Mãe de 4Ruivinhos conta histórias infantis

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Mãe de 4Ruivinhos conta histórias infantis

Imagina uma família com 4Ruivinhos...Mamãe, Alexia, Haninha, e os gêmeos Tintin e Teté dão boas vindas a vocês! Estamos empolgados por tê-los conosco aqui no nosso podcast, por meio do qual compartilhamos risadas, história infantil e um pouco do caos encantador que é a vida com essa turma de cabelos vermelhos. Nossos pequenos têm 7, 5 e 3 anos, e adoram explorar o mundo do era uma vez e brincadeiras!O podcast "Mãe de 4Ruivinhos" é uma extensão do nosso amor pela arte e pela educação. Buscamos inspirar nossos filhos a mergulharem no universo mágico dos livros que amamos e da imaginação. Guardo no coração as aventuras que lia e relia quando podia e as inúmeras vezes em que dormia ao som das histórias infantis contadas da Coleção Disquinho.Esperamos que vocês se juntem a nós nessa jornada encantadora!Não se esqueçam de se inscrever para receber atualizações sobre os episódios do podcast "Mãe de 4Ruivinhos". Estamos ansiosos para

  1. 34

    Assim assado

    A história gira em torno de um grupo de personagens curiosos e cativantes que se envolvem em uma aventura gastronômica, onde as receitas ganham vida própria. a autora, com seu estilo único, cria um universo lúdico e colorido, capaz de atrair leitores de todas as idades.

  2. 33

    fábula de esopo

    As fábulas de Esopo são um conjunto de histórias curtas e com moral, protagonizadas por animais antropomorfizados. São creditadas a Esopo, um contador de histórias grego que viveu entre os anos 620 a.C. e 560 a.C. 

  3. 32

    MEU CRESPO É DE RAINHA

    Meu crespo é de rainha É um livro infantil que celebra a beleza dos cabelos crespos e cacheados, e a importância de se orgulhar da própria identidade. 

  4. 31

    Monstro papapalmeiras

    O monstro Papapalmeiras come todo tipo de palmeira. Mas, além de comer palmeiras, existe outra coisa de que ele gosta muito… Muitíssimo! 

  5. 30

    Mula sem cabeça

    A Mula sem Cabeçaé um livro que conta a história da criatura misteriosa do folclore brasileiro. A história mostra como uma mulher é amaldiçoada e transformada em uma mula com fogo no lugar da cabeça. 

  6. 29

    O BOM SAMARITANO

    A parábola do Bom Samaritano, narrada por Jesus no Novo Testamento, conta a história de um homem que, após ser assaltado e deixado ferido à beira da estrada, é ignorado por um sacerdote e por um levita. No entanto, um samaritano, considerado inimigo pelos judeus, se aproxima, cuida das feridas do homem e o leva a uma hospedaria, pagando por seus cuidados. A moral da história é que devemos demonstrar amor e compaixão ao próximo, independentemente de sua origem ou posição social, ensinando que a verdadeira bondade transcende barreiras.

  7. 28

    O grande urso esfomeado

    "O Grande Urso Esfomeado"É uma história infantil que acompanha um urso faminto em busca de comida. Ele se aventura pela floresta, tentando pegar diversos animais para saciar sua fome. No entanto, todos os animais se mostram mais espertos e conseguem escapar dele, usando truques e astúcia. A fábula traz uma lição sobre como, por mais forte ou ameaçador que alguém pareça, a inteligência e a união podem ser mais eficazes para superar desafios.

  8. 27

    O guizo e o gato

    "O Guizo e o Gato"É um conto de fábula que traz uma história sobre a astúcia e a ingenuidade. A narrativa gira em torno de um gato e um ratinho que, juntos, resolvem colocar um guizo no pescoço do gato para alertar os outros animais da casa sobre sua presença. No entanto, a moral da história destaca a falta de ação prática: todos concordam com a ideia, mas ninguém tem coragem de colocar o guizo, pois temem que isso os exponha ao perigo. O conto ensina que, muitas vezes, boas ideias são inúteis sem a coragem de executá-las.

  9. 26

    O Lobo e o Burro - Fábulas de Esopo

    O livro O lobo e o burro conta a história de um burro que, ao ver um lobo espiando-o, cria um plano para se salvar. O burro finge que está aleijado e manca, e quando o lobo aparece, diz que pisou num espinho. O lobo procura o espinho com cuidado, e o burro dá um coice que o faz ficar dolorido. O burro foge satisfeito, enquanto o lobo se levanta. A moral da história é ter cuidado com favores inesperados.

