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EPISODE · Jul 14, 2022 · 4 MIN

14/07/2022 - Estimativas de safra USDA e Conab

from BBCast Agro · host Broto

Olá, hoje é quinta-feira, 14 de julho de 2022, meu nome é Alexandre Bittencourt, sou Assessor na Diretoria de Agronegócios do Banco do Brasil e falaremos sobre as projeções de safra divulgadas pelo USDA e Conab.No último dia 07 de julho, foi divulgado o 10º relatório da safra de grãos brasileira da Conab, ainda como foco na safra 2021/22, que foi estimada em 272,5 milhões de toneladas, 6,7% superior à safra passada. O enfoque maior, em nosso podcast será dado para as culturas que ainda seguem com algum manejo à campo, como o Milho 2ª safra e culturas de inverno.No caso do milho, a Companhia apontou produção de 115,7 milhões de toneladas, elevação de apenas 0,4% em relação à estimativa anterior, contudo32,8% superior à obtida na safra 2021/22. Em relação ao milho 2ª safra, a produção estimada também foi elevada em 0,5% relação ao relatório de junho/22 para 88,5 milhões de toneladas, quantidade 45,6% superior à obtida na safra passada. Conforme o acompanhamento da colheita, a Conab apontou que 39,8% da área já foi colhida até o dia 09 de julho.Para as safras de inverno, destacamos o trigo, onde foi apontada perspectiva de produção de 9,03 milhões de toneladas, volume que reflete uma elevação de 7% frente ao relatório de junho/22 e 17,6% frente a safra passada. Esse aumento em relação ao relatório de maio, se deu em função de uma elevação de 18% na produtividade esperada para o Estado do Paraná. Agora, vamos falar um pouco do relatório do USDA, que apontou perspectiva de redução na oferta mundial de algodão, soja e trigo, e manteve estável safra mundial de milho 2022/23.Já para a safra 2022/23 norte-americana, o relatório apontou redução na produção esperada para a soja e algodão e elevação na de milho e trigo.Em relação ao algodão, ocorreu redução de 6% na estimativa de produção em relação ao relatório anterior, refletindo uma redução na condição das lavouras entre boas e excelentes de 46% para 39% entre 13 de junho e 10 de julho de 2022.No caso do milho, na contramão da estimativa do mercado e da condição das lavouras, que tiveram seu percentual entre condições boas e excelentes reduzidas de 72% para 64%, o USDA apontou elevação de 1,14 milhão de toneladas a perspectiva de produção para 368 milhões de toneladas.Para a soja, o relatório trouxe o reflexo da redução da área em relação a inicialmente estimada para a safra e já apontada no relatório de estoques e área divulgados pelo USDA em 30/03. Assim, o relatório de julho/22 apontou redução de 1,05 milhão de hectares na perspectiva de cultivo, refletindo diretamente na redução de 3,8 milhões de toneladas na perspectiva de produção, em relação ao relatório de junho. No caso do trigo, também foi apontada estimativa de elevação na produção norte americana de 1,2 milhão de toneladas, passando para 48,5 milhões de toneladas.Apesar do relatório trazer dados de neutro a baixista para a maioria das commodities, o mercado financeiro também pesou de forma negativa para as cotações na CBOT. O mercado segue em forte clima de aversão a risco, com a continuidade da elevação da inflação em nível global, crescimento aquém do esperado para importantes economias e receio de uma recessão na economia mundial. Apesar desses fatores, desde o dia 13/07 a precificação dessas commodities segue em recuperação.Como entramos em fase crítica nesse período de julho e agosto para a definição do potencial produtivo das lavouras norte-americanas, o clima seguirá como ponto focal para a precificação das cotações na CBOT, visto que são esperadas temperaturas acima da média para a maioria do cinturão produtor do país. As questões econômicas também deverão permanecer presentes. Esses fatores, adicionam volatilidade ao mercado, mas também trazer oportunidades. Os momentos de combinação de elevação cambial e das cotações internacionais podem ser aproveitados pelo produtor para firmar parte de suas vendas.Mais uma vez, o cenário aponta para um bom momento para o produtor aperfeiçoar a gestão e utilizar as opções Agro BB. Faça a simulação e contrate diretamente no aplicativo do Banco do Brasil e em caso de dúvidas converse com seu gerente de relacionamento para maiores informações. E, conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil.Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!

