PODCAST · arts
MESCLA
by TMP, DDD e CAMPUS PCS
Coletivo e de periodicidade eventual, MESCLA é o podcast do Teatro Municipal do Porto, DDD - Festival Dias da Dança e CAMPUS Paulo Cunha e Silva com Rafa Jacinto e identidade sonora de Mother Jupiter. Como, onde e porquê nos mesclamos? Quantos cosmos cabem num espetáculo, num corpo, numa fala? Mergulhamos na matéria que fica da experiência líquida. Abraçamos a erosão, aplaudimos o cringe e conversamos como pretexto, sem pretensão: em casa, no foyer, no metro, onde e no tempo que quisermos.
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#15. Se fossem um pão, qual seriam?
Por acaso e sem pretensão, foi o amarelo-estrada que se fez contexto e nos guiou a uma viagem com 15 paragens obrigatórias. 🔦 Sempre foi sobre isso: as pessoas que encontramos pelo caminho e a forma como nos mesclamos. O resto vira história. Entrem na fila. Porque, convenhamos, nunca mais estaremos numa fila do pão da mesma maneira. Neste episódio, aprendemos até que vale pensar sobre a fila, colocarmo-nos no lugar da fila e até do pão. Se fossem um pão, qual seriam? 🍞 Nesta última paragem, fomos Dorothys e Cidálias, ao lado de Deka Saimor, Roberto Terra e Rafa Jacinto, da equipa de “Oz ou a Estrada?” (em cena entre 20 e 22 de novembro, no Teatro Rivoli). O MESCLA chega ao seu fim de esmeralda, mas o melhor desta estrada é poder percorrê-la para trás — e depois para a frente outra vez. Aproveitem, mesclers. 🫶 Há sempre espaço para mais um Kansas. Pelo caminho, fiquem com o nosso conselho: muitos banhos de ervas, chá de hipericão e memes (não importa como pronunciam a palavra).
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#14. Qual é o groove do vosso fim do mundo?
Aquático, sensual e sem paciência: este episódio abraça a languidez e congemina exércitos queer antipatriarcado e revoltas de gatos gigantes. Quem disse que o fim do mundo precisa de ser uma seca? “F*cking Future”: o novo espetáculo de Marco da Silva Ferreira (com estreia nacional no #TMP, em dezembro) dá o mote para esta conversa com o coreógrafo e bailarino e também com Sérgio Martins, que assina a música do espetáculo, juntamente com Rui Lima — olá, primeiro episódio! 👋 Pouparam-se às polémicas, mas deixaram segredos: ter sempre pão gelado em casa, usar sempre protetor solar e nunca, nunca comer pão quente, se não quiserem cair na tentação. Guardem-se para o fim do mundo, vá. 🌅
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#13. Quem escreve o manual da paz?
Leonor e Luísa. Ruth e Raquel. Fátima e Isabel. As da novela, as da fé, as da história. Olhos de Água, Mulheres de Areia, 13 de maio — quem nunca? 13 de maio: o da abolição (1888) e o das aparições (1917). Coincidência? Nunca. Portal aberto? 🪞 Sim, sempre. Mas nada de contar só metade da história. Queremos o elenco completo, basta de canetadas, água benta e esquerdomachos. Tiago Jácome e Joyce Souza escancaram o portal e puxam os tapetes, juntemo-nos a elas nessa procissão, na qual a paz vem e vai em muitas formas. Se fosse uma só, já a teríamos encontrado, não acham? Sílvia Alberto, jantas connosco? 👋
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#12. O que está para lá da montanha?
Este é um episódio que é o que é — e ponto final. Por isso, ouçam como quiserem: de pijama, de casaco de lantejoulas, com uma poncha na mão... sem julgamentos ou arrependimentos (a não ser que sejam carecas fake). Aqui, não há espaço para enguiços nem para azar. Todo lugar é lugar para sonhar — sem limites. A não ser, claro, que saibam exatamente para onde vão. 🛤️ Numa conversa de dar e receber, Mariana Tembe e Telmo Ferreira (Dançando com a Diferença) juntam-se a Victor Hugo Pontes para nos falar do processo e das possibilidades de "Os Gigantes". ⛰️
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#11. O que rima com glitter?
Atum de todas as maneiras, banhos de floresta, make-up: vale tudo para manter a rigidez em dia. Steamy! Mas entrar na pele daquele macho cis, tóxico, vintage, não é pera doce. Valha-nos o glitter! Reza a lenda que é à prova de bala e que, a quem junta, nada separa. ✨ Mescladas pelo glitter, Crista Alfaiate, Sónia Baptista e Vânia Doutel Vaz, do espetáculo KING SIZE, falam-nos de missões impossíveis, macholência em estado natural e de croissants (prensados ou não). Aqui, o riso é terapia — e o rosa, metalizado. 💗
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#10. Qual é o som do escuro?
Tudo começou com o arroz e ainda bem que assim foi: é que ele nunca acaba. 🌾 E, se é uma de arroz por duas de água, com Zia Soares e Xullaji, parte da equipa de ARUS FEMIA, percorremos o Atlântico, entre a Guiné-Bissau e a Lisboa do Cais do Sodré e dos cafés.Pelo caminho: humanfíbios, irans, kankurans, massada de peixe. Nesta conversa, que foi se entrançando entre carris, nada é tido como intangível, tudo coabita e se organiza para continuar. Se a palavra nasce do silêncio, o que ouvimos no escuro? É essa a escuta que precisamos em 2025? Como nos posicionarmos quando se faz noite? 🌌
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#09. O que ferve nas vossas panelas de inox?