  10. 25

    Trilili - O Esquilo Travesso

    Vejam só, meus amiguinhos, eu me chamo Trilili, O esquilo mais bonito que existe Por aqui! ---Não paro um instante, Andando Aos pulinhos, E não deixo em paz os meus amiguinhos! ---Que orelhas, que rabo! Que bicho Mais Feio! Se eu fosse O teu dono, te punha um arreio. ---Ah! Ah! Malcriado! Ou desce daí, ou vais apanhar! Vem cá, Trilili! ---Lá vem Dona Abelha Zangada, descendo! O remédio agora É sair correndo! Trilili! É sair correndo! ---São muitas voando! Ai! Ai! Que fazer? Preciso arranjar onde me esconder! Trilili! Onde me esconder! ---Oba! Que beleza! Achei um abrigo! Aqui estou seguro! Passou o perigo! Porém Trilili, --- Vejam, que malandro! --- Em mais aventuras está ele pensando! ---Um laço eu amarro com jeito no cabo, E o outro, bem dado, na ponta do rabo! Tra- lá-lá-lá-lá-lá-lá! Tra- lá-lá-lá-lá-lá-lá! E o outro, bem dado, na ponta do rabo! ---Que é isso? Uma corda... Um nó bem atado... Socorro! Me acudam! Estou amarrado! E, assim, Trilili Talvez não esqueça desta bengalada em sua cabeça! Pois isso acontece para quem é levado. Um dia, na certa, será castigado.

  11. 24

    Raposa vai de carro

    Raposa vai de carroUma raposa tremelica feliz pelos pedregulhos, desliza entre as poças e dirige pelas curvas com seu carro. Até que um ratinho se junta a ela, e a raposa nem dá trela. E depois a toupeira, o passarinho e a cobra também pegam carona… Opa!

  12. 23

    A Lebre e a Tartaruga - Mãe de 4Ruivinhos conta historias infantis

    A fábula A Lebre e a Tartaruga conta a história de uma lebre que se achava a mais rápida da floresta e desafiou a tartaruga para uma corrida. A lebre era muito confiante e vaidosa, enquanto a tartaruga era mais lenta, mas firme em seus passos. A lebre ultrapassou a tartaruga facilmente e, vendo que ganharia, parou para cochilar. Quando acordou, a tartaruga já estava à frente e cruzou a linha de chegada. A lebre ficou surpresa e aprendeu que quem segue devagar e com constância sai sempre vencedor. A moral da história é que devagar se vai ao longe e quem muito quer nada tem. 

  13. 22

    Faça como o Bernardo

    Uma adorável história sobre individualidade e diferença. Bernardo decidiu que não será mais como os outros coelhos. Ele começa devagarzinho, mas quando finalmente se balança com a graça e se sacode com alegria, Bernardo mostra a todo mundo que a melhor coisa que um coelho pode fazer é ser como ele é.

  14. 21

    Todo mundo boceja

    Lendo o livro "TODO MUNDO BOCEJA" da autora Anita Bijsterbosch e tradução de Camila Werner. Os 4Ruivinhos pediram para mamãe ler um livro de história infantil com eles antes de dormir. O gato está um pouco cansado. Dá para perceber? Veja só, ele está bocejando. E é assim com a cobra, o guaxinim, o coelho, o porco, o crocodilo, o hipopótamo, a raposa-polar, a tartaruga... Todos os animais bocejam! Alguns com cuidado e de maneira discreta. Outros, de modo bem alto e animado!

  15. 20

    A toupeira que queria saber quem fez cocô na cabeça dela

    Lendo o livro "Da pequena toupeira que queria saber quem tinha feito cocô na cabeça dela" do autor Werner Holzwarth. Os4Ruivinhos pediram para mamãe ler um livro de história infantil com eles antes de dormir. Certa manhã, uma toupeirinha, ao sair de sua toca, tenta descobrir quem teria feito cocô sobre sua cabeça. Para esclarecer o enigma, ela irá interrogar todos os animais que encontrar no campo (o cavalo, a pomba, a vaca, o porco e quem mais aparecer). Para se inocentarem, os suspeitos exibem seus respectivos cocôs à toupeira. Finalmente, graças à ajuda de uma dupla de especialistas, ela encontra o culpado e dá um jeito de para se vingar.

