EPISODE · Aug 3, 2021 · 15 MIN
Aprenda como compor uma música sertaneja e fazer um arranjo
from Criando Música · host Marco Aurelio do Prado Garcia
Vamos compor um Cururu. Será uma música instrumental e a melodia principal será tocada pela Viola Caipira. Usaremos como referência antigos magos como: Tião Carreiro, Almir Sater, Bambico. Melodia O primeiro e principal ingrediente da poção é a melodia, para essa canção criei primeiro a melodia na viola caipira. Conforme a melodia do tema principal foi surgindo, fui definindo a estrutura, que ficou baseada em Forma A, forma B, forma A. O Tom principal da canção é Mi maior, mas observe que na parte “B” tivemos que usar os modos gregos e a aplicação da harmonia funcional para entender as escalas a serem utilizadas. Harmonia A estrutura harmônica ficou assim: Parte A E | B7 | 7 vezes Parte B E | E7 | A | Am | G#m | C#7 | F#m | B7 Ao criar o arranjo, tente imaginar qual a estória que sua melodia está contando. Observe que na parte “A”, podemos imaginar um pescador passeando pela sua canoa em um rio. Na parte “B” temos uma melodia mais reflexiva, imagine que o barco parou de navegar e ficou estacionado com o pescador pensando em sua vida. Você pode imaginar muitas outras estórias para a sua melodia. Procure deixar ela contar a sua estória. Ritmo O próximo ingrediente da poção, será o ritmo. O ritmo dessa canção é o Cururu. Por isso criamos um groove de contrabaixo e um acompanhamento de Violão, que se completassem, sem brigar com o tema da Viola Caipira. Pense os acordes de uma canção como a roupa que veste a melodia. Os acordes usados aqui foram consonantes para sugerir a simplicidade da relação do homem com a natureza. Para toda poção, precisamos colocar uma pimentinha. Por isso usamos o solo da Viola Caipira e do Violão para uma liberdade melódica e causar um contraponto a melodia do tema. A Viola Caipira, toca seu solo usando muito o elemento da ressonância, procurando preencher os intervalos de sexta com as cordas soltas. Depois bem ao estilo do Bambico toca as escalas dos acordes da parte “B”. O Violão, usa em seu solo, intervalos de sexta, para com isso manter um diálogo com o solo da Viola Caipira. Pense a composição de forma estruturada e que acima de tudo transmita o que você deseja. Vamos fechar com um ensinamento do Mago Albert Einstein: “Além das aptidões e das qualidades herdadas, é a tradição que faz de nós aquilo que somos.” Até a próxima lição meus queridos pupilos. Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Curso de Contrabaixo: https://primeirosacordes.com.br/contrabaixo-65848/curso-completo/18-contrabaixo-2.html Curso de Viola Caipira https://primeirosacordes.com.br/viola-caipira-19614/curso-completo-de-viola-caipira/20-curso-completo-viola.html
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Vamos compor um Cururu. Será uma música instrumental e a melodia principal será tocada pela Viola Caipira. Usaremos como referência antigos magos como: Tião Carreiro, Almir Sater, Bambico. Melodia O primeiro e principal ingrediente da poção é a melodia, para essa canção criei primeiro a melodia na viola caipira. Conforme a melodia do tema principal foi surgindo, fui definindo a estrutura, que ficou baseada em Forma A, forma B, forma A. O Tom principal da canção é Mi maior, mas observe que na parte “B” tivemos que usar os modos gregos e a aplicação da harmonia funcional para entender as escalas a serem utilizadas. Harmonia A estrutura harmônica ficou assim: Parte A E | B7 | 7 vezes Parte B E | E7 | A | Am | G#m | C#7 | F#m | B7 Ao criar o arranjo, tente imaginar qual a estória que sua melodia está contando. Observe que na parte “A”, podemos imaginar um pescador passeando pela sua canoa em um rio. Na parte “B” temos uma melodia mais reflexiva, imagine que o barco parou de navegar e ficou estacionado com o pescador pensando em sua vida. Você pode imaginar muitas outras estórias para a sua melodia. Procure deixar ela contar a sua estória. Ritmo O próximo ingrediente da poção, será o ritmo. O ritmo dessa canção é o Cururu. Por isso criamos um groove de contrabaixo e um acompanhamento de Violão, que se completassem, sem brigar com o tema da Viola Caipira. Pense os acordes de uma canção como a roupa que veste a melodia. Os acordes usados aqui foram consonantes para sugerir a simplicidade da relação do homem com a natureza. Para toda poção, precisamos colocar uma pimentinha. Por isso usamos o solo da Viola Caipira e do Violão para uma liberdade melódica e causar um contraponto a melodia do tema. A Viola Caipira, toca seu solo usando muito o elemento da ressonância, procurando preencher os intervalos de sexta com as cordas soltas. Depois bem ao estilo do Bambico toca as escalas dos acordes da parte “B”. O Violão, usa em seu solo, intervalos de sexta, para com isso manter um diálogo com o solo da Viola Caipira. Pense a composição de forma estruturada e que acima de tudo transmita o que você deseja. Vamos fechar com um ensinamento do Mago Albert Einstein: “Além das aptidões e das qualidades herdadas, é a tradição que faz de nós aquilo que somos.” Até a próxima lição meus queridos pupilos. Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Curso de Contrabaixo: https://primeirosacordes.com.br/contrabaixo-65848/curso-completo/18-contrabaixo-2.html Curso de Viola Caipira https://primeirosacordes.com.br/viola-caipira-19614/curso-completo-de-viola-caipira/20-curso-completo-viola.html
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