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PODCAST · music

Criando Música

Que tal aprendermos música, criando? A intenção desse podcast é criar música usando como referência os grandes discos e canções que fizeram história. Botando a mão na massa vamos criar uma canção e mostrar a execução de cada instrumento explicando como criar canções de maneira prática e simples.

  1. 44

    O Romantismo e as Origens da Música Ocidental _ Uma Jornada Pelo Tempo Ep. 8

    O romantismo na música foi um movimento artístico e cultural que teve seu auge na Europa do século XIX. Ele surgiu como uma resposta ao classicismo e se caracterizou por uma maior expressividade e subjetividade na música. A Alemanha foi um dos centros mais importantes do Romantismo na música, com compositores como Ludwig van Beethoven, Franz Schubert, Robert Schumann e Johannes Brahms, Wagner A Áustria também teve uma grande contribuição para o Romantismo musical, com compositores como Franz Liszt e Anton Bruckner. O Romantismo francês na música foi marcado por compositores como Hector Berlioz, Georges Bizet Na Itália, compositores como Giuseppe Verdi e Gioachino Rossini foram importantes figuras do Romantismo na música. A Rússia também contribuiu significativamente para o Romantismo musical, com compositores como Piotr Tchaikovsky, Sergei Rachmaninoff e Modest Mussorgsky. Com certeza o autor mais importante do período romântico no Brasil foi Carlos Gomes conhecido como o "pai da ópera brasileira". Ele compôs óperas como "O Guarani", "Fosca" e "Salvator Rosa", que foram bastante populares em sua época. #historiadamusica #origensdamusica #musicanorenascimento Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Créditos: Marcos Duprá - professor Site: www.primeirosacordes.com.br

  2. 43

    O Clássico e as Origens da Música Ocidental Uma Jornada Pelo Tempo Ep. 7

    A música no classicismo, ocorreu aproximadamente entre meados do século XVIII até o início do século XIX, é marcada pela valorização da tradição, ordem, estabilidade e beleza formal. Durante o período clássico, vários compositores desempenharam um papel importante no desenvolvimento da música clássica: Mozart, Haydn, Hummel, Beethoven, Gluck, entre outros. #historiadamusica #origensdamusica #musicanorenascimento Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Créditos: Marcos Duprá - professor Site: www.primeirosacordes.com.br

  3. 42

    O Barroco e as Origens da Música Ocidental _ Uma Jornada Pelo Tempo Ep. 6

    Descubra o período Barroco na música que ocorreu entre 1600 e 1750, caracterizado por um estilo elaborado que enfatizava as emoções e contrastes dramáticos. Esse período teve início na Itália e rapidamente se espalhou para outros países, como França, Alemanha e Áustria. Alguns dos compositores mais importantes deste período incluem Alessandro Scarlatti, Antonio Vivaldi, Jean-Baptiste Lully, Johann Sebastian Bach e Francisco António de Almeida. O Barroco foi um período de grande inovação e experimentação na história da música, e os compositores deste período utilizaram muitas técnicas diferentes para criar suas obras, como o contraponto e o baixo contínuo. #historiadamusica #origensdamusica #musicanorenascimento Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Créditos: Marcos Duprá - professor Site: www.primeirosacordes.com.br

  4. 41

    O Renascimento e as Origens da Música Ocidental _ Uma Jornada Pelo Tempo Ep. 5

    A música durante a Renascença (séculos XV e XVII) foi uma época de grande desenvolvimento muito fruto das experiências musicais da Idade média. Precisamos entender que não é tão claro onde termina a idade média e começa a Renascença. Compositores importantes da época incluem: Giovanni Pierluigi da Palestrina, William Byrd e Claudio Monteverdi. Alguns dos instrumentos musicais mais importantes incluem: Viola da gamba, Alaúde, Clavicórdio, Flauta, Rabeca, Cravo. Durante o Renascimento, as técnicas de composição musical incluíram: imitação, contraponto, homofonia, uso de escalas e acordes, e formas musicais fixas (como a canção e o madrigal). A música renascentista também prestou muita atenção à textura, harmonia e voz, buscando equilíbrio e clareza na apresentação de idéias musicais. #historiadamusica #origensdamusica #musicanaprehistoria Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Créditos: Marcos Duprá - professor Site: www.primeirosacordes.com.br

  5. 40

    Pitágoras e as raízes das notas musicais - Origens da Música Ocidental -Uma Jornada Pelo Tempo Ep. 3

    Neste canal, vamos explorar a história da música e combater mitos e preconceitos sobre a Idade Média. A música evoluiu e muito durante a Idade Média. Durante o período conhecido como "Alta Idade Média" (séculos IX a XI), a música era predominantemente monódica e consistia em uma única linha melódica sem acompanhamento harmônico. A música litúrgica da Igreja Católica era uma das principais formas de música da época e era geralmente cantada pelos monges e padres durante os cultos. Santo Ambrósio e Papa Gregório são homens fundamentais para o canto litúrgico, pois valorizaram a música para a liturgia e criaram o chamado "cantochão". O canto gregoriano tem a sua origem na tradição do canto romano, é melodicamente simples e para cada silaba cantada corresponde a uma nota. è na idade média que temos o começo da da polifonia, e ela começa a acontecer na"Baixa Idade Média" (séculos XII a XIV), a música evoluiu para incluir múltiplas vozes e harmonia. Isso foi possível devido ao desenvolvimento de novas técnicas vocais e instrumentais, como o uso de canto polifônico (várias vozes cantando diferentes melodias ao mesmo tempo). O Primeiro grande exemplo registrado desse trabalho com vozes distintas, conhecido como Organum, é do século X, mas provavelmente já existia no século IX, O nome da canção é Musica Enchiriadis. Dado o primeiro passo em direção a polifonia, o passo seguinte é o advento de uma terceira voz formando uma triáde. Um belo exemplo do ´seculo XII é Sederrunt de Perrotã A música secular também começou a se desenvolver, e incluía formas como o canto de trovadores e jograis, que se espalharam pela Europa. A diferença entre trovador e jogral está em sua classe social, o trovador era da nobreza. Os trovadores eram poetas e músicos que criaram em elemento que até então existia o homem romântico. #musicanaidademedia #historiadamusica #ocomeçodaharmonia Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Créditos: Marcos Duprá - professor Site: www.primeirosacordes.com.br

  6. 39

    A música da Antiguidade as raízes da música ocidental _ Origens da Música Ocidental Ep 2

    A música da Antiguidade as raízes da música ocidental. Nesse episódio Marcos Duprá, da Primeiros Acordes, fala sobre a música na Antiguidade, incluindo a música no Egito antigo, na Grécia antiga e na Roma antiga. A música era considerada importante e tinha uma forte presença em cerimônias religiosas, eventos sociais e jogos esportivos. Em geral, os músicos eram escravos ou libertos, mas havia também músicos profissionais respeitados e valorizados. A música era usada para acompanhar orações e rituais, para divertir convidados, e até para dar ordem de ataque nas guerras. Na Grécia, Platão propôs restrições à música popular e aos músicos, enquanto na Roma a música era presente em tudo, desde cerimônias religiosas até tavernas e bares. #musicana antiguidade #historiadamusica #músicanagrecia Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Créditos: Marcos Duprá - professor Site: www.primeirosacordes.com.br

  7. 38

    Os sons da pré-história uma jornada pelos primórdios da música | Origens da Música Ocidental Ep. 1

    Os sons da pré-história uma jornada pelos primórdios da música. Nesse episódio Marcos Duprá, da Primeiros Acordes, explica como a música pré-histórica deu origem à música moderna. Descubra como os homens pré-históricos criaram instrumentos musicais, como a flauta de osso de abutre datada entre 43000 e 82000 A.C. Saiba como a música poderia ter sido usada para fins diversos, como imitar sons da natureza, sinais de aviso e entretenimento. Esse episódio começa com um cenário hipotético de uma batalha espacial para ilustrar a exigência básica do som, que é a presença de ar para propagá-lo. O programa explica então que não há som no espaço e que a música só pode existir onde há vida inteligente e discute a evolução da habilidade humana de criar ferramentas e instrumentos. Entenda como a música já existia desde a Idade da Pedra e não começou com o Spotify da Anita. #historiadamusica #origensdamusica #musicanaprehistoria Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Créditos: Marcos Duprá - professor Site: www.primeirosacordes.com.br

  8. 37

    Aprenda a improvisar no Blues

    Nessa aula aberta de guitarra, vamos aprender a improvisar e criar solos de Blues. Aprenderemos a escala pentatônica menor e localizar notas-alvo e como criar melodias. #AprendaImprovisarNaGuitarra Para quem quer aprender a improvisar no Blues, estão abertas as inscrições para o nosso Curso ao vivo. 3 meses de aulas com professor Marcos Duprá + Curso gravado com 300 minutos de aula. Vagas limitadas: https://primeirosacordes.mercadoshops.com.br/MLB-2749091074-curso-blues-na-guitarra-aprenda-a-improvisar-_JM

  9. 36

    O Blues a dor e o homem

    No episódio de hoje vamos falar sobre a relação humana da dor com o Blues. Como esse sentimento traz a força e a atualidade do blues mesmo num mundo estranho onde o sentimento valorizado é sempre a felicidade a qualquer custo. Esse blues foi composto há uns 15 anos atrás depois que ouvi a música Hard Times de Ray Charles, o nome é "Blues dos miseráveis", espero que gostem!! Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Curso de Contrabaixo: https://primeirosacordes.com.br/contrabaixo-65848/curso-completo/18-contrabaixo-2.html Curso de Guitarra Blues: https://primeirosacordes.com.br/guitarra-83628/curso-de-blues/19-curso-de-blues.html Curso de Piano Blues: https://primeirosacordes.com.br/teclado/curso-de-blues/21-curso-de-blues-teclado.html

  10. 35

    Preste atenção, seu filho já compõe música!!

    Você parou pra ouvir seu filho? Já prestou atenção nos elementos que formam a sua criatividade? Seu filho já começou a cantarolar uma canção, sem você perceber que ele estava compondo uma canção?  No episódio de hoje vamos compor uma parceria com minha neta de 3 anos, e foi uma experiência única que juntou duas cabeças e mundos completamente diferentes. Mas em um momento nossos mundos se encontraram através dessa canção. Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Youtube: https://www.youtube.com/c/primeirosacordes Curso de Composição: https://primeirosacordes.com.br/teoria/curso-de-composicao/36-curso-de-composicao.html Curso de Contrabaixo: https://primeirosacordes.com.br/contrabaixo-65848/curso-completo/18-contrabaixo-2.html Curso de Guitarra Blues: https://primeirosacordes.com.br/guitarra-83628/curso-de-blues/19-curso-de-blues.html Curso de Piano Blues: https://primeirosacordes.com.br/teclado/curso-de-blues/21-curso-de-blues-teclado.html

  11. 34

    Como gerar tensão numa trilha sonora de ação

    Nesse episódio vamos criar uma trilha sonora de ação e vamos usar como referência: Missão Impossível - Lalo Shiffrin, SWAT - Barry de Vorzon, 007 - Monty Norman.  3 elementos precisam estar presentes numa trilha de ação: Tensão, preparação e resolução. Esses elementos formam a base para a criação da imagem sonora. Normalmente essas trilhas trabalham na tonalidade menor, e trabalham com a escala menor natural e melódica para acrescentarem e tirarem tensão da canção. Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Youtube: https://www.youtube.com/c/primeirosacordes Curso de Composição: https://primeirosacordes.com.br/teoria/curso-de-composicao/36-curso-de-composicao.html

  12. 33

    A beleza e a simplicidade do romantismo

    Nesse episódio vamos compor uma trilha para um drama, vamos usar como referências 3 compositores de peso: Enio Morricone, John Williams, e John Barry, respectivamente os temas de cinema paradiso, lista de Schindler e Em algum lugar do passado. Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Youtube: https://www.youtube.com/c/primeirosacordes Curso de Composição: https://primeirosacordes.com.br/teoria/curso-de-composicao/36-curso-de-composicao.html

