EPISODE · Feb 7, 2024 · 2 MIN
38 - Dona Clyssia
from Felipe Simão - Poesias · host Felipe Simão
Dona Clissya, não posso nem chamá-la de vadia, antes isso fosse, o saco do seu marido esvaziaria e não encheria o meu; parece que a senhora nunca fodeu! Tanto mau-humor só pode ser falta duma boa carícia; não sei se a senhora fode mal ou é mal fodida, em caso tal fico com a dupla medida; Dona Clissya, sua xota de virginal imperícia atenta contra o seu marido de pica mole, que seco engole, as suas patacoadas atenta contra seus filhos que de bocas caladas acatam as suas ordens, a sua casa é um recinto evangélico de desordens me disseram que pinto de evangélico não sobe e pelo seu mau-humor, parece ser verdade, não tem cessar a sua vildade, afinal, não se apaga o fogo que o diabo lhe impôs; você deixou para depois e no casamento descobriu um marido que goza rapidinho, que rapidinho lhe deu quatro filhos para criar; coitados dos vizinhos que seus gritos têm que aturar, e além disso têm que escutar; a minha voz no megafone a cortar a madrugada, a ensandecer os ouvidos caninos, latidos que orquestram o meu caos, meus provérbios libertinos, mais que a sua aparência genuínos a lhe ensinar uma lição bem dada, lhe mostrar com quantos paus e certamente nenhum como o do seu marido, se faz uma canoa, você paga de santinha, de boa pessoa, porém é cobra peçonhenta, de descontrolada sana de ressecada xana que, mais uma vez digo, atenta contra a vida do seu próprio filho, um desensofrido, um desmiolado fora do trilho, que pega DST e pensa estar curado por ter o pau ungido, ungido por um “Deus” que senhora tanto quer agradar, tanto execra os ateus e foi um deles que impediu o seu filho de se matar Dona Clyssia, a senhora falou mal de mim até para polícia, e teve a cara de pau, madeira de jequitibá, de ir até a minha casa chorando lágrimas de crocodilo só para me acusar tenho uma péssima notícia para lhe contar, a senhora atua mal, o seu filho fugiu, por que será? Será que foi por culpa do “amiguinho cachaceiro”, ou porque a senhora lhe suga a felicidade como um carrapato-rodoleiro o chama preto, de veado, de vagabundo, de todas as excrescências que cabem no excremento do seu ser? Como você consegue dormir sem um tanto de remorso ter? Você agrediu o seu filho com um computador! E deixou-lhe feridas mais profundas que a física dor Dona Clyssia, se o “Inferno” existisse queria que lá a senhora fosse descansar que “Satã” visse toda sua imundícia e lhe fizesse pagar, que lhe torturasse, sem o menor apego, sem a menor classe, comesse o seu rego e finalmente lhe fizesse gozar
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Dona Clissya, não posso nem chamá-la de vadia, antes isso fosse, o saco do seu marido esvaziaria e não encheria o meu; parece que a senhora nunca fodeu! Tanto mau-humor só pode ser falta duma boa carícia; não sei se a senhora fode mal ou é mal fodida, em caso tal fico com a dupla medida; Dona Clissya, sua xota de virginal imperícia atenta contra o seu marido de pica mole, que seco engole, as suas patacoadas atenta contra seus filhos que de bocas caladas acatam as suas ordens, a sua casa é um recinto evangélico de desordens me disseram que pinto de evangélico não sobe e pelo seu mau-humor, parece ser verdade, não tem cessar a sua vildade, afinal, não se apaga o fogo que o diabo lhe impôs; você deixou para depois e no casamento descobriu um marido que goza rapidinho, que rapidinho lhe deu quatro filhos para criar; coitados dos vizinhos que seus gritos têm que aturar, e além disso têm que escutar; a minha voz no megafone a cortar a madrugada, a ensandecer os ouvidos caninos, latidos que orquestram o meu caos, meus provérbios libertinos, mais que a sua aparência genuínos a lhe ensinar uma lição bem dada, lhe mostrar com quantos paus e certamente nenhum como o do seu marido, se faz uma canoa, você paga de santinha, de boa pessoa, porém é cobra peçonhenta, de descontrolada sana de ressecada xana que, mais uma vez digo, atenta contra a vida do seu próprio filho, um desensofrido, um desmiolado fora do trilho, que pega DST e pensa estar curado por ter o pau ungido, ungido por um “Deus” que senhora tanto quer agradar, tanto execra os ateus e foi um deles que impediu o seu filho de se matar Dona Clyssia, a senhora falou mal de mim até para polícia, e teve a cara de pau, madeira de jequitibá, de ir até a minha casa chorando lágrimas de crocodilo só para me acusar tenho uma péssima notícia para lhe contar, a senhora atua mal, o seu filho fugiu, por que será? Será que foi por culpa do “amiguinho cachaceiro”, ou porque a senhora lhe suga a felicidade como um carrapato-rodoleiro o chama preto, de veado, de vagabundo, de todas as excrescências que cabem no excremento do seu ser? Como você consegue dormir sem um tanto de remorso ter? Você agrediu o seu filho com um computador! E deixou-lhe feridas mais profundas que a física dor Dona Clyssia, se o “Inferno” existisse queria que lá a senhora fosse descansar que “Satã” visse toda sua imundícia e lhe fizesse pagar, que lhe torturasse, sem o menor apego, sem a menor classe, comesse o seu rego e finalmente lhe fizesse gozar
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