EPISODE · Feb 5, 2022 · 26 MIN
Begins… Até que a morte nos separe: o enterro de Sara (Gênesis 23) #rpsp
from Reavivados por Sua Palavra
Se Gênesis 22 tratou da “ressurreição” de Isaque aos olhos de Abraão, seu pai, este capítulo fala da morte de Sara, sua mulher, a única mulher na Bíblia que tem seus anos mencionados na sua morte. Sara, a mãe de Isaque, era uma mulher proeminente e que exerceu um papel absolutamente importante não apenas como uma alegoria da Jerusalém celeste, como também dos crentes gerados pelo Espírito, para a liberdade (Gl 4.21-31). Ela é um exemplo de mulher piedosa e submissa (1Pe 3.1-6). O texto em pauta fala de quatro fatos: a morte de Sara, o choro de Abraão por ela, a compra da sepultura e o sepultamento da mãe de Isaque. Sara, uma mulher que viveu pela fé (Hb 11.11,12). Conquanto Sara tenha tido fraquezas de dúvidas e incredulidade acerca do cumprimento da promessa de ser a progenitora de uma numerosa descendência, tanto no caso da serva Agar como no seu riso incrédulo ela apropriou-se da promessa pela fé e foi colocada no seleto grupo daqueles que andaram pela fé. Em quarto lugar, Sara, uma mulher que enfrenta a morte (23.1,2). Sara, aos 89 anos de idade, já se considerava velha antes de Isaque nascer, tanto que, ao morrer, com 127 anos, seu filho Isaque já estava com 37. Ela morreu três anos antes do casamento de seu filho. Depois da morte de Sara, Abraão vive ainda cerca de 38 anos (25.7). A vida pode ser longeva, mas a morte é certa; entretanto, para os que creem a morte não é o fim e a sepultura não é nosso último endereço. A morte, o rei dos terrores, o último inimigo a ser vencido, já foi vencida; seu aguilhão foi arrancado, e ela foi tragada pela vitória (1Co 15.54,55). Cristo, o descendente de Abraão, matou a morte e ressuscitou gloriosamente, como primícias de todos os que dormem. Abraão lamenta a morte de Sara, sua mulher (23.2). De acordo com o entendimento judaico, o lamento é a forma de honrar os mortos, uma vez que lamentar significa “atribuir a alguém as conquistas obtidas em vida, valorizá-lo”. Embora não fosse um marido perfeito e tenha cometido erros com relação a Sara, em sua mentira tanto no Egito como em Gerar, e conquanto tenha cedido ao pedido dela em relação a coabitar com a serva Agar, Abraão foi um marido zeloso, que sempre honrou sua mulher. Por isso, seu lamento e seu choro são a expressão de seu amor por ela. A expressão veio Abraão lamentar Sara, segundo Henry Morris, sugere que Abraão não estava presente durante o tempo de sua enfermidade e na hora de sua morte. Abraão age depois da morte de sua mulher (23.3). É legítimo chorar na hora do luto, mas não é conveniente ficar prisioneiro dessa dor. Aqueles que têm esperança levantam-se do luto; e foi o que Abraão fez. Precisou ter lucidez para adquirir um lugar apropriado para sepultar sua mulher. Abraão paga a Efrom um valor colossal pelo terreno, ou seja, quatrocentos siclos de prata, moeda corrente entre os mercadores. George Livingston diz que não há como saber o valor exato da prata no dinheiro de hoje, mas, comparado com os dezessete siclos de prata que Jeremias pagou pela herança em Anatote (Jr 32.9), o preço parece altíssimo. Para Abraão, a compra incontestável da sepultura era tão importante que ele estava disposto a pagar qualquer quantia por ela. LOPES, Hernandes Dias - Gênesis, a Origem da Vida.
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