EPISODE · Jan 24, 2022 · 26 MIN
Begins… A primeira Ideologia: A Torre de Babel (Gênesis 11) #rpsp
from Reavivados por Sua Palavra
O texto bíblico nos informa que os homens se uniram não para construir uma cidade e uma torre, mas para construir uma cidade e uma torre em rebelião contra Deus. Seus planos excluem Deus e estão em oposição a Ele, e tanto a torre quanto a cidade eram chamadas de Babel, o “portal dos deuses”. Esse projeto odioso foi uma declaração de guerra a Deus, uma expressa rebelião contra o Altíssimo. Eles se unem não para cumprir o projeto divino, mas para substituir o plano de Deus pelos seus projetos. Além disso, querem banir Deus e se colocarem no centro da história, e não apenas se opõem a Deus, mas querem ser como Deus e até mesmo ocupar o lugar do Todo-poderoso. Mas quais foram suas motivações para isso? Em primeiro lugar, notoriedade (11.4a), ou seja, eles querem tornar célebre o seu nome, querem fama, desejam os holofotes e aspiram a ser o centro de todas as coisas. O antropocentrismo idolátrico não morreu; na verdade, ele está em voga em nossa geração. As nações têm virado as costas para Deus e tentado bani-lo de sua história; além disso, têm substituído Deus por outros deuses e, também, têm escarnecido do nome de Deus e cultuado a si mesmas. As nações têm feito monumentos a si mesmas, buscando fama para si. É o homem tentando esquecer-se do céu na mesma medida que busca imortalidade aqui na terra, onde tudo é passageiro. James Montgomery Boice diz que Babel não era a cidade de Deus, mas a cidade dos homens, construída pelo homem e para a glória do homem. Bräumer ilustra esse ponto quando menciona o fato de várias cidades receberem o nome de reis, para que eles continuassem na memória das pessoas, como Cidade de Davi, Alexandria, Constantinopla e muitas outras. Em segundo lugar, contrariar a vontade de Deus (11.4b). A ordem de Deus era para encher a terra, ou seja, uma visão centrífuga, e eles não querem ser espalhados, por isso adotaram uma perspectiva centrípeta. Bruce Waltke diz que esse arranha-céu, a torre de Babel, é símbolo de sua sociedade unificada e titânica que se autoafirma contra Deus, o qual lhes ordena que encham a terra (cf. 9.1). Esses pecadores presunçosos, como Caim, temem a perda do lugar em sua alienação de Deus e talvez entre si (4.14), e, como ele, encontram sua solução para o significado numa cidade permanente que rivalize com Deus. Sempre que o homem tenta estabelecer seus próprios planos fora da vontade de Deus, invertendo o projeto do SENHOR, demonstra sua desobediência arrogante e sua jactância demoníaca (Tg 4.16). Conforme escreveu Bräumer, “o objetivo declarado dos povos pré-históricos era construir algo que lhes trouxesse fama e os protegesse da dispersão”. Em terceiro lugar, estabelecer uma nova religião (11.4). É óbvio que os construtores não eram tão tolos a ponto de pensar que poderiam construir uma torre cujo topo chegasse literalmente aos céus. Essa torre era um zigurate, um monumento com propósito religioso, a fim de estabelecer contato com os deuses e buscar orientação nos astros. O objetivo deles era estabelecer uma ligação entre o céu e a terra. A torre de Babel é um símbolo da apostasia declarada e afrontosa, é a tentativa de tirar Deus do centro da vida e colocar em seu lugar outros deuses, bem como uma aberta rebelião contra Deus. A palavra “Babel” significa “o portal de Deus”, contudo, o Senhor o transformou num lugar de confusão e separação. A identidade essencial de vários deuses e deusas de Roma, da Grécia, da Índia, do Egito e de outras nações com o panteão original dos babilônios está aqui bem estabelecido. Bräumer diz que, dado o significado trágico que a cidade da Babilônia adquiriu para o povo de Israel, a Babel da pré-história tornou-se símbolo de todos os impérios que tentaram se levantar contra Deus e Seu povo. A Grande Babilônia é a Grande Meretriz, cuja imoralidade e magia seduziu as nações. A Babilônia, aliada de Satanás, do Dragão e do Anticristo e também da besta será destruída, afundada no mar, queimada no fogo eterno. LOPES, Hernanes Dias, Gênesis: o livro das origens
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