Um episódio com ascendente em caranguejo: muita água, muita água. 💦 Não estivéssemos nós perante um power couple: Teresa Coutinho e Mariana Guarda falam de como se mesclaram, mas também de como se reuniram com mais 12 mulheres e outras pessoas mais para começar pelo fim, pelo passado, em “O Fim Foi Visto”. E se as bruxas estão em todo lado, é certo que aqui também. Elas e as poetas: Ellen, Adília, um beijinho para vocês. Todas são precisas neste tempo, em que os fantasmas do passado estão bem vivos. Onde é que já vimos isso antes? Como voltar a pô-los numa panela de inox ou num caldeirão? 🍵
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#08: Quantos corações sabem fazer com as mãos?
A dos Cunhados, A dos Francos, A dos Sonhados: este podcast poderia ser do Oeste e é, até porque aqui não há linhas cardeais, nem elefantes do tamanho de uma sala. É conforme o vosso feeling, mesclers. E eRrAdO da Plataforma285, também. Raimundo Cosme e Valentina Carvalho falam-nos sobre esse espetáculo-espaço, onde a acessibilidade não é acessória, a descontração é forma de sentir e estar, e o erro é um mundo infinito, onde vulcões, sim, deitam pipocas. Experimentem comê-las com um apara-lápis. Melhor do que isso só um copo de vinho ao fim do dia. Será? Descontraiam q.b. 🫶
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#07: Serei ou não serei egotripada?
Cat lovers, Bond lovers, geeks, este episódio é nosso! 🔫 Aqui, pomos personagens, smokings e a culpa para lavar. José Nunes e Cátia Pinheiro, da Estrutura, estragam as cábulas e convidam-nos a afagar os nossos felinos, mas não os egos, ok? (Ego-lovers, se calhar, este episódio não é para vocês.) Os opostos, afinal, completam-se ou descompletam-se? Contemos os anos a dobrar, até porque se o mundo colapsa todos os dias, podemos sempre morrer noutro dia.
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#06: Quantos cortes de cabelo cabem numa crise existencial?
Cuír (not queer!): assentamento que caminha, questionamento que autonomiza, artimanha, antiglúten. Menos é, certamente, mais. Quem disse que não há lugar para a simplicidade num clichezão? E de existência, para lá de resistência? ROD, tony e DIDI, do coletivo Afrontosas, já chegam, botando o pé na porta, para construir uma conversa-neologismo, onde só faltaram as mimosas. Pois é, babado! Acué e axé para elas e para todas nós. 🫧
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#05: Já aceitaste as tuas cookies hoje?
As reticências-boomer são o nosso roman empire. E o vosso? Num mundo que está sempre a acontecer, como parecer plenas, se estamos #exaustas? Talvez, a senhora católica que mora em nós tenha a resposta (sim, este episódio é mothercore). Mafalda Banquart e Emanuel Santoz, integrantes de silentparty, um coletivo não-monogâmico e aberto a novas experiências, over-partilham lifehacks e partilhariam croquetes, se tivessem. #justiçaparaSoniaTavaresAndré Sardet, afinal, o descapotável é azul-claro ou não? 🚙 Get back to us e um beijinho.
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#04: Quem tem medo de coxinha fria?
Sabemos que não foi Cabral, mas porquê deixar esfriar a coxinha? 🍗 Aliás, desde que não queiram ser o pão da fila (ou roubar o pão alheio), aqui não se cancelam dates por causa do signo. Na festa, porque nas revoluções também se abanam as rabas até ao chão, toda gente pode sentar à mesa. Para a ementa, Dori Nigro e Gessica Correia Borges, integrantes da UNA - União Negra das Artes, e José Sérgio, participante do almoço-conversa no âmbito do programa da UNA no DDD - Festival Dias da Dança, “Ancestralidade, Ação e Imaginação”, trouxeram-nos mapeamentos, cerveja com cachupa e recortes de muito afeto. Nesta mesa, fala-se e escuta-se de olhos bem abertos.
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#03: Qual é a forma das revoluções?
Sem formas ou fórmulas, muito menos constrangimentos, aqui somos e estamos com Cleo Diára, Isabél Zuaa, Nádia Yracema (Aurora Negra), sem travar línguas. Aqui, onde, com jeitinho, toda mundo cabe. Aqui, nessa pirâmide feita tabuleiro que gira e gira, feita calçada que espirala e espirala, a meritocracia faz topless, os filmes e os livros são aos pedaços e as luas caem (mas só em off). Nota de rodapé: ouçam ou leiam com um bloco de notas ao pé, bem perto do coração. Se for de manteiga, melhor ainda. 🧈
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#02: Seremos todas primas?
De primas e Clarices temos todas um pouco ou deveríamos ter, não? 🧬 Numa conversa em soalho envernizado, porque importa derrapar, Raquel André e Bernardo de Almeida (da equipa artística de “Belonging / E di / Pertenencia / Zugehörigkeit / Pertença / 絆”) trocam diamantes, dados de laboratório, sapatos, como se estivessem à janela. What does the peacock say?
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#01: Avatares também sonham?
Neste primeiro episódio, com Rita Barbosa, Maria Inês Marques e Rui Lima, mergulhamos, de cabeça, num mundo virtual cheio de empatia, no qual há espaço até para reuniões de condomínio. Desvendamos o que acontece quando o jogo chega ao fim, questionamos se avatares compartilham sonhos e trocamos easter eggs. Há vida depois da morte de um Tamagotchi? Isso se tiverem tido um, é claro. 🐣
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Apresentação
Coletivo e de periodicidade eventual, no novo podcast do Teatro Municipal do Porto, DDD - Festival Dias da Dança e CAMPUS Paulo Cunha e Silva conversamos — sem pretensão — com os coletivos e equipas artísticas que se mesclam, ao longo da temporada, com os três projetos. Rafaela Jacinto faz aqui as primeiras apresentações.
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