#134 - Tecnologia com Intenção: O Humano como Centro da Inovação episode artwork

EPISODE · May 4, 2026 · 18 MIN

#134 - Tecnologia com Intenção: O Humano como Centro da Inovação

from Maliarte · host Marília Santos

A palestra intitulada "Tecnologia com Intenção: o Humano no centro da Inovação", apresentada por Marília Santos, na faculdade FAETERJ-Petrópolis, propõe uma ruptura com a forma puramente técnica e escalável de desenvolver sistemas, introduzindo o conceito de Tecnologia Afetiva.Abaixo, detalho os principais tópicos abordados e a análise do impacto dessa visão para o futuro do desenvolvimento de sistemas:A Falha de Intenção na Escala Digital: A palestrante destaca que os sistemas atuais operam em uma escala de "presença contínua" (bilhões de dispositivos), mas foram desenhados para escalar interações superficiais, não para sustentar relações humanas reais. Ela define isso como uma "falha de intenção" na arquitetura digital.Persona vs. Dado: Marília critica o fato de sistemas tratarem usuários apenas como IDs ou números genéricos. Ela propõe o reconhecimento da "persona complexa" — indivíduos com sentimentos, histórias e necessidades de personalização que vão além do que os sistemas tradicionais conseguem medir em dashboards.A Pirâmide da Fidelidade do Usuário: É apresentada uma hierarquia de valor no desenvolvimento:Funcionalidade: O sistema cumpre os requisitos técnicos?Relevância: O usuário percebe valor naquilo?Ser Visto: O usuário sente que é reconhecido como pessoa? Esta última camada é apontada como o diferencial para a retenção e lealdade a longo prazo.O Case da Automação Afetiva: Foi apresentado um exemplo prático de um grupo de profissionais da construção civil. Em vez de uma automação fria, utilizou-se o protocolo MTA (Maliarte Tecnologia Afetiva) para criar um ambiente de pertencimento, permitindo interações via áudio e contexto, o que resultou em alto engajamento em um público tradicionalmente difícil de cativar digitalmente.O conteúdo da palestra oferece diretrizes críticas para quem busca desenvolver sistemas com propósito social e humano:Mudança do Foco "Máquina-Cêntrico" para "Humano-Cêntrico": O impacto imediato é o questionamento da prática comum de focar apenas na linguagem, arquitetura ou diagramas. A palestra incentiva desenvolvedores a serem "filtradores" e "arquitetos de significado", e não apenas superusuários de ferramentas ou IA.Combate à Invisibilidade Digital: Para sistemas voltados ao impacto humano (como saúde ou educação), a abordagem apresentada sugere que o sucesso não deve ser medido apenas por cliques, mas pela redução da invisibilidade do usuário dentro do fluxo tecnológico.Inclusão e Neurodiversidade: Ao abordar temas como o uso de tecnologia por pessoas com transtornos (como TDAH ou autismo), a apresentação reforça que o desenvolvimento deve ser adaptativo e respeitar o ritmo biológico e cognitivo do ser humano, combatendo a "robotização" das pessoas pela pressa dos algoritmos.IA como Mediadora de Vínculos: Em vez de substituir o humano, a IA deve ser usada para entender o contexto e a subjetividade, permitindo que a tecnologia "responda e sustente vínculos".A apresentação defende que a "cura" para a desumanização tecnológica não é homogênea, mas sim uma proteção individual e uma responsabilidade de cada criador de tecnologia. O desenvolvimento de sistemas de impacto humano deve, portanto, integrar a sabedoria subjetiva e a intenção ética em cada linha de código, garantindo que a tecnologia sirva como ponte para a conexão humana, e não como um muro de eficiência fria.

A palestra intitulada "Tecnologia com Intenção: o Humano no centro da Inovação", apresentada por Marília Santos, na faculdade FAETERJ-Petrópolis, propõe uma ruptura com a forma puramente técnica e escalável de desenvolver sistemas, introduzindo o conceito de Tecnologia Afetiva.Abaixo, detalho os principais tópicos abordados e a análise do impacto dessa visão para o futuro do desenvolvimento de sistemas:A Falha de Intenção na Escala Digital: A palestrante destaca que os sistemas atuais operam em uma escala de "presença contínua" (bilhões de dispositivos), mas foram desenhados para escalar interações superficiais, não para sustentar relações humanas reais. Ela define isso como uma "falha de intenção" na arquitetura digital.Persona vs. Dado: Marília critica o fato de sistemas tratarem usuários apenas como IDs ou números genéricos. Ela propõe o reconhecimento da "persona complexa" — indivíduos com sentimentos, histórias e necessidades de personalização que vão além do que os sistemas tradicionais conseguem medir em dashboards.A Pirâmide da Fidelidade do Usuário: É apresentada uma hierarquia de valor no desenvolvimento:Funcionalidade: O sistema cumpre os requisitos técnicos?Relevância: O usuário percebe valor naquilo?Ser Visto: O usuário sente que é reconhecido como pessoa? Esta última camada é apontada como o diferencial para a retenção e lealdade a longo prazo.O Case da Automação Afetiva: Foi apresentado um exemplo prático de um grupo de profissionais da construção civil. Em vez de uma automação fria, utilizou-se o protocolo MTA (Maliarte Tecnologia Afetiva) para criar um ambiente de pertencimento, permitindo interações via áudio e contexto, o que resultou em alto engajamento em um público tradicionalmente difícil de cativar digitalmente.O conteúdo da palestra oferece diretrizes críticas para quem busca desenvolver sistemas com propósito social e humano:Mudança do Foco "Máquina-Cêntrico" para "Humano-Cêntrico": O impacto imediato é o questionamento da prática comum de focar apenas na linguagem, arquitetura ou diagramas. A palestra incentiva desenvolvedores a serem "filtradores" e "arquitetos de significado", e não apenas superusuários de ferramentas ou IA.Combate à Invisibilidade Digital: Para sistemas voltados ao impacto humano (como saúde ou educação), a abordagem apresentada sugere que o sucesso não deve ser medido apenas por cliques, mas pela redução da invisibilidade do usuário dentro do fluxo tecnológico.Inclusão e Neurodiversidade: Ao abordar temas como o uso de tecnologia por pessoas com transtornos (como TDAH ou autismo), a apresentação reforça que o desenvolvimento deve ser adaptativo e respeitar o ritmo biológico e cognitivo do ser humano, combatendo a "robotização" das pessoas pela pressa dos algoritmos.IA como Mediadora de Vínculos: Em vez de substituir o humano, a IA deve ser usada para entender o contexto e a subjetividade, permitindo que a tecnologia "responda e sustente vínculos".A apresentação defende que a "cura" para a desumanização tecnológica não é homogênea, mas sim uma proteção individual e uma responsabilidade de cada criador de tecnologia. O desenvolvimento de sistemas de impacto humano deve, portanto, integrar a sabedoria subjetiva e a intenção ética em cada linha de código, garantindo que a tecnologia sirva como ponte para a conexão humana, e não como um muro de eficiência fria.

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