  16. 19

    JOÃO E MARIA

    João e Maria é uma fábula muito antiga que conta a história de dois irmãos abandonados em uma floresta. A lenda, que foi transmitida através da oralidade por diversas gerações na época da Idade Média, foi coletada pelos irmãos Grimm no século XIX, e hoje integra um conjunto de contos muito presente no imaginário infantil. O título original é Hänsel und Gretel, e a história trazia elementos sombrios e um tanto diferentes do que conhecemos atualmente.

  17. 18

    A Bela e a Fera

    Bela é a filha caçula de um comerciante que passa por dificuldades financeiras, até que uma oportunidade aparece e ele parte em uma viagem a trabalho. Ao perguntar para as filhas o que desejavam de presente quando retornasse, Bela é a única que pede algo singelo ao pai: uma rosa. Durante a jornada o comerciante se abriga em um castelo e se depara com as rosas mais lindas que já encontrara. Quando ele colhe uma flor, uma horrível fera aparece furiosa e reivindica uma das filhas do comerciante como forma de reparar o roubo. Corajosamente, Bela se voluntaria e se torna prisioneira da terrível Fera em seu lindo castelo.

  18. 17

    João e o Pé de Feijão

    João e o Pé de Feijão é uma história infantil clássica que conta sobre João, um menino que morava com sua mãe e que um dia, precisaram vender sua vaca para conseguir comprar comida. Mas no meio do caminho, João encontra um senhor que oferece feijões mágicos em troca da vaquinha. Ao voltar pra casa, sua mãe enfurecida, joga os feijões pela janela. No dia seguinte, o menino se depara com um pé de feijão gigante que vai até o céu e ele resolve escalar. Lá, ele encontra a casa de um gigante que tem uma harpa mágica e uma galinha que põe ovos de ouro, então João e sua mãe tornaram-se prósperos e viveram felizes.

  19. 16

    Peter Pan

    Um dos mais populares clássicos infantis, Peter Pan é uma história que une gerações, contagiando também adultos com sua energia, imaginação e um enredo que permite diversos níveis de interpretação. O livro transporta crianças e adultos para um mundo mágico, povoado pela família Darling e pelos habitantes da Terra do Nunca - Peter Pan, os meninos perdidos, Sininho, o Capitão Gancho e seus piratas... Peter Pan é um rapaz que nunca cresceu e vive na Terra do Nunca. Ele conheceu as crianças Wendy, Michael e John através de sua janela e os levou para a Terra do Nunca, onde conheceram os Meninos Perdidos e enfrentaram o Capitão Gancho. No final, Wendy e os irmãos retornam para casa, mas Peter Pan promete voltar sempre que as crianças acreditarem na Terra do Nunca.

  20. 15

    Pinóquio

    O velho Gepeto é um carpinteiro que vive sozinho e sonha em ter um filho. Um dia, ele cria um boneco de madeira que ganha vida, graças à magia de uma fada. Batizado de Pinóquio, o boneco se torna um garoto muito travesso, que deseja se tornar um menino de verdade. Depois de se meter em várias confusões e viver grandes aventuras, Pinóquio vai ter seu desejo realizado, vira um menino de verdade.

  21. 14

    Talvez eu seja um elefante

    Lendo o livro "Talvez eu seja um elefante" do autor Jean Claude R Alphen. Os4Ruivinhos pediram para mamãe ler um livro de história infantil com eles antes de dormir. É a história de um coelhinho que se perde tanto na vida que não sabe onde está nem o que ele é. Então ele se confunde com vários animais da floresta. Como será que termina essa aventura?

  22. 13

    Gato Pra Lá e Pra Cá

    - Autor: Sylvia orthofEra um gato, muito viajado, que andava pulando por sobre o telhado, e encontrou, de repente, de cinza vestido, um ratinho choroso que estava perdido. O gato, de fato, que não gosta de rato, quis morder, quis pegar seu eterno inimigo, mas o rato cinzento parecia alguém tão sozinho, coitado, sem ter ninguém... Que despertou no gato uma certa tristeza vendo o rato chorando, naquela fraqueza.Dona Lua, redonda, que a tudo assistia, viu o rato sofrendo, naquela agonia, saiu lá do alto da sua morada, desceu cá pra perto, chegou apressada, usando, de prata, uma escada rolante, pousou no telhado a lua brilhante. O gato pra cá, miando pro rato. O rato pra lá, com medo do gato... Mas vendo a lua, o gato, de fato, ficou amoroso, miando poesia. A lua, tão gata, tão prata, sorria.O rato cinzento aproveitou o sossego, pulou no luar e virou um morcego!