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Olá, hoje é quinta-feira, 14 de julho de 2022, meu nome é Alexandre Bittencourt, sou Assessor na Diretoria de Agronegócios do Banco do Brasil e falaremos sobre as projeções de safra divulgadas pelo USDA e Conab.No último dia 07 de julho, foi divulgado o 10º relatório da safra de grãos brasileira da Conab, ainda como foco na safra 2021/22, que foi estimada em 272,5 milhões de toneladas, 6,7% superior à safra passada. O enfoque maior, em nosso podcast será dado para as culturas que ainda seguem com algum manejo à campo, como o Milho 2ª safra e culturas de inverno.No caso do milho, a Companhia apontou produção de 115,7 milhões de toneladas, elevação de apenas 0,4% em relação à estimativa anterior, contudo32,8% superior à obtida na safra 2021/22. Em relação ao milho 2ª safra, a produção estimada também foi elevada em 0,5% relação ao relatório de junho/22 para 88,5 milhões de toneladas, quantidade 45,6% superior à obtida na safra passada. Conforme o acompanhamento da colheita, a Conab apontou que 39,8% da área já foi colhida até o dia 09 de julho.Para as safras de inverno, destacamos o trigo, onde foi apontada perspectiva de produção de 9,03 milhões de toneladas, volume que reflete uma elevação de 7% frente ao relatório de junho/22 e 17,6% frente a safra passada. Esse aumento em relação ao relatório de maio, se deu em função de uma elevação de 18% na produtividade esperada para o Estado do Paraná. Agora, vamos falar um pouco do relatório do USDA, que apontou perspectiva de redução na oferta mundial de algodão, soja e trigo, e manteve estável safra mundial de milho 2022/23.Já para a safra 2022/23 norte-americana, o relatório apontou redução na produção esperada para a soja e algodão e elevação na de milho e trigo.Em relação ao algodão, ocorreu redução de 6% na estimativa de produção em relação ao relatório anterior, refletindo uma redução na condição das lavouras entre boas e excelentes de 46% para 39% entre 13 de junho e 10 de julho de 2022.No caso do milho, na contramão da estimativa do mercado e da condição das lavouras, que tiveram seu percentual entre condições boas e excelentes reduzidas de 72% para 64%, o USDA apontou elevação de 1,14 milhão de toneladas a perspectiva de produção para 368 milhões de toneladas.Para a soja, o relatório trouxe o reflexo da redução da área em relação a inicialmente estimada para a safra e já apontada no relatório de estoques e área divulgados pelo USDA em 30/03. Assim, o relatório de julho/22 apontou redução de 1,05 milhão de hectares na perspectiva de cultivo, refletindo diretamente na redução de 3,8 milhões de toneladas na perspectiva de produção, em relação ao relatório de junho. No caso do trigo, também foi apontada estimativa de elevação na produção norte americana de 1,2 milhão de toneladas, passando para 48,5 milhões de toneladas.Apesar do relatório trazer dados de neutro a baixista para a maioria das commodities, o mercado financeiro também pesou de forma negativa para as cotações na CBOT. O mercado segue em forte clima de aversão a risco, com a continuidade da elevação da inflação em nível global, crescimento aquém do esperado para importantes economias e receio de uma recessão na economia mundial. Apesar desses fatores, desde o dia 13/07 a precificação dessas commodities segue em recuperação.Como entramos em fase crítica nesse período de julho e agosto para a definição do potencial produtivo das lavouras norte-americanas, o clima seguirá como ponto focal para a precificação das cotações na CBOT, visto que são esperadas temperaturas acima da média para a maioria do cinturão produtor do país. As questões econômicas também deverão permanecer presentes. Esses fatores, adicionam volatilidade ao mercado, mas também trazer oportunidades. Os momentos de combinação de elevação cambial e das cotações internacionais podem ser aproveitados pelo...

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