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A Vida é doce

Em 1999, o já polêmico Lobão brigou com as gravadoras e lançou o CD "A Vida É Doce" com uma estra...

An episode of the Jardim Eclético podcast, hosted by Tarcísio Rodrigues, titled "A Vida é doce" was published on November 13, 2012 and runs 21 minutes.

November 13, 2012 ·21m · Jardim Eclético

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Em 1999, o já polêmico Lobão brigou com as gravadoras e lançou o CD "A Vida É Doce" com uma estratégia inédita, utilizando bancas de jornais, sites da internet e megastores como pontos de venda, numerando os CDs e desvinculando o lançamento das grandes gravadoras. Um Cd diferente de tudo o que Lobão fez nos anos 80. E um dos melhores discos de música brasileira dos anos 90 apesar daquele clima eletrônico das canções. Mas tem bossa nova, tem Zeca Baleiro, tem Ipanema... Um soco no estomâgo. Vide as letras abaixo. Eu particularmente acho a música “A Vida é Doce" a melhor música do Cd e das melhores do Lobão. Um Cd insuperável até pelo próprio Lobão. Músicas deste episódio: El Desdichado II A Vida é doce Vou te levar Mais uma vez El Desdichado II Eu sou o Tenebroso, o Irmão sem irmão, o Abandono, Inconsolado, o Sol negro da melancolia Eu sou Ninguém, a Calma sem alma que assola, atordoa e vem No desmaio do final de cada dia Eu sou a Explosão, o Exu, o Anjo, o Rei O samba-sem-canção, o Soberano de toda a alegria que existia Eu sou a Contramão da contradição Que se entrega a Qualquer deus-novo-embrião Pra traficar o meu futuro por um inferno mais tranquilo Eu sou Nada e é isso que me convém Eu sou o sub-do-mundo e o que será que me detém? Eu sou o Poderoso, o Bababã, o Bão! Eu sou o sangue, não!Eu sou a Fome! do homem que come na brecha da mão de quem vacila Eu sou a Camuflagem que engana o chão A Malandragem que resvala de mão em mão Eu sou a Bala que voa pra sempre, sem rumo, perdida Eu sou a Explosão, o Exu, o Anjo, o Rei Eu sou o Morro, o Soberano, a Alegoria que foi a minha vida Eu sou a Execução, a Perfuração O Terror da próxima edição dos jornais Que me gritam, me devassam e me silenciam. A vida é doce Com a mesma falta de vergonha na cara eu procurava alento no Seu último vestígio, no território, da sua presença Impregnando tudo tudo que Eu não posso, nem quero, deixar que me abandone Não posso, nem quero, deixar que me abandone Não posso, nem quero, deixar que me abandone não Com a mesma falta de vergonha na cara eu procurava alento no Seu último vestígio, no território, da sua presença Impregnando tudo tudo que Eu não posso, nem quero, deixar que me abandone Não posso, nem quero, deixar que me abandone Não posso, nem quero, deixar que me abandone não São novamente quatro horas, eu ouço lixo no futuro No presente que tritura, as sirênes que se atrasam Pra salvar atropelados que morreram, que fugiam Que nasciam, que perderam, que viveram tão depressa, Tão depressa, tão depressa São novamente quatro horas, eu ouço lixo no futuro No presente que tritura, as sirênes que se atrasam Pra salvar atropelados que morreram, que fugiam Que nasciam, que perderam, que viveram depressa, depressa demais A vida é doce, depressa demais. A vida é doce, depressa demais. A vida é doce, depressa demais. E de repente o telefone toca e é você Do outro lado me ligando, devolvendo minha insônia Minhas bobagens, pra me lembrar que eu fui a coisa mais brega Que pousou na tua sopa. Me perdoa daquela expressão pré-fabricada De tédio, tão canastrona que nunca funcionou nem funciona E de repente o telefone toca e é você Do outro lado me ligando, devolvendo minha insônia Minhas bobagens, pra me lembrar que eu fui a coisa mais brega Que pousou na tua sopa. Me perdoa daquela expressão pré-fabricada De tédio, tão canastrona que nunca funcionou nem funciona me perdoa a vida é doce me perdoa a vida é doce Me perdoa, me perdoa, me perdoa São novamente quatro horas, eu ouço lixo no futuro No presente que tritura, as sirênes que se atrasam Pra salvar atropelados que morreram, que fugiam Que nasciam, que perderam, que viveram tão depressa, Tão depressa, tão depressa São novamente quatro horas, eu ouço lixo no futuro No presente que tritura, as sirênes que se atrasam Pra salvar atropelados que morreram, que fugiam Que nas(continued)

