#32 | Urbanização extensiva na Amazônia: uma abordagem demográfica e espacial | Julia Côrtes episode artwork

EPISODE · Jun 24, 2021 · 17 MIN

#32 | Urbanização extensiva na Amazônia: uma abordagem demográfica e espacial | Julia Côrtes

from Rasgaí · host Programa de Pós-Graduação em Demografia | UFRN

Quando pensamos na Amazônia, a imagem que nos vem à cabeça é imediatamente uma grande floresta tropical e, principalmente, as ações de desmatamento que vem sendo alvo de diversas tensões ao longo da história. Na contramão do que era esperado, o posicionamento do governo federal parece ter resgatado o lema do desenvolvimento a qualquer custo de décadas atrás. Assim, mecanismos legais de proteção ambiental e a estrutura institucional voltada para a preservação estão sob forte ameaça. O desafio de combinar desenvolvimento econômico e sustentabilidade é enorme, mas justamente por isso, deve ser uma preocupação constante do poder público e de toda a sociedade. Diante disso, faz-se importante também desmistificar algumas ideias sobre a Amazônia para melhor refletir sobre esses processos em curso. Uma delas é a percepção de que se trata de um grande vazio demográfico. E outra é que não há urbanização na Amazônia. Bertha Becker, grande geógrafa e pesquisadora da Amazônia por décadas, se referia a ela como: Floresta Urbanizada. Afinal, o percentual de população que vive em área classificadas como urbanas na Amazônia era, segundo os dados do Censo Demográfico 2010, de mais de 70%. Ou seja, na Amazônia Legal, 7 em cada 10 pessoas vive em áreas urbanas. Alguns pesquisadores argumentam que o urbano na Amazônia não é tão urbano assim. Dizem que se tratam de vilas rurais que não podem ser comparadas ao urbano de outras regiões do país. Mas isso importa pouco, pois a urbanização não se trata apenas das construções e das casas, mas também da difusão de valores e de uma racionalidade de uso da terra. Ou seja, tem a ver com o modo de vida. Aí, nessa abordagem, o urbano extrapola o limite físico da cidade. Trata-se de uma urbanização extensiva. Para saber mais sobre isso, o episódio #32 do Rasgaí conversou com a Julia Côrtes, que publicou um artigo resultado da sua tese de doutorado em demografia na Unicamp na Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, no volume 22, em 2020. Julia é engenheira agrônoma e tem seu mestrado e doutorado em demografia e atualmente é pesquisadora colaboradora do Laboratório de Urbanização e Mudança no Uso e Cobertura da Terra (FCA/UNICAMP).

Quando pensamos na Amazônia, a imagem que nos vem à cabeça é imediatamente uma grande floresta tropical e, principalmente, as ações de desmatamento que vem sendo alvo de diversas tensões ao longo da história. Na contramão do que era esperado, o posicionamento do governo federal parece ter resgatado o lema do desenvolvimento a qualquer custo de décadas atrás. Assim, mecanismos legais de proteção ambiental e a estrutura institucional voltada para a preservação estão sob forte ameaça. O desafio de combinar desenvolvimento econômico e sustentabilidade é enorme, mas justamente por isso, deve ser uma preocupação constante do poder público e de toda a sociedade. Diante disso, faz-se importante também desmistificar algumas ideias sobre a Amazônia para melhor refletir sobre esses processos em curso. Uma delas é a percepção de que se trata de um grande vazio demográfico. E outra é que não há urbanização na Amazônia. Bertha Becker, grande geógrafa e pesquisadora da Amazônia por décadas, se referia a ela como: Floresta Urbanizada. Afinal, o percentual de população que vive em área classificadas como urbanas na Amazônia era, segundo os dados do Censo Demográfico 2010, de mais de 70%. Ou seja, na Amazônia Legal, 7 em cada 10 pessoas vive em áreas urbanas. Alguns pesquisadores argumentam que o urbano na Amazônia não é tão urbano assim. Dizem que se tratam de vilas rurais que não podem ser comparadas ao urbano de outras regiões do país. Mas isso importa pouco, pois a urbanização não se trata apenas das construções e das casas, mas também da difusão de valores e de uma racionalidade de uso da terra. Ou seja, tem a ver com o modo de vida. Aí, nessa abordagem, o urbano extrapola o limite físico da cidade. Trata-se de uma urbanização extensiva. Para saber mais sobre isso, o episódio #32 do Rasgaí conversou com a Julia Côrtes, que publicou um artigo resultado da sua tese de doutorado em demografia na Unicamp na Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, no volume 22, em 2020. Julia é engenheira agrônoma e tem seu mestrado e doutorado em demografia e atualmente é pesquisadora colaboradora do Laboratório de Urbanização e Mudança no Uso e Cobertura da Terra (FCA/UNICAMP).

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