  23. 12

    Amigo do Rei

    Autor: Ruth RochaEra uma vez um menino.Mais ou menos do seu tamanho.De nome Matias.Isso foi há muito, muito tempo...Naquele tempo ainda existia a escravidão.E Matias tinha nascido escravo.Matias era escravo de Ioiô.Ioiô era menino também.Do tamanho de Matias.Quando Ioiô nasceu na casa da fazenda, Matias estava nascendo na senzala.E os dois cresceram juntos.Muito amigos.Brincavam de tudo que menino brinca.Mas quando brigavam, como todo menino briga, Ioiô tinha sempre razão.Ioiô era o patrão.Matias, às vezes, contava a Ioiô:Sabe, Ioiô? Eu não vou ser escravo sempre, não.Um dia eu vou ser rei...Ioiô ria:- Como é isso, Matias?- É o que os escravos dizem... que lá na nossa terra meu pai era um grande rei.E eu vou ser rei, também.Ioiô não acreditava:- Só vendo.Matias insistia:- Vai chegar o meu dia...E um dia...Matias e Ioiô fizeram não sei o quê, que não deviam e não podiam fazer.O pai de Ioiô ficou zangado.Deu uma surra nos dois.Matias não ligou.Estava acostumado.Mas Ioiô ficou sentido, zangado.Vamos embora Matias.Vamos!Tem medo não.Ioiô?Ioiô não tinha.E os dois saíram.Entraram pela mata.A mata era perigosa.Mas não para Matias.Em cada curva havia uma indicação.Matias entendia: É por aqui.E em cada clareira encontravam alimento.E quando escurecia faziam uma fogueira.E os dois dormiam encolhidos, junto ao fogo.Viajaram assim, muitos dias.Até que, um dia, eles viram a mata toda enfeitada.Tambores tocavam ao longe.E de repente... gente!Guerreiros imponentes.Pintados, enfeitados, armados...- Ai, que medo!Ioiô quis correr.Mas os guerreiros se curvavam e falavam:Dunga tará sinherê! Salve o nosso rei!E sabe quem era o rei?O rei era Matias.E Matias e Ioiô foram carregados até a aldeia. Uma aldeia diferente...Aldeia de escravos fugidos, um quilombo.O povo da aldeia saudava seu rei: Dunda lá! Salve o rei! Saruê!E Matias sorria e pensava:- Chegou o meu dia...E chegaram outros dias.E Matias era rei e o que ele queria todos faziam.E Ioiô era amigo do rei – quase rei...Mas a saudade chegou.E entrou no coração de Ioiô.Ioiô quis voltar para casa.E o rei Matias consentiu.Matias e seus guerreiros levaram Ioiô pelos mesmos caminhos.E quando viram ao longe a fazenda de Ioiô, Matias se despediu.Um dia a gente se encontra.Quando meu povo não for mais escravo.E Matias voltou para a sua aldeia.E muito lutou por sua gente.Para que ninguém fosse escravo.Nunca mais.Muitos lutaram também.Lado a lado. Muitos negros, mulatos e brancos.E entre eles Ioiô, o amigo do rei.Fim!

