#170 Vou Passar Cerol na Mão episode artwork

EPISODE · Nov 10, 2018 · 1H 37M

#170 Vou Passar Cerol na Mão

from Mamilos · host B9

O “funk tradicional” carioca é uma parte da “identidade cultural da diáspora africana, como resultado do processo híbrido influenciado pela música eletrônica negra norte-americana, o hip hop e ritmos do subúrbio negro carioca do final da década de 1970”. Com esses dizeres a cidade do Rio de Janeiro aprovou no fim de outubro um projeto de lei que reconhece a importância do o funk como gênero musical e tem como objetivo promover e fortalecer a cultura em torno dele. O projeto foi uma das últimas iniciativas legislativas propostas pela vereadora Marielle Franco, assassinada brutalmente em 14 de março. Caminho parecido com o tomado em SP quando em 2016, o governo do estado sancionou o Dia Estadual do Funk. A data também recebeu o nome de Dia da Lembrança de MC Daleste, artista do funk que foi assassinado no palco, aos 20 anos, em 2013. Mas em 2017 uma petição com 20 mil assinaturas chegou ao Senado com um pedido de projeto de lei para proibir o funk no país e os motivos apontados passavam por apologia ao crime, ao consumo de drogas, erotização infantil, orgia, exploração sexual, estupro e sexo grupal entre outras coisas. Funk carioca, Funk ostentação, Funk consciente, Funk pop, Funk proibidão. Parece que o Brasil ama odiar o funk. É som de preto, de favelado, mas quando toca ninguém fica parado. Nem você ai que está nos escutando e detesta funk, mas no casamento da sua prima, depois de umas cervejas, no auge da festa, estava dançando “Bum bum tam tam”, de MC Fioti e cantando a plenos pulmões. Não se envergonhe, não é só vc. O principal canal do YouTube brasileiro – com mais de 36 milhões de inscritos –, por exemplo, é o Canal Kondzilla, da Kondzilla Filmes, produtora de clipes que são, em sua maioria, de funk. Mas o que de fato tem nesse gênero que angaria sucessos milionários e críticos tão agressivos? Com um olhar curioso e explorador vamos conhecer mais sobre esse gênero com o objetivo de entender mais sobre nossa diversa cultura brasileira. Na mesa, contamos com a presença de Oga Mendonça; MC Dezyrre, funkeira independente; Bruno Ramos, candidato a deputado federal e colunista do Mídia Ninja; e Renata Prado, produtora cultural e fundadora da Frente Nacional de Mulheres do Funk.Abre a mente e o coração, aumente o som e taca-lhe o play neste Mamilos, DJ! FALE CONOSCO. Email: [email protected] . Facebook: aqui . Twitter: aqui CONTRIBUA COM O MAMILOSQuem apoia o Mamilos ajuda a manter o podcast no ar e ainda recebe toda semana um apanhado das notícias mais quentes do jeito que só o Mamilos sabe fazer. É só R$9,90 por mês! Corre ler, quem assina tá recomendando pra todo mundo. https://www.catarse.me/mamilos EQUIPE MAMILOSEdição - Caio Corraini Produção - Maíra Teixeira Apoio a pauta - Jaqueline Costa e grande elenco Transcrição dos programas - Lu Machado e Mamilândia CAPAA capa dessa semana foi feita por Zeca Bral (Colagem digital sobre fotografia de Bárbara Wagner da série "À procura do 5º elemento" (2016 - 2017). Para compor esta série, durante meses a fotógrafa registrou mais de 300 jovens que disputavam uma vaga no portfólio da produtora KL, em São Paulo, responsável pelas carreiras de alguns dos mais famosos MCs do funk brasileiro: Bin Laden, Pikachu, 2k e MC Brinquedo. Acesse o site da artista para conhecer esta série de fotos, além de outros trabalhos dedicados à retratar as diversas manifestações da cultura popular brasileira). FAROL ACESO Bruno: Filme "Uma Noite de 12 Anos" e música "Preta"; MC Dezyrre: Cantoras Preta Rara e MC Soffia; Renata: Batekoo no Rock Pride, dia 10 de novembro no Hopi Hari; Cris: Filme "Felicidade Por um Fio"; Ju: Exposição "Para Respirar Liberdade - 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos" no Sesc Bom Retiro; Oga: Filmes "Infiltrado na Klan" e "Hip-Hop Evolution" e música "Antes dos Gigantes Chegarem". Link para o post no B9: https://www.b9.com.br/99334/mamilos-170-vou-passar-cerol-na-mao/

