32 - Harmonização facial
Episode 32 of the Felipe Simão - Poesias podcast, hosted by Felipe Simão, titled "32 - Harmonização facial" was published on September 2, 2024 and runs 2 minutes.
September 2, 2024 ·2m · Felipe Simão - Poesias
Summary
A gente se amava tanto, o primeiro a amor é sempre o mais latente, a eternidade da adolescência cada aula matada pela conveniência do nosso romance o primeiro amor tudo permite tudo fica ao nosso alcance quantas lições perdidas que hoje nada importam nas nossas vidas quantas vontades repentinas correspondidas que o hoje o impulso a gente não se permite a vida de adulto só admite sensatez Ainda lembro de você me esperando na porta da sala tomando Coca-cola, eu que tanto sonhava em ser jogador de futebol, quando aprendi a amar, esqueci de jogar bola; nós dois na praia, você em cima de mim, o seu cabelo me protegia do sol, o verão é bom demais para quem ama pela primeira vez, nós dois no chuveiro o medo, o desejo incalável de fazer amor, nós dois na casa de praia nós dois o tempo inteiro, vieram outonos, invernos e o meu mundo crescia com você vieram primaveras e a minha vida se desabrochava com você A gente se amava tanto, e hoje aquele quarto está a mais de 400 quilômetros, esse amor há mais de quatro anos, o sol secou o nosso beijo molhado de chuva e a minha memória parece ter sido convertido em grão de areia que o vento fez questão de varrer eu tento me lembrar de tudo, não fazer da lembrança uma história que eu contei pra mim mesmo, como minha mãe me contou as histórias da minha primeira infância; eu quero uma memória real, mas as suas fotos do Instagram só remontam um falso retrato você não era assim, excesso de maquiagem, preenchimento na boca, nariz operado, harmonização facial eu queria poder redesenhar as suas imperfeições com palavras, e beijar com meus versos pela última vez a mulher que eu amei
Episode Description
A gente se amava tanto,
o primeiro a amor é sempre o mais latente,
a eternidade da adolescência
cada aula matada pela conveniência do nosso romance
o primeiro amor tudo permite
tudo fica ao nosso alcance
quantas lições perdidas
que hoje nada importam nas nossas vidas
quantas vontades repentinas correspondidas
que o hoje o impulso a gente não se permite
a vida de adulto só admite sensatez
Ainda lembro de você me esperando na porta da sala
tomando Coca-cola,
eu que tanto sonhava em ser jogador de futebol,
quando aprendi a amar, esqueci de jogar bola;
nós dois na praia,
você em cima de mim,
o seu cabelo me protegia do sol,
o verão é bom demais para quem ama pela primeira vez,
nós dois no chuveiro
o medo, o desejo incalável de fazer amor,
nós dois na casa de praia
nós dois o tempo inteiro,
vieram outonos, invernos e o meu mundo crescia com você
vieram primaveras e a minha vida se desabrochava com você
A gente se amava tanto,
e hoje aquele quarto está a mais de 400 quilômetros,
esse amor há mais de quatro anos,
o sol secou o nosso beijo molhado de chuva
e a minha memória parece ter sido convertido em grão de areia
que o vento fez questão de varrer
eu tento me lembrar de tudo,
não fazer da lembrança uma história que eu contei pra mim mesmo,
como minha mãe me contou as histórias da minha primeira infância;
eu quero uma memória real,
mas as suas fotos do Instagram só remontam um falso retrato
você não era assim,
excesso de maquiagem,
preenchimento na boca,
nariz operado,
harmonização facial
eu queria poder redesenhar as suas imperfeições com palavras,
e beijar com meus versos
pela última vez a mulher que eu amei
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