  13. 32

    A dissonância na música dos filmes de suspense

    Nesse episódio vamos compor uma trilha sonora para suspense. Vamos falar sobre compositores como: Bernard Herrmann (Psicose), John Williams (Tubarão), Mark Snow (arquivo X). Numa trilha para suspense você tem dois grandes momentos o mistério e o suspense, sendo que o mistério é algo que já aconteceu e precisa ser resolvido, e o suspense é algo que está para acontecer e você não tem como avisar o personagem. Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Youtube: https://www.youtube.com/c/primeirosacordes Curso de Composição: https://primeirosacordes.com.br/teoria/curso-de-composicao/36-curso-de-composicao.html

  14. 31

    Botando ordem no Caos - Louis Armstrong e o Jazz dos anos 30

    Nesse episódio vamos criar um Jazz ao estilo anos 30, usando como referência "West end Blues" de Louis Armstrong, uma canção que organizou os padrões e a forma de tocar Jazz, saindo da improvisação coletiva e valorizando a improvisação individual. Essa é um diferença básica entre o Jazz de New Orleans e o Jazz de Louis Arsmtrong em diante. Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Youtube: https://www.youtube.com/c/primeirosacordes Curso de Composição: https://primeirosacordes.com.br/teoria/curso-de-composicao/36-curso-de-composicao.html Curso de Contrabaixo: https://primeirosacordes.com.br/contrabaixo-65848/curso-completo/18-contrabaixo-2.html Curso de Guitarra Blues: https://primeirosacordes.com.br/guitarra-83628/curso-de-blues/19-curso-de-blues.html Curso de Piano Blues: https://primeirosacordes.com.br/teclado/curso-de-blues/21-curso-de-blues-teclado.html

  15. 30

    Crie um diálogo com o mundo que a criança vive

    No episódio de hoje vamos continuar a série de canções infantis para o "Mundo Mágico de Alice". Dessa vez vamos compor uma canção para ensinar a criança a escrever a letra "L", e vamos usar como estilo o Rap. A intenção não é compor um Rap puro mas uma canção que dialogue com o estilo e faça a criança sentir que não é algo distante do mundo que ela vive. Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Youtube: https://www.youtube.com/c/primeirosacordes Curso de Composição: https://primeirosacordes.com.br/teoria/curso-de-composicao/36-curso-de-composicao.html Curso de Contrabaixo: https://primeirosacordes.com.br/contrabaixo-65848/curso-completo/18-contrabaixo-2.html Curso de Guitarra Blues: https://primeirosacordes.com.br/guitarra-83628/curso-de-blues/19-curso-de-blues.html Curso de Piano Blues: https://primeirosacordes.com.br/teclado/curso-de-blues/21-curso-de-blues-teclado.html

  16. 29

    Menos é Mais e James é Brown

    Nesse episódio vamos compor uma funk music e conversar um pouco sobre a influência do minimalismo, nesse estilo. A funk music com certeza é uma concepção do James Brown mas é acima de tudo uma construção coletiva com influência do Jazz modal. Hoje vamos construir uma canção e conversar um pouco sobre os grandes músicos desse estilo como: James Brown, Stevie Wonder, KC and Sunshine band, Chic, Earth wind of fire. Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Youtube: https://www.youtube.com/c/primeirosacordes Curso de Composição: https://primeirosacordes.com.br/teoria/curso-de-composicao/36-curso-de-composicao.html Curso de Contrabaixo: https://primeirosacordes.com.br/contrabaixo-65848/curso-completo/18-contrabaixo-2.html Curso de Guitarra Blues: https://primeirosacordes.com.br/guitarra-83628/curso-de-blues/19-curso-de-blues.html Curso de Piano Blues: https://primeirosacordes.com.br/teclado/curso-de-blues/21-curso-de-blues-teclado.html

  17. 28

    Música pra criança não é brincadeira - Episódio 27

    Nesse episódio vamos falar sobre música infantil, e as dificuldades encontradas para chamar a atenção da criança. Por trás de uma canção infantil sempre tem uma pesquisa profunda. Na criação dessa canção trabalhamos com elementos psicodélicos como Castelo rá tim bum, I' am the Walrus, Bike do Pink Floyd. Entrando dentro do mundo de Alice no País das maravilhas e o mundo dos sonhos tão presentes na imaginação da criança. Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Youtube: https://www.youtube.com/c/primeirosacordes Curso de Composição: https://primeirosacordes.com.br/teoria/curso-de-composicao/36-curso-de-composicao.html

  18. 27

    Como compor uma funk music no estilo de Stevie Wonder

    Vamos compor um Funk Music. Será uma música instrumental e a melodia principal será tocada pela Guitarra. Usaremos como referência antigos magos como: Jeff Beck e Stevie Wonder, entre outros. Melodia O principal ingrediente da poção é a melodia, para essa canção criei primeiro o groove no teclado usando o som de um Clavinet, ao estilo de Stevie Wonder, depois criei a melodia do tema na guitarra. Conforme a melodia do tema principal foi surgindo, fui definindo a estrutura, que ficou baseada em Forma A, forma B, forma A. O Tom principal da canção é C Dório. Harmonia A estrutura harmônica ficou assim: Parte A Cm | Cm | Cm | Cm | Cm | Cm | Cm | Cm | Cm | Cm | F7 | Eb | D7 |G7 | Parte B Cm | Cm | Cm | Cm | Cm | Cm | Cm | Cm | Cm | G Ab | G F | G Ab | Parte C - solo guitarra Cm | Cm | F7 | F7 | 9 x Cm | Cm | G Ab | G F | G Ab | A harmonia foi executada pelo Clavinet, com subdivisões de semicolcheias criando acentuações típicas do estilo da funk music. Um belo exemplo desse estilo você encontra na música Superstition de Stevie Wonder. Ritmo Na funk music um ingrediente essencial da poção é o ritmo. Como o clavinet também toca uma linha de Baixo, o contrabaixo precisava preencher os espaços vazios com muito swing, sem brigar com o clavinet e nem perder a acentuação da bateria. Para toda poção, precisamos colocar uma pimentinha. Por isso usamos a mão direita do Clavinet para criar uma acentuação com os acordes. O Solo O Solo da guitarra foi baseado no estilo de Jeff Beck, na sua fase Fusion. Basicamente criei o solo pensando no modo C dórico. Para dar impacto alternei a escala de C Dório com a pentatônica de Cm. Em alguns momentos foram usados arpejos para dar a sensação de movimento saltitante, e notas cromáticas para ligar um acorde a outro. Pense a composição de forma estruturada e que acima de tudo transmita o que você deseja. Vamos fechar com um ensinamento do Mago Albert Einstein: “Além das aptidões e das qualidades herdadas, é a tradição que faz de nós aquilo que somos.” Até a próxima lição meus queridos pupilos. Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Curso de Contrabaixo: https://primeirosacordes.com.br/contrabaixo-65848/curso-completo/18-contrabaixo-2.html Curso de Guitarra Blues: https://primeirosacordes.com.br/guitarra-83628/curso-de-blues/19-curso-de-blues.html Curso de Piano Blues: https://primeirosacordes.com.br/teclado/curso-de-blues/21-curso-de-blues-teclado.html

  19. 26

    Aprenda a compor uma Guarânia e fazer um arranjo

    Vamos compor uma Guarânia. Será uma música instrumental e a melodia principal será tocada pela Viola Caipira. Usaremos como referência antigos magos como: Tião Carreiro, Almir Sater. O primeiro e principal ingrediente da poção é a melodia, para essa canção criei primeiro a melodia na viola caipira. Conforme a melodia do tema principal foi surgindo, fui definindo a estrutura, que ficou baseada em Parte A, parte B, Parte A. A parte A está em C# Dório, e a parte B em C# Frígio. Harmonia A estrutura harmônica ficou assim: Parte A C#m7 | F#7(11) | C#m7 | F#7(11) | C#m7 | F#7(11) | E    | B       | Parte B D9  | D9  | A9 | A9 | D9  | D9  | C#7/4 | C#7 | 2ª vez | E | Ao criar o arranjo, tente imaginar qual a estória que sua melodia está contando. Observe que na parte “A”, podemos imaginar uma pessoa cavalgando em seu cavalo e refletindo sobre a vida. Na parte “B” temos uma melodia que passa a sensação de tensão como se essa pessoa estivesse subindo uma montanha em seu cavalo com muitas emoções fortes em sua cabeça. Você pode imaginar muitas outras estórias para a sua melodia. Procure deixar ela contar a sua estória. ritmo O próximo ingrediente da poção, será o ritmo. O ritmo dessa canção é a Guarânia. Por isso criamos um groove de contrabaixo e um acompanhamento de Violão, que se completassem, sem brigar com o tema da Viola Caipira. Pense os acordes de uma canção como a roupa que veste a melodia. Os acordes usados aqui foram consonantes para sugerir a simplicidade da relação do homem com a natureza. Solo Para toda poção, precisamos colocar uma pimentinha. Por isso usamos o solo da Viola Caipira e do Violão para uma liberdade melódica e causar um contraponto a melodia do tema. A Viola Caipira, toca seu solo usando muito o elemento da ressonância, procurando preencher os intervalos de sexta com as cordas soltas. Depois usa o modo Dório para preparar para a entrada do solo do violão. O Violão, usa em seu solo o modo Frígio, o que dá uma sensação de paixão bem ao estilo da música espanhola. Pense a composição de forma estruturada e que acima de tudo transmita o que você deseja. Vamos fechar com um ensinamento do Mago Albert Einstein: “Além das aptidões e das qualidades herdadas, é a tradição que faz de nós aquilo que somos.” Até a próxima lição meus queridos pupilos. Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Curso de Contrabaixo: https://primeirosacordes.com.br/contrabaixo-65848/curso-completo/18-contrabaixo-2.html Curso de Viola Caipira https://primeirosacordes.com.br/viola-caipira-19614/curso-completo-de-viola-caipira/20-curso-completo-viola.html

  20. 25

    Aprenda a compor um Chorinho ao estilo Waldir Azevedo

    Hoje vamos compor um chorinho em ritmo de samba-canção. O samba canção é um estilo musical que ficou muito conhecido por Magos da Composição como: Cartola e Lupicínio Rodrigues. O Samba-canção lembra muito o bolero e era conhecido em sua época como samba de dor de cotovelo. Por isso o samba-canção é recheado do mais humano de todos os sentimentos humanos, a tragédia. Agora que já sabemos que, a tragédia, será um dos elementos mais importantes para nossa poção, devemos reunir todos os outros ingredientes. Para a melodia escolher uma tonalidade menor seria fundamental para dar essa sensação. Como a melodia seria tocada pelo cavaquinho a tonalidade de Ré menor seria bem interessante. Para obter um contraste e não nos afundarmos em melancolia, podemos dividir a canção e duas partes. Na parte “A” a melodia seria mais melancólica, e na parte “B” a melodia seria mais contemplativa sem ser alegre demais, e para isso buscar o relativo maior da tonalidade de Ré menor, que seria o Fá maior, poderia ser interessante. Para que a melodia tivesse uma sensação dramática o uso de escalas harmônicas e melódicas também são um ótimo recurso. Agora precisamos pôr o tempero na poção, que é a harmonia. Parte A Dm  | Dm/C  |  E7  |  Gm6  |  A7(#5) | Dm  | A7(#5) | Dm  | D7    | Gm7 |  G7    | E   E7 | A7(#5) | Dm  | Dm/C  |  E7  |  Gm6/Bb  |  A7(#5) | Dm  | A7(#5) | Dm  | D7    | Gm7 |  G7/B    | E   E7 | C#7 C7 | Parte B F7M | D7 | Bb  | C7 | F7M | D7 | Bb  | C7 | Fm  | G#  | G7   E7 | A7(#5) | A7 | Final Dm  | Dm/C  |  E7  |  Gm6/Bb  |  A7(#5) | Dm  | Bb7M(#11) | A7(#5) |  Dm7(9/11) | Como a harmonia seria tocada pelo Violão, optei pelo Violão de 7 cordas para poder ter as linhas de baixo bem definidas. Tocado o tema principal, decidi colocar um solo de cavaquinho bem ao estilo do Mago Waldir Azevedo, com senso rítmico bem ao estilo dos fados portugueses, muitas notas cromáticas e arpejos de acordes e o uso do trêmolo. Para ligar o solo do cavaquinho ao solo de Violão, um ingrediente muito bom e hoje quase desconhecido, era o contraponto de Bach. O cavaquinho toca uma melodia, que será repetida no compasso seguinte pelo Violão. Isso dá a canção a sensação de dicotomia entre o masculino e o feminino, a sensação de uma discussão de casal. Finalmente o solo do violão é tocado passeando pelos acordes e recheado de notas cromáticas sincopadas. A canção volta ao tema principal e se encerra com o acorde: Dm7(9/11), o que nos dá a sensação de que toda a história não foi bem resolvida. Como diria o mestre Nelson Rodrigues: Amar é ser fiel a quem nos trai. Creio que essa frase defina bem a atmosfera do samba-canção. Até a próxima lição meus queridos pupilos. Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Curso de Contrabaixo: https://primeirosacordes.com.br/contrabaixo-65848/curso-completo/18-contrabaixo-2.html Curso de Cavaquinho: https://primeirosacordes.com.br/cavaquinho/curso-completo/16-cavaquinho-7.html Curso de Violão: https://primeirosacordes.com.br/violao-33884/curso-completo/23-curso-de-violao.html

