EPISODE · Jul 6, 2021 · 0 MIN
23 - Último verso
from Felipe Simão - Poesias · host Felipe Simão
Não há sina quando dispara no meu peito a carabina, no mundo nada mais me azucrina, de nossos corpos quase mortos só resta a ruína; ela é o veneno que me contamina, o que não sei ela ensina, meu desajeito afina; seu corpo é o aviso que hei de conhecer o paraíso; tempo impreciso, enfeitiçado não há futuro, nem passado, só há o agora, a gente se demora, nem vê passar a hora; que se exploda lá fora o universo de amor nosso último verso
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Não há sina quando dispara no meu peito a carabina, no mundo nada mais me azucrina, de nossos corpos quase mortos só resta a ruína; ela é o veneno que me contamina, o que não sei ela ensina, meu desajeito afina; seu corpo é o aviso que hei de conhecer o paraíso; tempo impreciso, enfeitiçado não há futuro, nem passado, só há o agora, a gente se demora, nem vê passar a hora; que se exploda lá fora o universo de amor nosso último verso
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23 - Último verso
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