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Em 1999, o já polêmico Lobão brigou com as gravadoras e lançou o CD "A Vida É Doce" com uma estratégia inédita, utilizando bancas de jornais, sites da internet e megastores como pontos de venda, numerando os CDs e desvinculando o lançamento das grandes gravadoras. Um Cd diferente de tudo o que Lobão fez nos anos 80. E um dos melhores discos de música brasileira dos anos 90 apesar daquele clima eletrônico das canções. Mas tem bossa nova, tem Zeca Baleiro, tem Ipanema... Um soco no estomâgo. Vide as letras abaixo. Eu particularmente acho a música “A Vida é Doce" a melhor música do Cd e das melhores do Lobão. Um Cd insuperável até pelo próprio Lobão. Músicas deste episódio: El Desdichado II A Vida é doce Vou te levar Mais uma vez El Desdichado II Eu sou o Tenebroso, o Irmão sem irmão, o Abandono, Inconsolado, o Sol negro da melancolia Eu sou Ninguém, a Calma sem alma que assola, atordoa e vem No desmaio do final de cada dia Eu sou a Explosão, o Exu, o Anjo, o Rei O samba-sem-canção, o Soberano de toda a alegria que existia Eu sou a Contramão da contradição Que se entrega a Qualquer deus-novo-embrião Pra traficar o meu futuro por um inferno mais tranquilo Eu sou Nada e é isso que me convém Eu sou o sub-do-mundo e o que será que me detém? Eu sou o Poderoso, o Bababã, o Bão! Eu sou o sangue, não!Eu sou a Fome! do homem que come na brecha da mão de quem vacila Eu sou a Camuflagem que engana o chão A Malandragem que resvala de mão em mão Eu sou a Bala que voa pra sempre, sem rumo, perdida Eu sou a Explosão, o Exu, o Anjo, o Rei Eu sou o Morro, o Soberano, a Alegoria que foi a minha vida Eu sou a Execução, a Perfuração O Terror da próxima edição dos jornais Que me gritam, me devassam e me silenciam. A vida é doce Com a mesma falta de vergonha na cara eu procurava alento no Seu último vestígio, no território, da sua presença Impregnando tudo tudo que Eu não posso, nem quero, deixar que me abandone Não posso, nem quero, deixar que me abandone Não posso, nem quero, deixar que me abandone não Com a mesma falta de vergonha na cara eu procurava alento no Seu último vestígio, no território, da sua presença Impregnando tudo tudo que Eu não posso, nem quero, deixar que me abandone Não posso, nem quero, deixar que me abandone Não posso, nem quero, deixar que me abandone não São novamente quatro horas, eu ouço lixo no futuro No presente que tritura, as sirênes que se atrasam Pra salvar atropelados que morreram, que fugiam Que nasciam, que perderam, que viveram tão depressa, Tão depressa, tão depressa São novamente quatro horas, eu ouço lixo no futuro No presente que tritura, as sirênes que se atrasam Pra salvar atropelados que morreram, que fugiam Que nasciam, que perderam, que viveram depressa, depressa demais A vida é doce, depressa demais. A vida é doce, depressa demais. A vida é doce, depressa demais. E de repente o telefone toca e é você Do outro lado me ligando, devolvendo minha insônia Minhas bobagens, pra me lembrar que eu fui a coisa mais brega Que pousou na tua sopa. Me perdoa daquela expressão pré-fabricada De tédio, tão canastrona que nunca funcionou nem funciona E de repente o telefone toca e é você Do outro lado me ligando, devolvendo minha insônia Minhas bobagens, pra me lembrar que eu fui a coisa mais brega Que pousou na tua sopa. Me perdoa daquela expressão pré-fabricada De tédio, tão canastrona que nunca funcionou nem funciona me perdoa a vida é doce me perdoa a vida é doce Me perdoa, me perdoa, me perdoa São novamente quatro horas, eu ouço lixo no futuro No presente que tritura, as sirênes que se atrasam Pra salvar atropelados que morreram, que fugiam Que nasciam, que perderam, que viveram tão depressa, Tão depressa, tão depressa São novamente quatro horas, eu ouço lixo no futuro No presente que tritura, as sirênes que se atrasam Pra salvar atropelados que morreram, que fugiam Que nasciam, que perderam, que viveram depressa, depressa demais A vida é doce, depressa demais A vida é doce, depressa demais... Link: http://www.vagalume.com.br/lobao/a-vida-e-doce.html#ixzz2C3pvHgMk Contato: [email protected]
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