  21. 24

    Como compor um Rock | Aula de Composição

    Vamos compor um Rock, bem ao estilo dos anos 70. Será uma música instrumental e a melodia principal será tocada pela Guitarra. Usaremos como referência antigos magos como: Led Zeppelin, Deep Purple, AC/DC entre outros. Melodia O principal ingrediente da poção é a melodia, para essa canção criei primeiro o Riff da Guitarra, bem ao estilo da música Dancin Days do Led Zeppelin, usando o modo A Mixolídio #4, depois criei a melodia do tema na guitarra em modo mixolídio. Conforme a melodia do tema principal foi surgindo, fui definindo a estrutura, que ficou baseada em Forma A, forma B, forma C, forma D. O Tom principal da canção é A Mixolídio. Harmonia A estrutura harmônica ficou assim: Parte B A G |  D  C |  4X Parte C - Eb(#11) Eb |  D4 D | Eb(#11) Eb |  D  E | Parte D – Ponte E  D |  A  G |  4X Solo E  |  A |  6x A harmonia foi executada pela Guitarra e Teclado, com um uma linha de contrabaixo bem o estilo do John Paul Jones e durante o solo a linha de contrabaixo usa bastante as pentatônicas bem o estilo do Roger Glover. O Solo O Solo da guitarra foi baseado no estilo de Jimmy Page, na sua fase do Led IV. Basicamente criei o solo pensando no modo de E e A Mixolídio, para isso misturei as respectivas pentatônicas maiores e menores, o que basicamente gera o modo Mixolídio. Para dar um efeito rítmico ao solo alternei o uso de semicolcheias com semicolcheias em tercinas. Pense a composição de forma estruturada e que acima de tudo transmita o que você deseja. Vamos fechar com um ensinamento do Mago Albert Einstein: “Além das aptidões e das qualidades herdadas, é a tradição que faz de nós aquilo que somos.” Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Curso de Contrabaixo: https://primeirosacordes.com.br/contrabaixo-65848/curso-completo/18-contrabaixo-2.html Curso de Guitarra Blues: https://primeirosacordes.com.br/guitarra-83628/curso-de-blues/19-curso-de-blues.html Curso de Piano Blues: https://primeirosacordes.com.br/teclado/curso-de-blues/21-curso-de-blues-teclado.html

  22. 23

    Aprenda como compor uma música sertaneja e fazer um arranjo

    Vamos compor um Cururu. Será uma música instrumental e a melodia principal será tocada pela Viola Caipira. Usaremos como referência antigos magos como: Tião Carreiro, Almir Sater, Bambico. Melodia O primeiro e principal ingrediente da poção é a melodia, para essa canção criei primeiro a melodia na viola caipira. Conforme a melodia do tema principal foi surgindo, fui definindo a estrutura, que ficou baseada em Forma A, forma B, forma A. O Tom principal da canção é Mi maior, mas observe que na parte “B” tivemos que usar os modos gregos e a aplicação da harmonia funcional para entender as escalas a serem utilizadas. Harmonia A estrutura harmônica ficou assim: Parte A E | B7 | 7 vezes Parte B E | E7 | A | Am | G#m | C#7 | F#m | B7 Ao criar o arranjo, tente imaginar qual a estória que sua melodia está contando. Observe que na parte “A”, podemos imaginar um pescador passeando pela sua canoa em um rio. Na parte “B” temos uma melodia mais reflexiva, imagine que o barco parou de navegar e ficou estacionado com o pescador pensando em sua vida. Você pode imaginar muitas outras estórias para a sua melodia. Procure deixar ela contar a sua estória. Ritmo O próximo ingrediente da poção, será o ritmo. O ritmo dessa canção é o Cururu. Por isso criamos um groove de contrabaixo e um acompanhamento de Violão, que se completassem, sem brigar com o tema da Viola Caipira. Pense os acordes de uma canção como a roupa que veste a melodia. Os acordes usados aqui foram consonantes para sugerir a simplicidade da relação do homem com a natureza. Para toda poção, precisamos colocar uma pimentinha. Por isso usamos o solo da Viola Caipira e do Violão para uma liberdade melódica e causar um contraponto a melodia do tema. A Viola Caipira, toca seu solo usando muito o elemento da ressonância, procurando preencher os intervalos de sexta com as cordas soltas. Depois bem ao estilo do Bambico toca as escalas dos acordes da parte “B”. O Violão, usa em seu solo, intervalos de sexta, para com isso manter um diálogo com o solo da Viola Caipira. Pense a composição de forma estruturada e que acima de tudo transmita o que você deseja. Vamos fechar com um ensinamento do Mago Albert Einstein: “Além das aptidões e das qualidades herdadas, é a tradição que faz de nós aquilo que somos.” Até a próxima lição meus queridos pupilos. Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Curso de Contrabaixo: https://primeirosacordes.com.br/contrabaixo-65848/curso-completo/18-contrabaixo-2.html Curso de Viola Caipira https://primeirosacordes.com.br/viola-caipira-19614/curso-completo-de-viola-caipira/20-curso-completo-viola.html

  23. 22

    Aprenda como compor um samba e criar um arranjo

    Saudações, jovens pupilos. Hoje é dia de mexer no caldeirão da magia da composição. Tire o pó da varinha mágica. Vamos compor um samba em ritmo de Partido alto. Será um samba instrumental e a melodia principal será tocada pelo piano. Usaremos como referência antigos magos como: Almir Guineto, Jorge Aragão, Banda Black in Rio, Azimuth, Zimbo trio, entre outros. O primeiro e principal ingrediente da poção é a melodia, assoviando a melodia e procurando os acordes no violão fui criando a melodia. Conforme a melodia do tema principal foi surgindo, fui definindo a estrutura, que ficou baseada em Forma A, forma B, forma A. Essa melodia passou a ser tocada pelo piano. A estrutura harmônica ficou assim: Introdução G7M | G#7M | G7M | G#7M | G7M | D7(b9/#11) Parte A G7M | A7(#11) | Am7 | D7(9) | G7M | D7(9) G#7(#11) | G7M | A7(#11) | Am7 | D7(9) | G7M | Dm7 | G7(13) | Parte B C7M | Cm7 | Bm7 | E7(b9) | Am7 | D7(9) | G7M |  Dm7 | G7(13) | C7M | Cm7 | Bm7 | E7(b9) | Am7 | D7(9) | G7M | D7(9)  G#7(#11) | Final G7M | G#7M | G7M | G#7M | G7M | G6(b9) | Nunca perca o significado de sua canção durante o ato da composição. A melodia é o espelho desse significado. A comunicação de uma canção instrumental está nas imagens que são criadas. Perceba que a melodia da parte “A”, nos remete a uma alegria íntima, como se o personagem estivesse caminhando pela cidade, observando tudo que acontece. A melodia da parte “B” nos conduz a intenção de uma alegria comunitária, onde o personagem passa a interagir com as pessoas ao seu redor. O próximo ingrediente da poção, será o ritmo. Durante a parte “A”, o ritmo será o Partido alto, e na parte “B” o ritmo será o samba. O Contrabaixo e Violão darão o sentido rítmico principal. Para a criação da linha de contrabaixo usei como referência, grandes magos como: Luizão Maia, Adriano Giffoni. Para o Violão o grande mestre João Bosco. O Cavaquinho foi preenchendo os espaços vazios com um ritmo bem solto. Pense os acordes de uma canção como a roupa que veste a melodia. Os acordes usados aqui foram dissonantes para sugerir uma leveza. Se fossem tocados acordes mais simples, a canção teria menos leveza e seria mais crua, lembrando mais um samba de raiz. Portanto a escolha da harmonia definirá como o ouvinte sentirá a sua canção. Para toda poção, precisamos colocar uma pimentinha. Por isso usamos o solo do violão e do cavaquinho para uma liberdade melódica e sugerir um diálogo. No solo de violão usamos muitos elementos do Jazz, sem perder de vista a síncope brasileira. No solo de cavaquinho buscamos como referência o grande Mago Waldir Azevedo e Carlinhos do Cavaco, que usava muitos intervalos de terça para criar uma linha rítmico e melódica. Pense a composição de forma estruturada e que acima de tudo transmita o que você deseja. Vamos fechar com um ensinamento do Mago Thomas Edison: Talento é 1% inspiração e 99% transpiração. Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Curso de Contrabaixo: https://primeirosacordes.com.br/contrabaixo-65848/curso-completo/18-contrabaixo-2.html Curso de Cavaquinho: https://primeirosacordes.com.br/cavaquinho/curso-completo/16-cavaquinho-7.html Curso de Violão: https://primeirosacordes.com.br/violao-33884/curso-completo/23-curso-de-violao.html

  24. 21

    Música tem preço? Compondo uma música de 65 anos

    Há 65 anos, na Itália pós-guerra, Rosa Sica fazia aulas de violão na cidade de Nápoles, lá um jovem fez uma canção dedicada a ela. Essa canção tinha apenas a letra e a melodia, mas ficou na memória de Rosa Sica. Durante 65 anos ela cantava a canção nas festas e reuniões de família. Todos de sua família conheciam a canção e a história por trás da canção. Diversas vezes ela me pedia para gravar a música, mas existiam muitas poções mágicas as quais eu deveria me ocupar, e sempre inventava uma desculpa. Mas existia um poder mágico na canção que fazia ela sempre insistir na idéia, até que me deixei ser enfeitiçado. Existia aqui um desafio, que era um compor uma canção em um estilo musical que eu desconhecia, e que provavelmente, os napolitanos mais jovens também. Era necessário pesquisar os antigos manuais de magia, e ouvir muita música napolitana, é claro. Rosa Sica me disse que a canção era uma Barcarola. Barcarola é uma valsa tocada pelos gondoleiros de Veneza. Nesse formato a Barcarola mais conhecida se chama “Os contos de Hoffmann” de Jacques Offenbach. Havia um problema. Barcarola tem um ritmo de ¾ ou 6/8, como todas as valsas. Mas a canção só tinha esse ritmo no refrão. Onde estaria a chave mágica desse mistério? Na poesia. Barcarola também é uma composição poética em que há referência ao mar, ou um rio, ou um lago. Com essa fórmula mágica me debrucei sobre a letra e percebi essas referências. Agora era necessário entrar no coração de Rosa Sica. Como ela imaginava essa canção? Qual a época que ela sentia essa canção? Que lugar ela imaginava? Era necessário ouvir os antigos Magos. E quem seriam? Não seriam os italianos mas os napolitanos, pois para Rosa Sica a música napolitana era a melhor música da Itália. Mestres como: Domenico Modugno, Claudio Villa, entre outros. Agora era necessário separar os ingredientes da poção. A canção tinha duas partes: Parte A em ritmo 2/4. Gm | Gm | Cm | Gm | Gm | Gm | Cm | Gm | Parte B em ritmo 6/8. G | G | G D/F# | Am | Am | Am | Am D/F#| G | G | G | Am | Am D/F# | G | Gm D7 | Gm | Quais os instrumentos mais usados nas canções que Rosa Sica ouvia naquela época? Bandolim, Flauta, harpa. Portanto era necessário criar um arranjo que usasse esses instrumentos para criar uma memória afetiva. Agora, minhas crianças, chegou o momento de misturar os ingredientes no caldeirão. Primeiramente era necessário criar a cozinha, e para isso usamos um contrabaixo acústico e alguns sinos para dar um ritmo leve, além da flauta tocada de forma rítmica no refrão. Em seguida a harmonia que seria executada pela harpa. A parte mais complicada era a melodia principal que era cantada em napolitano. E para o toque final uma melodia tocada pelo bandolim. Como diria o Mestre dos Magos: - Através dos erros vocês conseguirão a vitória. Antes de conseguir o resultado final, existem muitos testes, e muita coisa será abandonada. Em certos momentos você achará que não conseguirá fazer algo bom. Mas se seu objetivo foi tocar a alma de alguém, creia que sua música encontrará o caminho. Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Curso de Contrabaixo: https://primeirosacordes.com.br/contrabaixo-65848/curso-completo/18-contrabaixo-2.html Curso de Guitarra Blues: https://primeirosacordes.com.br/guitarra-83628/curso-de-blues/19-curso-de-blues.html Curso de Piano Blues: https://primeirosacordes.com.br/teclado/curso-de-blues/21-curso-de-blues-teclado.html