  24. 11

    Soldadinho de Chumbo

    Autor: Hans Christian Andersen. Numa loja de brinquedos havia uma caixa de papelão com vinte e cinco soldadinhos de chumbo, todos iguaizinhos, pois haviam sido feitos com o mesmo molde. Apenas um deles era perneta: como fora o último a ser fundido, faltou chumbo para completar a outra perna. Mas o soldadinho perneta logo aprendeu a ficar em pé sobre a única perna e não fazia feio ao lado dos irmãos. Esses soldadinhos de chumbo eram muito bonitos e elegantes, cada qual com seu fuzil ao ombro, a túnica escarlate, calça azul e uma bela pluma no chapéu. Além disso, tinham feições de soldados corajosos e cumpridores do dever. Os valorosos soldadinhos de chumbo aguardavam o momento em que passariam a pertencer a algum menino. Chegou o dia em que a caixa foi dada de presente de aniversário a um garoto. Foi o presente de que ele mais gostou: — Que lindos soldadinhos! — exclamou maravilhado. E os colocou enfileirados sobre a mesa, ao lado dos outros brinquedos. O soldadinho de uma perna só era o último da fileira. Ao lado do pelotão de chumbo se erguia um lindo castelo de papelão, um bosque de árvores verdinhas e, em frente, havia um pequeno lago feito de um pedaço de espelho. A maior beleza, porém, era uma jovem que estava em pé na porta do castelo. Ela também era de papel, mas vestia uma saia de tule bem franzida e uma blusa bem justa. Seu lindo rostinho era emoldurado por longos cabelos negros, presos por uma tiara enfeitada com uma pequenina pedra azul. A atraente jovem era uma bailarina, por isso mantinha os braços erguidos em arco sobre a cabeça. Com uma das pernas dobrada para trás, tão dobrada, mas tão dobrada, que acabava escondida pela saia de tule. O soldadinho a olhou longamente e logo se apaixonou, e pensando que, tal como ele, aquela jovem tão linda tivesse uma perna só. "Mas é claro que ela não vai me querer para marido", pensou entristecido o soldadinho, suspirando. "Tão elegante, tão bonita... Deve ser uma princesa. E eu? Nem cabo sou, vivo numa caixa de papelão, junto com meus vinte e quatro irmãos". A noite, antes de deitar, o menino guardou os soldadinhos na caixa, mas não percebeu que aquele de uma perna só caíra atrás de uma grande cigarreira. Quando os ponteiros do relógio marcaram meia-noite, todos os brinquedos se animaram e começaram a aprontar mil e uma. Uma enorme bagunça! As bonecas organizaram um baile, enquanto o giz da lousa desenhava bonequinhos nas paredes. Os soldadinhos de chumbo, fechados na caixa, golpeavam a tampa para sair e participar da festa, mas continuavam prisioneiros. Mas o soldadinho de uma perna só e a bailarina não saíram do lugar em que haviam sido colocados. Ele não conseguia parar de olhar aquela maravilhosa criatura. Queria ao menos tentar conhecê-la, para ficarem amigos. De repente, se ergueu da cigarreira um homenzinho muito mal-encarado. Era um gênio ruim, que só vivia pensando em maldades. Assim que ele apareceu, todos os brinquedos pararam amedrontados, pois já sabiam de quem se tratava. O geniozinho olhou a sua volta e viu o soldadinho, deitado atrás da cigarreira. — Ei, você aí, por que não está na caixa, com seus irmãos? — gritou o monstrinho. Fingindo não escutar, o soldadinho continuou imóvel, sem desviar os olhos da bailarina. — Amanhã vou dar um jeito em você, você vai ver! — gritou o geniozinho enfezado. — Pode esperar. Depois disso, pulou de cabeça na cigarreira, levantando uma nuvem que fez todos espirrarem. Na manhã seguinte, o menino tirou os soldadinhos de chumbo da caixa, recolheu aquele de uma perna só, que estava caído atrás da cigarreira, e os arrumou perto da janela. O soldadinho de uma perna só, como de costume, era o último da fila. De repente, a janela se abriu, batendo fortemente as venezianas. Teria sido o vento, ou o geniozinho maldoso? E o pobre soldadinho caiu de cabeça na rua. O menino viu quando o brinquedo caiu pela janela e foi correndo procurá-lo na rua. Mas não o encontrou. Logo se consolou: afinal, tinha ainda os outros soldadinhos, e todos com duas pernas. Para piorar a situação, caiu um verdadeiro temporal. Quando a tempestade foi cessando, e o céu limpou um pouco, chegaram dois moleques. Eles se divertiam, pisando com os pés descalços nas poças de água. Um deles viu o soldadinho de chumbo e exclamou: — Olhe! Um soldadinho! Será que alguém jogou fora porque ele está quebrado? — É, está