EPISODE · Oct 20, 2024 · 9 MIN
Antónia Labaredas: Temos sempre de relembrar e renovar os valores da liberdade
from Mais Ribatejo - jornal digital - Crónicas e entrevistas · host João Baptista - Mais Ribatejo
Antónia Labaredas é uma das 10 artistas residentes da Bienal de Coruche. Nesta entrevista ao Mais Ribatejo, Antónia fala do seu projeto "A Rota Anti Fascista" e até canta um fado da autoria do seu pai, José Labaredas. [embed]https://youtu.be/gYYVso0lOho[/embed] Ceramista com raízes no Couço, Antónia promoveu na manhã de 20 de outubro um percurso pela “Rota Antifascista”, título do seu projeto, que sinaliza e traz à memória os esforços de inúmeras pessoas em nome da liberdade numa área do Concelho que, antes do 25 de abril de 1974, foi palco de encontros clandestinos da luta dos trabalhadores. Antónia vai estar ainda no Pátio do Museu Municipal a 1 e 2 de novembro a desenvolver os workshops de cerâmica “Forno de Papel”. Durante a residência artística, colocu cinco marcos feitos com nterra dos locais que outrora foram palcos clandestinos de formas de luta. "Têm um caráter efémero, feitos em taipa, remetem para uma prática antiga de construção e de esforço. A sua finitude diz-me que é preciso estar sempre a relembrar e renovar os valores da liberdade", escreve a artista na descrição do projeto. Nesta entrevista ao Mais Ribatejo, Antónia fala do projeto e recorda o seu pai, José Labaredas, figura ilustre de Coruche que dá nome ao auditório do Museu Municipal. Político, escritor e fadista, José Labaredas escreveu o livro "Coruche à Mesa e Outros Manjares[1], obra de recolha exaustiva do receituário regional, da história do comer em Coruche, e da resistência do povo de Coruche à ditadura fascista de Salazar.
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