  25. 20

    Criando um Partido-alto ao estilo Dudu Nobre - Episódio 19 Criando Música Podcast

    E aí Sonzeira Aqui é Marcos Duprá da primeirosacordes.com.br e vamos começar o décimo nono Episódio do Criando Música, onde você aprende criando. Nesse episódio nós vamos entender como criar um Partido Alto ao estilo Dudu Nobre. Essa será uma canção composta na tonalidade de Fá maior. História Vamos usar como referência a música “Vou botar teu nome na macumba”, composição do Dudu Nobre e gravada no disco de 1995 de Zeca Pagodinho Samba pras moças. Ouça discos entenda conceitos. Teoria A nossa canção será na tonalidade Fá maior e usarão quadradinho de Fá com subida. Parte A F | C7 | F | C7 | F | C7 | F | C7 | F | C7 | F | C7 | Parte B F | D7 | Gm | C7 | 4 vezes Parte C Cm | F7 | Bb | Bbm | F | D7 | Gm | C7 | Ingredientes da Receita Os ingredientes da nossa receita serão: Uma colher de sequência de F, um copo de Contrabaixo para dar gosto, um kilo de ritmo de partido no cavaquinho, e 7 cordas a gosto. Contrabaixo A função do Contrabaixo é acentuar o ritmo do partido alto no seu groove. Como o ritmo do partido-alto é bem quebrado muito cuidado nas trocas do acordes pois você precisa adiantar a levada para que ela fique sincopada. Ouça um trecho: Plugue seu fone de ouvido e bata o pé Violão A função do Violão nesse estilo é tocar a harmonia e criar linhas melódicas de baixo. Como temos o Contrabaixo temos de escolher pontos específicos para a linha do 7 cordas para que ela não brigue nem com o contrabaixo nem com a melodia. Vamos ouvir? Se liga no resultado. Cavaquinho A batida do partido alto é bem marcante, talvez a batida mais facilmente reconhecida no cavaco. Vamos ouvir um trecho: Se liga como ficou o cavaco: Melodia A melodia é aonde normalmente está a letra da canção. Vamos usar o trombone para tocar a melodia criada na tonalidade de Fá maior, ouça um trecho: Se liga no ritmo da melodia: Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Curso de Contrabaixo: https://primeirosacordes.com.br/contrabaixo-65848/curso-completo/18-contrabaixo-2.html Curso de Cavaquinho: https://primeirosacordes.com.br/cavaquinho/curso-completo/16-cavaquinho-7.html Curso de Violão: https://primeirosacordes.com.br/violao-33884/curso-completo/23-curso-de-violao.html

  26. 19

    Criando uma toada ao estilo Chitãozinho e Chororó - Episódio 18 Criando Música Podcast

    E aí Sonzeira Aqui é Marcos Duprá da primeirosacordes.com.br e vamos começar o Décimo oitavo Episódio do Criando Música, onde você aprende criando. Nesse episódio nós vamos entender como criar uma Toada ao estilo Chitãozinho e Chororó. História Usamos como referência a canção Chitãozinho e Xororó, composição de Athos Campos de 1939. A canção ficou famosa na gravação de Tonico eTinoco e deu nome a dupla Chitãozinho e Chororó . Teoria O ritmo da toada é um ritmo bem marcado e cadenciado. A nossa sequencia está na tonalidade de E e usará acordes de preparação para enriquecer a harmonia. A parte A seria: E  | %| C#7 | F#m | % | B7 |% | E | %| C#7 | % | F#m | % | B7 |% | A parte B: E | E7 | A | E7 | A | % | Am | % | E | %| C#7 | % | F#m | % | B7 |% | Dica de estudo: Escala duetada de E e A Ingredientes da Receita Os ingredientes da nossa receita serão uma colher de ritmo de violão, um copo de contrabaixo bem melódico, uma xícara de ponteado viola caipira. Contrabaixo O Contrabaixo nessa canção procura criar uma linha melódica utilizando as notas do acorde. Ouça: Agora que temos uma linha melódica de contrabaixo, vamos ouvir o resultado. Bota o fone e bata o pé: Violão Uma boa forma de tocar o violão utilizando o acorde sus4 e sus 9 para dar um ar mais rock rural. Ouça um trecho. Juntando baixo e violão, Se liga como ficou nossa canção até aqui: Viola Caipira A Viola Caipira irá tocar um solo de introdução bem sutil usando a escala duetada de E. Se liga: A melodia da voz será executada pela viola caipira na escala duetada em sextas. Ouça um trecho: Juntando a Viola Caipira com os outros instrumentos, nossa canção ficou assim, até aqui: Acordeon O acordeon tocará uma melodia de contraponto, preenchendo os espaços da melodia. Saca só como ficou nossa canção. Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Curso de Contrabaixo: https://primeirosacordes.com.br/contrabaixo-65848/curso-completo/18-contrabaixo-2.html Curso de Viola Caipira https://primeirosacordes.com.br/viola-caipira-19614/curso-completo-de-viola-caipira/20-curso-completo-viola.html

  27. 18

    Crie uma funk music ao estilo James Brown - Episódio 17 Criando Música Podcast

    E aí Sonzeira Aqui é Marcos Duprá da primeirosacordes.com.br e vamos começar o Episódio 17 do Criando Música, onde você aprende criando. Nesse episódio nós vamos entender como criar uma funk music ao estilo James Brown. Esse funk será na tonalidade de Dm. História Usaremos como referência a canção People Get Up And Drive Your Funky Soul, de 1974, do single My Thang. Essa canção é o lado B do single e só foi lançada novamente em uma coletânea no final dos anos 80. Na minha opinião a melhor fase do James Brown é o final dos anos 60 e começo dos anos 70, onde ele está colhendo os frutos de todos os experimentos musicais que ele já fazia, não podemos nos esquecer que James Brown praticamente criou os padrões da funk music. Ouça discos, entenda conceitos Teoria Uma característica fundamental na Funk music é reduzir a harmonia ao mínimo necessário e sobre esse aspecto ela é uma música quase minimalista, ou seja menos é mais. Outra propriedade do estilo é a divisão rítmica bem quebrada e repetitiva. Nossa canção terá basicamente um riff de introdução no acorde de Dm. E os solos serão tocados no acorde de Dm. A melodia será tocada nos seguintes acordes: Dm | Dm/C| Bb7M | A7(#13) | Ingredientes da Receita Os ingredientes da nossa receita serão: Uma colher de Contrabaixo bem pulsante, uma xícara de guitarra bem quebrada, uma pitada de Clavinet e Metais para balançar o esqueleto. Contrabaixo O Contrabaixo usado na Funky Music trabalha com células rítmicas construídas em semicolcheias com acentuações em contratempos e síncopes. Ouça: Na introdução o contrabaixo toca um riff construído na pentatônica de Dm. Ouça: O solo de contrabaixo será executado na pentatônica de Dm. Ouça a pentatônica de Dm: Plugue seu fone de ouvido e bata o pé: Guitarra Base Uma característica marcante da guitarra funk é o uso da oitava tocada em semicolcheias e alternando com notas mortas. A acentuação procura imitar a sonoridade de instrumentos. Se liga: Outra característica é tocar o acorde com acentuações no contratempo e o uso de notas mortas. Ouça: Vamos ouvir o contrabaixo e a guitarra para entender o resultado até aqui? Clavinet O Clavinet é um instrumento típico dos anos 60 e70, criando uma sonoridade que dá um balanço interessante junto com o contrabaixo. No começo vamos tocar o riff usando a pentatônica de Dm junto com o contrabaixo. Podemos usar o Clavinet para criar uma linha de baixo e acentação do acorde contrastando com o contrabaixo. Se liga: Juntando baixo, guitarra e Clavinet até aqui a nossa canção ficou assim. Metais Na Funky music o uso dos metais, cria além de uma riqueza rítmica, uma beleza harmônica. Uma bela maneira de pensar o arranjo dos metais é o uso do uníssono, das oitavas e das quintas. Vamos dar um ouvida nesse efeito. Outra maneira é a sobreposição das notas do acorde tocada por cada instrumento. Se liga. Juntando Contrabaixo, guitarra, Teclado e Metais, teremos: Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Curso de Contrabaixo: https://primeirosacordes.com.br/contrabaixo-65848/curso-completo/18-contrabaixo-2.html Curso de Guitarra Blues: https://primeirosacordes.com.br/guitarra-83628/curso-de-blues/19-curso-de-blues.html Curso de Piano Blues: https://primeirosacordes.com.br/teclado/curso-de-blues/21-curso-de-blues-teclado.html

  28. 17

    Criando uma Bossa-Nova ao estilo Tom Jobim - Episódio 16

    E aí Sonzeira Aqui é Marcos Duprá da primeirosacordes.com.br e vamos começar o 16º Episódio do Criando Música, onde você aprende criando. Nesse episódio nós vamos entender como criar uma bossa nova ao estilo Garota de Ipanema. Essa será uma canção composta em 2 partes. História Garota de Ipanema é uma composição de Tom Jobim e letra de Vinicius de Moraes de 1962. É considerada a segunda música mais gravada no mundo, perdendo apenas para Yesterday, dos Beatles, então já vemos aqui a importância dessa canção no mundo. Ela se tornou sucesso internacional na gravação de João Gilberto, Astrud Gilberto e Stan Getz. Foi gravada por Frank Sinatra, Amy Winehouse entre tantos outros. Ouça discos entenda conceitos. Teoria A nossa canção terá 2 partes sendo que ela estará na tonalidade de D maior. Na parte A nós teremos quase que um quadradinho de D com o uso do acorde diminuto para quebrar a sequencia e acorde Sub7 no final. D | % | Dº | % | Em | A7(#5) | D | Eb7(b9) | D | % | Dº | % | Em | A7(#5) | D | % | Na parte B, entramos numa série de cadências II V I, modulando por diversas tonalidades até retornarmos à tonalidade de D maior: F | % | Fm | Bb7 | Eb| % | G#m | C#7 | F#m | B7 | Em | A7(#5)  | D | % | Ingredientes da Receita Os ingredientes da nossa receita serão: Uma colher de leveza no piano, Violão bem sincopado, uma pitada de cavaquinho, e contrabaixo bem marcado. Contrabaixo A função do Contrabaixo é na bossa nova é dar ritmo. E o seu ritmo é o samba. A característica principal do contrabaixo no samba é ressaltar o surdo. Usar notas mortas ressalta a intenção percussiva do groove. Se liga: Plugue seu fone de ouvido e bata o pé Violão A batida da bossa-nova ficou conhecida por João Gilberto. Conta a lenda que João subia ao morro para ouvir Geraldo Pereira tocar seus sambas. O que é certo é que a batida de João Gilberto foi uma inovação para a época. Vamos ouvir um trecho: Juntando baixo e violão temos: Cavaquinho O Cavaquinho não é muito comum na bossa nova, mas vamos usá-lo criando um contraponto rítmico ao violão. Ouça um trecho do cavaco: Se liga baixo, cavaco e violão: Piano O uso do piano na bossa-nova se deve a dois grandes músicos Johny Alf e Tom Jobim. Uma característica é o uso de acordes dissonantes que até então eram usados apenas no jazz e quase nada na música brasileira. Ouça um trecho: Juntando piano, baixo, cavaco e violão: Melodia A melodia é aonde normalmente está a letra da canção. Muitas canções do Tom Jobim ele usava a flauta para tocar a melodia de suas canções Usaremos como escala principal a escala de D: Se liga como ficou nossa canção: Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Curso de Contrabaixo: https://primeirosacordes.com.br/contrabaixo-65848/curso-completo/18-contrabaixo-2.html Curso de Cavaquinho: https://primeirosacordes.com.br/cavaquinho/curso-completo/16-cavaquinho-7.html Curso de Violão: https://primeirosacordes.com.br/violao-33884/curso-completo/23-curso-de-violao.html

