Krazy Kazt

PODCAST · arts

Krazy Kazt

O podcast sobre histórias em quadrinhos. Criado pelo estudioso amador de HQs Filipe Lima e pelo jornalista Thiago Borges, editor do blog O Quadro e o Risco e da revista Banda.

  1. 11

    KK #11 – Alexandre S. Lourenço: desenhando a vida em miniaturas

    A forma como Alexandre S. Lourenço desenha talvez seja uma das mais reconhecíveis do quadrinho nacional. Afinal, ninguém consegue miniaturizar a vida como esse artista carioca. Seus personagens e o mundo ao redor deles (casas, carros, objetos) são pequenininhos, mas tão cheios de detalhes que quase precisam de lupa para serem apreciados completamente. É curioso, então, como suas HQs, mesmo com desenhos minúsculos, conseguem amplificar todo o drama da existência humana – abordando memórias dolorosas, relacionamentos quebrados, famílias em busca de reencontros, pessoas tentando sobreviver no capitalismo tardio – em meio a estruturas narrativas pouco usuais. Este episódio do Krazy Kazt analisa as obras de Lourenço com o objetivo de entender o que faz dele um dos mais importantes formalistas do gibi brasileiro contemporâneo.Quadrinhos comentados– Robô esmaga (JBC)– Você é um babaca, Bernardo (Mino)– As incríveis aventuras do Homem-Aranha (La Gougoutte)– Boxe (La Gougoutte)– Devolve minha cabeça (volume da coleção Ugrito, Ugra Press)– Damasco (com Lielson Zeni, editora Brasa)– Algumas de suas verdades ainda moram em mim (Conrad)– Robô esmaga 2 (independente)Capítulos 0:00 – Abertura 1:29 – Comentários iniciais 5:41 – Introdução: quem é Alexandre S. Lourenço 9:15 – O “miniaturismo” de seus quadrinhos 13:45 – Robô esmaga 25:01 – Você é um babaca, Bernardo 1:02:27 – As incríveis aventuras do Homem-Aranha 1:11:29 – Boxe 1:37:55 – Devolve minha cabeça (Ugrito) 1:43:39 – Damasco 2:22:39 – Algumas de suas verdades ainda moram em mim 2:43:36 – Robô esmaga 2 2:49:05 – Curiosidades 2:49:47 – Encerramento ATENÇÃO Este episódio tem um vídeo companion, que pode ser visto no YouTube ou Spotify, com conteúdo exclusivo: uma análise da HQ Durma bem, monstro (La Gougoutte). Não se esqueça de assisti-lo aqui!Links– Substack de Alexandre S. Lourenço– Entrevista no Papo Zine– Entrevista sobre Você é um babaca, Bernardo no O Quadro e o Risco– Entrevista sobre Saudações Vascaínas na newsletter Virapágina, de Érico Assis– Entrevista sobre Damasco no Scream & Yell– Entrevista sobre Damasco no VitralizadoCréditos musicais– 2x5: I. Fast, de Bang on a Can e Steve Reich (Double Sextet/2x5) – Etude Nº 3 (piano cover), de Philip Glass

