EPISODE · Dec 19, 2021 · 36 MIN
Andando na Luz: Fugindo dos Ídolos (1 João 5) #rpsp
from Reavivados por Sua Palavra
Os deuses do passado tinham faces diferentes dos de hoje. Um dos deuses de hoje se chama consumismo. É no consumismo que a comparação encontra terreno propício para dominar. É no consumismo que a competição desabrocha sem culpa. Então, deixamos de ser cidadãos para nos tornarmos consumidores. O consumismo precisa de nós, mas dá um jeito de nos convencer de que precisamos dele. Suas profecias estão nos meios de comunicação e sabemos em geral que os anúncios são anúncios. O consumismo exerce seu controle por meio dos olhares do grupo de que fazemos parte (ou queremos fazer parte); só lhe pertencemos se consumimos o que ele consome. O consumismo não é o consumo, mas uma ideologia. Consumir não é satisfazer uma necessidade. O consumismo se satisfaz em si mesmo. O consumismo já é o ideal. O consumismo se vende como um projeto de vida. Ao nos seduzir, o consumismo se torna parte do nosso estilo de vida. O consumismo se torna um padrão, como uma estrada a ser naturalmente percorrida. É divertido consumir. A ideologia do consumo invade todos os desejos, todas as práticas e todas as instituições. Precisamos comer; o consumismo sugere para nós o cardápio e o restaurante. Precisamos dormir; o consumismo estabelece para nós o tipo e a marca do colchão. Precisamos morar; o consumismo nos fornece a arquitetura. Precisamos nos vestir; o consumismo dita para nós o modelo e a marca. Precisamos trabalhar; o consumismo nos orienta quanto à profissão. Precisamos estudar; o consumismo nos impõe o método e a escola. (Ou: nos impõe a escola, que nos impõe o método.) Precisamos cultuar; o consumismo dita para nós o estilo de culto e a igreja. Precisamos ler; o consumismo nos apresenta o autor e a editora. Precisamos dar nome aos nossos filhos; o consumismo nos oferece a restrita lista dos nomes bonitos. Precisamos viajar: o consumismo nos dá o roteiro. Precisamos nos divertir; o consumismo define para nós o espetáculo. Precisamos nos recolher, mas o consumismo nos garante que ainda precisamos acelerar. Podemos ir no nosso ritmo, mas o consumismo fixa a velocidade, que tentamos seguir, mesmo que além do nosso fôlego. Como nos dizem que todos estão indo, como não iremos para lá também? Já amealhamos o suficiente, mas o consumismo nos amedronta dizendo que é pouco. Dizemos que as pessoas são o que elas são, mas o consumismo nos traz à realidade de que as pessoas são o que elas compram. Diziam-nos que consumíamos para viver, mas agora nos dizem que vivemos para consumir. Sabemos que Jesus disse que não devemos andar ansiosos para fazer o que temos de fazer, mas o consumismo retruca: “Garanta já o que você quer”, e ficamos confusos. Se queremos nos divertir verdadeiramente, no sentido de nos alegrarmos verdadeiramente, precisamos cuidar para não sermos seduzidos por ilusões, que são mentiras que brilham diante de nós. Quem teve um encontro com Deus e recebeu sua alegria vive momentos de emoção, busca-os até, mas não põe neles a sua felicidade; busca-os, mas cuida para que não se convertam em ídolos na sua vida; presta atenção para não ser controlado por esses momentos e atividades, de modo a perder o essencial, que é a certeza de que o que importa é Deus. Quem tem Deus não ama ilusões e não busca mentiras. Quem tem a Deus invoca a Deus, vivendo de maneira santa, sem trocar seus valores por um prato de lentilhas do pecado, por mais saboroso que pareça. Nas horas da tentação, quem é movido, não pela diversão, mas pelo Espírito Santo, sabe quem é: alguém que ama ao Senhor, que não o troca por nada. Ele sabe que o ouve. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
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