O “funk tradicional” carioca é uma parte da “identidade cultural da diáspora africana, como resultado do processo híbrido influenciado pela música eletrônica negra norte-americana, o hip hop e ritmos do subúrbio negro carioca do final da década de 1970”. Com esses dizeres a cidade do Rio de Janeiro aprovou no fim de outubro um projeto de lei que reconhece a importância do o funk como gênero musical e tem como objetivo promover e fortalecer a cultura em torno dele. O projeto foi uma das últimas iniciativas legislativas propostas pela vereadora Marielle Franco, assassinada brutalmente em 14 de março. Caminho parecido com o tomado em SP quando em 2016, o governo do estado sancionou o Dia Estadual do Funk. A data também recebeu o nome de Dia da Lembrança de MC Daleste, artista do funk que foi assassinado no palco, aos 20 anos, em 2013. Mas em 2017 uma petição com 20 mil assinaturas chegou ao Senado com um pedido de projeto de lei para proibir o funk no país e os motivos apontados passavam por apologia ao crime, ao consumo de drogas, erotização infantil, orgia, exploração sexual, estupro e sexo grupal entre outras coisas. Funk carioca, Funk ostentação, Funk consciente, Funk pop, Funk proibidão. Parece que o Brasil ama odiar o funk. É som de preto, de favelado, mas quando toca ninguém fica parado. Nem você ai que está nos escutando e detesta funk, mas no casamento da sua prima, depois de umas cervejas, no auge da festa, estava dançando “Bum bum tam tam”, de MC Fioti e cantando a plenos pulmões. Não se envergonhe, não é só vc. O principal canal do YouTube brasileiro – com mais de 36 milhões de inscritos –, por exemplo, é o Canal Kondzilla, da Kondzilla Filmes, produtora de clipes que são, em sua maioria, de funk. Mas o que de fato tem nesse gênero que angaria sucessos milionários e críticos tão agressivos? Com um olhar curioso e explorador vamos conhecer mais sobre esse gênero com o objetivo de entender mais sobre nossa diversa cultura brasileira. Na mesa, contamos com a presença de Oga Mendonça; MC Dezyrre, funkeira independente; Bruno Ramos, candidato a deputado federal e colunista do Mídia Ninja; e Renata Prado, produtora cultural e fundadora da Frente Nacional de Mulheres do Funk.Abre a mente e o coração, aumente o som e taca-lhe o play neste Mamilos, DJ! FALE CONOSCO. Email: [email protected] . Facebook: aqui . Twitter: aqui CONTRIBUA COM O MAMILOSQuem apoia o Mamilos ajuda a manter o podcast no ar e ainda recebe toda semana um apanhado das notícias mais quentes do jeito que só o Mamilos sabe fazer. É só R$9,90 por mês! Corre ler, quem assina tá recomendando pra todo mundo. https://www.catarse.me/mamilos EQUIPE MAMILOSEdição - Caio Corraini Produção - Maíra Teixeira Apoio a pauta - Jaqueline Costa e grande elenco Transcrição dos programas - Lu Machado e Mamilândia CAPAA capa dessa semana foi feita por Zeca Bral (Colagem digital sobre fotografia de Bárbara Wagner da série "À procura do 5º elemento" (2016 - 2017). Para compor esta série, durante meses a fotógrafa registrou mais de 300 jovens que disputavam uma vaga no portfólio da produtora KL, em São Paulo, responsável pelas carreiras de alguns dos mais famosos MCs do funk brasileiro: Bin Laden, Pikachu, 2k e MC Brinquedo. Acesse o site da artista para conhecer esta série de fotos, além de outros trabalhos dedicados à retratar as diversas manifestações da cultura popular brasileira). FAROL ACESO Bruno: Filme "Uma Noite de 12 Anos" e música "Preta"; MC Dezyrre: Cantoras Preta Rara e MC Soffia; Renata: Batekoo no Rock Pride, dia 10 de novembro no Hopi Hari; Cris: Filme "Felicidade Por um Fio"; Ju: Exposição "Para Respirar Liberdade - 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos" no Sesc Bom Retiro; Oga: Filmes "Infiltrado na Klan" e "Hip-Hop Evolution" e música "Antes dos Gigantes Chegarem". Link para o post no B9: https://www.b9.com.br/99334/mamilos-170-vou-passar-cerol-na-mao/