  2. 10

    KK #10 – 2015, um ano fabuloso para o quadrinho nacional

    Em 2015, o quadrinho brasileiro entrava em um processo de mudanças que moldaria o futuro de seus mais diferentes aspectos – produção, divulgação, mercado. A bem da verdade, esse processo já vinha ocorrendo anos antes, mas é em 2015 o momento em que diversos elementos se alinham para transformar a HQ nacional para sempre: nasce uma casa editorial (Mino) focada 100% em nossos artistas, embalando o gibi independente num formato de luxo nunca antes visto; é inaugurada em São Paulo uma comic shop (Ugra Press) voltada principalmente para a venda de zines e quadrinho alternativo; é gestada a ideia para uma premiação (Prêmio Grampo) que olha para o panorama geral dos lançamentos de HQs no Brasil – e essas são apenas algumas das iniciativas daqueles tempos efervescentes. De lá pra cá, o que mudou e o que se mantém nesse cenário? O que evoluiu, o que regrediu? O Krazy Kazt, uma década depois, mergulha no fabuloso quadrinho brasileiro de 2015 para analisar por que aquele momento foi fundamental para os nossos gibis.Capítulos0:00 – Abertura1:15 – Comentários iniciais5:13 – Introdução: por que analisar o ano de 201514:50 – Inauguração da loja física da Ugra Press19:05 – Criação da editora Mino + crise no mercado de livros31:07 – O fortalecimento da CCXP + a importância dos eventos para a produção43:16 – A imprensa especializada em gibis50:10 – Movimentos editoriais56:26 – Antologia O Fabuloso Quadrinho Brasileiro de 20151:01:35 – Prêmio Grampo de 2016 + a figura do "crítico" de quadrinho1:12:52 – Prêmio Grampo de 20251:17:28 – O quanto o gibi nacional mudou em dez anos: temas e estilos1:40:54 – DespedidaQuadrinhos comentados– Aventuras na Ilha do Tesouro, de Pedro Cobiaco (Mino)– Talco de Vidro, de Marcello Quintanilha (Veneta)– Lavagem, de Shiko (Mino)– Quando Nasce a Autoestima?, de Regiane Braz e Jefferson Costa (Trem Fantasma)– Pigmento, de Aline Zouvi (Cia. das Letras)– Filosofia do Mamilo, de Vitorelo (Veneta)– O Fabuloso Quadrinho Brasileiro de 2015 (Narval)– Coleção Ugritos (Ugra Press)Créditos musicais– Tema CCXP (versão de Filipe Lima)– Lucy and Linus, de Béla Fleck and the Flecktones

  3. 9

    KK #09 – Rutu Modan e a honestidade da ficção

    De que forma a arte, mais especificamente os quadrinhos, pode analisar um mundo cheio de injustiça e morte? Estamos tão acostumados com o relato puro e simples que a ficção passou a ser encarada como algo inadequado para refletir sobre a realidade? A obra de uma das melhores quadrinistas de nosso tempo, a israelense Rutu Modan, nos relembra da infinita capacidade das histórias imaginadas para comentar fatos concretos. Por meio de sátira mordaz, construção de tramas invejável e personagens complexos e humanos, Rutu desconstrói criticamente a sociedade na qual vive, revelando toda a contradição do próprio povo e do estado de Israel. Convidada para a 8ª Bienal de Quadrinhos de Curitiba, evento realizado de 4 a 7 de setembro, a artista foi criticada por pessoas da cena de quadrinhos nacional, sendo acusada de "supostamente" não se posicionar contra a barbárie cometida por seu país contra os palestinos. Infelizmente, Rutu não compareceu à mostra – e não houve explicação oficial do motivo. O Krazy Kazt acredita que o acontecimento gera um enorme vácuo no debate sobre gibis em nosso país. Com este episódio do podcast, esperamos preencher esse vazio por meio de análises e informações aprofundadas a respeito de Rutu Modan, suas posições (e decisões de como expô-las publicamente) e a força narrativa de suas HQs.Capítulos0:00 – Abertura1:50 – Introdução: Rutu Modan, Bienal de Quadrinhos e a Internet24:01 – Biografia de Rutu Modan27:58 – Jamilti and Other Stories45:18 – Mixed Emotions47:19 – Exit Wounds1:08:34 – War Rabbit1:24:00 – A Propriedade1:42:33 – Túneis2:13:32 – Curiosidades e despedidaQuadrinhos comentados– Jamilti and Other Stories (Drawn & Quarterly)– Mixed Emotions (série publicada no jornal The New York Times)– Exit Wounds (Drawn & Quarterly)– The Murder of the Terminal Patient (publicado no jornal The New York Times)– War Rabbit (publicado na antologia francesa International Graphic Novels: Volume V e no site Words Without Borders)– A Propriedade (WMF Martins Fontes)– Túneis (WMF Martins Fontes)Links– Tira da série Mixed Emotions, no The New York Times– War Rabbit, HQ feita em parceria com o jornalista Igal Sarna, no Words Without Borders– Artigo Imperativo político, da revista Quatro Cinco Um, com depoimentos de quatro escritores israelenses, incluindo Rutu Modan– HQ The Murder of the Terminal Patient, no The New York Times– Entrevista com Rutu Modan sobre Túneis, no O Quadro e o Risco– HQ de Gabriela Güllich para a seção Entre Quadros, do Mina de HQ, retratando entrevista com a quadrinista israelense– Artigo sobre o conceito de "shooting and crying": Dehumanized Victims: Analogies and Animal Avatars for Palestinian Suffering in Waltz with Bashir and “War Rabbit”, por Rachel Kunert-GrafCréditos musicais– Don't Care Where You From, de 47SOUL (Shamstep)– Recital de dois pianos, de Duo Amal