  29. 16

    Criando ao estilo Almir Sater - Episódio 15

    E aí Sonzeira Aqui é Marcos Duprá da primeirosacordes.com.br e vamos começar o Décimo quinto Episódio do Criando Música, onde você aprende criando. Nesse episódio nós vamos entender como criar uma canção ao estilo ao estilo Tocando em frente. História Usamos como referência a canção Tocando em frente, composição de Almir Sater e Renato Teixeira. A gravação original é de Maria Bethânia de 1990. Ela foi regravada no disco Almir Sater ao Vivo de 1991. Ouça discos entenda conceitos. Teoria Essa canção usa um ritmo parecido com a guarânia e será tocada em compasso 6/8. A harmonia terá duas partes, vamos usar o modo mixolídio de E. A parte A seria: E  | %| D | % | A |% | E | %| D | % | A |% | A parte B: G | Bm | G | Bm | D | A | G | Bm | G | Bm | D | A | Dica de estudo: Escala duetada de A Ingredientes da Receita Os ingredientes da nossa receita serão uma colher de dedilhado de violão, um copo de contrabaixo para dar gosto, uma xícara de dedilhado de viola caipira. Contrabaixo O Contrabaixo nessa canção procura criar uma linha melódica de contraponto, portanto muito mais que criar um groove a idéia é criar uma bela linha melódica. Ouça: Agora que temos uma linha melódica de contrabaixo, vamos ouvir o resultado. Bota o fone e bata o pé: Violão Uma boa forma de tocar o violão é arpejar os acordes, utilizando o acorde sus4 e sus 9 para dar um ar mais rock rural. Ouça um trecho. Para dar força ao refrão vamos colocar uma batida que lembra uma guarânia, ouça: Juntando baixo e violão, Se liga como ficou nossa canção até aqui: Viola Caipira A Viola Caipira irá tocar um solo de introdução bem sutil usando a escala duetada de A, gerando assim o modo mixolídio de E. Se liga: Usaremos para o acompanhamento o arpejo dos acordes, usando pequenas frases duetadas para encerrar o chorus. Se liga: Juntando a Viola Caipira com os outros instrumentos, nossa canção ficou assim, até aqui: Melodia A melodia é onde podemos ter a letra da canção. Vamos criar a melodia executada por um acordeon, que é um instrumento muito utilizado na música regional. A principal escala usada será o modo mixolídio de E. Ouça: Saca só como ficou nossa melodia. Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Curso de Contrabaixo: https://primeirosacordes.com.br/contrabaixo-65848/curso-completo/18-contrabaixo-2.html Curso de Viola Caipira https://primeirosacordes.com.br/viola-caipira-19614/curso-completo-de-viola-caipira/20-curso-completo-viola.html

  30. 15

    Aprenda a criar um reggae ao estilo Bob Marley - Episódio 14 Criando Música Podcast

    E aí Sonzeira Aqui é Marcos Duprá da primeirosacordes.com.br e vamos começar o Episódio 14 do Criando Música, onde você aprende criando. Nesse episódio nós vamos entender como criar um reggae ao estilo Bob Marley. Esse reggae será na tonalidade de D. História Usaremos como referência a canção de Is this, love, de 1978, do albúm de Kaya. Esse é um albúm que considero a entrada na maturidade sonora do Bob Marley e The Wailers, um disco sereno, onde os músicos tem bem definhada a forma como irão tocar o reggae. Muitos dos padrões rítmicos e melódicos, que depois os músicos copiaram estão presentes nesse disco. Ouça discos, entenda conceitos Teoria O Reggae tem dois elementos básicos no ritmo, o contratempo e a síncope. Esses elementos estarão presentes em todas as canções. Nossa canção terá 3 partes na tonalidade de D. Normalmente o Reggae em matéria de harmonia é bem simples usando basicamente acordes do campo harmônico. A introdução terá os seguintes acordes: Bm | % | Em | % | Bm | % | Em | D A | A Parte A terá os acordes: D | % | A | % | G | % | D | A | A Parte B terá a seguinte sequência: G | % | Bm | % | G | % | A G | A G A Em | Ingredientes da Receita Os ingredientes da nossa receita serão: Uma colher de Contrabaixo bem sincopado, uma xícara de guitarra no contratempo, uma pitada órgão bem sincopado. Contrabaixo O Contrabaixo usado no reggae, usa as notas do acorde para criar uma linha melódica, além do uso da síncope, portanto cuidado não é baixo com um ritmo quadrado. Ouça: O Contrabaixo deve criar um diálogo com os outros instrumentos, portanto é interessante rechear a linha com silêncios, dando espaço sonoro para os outros instrumentos. Plugue seu fone de ouvido e bata o pé: Guitarra Base Uma característica marcante da guitarra base no reggae é o uso do contratempo. Mas entenda que além do contratempo existe o uso da síncope. O reggae tem uma influência do Blues na síncope, pois os jamaicanos ouviam muitos as bandas de rock”and” roll dos anos 50, e acabaram inserindo essa síncope na sua levada. Se liga: O uso de um pedal de phaser, pode dar aquele som molhado ao timbre de sua guitarra. Vamos ouvir guitarra base e contrabaixo juntos. Som na máquina: Orgão Outro elemento que você encontra bastante na música do Bob Marley é o uso do Orgão Hammond. Uma boa maneira de reforçar o ritmo da guitarra é tocar o acorde sincopado usando o mesmo acorde grave e agudo. Ouça: Vamos juntar baixo, guitarra, e órgão. Guitarra solo e muda O Solo de guitarra no reggae basicamente utiliza a pentatônica da tonalidade, que caso será D, se liga: Outra técnica muito usada na guitarra reggae é tocar uma linha melódica em cima do acorde usando notas mortas, vamos ouvir um trecho. Vamos ouvir o monstro? Observe como o reggae parece um jogo de montar, onde as peças vão complementando os espaços vazios deixado pelos outros instrumentos. Melodia A melodia do reggae usará basicamente a escala de D, mas ela terá um ritmo bem sincopado, ouça: Vamos usar o sax alto e para tocar essa melodia, pois teremos um som aveludado e doce aos ouvidos. Saca só como ficou nossa canção. Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Curso de Contrabaixo: https://primeirosacordes.com.br/contrabaixo-65848/curso-completo/18-contrabaixo-2.html Curso de Guitarra Blues: https://primeirosacordes.com.br/guitarra-83628/curso-de-blues/19-curso-de-blues.html Curso de Piano Blues: https://primeirosacordes.com.br/teclado/curso-de-blues/21-curso-de-blues-teclado.html

  31. 14

    Aprenda a criar um chorinho - Episódio 13 Criando Música Podcast

    E aí Sonzeira Aqui é Marcos Duprá da primeirosacordes.com.br e vamos começar o 13º Episódio do Criando Música, onde você aprende criando. Nesse episódio nós vamos entender como criar um Chorinho ao estilo Noites Cariocas. Essa será uma canção composta em 2 partes. História Noites cariocas foi lançada em1957 num compacto simples, e é um choro que quebra o formato tradicional do choro em 3 partes.  As grandes referências do choro são com certeza Jacob do bandolim e Waldir Azevedo. Jacob do Bandolim foi um virtuoso do bandolim, vale muito apena ouvir a sua gravação de Barracão de Zinco, com Elizeth Cardoso, é uma aula de improvisação. Ouça discos entenda conceitos. Teoria A nossa canção terá 2 partes sendo que ela estará na tonalidade de G maior. Na parte A nós teremos quase que um quadradinho de G com exceção do acorde de G diminuto. G | G | Gº | Gº | G | E7 | Am | E7 | Am | % | D7 | % | Am | D7 | G | E7 | Am | Gº | G | E7 | Am | D7 | Na parte B, modulamos para a tonalidade de C maior e em seguida voltamos a G maior G | G7 | % | % | C | % | A7 | % | Dm | % | F | E7 | Am | % | D7 | G7 | C | D7 | Ingredientes da Receita Os ingredientes da nossa receita serão: Uma colher de ritmo de maxixe no cavaco, 7 cordas a gosto, um kilo de solo de cavaquinho. Cavaquinho base A função do cavaquinho no choro pode ser tanto de base como de solo. Um ritmo muito usado nos choros é o ritmo do maxixe. Se liga no ritmo do cavaco: Vamos ouvir como fica a harmonia tocada com o ritmo do maxixe? Violão A função do Violão nesse estilo é tocar a harmonia e criar linhas melódicas de baixo. A idéia é criar uma linha de contraponto quase que dialogando com a melodia do cavaquinho. Vamos ouvir um trecho: Vamos agora ouvir como ficou o violão junto com o cavaquinho base. Se liga no resultado. Cavaquinho Solo O choro usa além das escalas os arpejos e notas cromáticas para interligar a melodia. Nosso choro usa basicamente duas escalas a escala de G vamos ouvir: E a escala de C, ouça: A nossa melodia terá um ritmo bem sincopado, e busca dialogar com o violão 7 cordas, vamos ouvir como ficou nosso choro? Minha história O meu primeiro contato com o choro foi através do violão com a música Sons de carrilhões de João Pernambuco. Naquela época era muito difícil conseguir material de choro, ou era muito caro ou tinha uma qualidade duvidosa. Lembro que eu fui até o Centro Cultural de São Paulo, que tem um acervo maravilhoso de partituras e consegui a partitura dessa canção e tirei uma xerox. Quando consegui tirar a parte A da canção me sentia o próprio Rafael Rabelo. Acho até hoje que o choro é um dos estilos brasileiros mais ricos e que mais ensina você a entender as relações melódicas da música brasileira. Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Curso de Contrabaixo: https://primeirosacordes.com.br/contrabaixo-65848/curso-completo/18-contrabaixo-2.html Curso de Cavaquinho: https://primeirosacordes.com.br/cavaquinho/curso-completo/16-cavaquinho-7.html Curso de Violão: https://primeirosacordes.com.br/violao-33884/curso-completo/23-curso-de-violao.html

  32. 13

    Criando uma guarânia estilo Colcha de retalhos - Episódio 12

    E aí Sonzeira Aqui é Marcos Duprá da primeirosacordes.com.br e vamos começar o Décimo segundo Episódio do Criando Música, onde você aprende criando. Nesse episódio nós vamos entender como criar uma Guarânia bem ao estilo Colcha de Retalhos. História Usamos como referência a canção Colcha de retalhos, na gravação de Eduardo Costa e Leonardo. A gravação original é de Cascatinha e Inhana de 1959 de autoria de Raul Torres. Cascatinha e Inhana ficaram famosos tocando diversas guarânias. Como Índia e meu primeiro amor. A gravação que usamos como referência é do albúm Cabaré de 2014. Ouça discos entenda conceitos. Teoria A guarânia tem um ritmo bem característico e é de origem paraguaia, portanto tem uma clara influência espanhola. Seu ritmo é em ¾. A harmonia normalmente tem duas partes bem definidas, vamos usar a tonalidade de E. A parte A seria: E  | B7 | E | % | % |% | B7 | % | F#m| %  | B7 | % | E| B7 | E | E7 | A parte B: A | % | % | % | B7 | B7 | E | % | G#7 | % | C#m | C#m | F#m | B7 | E | B7 | Dica de estudo: Escala duetada de E Ingredientes da Receita Os ingredientes da nossa receita serão uma colher de guarânia, um copo de contrabaixo para dar gosto, um copo bem servido de ritmo na Viola Caipira, uma pitada de harmonia no piano. Contrabaixo O Contrabaixo na Guarânia procura marcar bem as notas do acorde reforçando o ritmo do ¾ de maneira acentuada. Ouça: Agora que temos uma linha de contrabaixo bem marcada, vamos ouvir o resultado. Bota o fone e bata o pé: Violão Nesse estilo a principal função do Violão é deixar claro o ritmo em 3/4 . Usando o rasgueado aberto e fechado, para dar vivacidade ao ritmo, vamos dar uma ouvida como seria esse ritmo: Se liga como ficou nossa canção até aqui: Teclado Para o piano usaremos o arpejo dos acordes, e acentuaremos a melodia principal, usando alguns elementos de contraponto. Ouça um trecho: Juntando contrabaixo, violão e piano teremos: Viola Caipira A Viola Caipira irá tocar o solo de introdução e usar frases duetadas na escala de E criando um contraponto a melodia principal. Basicamente precisamos conhecer a escala duetada de E para a criação do solo, ouça: Juntando a Viola Caipira com os outros instrumentos, nossa canção ficou assim, até aqui: Melodia A melodia é onde podemos ter a letra da canção. Vamos criar a melodia executada por um acordeon, que é um instrumento muito utilizado na guarânia. A principal escala usada será Mi maior. Ouça: Saca só como ficou nossa melodia. Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Curso de Contrabaixo: https://primeirosacordes.com.br/contrabaixo-65848/curso-completo/18-contrabaixo-2.html Curso de Viola Caipira https://primeirosacordes.com.br/viola-caipira-19614/curso-completo-de-viola-caipira/20-curso-completo-viola.html

