como o Havayanas cresceu junto com o Carnaval de BH e por que ocupar a cidade sempre foi parte fundamental desse percurso. Em 2026, o bloco desfila com o tema “Brasil de pé!”, que vai além da música e provoca reflexões sobre identidade, resistência e alegria como ato político.O episódio propõe pensar o Carnaval como espaço de expressão, pertencimento e posicionamento coletivo. O que significa “estar de pé” num país tão múltiplo? Como a folia pode ser, ao mesmo tempo, celebração e consciência social? 

  48. 535

    As coisas boas são de graça! - Interessa recebe: Juventude Bronzeada

    Nem tudo que tem valor cabe numa etiqueta de preço. Um colo amigo depois de um término, um abraço apertado no fim de um dia puxado, a recepção eufórica do pet ao chegar em casa: são esses pequenos grandes momentos que abastecem a vida e não custam dinheiro. Ainda assim, muita gente segue acreditando que só vale o que pode ser comprado.É para provocar essa reflexão que o Interessa abre a semana de pré-Carnaval recebendo o Juventude Bronzeada, um dos blocos mais tradicionais de Belo Horizonte. Em 2026, o coletivo leva para as ruas o lema “As coisas boas são de graça”, reafirmando que afeto, encontro e pertencimento seguem sendo o coração da folia.O programa desta segunda (08) recebe Rodrigo Magalhães (Boi), regente geral e um dos fundadores do bloco, para uma prosa sobre a história do Juventude, sua relação com o Carnaval de Beagá e o papel do bloco na construção de uma festa mais afetiva, coletiva e cheia de sentido. Confira!

  49. 534

    Cansadas dos ‘hétero-tops’: mulheres querem homens sensíveis, conscientes e sensatos - e por que esse comportamento é considerado afeminado?

    Por décadas, o modelo de homem ideal foi vendido como durão, pouco emocional, provedor, avesso ao diálogo e fiel a uma masculinidade rígida. Só que esse padrão vem sendo cada vez mais questionado, principalmente pelas mulheres. Nas redes, cresce o interesse por homens que fogem do estereótipo do hétero-top: mais sensíveis, abertos à conversa, atentos ao autocuidado e menos presos a papéis de gênero. Esse movimento também dialoga com um dado alarmante: o Brasil vive um cenário grave de violência contra a mulher, com recordes sucessivos de feminicídio e uma média de quatro mulheres mortas por dia em 2025.Homens que demonstram emoções, cuidam da aparência, expressam afeto e não performam a masculinidade “trincada” costumam virar alvo de rótulos como “afeminado” ou “fraco”. Mas desde quando ouvir, respeitar limites, conversar sem agressividade, fazer terapia e demonstrar empatia virou motivo de ridicularização? A ideia de que sensibilidade é atributo feminino e força é atributo masculino empobrece as relações, cria homens emocionalmente analfabetos e mulheres sobrecarregadas.Por que ainda confundimos sensibilidade com fragilidade? Quem ganha quando homens são ensinados a não sentir? Chamar um homem funcional, consciente e emocionalmente disponível de “afeminado” não é uma tentativa de desqualificar o básico? Participe da conversa. A live tem início às 14h nos canais O Tempo e O Tempo Livre no Youtube.Se faz parte da sua vida, Interessa!Instagram: https://www.instagram.com/programainteressa/ TikTok: https://www.tiktok.com/@interessa.otempo 

  50. 533

    Tesão tem cheiro? Quando o desejo passa pelo corpo, não pelo perfume

    Uma fala no BBB chamou atenção e gerou diferentes comentários nas redes: Juliano Floss disse que ama o cheiro da axila de Marina Sena. Teve quem achasse engraçado, teve quem sentisse vergonha alheia e teve quem pensasse: “isso é estranho demais pra ser dito em voz alta”. Mas será que é mesmo? Ou a gente só não aprendeu a falar de desejo fora do padrão "limpinho, perfumado e socialmente aceitável"?O cheiro do corpo sempre teve um papel enorme na atração. Não o perfume, mas o cheiro de pele. Aquele que conforta, excita, dá vontade de chegar perto ou, ao contrário, afasta de imediato. A questão é que vivemos numa cultura que tenta neutralizar o corpo: desodorante, sabonete antibacteriano, perfume por cima de tudo - como se o desejo precisasse ser higienizado para ser permitido.O axilismo, nome dado à atração pelo cheiro das axilas, pode soar exótico, mas toca em algo bem mais comum do que parece. O olfato ativa memória, emoção e excitação antes mesmo da razão entrar em cena. Talvez por isso esse tipo de desejo cause tanto desconforto. Porque ele escancara algo que a gente tenta esconder: o tesão nem sempre é bonito, organizado ou fácil de explicar. Ele passa pelo suor, pela pele, pelo instinto.No papo, o próprio Juliano admitiu ter vergonha de falar sobre isso. E essa vergonha diz muito mais sobre a forma como a gente lida com o desejo do que sobre o desejo em si. Por que algumas preferências são vistas como normais e outras como estranhas? Quem decide o que é aceitável no sexo? Existe desejo “errado” quando há consentimento? Até que ponto o nojo é socialmente aprendido? E por que falar de cheiro ainda parece mais constrangedor do que falar de outras práticas sexuais?

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