  4. 8

    KK #08 – As revoluções de Yoshiharu Tsuge

    São poucas as pessoas que realmente mudam para sempre o campo da arte no qual trabalham – e uma lista séria sobre quadrinistas desse porte não pode deixar de fora, sob nenhum aspecto, Yoshiharu Tsuge. Tendo ganhado experiência como artista no mercado japonês de aluguel de gibis no fim dos anos 1950 e começo dos 1960, Tsuge se torna o expoente máximo do mangá alternativo surgido a partir da criação da revista Garo, em 1964. Ele enxergou antes de todos o que as HQs poderiam ser: experimentais, fragmentadas, ao mesmo tempo autobiográficas e ficcionais. Numa década marcada por diversas transformações sociais pelo planeta, Tsuge não precisou de armas ou palavras de ordem para dar início à uma revolução silenciosa – revolução essa que talvez nem tenha sido notada à época em outras partes do globo, mas que remodelou o fazer gibi em seu país. Para celebrar o lançamento nacional de Nejishiki, coletânea com a mítica história homônima, o Krazy Kazt destrincha o que faz desse criador um paradigma incontornável do quadrinho mundial. Quadrinhos comentados– The Swamp (volume 1 da coleção com trabalhos do autor publicada pela editora Drawn & Quarterly)– Red Flowers (volume 2 da coleção da Drawn & Quarterly)– Nejishiki (volume 3 da coleção da Drawn & Quarterly)– Nejishiki (Veneta)– Oba Electroplating Factory (volume 4 da coleção da Drawn & Quarterly)– O Homem Sem Talento (Veneta)Links– Artigo "A revolução silenciosa de Nejishiki, história de Yoshiharu Tsuge que moldou a HQ moderna", no O Quadro e o Risco– Artigo de Helen Chazan sobre a representação do abuso sexual nas HQs de Tsuge, no The Comics Journal– Tsuge visita a exposição sobre sua obra no Festival de Angoulême em 2020– Sequência inicial da adaptação de Nejishiki para o cinema, feita em 1998 pelo diretor Teruo Ishii– Curta experimental animado de Nejishiki, de 1976, feito pelo diretor Noboru Noh– Playlist com gameplay completa do jogo baseado em diversos quadrinhos de Tsuge, lançado em 1989Créditos musicais– 나사식/Screw-Style, de 폭풍취한돌고래/Storm-Drunk Whale (つ​げ​(​츠​게​)​/​Tsuge) – Abashiri Bangaichi, de Ken Takakura

  5. 7

    KK #07 – Ivo Puiupo: caminhos experimentais para histórias pessoais

    É possível contar histórias pessoais – aquelas nas quais o criador se revela intimamente ao leitor – de forma fragmentada, indireta, por meio de labirintos narrativos. Uma das grandes provas disso no quadrinho nacional é o trabalho de Ivo Puiupo, multiartista luso-brasileiro que há anos está na vanguarda da HQ experimental feita em nosso país. Nome bastante influente na cena alternativa, Puiupo tem uma produção prolífica, tendo sido publicado em diversos países da América Latina e Europa, além de nos Estados Unidos. Seus enredos se utilizam de imagens e textos muitas vezes contrastantes para visitar o inconsciente, na busca pelo entendimento da própria identidade – e os gibis dele não se limitam ao aspecto psicológico ou surreal, passeando também pelo humor pós-moderno, pelo meme. Este episódio do Krazy Kazt traça um panorama da carreira de Puiupo, com o objetivo de extrair sentidos dessa produção única.Quadrinhos comentados– Topografias (Piqui)– Gume (independente)– Pepito – volume 1 e 2 (Pepito Corporation)– Cápsula (Quiabo Editora)– Kitnet (Sapata Press)– Sinapses (Chili com Carne)– Mundo (volume da coleção Ugrito, Ugra Press)– Esqeleto (independente)– Cuscuz (selo Catacumba, do Pepito Corporation)Links– Site do Puiupo (em inglês)– Crítica de Gume, no O Quadro e o Risco– Crítica de Kitnet, no O Quadro e o Risco– Artes originais de Puiupo na 9º Galeria– Edição de A Ilha do Tesouro, de Robert Louis Stevenson, pela editora Antofágica, ilustrada por Puiupo– Game Meninu, da Melancia Games, com arte de Puiupo– Medium do Puiupo, com quadrinhos antigos do artista– Entrevista (em inglês) de Puiupo e Adônis Pantazopoulos Créditos musicais– Läuft… Heisst Das Es Läuft Oder Es Kommt Bald... Läuft, de Faust (Faust IV)– Propadada, de The Ex & Tom Cora (Scrabbling at the Lock)– Lose This Skin, de The Clash (Sandinista!)

