EPISODE · Dec 17, 2021 · 30 MIN
Andando na Luz: Amor ao próximo e uma vida de obediência (1 João 3) #rpsp
from Reavivados por Sua Palavra
O cristianismo pode continuar sendo apenas uma proposta. Para deixar de ser uma proposta, o cristianismo precisa passar pelo teste prático. Teoria sem ação não tem valor, como nos ensinou Tiago: fé sem obras é fé morta (Tiago 2.17,26); fé morta é fé sem efeito; fé morta é fotografia de fé, não é fé. O cristianismo é a religião da prática. Os seguidores de Jesus são reconhecidos pelos seus frutos (Mateus 7.16). Desde a sua origem, o cristianismo é a religião do amor (Deus nos amou e nos deu seu filho), ou não é nada. Devemos ser o que cremos. Precisamos crer o que fazemos. Podemos fazer como Jesus fez. Ele disse que faremos o que ele fez se tivermos fé (Mateus 17.2), permanecendo nele, com quem aprendemos e de quem temos a capacitação e o mandamento para amar. Amar o outro — esse é o teste prático da fé cristã. Quando nos amamos uns aos outros, Deus está em nós e aperfeiçoa o nosso amor (1João 4.12). Amar se aprende amando, como fazer se aprende fazendo. Para amar, precisamos aceitar que somos amados. Para amar, precisamos decidir que vamos amar. Para amar, precisamos começar a amar. Para amar, precisamos amar. Importa que você ame. Amar é fazer. Ódio é uma palavra forte. Ódio é um sentimento forte. Quando odiamos, dificilmente reconhecemos isso. Encontramos sinônimos que pareçam fazer suavizar o sentimento, sempre acompanhado de emoções fortes. Mas a melhor coisa diante de um inimigo é conhecê-lo. Uma forma de o conhecer é chamá-lo pelo nome correto. Ódio é ódio, e mesmo que nunca o executemos, já faz mal, inicialmente a nós mesmos. Se odiarmos, mesmo que não prossigamos com os desejos a que ele nos impulsiona, já pecamos (Mateus 5.22). Sem medo, devemos reconhecer que o ódio é um dos gigantes maus da alma. O ódio nasce num relacionamento em casa, no trabalho, na igreja. Por alguma razão, fomos magoados, intencionalmente ou não. Recebemos o golpe. Então, um sentimento vai se formando dentro de nós. Primeiro, achamos que fomos vítimas de uma injustiça e ficamos decepcionados. Depois, ficamos ressentidos. Olhar para a pessoa que nos ofendeu começa a doer. Se não resolvermos a questão, vai doer cada vez mais. Com o tempo, o ressentimento, que começou leve, torna-se forte. Em alguns casos, pode alimentar um desejo de vingança, que pode gerar ações de violência. Quando isso acontece, estamos dominados pelo ódio. Por ser um inimigo, o ódio é, na verdade, nosso inimigo. O ódio alimenta o ódio e se alimenta do ódio. O ódio não se resolve com a justiça. O ódio se resolve com a graça. Quando unilateralmente perdoamos quem nos ofendeu, nós nos tornamos livres. Quando odiamos, somos escravos. Sabemos qual é a melhor escolha. Odiar é uma escolha. Perdoar é também uma escolha. Qual vamos escolher? Perdoar é a melhor escolha. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
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