um pouco amassado. Deve ter vindo com a enxurrada. — Não, ele está só um pouco sujo. — O que nós vamos fazer com um soldadinho só? Precisaríamos pelo menos meia dúzia, para organizar uma batalha. — Sabe de uma coisa? — Disse o primeiro garoto. — Vamos colocá-lo num barco e mandá-lo dar a volta ao mundo. E assim foi. Construíram um barquinho com uma folha de jornal, colocaram o soldadinho dentro dele e soltaram o barco para navegar na água que corria pela sarjeta. Apoiado em sua única perna, com o fuzil ao ombro, o soldadinho de chumbo procurava manter o equilíbrio. O barquinho dava saltos e esbarrões na água lamacenta, acompanhado pelos olhares dos dois moleques que, entusiasmados com a nova brincadeira, corriam pela calçada ao lado. Lá pelas tantas, o barquinho foi jogado para dentro de um bueiro e continuou seu caminho, agora subterrâneo, em uma imensa escuridão. Com o coração batendo fortemente, o soldadinho voltava todos seus pensamentos para a bailarina, que talvez nunca mais pudesse ver. De repente, viu chegar em sua direção um enorme rato de esgoto, olhos fosforescente e um horrível rabo fino e comprido, que foi logo perguntando: — Você tem autorização para navegar? Então? Ande, mostre-a logo, sem discutir. O soldadinho não respondeu, e o barquinho continuou seu incerto caminho, arrastado pela correnteza. Os gritos do rato do esgoto exigindo a autorização foram ficando cada vez mais distantes. Enfim, o soldadinho viu ao longe uma luz, e respirou aliviado; aquela viagem no escuro não o agradava nem um pouco. Mal sabia ele que, infelizmente, seus problemas não haviam acabado. A água do esgoto chegara a um rio, com um grande salto; rapidamente, as águas agitadas viraram o frágil barquinho de papel. O barquinho virou, e o soldadinho de chumbo afundou. Mal tinha chegado ao fundo, apareceu um enorme peixe que, abrindo a boca, engoliu-o. O soldadinho se viu novamente numa imensa escuridão, espremido no estômago do peixe. E não deixava de pensar em sua amada: "O que estará fazendo agora sua linda bailarina? Será que ainda se lembra de mim?". E, se não fosse tão destemido, teria chorado lágrimas de chumbo, pois seu coração sofria de paixão. Passou-se muito tempo — quem poderia dizer quanto? E, de repente, a escuridão desapareceu e ele ouviu quando falavam: — Olhe! O soldadinho de chumbo que caiu da janela! Sabem o que aconteceu? O peixe havia sido fisgado por um pescador, levado ao mercado e vendido a uma cozinheira. E, por cúmulo da coincidência, não era qualquer cozinheira, mas sim a que trabalhava na casa do menino que ganhara o soldadinho no aniversário. Ao limpar o peixe, a cozinheira encontrara dentro dele o soldadinho, do qual se lembrava muito bem, por causa daquela única perna. Levou-o para o garotinho, que fez a maior festa ao revê-lo. Lavou-o com água e sabão, para tirar o fedor de peixe, e endireitou a ponta do fuzil, que amassara um pouco durante aquela aventura. Limpinho e lustroso, o soldadinho foi colocado sobre a mesma mesa em que estava antes de voar pela janela. Nada estava mudado. O castelo de papel, o pequeno bosque de árvores muito verdes, o lago reluzente feito de espelho. E, na porta do castelo, lá estava ela, a bailarina: sobre uma perna só, com os braços erguidos acima da cabeça, mais bela do que nunca. O soldadinho olhou para a bailarina, ainda mais apaixonado, ela olhou para ele, mas não trocaram palavra alguma. Ele desejava conversar, mas não ousava. Sentia-se feliz apenas por estar novamente perto dela e poder amá-la. Se pudesse, ele contaria toda sua aventura; com certeza a linda bailarina iria apreciar sua coragem. Quem sabe, até se casaria com ele... Enquanto o soldadinho pensava em tudo isso, o garotinho brincava tranqüilo com o pião. De repente como foi, como não foi — é caso de se pensar se o geniozinho ruim da cigarreira não metera seu nariz —, o garotinho agarrou o soldadinho de chumbo e atirou-o na lareira, onde o fogo ardia intensamente. O pobre soldadinho viu a luz intensa e sentiu um forte calor. A única perna estava amolecendo e a ponta do fuzil envergava para o lado. As belas cores do uniforme, o vermelho escarlate da túnica e o azul da calça perdiam suas tonalidades. O soldadinho lançou um último olhar para a bailarina, que retribuiu com silêncio e tristeza. Ele sentiu então que seu coração de chumbo começava a derreter — não só pelo calor, mas principalmente...