  33. 12

    Criando um Rock ao estilo AC/DC - Episódio 11

    E aí Sonzeira Aqui é Marcos Duprá da primeirosacordes.com.br e vamos começar o Episódio 11 do Criando Música, onde você aprende criando. Nesse episódio nós vamos entender como criar um hard rock ao estilo Ac/Dc. Esse rock será na tonalidade de A. História Usaremos como referência a canção de You Shook me all night long, de 1980, do albúm de Back in black. Esse disco foi lançado após a morte do primeiro vocalista da banda, Bon Scott, e é o albúm de mais sucesso da banda. Esse disco além de You Shook me all night long, tem sucessos como Back in Black, Hells Bells. Vamos tentar criar uma canção nova, usando os elementos da música You shook me all night long. Ouça discos, entenda conceitos Teoria O Hard Rock do AC/DC tem uma ligação forte com o Blues, por isso trabalha com 3 acordes I, IV e V, ela terá duas partes: Parte A A | D A E | E | D A E | Na parte entramos no Modo Mixolídio de A Parte B A | G D | A | G | D/F# | A | G D | A | G | D/F# | E | G D | Ingredientes da Receita Os ingredientes da nossa receita serão: Tonalidade de A , uma colher de Contrabaixo marcado, uma xícara de guitarra com overdrive, uma pitada de modo mixolídio. Contrabaixo O Contrabaixo usado no hard Rock, tem duas características básicas, é tocado com palheta para dar mais força e usa a distorção do amplificador, portanto aqui tudo é tocado no talo. A função do Contrabaixo no hard rock é não deixar a peteca cair, portanto não adianta sair enchendo de notas. A função aqui é dar liberdade para a guitarra aparecer. Se liga: Plugue seu fone de ouvido e bata o pé: Guitarra A guitarra de Angus E Malcom Young, sempre tem na sua base a idéia primitiva do rock, procurando fazer de acordes básicos um riff contagiante, esses riffs sempre escondem uma influência do blues. Se liga o que dá pra construir com o I IV V: Para preenchermos o espaço sonoro vamos usar uma segunda guitarra, normalmente feita pelo Malcom Young, usando basicamente as tríades dos acordes. A distorção normalmente era feita pelo valvulado no máximo, gerando um Overdrive que possibilita o trabalho com as triádes completas. Som na máquina: Melodia A melodia seria a parte cantada de uma música, ela será executada pela guitarra, apesar que nada substitui a voz peculiar do Brian Johnson. Observe como a melodia procura dialogar com a guitarra base, parecendo até uma conversa de buteco. Saca só como ficou nossa melodia. Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Curso de Contrabaixo: https://primeirosacordes.com.br/contrabaixo-65848/curso-completo/18-contrabaixo-2.html Curso de Guitarra Blues: https://primeirosacordes.com.br/guitarra-83628/curso-de-blues/19-curso-de-blues.html Curso de Piano Blues: https://primeirosacordes.com.br/teclado/curso-de-blues/21-curso-de-blues-teclado.html

  34. 11

    Criando um Samba ao estilo Almir Guineto

    Almir Guineto foi um dos fundadores do Grupo Fundo de quintal e também o criador do banjo no samba ao introduzir um braço de cavaquinho no banjo americano. Nós vamos usar como referência a música “Insensato Destino”, de autoria de Chiquinho/ Mauricio Lins/ Acyr Marques, gravada no disco Sorriso Novo de 1985. Ouça discos entenda conceitos. Teoria A nossa canção terá 3 partes sendo que ela começa na tonalidade de G maior e depois faz uma modulação para a tonalidade de Gm. Esse é um recurso bastante usado em samba-enredo, onde você sai de uma exaltação ou alegria para uma tristeza ou reflexão. Na parte A nós teremos: G | G | F#m7(b5) | Em | Dm | G7 | C | C | D7 | G | Na parte B, modulamos para a tonalidade de Gm Gm | % | % | G7 | Cm | Cm | F7 | % | Bb | % | Eb | Am | D7 | Na parte C, usamos o quadradinho de G G | E7 | Am | D7 | Ingredientes da Receita Os ingredientes da nossa receita serão: Uma colher de sequência de G, uma colher de sequencia de Gm, um copo de Contrabaixo para dar gosto, um kilo de harmonia de cavaquinho, e 7 cordas a gosto. Contrabaixo A função do Contrabaixo é dar ritmo ao samba, sendo que ele pode usar pequenas passagens melódicas, mas sem exagero. Não perca de vista qual a função do instrumento no estilo. A característica principal do contrabaixo no samba é ressaltar o surdo. Usar notas mortas ressalta a intenção percussiva do groove. Se liga: Plugue seu fone de ouvido e bata o pé Violão A função do Violão nesse estilo é tocar a harmonia e criar linhas melódicas de baixo. Como temos o Contrabaixo temos de escolher pontos específicos para a linha do 7 cordas para que ela não brigue nem com o contrabaixo nem com a melodia. Vamos ouvir? Se liga no resultado. Cavaquinho O Cavaquinho pode usar uma batida bem marcante, que eu chamo de batida de samba de roda, e é a batida mais usada pelo Sombrinha que foi parceiro do Almir Guineto. Se liga no cavaco: Melodia A melodia é aonde normalmente está a letra da canção. Como a voz do Almir Guineto tinha um registro grave usamos o trombone para tentar replicar essa voz. Usaremos duas escalas, a escala de G maior, ouça: E a escala de Gm: Essa melodia tem elementos de samba exaltação, e um ponto de reflexão quando vai para tonalidade menor, voltando a ter um ar de exaltação quando volta para a tonalidade maior Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Curso de Contrabaixo: https://primeirosacordes.com.br/contrabaixo-65848/curso-completo/18-contrabaixo-2.html Curso de Cavaquinho: https://primeirosacordes.com.br/cavaquinho/curso-completo/16-cavaquinho-7.html Curso de Violão: https://primeirosacordes.com.br/violao-33884/curso-completo/23-curso-de-violao.html

  35. 10

    Criando um Pagode de Viola Caipira ao estilo Tião Carreiro

    Usamos como referência a canção Pagode em Brasilia, de Teddy Vieira e Lourival dos Santos. Teddy vieira e Lourival dos Santos foram parceiros de diversos sucesso de Tião Carreiro e Pardinho, tais como Rei do Gado, Nove e Nove. Conta a lenda que o Tião Carreiro que fez a música e se arrependeu de não ter assinado a canção pois ele deu a música para o Teddy Vieira e Lourival dos Santos colocarem a letra e eles que aparecem como os compositores. O Ritmo do Pagode de Viola não existia, quem criou esse ritmo foi O Tião Carreiro, testando um acompanhamento para o ritmo do Cipó preto. A música foi lançada no disco de 1961, chamado Rei do Gado, que aliás, tem várias canções que são clássicas do cancioneiro sertanejo. Ouça discos, entenda conceitos Teoria Uma característica básica do Pagode de Viola são os solos de introdução usando as cordas soltas da viola para dar uma ressonância ao solo. Outra característica é o ritmo usando as notas duetadas do acorde. A harmonia normalmente é bem simples usando I, I7, IV, e V7 grau. Em nossa canção na tonalidade de Mi maior ficou assim: E  | % | % | B7 | % | % |% | % | E  | % | E7| %  | % | A |% | % | B7| % | % | % | E | % | B7 | % | Dica de estudo: Escala duetada de E Ingredientes da Receita Os ingredientes da nossa receita serão uma colher de Cipó preto, uma pitada de contrabaixo para dar molho, um copo bem servido de ritmo na Viola Caipira. Contrabaixo Não se usava o contrabaixo nas gravações do Pagode de Viola, por isso temos de ter muito cuidado para que o baixo brigue com a Viola Caipira mas acrescente força rítmica. Vamos usar a técnica do slap para acentuar junto com a viola caipira as notas fortes e as notas abafadas. Ouça: Agora que temos uma linha de contrabaixo que não briga com a viola, vamos ouvir o resultado. Bota o fone e bata o pé: Guitarra Nesse estilo a principal função do Violão é o contraponto ao ritmo da viola Caipira. Nós vamos usar uma guitarra para ter uma força maior com o uso do contrabaixo e da bateria. Basicamente o ritmo que dá o contraponto a Viola Caipira é o Cipó Preto. Ele basicamente acentua aonde a Viola Caipira silencia. Parece que o cipó preto é anterior ao Pagode Viola, mas eu não tenho elementos para afirmar isso com convicção, o que posso afirmar é que normalmente o Pagode de Viola é acompanhado pelo ritmo do cipó preto. Vamos dar uma ouvida como seria esse ritmo: Se liga como ficou nossa canção até aqui: Viola Caipira A Viola Caipira tem basicamente duas funções: tocar o solo de introdução e dar a força rítmica ao pagode de Viola Basicamente precisamos conhecer a escala duetada de E para a criação do solo, ouça: O ritmo do Pagode é feito normalmente acentuando as notas principais do acorde e abafando as cordas, isso nos dá um ritmo muito cadenciado, lembrando um pouco o som de um trem. Se liga: Juntando a Viola Caipira com os outros instrumentos, nossa canção ficou assim, até aqui: Melodia A melodia é onde podemos ter a letra da canção. Como eu queria que a melodia tivesse um certo vigor e criei ela numa guitarra, não sei se o Tião Carreiro gostaria muito da idéia mas queria que a viola Caipira tocasse principalmente o ritmo. A principal escala usada será Mi maior, e usaremos um ritmo sincopado. Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Curso de Contrabaixo: https://primeirosacordes.com.br/contrabaixo-65848/curso-completo/18-contrabaixo-2.html Curso de Viola Caipira https://primeirosacordes.com.br/viola-caipira-19614/curso-completo-de-viola-caipira/20-curso-completo-viola.html