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Todos os Caminhos Globoplay Algumas dúvidas universais só encontram lugar nas conversas promovidas pela espiritualidade. Temas como a morte, o perdão, a esperança, o equilíbrio, a justiça e o sofrimento estão presentes no nosso dia a dia. No podcast Todos os Caminhos vamos refletir e trocar ideias sobre esses assuntos, nos pautando pela paz e pela fé. Vamos ouvir vozes das mais diversas manifestações religiosas do Brasil, que de um jeito ou de outro, fazem parte das nossas vidas, até mesmo daqueles que nem seguem uma religião. Vamos juntos percorrer Todos os Caminhos? Apresentado por Flavia Virginia, Padre Julio Lancellotti e Lama Padma Samten, com convidados semanais.Ficha técnica:Todos os Caminhos é um podcast Globoplay, com planejamento de Mamilos e produção da Angel Produções. A direção é de Angela Rezé. A produção executiva é de Lucas Mandacaru. Pesquisa de pauta e roteiros são feitos por Eduardo Bonine e Eduardo Correa. A edição é feita por Caio Corraini. Os retratos dos participantes e o making of s Crônicas de um Cuidado Globoplay Uma jornada investigativa para dentro de nós em busca de responder à pergunta: como cuido de mim? Um programa pra conversar sobre saúde mental além do raso: partindo de múltiplas vivências, apresentando diferentes linhas de tratamentos e explorando as nuances de viver e conviver com transtornos mentais. Esse é o podcast Crônicas de um Cuidado, um spin-off do Mamilos, comandado por Cris Bartis e produzido por Ju Wallauer. Uma co-criação Globoplay e Mamilos. Novos episódios toda quarta-feira. Podcast Senso Comum Gulak Senso Comum, algo incomum hoje em dia.Assuntos mais polêmicos que mamilos! Nosso Sangue É provável que você já tenha dito, ou ouvido, frases como: “mulher menstruada não pode arrumar a cama porque quem deitar ficará doente”; que conheça o significado de expressões como “tô de chico” e até já tenha pensado, involuntariamente, que uma mulher, quando está nervosa ou expressa emoções mais intensas, deve estar “naqueles dias”.Mas já se perguntou de onde vem tanto sentimento negativo acerca da menstruação Será que menstruar precisa sempre estar associado a sujeira ou à vergonha, como um ato que deve ser escondido? O que será que tem de preconceito, e o que tem de verdade nessa conversa? E quais são as outras formas de lidar com a menstruação?Nosso Sangue é uma série documental em 4 episódios, criada pelo Mamilos com apoio da Sempre Livre, para mergulhar fundo e trazer um pouco mais de embasamento e novas perspectivas para lidarmos com a menstruação em todas as esferas da vida. <p style='col

Frequently Asked Questions

How long is this episode of Mamilos?

This episode is 1 hour and 37 minutes long.

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This episode was published on November 10, 2018.

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O “funk tradicional” carioca é uma parte da “identidade cultural da diáspora africana, como resultado do processo híbrido influenciado pela música eletrônica negra norte-americana, o hip hop e ritmos do subúrbio negro carioca do final da década de...

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