  25. 10

    A Cor de Coraline

    Coraline ouviu de Pedrinho a pergunta que achou difícil: me empresta o lápis cor de pele? Aí começou a aventura da menina que fica indagando qual seria a cor da pele. Ela olhou todas as cores de sua caixa de lápis. Pequena, tinha apenas doze. Coraline repassou todas as cores e descobriu maravilhada que cada cor de pele é bonita, cada cor tem uma razão, cada cor significa uma pessoa, um jeito de ser. De cor em cor, ela percebeu que não importa o tom de pele, todos são iguais. E então também soube que linda é a cor de sua pele. Assim, Alexandre Rampazo mostrou a diversidade e a unidade deste mundo. As cores não servem para diferenciar, mas para tornar tudo mais belo. Imagine a monotonia de um mundo cheio de gente de uma cor só? A beleza é a multiplicidade. Daria para Rampazo fazer meninos e meninas com todas as cores do mundo?

  26. 9

    A Pequena Sereia

    Uma pequena sereia salva a vida de um belo príncipe num naufrágio. Desde então, a sereiazinha sonha em ganhar um corpo humano para se encontrar novamente com o príncipe. Com a ajuda da bruxa do mar, ela consegue uma poção mágica que lhe dará forma humana. Como pagamento, a bruxa exige a bela voz da sereia. Uma vez humana, ela não poderá mais voltar à vida de sereia. E só terá de fato uma alma humana se um homem na Terra a amar mais do que a seus próprios pais e se casar com ela. Mas sem voz, a sereia não pode dizer nada ao príncipe que acaba se casando com a princesa de um reino vizinho. Na noite de núpcias do príncipe, a pequena sereia se transforma em espuma deixando o mundo terreno definitivamente.

  27. 8

    A Bela Adormecida

    Um dos contos de fadas mais famosos de todos os tempos, Bela Adormecida é uma narrativa que teve origem na tradição popular. O enredo segue o destino de uma jovem princesa que é amaldiçoada logo após nascer.Ofendida por não ter sido convidada para o seu batismo, uma bruxa invade a festa e anuncia que a menina será picada pelo fuso de um tear e entrará num sono profundo, parecido com a morte.Apesar das tentativas dos pais em protegê-la, a maldição se concretiza e ela adormece. Assim, só o amor verdadeiro poderá quebrar o feitiço e trazer a princesa de volta à vida.

  28. 7

    Orelha de Limão

    "Era uma vez uma pequena ovelha, igual a todas as outras. Só uma coisinha nela era diferente: uma de suas orelhas era amarelo-limão." Mas quanta diferença! Por conta desse pequeno detalhe, uma orelha amarelo-limão, nada dava certo para a ovelha e ela sofria muito.O livro “Orelha de Limão”, escrito por Katja Reider e ilustrado por Angela Von Roehl, aborda questões referentes às diferenças e das tristezas que elas podem causar quando não sabemos lidar com o singular. É a história de uma linda ovelhinha, que difere de todas as outras de sua espécie por ter uma das orelhas de cor diferente. Essa diferença permeia por toda a narrativa, é um verdadeiro drama existencial da ovelha! Quando ela encontrava seus conhecidos, era sempre indagada por meio de gozações e apelidos maldosos – azeda e fedida eram os adjetivos pelos quais era nomeada.Um belo dia, seu amigo carneiro teve uma ideia para acabar com seu sofrimento. A ovelha, entusiasmadíssima com a ideia do amigo, inicia uma nova fase em sua vida. Tudo começa a dar certo para ela! A vida, a partir desse momento, tem nova cor e sabor! Porém, com o passar do tempo, Orelha de limão se decepciona novamente…

  29. 6

    Com que Roupa Irei na Festa do Rei

    O conto de fadas "A roupa nova do rei" serviu de inspiração para Tino Freitas contar nesse livro, em versos, uma história sobre animais e reis de todos os tipos (até mesmo do rock e do futebol...). Anunciada a festa, os bichos súditos correm para encomendar no alfaiate a mais bela vestimenta para o baile que o rei dará. Mas a sabedoria do jabuti é que vai dar um baile nas estratégias dos outros bichos. Um texto divertido e cheio de referências culturais, que ganhou as belíssimas ilustrações de Ionit Zilberman, é o que aguarda os leitores desse livro.

  30. 5

    Chapeuzinho Vermelho

    Era uma vez uma menina amada por todos que a vissem, principalmente por sua avó, e não havia nada que ela não desse à criança.Num dia sua avó lhe deu um chapéu vermelho, que lhe ficava tão bem que nunca mais o deixou; desde então foi chamada de chapeuzinho vermelho.Um dia sua mãe disse: "Venha, Chapeuzinho Vermelho, aqui tem um pedaço de bolo e uma garrafa de vinho. Leve-os para a sua avó, pois ela está doente e fraca e isto irá fazer bem para ela. Vá antes que fique muito calor, e quando você estiver indo, caminhe suave e gentilmente e não saia do caminho ou você poderá cair e quebrar a garrafa, e então sua avó não receberá nada. E quando entrar no quarto dela, não se esqueça de dizer Bom dia e não fique espionando por todos os cantos antes de fazer o que pedi."— Tomarei muito cuidado.- disse Chapeuzinho para sua mãe, pronta a ajudar.A avó vivia no meio da floresta, a meia légua de distância da vila, e assim que Chapeuzinho Vermelho entrou na floresta, um lobo topou com ela. Chapeuzinho vermelho não sabia que ele era uma criatura malvada, e não tinha nenhum medo dele.

