À porta da cidade
from Escrito a Vapor Hosted by André Maria
Negras as noites oblíquas, Mascantes de luz fulgurante, Que têm as veias à porta. Assentos de jardim adornados, Leito das costelas quebradas, Onde alquebram intrépidos ruins. Não há sossego adjudicado, Nem há mais da avidez saciada, Apenas o restolho num copo vazio. As candeias queimam em crespo, E a chama que se intente ostentar, Fende antes de na casca advir. Mortas estão as garras do pobre, Na calçada do éden à sombra, Avariadas na artéria do destino.
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