  6. 6

    KK #06 – Victor Bello e a pureza do quadrinho crasso

    Quadrinhos toscos, cheios de escatologia e podreira, supostamente mal desenhados, também podem atingir uma pureza artística, um zênite no uso das ferramentas dessa mídia – especialmente se forem os feitos por Victor Bello. O catarinense de Joinville faz gibis há quase quinze anos, tendo se firmado como uma das mentes mais singulares da cena underground por conta de um trabalho inclassificável: as HQs são de humor, mas interligadas a diversos gêneros (policial, aventura, drama esportivo, ficção científica, filme de prisão etc.) por meio de enredos que se ramificam de forma quase infinita – boa sorte a quem tentar fazer sinopses simples de qualquer obra do autor. Bebendo de fontes tão diversas como Hermes & Renato, cinema de artes marciais dos anos 1980, Philip K. Dick e videogames (para ficar em poucas), Bello se tornou, faz tempo, uma influência para outros artistas, sejam novatos ou com anos de estrada, tanto na questão visual como temática. Este episódio do Krazy Kazt analisa toda a carreira do quadrinista, mergulhando em obras malucas, mas igualmente tocantes.Quadrinhos comentados– Feto em Conserva #1 e #3 (independente)– Úlcera Vortex (Escória Comix)– Incontinência Tripária (volume da coleção Ugrito, Ugra Press)– O Alpinista (Escória Comix)– Sinuca Paranoide – As Tacadas do Bambino (Pé-de-Cabra)– Crono Xiririca (Pé-de-Cabra)– Basquetito All-Stars (volume da coleção Mau Gosto Comics, Mau Gosto)– Goró (Gordo Seboso)– Revista Pé-de-Cabra (Pé-de-Cabra)– Porta do Inferno (Escória Comix)– El Perro Feo (Escória Comix)– Revista Bufa-Gunfa (Bufa-Gunfa Produções)Links– Gravura Tailpiece, or The Bathos, de William Hogarth– Tumblr de Victor Bello, com páginas de algumas HQs dele (incluindo histórias curtas na íntegra)– Entrevista de Bello sobre O Alpinista, no Vitralizado– Entrevista de Bello sobre Sinuca Paranoide, no Vitralizado – Úlcera Vortex - Volume 1, na loja da Escória Comix– Crono Xiririca, na loja da Pé-de-Cabra– Incontinência Tripária, na loja da Ugra Press – Artigo Por que “O Alpinista”, de Victor Bello, é um dos maiores quadrinhos nacionais de todos os tempos, no O Quadro e o RiscoCréditos musicais– Seven Goblins, de Masayoshi Takanaka (versão cover)– Whispers, trilha sonora original do game Side Pocket (Super Nintendo)– Divano, de Era (versão cover por Meninas Cantoras de Petrópolis)