  31. 4

    O Coelho que Queria Dormir

    Era uma vez um livro mágico que vai adormecer os seus filhos.Esta história infantil é sobre uma mãe coelho com dificuldade de fazer seu filho dormir e tem o objetivo de ajudar os pais com a tão sofrida hora do sono. Este Livro que amamos traz um método especial e é um comprovado sonífero em forma de livrinho.Assim como acontece com muitas crianças, o coelho Roger está cansado mas não consegue dormir. A mamãe coelho então resolve levar o pequeno até o Senhor dos Bocejos, que sabe exatamente o que fazer para resolver o problema. Por meio de uma história simples, mas contada com as palavras e a entonação certa, o terapeuta sueco Carl-Johan Forssén Ehrlin ajuda os adultos a conduzirem as crianças a um estado de relaxamento que vai ajudá-las a adormecer com tranquilidade - tanto de noite quanto na soneca diurna, transformando a hora de dormir em um momento prazeroso para toda a família. Publicado inicialmente de forma independente, este livro virou febre nos Estados Unidos e Inglaterra, alcançando o primeiro lugar na lista da Amazon. Testado por milhares de pais e aprovado por seus filhos, o método revolucionário de Ehrlin vai trazer um final feliz agora também para o dia de muitos nós brasileiros.

  32. 3

    Rapunzel

    Rapunzel é uma história infantil, contada pelos Irmãos Grimm e publicada pela primeira vez em 1815 e compilado no livro Contos para a Infância e para o Lar. Na história, Rapunzel é criada numa imensa torre, prisioneira do mundo, por uma bruxa malvada. O cabelo da menina nunca é cortado e é conservado como uma gigantesca trança. Um dia, um príncipe passando pelo local, ouve Rapunzel cantando, e decide salvá-la das garras da bruxa. Ao enfrentar a vilã, é castigado com uma cegueira total. Mas, no final da história, sua visão é recuperada pelas lágrimas da amada, e o casal se casa e conseguem o esperado final feliz.

  33. 2

    A Branca de Neve

    Branca de Neve (em alemão Schneewittchen) é um conto de fadas clássico originário da tradição oral alemã, que foi compilado pelos Irmãos Grimm e publicado entre os anos de 1817 e 1822, num livro com várias outras fábulas, intitulado "Kinder-und Hausmärchen" ("Contos de Fada para Crianças e Adultos").

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    Os Três Porquinhos (Contos de Fada)

    Neste episódio, vamos explorar a história clássica dos "Três Porquinhos" com uma abordagem única da autora e ilustradora Rosinha. Em seu novo livro, ela desafia a tradição ao contar a história apenas por meio de imagens, criando uma obra encantadora e cheia de ilustrações cativantes.Mas há um toque especial! O texto original aparece no final do livro, incentivando pais e filhos a contarem a história com suas próprias palavras. Rosinha convida todos a participarem ativamente, criando suas versões únicas da fábula. Vamos juntos embarcar nesta aventura e explorar as lições por trás dessa história atemporal!Autora: Rosinha CamposIlustração: Rosinha CamposEditora: Instituto Callis#MãeDe4Ruivinhos #Episódio1 #OsTrêsPorquinhos

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Imagina uma família com 4Ruivinhos...Mamãe, Alexia, Haninha, e os gêmeos Tintin e Teté dão boas vindas a vocês! Estamos empolgados por tê-los conosco aqui no nosso podcast, por meio do qual compartilhamos risadas, história infantil e um pouco do caos encantador que é a vida com essa turma de cabelos vermelhos. Nossos pequenos têm 7, 5 e 3 anos, e adoram explorar o mundo do era uma vez e brincadeiras!O podcast "Mãe de 4Ruivinhos" é uma extensão do nosso amor pela arte e pela educação. Buscamos inspirar nossos filhos a mergulharem no universo mágico dos livros que amamos e da imaginação. Guardo no coração as aventuras que lia e relia quando podia e as inúmeras vezes em que dormia ao som das histórias infantis contadas da Coleção Disquinho.Esperamos que vocês se juntem a nós nessa jornada encantadora!Não se esqueçam de se inscrever para receber atualizações sobre os episódios do podcast "Mãe de 4Ruivinhos". Estamos ansiosos para

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