  36. 9

    Criando um Rockabilly ao estilo Straycats

    Nesse episódio nós vamos entender como criar um Rockabilly bem ao estilo Straycats. Esse rock será na tonalidade de G História Usaremos como referência a canção de Rock this town, de 1981, do albúm de estréia Straycats. A canção é um Rockabilly que é uma reeleitura do rock and roll dos anos 50. Nos anos 30 os americanos ouviam muito as big bands que eram as bandas de swing jazz, que era um jazz para se dançar. Muito padrões que nós ouvimos até hoje já estavam presentes em músicas como Jumpin at the woodside do Cout Basie. Com o tempo o Jazz foi se afastando desse estilo mas ele é redescoberto nos anos 50 com o Rock and Roll, que retoma aqueles padrões na linha de contrabaixo, nos riffs da metaleira, nos solos de guitarra. Vamos tentar criar uma canção nova, usando os elementos da música Rock This Town. Ouça discos, entenda conceitos Teoria O Rock and roll tem uma ligação forte com o Blues e a Country Music, por isso trabalha com 3 acordes I, IV e V, no caso aqui usaremos 16 compassos. E na Tonalidade de G seria: G7 | % | % | % |% | % | D7 |% |G7 | % |C7 | % | G7| D7 |G7 | % | Ingredientes da Receita Os ingredientes da nossa receita serão: Modo Mixolídio bem marcado, uma xicara de Contrabaixo pulsante, uma colher de guitarra com distorção bem leve, uma pitada de Metais para dar sabor. Contrabaixo O Contrabaixo usado no Rock and roll, era o contrabaixo acústico, e uma das características do Rockabilly foi a retomada do uso do contrabaixo acústico, justamente pelo timbre característico e os efeitos percussivos, desse tipo de contrabaixo. Como não tenho um contrabaixo acústico vou usar o elétrico mesmo. Pobre é assim se vira com o que tem. A função do Contrabaixo no rock and roll é fazer a galera bater o pé sentir o ritmo, isso não pode ser esquecido na criação do groove. Por isso vamos usar uma pulsação em 4 para dar bastante molho e usaremos um efeito de nota morta para finalizar o acorde, se liga: Plugue seu fone de ouvido e bata o pé: Guitarra O primeiro guitarrista de rock and roll que percebeu que dava para trazer aqueles solos de saxofone para a guitarra foi o Chuck Berry. Ele fez isso usando o modo Mixolídio, que era gerado misturando a penta maior e menor tocada sobre o acorde. Além disso trouxe do piano e do banjo, o elemento do double-stop, que são as notas dobradas. Se liga num trechinho do solo: A base da guitarra no Rock and roll trouxe o padrão clássico do Blues Shuffle, que consiste basicamente num intervalo de quita e sexta. Se liga: Nos anos 50 basicamente o guitarrista usava o seu valvulado para conseguir uma distorção de guitarra. Vamos fritar os dedos? Metaleira O grupo dos metais são basicamente formado por 3 instrumentos: trombone, saxofone e trompete. Nesse estilo basicamente eles tocam pequenos riffs tocando as notas do acorde esses riffs são tocados quase sempre no final das frases da melodia. Ouça: Melodia A melodia seria a parte cantada de uma música, nesse caso ela será executada pelo Sax alto. Para isso precisamos conhecer o modo mixolídio dos acordes de G7, C7, D7: Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Curso de Contrabaixo: https://primeirosacordes.com.br/contrabaixo-65848/curso-completo/18-contrabaixo-2.html Curso de Guitarra Blues: https://primeirosacordes.com.br/guitarra-83628/curso-de-blues/19-curso-de-blues.html Curso de Piano Blues: https://primeirosacordes.com.br/teclado/curso-de-blues/21-curso-de-blues-teclado.html

  37. 8

    Criando um Pagode anos 90

    E aí Sonzeira Aqui é Marcos Duprá da primeirosacordes.com.br e vamos começar o sétimo Episódio do Criando Música, onde você aprende criando. Nesse episódio nós vamos entender como criar um pagode anos 90 usando apenas 4 acordes. Essa é uma sequência conhecida pelos sambistas como quadradinho, como a tonalidade será Fá maior, será o quadradinho de F. História O pagode dos anos 80 e 90, tem como principais expoentes: Raça Negra, Grupo Raça, Negritude Júnior, Katinguelê, Art Popular entre outros. Nós vamos usar como referência a música “Recado à minha amada”, do Katinguelê, do disco Compasso do Criador de 1996. Ouça discos entenda conceitos. Teoria A sequência de acordes conhecida por quadradinho é formada pela seguinte fórmula: I VI7 IIm V7 Se pensamos isso na tonalidade de F teremos: F D7 Gm C7 Ingredientes da Receita Os ingredientes da nossa receita serão: Uma pitada de quadradinho de F, uma colher de contrabaixo bem marcado, um copo de harmonia de violão, um kilo de harmonia de cavaquinho, e a escala de Fá maior. Contrabaixo A função do Contrabaixo e da percussão no samba é criar a Cozinha, portanto preparar os pratos para os outros músicos degustarem. Não perca de vista qual a função do instrumento no estilo. Uma característica do contrabaixo no samba é ressaltar o surdo que é tocado no segundo tempo, ou seja no tempo fraco. Usar notas mortas ressalta a intenção percussiva do groove. Podemos usar pequenas frases para ligar os acordes. Se liga: Plugue seu fone de ouvido e bata o pé Violão A função do Violão nesse estilo é tocar a harmonia. Uma boa maneira de enriquecer a harmonia é usar conceitos de harmonia funcional, por exemplo: F | D7 | Gm | C7 podemos substituir por: F7M | D7(b9) G#7(#11) | Gm7 | Em7(b5) F#7(#11) Vamos ouvir? Se liga no resultado. Teclado O teclado tem como função o acompanhamento, usamos o teclado em dois momentos: Na introdução, arpejando os acordes e usando a melodia como guia. Abra os ouvidos: Na parte B da canção, usando um ritmo de salsa, para dar uma referência latina. Ouça um trecho e se liga nos baixos da mão esquerda: Cavaquinho O Cavaquinho no pagode dos anos 90, usava bastante solos de introdução e uma harmonia bem rica, com influências da bossa nova. Como a tonalidade é Fá, podemos usar basicamente a escala de Fá, ouça: Uma boa maneira de enriquecer a harmonia é usar conceitos de harmonia funcional, por exemplo: F | D7 | Gm | C7 podemos substituir por: Am | D7(b9) | Gm7(9) | C7(13) C7(b13) Se liga no cavaco: Melodia A melodia é o prato principal da canção, para não perdermos a sensualidade romântica do estilo, vamos usar o saxofone tenor para tocar essa melodia. Nossa escala principal será a escala de Fá que seria: Essa melodia já terá influências de outros estilos como soul music, black music, mas claro sem perder o swing do samba. Se liga no ritmo da melodia: Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Curso de Contrabaixo: https://primeirosacordes.com.br/contrabaixo-65848/curso-completo/18-contrabaixo-2.html Curso de Cavaquinho: https://primeirosacordes.com.br/cavaquinho/curso-completo/16-cavaquinho-7.html Curso de Violão: https://primeirosacordes.com.br/violao-33884/curso-completo/23-curso-de-violao.html

  38. 7

    Criando uma toada ao estilo Chico Mineiro

    Nesse episódio nós vamos entender como criar uma toada na Viola Caipira bem ao estilo de Tônico e Tinoco. História Usamos como referência a canção Chico Mineiro, de Tônico e Tinoco. A gravação original é de 1946, e tinha apenas Violão e Viola Caipira. É muito importante ouvir a gravação original para entendermos como a música foi evoluindo e acima de tudo como os músicos faziam tudo na raça. No Brasil os estúdios começaram a melhorar tecnologicamente apenas a partir dos anos 70. Qualquer coisa anterior aos anos 70, o músico tinha de ser muito bom, ou seja tinha de gravar na primeira. Ouça discos, entenda conceitos Teoria A música sertaneja de Raiz, tem uma ligação forte com os trovadores da idade média, por isso a melodia normalmente é construída em 2 quadras. Usaremos um solo de introdução para ligar essas quadras. A tonalidade será E, e usaremos muitos acordes de preparação para ligar essas partes: E | % | % | % |B7 | % | % |% | E | % | % | % |B7 | % | % |% | E | E7 | A | % | % | % | B7 | % | E |% |C#7| % | F#m| % | B7 | % | Dica de estudo: Escala duetada de E Ingredientes da Receita Os ingredientes da nossa receita serão uma colher de Duetada de E, uma pitada de contrabaixo para dar molho, um copo de dedilhado de Violão. Contrabaixo Nas primeiras gravações da música sertaneja não se usava o Contrabaixo, normalmente as linhas de baixo eram feitas pelo violão. A partir dos anos 70 o uso do contrabaixo nas gravações se popularizou, principalmente com a melhoria na qualidade das gravações. O rimo de uma toada é muito parecido com o groove de uma balada. Um ritmo bem simples e marcante, usando basicamente tônica e quinta, com pequenas passagens na escala de E para ligar os acordes. Ouça: Bota o fone e bata o pé: Violão Nesse estilo a principal função do Violão é a Harmonia. Com o advento do contrabaixo, o violão perdeu a sua função de criar a linha de baixo da canção. Uma boa maneira de se tocar esse estilo é usar o dedilhado, com pequenas passagens duetadas para ligar os acordes. Usamos um capotraste na quarta casa, para termos a liberdade de usar cordas soltas. Exemplo: Se liga na harmona Viola Caipira A Viola Caipira tem basicamente duas funções: tocar o solo de introdução e fazer o acompanhamento, quando o cantor estiver atuando. Basicamente precisamos conhecer a escala duetada de E para a criação do solo, ouça: Cuidado com os acordes de preparação, esses acordes usam outras escalas. Quando falo de acorde de preparação, estou falando dos acordes de sétima menor. Levanta a bunda e Vai estudar menino. Se liga no resultado Melodia A melodia é onde teremos a mensagem da canção que será dada normalmente pelo cantor. No caso usamos a sanfona para executar uma melodia em duas vozes, através da escala duetada. O Tom de nossa canção é E, e a principal escala será a duetada de E. Ouça: Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Curso de Contrabaixo: https://primeirosacordes.com.br/contrabaixo-65848/curso-completo/18-contrabaixo-2.html Curso de Viola Caipira https://primeirosacordes.com.br/viola-caipira-19614/curso-completo-de-viola-caipira/20-curso-completo-viola.html

  39. 6

    Criando um Blues ao estilo B B King

    Nesse episódio nós vamos entender como criar um Blues ao estilo B B King. Esse blues será na tonalidade de Am História Usaremos como referência a canção de The Thrill is gone, de 1951, mas que ficou famosa com a versão do B B King , do disco Completely Well de 1969. A canção é um Blues mas com muitos elementos de Soul Music, portanto não é aquele blues mais tradicional, principalmente na questão rítmica. A década de 60 foi muito importante para o B B king, principalmente com a redescoberta do Blues, pelos hippies, pelos clubes de moto. Uma vez eu vi uma entrevista dele, onde ele falava que aquela foi uma época de virada na sua carreira,pois ele percebeu que não precisava tocar apenas para os negros e podia ampliar o seu público. Vamos tentar criar uma canção nova, usando os elementos da música Thrill is gone. Ouça discos, entenda conceitos Teoria O Blues normalmente utiliza a fórmula de 12 compassos, e basicamente usa 3 acordes como a tonalidade é menor Im, IVm e Vm ou V7 grau, no compasso 9 podemos acrescentar o bVI7. Na tonalidade de Am teríamos Im | % | % | % |IVm | % | Am |% | % | % |Dm | % | Im | % |bVI7 | V7 | Im | % | Am |% |F7 | E7 | Am | % | Dica de estudo: Pentatônica de Am Ingredientes da Receita Os ingredientes da nossa receita serão: Pentatonica de Am com bom gosto, uma pitada de Contrabaixo, uma colher bem servida de piano elétrico ao melhor estilo Blues. Contrabaixo A função do Contrabaixo no Blues é preparar a cozinha junto com a Bateria. O que é a cozinha? A cozinha é preparar os pratos para que todos possam degustar a melhor comida e automaticamente se divertir. Basicamente trabalhamos um groove usando as tônicas, quintas e sétimas dos acordes, amarrando bem com o ritmo da bateria, se liga: Plugue seu fone de ouvido e bata o pé: Piano Nos anos 60 e 70, o piano elétrico se popularizou, através de tecladistas como Ray Charles e Stevie Wonder. Curiosidade ambos eram cegos. O que demonstra que é melhor ser cego do que surdo, apesar de que tem muito músico por aí que é completamente surdo. Para criarmos uma boa base de teclado, fizemos a mão esquerda tocar uma linha de baixo usando notas do acorde e tomando cuidado para não brigar com a linha de contrabaixo. A mão direita basicamente tocou o acorde e brincou com a pentatônica de Am. Vamos dar um exemplo: Se liga no resultado. Guitarra Para criarmos um solo de guitarra em um Blues, a primeira coisa é conhecermos a escala pentatônica. No caso a pentatônica de Am, ouça: Uma característica do B B King é a sua procura pela nota ideal. Ele nunca exagera procurando valorizar o acorde que está sendo tocado. Essa forma de pensar tem muito a ver com o Cool Jazz, menos é mais. Aliás Miles Davis adorava B B King. Se liga na guita Melodia A melodia é o prato principal da canção e normalmente ela é feita pelo cantor. Para se criar uma boa melodia de blues devemos conhecer a escala pentatônica, no caso Am, ouça: Vamos usar o trompete para tocar essa melodia, de certa forma homenageando Miles Davis, e de imaginado como teria seria muito legal ter ocorrido um encontro desses dois mestres: Saca só como ficou nossa melodia. Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Curso de Contrabaixo: https://primeirosacordes.com.br/contrabaixo-65848/curso-completo/18-contrabaixo-2.html Curso de Guitarra Blues: https://primeirosacordes.com.br/guitarra-83628/curso-de-blues/19-curso-de-blues.html Curso de Piano Blues: https://primeirosacordes.com.br/teclado/curso-de-blues/21-curso-de-blues-teclado.html