  7. 5

    KK #05 – Nancy: a anatomia de uma tira

    É possível uma tira sobre crianças, criada há quase um século, ser adorada por um séquito fiel, formado por alguns dos maiores quadrinistas do mundo? Sim, se a obra em questão for Nancy, do norte-americano Ernie Bushmiller. De Daniel Clowes a Caroline Cash, passando por Lucas Varela e Joost Swarte, os fãs do trabalho parecem enxergar algo mais profundo nesse quadrinho sobre banalidades infantis, protagonizado por uma menininha de design inconfundível. Olhando mais de perto, Nancy de fato se transforma em algo maior: é arte de vanguarda, arte metalinguística – e ainda funciona como modelo a ser replicado na escrita e no desenho de tiras. Para aproveitar que em 2024 Nancy voltou com força ao imaginário das HQs, sendo republicada após anos fora de catálogo e ganhando até mesmo um evento temático nos EUA, o Krazy Kazt mergulha nessa "tira das tiras", esmiuçando o que faz a criação de Bushmiller algo tão único no universo dos quadrinhos. ⁠No post sobre este episódio no site do Krazy Kazt, você encontra todas as tiras analisadas.⁠ Links – ⁠Onde ler Nancy (1): página com tiras clássicas do Bushmiller no site GoComics⁠ – ⁠Onde ler Nancy (2): perfil no Bluesky com postagens diárias⁠ – ⁠O conservadorismo de Harold Gray, criador de Little Orphan Annie⁠ – ⁠Artigo How To Read Nancy original, de Mark Newgarden e Paul Karasik⁠ – ⁠Palestra de Alan Watts e Sluggo zen⁠ – ⁠Vídeo com livro infantil da Nancy por Olivia Jaimes⁠ – ⁠Nancy (1982), quadro de Andy Warhol não finalizado⁠ – ⁠Love's Savage Fury, história de Mark Newgarden para a antologia Raw #8⁠ – ⁠Nancy in USA, zine do artista português Filipe Matos⁠ Créditos musicais – Moonlight, de Conrad – Alabama Jubilee, de R. Crumb And His Cheap Suit Serenaders

  8. 4

    KK #04 – Especial – A maior exposição de gibis da história (e o que ela nos ensina)

    Em 29 de maio, começou no Centre Georges Pompidou, em Paris, França, a exposição La BD à Tous les Étages. Aberta até 4 de novembro, tem um escopo tão grande e diversificado que pode ser considerada a maior da história das HQs pela quantidade e importância dos materiais presentes (mesmo levando em conta aquelas montadas em espaços próprios para gibi). Filipe Lima representou o Krazy Kazt no Velho Continente recentemente, visitando a exposição e vários outros locais dedicados a quadrinhos. O que viu gerou inúmeras reflexões – afinal, na Europa, as HQs fazem parte de uma indústria centenária e possuem lugar cativo na sociedade como entretenimento para todas as idades. E aqui, no Brasil, como é nossa relação com essa mídia? Este episódio especial busca responder às indagações surgidas durante os passeios do Filipe e comenta, em detalhes, os destaques da principal mostra que faz parte da exposição, a Bande Dessinée 1964-2024, que analisa o desenvolvimento da linguagem dos quadrinhos nas últimas seis décadas.IMPORTANTEComo falamos de coisas visuais (museus, artes originais etc.), era necessário mostrar tais coisas. Por isso, preparamos uma postagem no O Quadro e o Risco que serve como complemento ao episódio. A dica é você ouvir este KK #4 enquanto confere as quase 200 fotos lá no blog.VEJA A POSTAGEM AQUICapítulos do episódio2:40 – A forma de os europeus encararem os quadrinhos: o mercado de lá e o mercado de cá17:55 – Os museus próprios para HQs28:04 – Exposições sobre gibis no Brasil30:22 – O escopo da exposição La BD à Tous les Étages35:55 – Como a exposição estava dividida40:04 – Mostra Bande Dessinée 1964-202444:36 – Seção “Contracultura”1:03:45 – Seção “Risada”1:14:35 – Seção “Susto”1:32:55 – Seção “Sonhos”1:36:05 – Seção “Enquanto passam os dias”1:47:28 – Seção “Cor, preto e branco”2:10:23 – Seção “Histórias pessoais”2:17:17 – Seção “Ficção futurista”2:29:08 – Seção “História e memória”2:48:16 – Seção “Literatura”3:03:15 – Seção “Cidades”3:18:06 – Seção “Geometria”3:26:32 – O que fez falta na exposição e considerações finaisLinks– Dois quadrinhos no topo da lista de livros mais vendidos na França em 2023– Entrevista com Yoshihiro Tatsumi, conduzida por Adrian Tomine– Artigo “A revolução silenciosa de Nejishiki, história de Yoshiharu Tsuge que moldou a HQ moderna”, no O Quadro e o Risco– Artigo “Como os gibis da EC Comics moldaram os temas e a estética do cinema de George A. Romero!, no O Quadro e o Risco– Artigo “As muitas faces de Tatsumi Yoshihiro”, no O Quadro e o Risco– Entrevista com Brecht Evens, no O Quadro e o Risco– Artigo “Pensando em Joe Matt – e numa forma de abordar histórias que desaparece com o tempo, no O Quadro e o Risco– Documentário Seth’s Dominion, sobre a vida e obra do quadrinista canadense SethCréditos musicais– Like a Velvet Glove Cast in Iron, The House of Forever e Stall Genie, de Victor Banana (Like a Velvet Glove Cast in Iron, 1993)

