EPISODE · Sep 5, 2026 · 51 MIN
#470 História do Rádio 3 Do transistor à FM estéreo: Anos 1960-1980: O rádio a qualquer hora em qualquer lugar
from Peças Raras - Você em sintonia com o rádio · host Peças Raras
A televisão chega para disputar a atenção dos brasileiros, e o rádio precisa se reinventar. Entre o final dos anos 1950 e as décadas seguintes, a programação popular, a música, o humor, o esporte e a comunicação com o ouvinte ganham cada vez mais espaço.Neste terceiro episódio de História do Rádio no Brasil, acompanhamos essa transformação a partir de personagens e momentos que ajudaram a construir uma nova relação entre o rádio e seu público.Silvio Santos é um dos símbolos dessa transição. O pesquisador e autor Fernando Morgado, do livro Silvio Santos: a trajetória do mito, revela a importância do “peru falante” — apelido dado por Manoel de Nóbrega ao comunicador — na passagem dos grandes programas, com equipes numerosas e altos investimentos, para atrações de estúdio mais enxutas e de baixo custo.Nos anos 1960, ainda no AM, a Jovem Guarda e os novos ritmos conquistam a juventude. Na Rádio Bandeirantes, a programação baseada em discos ganha força, e o radialista Luiz Aguiar relembra essa fase. Surge também uma nova proposta: emissoras e programas inteiramente voltados à música. Edu Malaveia, autor de Plenimúsica – Memórias de um Ouvinte de Rádio Malcomportado, conta como nasceu a experiência “Plenimúsica/Factorama”, com destaque para a Difusora de São Paulo e a voz marcante de Dárcio Arruda.Com a popularização do rádio transistor e das pilhas, o aparelho deixa de estar preso à sala de casa e passa a acompanhar o ouvinte em todos os lugares. No estádio, o torcedor com um rádio junto ao ouvido torna-se uma imagem cada vez mais comum.O esporte também ganha protagonismo. A partir da Copa do Mundo de 1958, as transmissões esportivas consolidam sua força e criam novas formas de aproximar o público dos acontecimentos. Recuperamos uma entrevista do saudoso José Paulo de Andrade, realizada por Marcelo Abud durante as comemorações dos 75 anos da Bandeirantes na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Ele relembra os balões sonoros e o painel luminoso instalados no centro de São Paulo durante os jogos da Copa e fala de sua trajetória, que posteriormente seria marcada por “O Pulo do Gato”. A Jovem Pan, por sua vez, cria uma identidade sonora que se torna tradicional no Show da Manhã.O episódio ainda resgata a trajetória de Zuleide Ranieri, pioneira como narradora esportiva, a popularidade de Zé Bettio e Eli Corrêa.E a história avança para a FM. A programação de música clássica da Cultura FM e a comunicação mais jovem e conversada da Cidade FM mostram como o rádio encontra novos caminhos para dialogar com diferentes públicos.No encerramento, Luiz Fernando Magliocca revela a história por trás de “Uma Só Voz”, música interpretada por Titãs e convidados como tema de fim de ano da Cidade FM de São Paulo em meados dos anos 1980. A canção fecha este capítulo de uma história marcada por mudanças tecnológicas, novas linguagens e, acima de tudo, pela capacidade do rádio de continuar presente — a qualquer hora e em qualquer lugar.
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#470 História do Rádio 3 Do transistor à FM estéreo: Anos 1960-1980: O rádio a qualquer hora em qualquer lugar
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