  40. 5

    Criando Um Partido Alto ao estilo Paulinho da Viola

    Nesse episódio nós vamos entender como criar um samba em ritmo de partido alto. Essa criação usou com referência a música Argumento de Paulinho da Viola, do disco Paulinho da Viola de 1975. Ouça discos, entenda conceitos. História O estilo Partido alto é um samba, onde os versos são cantados por dois improvisadores em forma de desafio. Normalmente com uma pergunta e resposta, onde a resposta seria uma espécie de refrão cantado pelo coral. O que vamos trabalhar aqui é um samba usando um ritmo típico do partido-alto, não será um partido alto no seu conceito mais clássico. Teoria O Ritmo do Partido-alto tem uma acentuação bem marcante baseado na célula rítmica: 1,2 ta 1, 2, 3 ta, é importante observar que seu ritmo é sincopado, ou seja, o prolongamento do tempo fraco para o forte, é como se você começasse antes da cabeça do tempo. Ingredientes da Receita Os ingredientes da nossa receita serão: ritmo de partido-alto no cavaco, 7 Cordas quebrando tudo, Pandeiro bem marcante, e o quadradinho de D com subida. A escala de D será: D, E, F#, G, A, B, C#, D O Campo harmônico de D fica: I IIm IIIm IV V7 VIm VIIm7(b5) D Em F#m G A7 Bm C#m7(b5) O Quadradinho de D com subida teria os seguintes Graus: I   VI7   IIm  V7 I I7  IV IVm IIIm VI7 IIm V7 D | B7 | Em | A7 | D | D7 | G | Gm | F#m | B7 | Em | A7 | Cuidado com os acordes fora do campo harmônico são eles: B7 preparando para Em - pertence a escala de Em harmônico E F# G A B C D E D7 preparando para G – pertence a escala de G G A B C D E F# G Gm – acorde empréstimo modal – pertence a escala de Dm D E F G A Bb C D Cavaquinho O contrabaixo nesse estilo tem como principal função manter o ritmo constante para que o acompanhamento possa fluir naturalmente em torno dos acordes tocados. Vamos usar o quadradinho de D com subida para criar a canção, dá uma ouvida: Se liga no swing: 7 Cordas A função do 7 cordas será a mesma de um contrabaixo, portanto e criar melodias de contraponto a melodia principal. Usaremos no geral a escala de D: Para o acorde de B7, a escala de Em harmônico: Para oacorde de D7 a Escala de G Para o acorde de Gm a escala de Dm Liga o fone de o ouvido e bata o pé: Melodia A melodia é o prato principal da canção e normalmente é onde estará a letra da música. Em nosso caso usamos o cavaquinho para tocar a melodia principal. Criamos a nossa melodia usando basta o ritmo da síncope e a escala de D Para o acorde de B7, a escala de Em harmônico: Para o acorde de D7 a Escala de G Para o acorde de Gm a escala de Dm Saca só como ficou nossa melodia. Trombone Para finalizar criamos uma melodia de introdução tocada no teclado por um trombone. Esse instrumento sempre foi muito usado no samba de gafieira, e cria um clima todo próprio. Basicamente usamos a escala de D, tomando cuidado com os acordes que estão fora do campo harmônico. Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Curso de Contrabaixo:  https://primeirosacordes.com.br/contrabaixo-65848/curso-completo/18-contrabaixo-2.html Curso de Cavaquinho:  https://primeirosacordes.com.br/cavaquinho/curso-completo/16-cavaquinho-7.html Curso de Violão: https://primeirosacordes.com.br/violao-33884/curso-completo/23-curso-de-violao.html

  41. 4

    Criando uma Moda ao estilo Sérgio Reis

    Nesse episódio nós vamos Criar uma canção em ritmo de Cururu, vamos usar como referência a canção Menino da Porteira. História Nos anos 70 a música sertaneja começou a se eletrificar, quando alguns músicos da Jovem Guarda, como Sérgio Reis por exemplo, começaram a criar arranjos mesclando Musica Caipira de Raiz e instrumentos como a guitarra e o contrabaixo e bateria. Teoria O ritmo típico do Cururu é feito em 2/4 com uma acentuação nos tempos fracos. Vamos criar nossa canção na tonalidade de A Escala de A A B C# D E F# G# A Campo harmônico de A A Bm C#m D E7 F#m G#m7(b5) Muitas canções típicas usam basicamente I, IV, V7, usando essa idéia nossa sequencia será: A | % | % | % |E7 | % | % | % | A | % | % | % |E7 | % | % | % | A | % | A7 | % | D | % | % | % | E7 | % | % | % | Cuidado com o acorde de A7, ele está fora do campo harmônico de A Dica de estudo: Escala Duetada de A. Ingredientes da Receita Os ingredientes da nossa receita serão: Uma pitada de duetada de A, uma colher de Viola Caipira, Acordeão a gosto, e groove de baixo dando o ritmo de cururu. Contrabaixo O contrabaixo nesse estilo tem como principal função manter ritmo do Cururu. Saber utilizar as notas mortas dará mais vida ao groove. Vamos usar as notas do acorde para criar a levada, e usaremos a escala de A para ligar um acorde a outro. Liga o fone de ouvido e bata o pé: Violão O Violão aqui teve mais a função de manter o ritmo, justamente para dar maior liberdade melódica para a Viola Caipira Som na máquina: Viola Caipira A Viola Caipira nesse estilo tem dois momentos: o solo de introdução, e o acompanhamento. Durante o acompanhamento usei um dedilhado criando pequenos contraponto a melodia principal, usando muito a escala duetada de A. Ouça o resultado: Melodia A melodia é o prato principal de uma canção e normalmente ela é feita pelo cantor. Criamos a melodia para duas vozes usando o acordeon. Saca só como ficou nossa melodia. Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Curso de Contrabaixo:  https://primeirosacordes.com.br/contrabaixo-65848/curso-completo/18-contrabaixo-2.html Curso de Viola Caipira https://primeirosacordes.com.br/viola-caipira-19614/curso-completo-de-viola-caipira/20-curso-completo-viola.html

  42. 3

    Criando um Rock Sulista ao estilo do Creedence

    Nesse episódio nós vamos entender como criar um rock usando apenas acordes dominantes. Esse rock foi baseado no estilo do Creedence Clearwater, uma banda do final dos anos 60 e começo dos 70. Teve como referência a música Suzy Q do Album Credence Clearwater Revival de 1968. Ouça discos, entenda conceitos. História O rock sulista americano, tem como influências o rock, blues e country music. As grandes bandas desse estilo são Creedence, Alman Brothers e Lynird Skynird entre outras. Teoria Rocks dos anos 60 e 70 tem uma grande influência do Blues, e usa-se basicamente o Modo Mixolídio, para não entrarmos na questão teórica, os acordes são basicamente acordes de sétima. Uma sequência típica por exemplo: I7 IV7 I7 bVI7 V7 Na tonalidade de E teríamos: E7 | A7 | E7 | C7 | B7 | Dica de estudo: Escala pentatônica e Modo Mixolídio. Ingredientes da Receita Os ingredientes da nossa receita serão: Uma pitada de sequência típica do Blues, uma colher de riff de guitarra, órgão hammond a gosto, e a escala pentatônica de Em. A escala pentatônica de Em é formada pelas notas: mi, sol, lá, si, ré, mi. Um rock criado no” tom de E7”, pode usar tanto a pentatônica de Em como a pentatônica de E maior, essa ambiguidade na melodia é uma característica do Blues. Ou seja em matéria de melodia, o rock é espada, joga para os dois lados. Contrabaixo O contrabaixo nesse estilo tem como principal função manter a força rítmica da bateria e da guitarra. Manter a pulsação é o segredo, quase como um relógio. Saber valorizar as sétimas do acorde é outra característica muito importante, além do uso da pentatônica. Uma leve saturação também dará bons resultados. A pentatonica de Em ficará assim: Um grande baixista desse estilo foi Tommy Caldwell da banda The Marshall Tucker Band. Liga o fone de ouvido e bata o pé: Teclado Um instrumento que tem muita força no rock dos anos 70 é o órgão hammond. Diferente do piano o órgão podia dar a vitalidade de uma guitarra elétrica. Uma boa maneira de se pensar o acompanhamento do teclado é pensar o acorde maior, a quarta e sexta do acorde, e a quinta e sétima do acorde. Isso dará um resulto bem Blues ao acompanhamento. Se liga: Ouça o resultado: Guitarra Criar um bom riff de guitarra é algo que deixa a canção bem marcante no rock. E para criar um bom riff de guitarra, a escala pentatônica pode ser muito criativa. A base pode ter diversas variações ou como no nosso caso usar apenas as tríades para não perder a força do Overdrive. A penta de Em fica assim: Som na máquina: Melodia A melodia é o prato principal de uma canção e normalmente ela é feita pelo cantor. Para se criar uma boa melodia de rock sulista o uso da escala pentatônica será de extrema importância. Saca só como ficou nossa melodia. Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra Instagram: https://www.instagram.com/primeirosacordes.com.br/ Curso de Contrabaixo:  https://primeirosacordes.com.br/contrabaixo-65848/curso-completo/18-contrabaixo-2.html Curso de Guitarra Blues:  https://primeirosacordes.com.br/guitarra-83628/curso-de-blues/19-curso-de-blues.html Curso de Piano Blues: https://primeirosacordes.com.br/teclado/curso-de-blues/21-curso-de-blues-teclado.html

  43. 2

    Criando um Samba de 4 acordes

    Nesse episódio nós vamos entender como criar um samba usando apenas 4 acordes. Essa é uma sequência conhecida pelos sambistas como quadradinho, como a tonalidade será Dó maior, será o quadradinho de C. #PrimeirosAcordesComposição #CriandoMúsica História O primeiro samba gravado em 1916, chama-se “Pelo Telefone” e já usava o quadradinho como sequência da canção. Esse samba foi composto por Donga que era parceiro do Pixinguinha. Recomendo a gravação do Martinho da Vila de 1973 do disco Origens. Se você quer entender conceitos, ouça discos. Teoria A sequência de acordes conhecida por quadradinho é formada pela seguinte fórmula: I VI7 IIm V7 Se pensamos isso na tonalidade de C teremos: C A7 Dm G7 Ingredientes da Receita Os ingredientes da nossa receita serão: Uma pitada de quadradinho de C, uma colher de contrabaixo, Violão de 7 cordas a gosto, um kilo de cavaquinho, e a escala de Dó maior. A escala de Dó maior é formada pelas notas: Dó, ré mi, fá sol, lá si, dó. Campo harmônico de C será C Dm Em F G7 Am Bm7(b5) Qual o cuidado que eu devo ter? O Acorde de A7 não pertence a escala de Dó. O Acorde A7 pertence a escala de Dm melódico que será: D E F G A B C# D Você já estudou as escalas e campo harmônico? Você é o cara mano. Não estudou? Então você está igual promessa de ano novo, amanhã eu começo o meu regime. Página Facebook: https://www.facebook.com/PrimeirosAcordes  Twitter: https://twitter.com/MarcosDupra  YouTube: https://www.youtube.com/c/primeirosAcordes Créditos: Marcos Duprá - professor www.primeirosacordes.com.br

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