  9. 3

    KK #03 – Trots and Bonnie: desafiando o politicamente correto

    Pré-adolescentes que só pensam em sexo; homicídio; nudez; tortura; aborto; absorventes sujos; contos eróticos escritos por um cachorro: esses são apenas alguns dos assuntos abordados por Trots and Bonnie, tira escrita e desenhada pela americana Shary Flenniken. Publicado na lendária revista de humor juvenil National Lampoon de 1972 a 1993, o quadrinho resistiu ao tempo não como peça de museu, mas, sim, como um dos mais provocadores trabalhos da cena mainstream dos Estados Unidos em todos os tempos. Há cinquenta anos, Shary falava sobre temas ainda tabus para a sociedade atual, sob um ponto de vista feminino e feminista, a um público de leitores majoritariamente masculino. Para isso, usou humor de primeira linha e desenhos dignos dos grandes mestres das tiras do início do século 20. Este episódio do Krazy Kazt apresenta uma artista e um trabalho injustamente desvalorizados pelo tempo, tão relevantes hoje como no auge de sua popularidade, décadas atrás. Quadrinhos comentados– National Lampoon (revista de humor e quadrinhos norte-americana)– It Ain't Me, Babe – antologia editada por Trina Robbins e Barbara “Willy” Mendes (publicado por Last Gasp)– Wimmen’s Comix – antologia editada, entre outras, por Patricia Moodian e Trina Robbins (Last Gasp/Renegade Press/Rip Off Press)– Air Pirates Funnies (Last Gasp)– Tits & Clits – antologia editada por Joyce Farmer e Lin Chevely (Nanny Goat Productions/ Last Gasp)– Abortion Eve (Nanny Goat Productions)– Squeak the Mouse (Massimo Mattioli, Veneta)– Manual do Minotauro (Laerte, Quadrinhos na Cia.) Links– Artigo sobre o coletivo Air Pirates Funnies no blog O Quadro e o Risco– Artigo sobre a antologia It Ain't Me, Babe no blog O Quadro e o Risco– Entrevista com Shary Flenniken no The Comics Journal– Entrevista com Shary Flenniken, em vídeo, no canal Elliott Bay Book Company– Comic Book Confidential, documentário de Ron Mann (1988)Outros artistas e obras citados no episódioBill Murray, Chris Miller, Dan O'Neill, Bobby London, Gary Hallgren, Francis Ford Coppola, THX 1138 (filme de George Lucas), Ted Richards, H.T. Webster, Clare Briggs, Robert Crumb, S. Clay Wilson, Michel Choquette, Vaughn Bodē, Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas (filme de Arthur Penn), Jim Woodring, O Rei do Pedaço (animação de Mike Judge e Greg Daniels), Frank King, Emily FlakeCréditos musicais– Ain't That Peculiar (Fanny, Live on Beat-Club ’71)– Blind Alley (Fanny, Live on Beat-Club ’71)

  10. 2

    KK #02 - A arte camaleônica de Bianca Pinheiro

    Nascida no Rio de Janeiro e radicada em Curitiba, Bianca Pinheiro é uma anomalia dentro do quadrinho nacional – quiçá, mundial. Transita confortavelmente entre a produção independente e o mainstream, criando projetos para financiamento coletivo ao mesmo tempo que tem obras publicadas pelas maiores editoras do País. Junte a isso um desenho dinâmico, que se transforma para cada um dos diferentes gêneros encontrados em suas HQs, e temos uma das artistas mais camaleônicas de nossa era. Este episódio do Krazy Kazt comenta as obras de Bianca e seu processo criativo.Quadrinhos comentados– Bear (online, relançado pela editora Nemo e Conrad)– Dora (independente, relançado pela Mino)– Meu Pai é um Homem da Montanha (independente)– Mônica – Força (coleção Graphic MSP, Panini)– Alho-Poró (independente, relançado pela Conrad)– Eles Estão Por Aí (Todavia)– Sob o Solo (Pipoca & Nanquim)– O Menino de Ouro & A Caixa de Alcebias (Conrad)Links– Especial sobre a carreira de Bianca no Papo Zine– Bianca e a trilogia da família disfuncional, no blog O Quadro e o Risco– Crítica de Eles Estão Por Aí, no blog O Quadro e o Risco– HQ de Bianca para a Série Postal, do blog VitralizadoOutros artistas e obras citados no episódioJillian Tamaki, Eleanor Davis, Josh Simmons, Intriga Internacional (filme de Alfred Hitchcock), Quentin Tarantino, George Lucas, Taylor SwiftCréditos musicais– Sound and Vision, de David Bowie (Low)

  11. 1

    KK #01 – Especial – Diego Gerlach, nosso maior contrabandista

    Antes da descrição do episódio, um aviso importante sobre o desastre climático que atingiu o Rio Grande do Sul: vários colegas quadrinistas e editoras gaúchas foram duramente castigados pelas enchentes históricas no Estado. Abaixo seguem os contatos de algumas dessas pessoas, além de formas de doação. Todos precisam reconstruir suas vidas e precisam de nossa ajuda.⁠Brasa Editora⁠ - PIX (e-mail): [email protected] ⁠Diego Gerlach⁠ - PIX (e-mail): [email protected] ⁠Dínamo Estúdio (Daniel HDR)⁠ - PIX (e-mail): [email protected] ⁠Felipe Xavier⁠ - PIX (e-mail): [email protected] ⁠Gabriel Kolbe⁠ - PIX (e-mail): [email protected] ⁠Júlia Albertin⁠ -PIX (e-mail): [email protected] ⁠Kezia Trentini⁠ - PIX (e-mail): [email protected] ⁠Luciano Ribeiro⁠ - PIX (CPF): 74101951004 ⁠Marcelo Grisa⁠- PIX (e-mail): [email protected] ⁠Rafa Fritz⁠ - PIX (e-mail): [email protected] ⁠Tai Editora⁠ - PIX (celular): 51993576776 ⁠Talita Grass⁠ - PIX (e-mail): [email protected] -----------------------------------------------------------------------------------------------Natural de São Leopoldo (RS), ⁠Diego Gerlach⁠ incorpora a entidade artística chamada “autor independente”: ele sozinho imprime, refila, grampeia, distribui seus gibis – e quantos mais verbos couber na vida de quadrinista alternativo. Após um hiato de quase cinco anos, esse ícone da cena underground nacional volta com lançamentos de peso. Nada melhor, então, do que aproveitar o retorno dele, um dos maiores frasistas/aforistas de nosso tempo, para dar o pontapé inicial no Krazy Kazt. O episódio de estreia traz uma análise sobre a carreira de Gerlach e sobre o que faz de sua obra algo tão singular dentro do gibi brasileiro.Quadrinhos comentados – Milhões Agora Vivendo Jamais Morrerão (online) – Pinacoderal: Rudimentos da Linguagem (Pé-de-Cabra) – A.D.B. – Ano do Bumerangue (independente) – Série Know-Haole (independente) – O Bonde Transmutóide (independente, com Everton Luiz Cidade) – Arrecém (Série Ugrito, da Ugra Press) – Noia – Uma História de Vingança (Escória Comix) – Pirarucu (encarte do projeto Baiacu, da Todavia) – Batata-quente (MMarte) – #@*%!!! (Instituto Moreira Salles) – Alvorada dos Corações Macabros (Pé-de-Cabra) – Antologias Strapazin (revista suíça), Portal do Inferno (Escória Comix) e Cavalo de Teta (independente)Links – ⁠Pré-venda de Alvorada dos Corações Macabros, no site da Pé-de-Cabra⁠ – ⁠HQs online de Gerlach publicadas no Medium, incluindo Milhões Agora Vivendo Jamais Morrerão⁠ – ⁠#@*%!!!, no site Instituto Moreira Salles⁠ – ⁠Ensaio Se faço, não erro, pelo próprio Gerlach⁠ – ⁠Entrevista para o Papo Zine⁠ – ⁠Artigo sobre a série Know-Haole, no blog O Quadro e o Risco⁠ – ⁠Vídeo da briga Gil da Esfiha vs Galerito⁠Créditos Musicais – Fogo do Amor, de Nunes Filho (Só Sucessos de Nunes Filho - O Príncipe do Brega - Volume 32)– Experiência Religiosa, de Pedro Pastoriz (Projeções)

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